31 de dezembro de 2009

Desejos de ano novo


E para o ano de 2010, o que posso eu desejar?
No ano passado, por esta altura, fiz uma lista mais ou menos extensa sobre quais seriam os meus desejos. Mas este ano, olhando para trás e pensando num futuro mais distante, vou ser um pouco mais egoísta e menos quantitativa - perdoem-me a centralidade sincera. Não vou desejar viagens, nem bens materiais, nem vou dissertar sobre a fome no mundo...

Assim,
Espero que o novo ano seja uma extensão de 2009 e que continue a ser feliz como até aqui e que consiga fazer felizes aqueles que me rodeiam. Desejo ainda uma saúde mais estável e menos visitinhas ao hospital, embora saiba que será difícil, uma vez mais...Rai's parta este corpo cheio de defeitos e avarias! Sei que sou, acima de tudo, muito privilegiada, por tudo o que tenho, por tudo o que vivo, por poder sorrir todos os dias, por isso, espero saber sempre valorizar cada dia da minha vida, cada pessoa à minha volta, cada momento vivido, cada sopro que dou.
E para todos vós, que seja um ano cheio de concretizações e de muita felicidade, não faltando ao típico desejo miss loura platinada (que eu não sou): mais paz no mundo e serenidade global - é que é do fundo do coração, mesmo...

30 de dezembro de 2009

No Natal, de presente, eis o que eu recebi:

O meu perfume de sempre, DKNY- é daquelas relações para a vida;
Um telemóvel novo, Nokia, as always, porque o meu estava prestes a morrer, a qualquer instante;

O perfume novo Marc Jacobs, que faz as minhas delícias nasais, embora ache o frasco simplesmente pavoroso;

- Uma carteira e uma mala da sisley;
- Roupa;
- O belo do pijaminha, que adoro receber por esta altura (mas que me fez descobrir que este belo corpinho já exige um tamanho M...);
- Livros;
- Dinheirinho, com o qual comprei um relógio mais que lindo, da DKNY;
E muitas coisinhas para a casa, lindas que só elas e todas compradas a pensar em mim - não é que são todas a minha cara? Quem me conhece, conhece-me mesmo bem ;)

Mas o mais importante foi por ter a possibilidade de o passar junto de todos os que amo, por termos partilhado este momento tão mágico e que privilegio tanto. Foram tantos os sorrisos sinceros, as brincadeiras divertidas, as gargalhadas sentidas, as músicas muito nossas cantadas em coro, embaladas pela guitarra acústica, os brindes extasiados como se não houvesse amanhã e tudo e tudo...Venham mais Natais assim!

E a minha noite vai ser assim...


Porque já vivi passagens de ano cheias de festa e de glamour e com dress code's bem exigentes, em discotecas da moda, por esse país fora, em grupos grandes e animados, cheios de serpentinas e fogo de artifício, flutes numa mão e doze passas a aguardar doze ansiosos e estudados pedidos, na outra, agora só quero é paz e descanso e uma noite calma, não mais importante que qualquer outra noite do ano. E por isso, a melhor passagem de ano de sempre vai ser onde? Aqui, pelo meu palácio, junto da pessoa que mais amo neste mundo, com os meus três gatos e com um grupo de amigos muito especiais, que enchem o meu coração e que adoro profundamente. Vai ser passada a usufruir de um maravilhoso jantar, acompanhado de boa música, bem regado a bons vinhos alentejanos e talvez uns shot's* (que o P. faz maravilhosamente bem) e cheia, mas mesmo cheia de sorrisos, gargalhadas e boa disposição. E...

Para todos vocês, que 2010 seja um ano cheio de sorrisos, de conquistas e de sonhos concretizados. E que sejam felizes e façam todos à vossa volta muitooo felizes.

*E se beber uns copinhos a mais, só preciso de encontrar o caminho para o quarto, ou, na pior das hipóteses, para o sofá ;)

28 de dezembro de 2009

Dúvida existencial:


O P. chamou-me espalhafatosa, mas no bom sentido...tudo porque optei por uns brincos mais sóbrios e discretos do que os habituais étnicos que tanto gosto e que, a meu ver, conjugam maravilhosamente bem com pulseiras que vou comprando nas minhas viagens e que são, francamente, muito mais a minha cara - embora goste de alguns conjuntos mais sóbrios, não são para todos os dias da minha vida.

A partir deste diálogo maravilhoso que mantivemos, imagino já que quando olha para mim apenas vê um monte de quinquilharia vistosa, qual árvore de natal dos anos 80, enquanto eu me sinto tão bem com este ou aquele conjuntinho de pulseira e brincos, ou colar e pulseira...eu que nem uso nunca as três coisas ao mesmo tempo e que opto sempre por tons prata ou cobre...E pergunto-me, desde esse dia: espalhafatoso tem algum sentido bom? É que a mim não me parece, mesmo nada...


E embora a Heidei Klum seja maravilhosa de todas as maneiras, nunca, jamais, saio à rua com tanta coisa em cima: ele é colares, ele é brincos, ele é anéis em cada dedo. Nunquinha - no máximo, dois tipos de acessórios e mais nada.

23 de dezembro de 2009

Porque...


...o Natal é muito mais do que uma época de troca desenfreada de prendas...O Natal é tempo de partilha, de momentos em família, de alegria contagiante. É tempo de parar e pensarmos nos que nos são próximos, mesmo que alguns estejam bem distantes e de aproveitarmos ao máximo cada momento com aqueles que amamos. É tempo de reflexão, de pensarmos no afortunados que somos por termos uma casa, uma família, por termos amigos a quem enviar sms e dar prendas e por termos comida na mesa e um cobertor quentinho que nos aconchega pela noite dentro. É tempo de darmos mais de nós, de sorrir e fazer sorrir deliciosa e alegremente os outros. É tempo de amar, de conversar, de abraçar e de brincar. É tempo de sermos crianças, de largarmos a idade e de nos sentarmos no chão a montar brinquedos, com um chapéu de pai natal na cabeça e um sorriso quente e feliz nos lábios, sem receio de figuras menos próprias para a idade. É tempo de comermos as filhoses e as azevias, o peru e o bacalhau, de brindarmos com vontade e de temos conversas longas e alegres à mesa. É tempo de recordar os que mais amamos e que a vida já levou, mas que permanecem vivos, eternamente, nos nossos corações. O Natal é todos os dias, basta querermos...Bom Natal para todos, hoje, amanhã e todos os dias da vossa vida, cheiooooo de sorrisos.

A todos os que comentaram e leram o post anterior, a minha menina está bem, dentro do possível, tendo-lhe sido diagnosticada epilepsia, pelo que tem que ser constantemente acompanhada. Obrigada pelo conforto das vossas palavras...:)

20 de dezembro de 2009

O amor por eles


Ainda há pouco tempo comentava, num blog vizinho, como compreendia o amor que a autora nutria pelos seus animais. Porque o compreendo. Porque o sinto também. Porque pode parecer estúpido aos olhos e compreensão de muitos, mas certamente não será aos olhos e coração de quem também os tem e com eles vive. Porque fazem parte de nós, da nossa vida, da nossa família, da nossa casa e dos nossos dias. Porque nos adoram incondicionalmente e todos os dias da sua vida nos dão pequenas e grandes provas disso. Por isso, neste momento e numa daquelas fases da nossa vida em que, se acreditássemos em bruxas tudo faria mais sentido, porque tudo corre menos bem, estou muito triste porque uma das minhas gatas teve hoje um ataque e, por instantes, eu e o P. pensámos que ela nos morria nas mãos. Foi horrível, foi assustador, foi imensamente triste assistir sem saber o que fazer. Tremi, chorei, solucei e conduzi com ela ao meu lado e o coração nas mãos. Neste momento, a mais assustada e nervosa das gatas está internada no hospital veterinário, com soro, numa jaula, com várias hipóteses na mesa, uma delas é epilepsia...Por isso hoje, estou num daqueles dias em que nem o facto de ser domingo e a vivência da época natalícia que eu tanto adoro, me anima. E eu, para este Natal, apenas a quero ao meu lado, na mantinha, a ronronar e a adorar-me com aqueles belos olhos verdes enormes...
Perdoem-me a ausência de comentários nos vossos blogues, mas as coisas aqui pelo Cantinho têm andado um pouco críticas...

