30 de junho de 2009

Eu sou e vocês?


Ontem vi uma reportagem sobre esta associação e sobre o motivo que originou a sua criação. E tocou-me, tal como me tocou uma outra história semelhante, já há alguns anos, que me abriu a mente para a realidade e a consciência para a acção.

Sou dadora de medula óssea desde 2004. Nunca salvei uma vida, mas espero um dia poder fazê-lo. Não custa nada e pode dar-nos tanto...basta ir aqui ou aqui.

Desabafos...

E porque ainda no domingo apanhei uma multa, ontem de manhã, quando fui às finanças, muito cuidadosa e bem-comportada, estacionei a minha bomba no sítio correcto (sem infracções à vista) e paguei parquímetro para uma hora (mais coisa menos coisa). Mas, quando estou na fila para ser atendida, a transpirar que nem doida e a abanar-me quase violentamente com o documento que tenho nas mãos; a desesperar pelos casos infindáveis à minha frente e pela falta de civismo das pessoas à minha volta, pelas várias tentativas de me passarem à frente, pela quantidade de pessoas que não sabe qual a distância razoável a manter numa fila destas, pela falta de educação e de paciência de alguns dos trabalhadores deste organismo, reparo que tenho o ticket do parquímetro na minha mão! Estúpida, estúpida que só eu! E ali fiquei, vacilante, entre a dúvida de ir a correr por o ticket no carro, perder o lugar na fila e voltar à estaca zero, depois de tanto sofrimento, ou arriscar tudo e rezar para não ser novamente multada. Fiquei-me pela segunda opção, pois pareceu-me menos desesperante ser multada pela segunda vez em menos de 24h, do que enfrentar tudo novamente, naquela sauna com cheirinho a mofo e a 1987. Depois de tudo isto, a senhora que me atendeu, ainda me diz qualquer coisa como Oh c'rida isso foi o colega tal e tal que fez, tem que falar com ele, mas ele 'tá de férias. Não é má vontade. Não posso ser eu, senão ainda lhe dou uma informação errada, 'tá a ver?...Estou a ver estou. Estou a ver que só comigo! Então e se o senhor não voltar de férias por uma qualquer razão, quem é que me resolve o problema?? Hein? Hum? Vou mesmo ter que usar a típica frase de quem c%$ag&#A postas de pescadas, mas não faz nada para o mudar: É por isto que este país não vai para a frente! E mais, retiro tudo o que anteriormente escrevi neste blog de referência, sobre a qualidade da minha repartição das finanças. Tudinho! Bah! É que não se faz começar a semana logo assim, cheia de dores de cabeça e com uma vontade loouca de voltar para a banheira. E para a semana que vem, lá estou eu, na expectativa que o senhor tal e tal já tenha regressado e me possa resolver o problema...aguardam-se novas cenas...
Por sorte e por segundos, desta vez não levei multa...porque os senhores das multas estavam uns metros acima do local onde estava o meu carro...Duas multas em 24 horas era dose...

29 de junho de 2009

Fim-de-semana

E num fim-de-semana escuro, de tempo cinzento, de Verão disfarçado, dormi tudo o que precisava, cantei os parabéns à minha querida M, comi uma sardinha* e muita salada numa esplanada de uma rua antiga e castiça de Cacilhas, bem pertinho do som do sino da Igreja, fui beber caipirinhas para o Ponto Final, vi Lisboa iluminada lá bem ao longe, assim como as duas pontes, tirei fotografias aos cacilheiros sobre o rio Tejo - o Sintrense e o Martim Moniz, diverti-me debaixo de chuva, conversei com pescadores de longa idade, de pele curtida pelo sol, ri até não poder mais, namorei muito, fiz compras, estive com amigos, apanhei uma multa, estive com os meus irmãos, dei muito mimo aos meus gatos, vi filmes, descansei como se não houvesse amanhã e fiz o jantar de domingo para a família.
Nem dei pela falta do sol, de tão bom que foi o meu fim-de-semana**. Porque afinal, há vida para além de praia...
* Não sou grande fã, como já anteriormente partilhei;
** Não fosse a multa e teria sido perfeito.

27 de junho de 2009

14

Hoje a M. faz anos. 14 anos. Passaram 14 anos desde que a vi pela primeira vez, desde que assisti ao seu primeiro sopro, ao seu primeiro choro, ao seu primeiro segundo de vida. Passaram 14 anos desde que eu, ainda uma adolescente, fui a primeira a pegar nela ao colo, a dar-lhe um beijo nas faces. Passaram 14 anos desde que eu, com todas as minhas forças e sentidos abri o meu coração, para a abraçar dentro dele e nunca mais a largar. Passaram 14 anos desde que eu, emocionada com o momento e com o significado do mesmo na minha vida, escrevi:
Foi numa tarde de Verão,
enquanto a chuva caia,
que eu te vi nascer
e com amor te sorria.
Amei-te assim que te vi
e o teu choro ouvi,
o teu choro de liberdade,
ou talvez de saudade,
do ventre que te criou,
da mão que te abraçou,
da mãe que logo te amou.*
A M. é a minha irmã mais nova e uma das pessoas mais importantes da minha vida. Pouco depois de nascer, a minha mãe entrou em coma e fui eu e o meu padrasto quem a trouxemos para casa e, logo ali, estabeleceu-se entre nós as duas uma relação que vai além da relação de irmãs. Sou a sua "mãena" (junção de mãe com mana). Por isso escrevi esse poema, singelo, mas escrito com o coração, nesse dia, agora tão distante, mas tão doloroso. Doloroso por ter vivido um misto de alegria e de tristeza, de felicidade e de incerteza, de medo e de terror...Face à sensibilidade extrema do meu padrasto, fui eu quem assistiu ao parto e ainda hoje me emociono quando me lembro de tudo o que vi e senti. Porque, não só a vi nascer e tive o privilégio de assistir a todos os seus primeiros momentos, como vi a luta da minha mãe pela sua própria vida. Com apenas 16 anos...Por isso, hoje faz 14 anos que a minha vida deu uma volta tremenda, faz 14 anos que ganhei uma irmã linda e maravilhosa, uma amiga para a vida, mas faz 14 anos que quase perdi a minha mãe. E cresci nesse dia, nos dias em que se seguiram, nos anos posteriores. Hoje sou a sua consciência, a sua amiga, a sua conselheira, o seu porto de abrigo. Hoje e sempre.

