20 de agosto de 2018

Sei que não tenho propriamente escrito à velocidade da luz, muito pelo contrário, mas este ano tem sido daqueles. Muitas mudanças, muitas perdas, muita necessidade de adaptação. Mas eu cá continuo, optimista como sempre, a agradecer pela vida, pelas minhas pessoas, pelos meus gatos e pelo meu trabalho. Ora então nas últimas semanas finalmente mudámos de casa e de terra. Saímos dos arredores barulhentos de Lisboa e passámos para arredores serenos mais a sul, com uma serra como companheira e o sino da igreja a entrar-nos pela janela às 7h da manhã a par do canto dos galos e dos pássaros. Deixámos de precisar de despertador, porque na lânguida pacificidade do campo, acordamos com os sons que lhe são característicos. Seria de esperar que me custasse esta mudança, pela primeira vez longe dos meus pais, dos meus irmãos, da minha gente, mas a verdade é que nunca fui muito citadina e tem sido tudo muito fácil. Continuo a amar Lisboa, onde vou todas as semanas em trabalho, mas é no campo que reside a minha essência. À nossa volta, campos e campos de vinhas, praias maravilhosas e bem perto, a serra que tanto amo, uma vila castiça e mágica que vejo ao longe da janela do meu escritório, uma zona tranquila, suficientemente longe da confusão para me esquecer dela, mas tão perto que me permite fazer as coisas de sempre. Temos feito passeios lentos de mota a percorrer a zona, a descobri-la, senti-la e cheirá-la, de tão mágica que é. A casa cumpre os nossos requisitos e os dos gatos também! Finalmente têm espaço exterior onde passam grande parte do seu dia (por opção, porque têm sempre a porta aberta): a dormitar, a perseguir pequenos bichinhos e também eles a descobrir novos sons e cheiros. Nos entretantos, uma gatinha bebé que precisou do nosso socorro e, embora não sinta que seja o momento de ter um novo gatinho, por ser ainda muito recente e dolorosa a perda da Blue e do Mel, cá estamos como FAT desta menina curiosa mas assustadiça, com um início de vida complicado (chegou-nos às mãos esquelética, pequenina, de olhos assustados e patinhas queimadas). E Setembro quase a chegar. Um dos meus meses, aquele que escolhi para nascer, aquele que me verá em breve completar os 40 anos. Olho para trás e vejo o que mudou nos últimos cinco anos na minha vida. O quanto eu mudei. Não sem a nostalgia de tudo o que me faz falta, de quem me faz falta, mas preparada para o capítulo seguinte. Sempre com fé, sempre com sorrisos. Para todos, uma semana feliz.

15 de julho de 2018

De coração partido

 Blue - 2002/2018
Foto tirada em junho, no Alentejo, onde foi de férias connosco - aqui deitada na cadeira de jardim ao meu lado, com este olhar que fazia sempre só para mim. Porque eu era a sua humana

Pouco depois de 4 dias no Alentejo de férias connosco, em junho, onde já lhe sentia as forças a faltarem, os hábitos a perderem-se, mas onde desfrutou do cuidado de ser "gata única" e de estar sempre connosco, a minha Blue partiu. Foi no dia 11 de julho, no meu colo, debaixo dos meus beijos e palavras de amor eterno. Com a certeza de lhe ter dado sempre todo o amor que sempre mereceu e de ter o coração inundado de tristeza e a alma dilacerada, tento agora curar esta saudade que aumenta a cada dia. Num ano que tem sido tão duro para mim, procuro forças nos que ficam. De há dois meses para cá, todos os dias choro o Mel. Todos os dias lhe sinto a falta. Agora choro os meus dois amores, numa confusão de sentimentos e emoções que me diminuem o coração. Temos mais dois gatos, O doce Tobias (que tanto tem sofrido com estas ausências) e a Dona Gata, ambos tão cheios de amor e de carinho, também eles já idosos, mas saudáveis. Éramos seis, somos agora 4 e a casa parece tão profundamente vazia... Isto de se amar profundamente os animais tem este lado da moeda que é o facto de a presença deles por aqui ser tão mais curta do que a nossa. E quem os ama bem sabe a dor que é perdê-los.