16 de dezembro de 2009

Pai e mãe*:


Andei de mota em cima da ponte 25 de Abril, numa madrugada (sim, 07:00 da manhã é madrugada para mim, que nunca acordo antes das 09:00) de muito frio e coiso e tal. E estou bem. Embora tenha congelado alguns músculos faciais, dois ou três milhares de neurónios e os dedinhos das mãos. E ainda andei de comboio, autocarro e carro, tudo nesse mesmo dia. Faltou o barco e o avião. Para a próxima não me escapam.


*Todos os restantes, desculpem este post, mas os meus pais são meus leitores (pois, eu sei e a culpa é toda minha) e prefiro contar-lhes determinadas coisas por aqui, para terem tempo de pensar na coisa e para se lembrarem que tenho 31 anos e que sou dona de mim própria e não há nada a fazer e que nem ao meu maridinho lindo dou ouvidos e satisfações...=D - agora com licença que vou tirar o som do telemóvel para ter uma manhã bem calminha!

15 de dezembro de 2009

Post muito meu II

Obrigada a todos, pelos palavras e sorrisos partilhados. Eu cá, sorrio todos os dias da minha vida, mesmo quando dou aquelas quedazinhas chatas que não matam, não tiram bocado, mas abalam um pouco.
Ainda tenho um caminho a percorrer, mas que, com toda a certeza, será percorrido com determinação e muita, mas mesmo muita energia positiva.


Ps: Já vos disse que são os melhores leitores do mundo? É que são mesmo!

14 de dezembro de 2009

Post muito meu

No momento em que estas linhas são publicadas espero ter todas as razões do mundo para sorrir e nenhuma, mas mesmo nenhuma, para o contrário... - mais do que por mim, por todos os que me rodeiam...
Nota: por razões várias, hoje não haverá rubrica Pessoas Bonitas, a qual espero retomar muito em breve.

13 de dezembro de 2009

Para variar


E ontem foi dia de experimentar o Em Banho Manel, em Sintra - essa vila maravilhosa e mágica, mesmo com o frio de Inverno - restaurante que alia o estilo glamouroso a uma ementa cheia de requinte. Todos os pratos foram muito apreciados, mas eu adorei, particularmente, o risotto de bivalves assim como a tarte de chocolate e caramelo. Simplesmente de babar*. Diga-se de passagem, que todos os cuidados e restrições alimentícios foram ontem completa e alegremente ignorados. Não fosse a minha tosse horrível, que não me permite dormir e a voz de bagaço que se apoderou de mim nos últimos dias e teria sido o dia perfeito.
Fica a dica para quem procurar um restaurante com o ambiente ideal para um jantar romântico.
* E para quem possa pensar que os pratos requintados são parcos em quantidade, adianto já que vinham na dose certa, nem menos, nem mais. Que mania essa de que as travessas têm sempre que vir abarrotadas de comida e com a molhanga toda a pingar, numa confusão apoteótica de carne, batatas, arroz, salada e tudo a que temos direito, o que nos leva muitas vezes a comer mais do que o necessário...

11 de dezembro de 2009

Hoje vou ao teatro


E hoje, para começar em grande o fim-de-semana, segue-se um jantarzinho em Lisboa e uma peça de teatro. E o que eu gosto de ir ao teatro.

Bom fim-de-semana para todos, cheio de sorrisos e muitas mantinhas quentinhas e chazinho e filmes daqueles mesmo mesmo bons, como se quer!

(o meu, para variar, vai ser uma roda viva de almoços, visitas a amigos e jantares e compras de Natal...)

8 de dezembro de 2009

A unilateralidade das relações


As relações unilaterais são aquelas nas quais uma das pessoas vive a relação intensamente, como prioridade máxima, como se nada mais existisse, enquanto a outra, apenas está lá física e aparentemente, enquanto a mente vagueia por outros lugares e por outras necessidades, quase numa vivência relacional indiferente. São relações cujos laços estão demasiado frágeis e que a qualquer momento podem romper. Porque como tudo na vida, a reciprocidade no amor é fundamental para a qualidade e força do mesmo. E, normalmente, nestes casos, o que mais sofre é aquele que mais dá - consequentemente, aquele que menos recebe. Não quer dizer que o que mais recebe não sofra também, incapaz de mudar o que sente e o que vive.
Recebo imensos e-mails de pessoas que procuram algum apoio, alguma orientação e mesmo no dia-a-dia, em conversa com colegas, com amigas, com conhecidos, e confesso aqui, hoje e agora, que me custa assumir, nas minhas respostas, que não confio nessas relações, porque me parecem condenadas à partida, como uma flor, que precisa de água e de luz para sobreviver, mas que apenas recebe uma das duas - e o que acontece? Sofre em silêncio, murcha e morre amarguradamente. Custa-me assumir, pelo que tento, de forma quase dissimulada, passar aquilo que é para mim fulcral em qualquer relação na vida: em primeiro lugar temos que nos amar a nós próprios, temos que nos respeitar, temos que conhecer os nossos limites e as nossas necessidades e temos, acima de tudo, que ter a capacidade de analisar se o que estamos a viver nos faz felizes, como desejamos, como merecemos ser. Quer sejamos o laço mais empenhado na relação, quer sejamos o laço indiferente. Porque me parece que a maior parte das pessoas acaba por se acomodar, por se habituar, por se manter numa relação, porque mais vale ter alguém a aquecer os pés à noite, debaixo dos lençóis, do que não ter ninguém. A maior parte das pessoas não se assume como feliz, mas também não é capaz de lutar por essa mesma felicidade, por medo, por receio, como se não merecesse ser feliz, ou a felicidade fosse algo inatingível e ficcional que apenas existe nos livros e nos filmes românticos. E porque às vezes o amor está lá, mas falta tudo o resto, falta esse sentimento tão mágico e inspirador, que nos faz ansiar e sorrir. Mas, para o sentirmos, temos que saber amar, saber dar, saber ler os sinais que nos são transmitidos pelo outro, temos que saber ser empáticos e, acima de tudo, honestos, connosco e com os outros. E nas relações, quando damos, esperamos sempre receber algo, com a mesma qualidade e veemência. Sim, somos interesseiros a este ponto, não há como negá-lo, mas porque esta troca de afectos, de amor, de carinho e de intensidade assegura a qualidade do que estamos a viver e nos permite ser felizes e fazer os outros felizes. Porque quanto mais felizes nos sentimos, mais capazes somos de fazer os outros à nossa volta felizes também. Temos é que fazer por isso e não esperar que a felicidade nos bata à porta.
E podemos, sim, ser muito felizes mesmo sozinhos. Porque há tantas outras coisas que podem contribuir para issso e que variam consoante cada um: a família, os amigos, o sucesso no trabalho e/ou nos estudos, as viagens, o campo, os animais, ando so on, and so on. Mas é preciso saber ser e aceitar essa felicidade.
Eu? Sim, sou, mas faço por isso, todos os dias da minha vida. E quando me sinto mais triste, menos forte, mais carente, em vez de chorar qual princesa frágil e abandonada, faço por alcançar esse ponto de felicidade outra vez. Porque com os gestos mais simples, com as conquistas do dia-a-dia, com vontade, tudo o que queremos é alcançável.

Nota: poderia ter levado este texto para questões mais relacionadas com comportamentos típicos associados ao género, mas isso fica para outro post ;)

7 de dezembro de 2009

Ajuda


Alguém me explica porque razão, no meu blog, aparece um número de comentários associados a um post, quando na verdade o número é outro? Já o detectei em pelo menos, dois post's e num deles até era capaz de jurar que me desapareceram comentários, vários mesmo. :( Não que ligue ao número, mas cada um dos vossos comentários é único e especial para mim e um desses posts foi dos mais íntimos e importantes que escrevi no últimos tempos, por isso, cada palavra foi como um bálsamo de energia. E eu quero esse bálsamo de volta!