Para ti minha querida M., meu doce, meu tudo, muitos parabéns e que se siga uma vida longa e plena de felicidade, de sorrisos e de tudo o que desejas.
* - Tinha 16 anos quando o escrevi, mas, de qualquer forma, hoje permito-me ser completamente lamechas...

26 de junho de 2009

Play...boy?

Nunca pensei em fazer nenhum post com a playboy. A sério que não. Nada contra a revista, pelo contrário. Até já perguntei ao P. se queria que lhe comprasse uma, quando me vou abastecer para umas belas horas de sol e prainha (sim, porque nestes momentos, gosto de uma bela fofoca, como já confessei anteriormente) e não tenho nada contra a que os homens de dediquem a este tipo de literatura ligeira. Eu própria já tive a n.º 1 nas mãos (um amigo anda com um exemplar na bagageira do carro, que me exibiu orgulhosamente e eu vi, sem falso pudor). Mas, não sendo eu uma expert (sou gaja, '), parece-me que esta última é uma produção um tanto ou quanto fraquinha, não? E não é por não se terem dado ao trabalho de disfarçar a barriguinha, que, não sendo grande, é normalmente disfarçada (ou seja, alisada, esticada - eufemísticamente escrevendo - ao máximo) em produções destas - eu cá sou totalmente a favor de mulheres reais, de carne e osso e sem acessórios cilicónicos e botoxizados (exagerados, vá). Mas, mais me parece uma campanha de sensibilização para o cancro da mama, numa foto para lá de batida em revistas femininas de dicas de beleza ou astrológicas. É que parece-me que mesmo a Ana Malhoa, com o seu eterno ar de badalhoca e com a sua maminha direita assim a dar para o torta, me pareceu melhorzinha, ou menos má do que esta. E depois, ler os nomes do MEC, Joaquim de Almeida e Tony Carreira mesmo ao lado..não sei, fica um pouco descontextualizado. Mas esta é apenas e somente a minha opinião...numa revista que se pretende marota e atractiva para os homens de Portugal (Tony Carreira??). E antes que venham as más línguas, admito já já que claro que eu não faria uma foto melhor, mas também, quem disse que alguma vez eu apareceria na Playboy ;) - fotos destas só no aconchego do lar!
O meu colega S. está neste momento a fazer o download da dita revista, por isso agora vou analisar, minuciosamente, o seu interior, na expectativa de não sermos apanhados pela hierarquia...

25 de junho de 2009

Ser optimista é...(II)

Só uma mulher consegue estar, desde o dia anterior, cheia de dores (é que não há ossinho que não me doa), com febre, suores alternados a frio e a quente, enxaqueca, vómitos, desarranjo intestinal (desculpem a partilha, mas isto é como um casamento: para o bom e para o mau), dores de garganta e ainda vem trabalhar com todas as limitações físicas que estes sintomas trazem* e chega ao fim do dia (depois de mal comer durante dois dias) e diz, meio sorridente (tanto quanto as dores e o mal-estar permitem) - pode ser que emagreça...se calhar devia ficar assim uma semaninha...
É porque se fosse homem, convenhamos, estava em casa, entre sopinhas e descanso, literalmente às portas da morte e a lamentar-me...Mas, como mulher (optimista) que sou, vejo sempre pelo lado positivo (vá, fútil) da coisa...

* - Se por causa do post de ontem, alguém me rogou uma praga, daquelas bem fortes e bem sentidas, fique sabendo que surtiu efeito, mas vai, desde já, daqui, uma pragazinha ainda maior, ok?? É que não é nada fácil arrastar-me para o trabalho e hoje tinha tantas entrevistas marcadas, que não podia mesmo faltar!

24 de junho de 2009

S. João a sul

Hoje estou de feriado e não, não sou do Porto ( o S. João não se vive só a Norte)...Depois de um mini arraial organizado (e trabalhado) por nós na escola, estou de rastos (corpo e mente completamente derreados) e, como não tenho mais nada de jeito para escrever, por hoje, é só mesmo isto. E agora, vou curtir o meu dia! O que pode significar ir para a praia ou, simplesmente, não fazer nenhum*...Já estou um bocadinho (muito) farta (enjoada) do cheiro a sardinhas. Fico com a sensação que há pessoas que comem sardinhas durante todooo o mês de Junho. Blheccccc.
* - por não fazer nenhum entenda-se a possibilidade de vegetar no sofá um dia inteirinho, dedicando-me apenas ao uso do dedo indicador direito para mudar de canal, ou ver a série 5 (quase) toda da anatomia de grey no pc, ou agarrar-me ao meu livro e le-lo todinho até à última página...

