14 de maio de 2009

Desiludida...

Hoje estou um bocadinho desiludida com a blogosfera. Só um bocadinho. Já aconteceu antes, hoje aconteceu com mais força. Porque há imensos blogues que acompanho, que comento e que visito quase diariamente. E hoje, num desses blogues (penso que dos mais famosos e do qual gosto assumidamente), em que o tema estava relacionado com o ter filhos, com a rapidez com que as pessoas se divorciam e o impacto que isso mesmo tem nas crianças e, sendo eu, além de psicóloga, filha de pais divorciados e com uma opinião muito própria em relação ao assunto, não hesitei em discordar. Não é uma opinião mais ou menos certa do que a da autora ou de qualquer pessoa que tenha lido o post, é a minha opinião, fruto da minha vivência. Porque sou filha de pais divorciados, há muitos anos e porque sei que a minha sanidade mental resulta disso mesmo, do facto de eles se terem divorciado: porque não eram felizes juntos, viviam numa discussão permanente e ninguém merece viver assim. Porque tive uma infância muito complicada e infeliz em determinados momentos e não hesito em dize-lo. Vivi momentos que nenhuma criança merece viver e só com o momento do divórcio, a minha vida acalmou. Não perdi uma mãe, nem um pai, ganhámos todos paz. Os meus pais tiveram muita coragem, numa altura em que era (quase) um escândalo um casal divorciar-se e assumir o mesmo perante a família e a sociedade. Hoje os meus pais são bons amigos e temos uma família muito mais unida e feliz.
Face ao post em questão, comentei o seguinte:
1º comentário- Não posso concordar. Em primeiro lugar porque não me parece que a maioria das pessoas tenham filhos por ser moda. Em segundo, porque não é quando as crianças nascem que surgem os problemas. Com certeza que eles já existem, os ritmos das pessoas é que se tornam diferentes e os problemas podem ser enfatizados, mas não é porque nasceu uma criança. Em terceiro, não é porque os pais se divorciam que as crianças surgem com problemas, é pela instabilidade que surge. Porque cabe ao casal saber lidar com a situação e quando os divórcios são litigiosos e criam imensas discussões e problemas é porque algo já está muito mal com o casal, por isso, mesmo que não se divorciem, a criança corre exactamente o mesmo risco de se tornar instável. Por isso, mais vale o divórcio, porque os períodos de calma, que proporcionam estabilidade emocional, são com certeza maiores. Mas esta é apenas a minha opinião de filha de pais divorciados (divórcio litigioso) e de psicóloga.
2.º comentário (depois de uma resposta da autora, em que a mesma mostrava a sua visão das coisas)- Eu quero muito ser uma romântica e acreditar nos finais felizes (e aqui já não é a psicóloga a falar), mas sei que muitos casais sofrem grandes alterações quando nasce um filho, às quais não é fácil adaptarem-se. O que acho é que, se as coisas realmente não correm bem, é porque já algo estava mal antes. E se hoje os casais se juntam e tentam construir uma família com demasiada facilidade, a qual terminam com a mesma facilidade, será que antes os casais, sofrendo as represálias da sociedade, não se mantinham juntos para as aparências e para manterem os bens em comum, vivendo assim, igualmente, imensos problemas? Acho que já estou a fugir ao tema ;)...
Depois destes comentário (em que, assumidamente tive a ousadia de discordar) li este outro comentário:
Resposta (não vou identificar o/a leitor(a), claro):
Fantástico este teu post, não posso concordar mais . Desejo que hoje tenhas muitos leitores e obviamente que ,o comentário de Bê, me chocou mas estou certa que muita gente pensa como ela, caso contrário não aconteceria o que tão bem descreves fruto da tua vivência e saber.Acabo de ler o uma resposta tua á Bê e mais uma vez tens razão.Parabens XXXXX (o nome não interessa, porque não é o post da autora que está em questão).
Resumo da história, ou a senhora discordou de mim, apenas porque eu tenho uma opinião contrária (e, creio, nem leu o que eu escrevi) ou então a culpa por a sociedade estar como está é de pessoas como eu…
Não sou cretina, nem falsa, nem lambe botas. Quando leio algo com o qual concordo, digo-o, quando não concordo, assumo-o, sem nunca por em causa a opinião do autor, mas apresentando a minha visão das coisas. E assim vou continuar a ser, gostem ou não. Porque senão, não seria eu, Bê.

59 comentários:

  1. Por acaso li esse post, e concordo plenamente contigo, com a forma como tu vês o divorcio, aliás aprendi e gostei.
    Beijos
    Margarida

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  2. Tb costumo seguir esse blog, e qd o estava a ler, até franzi o sobrolho. E fiz um pensamento pra mim. Li os comentarios, li o teu e tive um contrario pensamento.. "ahh ja estamos a falar melhor!"
    Concordo plenamente contigo, nunca experenciei, mas tenho a mesma ideia.
    Com a história até deu para conhecer o teu blog! Parabens! Só a musiquinha diz tudo! ;)

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  3. Pronto... agora também vou opinar... li o que escreveste e muito bem, mais uma vez relataste a tua experiência pessoal e não meramente profissional das situações... Não li o post, mas assumo que no teu caso em particular que acompanhei sempre de perto acho que a tua família constitui de facto uma excepção à regra porque sempre houve harmonia mesmo entre as duas famílias que se geraram... e tal, infelizmente, não é o que acontece na maioria dos casos... Mas claro que pessoas inteligentes, bem formadas e com probidade sabem contornar a dissolução do casamento – divórcio - com outros horizontes…

    Beijinhos grandes

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  4. Bê, não fiques desiludida! Porque há pessoas assim, que não sabem concordar em discordar uma da outra. E ficar por aí.
    Parece que querem fazer uma lavagem cerebral e a pessoa tem de tomar outro ponto de vista.
    Cada vez me identifico mais com a tua forma de pensar (não é graxa nem nada do que se pareça)! Não sei de quem é o post (nem me interessa saber). Tive uma infancia muito feliz e os meus pais continuam casados (embora nem sempre seja um mar de rosas como com todos os casais), por isso não posso falar deste assunto com conhecimento de causa.
    Concordo totalmente contigo, e até tive uma pequena discussão com o meu namorado de longa data (agora ex) por não concordarmos nesse assunto. Mas concordámos em discordar...e a conversa ficou por aí.
    Desculpa o testamento!!
    Beijinhos!

