28 de dezembro de 2008

E depois do Natal


É algo que não consigo explicar, mas depois do Natal, depois das prendas, dos encontros e desencontros, das ceias, almoços e lanches exagerados, dos doces típicos, da alegria estonteante e das trocas de prendas, fico sempre com uma sensação de vazio, assim como com uma ânsia que o Inverno chegue ao fim e que o calor volte a sorrir. Nem a aproximação de passagem de ano me entusiasma, talvez influenciada pelo domínio cinzento que entra pela minha janela, pela chuva melancólica e pelo frio que se sente fora do meu cobertorzinho de sofá. É onde me sinto melhor hoje, deleitada na chaise longue, com a mantinha, os gatos e um chazinho que até me aquece a alma. Depois do exagero do Natal, sinto que posso passar uma semana a chá e torradas (e devo!):chocolates, todo o tipo de doces, fritos de natal, o peru, o bacalhau, as couves, a alcatra (à moda dos Açores), o vinho, o champanhe, os frutos secos, etc, etc...uma desgraça. Não vou apostar numa dieta, porque nunca a consigo cumprir (dura talvez 5 minutos, especialmente se tiver chocolates em casa, não descansando enquanto não os como todos), mas, como costumo dizer, vou tentar ter algum cuidado nos próximos dias.
Após o Natal, seguiu-se uma viagem ao shopping para gastar o dinheiro e cheques prenda que recebi e, pasme-se, todos os portugueses fizeram o mesmo. Parece que no dia 26 a loucura era ainda maior e a alfuência um pesadelo. Eram filas e filas de pessoas a quererem trocar os ténis por umas calças e o tamanho 36 por um 38, os cheques prenda, etc! A loucura. Quase desisti, mas o meu amor pelas compras falou mais alto e lá tratei de gastar todo o dinheiro que amealhei, bem como os cheques oferta (essa pequena maravilha!). Assim, ainda comprei um casaco, umas calças, três camisolas, umas botas (mais umas) e um bom cremezinho para a cara (as rugas eminentes dos 30 também merecem o miminho). De resto...peru nem ve-lo, nem bacalhau, nem couves, nem bolo rei. Venham os risottos, o guacamole, o sushi, o garlic nann, o tandori, o "tangin" e outras comidinhas maravilhosas, para purgar o Natal!

23 de dezembro de 2008

Boas festas


Chegou o Natal! Hoje já o posso dizer, até porque acordei com uma disposição diferente, com uma alegria mal contida, com vontade de apanhar sol na cara e de sorrir ao frio e a todos os que se cruzam comigo no caminho para o trabalho. Já me apetece dizer "feliz natal" a tudo e a todos.
Ainda a recuperar das compras de última hora (uma prenda para a troca de prendas no trabalho - 2 DVD ao preço da chuva, nomeadamente "A vida é bela" e "O Pianista" e um relógio para o sogrinho, a fechar com uma pizza gordurosa, comida em stress) estou psicologicamente preparada para a demanda que amanhã se inicia: almoço na sogra, com tios, primos, cunhada acabada de chegar dos EUA, cão e muita boa disposição à mistura; jantar em casa do papá, com mãe, padrasto, irmãos, avó, cão, gatos, etc e na 5.ª feira, repetimos a dose, pela mesma ordem. Tudo isto com muito boa disposição à mistura, muita comidinha como manda a regra, muito vinhinho, a troca de prendas, o papel amachucado, o cheiro a lareira e as fitas espalhadas e tudo e tudo e tudo! E porque o Natal é época de paz, de união, de junção dos que se amam, Feliz Natal para todos nós, cheio de paz, amor e carinho no sapatinho. E que 2009 seja um ano pleno de sonhos alcançados e de conquistas para um mundo melhor! Brindemos!

E se eu fosse uma frase...


Hoje, ao passear pelo Sapo - cinema (agora com imagem e conteúdos renovados), dei com um novo contéudo, que lista uma série de frases de filmes célebres (http://cinema.sapo.pt/citacoes/pagina1) e dei comigo a pensar qual a frase que melhor me define. Gostaria que fosse de um filme cool, inteligente, clássico, intocável, mas a verdade é (e quem me conhece BEM vai concordar) que me encaixo na perfeição numa frase do filme Pretty Woman, essa comédia romântica/conto de fadas dos tempos modernos: "I want the fairy tale." Sou eu...Bê. O que dizer, senão que sou uma incorrigível romântica?

