28 de setembro de 2016

Mel - Antes e depois

Para quem não sabe, o Mel foi um gatinho que apanhei aos 7 meses de idade da rua, por volta de Dezembro do ano passado, pertencente a uma colónia que acompanhava e que encontrei inanimado, num estado verdadeiramente desolador. Durante dias o veterinário não me deu esperança alguma, certo de que ele não resistiria. Os seus 7 meses não pareciam mais de 3 e a sua magreza era assustadoramente dolorosa. 

O Antes:

 Aqui no veterinário, onde ficou internado dias e dias e onde voltou semanalmente durante 3 meses, tal era o seu estado de saúde. 


Quando chegou à minha casa, com um pouco mais de peso, arranjei uma cama o mais quente possível, e tinha ainda o aquecedor junto a ele, que alternava com botija de água quente. O Mel tinha umas apenas 700gr e quando se levantava para ir comer, as lágrimas escorriam-me pela cara abaixo de tanta fragilidade, os ossinhos todos à vista, a falta de pelo numa parte do corpo e, ao mesmo tempo, a doçura e o à vontade que desde logo teve comigo. 


O depois:


Com cerca de um ano. Vai ser sempre um gato pequeno em tamanho, mas imenso em boa disposição e em meiguice. 



O plano nunca foi termos 4 gatos. nem sequer 3. O plano sempre foi ter 2, mas a vida trocou-nos as voltas e colocou no nosso caminho mais gatos que nos estavam destinados. Por vezes é difícil, dá trabalho diário, temos pelo por toda a casa, que aspiramos regularmente, pedras espalhadas pelo chão, preocupações quando vamos de férias, gastos imensos em comida, em veterinário, as cadeiras e sofá com fios puxados, mas a recompensa é imensa, tão superior a qualquer questão material e não os trocava por nada. Há que nos ache malucos, quem não compreenda este amor imenso, que torça o nariz quando dizemos que são 4, que ache tonto o dinheiro que já gastei com este e com tantos outros gatinhos de rua. A verdade é que não preciso que compreendam, apenas que respeitem. 

27 de setembro de 2016

Os dramas dos tamanhos

Esta coisa dos tamanhos em lojas de roupa tem muito que se lhe diga e se num dia fico toda feliz, porque experimento vestidos de tamanho S e depois tenho que pedir que me tragam um XS (a loucura senhores), no dia seguinte acontece exactamente o contrário, exactamente na mesma loja. E ninguém gosta de ter que pedir o tamanho acima. Já pedir o tamanho abaixo é coisa para nos deixar felizes da vida. Na mango é certinho que, dependendo do vestido, varia o tamanho e eu nem sou muito optimista comigo mesma que ainda me recordo do dia em que ia sufocando num provador, com um vestido meio enfiado, que não subia  nem mexia, entalado ali nas mamas que até nem são muito grandes e a única coisa que me impediu de pedir socorro foi o facto de ter o rabo de fora,as mamas espalmadas e os bracinhos presos no ar e achei preferível morrer naquelas figuras, do que sair assim. Ainda hoje não sei como me salvei, mas o que é certo é que trouxe o tamanho seguinte e agora está a nadar-me em tudo quanto é sitio. Depois há lojas daquelas em que não sou compradora habitual, mas onde entro de vez em quando (as manas gostam), onde a música de discoteca quase me tira do sério e depois só os L me servem e às vezes é em dificuldades. Na Zara tenho sempre azar com as compras. Sempre. Ou então é a Zara que não tem a qualidade que deveria ter (dentro do seu segmento, vá). É que não há produto que não compre que não chegue a casa e lhe encontre um defeito: ou porque está descosida, ou porque tem um buraco, ou porque o fecho se estraga, por isso acaba por ser raro ir lá. 
Posto isto, diria que nós não temos um tamanho verdadeiramente definido, as lojas é que variam e, dentro das várias peças, a variação é ainda maior. Só isso explica que consiga comprar produtos do XS ao M na mesma semana. Assim como assim, não fazer compras na Bershka (as sério, o S de lá é para crianças, certo?) e ir à Mango escolher vestidos fluídos ou ajustáveis na cintura. 