9 de julho de 2018

Onze anos de memórias empacotadas

A casa onde ainda estou foi a casa onde vivi mais anos da minha vida. Desde pequena, após o divórcio dos meus pais, vivi anos saltitantes entre Almada e o Alentejo e, mais tarde, entre  a minha mãe e o meu pai, que ao longo dos anos, mudaram algumas vezes de casa. Aqui foi onde vivi mais anos e têm sido os anos mais felizes da minha vida, com imensas quedas no caminho, mas ainda assim, repletos de sorrisos, de amor, de cumplicidade, de concretizações. Não está a ser fácil este processo de "desmanchar" algo construído com tanto amor, com tanto carinho e que encerra tanto da minha história, da nossa história. Mas neste momento está quase tudo em caixotes, apenas temos o essencial por arrumar: roupas, material de cozinha, parte do escritório e claro, os produtos de higiene. Tenho aproveitado para destralhar. Na nova casa quero uma energia mais minimalista e centrada no que é realmente importante e útil. Quero novas cores que reflitam a nossa essência e forma de viver a vida. Quero ainda mais flores e plantas, que marcam a nossa ligação à terra. Quero mais luz, por vezes tão baça no meio da cidade, tão mais forte na zona para onde vamos. Quero mais fotos que marcam a nossa história, que mostram a nossa família e todos os nossos gatos, os que cá estão e o que partiu. Para trás fica tudo o que não nos toca no coração e não nos faz falta, como roupas que não usamos, roupa de casa desnecessária, louças guardadas há anos, bibelots sem significado e que nada têm a ver connosco e móveis que já cumpriram o seu propósito. As memórias carrego-as comigo, ainda de coração dorido por ter sido aqui o último lar do meu doce Mel. E foi aqui que planeamos tantos momentos felizes como o nosso casamento, a nossa lua de mel. Foi onde celebramos os 40 anos do P. com a casa tão cheia de gente e de alegria. Foi onde juntámos a família tantas vezes e onde fizemos surpresas deliciosas, como os 55 anos da minha mãe. Foi onde recebi más notícias, onde recuperei das minhas cirurgias, onde estive enclausurada depois de diagnósticos difíceis, onde parei para tratar do meu corpo a cada tratamento de fertilidade, mas também onde recebi notícias tão boas e felizes.
Agora preparamo-nos para a mudança, para construir algo de novo, para preparar os próximos anos da nossa vida a 2 (+3). Na bagagem levamos os nossos gatos que sei, estando connosco, estão sempre bem em qualquer parte do mundo. Na cabeça levamos ideias para construir o novo lar. Nos braços levamo-nos um ao outro, como tem sido até aqui. No ano em que fazemos dez anos de casados, no ano em que fizemos os 15 a viver juntos, no ano em que celebro os meus quarenta, será o ano zero de um novo recomeço.
Até já!

22 de maio de 2018

Beachwear

Sim, eu sei que hoje o dia está uma caquinha treta, pelo menos aqui para os lados de Lisboa, mas a minha tentativa de deixar este blog aguentar mais uns tempos chama por mim e pelo meu lado consumista (bem mais educado, é certo, mas ainda assim, vaidoso). Estávamos talvez em fevereiro ou março quando eu recebi um daqueles e-mails da H&M com uma promoção numa compra. Ah e tal, pensam vocês desse lado, H&M uma loja corriqueira e tal - não quero saber. Se gosto, compro e a verdade é que não gostei de mais nenhum como deste e acreditem que vi todas as lojas e mais algumas. Ora embora estivesse a chover a potes e a miragem do verão me parecesse muito distante, apaixonei-me imediatamente por este fato de banho e, mesmo com algum sentimento de culpa por estar a gastar já dinheiro em algo para usar muitos meses depois, resolvi aproveitar o descontinho e mandar vir. Em boa hora o fiz, porque esgotou em menos de nada e, mesmo correndo o risco de me cruzar com outros iguais por aí, fiquei mesmo feliz por ser meu. Havia também em preto, mas esse também voou em dez segundos, mais coisa menos coisa. Já há vários anos, desde a minha segunda cirurgia em 2011, que me tornei adepta de fatos de banho. Na altura foi necessário para não apanhar sol nas cicatrizes  que me deixaram a zona da barriga em modo queijo suíço e ganhei-lhe o gosto. Acho-os elegantes, confortáveis e amigos das minhas mamocas que assim nunca ficam expostas nos mergulhos mais atrevidos ou nas ondas mais enérgicas. Só mais recentemente se tornaram uma tendência, com a vantagem de agora haver muito mais oferta e artigos muito mais giros (ainda guardo ali o de 2011, que tem um modelo bem intemporal e que ainda me serve!).

Posteriormente resolvi experimentar este da Zara e adorei também. Cai super bem, tem um tecido bem confortável e acho-o super elegante. Há ainda em preto e em vermelho (este não havia quando comprei, senão teria sido a minha opção).


