6 de janeiro de 2009

Não custa ajudar...







Porque o meu amor por animais é inquestionável, fica aqui um artigo retirado do Correio da Manhã on -line, de hoje:




"Às portas da cidade de Lisboa, em São Domingos de Benfica, cerca de 500 cães, entre rafeiros, rottweilers, huskys, dálmatas, perdigueiros e cães de caça convivem no parco espaço da União Zoófila. A lotação está esgotada e não há lugar para mais. Na zona do gatil há 150 animais, desde bosques da Noruega a persas e siameses. Para tratar e alimentar tanta bicharada falta espaço e, sobretudo, verbas. A instituição não recebe qualquer ajuda do Estado e vive das quotas dos sócios (25 euros por ano) e de donativos.
"Alguns animais são operados e não temos um sítio quente onde possam convalescer. Outros necessitam de cuidados, mas as verbas não chegam para tudo", lamenta ao CM Luísa Barroso, presidente da União Zoófila referindo que há uma centena de cães e cerca de 30 gatos em tratamento médico diário.
A instituição, de 57 anos, acaba por ser o porto de abrigo para muitos animais abandonados: "Quando morre alguém que tem gatos em casa, por exemplo, ninguém na família quer ficar com eles e entregam-nos. Mas os gatos sentem a ausência do dono e suicidam-se, recusam comer e viver apesar de todo o carinho com que são tratados", explica Maria da Luz Cândido, uma das funcionárias do gatil.
A maioria dos animais que a União acolhe são abandonados ou são ninhadas de rua, mas na memória de Luísa Barroso ficaram marcados alguns episódios: "Uma vez apareceu uma senhora grávida para entregar o cão que tinha há anos, simplesmente, porque a médica a tinha aconselhado por causa do bebé. Outro episódio foi o de um casal que se divorciou e nenhum dos dois quis ficar com o cão. Deixaram-no à porta do canil."
No gatil os animais estão escrupulosamente divididos entre os mais velhos, os portadores de doenças contagiosas e os mais novos. Ao contrário dos cães, cuja hora do recreio e do passeio é rotativa, os gatos não saem do seu espaço. "Não temos recreio para gatos", explica a porta-voz da União.
VOLUNTÁRIOS AJUDAM NINHADAS DE RUA
João Sacramento tem 23 anos e desde 2006 que é voluntário na União Zoófila. De segunda a sexta-feira passa as manhãs no gatil a ajudar na limpeza, alimentação, tratamentos e em tudo o que for necessário: "Tenho uma grande paixão por animais e há dois anos ofereci-me como voluntário. Em casa tenho um gato e uma cadela", conta o jovem ao CM. O voluntário desenvolve ainda um trabalho paralelo que é o de gerir uma ninhada de rua: "São 22 gatos que vivem na zona de Sacavém. Ajudo e acompanho a ninhada", conta o jovem. Na maioria dos casos, os animais que vivem nas ruas são esterilizados e vacinados pela União Zoófila e ajudados pelos voluntários da instituição.
"A nossa equipa de trabalho resgata animais de sítios como as telhas dos telhados, os tubos e outros nos quais parece impossível um animal sobreviver. Acho que todas as escolas primárias deviam ter um animal para ensinar às crianças a cuidar deles. Depois seriam as crianças a ensinar aos pais que não se abandonam cães nem gatos", sublinha Maria da Luz Cândido, funcionária do gatil.
ABANDONADOS DEPOIS DAS LUTAS
Os animais chegam à União Zoófila em duas épocas-chave: depois da temporada de caça e após as lutas (ilegais), que ocorrem em vários pontos do País. "Aparecem dezenas de pitbulls e outras cadelas, que estiveram envolvidos em lutas e em condições absolutamente miseráveis", explica a responsável do canil e do gatil. E prossegue: "Os pitbulls são meigos para as pessoas e são cães muito ternurentos e potentes. São sedentos do seu dono. Só são perigosos para os outros animais."
Ocasionalmente aparecem pessoas no canil em busca de um cão, que a responsável adivinha ser para lutas: "Querem com determinadas características específicas e eu não dou. Os cães mais pequenos servem de saco de boxe nas lutas que, apesar de serem ilegais, acontecem muitas vezes a olhos vistos", remata Luísa Barroso.

COMO AJUDAR
COMIDA
Entregue ração e/ou latas de comida para cães e gatos de qualquer marca.
MEDICAMENTOS
Alguns medicamentos de uso humano podem ser utilizados em cães e gatos. A União recolhe em comprimidos e injectáveis Atarax, Nizale, Bisolvon, Primperan, Ulcermin e Clamoxyl. Também necessitam de soros e de seringas de 2,5 e de 5 cm3.
DONATIVOS
Pode entregar o seu donativo em dinheiro e receber automaticamente o seu recibo ou através de cheque endossado à União Zoófila para Apartado 14090; 1064-811 Lisboa. Receberá em casa um comprovativo da doação.
PRODUTOS
Neste momento a União Zoófila necessita de uma máquina de lavar roupa (industrial), coleiras desparasitadoras, detergentes, areias para gatos, camas para cães e gatos.
FAÇA-SE SÓCIO
Basta preencher uma ficha de inscrição e pagar uma quota de 25 euros por ano. Receberá em casa o cartão de associado
."


Vamos ajudar? Eles agradecem...

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