Assim não senhor gestor do blogspot, assim não! - ler isto em tom de ameaça, imaginando-me de mão na anca e dedo bem espetado, sff!

Adenda: acho que o gestor me "ouviu - já voltou tudo ao normal - de 6 comentários, mostrava 37, quando na verdade eram 44 - está tudo lá. Baralhado, o gajo!


Pessoas bonitas #5

A beleza desta rubrica (falta de humildade minha!) é que me têm chegado e-mails maravilhosos, uns de pessoas bem conhecidas de todos nós, outras nem tanto, mas que nem por isso são menos bonitas.
Hoje deixo-vos o e-mail da M., que nos conta a maravilhosa história do seu tio-avô, que não teve a felicidade de conhecer, mas sobre o qual existem relatos fabulosos. Obrigada M., pela partilha - não mexi numa única vírgula no que escreveste ;)

Conheces a personagem do Dr. João Semana d’ “As pupilas do senhor Reitor”? Vou contar-te a história do meu tio-avô, que, infelizmente, não tive o prazer de conhecer e que retrata na perfeição o que Júlio Dinis pretendeu escrever.

Mário Armando Braga Temido nasceu na freguesia de S. Bartolomeu, em Coimbra, a 3 de Dezembro de 1914 e faleceu a 3 de Outubro de 1980, também em Coimbra. Licenciou-se em Medicina, na Universidade de Coimbra, em 1939, e doutorou-se em Medicina Tropical, na Universidade de Lisboa, na vertente da Malariologia. Ao longo da vida publicou os seguintes livros: “Problemas de Sezonismo” (a sua tese de doutoramento), “Os factores adjuvantes da Endemia e Sezomáticas nas Beiras”, “Da influência do Sezonismo na colonização da Guiné”, “As Tripanossomias na Guiné, Angola e Moçambique”.
A 16 de Junho de 2009 foi inaugurada a nova Biblioteca Escolar da Escola Básica Integrada de Pereira do Campo, biblioteca esta que tem como patrono Mário Temido. Quando fala daquele que muitas vezes foi comparado ao Dr. João Semana, Manuel Leitão da Cruz, professor da supracitada escola, recorda “… um médico já falecido, que exerceu o seu trabalho em Pereira [concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra], muito bondoso e compreensivo para com as pessoas de Pereira, a quem realizava consultas sem levar dinheiro e oferecendo-lhes os medicamentos”. Conta-se que quando as pessoas precisavam dos seus serviços colocavam uma cadeira à porta com um pano vermelho para que, quando passasse, soubesse que havia um doente para visitar. Acontecia, também, ser, muitas vezes, chamado durante a noite para prestar apoio aos enfermos, rumando imediatamente a Pereira com a companhia da sua esposa, D. Maria de Lurdes. Embora não solicitasse qualquer forma de pagamento, as pessoas com mais posses davam-lhe uma avença anual, geralmente, um alqueire de milho.
Para além da medicina, Mário Temido também se dedicou ao teatro, ensaiando muitas peças, algumas das quais apresentadas na vila. Homem da cultura, permanece também ligado a “O Despertar”, jornal em que colaborou durante décadas, onde assinava com o pseudónimo de Jorge Montes Claros. Enquanto era estudante, esteve ligado às mais diversas entidades e colectividades, tendo sido: director do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra (1935-36), presidente da Assembleia Geral da Associação Académica de Coimbra (1935-36), presidente da Assembleia Geral do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra (1936-37), colaborador do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) e da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, presidente do TEUC (1938), presidente da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra e presidente da Junta de Freguesia da Sé Nova.
Mário Temido desenvolveu, ainda, todo um trabalho de luta e resistência contra a política do Estado Novo. “Foi democrata. Lutou pela emancipação do povo. Sofreu. Esteve preso. Foi terrivelmente perseguido”, recorda Manuel Bontempo, colaborador de “O Despertar”.

Este texto foi escrito não só a partir de relatos de familiares meus que com ele privaram mas também a partir de uma notícia publicada no jornal "O Despertar". Para mim, e não é por ser meu tio-avô, este é um bom exemplo de uma pessoa bonita.

Um beijinho e muitos parabéns por esta rubrica,
M

6 de dezembro de 2009

06/12/2002


Há 7 anos atrás tomei uma decisão daquelas, aparentemente pequena, mas que iria mudar para sempre a minha vida e a tua também. Porque aceitei um convite, aceitei conhecer-te melhor, aceitei que o que realmente sentia por ti guiasse cada momento, porque me deixei levar pela espontaneidade e ainda bem que o fiz. Porque sempre achei que no amor me devia deixar guiar pelo coração, foi ele que guiou o que vivemos há sete anos atrás e é ele que comanda a forma como vivo a nossa relação, dia após dia.

Ainda me lembro do nervoso que sentia, das borboletas que tomaram conta de mim e do meu estômago, incapaz de pedir alimento, dominado pelas incertezas e pelos receios, mas sobretudo por esse sentimento deliciosamente arrebatador que é a paixão. E sete anos depois, aqui estou eu, mais feliz do que nunca, mesmo depois de termos passado por muitos momentos, muitos acontecimentos, bons, maravilhosos e menos bons, porque é o conjunto de todos que compõem uma relação a dois e que fazem a nossa história, a mais bela história de amor. E mesmo nos momentos menos bons, naqueles em que tu és de Marte e eu sou de Vénus e não conseguimos falar a mesma língua, amo-te com toda a força e sentimento, de uma forma que as palavras não chegam para descrever, porque são demasiado simples em significado.

Sei que fiz algumas coisas menos bem...mas se voltasse atrás, faria tudo igual, porque nos trouxe o dia de hoje e porque me trouxe o amor da minha vida e porque me sinto, todos os dias da minha vida, completa e perdidamente apaixonada por ti. E porque as borboletas permanecem dentro de mim, sei que muitos mais anos de sorrisos e partilhas, de união e companheirismo, de lágrimas e alegrias, se seguirão...Porque tu és a melhor parte de mim...



5 de dezembro de 2009

Lembram-se?

Lembram-se da história da tartaruga que apadrinhámos em Cabo Verde e que partilhei aqui? Acabei de receber um e-mail - já nasceu, entre muitas outras- aquilo é às dezenas, um espectáculo! Chama-se Tobias (claro), e foi devolvida ao seu habitat natural. A organização que trabalha na sua protecção e preservação é a www.sostartarugas.org, também disponível em http://turtlesoscaboverde.blogspot.com/. Se gostam de animais e gostavam de fazer algo por eles, contribuam. Elas agradecem e eu também.
Seguem-se umas fotos, quanto a mim, aboslutamente deliciosas, de tartarugas bebés numa pequena/grande demanda pela vida*:

* E devo acrescentar que vê-las nascer é uma pequena maravilha da natureza, à qual tive oportunidade de assistir em Cabo Verde.

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos - o meu tem sido cheio de água e não, não é a da chuva - depois explico!

30 de novembro de 2009

Pessoas bonitas #4


Com algum atraso na hora (peço desculpa, mas ainda ando a por as ideias no lugar e os neurónios a trabalhar como deve ser, centrados em coisas que realmente importam), a rubrica de hoje vai ter um contexto um pouco diferente...
A pessoa bonita desta semana é a minha querida Minie, que hoje faz a bela idade de 31 anos (pois é, mais uma doce maravilha da colheita de 78).

E porque és linda, maravilhosa, com um grande coração, inteligente, trabalhadora, doce, divertida e porque fazes parte da minha vida há tantos anos que nem vou dizer quantos porque só me lembra que estamos muito crescidas, (e que juntas já vivemos muito, já partilhámos muito, já rimos e chorámos muito) PARABÉNS minha querida - sê tão feliz quanto o mereces ser. És única e tu sabes isso.

29 de novembro de 2009

Hoje é dia de...