Felizmente ando a adiantar-me nas tendências, por já tenho alguns fatos de banho que adoro, estes vieram só completar a colecção, até porque este ano será um ano de praia até outubro, com uma viagem maravilhosa e há muito desejada, para festejar os dez anos de casados. Tenho ainda biquinis que continuo a usar (até porque gosto de variar e bronzear a barriga), mas este ano  nenhum me encheu verdadeiramente as medidas. Já as malas da moda, de verga, ráfia e cestos que este ano pululam em todas as lojas, uso há vários anos e ainda herdei recentemente uma da minha avó (também ela uma vaidosa inveterada). Sempre as adorei para o verão, seja para a praia, seja para o dia a dia e estão ali lindas e maravilhosas, preparadas para os dias mais quentes. E desse lado, biquinis, fatos de banho, ou ambos, como eu?

21 de maio de 2018

7 meses

Tanto tempo sem escrever e eu nem sei bem o que me traz aqui hoje. Nos últimos onze meses a minha vida deu uma volta tremenda. Tomei decisões importantes mas exigentes, perdi muito, ganhei outro tanto. Às vezes temos fases da vida assim, tão "turbilhentas", tão velozes, tão profundas, que nos tira tempo para coisas que adoramos fazer. Já pensei apagar o blog, torná-lo privado, fazer um novo, mas depois leio tantas memórias de dez anos por estes caminhos e fico sem coragem.
2018 está a ser puxado. Desde Março uma luta tremenda entre manter a minha gata Blue com alguma qualidade de vida, depois de ser diagnosticada com insuficiência renal e hipertiroidismo. Têm sido dias e dias de idas urgentes para o hospital veterinário, muitas lágrimas, mas também com algumas vitórias e a certeza de que estará connosco enquanto lhe sinto os velhos hábitos, os ronrons e a vontade de estar ao pé de mim e o apetite voraz. Por agora, tudo controlado, mas com muita medicação à mistura. Em simultâneo, o meu bebé Mel, o meu gato especial, o meu pequenino, em menos de nada, partiu. Foi tudo tão rápido quanto chocante e agora, passado quase um mês, ainda estou a digerir toda esta saudade e toda esta dor - a dor de achar sempre que podia ter feito algo diferente. Sempre o soube um gatinho especial e frágil, mas sempre achei que o teria por mais uns anos. E agora uma casa sem ele, sem a sua energia tão pura e amorosa, é uma casa diferente. Todos os dias o choro. Dói-me ver os cantos da casa onde se deitava para apanhar sol. Dói-me sentar no sofá e não o receber logo no meu colo, onde se deitava sempre cheio de ronrons. Dói-me não o ter à minha espera quando acordo, ou quando chego a casa. Quem me conhece ou quem os ama, sabe o quão difícil está a ser.
Talvez seja a sabedoria do universo a trazer com isto mais uma mudança, desta vez de casa e de cidade. Vamos viver para outra zona, completamente nova para mim, mais longe das nossas famílias, mas mais perto do trabalho do P. (no meu caso, uma parte do meu trabalho é feito em casa e tenho a liberdade de agenda para organizar os dias em que vou para fora, nos horários em que quero). Também aqui foi tudo tão rápido. Num segundo estávamos a por a casa à venda e no dia seguinte estava vendida. Custou-me inicialmente a perspetiva de deixar uma casa onde temos sido tão felizes, carregada de memórias e de sorrisos, mas finalmente encontrámos a casa dos nossos sonhos, onde sei e sinto que continuaremos a viver esta extensão do nosso amor e onde os nossos gatos (e nós) terão mais qualidade de vida.
Em fevereiro mudei de gabinete em Lisboa, para um maior, central, cheio de sol e numa zona que adoro, mudança que trouxe também uma nova luz ao meu trabalho e à minha vida. Não sei se alguém desse lado se recorda, mas em junho do ano passado tomei a decisão arriscada de deixar o meu trabalho na escola para me dedicar a 100% às terapias holísticas e, quase um ano depois, a decisão não podia ter sido a melhor. É exigente, cada mês é uma incógnita, mas o valor de poder fazer o que amo e de ser eu a gerir a minha vida, é maravilhoso. Estava numa fase perto da exaustão, com dois trabalho e quase sem folgas, por isso no momento de fazer uma escolha, foi o tempo de escutar o coração.
Vem aí um verão em mudanças, um verão a cuidar da minha Blue para que esteja sempre no seu melhor. Vai ser um verão de empacotar memórias e carregá-las para outra zona. Vai ser um verão também de muito trabalho e, espero, cheio de momentos serenos transformadores e sorridentes. Sempre falei de 2018 como o ano das celebrações - os 15 anos de namoro, os 10 anos de casados, os meus 40 anos - nunca o pensei como ano de perdas e mudanças. Mas há fases assim e eu cá estarei de mangas arregaçadas, sempre optimista e à espera do que vem a seguir, mas desfrutando sempre do agora.

Para todos, uma semana feliz.