22 de junho de 2009

O outro lado

E como não pode ser tudo mau na vida, depois há aqueles colegas que vão de fim-de-semana e se lembram de nos trazer cerejas, que nos telefonam quando precisamos, que nos amparam os golpes e nos lambem as feridas, quando necessário, que nos apoiam nos momentos difíceis, que não nos deixam sentir sozinhos. Aqueles colegas com quem podemos rir, chorar, contar piadas, ser sérios e ser parvos e muito parvos. Colegas que sentem que estamos mal, só pelo nosso olhar. Que sentem as nossas angústias na forma como falamos. Colegas que nos ouvem, mesmo quando estão cheios de trabalho e que nos acompanham no terceiro café, apenas porque precisamos, ou que nos trazem café, num equilíbrio entre chapéu, carteiras, chávena e pacotes de açúcar, mesmo debaixo de chuva, porque não temos como sair e fazer uma pausa. Colegas que se preocupam com o nosso trabalho, com a nossa imagem e connosco, enquanto pessoas. Que nos amparam nas nossas derrotas e vivem com intensidade as nossas vitórias. Que sabem o que dizer para nos acalmar e o que fazer para nos rirmos.

Por isso, S. e A., por vocês, muita coisa vale a pena, até porque convosco, a palavra colegas ultrapassa-se a si mesma e ganha um novo sentido.

Gosto de...

Se há característica que eu aprecio e privilegio nas pessoas que fazem parte da minha vida, sejam familiares, amigos, colegas, conhecidos, é a sinceridade. Para o bem e para o mal. A sério que prefiro que me digam a verdade na cara, nua e crua, do que as mentiras piedosas, que me deixam na ignorância. Sou assim no trabalho, na vida familiar, na vida de casada e com os amigos. Não me digam que pareço ter 25 anos, só para me deixarem satisfeita e feliz comigo própria, se não o pareço. Não me elogiem um trabalho que poderia estar melhor, não me digam, por favoooor, que sou mais gira do que a Juliana Paes! Etc, etc, etc - os exemplos poderiam continuar e continuar...
Perante esta minha necessidade, só posso sorrir e agradecer a sinceridade do P.* quando me confirma que só visita o meu blog porque...bem...é o meu blog e eu sou a sua esposa (ai, como eu detesto esta palavra). Se não me conhecesse não viria cá. Por outro lado, ao nos depararmos com cerca de 15 pessoas no domingo à tarde on line no meu Cantinho, durante um tempo considerável, disse logo, com toda a naturalidade (e demasiada convicção) deve ser um bug. E eu sorrio. Porque aprecio esta honestidade nas palavras. Porque aprecio saber que posso sempre contar com a sua sinceridade. Lá está...para o bem e para o mal!
*Querias mais post's românticos, babosos, lamechas e sinceros dedicados inteiramente a ti, querias, querias, querias? É bem provável que sim ;)!

19 de junho de 2009

O poder da música II*

Desde tenra idade que sou daquelas pessoas que facilmente "agarra" uma música e fica com a mesma a tocar, mentalmente, horas a fio, até não poder mais. Fui educada num mundo cheio de música (era ainda pequenina e os Doors já se ouviam lá em casa, entre muitos outros, como os Eagles, U2, Rolling Stones, Led Zepelin, Depeche Mode, etc, etc, etc). Cheguei mesmo a ter aulas, primeiro de flauta, depois, mais crescidinha, de guitarra, tal era o entusiasmo. Mas, ser assim, é como ter um disco partido no meu cérebro, que toca, vezes sem conta, dias a fio, semanas seguidas, a mesma melodia. O que por vezes é bom, quando são músicas que adoro e que acabo por ir cantando baixinho, quase sem me aperceber. Mas, como é óbvio, é algo incontrolável, acontecendo muitas vezes com músicas que não gosto (sendo até bem mais frequente nestes casos), para não dizer que detesto...Ora vivendo eu junto de uma delegação de um partido político português, desses cuja música todos conhecem, imaginem o que é a minha cabeça em época de eleições: se a ouço logo pela manhã, assim que acordo, fico com ela na cabeça até ao dia seguinte...Agora estou numa fase de descanso, mas só até à próxima campanha e aí lá pareço eu uma militante acérrima, a divulgar a musiquinha para quem comigo priva.
Noutras situações, como aquelas já partilhadas por aqui, em que o meu querido vizinho me acorda com hit's de gosto duvidoso dos anos 80, lá fico eu, o dia inteiro a cantar "you're my heart, you're my soul..." e, imbuída no espírito da música, quase me deixo levar e danço à modern talking (só faltando vestir um blazer colorido e arregaçar as mangas até aos cotovelos e bambolear as ancas em movimentos largos e ritmados, enquanto a cabeça faz movimentos dramáticos no sentido contrário).
Neste momento estou muito feliz porque o piquenique do modelo vai, finalmente, realizar-se e assim, o Tony Carreira vai poder sair da minha cabeça, onde habita nos últimos tempos, desde que o piquenique é publicitado em tudo o que é órgão da comunicação social...C_R_E_D_O.
Por todas estas razões é que, frequentemente, mudo os temas aqui do cantinho. Fico cansadinha de ouvir sempre as mesmas melodias e para não correr o risco de "matar" a música para mim, prefiro mudá-la. Porque há músicas que ficam para sempre...
Ps: Agradeço ao S. que, mesmo cheinho de trabalho, me foi lembrando, com toda a paciência que lhe é característica, os nomes de algumas das bandas aqui enunciadas e das quais só me conseguia lembrar das músicas - lá está, as melodias ficam mentalmente registadas ;)
* - e porque hoje parece que é dia de sequelas aqui no Canto ;)