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  5. li tudo. primeiro o dela, depois o teu comentário e por fim decidi visitar o teu blog. não porque concordar ou discordar - isso é indiferente, são opiniões - mas porque te achei tão ressabiada que deves mesmo ser infeliz. além de que a forma como tens necessidade de chamar a atenção é assustadora! talvez não tenha ficado assim tão bem resolvido o divórcio!... ressabia menos, respira mais fundo e agradece por vivermos em liberdade de expressão.

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  6. Minha querida Bê,

    Descobri de onde vem a nossa empatia ;)

    Das experiências vividas e do facto de não sermos pessoas limitadas, de termos opiniões próprias e termos vivido uma infância menos boa, péssima no meu caso!!

    Os meus pais não se divorciaram, mas sempre o desejei, sabia desde os 6 anos que preferia isso a ver aquele ambiente destruidor, uns anos mais tarde a minha mãe morreu com 35 anos de uma depressão não tratada, todos aqueles anos de união tumultuosa destruíram os sonhos dela, uma vivência calma agradável e atingiu-me a mim que cresci num ambiente mau muito mau, e quanto mais crescia mais dizia e sentia que a separação teria sido o melhor para todos!!

    Hoje, também sou sã, lutadora, com convicções e opiniões próprias, não sou filha de pais separados, sou filha de duas pessoas que se uniram e de auto destruiam e em que uma acabou por sucumbir..

    Hoje não sou filha de ninguém!!!

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  7. Concordo mesmo com isso! Viver entre discussões não é nem nunca será o melhor bom para as crianças!
    Todos temos direito à nossa opinião! E não há mal nehum no facto de o expressarmos! As pessoas não podem é levar a mal por isso! Senão onde é quie iamos parar?

    Beijinhos

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  8. quando a união é prejudicial aos proprios e aos filhos concordo que o divórcio é a melhor solução. triste triste é ver os pais a usar os filhos com arma e trunfos para castigar o outro.concordo que por vezes um dos pais acaba por mimar demais o filho, ou por culpa, ou por querer mostrar que é 'mais fixe' e etc., coisas que todos nós sabemos que acontecem. ainda bem que como filha de pais divorciados não ficaste com mazelas isso significa que foste apoiada, que tiveste pessoas equilibradas, pais, que zelaram pelos teus interesses. Mais uma vez sabemos que nem sempre acontece, que por vezes a dor, vergonha, despeito ou o amor que um dos pais sente, acaba por ser prejudicial à criança.é desta forma que entendo o que foi escrito n post de que falas. agora ter filhos por uma questão de moda? cada um sabe de si, não acho que seja moda,aliás, acredito que por vezes tem-se filhos numa tentativa de salvar a relação, ou o casamento em si.
    é o que penso, mas cada cabeça sua sentença. uma vez que não sou filha de pais divorciados, talvez não esteja tão por dentro do assunto como tu.
    Para finalizar quero apenas acrescentar, não fiques desiludida, quantas vezes leio coisas com as quais não concordo, comento a minha opinião e pronto. Aí entra a velha frase, 'não concordo com nada do que dizes mas defendo que tens o direito de dizer o que pensas'.
    Beijos

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  9. Ressabiada??

    Se ser ressabiada é ter personalidade entao tambem sou ressabiada. biba as pessoas ressabiadas :)

    Beijinho querida Bê, independentemente de tudo, sê sempre fiel a ti propria e a quem amas.isso e o mais importante.

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  10. Só quem não tem filhos é que acha que tê-los pode trazer problemas. Não são os filhos que trazem problemas, quanto muito é o facto de as pessoas, no seguimento do nascimento de um filho, mudarem, evoluirem para caminhos diferentes e em vez de continuarem juntos optarem por seguir caminhos diferentes.

    Ter filhos não é uma moda. Voltaram as famílias mais numerosas talvez porque, durante alguns anos, a qualidade de vida foi melhor do que, por exemplo, nos anos 70, quando eu nasci.

    Nem todos os divórcios acabam em bem. Nem todas as famílias se entendem civilizadamente. Muitas usam os filhos como arma de arremesso, como moeda de troca, como bola de ping-pong. Hoje já não há a pressão social de os casais se manterem casados e talvez seja por isso que há muito mais divórcios. É muito mais fácil resolver uma vida infeliz. Há 30 ou 40 anos havia certamente muitos casais que teriam dado tudo para se divorciar, mas que não o fizeram para não parecer mal. Talvez se esforçassem mais para que as coisas funcionassem, em prol do bem-estar de toda a gente. Talvez hoje se caia mais no facilitismo do "não estou bem, mudo-me".

    Mas o que importa é que as pessoas sejam felizes. E importa também que as pessoas que não sabem o que se passa na vida de um casal quando se tem um filho (porque não passaram por isso na pele de pais, apenas na de filhos - e a perspectiva é diferente) não digam taxativamente que, entre os casais, os problemas começam quando nascem os filhos, claro.

    Tenho um filho. Sou casada. Não fui a correr ter um filho quando conheci o meu marido. Não fui a correr divorciar-me quando ele nasceu. Aliás, não tenciono (nem o meu marido tenciona) divorciar-me nos próximos 150 anos. Pode acontecer, claro, mas não está "no programa". O meu filho não trouxe problema nenhum à minha relação, talvez porque nem eu nem o pai dele nos esquecemos de nós (enquanto indivíduos e enquanto casais) apenas porque nos nasceu um filho. O meu caso é este. Haverá outros, com certeza. Mas não dá para fazer generalizações quando, ainda por cima, se fala sem se saber do que se está a falar. Foi o erro da blogger de quem falas: falar conhecendo apenas uma perspectiva - a de espeectadora de bancada.

    Posto isto, resta dizer que concordo contigo... mas acho que já tinhas percebido.

    Beijinhos!

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  11. Só quem não tem filhos é que acha que tê-los pode trazer problemas. Não são os filhos que trazem problemas, quanto muito é o facto de as pessoas, no seguimento do nascimento de um filho, mudarem, evoluirem para caminhos diferentes e em vez de continuarem juntos optarem por seguir caminhos diferentes.

    Ter filhos não é uma moda. Voltaram as famílias mais numerosas talvez porque, durante alguns anos, a qualidade de vida foi melhor do que, por exemplo, nos anos 70, quando eu nasci.