19 de novembro de 2017

Insta*momentos

 Por aqui a semana faz-se sempre com companhia felinas  - a minha velhota a chamar por mim
Podia impedi-los de irem para os móveis? Podia, mas depois quem aproveitava o sol? :-)


Tobias e Mel -  Estes dois, doze anos os separam, mas a sua amizade comove-me até aos ossos

 Sim, foi exactamente neste menino que andámos a passear. Se tive medo? Na verdade não, estava tão deslumbrada com a beleza da paisagem que nem pensei em mais nada :-)

 A vista lá de cima, num dia para lá de perfeito para estas aventuras
 :-)

Visto do ar! :D

 Já no áerodromo, a ver outros a descolar
 Baby sis e eu na palhaçada, como habitualmente

O meu pequeno almoço favorito 

E agora siga para um domingo regado a amizades e boa comida, que ainda há muito para aproveitar. Para todos, um dia cheio de sorrisos.

17 de novembro de 2017

E o que vais fazer este fim de semana Maria Bê?

Enfrentar um dos meus medos - que os tenho, mas aos quais não cedo!

 
Sim, tenho medo de andar de avião, mas ando (nove horas para o México e outras tantas para cá assim o provam). Mas mais medo ainda tenho de andar numa caixa de fósforos com asas e deixar os nosso gatos orfãos, mas o convite foi-nos feito há imenso tempo e eu não sou pessoa para recusar a possibilidade de ver a nossa bela costa com detalhe e com tempo, do ar. Rezo para que esteja bom tempo, zero vento e pela destreza do piloto. E pelo momento em que colocarei os pés no solo novamente!



16 de novembro de 2017

New in

Ora como tinha dito no post anterior, ainda nem tinha levantado o rabo para ir para o México, já o P. me acenava com uns bilhetes de avião para a próxima viagem. E quem sou eu para dizer que não? Sendo uma viagem pela Europa (vamos de avião para a Alemanha e depois vamos passear de carro por vários países) dei comigo a olhar o guarda-fatos enquanto despachava para os confins do mesmo as roupas de Verão (finalmente!) e a pensar que o facto de ser uma pessoa profundamente encalorada (e que acha que em Portugal nunca está frio suficiente) leva a que não tenha roupa para o frio, nomeadamente camisolas verdadeiramente quentes. Como sou assumidamente uma Mango adict (de há anos, com uma ou outra fase de desamor pelo meio) lá fui eu preparadinha para gastar dinheiro em roupas quentes, mas não demasiado porque quero usar depois neste nosso cantinho quentinho. Vieram estas três para casa, para se juntarem a duas mais velhinhas mas que ainda estão perfeitas para andarem a passear por Paris, Colónia ou por Bruxelas, cheias de estilo:



Ah, tem as mangas mais curtas, oh tem as costas destapadas! É certo. Também é certo que para comprar tem que ser algo que marque e não uma camisola como as outras, fazer o quê? E depois eu não consigo usar golas altas nem nada demasiado quente e justo e gostei mesmo mas mesmo destas três. De resto, calças de ganga compradas também, já que voltei a vestir um 34 (depois de anos ali no 38, quase a bater no 40), casacos quentinhos tenho com fartura, falta apenas calçado adequado, perante a possibilidade de apanharmos neve, gelo e muito muito frio, mas neste departamento ainda não vi nada de que gostasse realmente. Se alguém tiver dicas de botas giras, confortáveis e boas para intempéries (não de neve, que não quero nada que depois só uso uma vez por ano) estejam à vontade para avisar! :-) 



15 de novembro de 2017

Voltei voltei!

E sou uma desgraça tão grande no que diz respeito a este blog, que já fui ao México, já voltei (há três semanas, diga-se de passagem), já estou a programar a próxima viagem e nem contei nada por aqui. Tenho literalmente comentários que não viram a luz do dia senão hoje (desculpem, mas é uma vida muito atribulada!). 

Ora então o México foi maravilhoso e recomenda-se. Boa comida,boa bebida, boa gente, passeios para lá de espectaculares, uma ida ao maior parque aquático e ecológico natural do mundo e uma pele verdadeiramente encarquilhada de ter passado um dia dentro de água a fazer o belo do snorkling, fora os outros seis dias a marinar entre a piscina e a praia e a rebolar até aos variadíssimos restaurantes do resort onde me empanturrei até mais não. O meu cabelo também passou umas férias giras naquele que é o país mais húmido onde alguma vez estive e ganhou um frizz que começava na raiz e acabava nas pontas, de tal forma que não houve prancha, creme de pentear ou óleo de argão que fizesse milagres. Acabei por desistir e andar com ele preso por sete dias, pobre coitado. Namorámos muito, passeámos muito e vim a rebolar com três kg a mais, que entretanto já foram à vida. Fica aqui apenas um cheirinho (tenho umas 500 fotos ou mais, nomeadamente do resort e dos maravilhosos bichos que por lá havia, mas ainda não passei para o pc):
















Agora planeamos uma viagem pela Europa com um casal amigo: Alemanha, Bélgica, França e Espanha, olé! Tem sido um ano duro em termos pessoais, mas com muitas viagens e a certeza que é de momentos felizes que se faz a vida e que estes momentos felizes nos dão força para o restante. Para todos, muitos sorrisos!