26 de setembro de 2016

Compras de Outono






Vestidos (diga-se modestamente que o segundo fica muito mais giro vestido em mim do que na foto, porque é ajustável na cintura e faz logo o corte mais elegante), blusas, botins...são peças que adoro sempre. Comprei ainda umas calças pretas, duas camisolas e mais duas blusas. Nesta altura do ano já não compro nada de verão, ainda que o calor se faça sentir e bem por aqui. Agora é esperar pelos dias mais frescos e dar uma grande volta no armário, escolher o que gosto e uso, o que gosto e não uso e o que já não gosto mesmo. Por cada peça que compro, faço sempre questão de escolher pelo menos uma para dar do meu guarda-roupa porque a verdade - que deve ser comum a muitas de nós - é que tenho muito mais do que o que uso. A regra é sempre a mesma: tudo o que não usei ou usei apenas uma vez na estação correspondente segue para fazer outra pessoa muito feliz. Nada de acumular. 

Constatações de uma segunda feira de manhã

Passar o fim de semana de ténis ou mesmo descalça, que adoro, e chegar à segunda feira e enfiar uns saltos altos, por mais bonitos que sejam (e são mesmo) está a parecer-me tortura, das más! Longe vai o tempo em que andava de saltos altos como quem anda de pantufas...

22 de setembro de 2016

O verdadeiro desafio deste casamento


Eu sou o 1 - a pessoa que acorda de manhã com energia (depois daquele meio minuto inicial em que acredito que só um erro qualquer na configuração do despertador justifica que esteja a tocar tão cedo). Acordo sempre com tempo suficiente para fazer tudo sem correr e, bem disposta,  circulo pela casa e faço festas as gatos (e esmifralho-os com mimos e converso com eles) enquanto decorre toda a rotina matinal: tomar banho, colocar cremes, maquilhagem simples, escolher tranquilamente a roupa, fazer o pequeno almoço (que tomo praticamente sempre em casa) e preparar a marmita, confirmar se os gatos têm comida e água, para sair de casa preparada para o dia, o trânsito, os km, o calor e o frio e o diabo a sete, devidamente arrumada e perfumada e certa de que desliguei o ferro e não deixei nenhuma janela perigosamente aberta. E chego sempre antes do tempo ao trabalho que pontualidade para mim é lei. 

Ele é o 2 - o calado, mais do que rezingão. Acorda o mais em cima da hora possível (mas nunca se atrasa), enfia-se no banho e sai de casa sem lhe ver os dentes ou o sorriso, tão característico nele em todos os outros momentos. Não fala muito, só o estritamente necessário, não come, anda ali meio zombie, com movimentos automáticos e certeiros e nem a insistência do Tobias ou os mergulhos de mimo que o Mel ronroneiro dá à frente dos seus pés para exigir afagos no pelo, o arrancam daquela semi-letargia. 

Até aqui tudo bem, porque normalmente acordamos a horas diferentes. Mas a partir de segunda começamos a ir juntos para o trabalho, por coisas e mudanças cá nossas. Agora é encontrar o ponto de equilíbrio entre estas nossas diferenças...

Na verdade vem aí uma mudança exigente mas boa, muito boa e muito bem vinda nas nossas vidas (e que certamente ajudará a outras mudanças que estão nos nossos planos) e que implica mais tempo juntos, seja de manhã ou ao final do dia.  O resto são detalhes ;-)