    Nem todos os divórcios acabam em bem. Nem todas as famílias se entendem civilizadamente. Muitas usam os filhos como arma de arremesso, como moeda de troca, como bola de ping-pong. Hoje já não há a pressão social de os casais se manterem casados e talvez seja por isso que há muito mais divórcios. É muito mais fácil resolver uma vida infeliz. Há 30 ou 40 anos havia certamente muitos casais que teriam dado tudo para se divorciar, mas que não o fizeram para não parecer mal. Talvez se esforçassem mais para que as coisas funcionassem, em prol do bem-estar de toda a gente. Talvez hoje se caia mais no facilitismo do "não estou bem, mudo-me".

    Mas o que importa é que as pessoas sejam felizes. E importa também que as pessoas que não sabem o que se passa na vida de um casal quando se tem um filho (porque não passaram por isso na pele de pais, apenas na de filhos - e a perspectiva é diferente) não digam taxativamente que, entre os casais, os problemas começam quando nascem os filhos, claro.

    Tenho um filho. Sou casada. Não fui a correr ter um filho quando conheci o meu marido. Não fui a correr divorciar-me quando ele nasceu. Aliás, não tenciono (nem o meu marido tenciona) divorciar-me nos próximos 150 anos. Pode acontecer, claro, mas não está "no programa". O meu filho não trouxe problema nenhum à minha relação, talvez porque nem eu nem o pai dele nos esquecemos de nós (enquanto indivíduos e enquanto casais) apenas porque nos nasceu um filho. O meu caso é este. Haverá outros, com certeza. Mas não dá para fazer generalizações quando, ainda por cima, se fala sem se saber do que se está a falar. Foi o erro da blogger de quem falas: falar conhecendo apenas uma perspectiva - a de espeectadora de bancada.

    Posto isto, resta dizer que concordo contigo... mas acho que já tinhas percebido.

    Beijinhos!

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  12. Só quem não tem filhos é que acha que tê-los pode trazer problemas. Não são os filhos que trazem problemas, quanto muito é o facto de as pessoas, no seguimento do nascimento de um filho, mudarem, evoluirem para caminhos diferentes e em vez de continuarem juntos optarem por seguir caminhos diferentes.

    Ter filhos não é uma moda. Voltaram as famílias mais numerosas talvez porque, durante alguns anos, a qualidade de vida foi melhor do que, por exemplo, nos anos 70, quando eu nasci.

    Nem todos os divórcios acabam em bem. Nem todas as famílias se entendem civilizadamente. Muitas usam os filhos como arma de arremesso, como moeda de troca, como bola de ping-pong. Hoje já não há a pressão social de os casais se manterem casados e talvez seja por isso que há muito mais divórcios. É muito mais fácil resolver uma vida infeliz. Há 30 ou 40 anos havia certamente muitos casais que teriam dado tudo para se divorciar, mas que não o fizeram para não parecer mal. Talvez se esforçassem mais para que as coisas funcionassem, em prol do bem-estar de toda a gente. Talvez hoje se caia mais no facilitismo do "não estou bem, mudo-me".

    Mas o que importa é que as pessoas sejam felizes. E importa também que as pessoas que não sabem o que se passa na vida de um casal quando se tem um filho (porque não passaram por isso na pele de pais, apenas na de filhos - e a perspectiva é diferente) não digam taxativamente que, entre os casais, os problemas começam quando nascem os filhos, claro.

    Tenho um filho. Sou casada. Não fui a correr ter um filho quando conheci o meu marido. Não fui a correr divorciar-me quando ele nasceu. Aliás, não tenciono (nem o meu marido tenciona) divorciar-me nos próximos 150 anos. Pode acontecer, claro, mas não está "no programa". O meu filho não trouxe problema nenhum à minha relação, talvez porque nem eu nem o pai dele nos esquecemos de nós (enquanto indivíduos e enquanto casais) apenas porque nos nasceu um filho. O meu caso é este. Haverá outros, com certeza. Mas não dá para fazer generalizações quando, ainda por cima, se fala sem se saber do que se está a falar. Foi o erro da blogger de quem falas: falar conhecendo apenas uma perspectiva - a de espeectadora de bancada.

    Posto isto, resta dizer que concordo contigo... mas acho que já tinhas percebido.

    Beijinhos!

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  13. Qto ao assunto do outro blog, e mais concretamente qto ao teu comentário, concordo a 100%, pq tb sou filho de pais divorciados e senti na pele todas as vicissitudes do processo litigioso. Não acho que seja uma visão "pouco" romântica das coisas, mas sim e apenas a mera realidade.

    E claro que n há problema nenhum em discordar. Mto pelo contrário. Vejo mto aqui na blogosfera "concordâncias" só pq sim... Pode-se e deve-se discordar qdo bem fundamentado, e com respeito pelo visado. Não tem nada de mal, e é uma das razões pela qual os blogs existem: debater ideias. Não podemos ser formatados p concordar c tudo, afinal de contas somos pessoas e temos opiniões...

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  14. Margarida - é a minha visão das coisas - não é a certa ou errada, mas a minha. Obrigada pela visita.



    Rubina - obrigada pela visita. Só tenho pena que as opiniões contrárias sejam tão mal interpretadas. Parece que liberdade de expressão ainda não chegou a todo o lado.



    Minie - é a isso que me quero referir. depende da capacidade emocional de cada um em relação à forma como se gerem as situações.



    Sakura - eu sei que não é graxa! e se alguma vez discordares de algo que eu escreva estás à vontade ;)





    Ao anónimo que não se identifica (e está perfeitamente no seu direito) gostaria de conhecer a sua interpretação da palavra "ressabiada", porque me parece que não a conhece. Se opiniões são opiniões, não percebo porque a minha, fruto da minha experiência o/a ofende. Sim sou filha de pais divorciados, sim sofri na minha infância, sim foi complicado. Mas foi o melhor. Terem ficado juntos teria sido bem pior. Hoje sou uma pessoa perfeitamente resolvida, casada há quase um ano, com alguém com quem vivo há seis e com quem não tive ainda filhos. Sou feliz, amo a pessoa que tenho comigo, mas se um dia o amor acabar, não o vou prender a mim. Se isso é ser ressabiada, para si, então sou, com toda a certeza e todo o orgulho. Já agora, gostava de saber como foi que chamei a atenção de forma assustadora..foi por ter discordado e manter-me fiel aos meus princípios?



    MimiRose - fiquei muito tocada e emocionada com o teu comentário. Porque agora muitas das coisas que, por vezes escreves nas entrelinhas, fazem todo o sentido. E sim, partilhamos experiências menos negativas, mas pelo menos vamos aprendendo com elas. E tu és uma pessoa maravilhosa, linda e que merece tudo de bom que a vida tenha para te oferecer. És filha do mundo!