10 de outubro de 2017

Dicas precisam-se

Prestes a ir renovar energias e recarregar baterias no outro lado do atlântico, em jeito de celebração do 9.º aniversário de casamento, gostava de saber se aí desse lado há alguém que já tenha estado por Cacun, Riviera Maya e que tenha dicas infalíveis e imperdíveis do que ver, fazer, comer! Já temos algumas ideias (há um grupo de amantes das caraíbas no facebook e uma pessoa vai registando logo imensas dicas), mas é sempre bom conhecer novas perspectivas. Prometo depois mostrar fotos. Até lá tenho dias de imenso trabalho, nenhuma folga e ainda não sei como encaixar tempo para fazer a mala e fazer algumas compras de última hora, mas também significa não ter muito tempo para pensar no pesadelo que será tantas horas enfiada num avião (já tenho dois livros bem grandões - A Catedral do Mar e o último do Ken Follet preparadinhos para levar comigo, a ver se passa mais depressa). 
Boa terça-feira!

4 de outubro de 2017

Mais de nove anos de blog

E mais uma pausa longa por aqui. E nos entretantos, imensa coisa aconteceu. Desde decidir mudar de vida, regressar a Lisboa, dedicar-me às minhas terapias a 100%, dedicar-me a alguns projectos e gostos pessoais, fazer 39 anos e, o mais difícil, a partida da minha querida avó, depois de uma longa e sofrida batalha.
Setembro costuma ser um mês de recomeço para mim, mas este ano foi profundamente exigente, a terminar com uma cirurgia do meu pai, dias depois de a nossa família ter passado por uma transformação. Por isso, passei o mês de início e de renovação para Outubro e assim, aqui estou eu, de volta ao Cantinho. Não sei se ainda há alguém desse lado, mas assim como assim, eu escrevo porque sim.

Bom feriado, cheio de sorrisos - o meu será a trabalhar no que me faz verdadeiramente feliz.

18 de junho de 2017

Por Pedrogão, por Portugal

Chego de mini férias, de uns dias maravilhosos e distantes de tudo, incluindo de televisões, jornais e com acesso à internet limitado. Fomos tão felizes, entre mergulhos numa piscina só para nós, noites de estrelas cadententes e jantaradas ao ar livre. Foram dias de sorrisos, de abraços, de passeios de mãos dadas. No regresso, um imenso murro no estomâgo, um despertar aterrador para a realidade do país. Sofremos sempre quando o calor chega, mas este ano é o pior de que há memória, com tantas vidas perdidas, tanta floresta perdida, tanto sofrimento e tantas lágrimas. 
Há já a informação de muitas formas de ajuda. Para quem está mais perto, mais direta,ou mesmo estando longe, fazendo chegar aos quartéis de bombeiros matimentos - barras energéticas, bananas e laranjas são alguns dos recomendados e água), Para quem está mais longe, uma contribuição financeira. A CGD disponibilizou já uma conta para onde podemos fazer donativos. Deixo-vos o IBAN da mesma (CONTA SOLIDÁRIA CAIXA IBAN: PT50 0035 0001 00100000 330 4), para onde fizemos já a nossa contribuição. Podem ver mais aqui. Que do pouco que possamos dar, façamos muito por quem precisa. 
Por Pedrogão, por Portugal. 
 

6 de abril de 2017

Um piropo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

Mas vindo de quem se ama, de quem se quer, de quem sabe o que e quando dizer. Onde vais tu tão bonita princesa? Pergunta-me ele pela manhã, quando me vê já preparada para sairmos juntos para o trabalho, mesmo no meio do caos da mala, marmita, saco do yoga (que ele leva por mim sem ter que pedir), pasta e o termo do chá. O sorriso instala-se-me logo nos lábios. Porque vão 14 anos de palavras bonitas, de elogios que não se perdem nem se gastam com o tempo, contrariamente a todas as teorias fatalistas e pessimistas. O chá entornou-se no carro, molhou-me alguns documentos, apanhámos um acidente, as dores nas costas não me largam há dias, mas eu sinto-me uma princesa. A sua princesa. E não, o casamento não muda as pessoas, não as acomoda em palavras murchas e sem emoção, não as faz engordar e perder o brilho nas palavras e no olhar. Quem muda são as pessoas, se o permitirem, se se permitirem...