Coisas que me irritam II

Pessoinhas sem espírito de equipa. Com os níveis de concentração altamente centrados no próprio umbigo e que fingem não reparar nos outros à sua volta. E que incham com as suas pequenas vitórias no dia-a-dia, alcançadas muitas vezes, com a ajuda dos outros, sem o reconhecerem. Pessoas que pedem ajuda a torto e a direito, que pressionam e stressam os demais, mas que, quando lhes pedimos ajuda, fazem cara de enojadas, como se tivessem acabo de cheirar um sapo azedo vindo do esgoto. Pessoas acomodadas, que se queixam de tudo e todos, mas que não fazem nada para implementar mudanças. Pessoas que manifestam medo, desagrado, insegurança, perante as vitórias dos outros. Pessoas que beneficiam da ajuda dos outros, mas que são incapazes de ajudar por vontade própria (e, para mim, para o fazerem de má vontade e com azia, mais vale não fazer). Pessoas que, na hora H, quando o trabalho aperta, fogem sorrateiramente e só aparecem no final, cheias de sorrisinhos e prontas a recolher os louros pelos outros. Pessoas que ficam à espera que os outros façam o seu trabalho, para depois se aproveitarem do mesmo para fazerem o seu. Que dão bitaites, mas não têm iniciativa. Que não mostram respeito pelos trabalhos dos outros e ainda têm a lata de mandar boquinhas a diminuir as suas funções. A sério que me irritam…fico fora de mim. E que falam mal de métodos, de procedimentos, das opções da chefia, mas depois, nas reuniões nem piam (nem apoiam os outros que assumem as suas posições) e ainda têm o displante de dizer ia falar para quê? não adianta nada. Arghhhhhhh!!
Sempre fui considerada uma boa colega. Lembro-me de uma das chefes mais duras (e inteligentes) que tive até hoje, me dizer, na minha avaliação de desempenho (na qual, acreditem, eu tremia por dentro – ela era uma autêntica Nazi. Cada vez que errava em algo, juro que só o seu olhar fulminava os meus neurónios) que eu era das pessoas mais disponíveis que já tinha conhecido. Sempre atenta aos outros e com vontade de ajudar. A verdade é que, tendo o meu trabalho bem orientado, é com bom grado que me disponibilizo para ajudar os meus colegas. E o facto de ser assim só me faz ser cada vez mais intolerante perante quem é exactamente ao contrário. Mas também é verdade que o facto de já ter levado verdadeiros baldes de água fria na cabecinha, depois de pedir ajuda a alguém (ingénua, já fui tão, mas tão ingénua), também me faz ser mais selectiva sobre quem merece realmente a minha ajuda…mas, coração mole como sou…se vejo alguém em apuros, lá vou eu, qual bombeira voluntariosa, socorrer as madames em apuros…Mas que me irritam, lá isso irritam e a minha carinha n.º 25 diz tudinho.
E agora, além de boa colega, com o tempo, a idade, a experiência, sou também considerada aquela que diz o que sente, mesmo correndo alguns riscos. Mesmo ficando, por vezes, mal vista, perante chefias menos seguras. Quando não concordo, quando acho que as coisas não estão bem, quando sinto que o meu/nosso trabalho pode ser afectado, digo. Já me recusei a fazer coisas com as quais não concordava. Já me prejudiquei. E hei-de continuar a dizer sempre...mesmo sabendo que me vou prejudixar (prejudicar-lixar). Porque eu sou assim, nem melhor nem pior do que os outros, sou eu...

Lollipop

O A., amigo da minha amiga A.L. esteve em Amesterdão (essa cidade que eu anseio por conhecer e que vou "visitando" através dos belíssimos programas, de qualidade duvidosa e bolinha vermelha no canto superior direito, que passam na sic radical a horas impróprias) e trouxe-me um lollipop verdinho, brilhante, redondinho que eu ainda não provei, um docinho portanto...para uma menina gulosa como eu, que não sabe se irá lollipar*... Por isso, está guardado, bem fechadinho, no seu invólucro transparente, dentro de uma qualquer gaveta de uma qualquer cómoda - inacessível a irmãos, sobrinhos, filhos de amigos e afins.
(*na verdade, nunca gostei muito de chupa-chupas...)

18 de junho de 2009

É para entender?

Se um homem, (digamos que se chama P.) resmunga com uma mulher (a quem vamos chamar B.) e ela não aceita, contrapõe e resmunga também, ele resmunga ainda mais. Mas, noutras situações, quando ela concorda e até lhe dá razão, ele diz que é táctica para o fazer calar-se.
Mas então em que é que ficamos? Hum?? Gentinha complicada...
O que vale é que depois de ele dizer isto, acabamos por nos rir os dois...