    No Meu MUndo Mágico - parece que há ainda muita censura pela blogesfera...com muita pena minha.



    Elle - é isso mesmo...não o podia dizer melhor.



    Hermione - podemos sempre fazer o clube das ressabiadas ;)



    Maria - também não posso acreditar que são as crianças que trazem problemas, acedito sim (embora ainda não as tenha) que são o melhor que pode resultar de um casal. E não desenvolvi o assunto do divórcio no passado, porque não era esse o tema do post, mas era nesse sentido que o meu pensamento estava a ir. Quantos e quantos casais não foram profundamente infelizes, poque não se divorciavam...acho isso muito triste.

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  15. Bê, infelizmente vivemos num mundo em que existem pessoas que não sabem aceitar que existem visões e opiniões diferentes... acreditam piamente que têm razão e são incapazes de aceitar outros pontos de vistas, por mais bem fundamentados!
    Eu, ao contrário de ti, sou filha de dois pais felizes, nunca os ouvi discutir sequer na minha vida... nos 34 anos de casados que partilharam até à morte da minha mãe! A minha mãe disse-lhe para ele seguir em frente e refazer a sua vida, mas ele disse que era homem de uma mulher só!
    Mas sou a favor do divórcio, quando duas pessoas simplesmente não se amam, se agridem fisica e verbalmente e passam dos limites do respeito um pelo outro, o melhor mesmo é ir cada um para seu lado, em vez de se estarem a infernizar e a todos os outros em torno deles... e pior, podem criar traumas aos filhos, como bem disse a Maria, a torná-los armas de arremesso... a minha melhor amiga de infância passou por isso e chegou aos 15 anos traumatizada, porque achava que ela era a razão das discussões deles. Cheguei a assistir a ela a pedir-lhes para se divorciarem, porque se estavam juntos por causa dela não valia a pena.
    E acho completamente errada a ideia de que se tem filhos por moda... acho é que há pais que deviam submeter-se a testes psicotécnicos antes de o serem, porque há gente que simplesmente não tem a minima vocação ou capacidade para serem pais. E quem sofre são as crianças!
    Por isso, Bê, não ligues a quem talvez nunca tenha sentido na pele as consequências de um divórcio. E nem percas tempo com pessoas que não sabem aceitar a opinião dos outros.

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  16. Como sabes não sou psicóloga e honestamente sinto falta de formação na área porque lido com muitos jovens que vêm de famílias destruturadas. E quando digo destruturadas não digo filhos de pais divorciados. Aliás, até digo que dessas famílias muito poucas são aquelas cujos pais são divorciados. Os problemas desses jovens vêm de outras questões, nomeadamente maus tratos. Se os pais se separassem em vez de viver um casamento de fachada possivelmente esses jovens teriam muito mais estabilidade emocional. Obviamente nem todos os casos problemáticos são derivados de maus tratos e estou a falar de uma classe social baixa mas como explicadora, tenho o outro oposto da sociedade. A classe média alta, alguns dos quais filhos de pais separados, alguns dos quais cujas situações estão bem resolvidas e outros nem tanto. Acho que mais vale um divorcio do que um mau casamento! :) Concordo que um divorcio mexe com uma criança/jovem mas compete aos pais amparar o filho.

    Por acaso tenho agora um caso chocante de um novo explicando que ando para contar. um dias destes! ;)

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  17. uma opinnião é uma opinião.
    vives.te, sentis.te, terás, de certeza, uma opinião baseada e interessante na matéria.

    não tive tempo de ler toda a tua publicação mas, apesar de visitares esse tal espaço diariamente e gostares, não quer dizer que concordes com tudo o que lá é exposto.

    Para isso é que existe a blogosfera, para o contraste de ideias, para expressar opiniões.

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  18. minha querida, concordando ou nao com a tua opiniao, acho k nao foste mal educada com ninguem, nem sequer mais assertiva, por isso nao merecias este pequeno insulto do anónimo...
    acontece mts vezes na blogosfera...as pessoas tem opinioes diferentes e isso leva-as a assumir posturas defensivo-agressivas desnecessarias,mas no fundo compreensiveis, ppois na vida real nao se podem manifestar assim!...

    quanto ao tema em si, desde a minha adolescencia (12, 13 anos) que desejei que os meus pais se divorciassem, exactamente pelos mesmos motivos k os teus, mas isso nao aconteceu, e considero que hoje a pessima relaçao k tenho c o meu pai deriva diso. vivi em casa dos meus avos, vivi fora de casa, vivi em lisboa, tentei fugir, ate que finalmente foram eles que emigraram e agora estarem casados ou nao é quase a mesma coisa pois nao lido com ele(s). mas tenho a certeza de que teria sido o melhor naquela altura,o divorcio, pois o resultado foi nem eu nem a minha irma mais nova termos qq amor ou respeito pelo meu pai..e isso nao é nada saudavel.
    e nao sao so filhos que mudam nada. o meu pai foi impecavel durante 15 anos de casamento...a minha mae ainda pergunta onde esta essa pessoa k ela conheceu ha 35 anos...onde quer que esteja, nao desapareceu pro culpa dos filhos! os filhos podem ter influencia, mas nao determinam nada nas nossas decisoes de vida.

    um beijinho minha querida e nao fiques triste com este pequeno desacato....(espero que o discurso esteja compreensivel, pk a minha cadela tb esteve a escrever em cima do teclado, lol)

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  19. Caro que fui "lá" dar uma espreitadela... não tinha lido o post ainda.

    Eu sei que é frustrante lermos coisas por aí, dar-mos a nossa opinião e depois nos cair tudo em cima...ás vezes nem é tanto por não concordarem connosco, mas mais para concordarem com o autor do blog... ;)

    Acho que a maioria das pessoa nem sabe do que está a falar... muito sinceramente. =|


    Posto tudo isto... só te deixo um "vá lá, na fiques assim..." e um abraço para a MimiRose.


    *

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  20. Fui lá agora ler o post e os comentários. Este foi o que deixei lá e vou deixar aqui também. É só mais uma opinião.

    Parece que este tema virou uma verdadeira discussão e já fui ler além do teu post o do Bê também porque sigo o blog dela.

    Não concordo de maneira nenhuma que hoje em dia esteja na moda ter filhos. Muito pelo contrário. A emancipação da mulher, o facto de cada vez se quererem dedicar à carreira tem feito com que a taxa de natalidade baixe bastante.