21 de setembro de 2016

Lado feminino #1 - Perfumes

Nestes entretantos da vida, fiz anos. 38 anos. Vários familiares me deram dinheiro, entregando-me a nada árdua tarefa de ser eu a escolher o que pretendo ou preciso. Uma parte foi logo destinada para um curso que quero muito fazer, outra para alguma roupa que preciso e, uma das coisas que me permiti comprar foi um perfume. E digo permiti porque acho que foi a primeira vez na vida que comprei um perfume para mim. Até aqui, entre o P. (que nunca deixa acabar por completo meu e seu favorito), o meu pai, boadrasta, cunhada, sogra e etc, fui sempre recebendo o suficiente para não ter que comprar. Ora como os que tenho estão prestes a acabar e o meu favorito já só usava em ocasiões especiais, lá me decidi ir a uma perfumaria. Tinha pensado experimentar uns novos, conhecer outros cheiros, alargar horizontes. Os meus favoritos de sempre são o DKNY, o One de Dolce e Gabana e o 212 VIP de Carolina Herrera, por esta ordem. De todos os outros que usei e uso, nenhum me marcou ou me diz tanto como estes. E a escolha de um perfume é tremendamente importante para mim, que sou não só uma esquisitinha com cheiros, como tenho um nariz poderosíssimo e uma forte capacidade de associar cheiros a momentos, a pessoas, a memórias. Primeiro entrei em três perfumarias daquelas que toda a gente conhece para comparar preços e garantir que não ia comprar o mais caro. Depois, em todas elas, fui experimentando o que não conhecia e me chamava a atenção. Ora ao fim de experimentar uns dez/quinze perfumes, não há nariz que valha alguma coisa. Numa das perfumarias fui ajudada por uma colaboradora que pacientemente me mostrava as novidades e me aconselhava perfumes que considerava bons. Mandei umas 20 tiras de papel para dentro da mala, os que me pareceram melhores experimentei na minha pele, que uma coisa é um bocado de papel e outra é um bocado de nós. Acho que nunca demorei tanto a escolher, a experimentar, a comprar. Cheirava e voltava a cheirar e quando descobria um de que gostava, já não me recordava exactamente qual era e a verdade é que não era aquele gostar "tem tudo a ver comigo". Era como alguns perfumes que passaram pela minha vida sem deixar grandes marcas. Tudo isto para, no final, comprar o meu favorito de sempre, o meu n.º 1 - antes disso avisei a colaboradora para não perder tempo comigo, porque o mais provável seria isso acontecer e não queria frustrá-la. Vim de lá toda feliz e ainda com um desconto de 20%. E a verdade é que é o meu perfume. Há anos, mais de 15, que o uso e é um cheiro que marca momentos tão felizes da minha vida.


                                             

19 de setembro de 2016

Aqueles momentos

Sabem aqueles momentos na vida em que tudo à volta parece uma batalha imensa? Depois do drama com os gatinhos de rua (pequeno amarelinho salvou-se e já está em FAT, até recuperar a 100% e com uma família linda destinada), o falecimento do avô da minha irmã, o desgosto nos olhos e no coração do meu padrasto e da minha pequenina e, quando tudo parecia querer acalmar, a minha avó, a minha única avó a ser internada de urgência, a perder a sua lucidez característica, o seu coração a querer falhar, a confusão nos seus olhos e o frio nas suas mãos...São 85 anos num corpo já gasto pelas dores, pelas operações e pelas perdas de uma vida. Somos poucos na nossa família, mas somos fortes e nestes momentos, unimo-nos sempre de uma forma inabalável e muito nossa. Agora é ter fé, ter esperança, acreditar que tudo correrá pelo melhor. 

11 de setembro de 2016

Do amor pelos animais

Ontem foi dia de arranjar um lar para uma princesa gata, que agora tem uma família 5*. A pequena Jasmim, agora Yoko tem um lar como merece. Obrigada T.!
Dos gatos de rua que acompanho, sobrou este bebé que de um momento para o outro começou a perder peso (não o via há uma semana e entrei em choque quando o vi assim) e ontem teve que ser internado no hospital veterinário. Tinha lá estado com ele de manhã, para ser visto, medicado, desparasitado e de onde seguiu para FAT. Depois de o deixar no quentinho, numa casa segura e nas mãos maravilhosas de uma amiga que tanto tem feito também por estes pequenos, ela e o namorado deram com ele caído, inanimado. Uma história tão parecida com a do meu Malaquias (que contei algures por aqui), que, sem cabeça para mais, ficou registado como mini Malaquias (até porque no vet todos conhecem e se lembram bem do Malaquias). E é tb um bebé milagre como o meu doce amarelinho. Hoje fui visitá-lo na sua gaiola temporária, no melhor veterinário de sempre, fui dar-lhe mimo e receber ronrons que me souberam pela vida. Comeu, recuperou alguma força. Está ainda em risco de vida, mas a esperança é bem maior. Já reage, já come, já faz ronron. Tão gordinho e bonito que ele era e agora está assim...um pequeno gremlin, mas cheio de vontade de melhorar.
Por vezes perco a coragem, sinto que se me esgotam as forças, que quero desistir deste meu lado que não me deixa dormir descansada e que me leva as energias e o dinheiro, que me tira noites de sono e que me faz sofrer tanto, porque não os posso salvar a todos. Mas também sei que nasci para isto, faz parte de mim. E por cada um que se salva, vale tão a pena. O mini Malaquias não vai voltar à rua, não pode voltar à rua. Seguirá para uma família que o fará tão feliz quanto merece e que receberá muito amor em troca. Porque eles sabem, eles sentem e são do mais verdadeiro que há.