E hoje é dia de dar início a essa demanda que são as compras de Natal. E sabem que mais? Eu adoro...adoro escolher A Prenda para cada um daqueles que amo. Por isso, aqui vou eu, com a minha listinha, de botas rasas e muito confortáveis e cheia de vontade de comprar as prendas mais lindas de sempre, em troca de um sorriso e da felicidade de cada um dos meus. E vou ainda comprar um papel lindo que só ele e fitas de tecido, para os meus próprios embrulhos, uma das coisas que mais gosto de fazer (a propósito, não consigo entender as pessoas que ficam horas e horas numa fila interminável à espera de um embrulho, igual a tantos e tantos outros) e que se tornou uma tradição de anos, minha e do meu pai. Conto ainda fazer a árvore - já tenho tudo preparado na sala: árvore*, enfeites, estrela, luzinhas e fitas, prontas a compor a árvore mais linda de sempre. Além dos bonecos de neve, uma das minhas imagens preferidas do Natal. Então com licença e até já ;)
* Claro está que os meus gatos, felinos típicos de apartamento, ficam doidos com esta novidade - uma árvore na sala! E cheia de bolas e coisas- e competem entre si para ver que é o primeiro a deitar tudo ao chão. Já faz parte da nossa tradição!

27 de novembro de 2009

Partilha

Os leitores mais atentos e antigos do meu blog (lindos que só eles) saberão que entre final do ano passado e início deste ano tive alguns problemas de saúde que me levaram a ser operada e a viver uns dias de ansiedade mais do que justificada, enquanto aguardava os resultados de análises e biopsias e sei lá mais o quê. E viveram comigo o dia em que soube que estava bem e que era tudo benigno. Partilharam a minha alegria e alívio, assim como a lição que retirei dessa experiência, nomeadamente a forma como passei a valorizar a minha saúde. Ainda me recordo do som das lágrimas de alegria da minha mãe, enquanto partilhava com ela os resultados por telefone. Mas, em vésperas de ser operada, os mais variados receios e pensamentos negros passaram-me pela cabeça. Por isso, podem imaginar que meses depois, numa aparente consulta de rotina, tenha ficado quase em choque ao descobrir que um problema do qual eu já mal me recordava, tinha voltado e a uma escala diferente. Segue-se um período de análises, biópsias, consultas, exames e um rol de procedimentos que só de pensar me põem os cabelos em pé e os olhos em bico. Porque pode não ser nada demais, mas pode ser muita coisa. Soube de tudo no início da semana e depois de uns dias a digerir toda a informação e a ver todos os pensamentos negros a quererem voltar (enquanto eu os empurro energicamente), resolvi partilhar com aqueles que me acompanham, que me apoiam, que me lêem e que me aconselham tanto e tão bem, que neste momento estou assim um bocadinho em baixo. E escrevo um bocadinho, porque não sou de me deixar abater completamente e porque sei que tudo ficará bem. Sei sim. Sou optimista demais para me deixar levar pelas notícias inesperadas que me chegaram.
Mas não estranhem uma Bê mais ausente daqui para a frente, ou post's do mais parvo que há (sim, porque eu sou daquelas que quanto mais tristinha, mas para cima se tenta por, com parvoíces do pior). E já agora, alguém se digna a explicar ao Homem Aqui do cantinho que uma operação não tem garantia, como os electrodomésticos e os carros?? É que ele quer levar-me ao médico que me operou e dizer qualquer coisa como "isto ficou mal arranjado Dr. tem que fazer a revisão e colocar tudo como antes, ou então devolva-nos o dinheiro". Só que seria qualquer coisa como o médico ter-me mudado o óleo e o que está mal é o depósito do mesmo...Enfim, homens! (sim, eu sei que é por amor =D)
Bom fim-de-semana a todos, cheio de sorrisos.

Para o Natal, de presente...


Eu quero conseguir estar, em pleno, com: o P., pai, mãe, padrasto, irmãos, avó, sobrinho lindo, Catariska (sim, já fazes parte da família), tios e primos e com pais, irmã, tios, primos, primas e priminhas e do P.

Porque este ano está mais difícil do que nunca conseguir gerir todas as famílias e tudo o que eu queria era mesmo estar com todos - numa única, grande e feliz família! E a um mês do Natal já ando a fazer ginástica mental para saber como me dividir entre todas as casinhas, todas as paróquias e todas as cidades (sim, porque entre Lisboa e Porto, há muitos km's a percorrer), distribuir prendinhas, sorrisos e mimos até mais não...

26 de novembro de 2009

Abaixo os chico-espertos!


Às vezes sinto-me perfeitamente farta da "chico-espertice" das pessoas. Da onda do "deixa-me cá enganar mais uns quantos", das tramóias e rambóias que parecem tudo e não valem nada. Dos encostos e da falta de responsabilidade (não) assumida quando as coisas apertam e correm mal...Dos discursos longos, cuidados e dourados, sem qualquer conteúdo ou intenção. Das dissimulações mal intencionadas, que enganam os mais desatentos ou que se deixam levar pela ingenuidade e pela força do bem-falante. Que me tomem como parva e que tentem comer papinha cerelac na minha cabeça ou na cabeça dos outros. Daqueles que são os primeiros a receber os louros mas também os primeiros a fugir com o rabinho à gilhotina, quando os planos e os esquemas e as historietas saem furados, enquanto empurram todos os outros na sua direcção, sem qualquer discernimento e sentimento de culpa. Da política do desenrasca que enrasca todos os outros. Da leviandade com que muitas pessoas passam por cima de tudo e todos, em benefício próprio. Da forma como se riem de cada vez que que o fazem, espezinhando sentimentos e necessidades e quase cuspindo em cima. Farta...mas é que estou mesmo...
Porque há dias assim, em que fico menos tolerante e nada como poder escrever o que me vai na alma, em jeito de desabafo.
*Nota: mas o gatinho da imagem é de uma chico-espertice deliciosa!

25 de novembro de 2009

Nova imagem...


E depois tenho a outra mana, a M., mais do que linda e maravilhosa, que retocou a imagem* do blog, dando-lhe novas cores, novos adereços e um tom bem natalício! Amei! É talentosa, ou seu eu que sou mais do que babada?
Penso que já tinham percebido que sou eu, o P. e o Tobias ;)
* A passear por aqui até Janeiro de 2010.

Há dias assim...

Uma das vantagens de termos à nossa volta pessoas que nos conhecem e nos querem muito bem, é o facto de com base em simples gestos, palavras e olhares, elas saberem se estamos bem ou mal. A desvantagem, por vezes...é exactamente o facto de, com base em simples gestos, palavras e olhares elas saberem se estamos bem ou mal. Porque às vezes só nos apetece mesmo estar no nosso mundinho, recarregar baterias e esperar o dia seguinte, mais fortes e sorridentes. Porque não podemos sorrir todos os dias com a mesma intensidade e sentimento. Poque há dias menos bons, há dias em que as coisas não correm como nós queríamos e só nos apetece isolar do mundo. Porque há dias em que, mesmo sabendo que tudo na vida tem uma solução e que as quedas da vida, apenas nos permitem crescer e aprender, por vezes precisamos de um tempo para nós, para gritar, para chorar, para pensar. E hoje, para mim, é um desses dias.


E porque para mim é muito importante sentir que as pessoas à minha volta se preocupam comigo e que estão atentas, mas às vezes prefiro mesmo estar sossegadinha, quietinha, porque com o tempo , tudo passa.

24 de novembro de 2009

Diálogos perfeitamente parvos entre duas irmãs


Bê: Pintaste outra vez o cabelo?!*

C: Sim. O que é que achas?

Bê: Hum (momento em que vacilo entre a sinceridade e a piedade) gosto mais da tua cor natural (ai esta mania de ser sempre sincera com estes jovens de hoje em dia, que levam sempre a mal e entendem como crítica).

C: (irritada e defensiva) Eu não gosto. É cor de ...cocó. É feio.

Bê: (depois de olhar para o meu próprio cabelo e de tentar visualizar uma recordação já muito remota da cor original do cabelo da minha irmã) - Obrigadinha. É mais ou menos a cor do meu.