    Concordo sim com alguém que disse que hoje em dia verifica-se um outro fenómeno. O de mulheres que já passaram os 30 sem encontrar estabilidade amorosa e depois querem à força ser mães mesmo que a natureza já "não queira". Se por egoismo, falta de companheiro, carreira ou outro motivo qualquer não tiveram filhos antes dos 35 não me parece bem que depois se sujeitem a tratamentos e posteriores abortos só porque naquela altura já querem ter um filho.

    A propósito do divórcio, este nada tem a ver com a existência ou não de mais ou menos sanidade nas crianças. Há crianças que não têm pais separados mas vivem em clima de instabilidade, ou emocional ou financeira e isso faz com que possam a vir a ter problemas. Há crianças cujos pais não sabem educar nem impor regras (esse sim considero o verdadeiro problema) e tornam-se adultos incapazes.

    Esta é apenas a minha opinião e muito mais se podia escrever sobre o assunto. Nestes casos não se podem fazer generalizações sob pena de nos tornarmos um pouco "fundamentalistas".

    BJS*

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  21. Gostei deste teu post Bê, colocaste as coisas por uma perspectiva que não me tinha apercebido até ler o que escreveste. É certo que também não tinha, nem nunca tive, uma opinião formada sobre o assunto que descreves, mas lendo o que escreveste, até concordo contigo. Porque se os pais, ao estarem mal, fazem pior ao seu filho/a, então o melhor será procurarem uma solução que traga a todos estabilidade emocional, mesmo que isso passe pela sua separação.

    Quanto ao post da XXXX, nem todas as pessoas têm a mesma opinião e às vezes, infelizmente a maioria, não conseguem (ou não querem) ver a opinião dos outros. Discutir, no sentido positivo da palavra, e dar opiniões não obriga necessariamente que um ou outro tenham razão, mas sim aprendam um com o outro. O que é de lamentar, neste caso, é que a XXXX não tenha aprendido com o teu ponto de vista.

    Isto já vai longo. Beijinho Bê :)

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  22. Bê, sinceramente acho que não tens razão nenhuma para ficar assim. Nem tão pouco para fazer um post acerca disso. Tal como tu não concordaste com a opinião da autora (discordaste mas parece-me que não leste bem o que ela escreve, pq em parte nenhuma ela diz q é contra o divórcio), a tal leitora não concordou com o teu. Não me parece que te insultou nem nada e alguns comentários depois até te pede desculpa.

    Portanto, não me parece que haja razão para este post, mas isto sou eu.

    Cumprimentos

    Maria Guerra

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  23. Querida Bê: sei qual é o blog e sei qual o post. Acho que não ficaste desiludida com a autora do blog, cada pessoa tem a sua opinião, mesmo que essa opinião nos pareça altamente errada... Se bem percebi, ficaste desiludida foi com o comentário. E aí tens bem razão. Era só o que faltava! Chocante porquê? Por não teres a mesma opinião. Ah, que engraçado que seria, todas as pessoas que nos comentam terem de concordar connosco e de ter a mesma opinião. Isso seria uma seita em que o autor do blog seria o líder. Tens todo o direito a discordar, a expressar a tua opinião (não sendo isso uma ousadia!). Ignora esse comentário.

    Nós gostamos de ti como tu és :)

    (E já agora, sobre o tema, nunca estive na situação felizmente! Mas não podia concordar mais contigo!)

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  24. Que tal ter ideias próprias para os posts? Ir buscar discussões ao blog vizinho para fazer comentários mais privados não me parece o mais correcto. Quanto a opiniões divergentes é sempre salutar.

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  25. Sei que isto é uma discussão que poderia durar uma eternidade e, como disses antes, não se trata aqui de saber quem tem ou não razão, mas sim de que defendi o meu ponto de vista, com a minha experiência de vida.
    Em momento algum estive contra a autora do blog, muito pelo contrário, sempre o visitei e vou continuar a visitar. Apenas opinei, tranquilamente, como sempre faço.
    Maria Braga: Vi que a autora do comentário pede desculpa e pergunto, porquê?
    Não posso deixar de dizer que o que me levou a escrever este post está relacionado com o facto de a mesma pessoa dar a entender que é por pessoas como eu que as coisas estão como estão, relacionando com o tema do post. Citando-a mais uma vez:"(...)comentário de Bê, me chocou mas estou certa que muita gente pensa como ela, caso contrário não aconteceria o que tão bem descreves fruto da tua vivência e saber" - ?????? O post não era sobre o divórcio em si, mas referiu este aspecto e se aqui, no meu espaço o caminho levou esse rumo, não entendo qual o propblema.

    Quanto ao resto, este é o meu blog, o meu espaço, escrevo sobre o que quero, quem não gosta, não visite.

    Os restantes, desculpem não responder individualmente, mas li antentamente as vossas palavras ;)
    Há quem tenha experiências semelhantes às minhas e por isso, naturalmente, tem esta visão. Para mim a questão central (e se lerem todos os meus comentários) é que não acredito que as pessoas tenham filhos por ser moda e não é quando as crianças nascem que surgem problemas no casal. É muito mais do que isso. É esta a minha opinião! Posso discordar?

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  26. cara Joana - é muito frequente certas temáticas passarem de blog em blog. É salutar também. Até mesmo o tema enteados, que começou no blog do Arrumadinho e/ou da Pipoca mais doce, foi mais tarde discutido nesse mesmo blog, do post em questão! Sabias?

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  27. nao se qual é o blog nem o post mto menos, ma sei, pelo k ja li de ti, que nao es pessoa de ofender ninguem e que de certeza nao o fizeste e, como tal, tens direito a ficr indignada se te sentes injustiçada (mesmo a pessoa tendo pedido desculpa, segundo dizem, a verdade é k nakele momento te magooou)...estares a dar importancia a este assunto é um direito teu. se foi algo k te incomodou ppk nao falar sobre isso? afinal o teu blog, é o teu espaço, e fazes dele o que quiseres. e tens toda a razao: quem nao gosta nao visiite nem leia.

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  28. Bê:

    É apenas a minha forma (muito resumida) de ver as coisas. Também não gosto quando são feitas generalizações ou ideias estereotipadas.

    BJS***

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  29. Miss Kitty - não podia concordar mais. Custa-me muito ver genralizações em relação à maioria dos comportamentos, de etnias, etc, porque, em primeiro lugar, cada um de nós é um ser único. Tu deste a tua opinião que, a meu ver, está muito bem findamentada. Faz todo o sentido.

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  30. Acho corajosa a atitude dos teus Pais e admiro profundamente a forma como, apesar de tudo, conseguiram conceber e educar um ser humano como tu.