3 de abril de 2017

Se não gostas de segundas-feiras

Faz por acontecer algo que te encha a alma. Assim o digo a mim própria, por isso hoje será o dia de, finalmente, me estrear no yoga. Quem me conhece sabe como parece impossível ter chegado a esta idade sem experimentar (já fiz pilates, body balance, conduzo meditações regulamente e pratico-as na minha vida diária). Toda eu sou zen, relaxamento e energia positiva, uma espécie de pessoa sol, com tendência a irritar os pessimistas por natureza e os fatalistas por defeito. Por isso, hoje às 18h30 lá estarei, de sorriso nos lábios, pronta para um momento para mim. Sempre fui uma desportista feliz, mas nos últimos anos balanço entre a inércia total e algumas corridas/caminhadas no parque. Hoje regresso aos bons hábitos, porque nunca é tarde para recomeçar. 

Boa semana, que seja de muitos sorrisos!

31 de março de 2017

Amor felino

Há catorze anos atrás arranquei para uma nova fase da minha vida. Na mala levava um sofá velho, uma mobília de quarto antiga, muitos livros e a minha gata Blue, então com um ano. Ia cheia de vontade de avançar para a aventura de morar sozinha (mas bem acompanhada), de finalmente tornar-me independente, de dar o passo seguinte e natural na vida de uma miúda de 24 anos. Tinha um bom emprego, tinha carro, tinha muitos sonhos na cabeça e tinha o P., na altura a viver na Alemanha. Pouco depois, o P. juntou-se a nós, o Tobias surgiu na nossa vida e, dois anos depois Dona Gata esperava por nós, enfiada numa jaula do veterinário, depois de ter sido encontrada sabe-se lá em que condições. Foi aí que começou a fase mais bonita da minha vida e que ainda dura, contornando todas as teorias fatalistas das crises dos sete anos e afins. Agora somos dois humanos e quatro gatos, já que o Mel veio completar esta família com o seu jeito doce  e companheiro. Somos uma família atípica, mas somos uma família feliz.
Hoje a minha Blue faz 15 anos. No corpo já idoso de gata carrega algumas mazelas, a mais grave uma insuficiência renal felizmente detectada a tempo de a tratarmos com todos os cuidados, comida especial e medicação que merece. É resmungona, gulosa, brincalhona (já foi bem mais) e tem, aos olhos de todos, o terrível defeito de só ter olhos para mim nesta vida, o que eu acho, aqui para nós, uma verdadeira delícia. É a minha companheira, sei que me entende, sei que sabe quando estou chateada ou triste, sabe quando estou disponível para lhe dar todo o mimo do mundo. Adora enroscar-se em mim no sofá e, de preferência, expulsar qualquer um dos nossos outros gatos das redondezas. Já não lhe encontro a força de antes, sinto-a por vezes mais distante, mas continua sempre atenta a mim. Sei também que não se seguem mais quinze anos e isso dói-me com a certeza de que ela se encaminha para a última etapa da sua vida. E tudo o que eu quero é que ela a viva com serenidade e a sentir o amor que nutro por ela. Porque ela é a minha Gata, como eu sou a sua humana.
Aqui à espera que eu acabe de trabalhar, para lhe dar a atenção que quer :-)

24 de março de 2017

Este mundo em que vivemos...


Destas duas imagens, a de baixo tem estado a correr mundo, referindo a muitas vozes que a mulher que segue com o telemóvel na mão é indiferente ao terror que se está a passar. Como se não quisesse saber. Eu vejo uma mão a tapar a visão periférica de alguém que muito possivelmente teria que passar ali, mas a quem custava sequer ver o que estava a acontecer. Não a condeno. Tenho um estômago para lá de potente, sei que se estivesse ali ajudaria quem pudesse como pudesse, mas venho de uma família de pessoas mariquinhas sensíveis capazes de desmaiar ao primeiro pingo de sangue (true story). Ontem, a imagem de baixo proliferava já pelo facebook fora, incitando palavras e sentimentos de ódio. Hoje surgiu, no mesmo contexto, a imagem de cima. Felizmente. Se for um caucasiano já ninguém diz nada, mas pelo menos mostra reacções comuns, independentemente da etnia, religião ou género. Da minha parte, como mulher ocidental, lamento por todos os inocentes que sofrem palavras e actos de ódio por esse mundo fora...