17 de junho de 2009

Salve-se quem puder

Este novo programa da SIC (como todos os outros baseado num qualquer programa já feito noutro país) é mau? É.
Ridículo? Com toda a certeza.
Vazio de conteúdo? Pois claro, aquilo ou vai para a piscina ou não vai para a piscina. Não é preciso ser-se inteligente, esperto, ágil, basta não ser muito gordinho e conseguir "imitar a figura que vêm na parede" (gostava de conhecer o(s) génio(s) que inventam as figurinhas. Só falta porem um ponto de exclamação.)
Os prémios são maus? Não, são péssimos. Nem sequer dá dinheiro.
Agora experimentem ter uma amiga, de quem gostam muito, que é das pessoas mais divertidas e bem dispostas que conhecem, com quase 30 anos a participar e digam-me se não ficam a ver o programa até ao fim e a torcer que nem parvos, na expectativa de a verem ganhar e a evitar a piscina. Parecia eu que estava a ver o jogo de Portugal-Inglaterra no euro 2004. Parecia eu uma tontinha a torcer os dedos. Parecia eu uma miúda de 13 anos a ver os jogos sem fronteiras, no início dos anos 90, agarrada à televisão a seguir, quase alucinada, as equipas portuguesas, como se fossem conquistas uma medalha olímpica. Parecia eu a emocionada rapariga que ficou acordada até de madrugada para seguir a nossa triatleta olímpica Vanessa Fernandes, a chegar em segundo lugar à meta. Oh God...vergonha, muita vergonha...Só não percebi ainda o que motiva alguém a ir a esse programa. A sério que não. Ainda se fossem criancinhas, adolescentes, vá...
Ainda o que safa é a Diana Chaves que é gira que se farta e o Marco Horácio que é divertido quando quer...Claro que, depois de a minha amiga participar, nunca mais me dei ao trabalho de ver o que fosse. Aquilo é muitoooo mauzinho...

Gosto de...

Eu gosto do Verão, gosto do calor, gosto das roupas leves, frescas e coloridas. Gosto da praia, dos gelados, das caipirinhas, das noites, dos dias longos, dos sorrisos, do bronze, do cheiro da praia, do cheiro dos cremes protectores, dos mergulhos, das havaianas, dos pés na areia, das marcas do biquini, do sabor a sal na pele, dos grelhados, das saladas, da fruta de Verão, das sangrias, dos bares na praia, das férias, do som dos grilos, das cegonhas e das gaivotas, da boa disposição, da música...e da tanta, mas tanta coisa. Mas de calor a mais não - mais de 27/28º para mim já é abuso, desculpem lá os amantes de temperaturas escaldantes (para mim, escaldante é algo que se vive a dois, não que se partilha com toda a população). Tenho as minhas ideias completamente a derreter e isso deve notar-se pela minha (quase) incapacidade de escrever post's que não tenham a ver com o calor nos últimos dias. Prometo que este é o último...pelo menos para já. Se chegarmos aos 40º vou ter que reclamar novamente.
Hoje não me importava mesmo nada de ir para ao pé deste amiguinho...
Ps: a todos os que comentaram o post anterior - é por vocês que não tenho coragem, pelo menos para já, de fechar o blog. Obrigada pelo apoio, que revela que no meio de algumas consequências negativas, há de facto muita coisa boa pela blogsfera.

15 de junho de 2009

Post aberto

Este post não é para todos aqueles que me leêm, dia após dia, não é para aqueles que me acompanham, para os que me seguem, os que comentam, ou que simplesmente gostam de vir cá (pessoas de extremo bom gosto, pois claro), a este meu Canto, que para mim é muito especial (goste-se ou não, quero lá saber). Este post não é para os que criticam, discordam, concordam, elogiam e que não se inibem de o fazer. Nem para os que se inibem, mas continuam a ler os disparates que escrevo. Este post não é para quem dá a cara - seja esta real, ou um nome, ou um link para o vosso canto, para mim isso chega*. Este post é única e simplesmente para uma pessoa que não me conhece, mas que finge conhecer-me e que se aproveita do que eu partilho aqui para tentar chegar a pessoas que me são próximas. E isso é invadir o meu espaço e o espaço de pessoas que amo, é invadir a minha vida e eu não estou aqui para aturar cenas de pessoas doentes, que vivem uma realidade paralela e fictícia. É que não estou mesmo. Um conselho (e este é de graça): Get a Life e deixe-nos em paz, ok?? Faça-se à vidinha...Qualquer coisa, mas deixe-nos viver a nossa vida sem a lembrança da sua patética existência. Ou, por outras palavras:

Desculpem lá o palavreado, que eu até nem sou destas coisas, apenas quando me tiram do sério...

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* Quando iniciei o meu blog não dediquei um minuto sequer a pensar se partilharia ou não a minha cara, ou algo mais. O que é certo é que, embora não dando o nome, partilho a sua existência com muitas pessoas que me conhecem: amigos, familiares...Partilho fotos, acontecimentos, viagens.
Hoje...não posso dizer que estou arrependida por não o ter feito. Muitos dos post's em que mais partilhei foram aqueles em que senti o maior apoio e carinho da vossa parte e isso deu-me um conforto indescritível e uma vontade, cada vez maior de, dia após dia, voltar e partilhar. Mas, se continuar a ter aborrecimentos, sinais de que o que eu mostro aqui é usado para outros fins, não hesitarei, um instante que seja, em partir para outra, que é como quem diz, criar um outro blog, anómimo...e tornar este privado. Basta a força de um clique...tão somente isso.

Aiiiiii 2!

Juro, juro, juro que não fui eu que pedi trovoada e chuvinha parva, alternada com chuva a potes a acompanhar um calor ainda mais infernal e colante, correndo até o risco de ter que sair de casa nesta figurinha:

Sim, porque no meu cabelo só fica giraço giraço, quando lavado com o champô e a máscara indicados para o efeito...(não podia ser tudo fácil...).

Aiiii!