22 de dezembro de 2008

Para o Natal, de presente, eu quero que seja...

Pode parecer cliché, ou uma tentativa pateta de parecer a Madre Teresa de Calcutá, mas, na verdade, para o ano que aí vem, gostava de ver concretizados os seguintes desejos:

- O fim da crise económica;
- O início de uma consciência social;
- O fim do egoísmo;
- Muita paz;
- Mais consciência ambiental (Urgente!);
...

E muita saúde para todos, juntos, podermos brindar a um mundo melhor! Ainda este mês postei uma lista bem distinta, mais virada para mim. Estes são para o mundo!
Hoje estou assim...

18 de dezembro de 2008

Eu e o meu amor...


A típica foto do casal quando faz férias. Esta foi tirada em Granada, antes de subirmos à Serra Nevada. Dezembro de 2008. (acho que ele se esqueceu de me vir buscar ao trabalho e são 21:51 - será perdoável??)



E, finalmente...uma foto do casamento, que, não sendo a melhor, é o que se arranja para já! e não, não estamos a "karaokar", mas sim a dedicar umas palavras de amizade a uma grande amiga que nos ajudou muito! - simplesmente Catarina










Desejos para o ano novo

Desafiada pela minha querida Minie tive que responder a um desafio no qual listo 8 desejos.
As regras são as seguintes:
1.º – Mencionar as regras do mesmo; (OK)
2.º – Fazer uma lista com 8 coisas que sonho fazer;
3.º – Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder (não sei se arranjo tantos);
4.º – Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "convocatória";
5.º – Comentar no blog de quem nos convidou.

Penso que foram estes (mais coisa menos coisa):

1 - Continuar a namorar muitoooo (com o meu maridão claro!);
2 - Conseguir trabalho como voluntária (tenho que fazer por isso!);
3 - conseguir tempo para ler todos os livros que compro;
4 - Continuar a viajar - África é o meu destino;

5 -Atendendo a um dos desejos da minha amiga, ir ao seu casamento nas Maldivas;
6 - Daqui a 30/40/50 anos que nós continuemos a comparar fotos amarelecidas nossas;

7 - Conseguir um milagre na minha vida (não vou dizer qual é);

8 - Fazer feliz a pessoa que mais amo na vida (e todos os outros tb - a vossa felicidade é a minha felicidade)!

E acrescento agora: que o meu clube ganhe o campeonato e uma revolução política neste nosso cantinho português (é querer de mais?)

16 de dezembro de 2008

Cat Person


Ontem dei comigo a olhar para os meus três companheiros de 4 patas e a reflectir sobre o que é ser uma cat person. Em primeiro lugar, há que amar os animais em geral, mesmo que prevaleça a admiração pelo estilo felino. Quem diz "eu adoro animais, mas não gosto de gatos" não gosta na verdade de animais...nem mesmo de cães, achas-lhes piada, ao longe...ou então nunca teve a oportunidade de privar com gatos e de os entender a fundo. Porque os gatos são em tudo diferentes dos cães. Sou a primeira a concordar e a defendê-lo. Os gatos, em geral, têm uma personalidade extremamente forte e demarcada, que não se altera por mais educação que procuremos dar-lhe: um gato que goste de afiar as unhas no nosso tapete preferido, não resiste a fazê-lo sempre que pode, mesmo sabendo que se arrisca a chatear o seu dono (e ele sabe que isso vai acontecer, senão reparem como nos olha de lado, ou aproveita a nossa ausência). O gato é vaidoso (destesta que lhe façamos festinhas ao contrário, colocando os seus pelos em pé) é limpinho (fica horrorizado com pedras por limpar, recusando-se a utilizá-las) e teimoso, zanga-se, é guloso, não perdoa facilmente e não gosta de qualquer um, nem o finge (o que leva muita gente a achá-los traiçoeiros). Quando nos chateamos com um gato, ele leva a sério e amua e tem que ser sempre ele a dar o primeiro passo para vir ter connosco. Ao contrário dos cães, que se submetem a castigos, põem o rabinho entre as pernas e a seguir estão logo a lamber-nos, o gato é capaz de fingir durante uns tempinhos que nós não estamos nem ali. Mas passa. Ao contrário do cão também, o gato dificilmente vai ter com qualquer pessoa que apareça lá em casa, lambe, salta para cima, etc etc. Primeiro cheira, analisa, estuda ao longe, até perceber se gosta ou não e quando não gosta, não há nada a fazer. Ora eu que gosto de pessoas com personalidade forte, adoro também esta faceta dos gatos- não fingem, não são traiçoeiros (como a maioria pensa), são o que são. E a companhia que me fazem, a relação que têm comigo e a diferença de comportamento para qualquer outra pessoa que chegue. O facto de o meu gato gostar mais do meu marido e a minha gata mais velha gostar mais demim (na verdade, cumprem as nossas próprias preferências, embora eu não tenha qualquer diferença de comportamento para qualquer um deles, apenas na forma de falar). Adoro que reconheçam na minha voz que estou bem disposta, chateada, disponível para festinhas ou a precisar de espaço. Adoro sair do wc e ter a minha gata à espera que me recebe de uma forma como não o faz para mais ninguém - para mim, até o seu miado é diferente. Não quero com isto dizer que não gosto de cães, gosto sim e muito. Têm um milhão de coisas boas: são amigos, companheiros, dedicados, educáveis, mas, enfim...sou, de facto, assumidamente, uma Cat Person - miau!