22 de março de 2017

Sim, também tenho uma espécie de opinião sobre amamentação

Mas tu não és mãe, dirão alguns. Mas sou mulher, sou tia, sou irmã bem mais velha e apetece-me partilhar o que me vai na alma. 
A minha mãe não me amamentou, numa altura em que, felizmente, não lhe caiu ninguém em cima, culpando-a impiedosamente do facto de eu, simplesmente, ter recusado o seu leite, quer era fraco e insuficiente. Outros tempos. Felizmente não cresci burra que nem uma porta ou carregada de problemas de saúde e o laço estabelecido com a minha mãe está mais para corda de ferro do que para  fita de cetim. A minha mãe não me deixou dormir no quarto dela até eu querer, muito menos na sua cama  - não me lembro sequer se alguma vez dormimos juntas, embora seja possível que sim. A minha mãe deixou-me inúmeras vezes na casa dos meus avós, desde bem pequenina, sobretudo nas férias, quando ela ainda não as podia tirar. E que férias felizes e vínculos profundos estabeleci eu com a minha avó, a quem ainda hoje lhe sinto a falta. E sabem que mais, a minha mãe é a melhor, a mais querida, a pessoa que melhor me conhece e a minha melhor amiga. Aquela a quem confio tudo, mas mesmo tudo, aquela que sei que me dirá sempre a verdade, por mais crua que possa ser. A minha mãe ensinou-me valores profundos e honestos, deu-me das mais valiosas lições de vida e de amor, quando contra tudo e contra todos se divorciou do meu pai e fez de tudo para que nunca nos faltasse nada - e se me faltaram algumas coisas (houve alturas em que a comida não abundava e a roupa muito menos), não me faltou nunca amor, carinho, tempo e compreensão. Falamos a toda a hora, sobre tudo e sobre nada e estamos agora naquela fase em que já invertemos um pouco os papéis, em que me sinto irremediavelmente atenta a todas as questões de saúde. A lei da vida, dirão uns, uma valente treta digo eu, que sou dada a preocupações fáceis no que diz respeito aos que amo. 
E porque resolvi eu hoje escrever sobre isto? Porque numa altura em que se fala muito da amamentação, do co-sleeping e de mais umas quantas questões que me devem estar a passar ao lado, eu diria que o mais importante é que cada família tome as suas decisões em consciência com as suas necessidades, mas não esquecendo nunca de pensar no futuro, no crescimento, no desenvolvimento dos seus petizes e das suas relações. Mas cada um sabe de si e nestas questões eu acho que se deve, acima de tudo, respeitar as opções dos outros. O problema é que o que vejo são algumas mães adeptas do co-slpepping "até eles quererem" e que amamentam os filhos até aos 37 meses e meio (e que sim, muitas delas falam por meses até idades mais crescidas) a criticar profundamente as mães que não o fazem. E mesmo não sendo mãe e não fazendo eu a mínima ideia do que faria no meu caso (uma coisa é o "suponhamos" outra é a realidade, não vou estar aqui a dizer que eu faria assim, quando sei que a realidade nos troca as voltas) fico de cabelos em pé de cada vez que vejo essa crítica, muitas vezes nada velada. Ainda há dias, num grupo de vegetarianos no facebook uma mamã dizia que por razões alheias à sua vontade, teria que deixar de dar mama ao seu filhote de 11 meses e pedia sugestões sobre o que dar, como dar, enfim, aquelas coisas que eu acho que não devem ser perguntadas em grupos muitas vezes cheios de pessoas extremistas e julgadoras de todos os que são diferentes de si. Mas adiante, quem nunca? Ora bem, podem imaginar a quantidade de mães que em vez de ajudarem, julgaram, criticaram, falaram dos seus exemplos de mães amamentadoras até idades bem acima dos onze meses. Em vez de orientarem uma mãe que se notou nas suas palavras que se sentia sem chão por não ter alternativa, fizeram com que se sentisse bem pior e arranjaram mil e uma razões para ela não deixar de o fazer, mesmo não sabendo a causa (que só à própria diz respeito). Isso mexe-me com os nervos, dá-me ânsias assistir à facilidade com que se abala uma pessoa, sobretudo não se sabendo nada da sua vida. 
Mais do que filhos dependentes, como muitos referem, por vezes preocupa-me que esteja aí uma geração de mães extremamente dependentes dos seus filhos e que podem vir a sofrer quando eles crescerem e abrirem as suas asas para voar, algo tão natural quanto inevitável e que é desejável que assim seja. Para além disso, acho que falta muita tolerância face à diferença. Quem somos nós para nos achar o melhor exemplo de todos? E para julgarmos a vida dos outros à luz da nossa realidade? Amamentem enquanto puderem e onde quiserem e desfrutem dessa fase, mas não se sintam culpadas se por alguma razão não o puderem fazer tanto quanto desejariam. Decidam o que é melhor para a vossa família sobre as dormidas, tudo ao molho na mesma cama, ou nos seus quartinhos a partir dos seis meses. Acima de tudo, respeitem as vontades e escolhas dos outros - respeitar não é concordar, mas sim aceitar que cada um é decisor das suas vidas com base em muito mais do que aquilo que possamos pensar que sabemos. E sejam felizes com as vossas decisões - essa felicidade é sentida por aqueles que vos rodeiam ;-)