9 de setembro de 2016

Curta

Todos os dias percorro parte de uma das principais auto-estradas do país. E quase todos os dias me apercebo que muitos homens não gostam de ser ultrapassados por uma mulher. É vê-los a mudar logo de faixa, a tentar colar-se, nervosos, envergonhados, sentindo-se inferiores, eu sei lá. Não entendo. Tenho um bom carro, tenho pé pesado e adoro conduzir (e conduzo muito bem, sem falsas modéstias, não sou só eu que o digo), não me excedo (muito, vá...) e, acima de tudo, não estou em competição, caros homens destas estradas. 
Agora digam-me, desse lado também confere? 

2 de setembro de 2016

E novamente a mil

A minha última folga foi sábado, dia 27 de agosto e a próxima só lá para dia 10 de setembro (este fim de semana será para frequentar um curso dentro das terapias holísticas, uma das áreas na qual também trabalho). A empregada pediu férias (todo o direito!), as máquinas lá de casa estão outra vez com virose e vai de fazerem barulhos estranhos ou emanarem odor a queimado, assim à vez. O que vale é que dia 12 entramos em modo mini férias, com o meu aniversário e duas viagens pelo meio (e venham os 38, que eu adoro fazer anos, sobretudo depois de ontem me terem dado 30 :D). Com a cabeça centrada nesses dias para nós, venham de lá estes dias a mil! Palavras por aqui, talvez lá mais para a frente. 

Para todos, um fim de semana feliz, cheio de sorrrisos!

29 de agosto de 2016

À(ao) Anónima(o) que comentou o post anterior

E cujo comentário não vai ver a luz do dia:

Começar o seu comentário dizendo para eu não levar a mal e a seguir ofender-me e ofender uma pessoa da minha vida é piada, mas uma piada das más. Já lhe conheço o toque e sei que anda por aqui de vez em quando, sempre a destilar veneno, sem que eu perceba porquê, muitas vezes comentando algo que não tem nada a ver com o post, ou referindo terceiros que não têm nada a ver com o blog. 

Chama-me tonta porque não namorei mais e não me diverti. Pois pasme-se:

Primeiro, não referi todos os namorados da minha vida nem o tempo que namorei com eles (isto não é a minha vida, mas uma parte da minha vida), apenas destaquei os de adolescente (até aos 15 anos) e o meu marido, o homem que me mudou a forma de ver e sentir (era essa a essência do post, pena que não tenha entendido);
Segundo - e preste atenção - não é só com os namorados que nos divertimos! Não é espectacular? Não preciso de saltar de namorado em namorado para ser experiente e feliz. Eu diverti-me tanto mas tanto com as minhas amigas (amigas daquelas para a vida), com a minha família (ricos verões no Alentejo, onde passava os dias com primos e amigos, a correr as lagoas, as barragens, os campos, com o sol a queimar a pele e a cabeça cheia de sonhos), com as viagens que fiz, com as aprendizagens que consegui, saí tanto mas tanto à noite, fui a Itália com amigos ainda na adolescência, com passagem por Espanha e por França, fui para o Algarve com amigas anos e anos seguidos, fosse nas férias, ou na passagem de ano, fui para casas de amigos com grupos grandes e divertidos nos fins de semana (querida M. que sei que por aqui andas, foi tão bom não foi?). E ainda me divirto hoje, como mulher casada. Seja com o meu marido, seja com amigos, seja com a família. E sou feliz assim, segundo os meus padrões e não segundo os seus ou os de qualquer outra pessoa. 

Posto isto, resta-me dizer que mais nenhum comentário seu será publicado neste blog, por isso escusa de comentar. Guarde para si as palavras pouco simpáticas e fique-se com estas palavras que hoje e só hoje lhe dedico, apenas com uma réstia de esperança que perceba que, mesmo não sabendo quem é, isso diz tão mais de si do que de mim. Seja feliz, muito feliz. Quanto mais felizes somos, mais felicidade espalhamos pelo mundo. 