Sou só eu, ou está um calor que não se pode? Dormi mal, muito mal, entre tapa com o lençol, tira lençol, vira para um lado e vira para o outro e acordei mal-humorada, coisa que nunca me acontece, nunquinha. Por estas e por outras é que durmo muitooo melhor no quentinho da cama de Inverno.
Oh São Pedro, já que andaste todo baralhado, já que nos tramaste o mês de Maio e Junho também não começou lá muito bem, manda lá daí umas noites fresquinhas faxfavori, pelo menos durante a semana, que ao fim-de-semana as noites quentes são boas para irmos passear para os barzinhos de praia!
Oppss...que eu sou exigente...

13 de junho de 2009

Diário de umas férias...

Dia 1: A ida

Não foi fácil. Este dia fica marcado pela viagem. Embora tenhamos arrumado as malas e restantes bagagens, que incluem, sempre que vamos para sul, os nossos três felinos e tenhamos saído de casa com aquela boa-disposição quase tonta de quem vai estar uns diazinhos sem a pressão do despertador e sem horários, a viagem foi um pouquinho complicada. Uma das nossas gatinhas não aguentou a alegria e deu liberdade às suas necessidades fisiológicas como se não houvesse amanhã. Por isso, a meio do caminho, era ver o P. a limpar quilos de cocó da caixa transportadora, enquanto eu fugia a sete pés do cheiro, com a desculpa de ir comprar toalhetes. Por outro lado, para ajudar à festa, o Tobias foi a viagem toda a miar. Um encanto! Claro que chegados ao nosso destino tudo se dissipou. E a alegria do cheiro e sabor a férias tomou conta de nós.

Dia 2: A praia

Acordei com saudades da minha almofada (eu sou muito fiel à minha almofada, não gosto de dormir com outras). No primeiro dia, a praia não foi aquelaaaa coisa. Não estava muito calor e o céu estava um pouco nublado, o que para mim é suficiente para não ter coragem de ir à água. Mas soube muito bem pela calma de uma zona ainda pouco concorrida (especialmente a zona onde temos casa). À noite, destacam-se sempre os nossos jantarzinhos, em casa ou fora, onde caprichar é uma ordem e o bom vinho uma constante.

Dia 3: O jantar

Fomos jantar com uns colegas do P. e com os seus dois filhos, de 9 e 14 anos. São uns queridos, por isso foi uma noite muito simpática, entre um restaurante que serve muito bem e um bar de um ex jogador do Benfica, onde se bebem uns Mojitos divinais!

Dia 4: A chuva

Este dia ficou marcado pela chuva. O S. Pedro lá resolveu fazer das suas e brindou-nos com uma valente chuvada quando o P. estava quase em alto mar, mais os seus óculos de snorkling. Quando voltou eu parecia, com certeza, uma Maria Madalena, enrolada na toalha e cheia de frio. Nessa noite grelhámos um peixe maravilhoso e bebemos vinho branco e vodka de morango pela noite dentro.

Dia 5: O almoço e a piscina

Fomos almoçar com os mesmos colegas do P, a um restaurante simplesmente excelente. Viajámos a caminho dessa terra com o nome exótico de Odiáxere, onde se comeu um peixe de babar. (Já deu para perceber que eu adoro peixe...). Ficámos horas a comer, a petiscar e na conversa. Este restaurante está inserido num espaço lindo, onde há cavalos, mulas, galinhas e pavões. Terminámos o dia na piscina do hotel deles.


Dia 6: Os desencontros

Neste dia fizemos uma praia maravilhosa. O tempo estava quente, o dia lindo. Rumámos à nossa praia preferida, carregados de fruta, sandes, sumos e muita água. Fartei-me de ler revistas de fofoquices e futilidades (que nunca leio durante o ano, mas na praia, vá-se lá saber porquê, entretêm-me horrores) - por isso tenho as novidades do jet 7, 8 e 9 nacional quase todas em dia. Combinámos jantar com a minha amiga A. à noite, uma vez que ela tinha rumado para sul na manhã desse dia. Andámos desencontradas o tempo todo e depois de irmos para a cidade onde combinámos encontrarmo-nos, para, pelo menos, dançarmos um bocadinho, a malandra deixou-nos umas horinhas à espera (solteirices, como diz o meu amigo S. - os horários de casados e solteiros não são compatíveis).

Dia 7 - O regresso

Mais um dia óptimo de praia, que, no conjunto, me permitiu vir com uma cor invejável (sou daquelas que facilmente fica douradinha). Mas o último dia fica sempre marcado pelo regresso: fazer as malas, limpar a casa, lavar a roupa, arrumar roupa, acessórios e afins. A viagem correu bem, embora o Tobias, uma vez mais, nos tenha brindado com os seus miados durante as quase 2h30m de viagem.


Ontem o P. já foi trabalhar, por isso aproveitei para ir almoçar com os meus pais* e matar saudades deles. Ainda dei uma saltada no shopping (onde comprei mais umas sandálias sem salto, que, ultimamente, fazem as minhas delícias) e o jantar: uma vez mais, um belo peixe para grelhar e uma garrafinha de vinho branco!

* Embora divorciados, como já aqui referi, dão-se bem, por isso, já faz parte dos nossos hábitos estarmos todos juntos.

12 de junho de 2009

Regresso

De volta, dessa preguiça maravilhosa que são as férias a sul, cheias de praia, calor, sol, pele tostada e bronzeada até mais não, sorrisos, amor, mar e muito peixinho grelhado à refeição, acompanhado de vinho branco bem gelado, que é como se quer...
No regresso fica a saudade de um tempo maravilhosamente bem passado e a certeza de, em breve, voltar.