21 de março de 2017

Comprinhas

Andava há algum tempo à procura de um casaco destes. Já tinha experimentado vários, em todas as lojas e de vários preços. Andava a namorar este no site da Zara, mas com um receio tremendo de o comprar e depois não gostar de me ver. Depois, o dilema do tamanho, que na ZARA me é sempre um S; mas uma pessoa sabe lá se e não me apetecia arriscar, já me deixei destes devaneios impensados. No site dá para ver em que lojas há e quais os tamanhos disponíveis em cada uma delas, mas foi uma autêntica caça aos gambuzinos, com o site a dizer-me que havia na loja x e depois eu chegava lá e nada. Até que um dia, por acaso, fui almoçar com o maridão em dia de trabalho ao shopping da cidade e dei um pulinho na loja, só por puro descargo de consciência e certa de que já estava perdido para sempre. A sério, a ZARA tem uns cinco modelos diferentes deste género, mas nenhum deles me ficava exactamente com eu idealizava. E lá estava ele, lindo, maravilhoso e perfeito. Infelizmente era um XS e embora me servisse, não dava para apertar na perfeição. Disseram-me que no dia seguinte teriam S, mas que tinha que ligar de manhã a reservar. E em boa hora o fiz, porque quando cheguei para me alapar a ele para sempre, já não havia mais S, tinham voado todos enquanto o diabo esfregava o olho. Adoro-o, cai super bem e tem feito imenso sucesso. Uma relação para durar! 



20 de março de 2017

Insta*moments

Sem tempo para muito mais do que escrever apenas algumas linhas, ficam aqui algumas fotos aleatórias dos últimos dias:

 Passeios pela mágica Sintra, local onde não nos cansamos de voltar. Depois de um maravilhoso almoço entre amigos, na Ericeira, fomos literalmente encher-nos de queijadas maravilhosas, até rebolarmos.
 Dom Mel tem andado doentinho. Vai ser sempre frágil e sujeito a toda e qualquer doença. Depois de chegarmos do Vet, não desperdiçou a oportunidade de receber mimo, que retribui sempre da forma mais doce.

 Por outras paragens, esta a norte do Sado, onde há tantos e tão maravilhosos restaurantes. Comi umas ovas que me encheram as medidas e os desejos. 

 Tobias aproveita cada bocadinho de sol que nos entra pelas janelas. 

 Depois de quase um ano de corte de cabelo acima dos ombros, cá está ele bem grandão. Adoro variar e com não pinto (para além de achar que faz muito mal ao cabelo, tenho a sorte de não ter cabelos brancos) não sou capaz de ter o mesmo corte durante muito tempo. Hoje está assim, amanhã quem sabe!

 Sextas, sábados e domingos têm sido, obrigatoriamente, dias de ténis. Depois dos gazelle verde água, estes são a minha mais recente aquisição, tb eles a um preço para lá de simpático.

Para pessoas distraídas como eu e porque não só de agendas se faz a planificação no dia a dia, aqui fica um dos meus blocos fofinhos que me ajuda a organizar as prioridades, para que nada fique por fazer. 

E com isto, boa segunda-feira, boa semana e boa primavera! Que seja de muitos sorrisos e dias de sol coloridos.

13 de março de 2017

Filme do fim de semana

Estamos há algum tempo para ver o Manchester by the sea, mas a verdade é que este fim de semana não estávamos para aí virados e acabámos por escolher o Hacksaw Ridge, do Mel Gibson. Depois do Lion, que adorei e que me fez amuar com os óscares deste ano, estava mais voltada para algo com a tónica da 2.ª Guerra mundial, tema que mexe sempre com alguma parte do meu ser. Este filme não foi excepção. Transporta-nos para aqueles momentos quase esmagadores de uma violência terrífica, daquela capacidade corajosamente insana de ir em frente, a caminho da morte, da dor e da destruição, numa chuva de sangue e som que me dá a volta aos nervos. E no meio de tudo, a história verídica de um rapaz que, levando a sua fé e a sua bíblia, resolve alistar-se e partir para o Japão (após o ataque a Pearl Harbour) não para matar, mas para salvar. E mais não conto, porque não quero spoilar um filme que, para mim, vale tanto a pena, sobretudo pela mensagem que encerra em si. Recomendo.