C: É pah, oquéquequeres? Tipo, não gosto. Tipo, fica-me mal com os meus olhos (azuis). Tipo, ao menos os teus são da mesma cor (de cocó).

Bê: Obrigadinha. É que agora fiquei mais descansada. Ao menos temos match.


Não foi bem bem isto, mas anda lá perto. E pronto, isto de conversar com as irmãs bem mais novas sobre cores e tendências tem disto - fiquei a saber que não só os meus cabelos, mas também os meus olhos têm cor de m/&$#. Desculpem...de cócó. E eu que não quero pintar o cabelo enquanto os brancos não derem notícias, que chatice!

* isto não daria direito a um post se a minha irmã não escolhesse as cores mais estranhas para o fazer - neste momento algo entre o cor-de-laranja fogo e o pôr-do-sol num dia de tempestade..- .
E se o meu cabelo e os meus olhos não tivessem cor de... cocó...

Dia 1# - parte II

E o dia de hoje não correu exactamente como gostaríamos, como queríamos...não ouvimos as palavras tão desejadas, muito pelo contrário. Há agora um longo caminho a percorrer. Se no início do ano recuperei a 200%, agora senti-me a andar para trás, mas, como sou teimosa, persistente e forte (uma chata do piorio, portanto), vou tratar já já de navegar contra a maré.

Obrigada a todos pelas palavras e pela energia positiva que se fez sentir aqui pelo Cantinho, a qual, não faz milagres, mas faz-me sorrir e sentir abraçada por todos vocês.


Dia 1#


E porque hoje é um dia muito, mas mesmo muito importante para mim e para o P. e porque acredito em todas as teorias que apostam na energia positiva e no optimismo como ponte para conseguirmos o que queremos, aqui vou eu, cheia de esperança, cheia de pensamentos positivos e cor-de-rosa e tudo, embora com os pés bem assentes na terra, como já é meu hábito - as potenciais quedas são bem menores assim. Torçam por mim, por nós...


E que daqui a uns tempos eu possa partilhar com todos vós as razões por trás deste post de hoje...

23 de novembro de 2009

Sai um bónus para mim, por favor!


Acredito verdadeiramente que merecia um prémio no meu ordenado quando estou cerca de uma hora a entrevistar alguém que, de vez em quando, limpa o nariz com o dedo indicador, por vezes imprimindo mesmo alguma fúria e atenção ao gesto, escrutinando com particular minúcia o dedo, após tão árdua tarefa, como se eu não estivesse ali. Ninguém merece! Diga-se de passagem que fiquei sem vontade de lanchar...

Se fosse uma criança, como na imagem, eu ainda aceitava, não gostava, mas aceitava...(sim, porque só não me importaria mesmo nada nada se fosse um filho meu, todos os outros desculpem lá, mas vão entregar os macaquinhos aos papás, ok?).

Felizmente esta pessoa não tentou sequer apertar-me a mão no fim da entrevista, senão nem sei como reagiria...

Pessoas Bonitas #3


Aristides de Sousa Mendes
19 de Julho de 1885 — Lisboa, 3 de Abril de 194

Cônsul de Portugal em Bordéus no ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial, Sousa Mendes desafiou ordens expressas do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, António de Oliveira Salazar, (cargo ocupado em acumulação com a chefia do Governo) e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940.
Aristides Sousa Mendes salvou dezenas de milhares de pessoas do Holocausto. Chamado de "o Schindler português", Sousa Mendes também teve a sua lista e salvou a vida de milhares de pessoas, das quais cerca de 10 mil judeus. (retirado da Internet).
Cliquem aqui e fiquem a conhecer a fundação Aristides de Sousa Mendes.

Entre 1930 e 1938, Aristides de Sousa Mendes foi cônsul de Portugal na Antuérpia. Licenciado em direito, foi um desobediente consciente, que, ao invés de cumprir ordens e de manter a neutralidade que marcou a postura portuguesa durante a II Guerra Mundial, optou por mostrar o seu lado humano e salvar milhares de judeus aos quais concedeu vistos que lhes permitiram fugir ao extermínio nazi, mesmo pondo em risco a sua vida e a da sua família. Nasceu aristocrata e morreu com sérias dificuldades financeiras. Foi perseguido até ao fim da sua vida, por ter seguido o seu lado humanitário. Foi ostracizado por todos, incluindo familiares e amigos e os filhos tiveram que emigrar para poderem ter uma vida digna. Mais tarde Salazar apropriou-se do seu acto salvador. Só nos ano 80, lhe foi reconhecido publicamente o gesto…muito depois da sua morte.
E porque de gestos bonitos se fazem pessoas bonitas, perante gestos grandiosos como este não há palavras que descrevam tamanha coragem e bondade, por isso fica aqui a minha singela homenagem neste Pessoas Bonitas a esse grande português.

20 de novembro de 2009

Lembrança

E porque segunda-feira é dia da rubrica Pessoas Bonitas, toca a enviar sugestões! O meu e-mail aguarda-vos.

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

18 de novembro de 2009

Que susto!

Estou sozinha em casa, enroscada em mantas na chaise longue e cheia de livros à minha volta, preparada para meter as mãos no teclado do portátil e finalizar o trabalho inicial que tenho que entregar amanhã no mestrado: tenho que escolher o tema a trabalhar, definir instrumentos, metodologias, encontrar problemas que tenham solução (e cuja solução serei eu a encontrar, espera-se) - entusiasmo-me e vou longe demais, acho que estou a ser demasiado ambiciosa com o trabalho, com o tema. Perco-me no meio de tantas leituras que só me dão ideias para ir ainda mais longe, para querer ainda mais. De repente, o meu coração dispara assustado: a selecção acabou de marcar um golo e eu, completamente absorta na minha vidinha, distraída que só eu, só me apercebi porque os vizinhos do lado, de baixo, de cima, do prédio em frente e da rua ao lado desataram aos pulos e aos gritos - e eu não estava nem aí e ainda tenho muito que trabalhar. Mas vá, força, venham mais uns gritos e mais uns pulos e tudo e tudo e tudo, porque um início de Verão com cheiro a Mundial tem outro sabor!

(sim, sou mulher, mas adoro futebol ;) - os estereótipos estão fora de moda! E agora vou só dar mais um olhinho no jogo antes de me dedicar de corpo e alma ao meu documento...)
E volvidos 90 minutinhos muito suados, Portugal vai ao Mundial e o Dexter vai à África do Sul!!Yeiiiiiiii!E se o (quase) impossível foi conseguido, o difícil é alcançável!

17 de novembro de 2009

E hoje é dia de...


Hoje é dia de fazer uma visitinha ao médico. Vou sobretudo para fazer a vontade à minha mãe, que não me deixa descurar a saúde nem por um minuto, sobretudo depois do problema que tive no início do ano e do susto que ela, mais do qualquer outra pessoa, apanhou comigo. Agora, perante qualquer sinal, por mais insignificante que seja, lá vai a Maria Bê medir a tensão, marcar consultas e fazer análises desenfreadamente, como se não houvesse amanhã, para garantir que está tudo bem. E como ultimamente não me tenho sentido grande coisa (ele é tonturas, indisposição quase crónica, dores de cabeça e um som chatinho - um zunido nos ouvidos, como se tivesse um apito nos confins da minha cabeça - e não, não estou grávida), vamos ver o que o senhor dr. tem a dizer.

(E como todos nós, que damos conselhos, não os seguimos normalmente, e eu não sou excepção, fui à internet pesquisar o que poderiam ser estes sintomas todos juntos e posso afiançar que fiquei com os cabelos em pé - porque sei que não se deve ir nunca à internet pesquisar estas coisas, porque de dois ou três sintomas, começamos a sentir outros tantos, psicossomáticos e a achar que estamos já com um pezinho para lá para o outro lado. )
Então, com licença e até já!