25 de agosto de 2016

Tenho sorte, muita sorte

Durante anos da minha vida fui uma descrente no amor. Não acreditava em contos de fadas, em finais felizes, em relações eternas pautadas por gestos grandiosos de amor. Não acreditava nem compreendia a necessidade de as pessoas se casarem, se depois para se divorciarem tinham que enfrentar a família, os amigos e a sociedade, ou pior, não se divorciarem exactamente para não enfrentarem os amigos,a família e a sociedade, condenando-se a uma vida sem amor. Talvez fruto de uma família desestruturada, com um divórcio parental quando tinha apenas seis anos e uma longa e complicada experiência nos afectos e nos exemplos destes nos mais próximos de mim, cresci a não acreditar nos homens, a achar que todos tinham características comuns, intrínsecas às suas hormonas e ao seu género. Fui pouco namoradeira, mesmo muito pouco. Durante a minha adolescência apenas tive dois namoricos, de dias, daqueles a quem dava as mãos e uns beijinhos e que me deixavam insegura e envergonhada quando me declaravam palavras bonitas e quando me queriam dar a mão à frente de todos. Tive pretendentes frustrados com a minha compaixão para com as suas tentativas de me conquistarem o coração. Um eles chegou mesmo a ficar zangado comigo por não aceitar namorar com ele só porque ele gostava de mim, como se os namoros pudessem ser unilaterais. Para mim não. Nunca fui de fácil conquista e uma amiga minha, daquelas mais antigas e duradouras dizia sempre que no dia em que alguém me conquistasse verdadeiramente, lhe iria dar os parabéns. Eu achava que tal coisa seria difícil de acontecer. 
Hoje, tantos anos depois, olho à minha volta e vejo tantos descrentes no amor, que lhes lamento as más experiências, os desgostos, as lágrimas constantes. Talvez na adolescência muitos deles acreditassem no amor para sempre, nos finais felizes, nos casamentos eternos e depois a vida aconteceu e roubou essa visão. Eu tive sorte, muita sorte.O universo pôs no meu caminho um homem que quebrou por completo as minhas barreiras, que me mostrou o que é amar e ser amada. Que me fez ver o casamento com outros olhos e que me mudou de uma forma que só um grande e feliz amor pode mudar. Um homem que é perfeito para mim e sei que juntos, somos perfeitos na nossa imperfeição, somos cúmplices, somos amigos, somos parte um do outro. Um homem que me dá uma força tremenda a ultrapassar cada barreira que a vida me apresenta, que está sempre lá, mesmo quando não concorda com as minhas escolhas. Tenho sorte, muita sorte, não sei se já vos tinha dito...

23 de agosto de 2016

Insta*moments

Depois do regresso das férias, nada como aproveitar cada momento e, em especial, o calor e os dias maravilhosos que temos tido. No passado sábado rumámos a Tróia, para ir ter com o meu pai e a boadrasta, para um almoço, que se prolongou para jantar e que acabou por implicar dormida (sorte que sou mulher prevenida e como havia piscina pelo meio, levei roupa interior e alguns produtos de higiene). O giro foi enfiar as lentes de contacto num copo com soro fisiológico (não ia preparada para ter que as tirar nem levava os óculos) e colocar o copo numa zona onde pensei que ninguém ia, esquecendo-me eu que o meu pai é super organizado. Pois que as lentes foram pelo ralo do lava-louças em menos de nada, perante as minhas gargalhadas (fazer o quê) face à expressão aflita do meu pai e boadrasta. Foi um dia feliz, com muita comida, passeios, piscina e conversas até altas horas.



 Passeios pela Comporta, para comprarmos ingredientes para o meu jantar. Ser vegetariana tem destas coisas, mas nem por um segundo me lamento. Tenho um absoluto fascínio por cegonhas e a sorte de trabalhar numa zona onde também há imensas

Sol Tróia e ao longe o Sado, visto de uma varanda onde apetecia ficar por horas e horas não estivesse um vento desgraçado que se alapou por aquelas zonas até bem altas horas da noite (fotografia muito mal amanhada, tirada com o telemóvel, mas a ideia é perceber a envolvência)

 O porto de Tróia, o azul do céu e do mar, a serra da Arrábida, lindíssima logo ali. Tivéssemos nós avistado os golfinhos do Sado e teria sido a perfeição. 