    Apesar de tudo, cresceste feliz (e hoje és feliz!), na presença possível de ambos e num ambiente harmonioso que fez de ti a Mulher que és hoje.

    No meu comentário, quero apenas realçar os heróis disto tudo: os teus Pais! E daí facilmente se conclui com quem concordo, apesar de haver verdade no post em questão, está é demasiado generalizado!

    Beijinho, Bê querida

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  31. N~so li os comentários todos por absoluta falta de tempo.
    Filha de pais, graças a Deus, juntos há 40 anos e felizes. Mas acredito que sim o divórcio pode ser a melhor solução, não acho que se devam separar á mínima contrariedade mas como tu dizes, no teu caso foi o melhor.
    Quanto ao resto amanhã prometo ler e comentar!

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  32. Bé passei por aqui por acaso e imagina o que foi que li?Desiludida. Eu também fiquei, principalmente com um anónimo que comentou o teu post.Não me parece que sejas infeliz, parece-me que tens opinião, bem diferente. Concordo contigo e fala a experiência, experiência de uma mulher divorciada há muitos anos, nos anos que a mulher divorciada era vista como bicho.Achei e acho que vale mais só, a lutar como uma doida, com um filho nos braços, do que infeliz. Hoje, felizmente ou não, muitas das pessoas que me criticaram estão divorciadas.E como dizes muitas não se divorciam ou divorciavam primeiro porque era mais cómodo estar com o marido, a gastar-lhe o dinheiro( não eram independentes, nem queriam ser) nem que levassem porrada todos os dias, do que trabalharem e serem felizes. Depois havia o medo do que "as pessoas diziam". Mero comodismo. Eu como gosto mais de ser feliz, do que de uma vida de luxo e aparências, não tive dúvidas divorciei-me. Hoje sou feliz e independente. Infelizmente as pessoas não imaginam o que é criar um filho, dá muitas alegrias, muitos problemas mas, principalmente é uma responsabilidade enorme. Quanto há vida a dois, aos filhos, há para aí muitos erros, que se pagam caros mais tarde. Engravidar para se obrigar alguém a casar(ou a ficar connosco) é mais frequente do que se imagina, ninguém é feliz preso, é nisso que não pensam.Quanto aos filhos, felizes ou não com pais divorciados contam muito as pessoas que nos rodeiam. Se a família que nos rodeia nos apoia, não há problemas, se é retrogada e nos critica só porque tomamos uma decisão que contribui para a nossa felicidade, ai sim, a criança terá problemas. Porquê? Porque em vez de ouvir apoios, ouvirá criticas. Eu, infelizmente, não tive apoio, mas nem por isso desisti. Fiz tudo para o meu bem e para o bem do meu filho, estando eu feliz ele também estaria, e vice-versa, a minha familia era daquelas, e é, que achava que eu tinha que levar porrada mas divorciar-me nunca: parecia mal. Paciência. Fiz o que quis e achei certo, estou bem assim. Aliás eu só estou bem quando não faço sacrifícios, quando sou independente, o que os outros pensam não me interessa. Construí a minha vida e acredita que sempre que me guiei pela cabeça dos outros só arranjei problemas. O meu filho, na adolescência,influenciado pela opinião dos meus pais e irmã resolveu criticar-me e começar a querer ter a rédea do poder lá em casa. Não permiti. Nunca. Para mim chegou o tempo que vivi com os meus pais ter que obedecer a ditadores, depois o papel do filho é ser obediente, não fazer obedecer. Houve ainda o facto de ter uma irmã estéril, que nunca nenhum homem quis para viver, a revolta desta e o sabor da vida fácil, com tudo sem nada fazer, para o meu filho se deixar vender. Vidas...algumas bem difíceis mas para tudo é preciso traçar objectivos. O meu sempre foi ser feliz e não viver em função de opiniões, viver em função da minha opinião, é o que me interessa. A cabeça serve para pensar, que culpa tenho eu que muitos não a utilizem, que muitos creiam que o certo é viver em função dos outros? Muita gente vive como se nunca fosse morrer, eu vivo sabendo que amanhã já cá não estou. Agora analisando o pecado. O pecado varia consoante quem pratica a acção, é assim que os católicos deste país vivem as leis da religião que dizem ter. Se eu roubar, é pecado, se eles roubam já não é.Divorciando-me eu sou uma pecadora, se uma fulana dorme com um homem casado já não é.Depende da pessoa que pratica a acção, se é rica ou não, se nos pode interessar ou não, blá, bla....Sempre que nos corra dinheiro ela é santa, quando não corre é o diabo. Estudar o comportamento humano é um fascínio para mim, e já fiz várias experiências. Acredita que a frase que escrevi anteriormente transmite a realidade. Quanto ao estar na moda ter filhos, se o dizes deves ter razões. Quando foi dado aquele subsídio de gravidez, etc, eu pensei que ninguém teria filhos por isso mas, ouvi dizer, que a taxa de natalidade subiu depois disso. Portanto, se não é moda, pode ser oportunismo. Sei lá. Há para aí tanta coisa inexplicável.Para terminar só quero dizer que hoje eu e o meu ex-marido damo-nos bem, cada um com a sua vida,antes eu não podia nem ouvir os passos dele.

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  33. Brown eyes - antes de mais, obrigada pela partilha e pelo relato tão profundo de uma experiência que se enquadra num dos pontos a que queria chegar. Os meus pais tb tiuveram essa coragem, numa altura é que era muito mal visto pela sociedade e pela minha família, profundamente católica. Durante anos, após o divórcio, a relação deles foi primeiro má, depois distante e hoje são amigo. Há que saber manter o equilíbrio emocional das crianças e se os pais não forem felizes, como é que elas podem ser?

    Em relação ao ter crianças por ser moda, não fui eu que o disse, antes pelo contrário, não concordei com a autora.