16 de novembro de 2009

Pessoas Bonitas #2


Embora já tivesse uma pessoa (uma grande pessoa e do mais bonita que há) destinada à rubrica de hoje, achei que deveria dar destaque e escrever sobre o primeiro e-mail que recebi, da Psipages, pela forma como o mesmo me tocou por se referir à beleza das pessoas diferentes com as quais trabalha no seu dia-a-dia. E porque, por vezes, também eu, no meu trabalho, me deparo com pessoas diferentes, lindas, maravilhosas, cheias de força, mesmo vivendo numa realidade nem sempre adaptada a si, mas à qual se adaptam perfeitamente, aqui fica a transcrição do e-mail que recebi:

De vez em quando passo pelo teu blog e devo dizer que gostei muito desta tua ideia em homenagear pessoas verdadeiramente bonitas.
Todos os dias trabalho com jovens que, de acordo com os parâmetros distorcidos de beleza que vigoram actualmente, nunca seriam considerados bonitos. Todos têm limitações ao nível cognitivo e, alguns deles, a nível físico também. Lembro-me bem do meu primeiro dia de trabalho. Senti-me desconfortável, quase incomodada por estar ali, mas bastaram apenas umas horas para perceber que estava rodeada pelas pessoas mais bonitas que alguma vez conheci. Estes jovens receberam-me com o mesmo à-vontade com que se recebe um amigo de longa data, confiaram imediatamente em mim e, acima de tudo, aceitaram-me de uma forma enternecedora.
Agora que escrevo estas palavras, percebo o quanto mudei neste último ano graças a eles. São eles que me fazem sentir bonita todos os dias, mesmo de jeans e sapatilhas. São eles que me recebem sempre com um sorriso, mesmo quando o mundo à sua volta só lhes coloca obstáculos. São eles que me ensinam que ser diferente pode ser tão especial. E são eles que me ensinam que os únicos obstáculos intransponíveis são aqueles que colocamos a nós próprios.
Sei que pediste sugestões de pessoas famosas, mas já que trabalho com pessoas tão bonitas, resolvi falar sobre elas. Já pensaste quantas pessoas bonitas são olhadas com ‘desdém’ só por serem diferentes?

E a Psi tem toda a razão, a sociedade vive ainda muito presa aos padrões da dita "normalidade" e muitos olham ainda de lado ou sem saber como reagir a quem foge a esses padrões. Tenho um amigo de infância tetraplégico há uns anos, depois de um acidente e que é das pessoas mais bonitas e maravilhosas que conheço. Com um coração do tamanho do mundo e um sorriso como se não houvesse amanhã. E o que ele valoriza os amanhãs...Por isso, o destaque de hoje é para ele, para as pessoas com quem a Psi trabalha, para pessoas com problemas cognitivos e físicos e com os quais podemos aprender tanto...
Obrigada Psi, pela partilha...

15 de novembro de 2009

14 de Novembro de 2009


Acabadinha de chegar, estou sem palavras...(e sem voz também). Amanhã postarei qualquer coisa que faça um pouco de justiça ao concerto.

PS: Já de manhã, depois de umas horinhas de sono e de ter acordado com o Personal Jesus na cabeça, posso avançar que foi fabuloso, maravilhoso, contagiante, enérgico, único, num concerto em que o público esteve ao rubro e não parou um segundo!Valeu a pena a espera ;) Quando é que voltam??

9 de novembro de 2009

Elogio do dia:


O do meu cabeleireiro, hoje, enquanto me cortava (e cortava e cortava*) o cabelo: O teu cabelo é topo de gama!
E eu fiquei um bocadinho vaidosa e aqui me confesso. Porque às vezes, um simples elogio, vindo de quem já nos conhece, sabe muito bem. (Mas os melhores elogios para mim são, sem dúvida, os que reflectem as minhas características enquanto pessoa. ..)

* E como ele cortou hoje, estava imparável! Mais um bocadinho e passava de topo de gama a carrito de dois lugares...=D - porque embora eu ame cabelos curtos, a mim não me ficam mesmo nada bem...

8 de novembro de 2009

Pessoas bonitas #1

Se há coisa que por vezes me faz pensar, é a cada vez maior vontade de melhorar o aspecto físico - ele é maminhas, barrigas lisas, lábios carnudos, dietas loucas, rinoplastias, extensões no cabelo, quilos e quilos de maquilhagem e correctores e afins - e o cada vez menor esforço por mudar ou melhorar o nosso interior. Não paramos para reflectir sobre as nossas atitudes, sobre os nossos valores, porque vivemos numa sociedade demasiado centrada em si mesma, sem tempo para olhar para o outro. E embora compreenda a necessidade que algumas pessoas têm de melhorar um ou outro aspecto físico (e não sou nada contra operações de estética quando isso implica melhorias físicas e emocionais: como ter as maminhas demasiado grandes e poder diminui-las, ou dificuldades respiratórias por causa de problemas no nariz, ou dietas necessárias para quem tem excesso de peso), sinto que a sociedade em geral está cada vez mais consciente e atenta para a beleza física, como se fosse o aspecto mais importante e determinante de cada um de nós e das pessoas que temos à nossa frente, perdendo-se a importância de padrões verdadeiramente importantes para a qualidade das relações que queremos estabelecer ao longo da vida e que nos fazem realmente felizes.

Desde jovem que guardo para mim uma máxima em relação a esta condição e ainda hoje acredito que a beleza exterior é a primeira a ser notada, a interior, a última a ser esquecida. E acredito profundamente que qualquer pessoa, por mais bonita que seja, se for má pessoa (e claro que os critérios que definem uma má pessoa podem variar consoante cada um de nós, mas há alguns que são indiscutivelmente comuns, como a maldade, a mesquinhez, a inveja, a falsidade, a mentira etc, etc) rapidamente se torna feia aos meus olhos. Assim como qualquer pessoa aparentemente feia ou desinteressante fisicamente, facilmente se torna bonita assim que revela a sua beleza interior. E por isso decidi criar uma nova rubrica aqui no cantinho, mas para isso conto também com a vossa ajuda. Agradeço sugestões de pessoas conhecidas que se destaquem sobretudo pela sua força e beleza interior, pela grandiosidade dos seus actos, ou pelo talento. Pessoas que vocês admirem, que deixaram uma marca indelével na história, no cinema, no teatro, na cultura, na política, enfim, em qualquer área.

O e-mail para onde podem enviar as vossas sugestões é o seguinte: paudecanelaementa@gmail.com. Devem identificar a pessoa e justificar a escolha. A ideia é que a rubrica seja publicada todas as segundas-feiras (à exepção desta primeira) para embelezar o início da semana e contará, claro, com sugestões minhas também, a começar pela de hoje. Na foto, em cima, está Oscar Shindler, homem que destaco, pela grandeza dos seus actos em plena II Gerra Mundial. Pelos riscos que correu para ajudar os outros, pelas hipóteses que deu a tantos e tantos judeus. Pela sua grande beleza e pela forma como a sua história me tocou...

6 de novembro de 2009

Finalmente - sexta-feira!


E com o tão desejado fim-de-semana à porta, devo dizer que os planos são muitos, mas a vontade de os mandar às urtigas e passar dois dias numa onda de dolce fare niente é mais que muita: não só pelo terçolho horrível que tenho, que dói, dá comichão e que está mais que inchado, (tendo originado já as típicas boquinhas de que ele queria ovos mexidos e eu fiz estrelados) mas porque a minha vida social tem andado tão preenchida que me apetece encerrar a agenda pelos próximos dois mesinhos ou fingir que não estou - Amanhã o dia vai ser de almoçarada para os lados de Óbidos, mas cheira-me, a avaliar pelo grupo de amigos, que vai começar às 10:00 da manhã e termina lá pela hora do jantar! E dormir, como e quando??

E quando não são os encontros, saídas, jantares, concertos, baptizados, etc, são as leituras obrigatórias para o mestrado, nas quais estou super atrasada! Mas, confesso, que se estivesse em dia nas mesmas, não seria eu mesma, Maria Bê ;) - que funciona bem sobre pressão e que não sabe o que é fazer as coisas com tempo, antes espera pela última da hora para as atacar vorazmente, como se não houvesse amanhã!