 De regresso ao trabalho - se tivesse que me definir numa cor, seria sem dúvida o branco. Adoro. Devo ter mais de metade do meu guarda roupa nesta cor. Longe vão os tempos de adolescente em que era o pólo oposto e o preto era a minha cor. 

 Sapatinhos vaidosos, que adoro. Não são para todos os dias - também longe vão os tempos em que me aguentava em cima de uns saltos o dia inteiro sem os sentir, corria para todo o lado, andava de transportes públicos. Agora confesso que os uso muito menos vezes e dependendo do dia que tenho pela frente. 
No regresso ao trabalho, uma oferta de uma senhora que cá trabalha. Adoro figos.

E ontem, para começarmos a semana em grande, fomos jantar a Sintra, uma das minhas zonas de eleição, com toda a sua magia e beleza. Jantámos num restaurante engraçado, moderno e bem decorado, com vista para o palácio da Vila, mas que não nos deslumbrou com a comida (tínhamos investigado no The Fork um restaurante que tivesse pratos vegetarianos e bons comentários, mas não nos encheu as medidas). Esta semana segue-se folia da boa - hoje aniversário da cunhada, amanhã aniversário da avó catita, que faz 85 anos e ainda suspira pelo George Clooney.  E na minha cabeça começam já a desenhar-se os planos para o próximo sábado, já que domingo será dia de trabalho noutro local maravilhoso,, também com um céu de encantar e vista para o mar (sou uma abençoada),  pelo que sábado será dedicado a nós os dois. 

Boa semana, cheia de sorrisos!


*post agendado

18 de agosto de 2016

Terrível murro no estomâgo

E dor, muita dor com esta imagem, esta calma aparente de um menino tão pequenino que deveria estar na praia a brincar na água, no parque infantil a andar de escorrega, ou no colo da mãe a receber amor. Guerra maldita...


17 de agosto de 2016

De volta

E não, não estou deprimida com o fim das férias, até porque não tarda nada e rumamos outra vez para parte incerta para mais uns dias especiais, em jeito de comemoração do meu aniversário que está quase aí.
Ficam algumas fotos de dias tão felizes, tão nossos, tão quentes e descontraídos. Foram dias de chinelo no pé, sal no corpo e sorrisos nos lábios, de muita e boa comida, de comemoração do aniversário do meu pedaço de homem, de brindes à vida. O mar estava perfeito, as praias não estavam a abarrotar, como seria de esperar, Lagos continua maravilhosa e solarenga (por vezes ventosa, mas faz parte desta zona que adoro), a viagem de mota correu muito bem (embora as minhas costas tenham reclamado um pouco), mais longa, claro, mas com um sabor diferente e consegui enfiar lá tudo o que realmente precisava. A repetir!

 Os primeiros dias foram ainda na nossa margem, mas muito bem aproveitados

 Um pouco mais a sul, praia da Figuerinha 

 Meia praia, em Lagos, bastava andarmos um pouco a pé e conseguíamos uma distância bem simpática das outras pessoas, que se concentram mais nas zonas concessionadas
 Detalhes de Lagos

 Praia quase só para nós e um mar de uma cor sonhadora

 Quando ainda estava super bronzeada (maldito seja o bronze dos Algarves que se vai em menos de nada)
A aproveitar uma noite quente para brindarmos na praia

Já por cá, depois do regresso às corridas no parque de sempre

 A aproveitar Lisboa descomplicada

Detalhes do mercado de Campo de Ourique

31 de julho de 2016

Finalmente!

De férias. Merecidas. Caramba, mais do que merecidas. Por isso não prometo nada de espetacularmente interessante ou inteligente nos próximos post's, mas sim muitas fotos de nós, de mar, de praia, de sol, de livros, de comidinha boa e de muitos sorrisos. Muitas, até enjoar! (Mentira, que eu nunca enjoo de férias!)