5 de junho de 2009

Fui...

Para aqui...
Contra ventos e o marés, contra a chuva e contra o vento, contra um S. Pedro um tanto ou quanto baralhado*, mas voltarei em breve. Até lá, uma boa semana para todos e...

Até ao meu regresso...


* Na mala levo blusas e blusinhas, calções e vestidinhos, sandálias, chinelos e biquinis e...camisolas, calças, casacos e botas...

A arte de bem olhar…

Ontem à noite, assim que o P. chegou a casa depois de um longo dia de trabalho, já cansadinho, a primeira coisa que fiz foi mostra-lhe, on-line, as maminhas de uma menina que anda por aí nas páginas de uma famosa revista. Porque se fala por aí que são tortas, mal feitas, bla bla bla. E eu pedi a sua opinião. Este é o tipo de coisas que eu faço com toda a naturalidade: mostrar mulheres bonitas (ou não), ou bem feitas, ou siliconizadas ao P. , sem problemas e sem pudor. Ah e tal, é bem bonita/boazona/giraça/feiotinha/sem-sal/magrademais/vistosa/pirosa/bimba/linda não é? Depende da mulher, pois claro! Nessas coisas sou completamente isenta. Não sou o tipo de mulher que se veja por aí a arranjar defeitos invisíveis e patetas em mulheres fisicamente (quase) perfeitas. Nem tenho prazer nenhum em realçar o que eu, na minha modesta opinião, possa considerar defeito nas demais - quem sou eu? Se as acho bonitas, digo-o e pronto. E prefiro que o P. seja sincero e me diga que concorda, que aprecia uma mulher bonita, do que me minta para eu “me sentir melhor”, que é o que muitos homens fazem. Sim querida, a Juliana Paes é assim para o engraçada, mas não te chega aos calcanhares e elas sorriem felizes e satisfeitas. Humpffff! Inseguranças, digo eu. É claro que a Juliana é linda, vistosa, bem feita, so what? Eu sou mais eu por gostar de mim como sou! E olhar não tira bocado, olhar não desnuda, olhar não é trair. Olhar é algo natural que todos fazemos quando algo nos chama a atenção, por boas ou más razões, não quer dizer que saltemos em cima da nossa mira. Por isso sou totalmente a favor da arte de bem olhar, que, é como quem diz, olhar sem maldade, com naturalidade.

Sim, porque depois há os famintos que olham exageradamente, com sorrisos maliciosos, mesmo quando acompanhados, como se estivessem a despir e a imaginar coisas maliciosas…um horror e de um tremendo mau gosto. Nada mais deprimente do que estar a ser olhada abusadamente por um homem acompanhado!

Coisas que me irritam I

Alarmes de carros a disparar continuamente de madrugada...e os respectivos donos, a avaliar pela continuidade dos sons estridentes, a dormir que nem uns anjinhos...Grrrrrrrr - é que fico fora de mim!

4 de junho de 2009

Sonhar ou não sonhar

Sou a típica pessoa sonhadora, que se aproveita da máxima “sonhar não custa nada”. Sonho a dormir, sonho acordada. Sonho naqueles momentos de solidão, de longas esperas, sonho quando conduzo, ou durante um debate chato. Tenho uma imaginação que facilmente me transporta “lá fora” como costumo dizer, meio a brincar, meio a sério. O que normalmente é muito bom, sobretudo pela capacidade de abstracção nos momentos menos bons, como uma longa fila de trânsito, ou na sala de espera para uma consulta daquelas que me põe os nervos em pé. Mas pode ser mau, quando me impede de me concentrar em algo.
Mais forte ainda é a minha memória dos sonhos vividos na manhã seguinte, depois de cada noite de sono. Sonhos cor-de-rosa e sonhos bem negros. Verdadeiros guiões de filmes de acção, qual elemento das forças policiais de elite do mais avançado, comédias delicodoces e dramas de faca e alguidar – por vezes a roçar uma verdadeira telenovela mexicana e eu nem vejo novelas, seja de que nacionalidade for.
Alguns sonhos revelam alguns medos e inseguranças, que se desvanecem com o tempo e com a experiência – como o estar nua num sítio público (quando era mais nova era extremamente tímida e tinha a necessidade de passar sempre despercebida) ou ir a um wc do mais sujo e nojento que alguma vez se viu (sou do mais esquisito que há com qualquer wc que não seja o meu).
Outros parecem vir de uma outra vida, porque os que são mais frequentes são os pesadelos e esses são o meu pior receio. Porque são pesadelos dignos de um filme de terror de série A, com perseguições, violência, guerras, monstros, catástrofes e morte. Estes pesadelos dão direito a um sono irregular, nervoso, agitado e normalmente terminam com um acordar em sobressalto, ainda com receio de um mal escondido no escuro do quarto ou da casa em silêncio. Por vezes, é o P., que facilmente dorme debaixo de uma imponente tempestade, que tem que me acordar, quando nem o facto de ser apanhada pelo vilão, assassino, monstro ou o que for, me desperta. E nesses momentos sinto-me tão pequenina e frágil, desejosa da segurança e tranquilidade que me trazem os primeiros raios de sol e o som dos passarinhos lá fora. Noutros sonhos tenho a estranha capacidade de me aperceber que não passa disso mesmo – um sonho, e acabo por poder alterar as coisas a meu gosto. Mas estes são os maus raros e penso que devem acontecer quando estou num estado semi-consciente.
Lembro-me de ser pequenina e me sentir já um pouco atormentada com o facto de sonhar, porque, ainda pouco conhecedora do mundo lá fora, sonhava constantemente que estava numa fila de pessoas num campo de concentração, quem sabe, influenciada pelos constantes filmes da 2.ª guerra mundial e afins, que o meu querido irmão via repetidas vezes e dos quais eu fugia a sete pés, receosa de algum dia ter que ir para a tropa, como ele fazia questão de me afiançar, apenas para me transtornar – o seu passatempo preferido nos nossos tempos de criança.
A minha mãe dizia sempre para não me preocupar, porque com o tempo (leia-se idade, pois claro) a tendência é perdermos a capacidade de nos lembrarmos dos sonhos. Mas não. Já no alto dos meus 30 anos, posso afirmar com toda a verdade que me lembro perfeitamente do sonho que tive esta noite e que, não sendo de terror, me deixou balançada. Por parecer tão real e envolver pessoas que conheço.
Outros sonhos são tão estranhos e abstractos que acordo sempre com a sensação de wtf?! Tenho até alguns livros de interpretação de sonhos, até porque o tema sempre me interessou e, durante algum tempo, dediquei-me a fazer uma análise, mas confesso que não o faço com frequência. Seria uma canseira. Não faria mais nada da vida.
Os meus preferidos são os sonhos em que consigo voar – porque tudo nos sonhos tem o seu quê de real e a sensação sentida parece tão real que é como viver o momento. Já os sonhos de queda são um horror, exactamente pela mesma sensação de realidade e acordo sempre no momento do embate, com o coração em sobressalto.
O que é certo é que tenho muitas insónias…algumas explicadas pelo meu receio/incapacidade de adormecer novamente após um pesadelo, por isso, por vezes, gostava de conseguir não sonhar…mas só por vezes. Os sonhos bons são sempre um bálsamo que me faz acordar com energia renovada e bem-disposta. E por estes, vale bem a pena sonhar…