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos e mantas e sofá e bons livros e muitas castanhinhas assadas!

3 de novembro de 2009

Perigos matinais


E quando se acorda cheia de sono, depois de uma noite muito mal dormida, com as obras irritantes e mega barulhentas na casa do vizinho do andar de baixo, o que é que acontece? Abre-se o pacote de leite com a tesoura, abre-se o microondas e põe-se o pacote lá dentro. É o que dá quando o corpo acorda primeiro que a cabeça...felizmente fez-se clique a tempo, a cabeça despertou com os miados melosos da gata que se roçava nas minhas pernas a exigir mimos e não cheguei a ligar o dito.

Se fosse no tempo em que ainda não tinha microondas, há um ano atrás, provavelmente teria feito a mesmíssima coisa, no fogão...Cruzes! E a seguir punha a roupa interior usada no caixote do lixo e guardava a caneca suja no frigorífico - é assim que eu funciono com sono - um autêntico perigo. Meee-dooo!

30 de outubro de 2009

Desejo de fim-de-semana...

Às vezes tenho tantas, mas tantas saudades do tempo em que facilmente ficávamos incontactáveis, sem telemóvel, sem e-mail, sem nada detectável. É que dava mesmo jeito ficar dois dias em parte incerta e sem meios de comunicação - descansava o corpo e a mente. I wish...

E também tenho saudades de receber uma carta, daquelas bem longas, de letra quase indecifrável, palavras sentidas e folhas meio amachucadas. Guardo religiosamente, numa caixa de cartão cor-de-rosa, com uma fita, todas as que me foram escritas ao longo dos anos e por vezes gosto de as reler. Porque cada uma conta uma história, uma fase, um episódio da minha vida. Algumas estão carregadas de lágrimas, outras de gargalhadas e muitas, mas mesmo muitas delas, repletas de saudades e palavras bonitas. E deixam-me cheia de saudades do momento em que as li pela primeira vez, aquele momento único, de descoberta e ânsia, antecipando a emoção indissociável...Hoje estou assim, nostálgica!

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

28 de outubro de 2009

Quedas...

E quando nos deparamos com aquelas quedas da vida, depois de um encontrão forte e urgente, que surge de repente, sem aviso prévio, quando menos esperamos, o que é que fazemos? Levantamo-nos, sacudimos o pó, erguemos a cabeça e seguimos em frente, agarrados ao que acabámos de aprender, para não mais largar...

27 de outubro de 2009

Futilidades cor-de-rosa



E porque a minha mãe é a melhor do mundo e eu sou a filha mais vaidosa de todo o sempre, não podia deixar de partilhar que me ofereceu uns sapatos cor-de-rosa lindos lindos que só eles *e que me ficam bem até mais não e que estão já a aguardar uma ocasião especial para serem usados, pois assim o exige a importância do gesto.

Também queriam uma mãe assim, não queriam? Temos pena, é toda minha ;)

*Sapatos esses que comprou para si, mas que perante o meu olhar babado e apaixonado desde a primeira vez que os vi, vieram morar cá para o cantinho.


Na foto temos uns Galliano, nada a ver com os meus, cruzes...:D

26 de outubro de 2009

Ponto de equilíbrio

Na maior parte das vezes, quando se comparam as principais diferenças entre homens e mulheres, é no sentido pejorativo: os homens a falar mal das mulheres e as mulheres a falar mal de homens. E não estou a referir-me aos quadros sociais que apontam as mulheres como maníacas por compras e por falar ao telefone horas e horas e os homens viciados em futebol e cervejinhas. Estou a referir-me a diferenças mais profundas, de comportamento, de hábitos, diferenças genéticas e biológicas, diferenças de educação e de modelos sociais.
Quando eu e o P. temos os nossos arrufos - por que sim, somos um casal muito próximo, muito amigo, muito apaixonado, mas claro que temos as nossas quezílias - não podíamos ser mais diferentes um do outro. E esse é que é o grande desafio. Não o de resolver o assunto em si, que por vezes é do mais simples que há, mas sim lidarmos com as diferenças comportamentais um do outro: eu, como mulher (complicada) que sou, gosto de analisar tudo até ao ínfimo pormenor. Analiso comportamentos, palavras, frases, olhares, tons de voz, isto é, um sem número de sinais que podem dizer muito, mas também podem não dizer nada, a não ser na minha cabecinha, cheia de argumentos e manias. O que leva a que, normalmente, as coisas cheguem a um ponto em que já nada têm a ver com a discussão inicial, o chamado ponto da roupa suja. O P. por seu lado, dificilmente quer falar no assunto. Prefere deixar o tempo passar e as coisas resolverem-se naturalmente, algo que muitas vezes me tira do sério, assim como eu o tiro do sério quando quero dissecar à lupa tudo e mais alguma coisa. Qual é a melhor abordagem? Eu diria nenhuma delas, porque todos temos que aprender a gerir essas diferenças de forma a encontrarmos o tão almejado ponto de equilíbrio. Como a luz ao fundo do túnel, ou o pote de ouro no arco-íris, metáforas mais do que singelas que sustentam o quanto é difícil chegar a esse estado. No dia-a-dia, vamos vivendo esta batalha relacional, por vezes de amor-ódio, por vezes perfeita, outras mais do que imperfeita. Se já encontrei esse ponto de equilíbrio? Às vezes sim, outras vezes não…porque há tantas outras variantes na vida que condicionam a nossa capacidade para actuar de acordo com o que sabemos estar correcto. Porque nas relações, onde não podem haver regras rígidas, muitas vezes o coração fala mais alto do que a cabeça e o coração é tão mais espontâneo e emocional. Mas procuro sempre, nos meus momentos de silêncio introspectivo, analisar com a cabeça de forma a poder resolver os pequenos dilemas da vida a dois. É uma luta constante, de aprendizagem contínua, de avanços e recuos, mas que não é necessariamente má, porque só o fazemos quando amamos.
E pior do que manter esta contenda interior, é perder, por completo, a vontade de resolver os conflitos e de nos adaptarmos à pessoa que temos ao nosso lado…

21 de outubro de 2009

E o fim-de-semana, quando é que chega?

E no único dia da semana em que saio a horas decentes do trabalho e chego a casa antes da hora do jantar, venho com uma pasta cheinha de documentos para analisar, entrevistas para rever, cursos para procurar e processos para encaminhar. Vidinha triste, que nem me permite escrever nada mais além disto no blog. Amanhã o dia não será melhor, porque é dia de mestrado e sexta-feira é dia de sair, pela 3.ª vez esta semana, às 22h. Penso que, a avaliar pelo estado da minha agenda, lá para 2011 terei tempo para postar algo de jeito, para por as leituras em dia e para responder aos comentários e aos imensos e-mails que aguardam no email, quer do Cantinho, quer pessoal.
Felizmente está a dar o FCP e o P. está já aqui ao lado, vidrado na TV e com o seu discurso monocórdico, de palavrões e maledicência, pelo que me resta mesmo por as mãos ao trabalho e despachar a coisa, já que todas as desculpas para arranjar algo bem mais interessante para fazer, seriam negadas, face à importância do futebol na vida do meu maridinho. (é que nem que andasse pela casa a limpar o chão de cócoras só e apenas com a minha lingerie mais sexy e coiso e tal, ele desviaria os olhos da tv e do seu clube...)
Sonho já com um fim-de-semana completamente caseiro, de mantinha, na chaise longue, a beber um belo capuccino e a ver filmes a tarde toda, pausando apenas para ler o meu livro...I wish!
PS: Se o FCP perder, tenho cá para mim que não sobrevivo à noite de hoje...

19 de outubro de 2009

Confesso-me...