25 de julho de 2016

Insta*moments


 Comidas vegetarianas by P. (cogumelos à bulhão pato)


Nós


 Na semana passada, um mar maravilhoso e um areal a perder de vista
 Dois dos meus amores - os mais velhotes


 Faço alisamentos e depois é isto, uma preguiça tremenda em secar o cabelo


 Regras no palácio


 Almoços vegetarianos

@Psi - restaurante vegetariano em Lisboa

23 de julho de 2016

O nosso sábado

Enquanto todos rumam à praia, nós rumámos de mota até à nossa cidade, linda de se ver e viver, sobretudo nesta altura mais deserta. Umas compras para ele no Chiado, a pensar nas férias que estão quase quase aí e um almoço serenamente maravilhoso e vegetariano, claro, no Psi (fotos no intragram). Subimos a Avenida da Liberdade, sempre maravilhosa e regressámos ao lar para preguiçar um pouco antes de sairmos novamente. Amanhã é dia de trabalho, como têm sido todos os domingos nos últimos meses. Tem sido cansativo, porque só tenho os sábados (por vezes apenas uma parte dos sábados) para nós, mas a partir de Setembro (após a pausa de Agosto para descansar e criar coisas novas) já decidi mudar, porque nem só de trabalho se faz a vida e, abençoadamente, posso optar por diminuir o ritmo.
Para todos, um feliz fim de semana, cheio de sorrisos :-)

22 de julho de 2016

Guerra às manchas - ganho eu!

aqui tinha contado sobre o meu problema com as manchas na cara que, com a chegada do verão, se intensificam e se tornam profundamente inestéticas. É algo que me tem acontecido nos últimos 4 anos e que me tem levado a tentar várias formas de combater. Todas sem sucesso, até agora. Atenção que, o que funciona para mim não tem que funcionar com todas, até porque várias questões poderão estar por trás desta condição e acredito que a minha alimentação também ajuda a ter um ar mais saudável (e a sentir-me verdadeiramente melhor). Partilho apenas aquilo que comigo fez efeito e quem sabe não poderá ajudar alguma de vocês. Ora então passei a usar este creme todos os dias de manhã ao acordar (depois da minha higiene matinal: 


Deixo actuar um tempo e, depois de lavar os dentes, aplico um creme hidratante com factor 30, independentemente do tempo lá fora. Como uso Bio-oil no corpo, à noite aplico também um pouco na cara, já que uma das suas funções é também a de minimizar as tão malfadadas manchas. Uso uma máscara de vez em quando (menos vezes do que seria desejável) e esfoliante uma vez por outra. 
Quando vou à praia, ponho sempre factor 30 - em casa antes de sair e assim que chego à praia, reforçando a dose sempre que necessário e considerando o tempo que lá estarei. Longe vai o tempo em que o grande objectivo era ficar douradinha. Agora, acima de tudo, quero proteger-me ao máximo e ter a pele saudável por muitos e bons anos. Finalmente, em anos, não há comentários frequentes a chamar a atenção para as minhas manchas - que ainda estão lá, mas que quase não se notam - as fotos que por aqui andam são prova disso :-)



Post escrito sem qualquer patrocínio, 'tá? 

21 de julho de 2016

Sinto que estou no caminho certo

Quando a senhora da limpeza do nosso local de trabalho me pára para me dizer que alguém comentou que eu era simpática, acessível e fácil de lidar e ela concorda e ainda acrescenta mais palavras simpáticas, deixando-me envergonhada, mas agradada por ela se sentir com esse à vontade para mo dizer. Quantas vezes, nas empresas pelas quais passei se sentia uma hierarquia tremenda entre as pessoas, não havendo lugar para se saber sequer os nomes dos que estavam na base, uma diferença de tratamento que sempre mexeu comigo. Porque para mim, uma empresa faz-se das suas pessoas e todas elas têm o seu lugar e a sua importância. Por isso perco uns minutos para falar com a senhora que limpa as casas de banho sobre o casamento da filha, ou com a senhora do bar sobre a gata que recentemente adoptou, como falo com qualquer outra pessoa, independentemente da sua posição. E gosto de sorrir, muito. Acho que com tão simples gesto podemos facilmente trazer uma energia feliz a qualquer pessoa, como quando ajudamos alguém a fazer algo que não nos compete. Não trabalho para mim, trabalho por algo que quero que seja melhor a cada dia.