15 de dezembro de 2008

Cai Dezembro


Este meu blog, ou cantinho, como eu gosto de lhe chamar, está a correr sérios riscos de se tornar um diário. Não daqueles encadernados com capa grossa, cadeado e uma chavinha minúscula, mas, e acompanhando a evolução tecnológica, um digital, disponível a quem quer que, por mero acaso, ou não, venha parar à minha página. Mas sabe bem ter um espaço onde posso desabafar os devaneios da minha alma, mesmo que, pela sua forma e efeito, tenha que ser subtil e discreta.

Hoje estou num dia não...ou numa fase não, não sei bem ainda. Ando com vontade de nada e nem a aproximação do natal, época que sempre me tocou pela sua magia (cada vez mais abafada pelas loucuras e espalhafato comercial) me anima. Será alguma nostalgia que estas datas sempre me trazem, por relembrar pessoas que perdi...? ou será porque a magia, com a idade, tende a cair de forma abrupta e, talvez por não ter filhos, deixe de fazer sentido? Ontem dei início a essa árdua tarefa que é fazer as compras de natal. Fiz uma lista, calcei as minhas botas mais confortáveis e mentalizei-me para a loucura do shopping. Fui à hora de almoço, dado que todos sabem que o bom português não abdica dos prazeres do garfo caseiro, especialmente em tão anunciada épcoa de crise e pré época de crise ainda maior. Até aqui tudo óptimo: estacionei logo o carro e não havia ainda grande confusão, daquela que nos faz odiar tudo e todos, por andarem em grupo (pai, mãe, filhos, avós, cão e periquito) a passear a 10 à hora. Pensei que, quando chegasse a casa, iria ter aquela sensação de ânsia para que chegue a noite de 24, para poder supreender todos ou quase todos, com as minhas prendas. Mas não. A lista foi bastante útil e ajudou-me a não perder demasiado tempo em cada uma das lojas: fnac - 6 cheques prenda e um livro do Jonh Le Carré; Rituals - 4 coffrett de prendas para casais, composto por óleo de massagem e gel de duche (como eu gosto de promover o carinho entre as pessoas); gato preto - um conjunto de canecas com gatos (para quem os ama como eu) e um conjunto de chá estilo japonês; na benetton um pijama bem quente; um dvd infantil; um colar e ainda um vestido para eu usar num casamento e umas botas cinzentas, sem salto, fashion e baratas. Ora sendo eu a verdadeira shopper (penso que estou a entrar numa fase de vício, que já não me satisfaz, preciso de um pior) deveria chegar a casa com a maior satisfação do mundo. Mas não...Será da época, será de mim, ou de nós...?

12 de dezembro de 2008

2008...