Haverá algo menos sexy, atraente, sei lá...fofinho e doce, do que uma mulher ressonar? Não me parece. Perdoem-me o machismo, mas eu, nestas coisas sou um pouco antiga - há coisas que nas mulheres fica muito mais feio do que nos homens, como dizer asneiras, por exemplo (eu digo, confesso, mas acho mesmo feio). Podem por isso imaginar o meu choque quando, depois de, durante anos e anos o P. garantir que eu ressono (e a minha recusa em acreditar - quanto muito um ou outro assobio, vá, um ou outro ronco pequenino, quase musical que se explica pela minha asma), me prova de forma inquestionável que o faço e que não é bonito. Pois é, no sábado de manhã surpreendeu-me com uma gravação no seu telemóvel: um som quase grotesco, assustador..."Que bicho é esse?" - perguntei eu inicialmente, para, imediatamente corar, morrer de vergonha e constatar que era eu, a bela-adormecida que caiu redonda no sofá na noite anterior, depois de uma semana para lá de trabalhosa e cansativa e após dois copos de vinho tinto. Fiquei estupefacta...mal consigo acreditar que eu, com o sono mais leve do mundo, não acordo com o som que eu própria emito, que mais parece um barco a motor, o ron-ron do meu gato, uma mota toda espatifada, um carro quitado e com o tubo de escape todo mal tratado, um sei lá de coisas barulhentas, todas elas ao mesmo tempo. Deve ser por isso mesmo que são neste momento 3 da manhã e, atacada por uma das muitas insónias habituais aqui no cantinho, aproveito e vou-me deitar só quando o P. já está no estado mais profundo do seu sono pesadíssimo e dou comigo a partilhar com a blogsfera este aspecto da minha pessoa. Não estou em mim...Dou comigo a pensar se ressonei desta forma na nossa primeira noite, ou na última viagem de avião, que fiz durante a noite, ou na noite de núpcias - que coisa pouco romântica.
Pior ainda é o P. fazer questão de me ameaçar com o telemóvel de cada vez que entramos nas nossas pequenas disputas e brincadeiras - WTF, eu não preciso de ouvir outra vez aquilo! Senão mudo-me para o sofá por tempo indeterminado.
By the way - não coloquei nenhuma imagem aqui, porque, decorrente das minhas pesquisas, só encontro imagens de homens a ressonar e mulheres com ar de enfado ou furioso, com olhares alucinados que exprimem nitidamente uma vontade quase incontrolável de os atirar da cama abaixo - exactamente que eu me faria se me ouvisse...É por isso um estereótipo recorrente que quem ressona são eles...e eu.
Vá, e agora venham dizer-me que também ressonam, por favor, para eu não me sentir sozinha e pouco sexy no meu sono de princesa. Nada de vir para aqui escrever "ah e tal, eu não ressono", "Ah, coitadinha, bebe leite que isso passa", ok?

17 de outubro de 2009

Perfeita, perfeita, perfeita...


O último selinho que recebi foi-me oferecido pela Hermione, que diz que o meu blog é perfeito e eu aceito e devolvo!

Como sempre, o selo acarreta algumas regras que são:

1. Postar o link de quem indicou;
2. Postar o selo;
3. Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos;
4. Responder às seguintes perguntas:


Mania: aqui sou quase igual à Hermione, porque a minha grande mania é mexer no cabelo, especialmente quando estou mais nervosa ou stressada;

Pecado capital: por vezes a gula, por vezes a preguiça, por vezes a vaidade...

Melhor cheiro do mundo: o cheiro dele, mexe tanto comigo;

Se o dinheiro não fosse problema: criava já um abrigo para animais abandonados;

História de infância: Quando fiz 6 anos os meus pais ofereceram-me uma bicicleta linda, amarela e vermelha, bem maior que eu, mas que me fez sentir muito crescida e radical. Tão radical que um dia resolvi descer os 4 ou 5 degraus da entrada do pátio em cima da bicicleta. Claro que o resultado foi uma bela queda, umas quantas nódoas negras e só não parti nenhum dentinho por pura sorte! Depois disto, já parti um pé a saltar de umas escadas imensas, já parti um dedo a jogar basket e outro a jogar andebol...

Habilidade como dona de casa: sopas e gelado!

O que não gosto de fazer em casa: lavar a louça, limpar o pó, aspirar, passar a ferro....hum...pensando bem, não há nada relacionado com tarefas domésticas que eu goste de fazer. Fora isso, há muita coisa boa que gosto de fazer em casa ;)

Frase preferida: O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo - Emile Zola

Passeio para o corpo: ir até à praia, mesmo no Inverno, ouvir e cheirar o mar, contemplar o céu...;

Passeio para a alma: aqueles que fazemos a dois, como se mais ninguém no mundo existisse e que são perfeitos;

O que me irrita: ui...tanta coisa. Já escrevi vários post's sobre isso. Uma das coisas que me tira mesmo do sério são as pessoas completamente voltadas para si, que agem como se fossem donas e senhoras de tudo;

Frases ou palavras que uso muito: Não existem problemas, mas sim soluções à espera de serem encontradas e, desde que vim de Cabo Verde, venho com o lema de lá na cabeça - No Stress!

Palavrão mais usado: Eu?? Palavrões?? Nunca na vida...vá, só de vez em quando...quando me tiram do sério, ou quando faço algum disparate. Normalmente *mer%$d/&%a* é o que digo com mais facilidade, embora sabendo que é muitooooo feio;

Talento oculto: falar em público e captar a atenção das pessoas pela boa-disposição e pelo sorriso. Mas não é bem oculto. É algo que gosto mesmo de fazer e que faço com naturalidade, mas também beneficio de ter uma profissão que me obriga a isso. Ah e tenho alguma agilidade física, tipo ginasta olímpica ;) e fui uma excelente jogadora de basket quando era estudante;
Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: pele/padrão tigress ou qualquer um do género - odeio! Iaccc!!

Queria ter nascido a saber: desenhar. Faço uns rabiscos e já pintei alguns quadros, mas sei que não tenho nenhum dom e, como bisneta de pintora e duas irmãs com muito jeito, adorava ser pintora.


Passo este selo aos seguintes blogs que, para mim, são mais-que-perfeitos:

Mais-que-imperfeita - B*Zinha (só podia, ? Já sabes que eu adoro o teu blog);
Miss Glitering - sei que não costumas postar os selinhos (eu própria só o faço muito esporadicamente) mas como o teu figura num dos meus preferidos, tem que ser;
S* - porque escreve bem, escreve com a alma e escreve sobre temas pertinentes (e porque gosta de gatos também);
Cat - porque é impossível não adorar esta miúda fantástica;
Mulher a 1000/h - porque escreve bem que se farta e porque partilhamos o fascínio pela maravilhosa Ilha de S. Miguel, que tão bem conhecemos!
Saltos Altos Vermelhos - porque é uma querida, um doce, porque é sincera, honesta, frontal e boa "ouvinte"!
Art.soul - porque se tem tornado um ombro amigo e, como escrevi há tempos num post, os seus braços já me abraçaram na imensidão da blogsfera.


Opsss....penso que eram só 5, mas vamos fingir que eu não sei contar, ok?

Há muitos mais blogues que adoro e pessoas que tenho descoberto por aqui e que são maravilhosas, cujas palavras me enchem o coração e que me fazem sorrir, às vezes mesmo em momentos menos bons...por isso, embora destaque estes blogues, o prémio vai muito além deles.


Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

16 de outubro de 2009

Desabafos


Ainda há pouco cheguei de umas férias maravilhosas e relaxantes e já estou num ritmo alucinante, que mal me permite ter tempo para respirar. Por isso, agradecem-se todos os conselhos que me ajudem a gerir o excesso de trabalho, as aulas de mestrado e as suas naturais exigências (e ele são relatórios para aqui, investigação para ali, leituras obrigatórias e afins), a gestão da casa, o facto de chegar ao meu lar todos os dias depois das 22h, escrever no blog e acompanhar os meus blogs preferidos, as noites mal dormidas (quanto mais cansada me sinto, menos durmo), os fins-de-semana de arrumações e limpezas (acreditem ou não, ainda tenho as malas da viagem por desfazer), a família e os amigos e ainda arranjar um tempinho para ter vida própria. É que dava jeito, senão a minha vida fica assim para o chatinha e sem graça.


E os dias só têm 24h...não chega pois não? Estou oficialmente esfalfada :(...