26 de março de 2009

Os 30...

De há alguns anos para cá, digamos que, acompanhando o meu crescimento e maturidade, comecei a privilegiar os encontros com amigos de uma forma mais soft e descontraída, que é como quem diz, sem a confusão e barulho de uma discoteca que em nada fomenta o diálogo e a partilha.
Não querendo com isto criticar uma boa ida a uma discoteca (porque dançar também tem o seu encanto, no seu momento), mas, a verdade é que prefiro combinar jantares na minha casa, ou em casas de amigos, idas a bares onde possamos conversar, assistir a concertos, etc. Por outro lado, o facto de atravessarmos a barreira dos 30, assim como todos os nossos amigos, implica uma mudança de hábitos, não só pelo facto de a sua maioria (quase totalidade) ser casada ou viver junto (o que vai dar exactamente ao mesmo) mas também porque alguns começam já a ter filhotes o que condiciona ainda mais qualquer tipo de “actividade” fora de casa! Mas muitooo mais…aliás, a estes eu chamo os maiores “cortes” de todos (porque não tenho filhos, é certo) mas que têm na ponta da língua as mais variadas desculpas para evitar qualquer tipo de encontro fora da sua zona de conforto (algumas até me davam jeito em algumas circunstâncias), senão vejamos:
- o bebé espirrou;
- o bebé está com uma virose;
- está muito frio, ou chuva, ou calor, ou vento, ou tudo junto para o bebé sair de casa;
- o bebé tem que se deitar cedo;


Etc, etc, etc.
Mas o objectivo do meu post nem é falar de forma profunda sobre isto (embora para algumas das minhas amigas, ao lerem isto, por favor, entendam a indirecta;)), mas sim falar sobre a minha última ida a uma discoteca.
Primeiro, porque cheguei a uma idade em que consigo contar pelos dedos de uma mão (e ainda sobram alguns) o número de vezes que fui a uma discoteca nos últimos…vá, seis meses. Depois, porque as minhas idas a discotecas fazem sempre com que eu tenha pensamentos e atitudes que não reflectem mais do que o meu desajustamento que só pode ser explicado pela idade e pela mudança de critérios.
No sábado saí com uma amiga e fomos juntas não a uma, mas a duas discotecas (assim já quebrei a péssima média dos últimos anos e este ano já posso dizer que fui duas vezes a uma discoteca) e dei comigo a pensar que, provavelmente já não sei dançar e que devo estar muito cota porque, devia ser a única que não sabia a letra de uma única música! (eu, que já passei todas as 5.ª, 6.ª e sábados em noitadas com as amigas). Pior é, olhar em volta e sentir que as pessoas em meu redor eram, na sua maioria, bem mais novos que eu, digamos que, com idade para serem os meus irmãos caçulas. E mais baixos (teriam 13 anos e estão ainda em fase de pré-crescimento?)…ou era a noite de pigmeus ou a nova geração está a precisar seriamente de enveredar pelas actividades ao ar livre e deixar os computadores, Playstations e afins de parte, para poder desenvolver um bocadinho. Depois, há toda uma mudança em relação à minha geração que está na maneira de vestir e, embora eu concorde que o casual pode ser chic e, felizmente já ninguém é barrado à porta de determinados lugares, por estar de calças de ganga (e mesmo ténis), digamos que a quantidade de mocinhos que dançam com a cintura das calças a roçar, quase, os joelhos me fez ficar aflita! Aflita com medo que aquilo caia de vez e que eles continuem um felizes e contentes! Mas, o maior reflexo da idade está…na hora da Cinderela ir para casa. É que o corpinho já não aguenta noitadas para lá das 3.00 da manhã se estiver numa discoteca. Mas, se for em casa, com os amigos, a conversar e beber algo, ou a jogar Buzz entre outros…aguento a noite toda. Enfim…é o peso da idade, com todo o encanto que isso traz – porque não considero negativo esta mudança, porque em cada idade devemos privilegiar o que nos faz felizes e, para mim, o bom convívio é quando um homem quiser, onde quiser!
E eu estou a adorar a entrada nos 30!

7 comentários:

  1. Como eu te entendo...
    Nunca tive grande paciência para discotecas, sempre optei pelos tais bares com uma bela musiquinha.

    Ainda não tenho filhos, mas já tenho as tais amigas que quer chova que esteja um sol lindo, usam a desculpa dos bebés para tudo...enfim...

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  2. Gosto muito mais da maneira descontraída como se anda agora. A proibição de fumar na maior parte dos sítios fechados também é um ponto a favor.

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  3. POis...essa foi tb uma das grandes dificuldades na noite, uma vez que nos dois espaços, ninguém respeitou a regra...T sou apologista da abolição de fumos destes espaços

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  4. ainda nao cheguei aos 30 mas para lá caminho... e ja começo a sentir isso mesmo!!!

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  5. Colega!!!

    Dizem que aos 40 ainda é melhor!!! ...e mais não digo para que a tua blogosfera não pense que um prevertido acabou de fazer aqui o seu primeiro comentário!

    O que é certo é que a idade vai-nos trazendo uma capacidade refinada de gerir o tempo e gozá-lo de uma forma mais proveitosa.

    Goza bem!!!

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  6. Concordo colega! Mas primeiro quero aproveitar os 30 ao máximo!

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  7. Sinto o mesmo... Gosto de dar um pezinho de dança de vez em quando, mas não é coisa para fazer todas as semanas... Um jantar com os amigos, conversa pela noite dentro é fundamental...

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