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  34. Percebi mal a parte "ter filhos por estar na moda".Não li esse dito blog que falam, mas o que interessa deixar aqui claro é que a tua opinião do divorcio, da felicidade dos filhos, é de alguém que soube analisar claramente o que viveu, a importância do divorcio para a felicidade da vossa família. Analisar algo sem deixar que os ciúmes nos perturbem não é para todos.Nestes casos são, quase sempre, os ciúmes que trazem os problemas e as angustias. BJS

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  35. Bê, você deve ficar "bunitinha" quando está brava (rs) ;) .
    Mas vamos ficar mais sérios...
    Bê, você conseguiu fazer com que muitas pessoas leigas no assunto separaçâo, se informassem melhor. Como você passou por isso e adquiriu todo esse equilibrio a que, como leitores e amigos virtuais percebemos. Digo isso porque todos os depoimentos que vejo sobre o assunto são muito teóricos. Fala-se de como deveria ter sido e você falou do "não foi". E tinha que ser assim porque melhorou para toda a família. A família continuou FAMÍLIA e nada ficou deturpado. Desastre seria se continuassem juntos. "Sra. Psicóloga", você devia publicar algo sobre isso. Se só o comentário foi tão esclarecedor imagine um trabalhinho para ser lido pelo povo, que muito sofre com os preconceitos de situações como essa. Em resumo, você colocou as coisas no seu devido lugar. Cada caso é um caso, né Bê, e tudo tem que ser resolvido da melhor forma possível para todos.
    Acho que estou escrevendo muito...
    Mais uma vez fico orgulhoso de você pela coragem. Beijocas carinhosas. Manoel Eduardo - Brasil.

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  36. Pronto. Cumprindo o que prometi vim ler o resto. "Ressabiada"?
    Então agora chama-se ressabiada a alguém que não tem medo de dar a sua opinião, ainda por cima fundamentada?
    Então ressabiada me espero ser =)
    Antes isso que anónima que manda "bocas" e nem tem coragem de assumir o que diz.
    Beijos!

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  37. Ola.
    Para ja nao posso dar a minha opiniao porque nao li o outro texto, se o ler deixarei aqui o meu testemunho.
    Gostei bastante do teu blog, vou voltar.
    Beijinho.

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  38. Bê,
    este post rendeu comentários hein? Você tinha idéia da dimensão quando quis reparti-lo conosco? Porque discordar do outro e expô-lo aqui no seu blog para pessoas que confidenciaram que também acompanham o outro blog e que talvez lá não tiveram coragem de dar a opinião, foi audacioso. Mas como você mesma diz, este é o seu "cantinho", a sua terapia, o seu divã. Costumo armar ciladas para mim mesma e ando aprendendo que muitas vezes o outro não quer saber qual é a nossa opinião, aliás, vive-se numa era em que não ter personalidade é bom, porque todos se comportam como "políticos". Cada dia mais eu opino menos. E até tenho uma realidade comigo, que não cabe aqui, mas quando se tem intimidade com alguém, seja família, amigos, irmãos, cônjuge, nós temos o péssimo hábito de dar palpite e muitas vezes até avançar o sinal vermelho, aproveitando-se desta "liberdade" que o outro nos oferece para dar a nossa opinião. Eu acredito que por isso seja tão difícil amizade entre irmãos. Muitas vezes o outro só nos participa, só nos comunica, e a gente não se aguenta! Ahhh, vai lá e dá "pitaco" na vida alheia.
    Mas não é este o assunto aqui. Eu sou fruto de uma relação feliz. Meus pais estão casados há 40 anos e não só entre eles ou comigo e a Karina, temos todos, um relacionamento harmonioso. Mas oriunda de uma outra sociedade, mto menos preconceituosa que a portuguesa, eu observei tantos casamentos infelizes! Isso daria muita conversa! Talvez pela ditadura que vcs tiveram durante anos que deixou sequelas e pessoas reprimidas, talvez porque divorciar-se seja uma atitude que precisa de muita coragem e não só, de boa auto-estima, de estar bem resolvido consigo mesmo e a maioria das pessoas não carrega estas armas. E como são ingênuas ainda acreditando que filho segura casamento ou que ficar junto pela criança, pois esta precisa de um referencial de pai e mãe (tristes) mas debaixo do mesmo teto ... argh, isso não existe!
    Não se indisponha Bê! Vc dividiu sua experiência, a pessoa não gostou, e cá entre nós, é direito dela, o seu "trabalho" termina aqui.
    Mas sabe, aqui no Br, as pessoas encaram também o casamento como algo que pode fazer e desfazer com muita naturalidade. Banalizaram! Não concordo tampouco. Há que tentar fazer dar certo, buscando ajuda se for preciso, encontrando meios e caminhos para recomeçar sempre que for necessário. Vivemos em sociedades opostas: aqui, tanta liberdade e libertinagem, aí tanto preconceito, como se preocupam com que o "vizinho" pensa, como vivem de aparência, como são amargos! Sorte sua que é feliz!
    Beijinhos

    Karem

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  39. Bê, por ter uma história aparentemente muito parecida (incluindo a profissão), não posso concordar mais contigo...

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  40. Bê,

    Infelizmente já me tinha apercebido da virtualidade da blogosfera... A banalidade de ser também se transmuta para aqui e se nós não tivermos cuidado somos imersos na teia. Daí eu seguir poucos blogues, daí comentar poucos. Na sua maior parte são "debatidos" assuntos que não lembram a ninguém, de opiniões mundanas que não conseguem, por limitações várias, ir mais além. Existem assuntos que não valem mesmo a pena serem abordados: a sensibilidade não é pertença de todos.
    Quanto à restante experiência... A minha não foi boa, em nada. Da minha infância apenas prefiro guardar os sonhos que tinha. Mas isto é assunto para um email para o Cantinho, em breve :)

    Obrigada pela preocupação :). Tenho andado cansada, estes dias foram uma correria. Tive alguns "avisos", mas controlei. Temo é a viagem de volta hoje... Mas há-de tudo correr bem :)

    Não se desiluda, as pessoas, presentes ou virtuais, não passam disso mesmo: pessoas.

    ;)

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  41. Isso chama-se ter personalidade e opinião própria Bê.. de facto não se pode agradar a gregos e troianos e se as opiniões existem porque existe divergência.. a vida é um debate constante. Não te deixes abalar.. és o que és por aquilo que pensas e fazes.. e pelo pouco que conheço (leio de ti) demonstras ter uma personalidade muito forte e seres uma pessoa muito boa.
    Besitos*

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  42. olá B, para além de como tu ser psicóloga a minha história é bem parecida com a tua.
    O divórcio dos meus pais foi atribulado mas sem dúvida que foi uma óptima ideia porque sem ele ter acontecido também imagino que a minha sanidade mental fosse bastante afectada.
    tal como tu após o divórcio deles tive a paz que à muito desejava ter pois já andava farta de problemas que de uma forma ou outra me afectavam e influenciavam a minha estabilidade a vários níveis...
    Por isso concordo plenamente com tudo que dizes, considero o divórcio uma atitude positiva quando as coisas não se podem resolver d outra forma...
    Beijinhos grandes e não ligues a esse pes

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  43. OH DESCULPEM-ME LA A PERGUNTINHA!!! (mas ja agora vou desanuviar o ambiente)....