Desde o meu último e bastante confuso post a minha vida deu uma volta tremenda...não só porque casei e porque atingi a barreira dos 30, mas porque, na semana antes do casamento consegui despedir-me do meu emprego e começar um novo, a minha casa foi assaltada enquanto eu profundamente dormia, ganhando assim um trauma, descobri coisas que queria e muitas coisas que preferia que não tivessem acontecido com quem está mais próximo de mim, descobri ainda, em resultado de uma biopsia, que tinha que ser operada e conheci a república dominicana e a serra nevada (isto já depois de casada). Tive a minha despedida de solteira - muito calminha por sinal, mas na qual ganhei prendas muito úteis e extremamente apreciadas lá em casa. Casei, usei um vestido de noiva (essa tortura por descobrir), consegui estar na minha própria festa de casamento e não beber nem um copo (sabe-se lá que figuras poderia fazer e cair com um vestido de noiva não deve ser bonito de se ver) não chorei nem estava nervosa. Descobri um novo autor maravilhoso, cujo livro devorei: Carlos Ruiz Zafon e a sua "Sombra do Vento", passei a dizer marido, em vez de namorado (embora me engane muitas vezes)...ufa...uma azáfama, que tornou este ano, prestes a terminar, um dos mais importantes da minha vida, por tudo o que representa, pelas mudanças que trouxe e pela aprendizagem.

De quê? :D bem, em primeiro, se voltasse atrás escolheria outro vestido de noiva, um mais prático
e que me permitisse comer sem ter a sensação de que estava a inchar que nem um balão, segundo, descobri que em momentos difíceis as pessoas conseguem revelar, muitas vezes, o pior de si; em terceiro, que sou boa naquilo que faço, no meu trabalho e que consegui fazer a diferença na vida de algumas pessoas (e que sabor de gratificação que isso traz); aprendi ainda a nunca mais deixar as janelas destrancadas; mais - o "tudo incluído" não é tudoooo incluído mesmo, mas vale bem a pena; que Espanha tem sítios bonitos por descobrir - amei Granada, da qual destaco a zona de Alhambra, imbuída de história e repleta de gatos simpáticos.. Que a força dos 30 existe mesmo e que é uma época maravilhosa na vida de uma mulher (ou, pelo menos, assim quero crer).enfim...e o mais importante, que quanto mais esperamos de uma pessoa, maior pode ser a desilusão. A força do amor tem um poder tremendo, mas será implacável? A ver vamos...talvez o segredo esteja em não querermos demais e apenas recebermos aquilo que a vida nos dá...

9 de setembro de 2008

Planear...




A um mês do meu casamento e, olhando para trás, sinto e sei que algo vai falhar, mas, na verdade, não quero saber. Apenas quero que seja um dia muito feliz e bem passado, junto dos que mais amo. Porquê preocupar-me com os grãos de arroz, se tenho lá os meus melhores amigos? Ou com a decoração das mesas se tenho lá os meus pais, irmãos e avó? Ou com os brindes, as fotos, a música, se estou a casar-me com o amor da minha vida? Todas as minhas amigas casadas me dizem que o dia passa num instante...que tanto e tanto tempo de organização quase não compensa a rapidez efémera do momento, que mal aproveitamos de tão preocupadas com o espaço, a comida, se os convidados se estão a divertir? a hora da valsa, de mandar o bouquet, de vender a liga, de distribuir os brindes, etc, etc, etc...Pois perdoem-me os presentes se em tudo isso eu falhar, porque o que eu quero mesmo é poder partilhar com todos os que me são próximos, o sentimento imenso que vive em mim, pelo meu amor...e quero um dia, olha para trás e não pensar que a comida podia ser melhor, ou que a animação não foi como queria, que o penteado se desmanchou e o vestido ficou sujo, mas sim, que foi um dia muito especial e feliz para mim, que marca uma nova etapa na minha vida.
Talvez por isso tenha escolhido o vestido em menos de 45mnt, a quinta à 2.ª visita e as alianças quase na véspera...A um mês do casamento, falta ainda o fotógrafo, as músicas, a animação infantil, as flores, o menu, a decoração e provavelmente mais ainda do que aquilo que me consigo lembrar. Mas sei que vai ser um dia em grande, a não esquecer, por todos os momentos que vou viver e partilhar e para sempre guardar num cantinho muito especial da minha memória.

26 de agosto de 2008

Voltei...









Embora com alguns precalços...cá estou eu, para soltar mais uns pensamentos, para partilhar, chorar, rir e gritar o que me vai na alma...


Vou dando notícias