3 de junho de 2009

Direito de voto

Eu, que desde que me recenseei, com a doce idade de 18 anos, sempre exerci o meu direito de voto, quer nas eleições autárquicas, legislativas, presidenciais, referendos and so on, que fico chocada/horrorizada com tantas e tantas pessoas que entrevisto no dia-a-dia e que me dizem que não votam, porque não vale a pena; são todos uns mentirosos; são todos iguais, etc, que pressiono familiares, amigos e afins a votarem, porque mais que um dever, é um direito que foi conquistado e que nos permite ter alguma voz...pela primeira vez na vida confesso que não vou votar nas europeias porque estou de férias e, quer-me cá parecer que o mesmo vai acontecer com muitos portugueses que vão também aproveitar os feriados que aí vêem...E, embora contente por ir de férias (bem merecidas, por sinal, depois de meses de trabalho intenso, com muitos fins-de-semana à mistura dedicados à formação), confesso que uma parte de mim se sente muito envergonhada por não votar...Shame on me...a torto e a direito!

2 de junho de 2009

O meu fim-de-semana

Sábado à noite era ver-me pela zona de Santos, com estes meninos aqui:







e a saltitar pela calçada Lisboeta (algo em que já sou exímia) e a dançar até quase às 4.00 da manhã - acreditem, uma loucura para mim.
Foi uma noite divertida, agitada e bem-disposta, com o P. e uns amigos. Jantámos num restaurante indiano (não sei se por causa das minhas origens, mas sou fã de comida indiana, goense e nepalesa) e, de seguida, fomos a uma dessas discotecas in na Capital e estava-se muito bem. A noite estava quente, convidativa, a realçar a minha energia. Adoro sair com o P., adoro dançar com ele, adoro tê-lo ao meu lado. Adoro a nossa cumplicidade nas conversas e nos olhares. Adoro a sua boa-disposição contagiante.
A dada altura a discoteca foi invadida por um grupo imenso de jovens, bem jovens, todos aperaltadinhos, cheirando a baile de finalistas. Um mimo. O melhor: a alegria efusiva, inerente a uma festa destas, pois claro. O pior: alguns meninos, nitidamente, com os fatos dos papás e as meninas que abandonaram os seus sapatos e calçaram os chinelinhos ou os sapatos de cunha de cortiça, o que, diga-se de passagem, não condiz nada com vestidos de noite e cabelos demasiado arranjados. Mas admiro-lhes a coragem ;)
Domingo e segunda foram passados descontraidamente na praia, entre saladas e fruta e muito calorzinho, o que me dá sempre uma enorme vontade de preguiçar...um pequeno estágio para as férias que estão já aí...
Neste momento, os meus pezinhos de Cinderela ainda estão a recuperar pelo que, esta semana só se calçam coisas deste género:









(Com muita pena minha não fica bem ir de havaianas para o trabalho...)

Ps: O meu cabelo ficou um must depois de lavado ;) - valeu o investimento!

Ser optimista é...

Partilhar a minha mais recente constatação: toda a minha roupa de Verão do ano passado encolheu! Especialmente calças e calções...e blusas, na zona da barriga, das ancas e afins*...uma maçada! Ah e um dos biquínis também...só as sandálias se safaram. E também me parece que os tamanhos S's das lojas estão ligeiramente mais pequenos, justos, apertados...e agora um M equivale a um S - modernices...
* E não, não sou eu que estou maior, nem a barriga a crescer suas más línguas ;)!