    MAs....

    é impressão minha ou a blogosfera está infestada de psicólogas???? (somos mais que as mães!!!!LOL) será esta a nossa forma de auto-terapia??
    pois vos digo: bem saudavel!!!:)))

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  44. HannaH Sophia, há que encontrar um escape... ;) Mas lá que somos umas quantas, isso somos...

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  45. Parece que sim, somos imensas psicólogas por aqui! :D

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  46. Seremos todas ressabiadas?? ahahahahaha - não resisti

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  47. Ressabiada não é necessariamente mau! Há quem use a expressão para se referir simplesmente a alguém com personalidade... ;)

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  48. ahhh psicologas ressabiadas desta blogosfera!!! uni-vos!!!! vamos lutar pelos nossos direitos de ressabiar!!! LOOL

    psicologas e políticas...o crime perfeito, ehehe

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  49. Concordo ctg Bê, o meu irmão é divorciado e hpje tambem admite que é mais feliz e tornou as filhas mais felizes devido ao divorci, porque no fundo as unicas prejudicadas eram elas, porque tinham de lidar diariamente com as imensas discussoes dos pais, e axo sinceramente que isso é muito mais traumatizante numa criança do que verem os pais divorciados...Portanto estou 100% contigo...

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  50. Fatucha, embora não tenha sido esse o motivo inicial do post, foi nesse sentido que seguiu toda a discussão e é algo em que acredito, porque também o vivi. Ser e fazer feliz não é aguentar um casamento em que tudo está mal! E um pai não deixa de ser pai, por causa de um divórcio ;) - obrigada pela visita e pela partilha

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  51. Alguns seguidores de blogues não se limitam a acompanhar o que os bloggers escrevem, são seguidores no sentido de concordarem com tudo o que escrevem, seja o que for! Não reflectem, não questionam, não constroem uma opinião; revêem-se sempre nas palavras, nas ideias, nas vidas dos outros. Quando aparece alguém que discorda do seu ídolo (leia-se "do blogger") ressentem-se e saltam em defesa do seu "Deus". Eu admiro muito mais quem discorda ou quem acrescenta algo, na blogosfera e na vida.

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  52. Rita, essa era grande ideia subjacente ao meu post. O que escreveste foi exactamente o que senti. Somos mal tratados (inclusive vieram aqui chamr-me nomes) porque simplesmente não concordamos com algo e não temos receio em dize-lo. Essas mesmas pessoas invocam liberdade de expressão, mas na verdade não aceitam que eu use a minha liberdade de expressão e de pensamento.

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  53. E ainda bem k és assim...nós adoramos :)

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  54. Não achei a tua opinião incorrecta, mas também não conheço o texto original. O que sei é que é normal quando um comentador não concorda com o dono do blogue aparecer de seguida um anónimo a concordar com um deles, regra geral esse anónimo não é nada anónimo, além disse 9 em cada 10 casos o/a autor/a desse blogue irá comentar uma possível resposta no blogue da outra pessoa, ou assumindo o nick ou anonimamente.

    Não estou a ser mau nem a instigar nenhuma revolta, são dados que recolhi ao longo de 6 anos de blogosfera, as pessoas não são muito diferentes.

    No que toca a uma teoria aqui de que as famílias estão a voltar a ser mais numerosas, bem essa teoria não faz qualquer sentido visto que a taxa de natalidade da civilização Europeia chegou ao limite do que é recuperável. Uma taxa de 1,9 filhos por casal ainda seria recuperável mas estamos com uma média de 1,3 filhos por casal e isto significa a extinção da maioria das culturas europeias. Não é mito, é facto.

    Quanto ao tema divórcio e os filhos, há muito que deixei de falar nisso online, pois a minha opinião raramente é bem vinda. Sou filho de pais divorciados em processo litigioso, com um luta pela minha custódia que durou dos meus 3 anos até aos meus 8 anos. Por isso passei grande parte da minha vida na presença de juízes, visto que fui chamado por um pela primeira vez aos 5 anos. Saliento que foi um dos primeiros processos de custódia em Portugal ganho pelo pai, outro facto que leva muitas pessoas a não aceitarem os meus pontos de vista sobre o assunto. Pois eu acho que é errado que uma criança precisa da mãe. Uma criança precisa é que se importem com ela, seja pai ou mãe, na falta dos dois, um terá fazer ambos os papeis.

    Agora é lógico que as crianças não nascem por moda. É lógico que os problemas já existem nos pais e não é a criança que os causa. E é lógico que no divorcio as crianças não são o problema, são mais os casos em que as crianças são o lucro que um dos membros pode ter, quem fica com as crianças fica com a casa, com o carro e com a pensão e já fui confrontado na minha idade adulta com várias dezenas de processos onde a divisão de bens é assunto de destaque e a custódia é secundária.

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  55. Bruno Fehr - obrigada pela partilha e pelos dados - ainda sou novata nisto e um pouco ingénua, reconheço.
    "Uma criança precisa é que se importem com ela, seja pai ou mãe, na falta dos dois, um terá fazer ambos os papeis." - esta frase diz tudo. Tudo mesmo. Nunca ensei que fosse um tema tão polémico que levasse a tão mau estar. Não sei se pelo tema em si, se pela ousadia de ter discordado, ou ambas.

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  56. A blogosfera é composta por determinados grupos consoante o seu propósito neste mundo, e há muita gente com blogues opinativos com uma certa dificuldade em lidar com comentários discordantes. Regra geral aceitam e são educados ao primeiro, mas quando essa pessoas insiste em discordar e com argumentos mais fortes, a pessoa que escreve o texto na falta de argumentos vê os comentários como uma provocação e é aí que se baixa o nível.

    Mas existe a outra face da moeda que é quando o comentador perde os argumentos e faz ataques idênticos. Eu já vi de tudo e posso afirmar que são raras as saudáveis trocas de opiniões. Tenho em dois textos, trocas de argumentos que duraram dias com mais de uma centena de comentários só meus e da pessoa com que discutia o assunto.
    E é esse o problema, foram duas pessoas em dois textos que discutiram de uma forma saudável, mas eu já publiquei mais de 500 textos.

    Isso irá sempre acontecer com quem tem um opinião e a quer expressar e se gostas de o fazer tens de estar preparada para encontrar uma pessoas que saiba discutir num universo de 200 ou mais. Por vezes o melhor é virar costas e não continuar a comentar aquele assunto.

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