30 de outubro de 2009

Desejo de fim-de-semana...

Às vezes tenho tantas, mas tantas saudades do tempo em que facilmente ficávamos incontactáveis, sem telemóvel, sem e-mail, sem nada detectável. É que dava mesmo jeito ficar dois dias em parte incerta e sem meios de comunicação - descansava o corpo e a mente. I wish...

E também tenho saudades de receber uma carta, daquelas bem longas, de letra quase indecifrável, palavras sentidas e folhas meio amachucadas. Guardo religiosamente, numa caixa de cartão cor-de-rosa, com uma fita, todas as que me foram escritas ao longo dos anos e por vezes gosto de as reler. Porque cada uma conta uma história, uma fase, um episódio da minha vida. Algumas estão carregadas de lágrimas, outras de gargalhadas e muitas, mas mesmo muitas delas, repletas de saudades e palavras bonitas. E deixam-me cheia de saudades do momento em que as li pela primeira vez, aquele momento único, de descoberta e ânsia, antecipando a emoção indissociável...Hoje estou assim, nostálgica!

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

28 de outubro de 2009

Quedas...

E quando nos deparamos com aquelas quedas da vida, depois de um encontrão forte e urgente, que surge de repente, sem aviso prévio, quando menos esperamos, o que é que fazemos? Levantamo-nos, sacudimos o pó, erguemos a cabeça e seguimos em frente, agarrados ao que acabámos de aprender, para não mais largar...

27 de outubro de 2009

Futilidades cor-de-rosa



E porque a minha mãe é a melhor do mundo e eu sou a filha mais vaidosa de todo o sempre, não podia deixar de partilhar que me ofereceu uns sapatos cor-de-rosa lindos lindos que só eles *e que me ficam bem até mais não e que estão já a aguardar uma ocasião especial para serem usados, pois assim o exige a importância do gesto.

Também queriam uma mãe assim, não queriam? Temos pena, é toda minha ;)

*Sapatos esses que comprou para si, mas que perante o meu olhar babado e apaixonado desde a primeira vez que os vi, vieram morar cá para o cantinho.


Na foto temos uns Galliano, nada a ver com os meus, cruzes...:D

26 de outubro de 2009

Ponto de equilíbrio

Na maior parte das vezes, quando se comparam as principais diferenças entre homens e mulheres, é no sentido pejorativo: os homens a falar mal das mulheres e as mulheres a falar mal de homens. E não estou a referir-me aos quadros sociais que apontam as mulheres como maníacas por compras e por falar ao telefone horas e horas e os homens viciados em futebol e cervejinhas. Estou a referir-me a diferenças mais profundas, de comportamento, de hábitos, diferenças genéticas e biológicas, diferenças de educação e de modelos sociais.
Quando eu e o P. temos os nossos arrufos - por que sim, somos um casal muito próximo, muito amigo, muito apaixonado, mas claro que temos as nossas quezílias - não podíamos ser mais diferentes um do outro. E esse é que é o grande desafio. Não o de resolver o assunto em si, que por vezes é do mais simples que há, mas sim lidarmos com as diferenças comportamentais um do outro: eu, como mulher (complicada) que sou, gosto de analisar tudo até ao ínfimo pormenor. Analiso comportamentos, palavras, frases, olhares, tons de voz, isto é, um sem número de sinais que podem dizer muito, mas também podem não dizer nada, a não ser na minha cabecinha, cheia de argumentos e manias. O que leva a que, normalmente, as coisas cheguem a um ponto em que já nada têm a ver com a discussão inicial, o chamado ponto da roupa suja. O P. por seu lado, dificilmente quer falar no assunto. Prefere deixar o tempo passar e as coisas resolverem-se naturalmente, algo que muitas vezes me tira do sério, assim como eu o tiro do sério quando quero dissecar à lupa tudo e mais alguma coisa. Qual é a melhor abordagem? Eu diria nenhuma delas, porque todos temos que aprender a gerir essas diferenças de forma a encontrarmos o tão almejado ponto de equilíbrio. Como a luz ao fundo do túnel, ou o pote de ouro no arco-íris, metáforas mais do que singelas que sustentam o quanto é difícil chegar a esse estado. No dia-a-dia, vamos vivendo esta batalha relacional, por vezes de amor-ódio, por vezes perfeita, outras mais do que imperfeita. Se já encontrei esse ponto de equilíbrio? Às vezes sim, outras vezes não…porque há tantas outras variantes na vida que condicionam a nossa capacidade para actuar de acordo com o que sabemos estar correcto. Porque nas relações, onde não podem haver regras rígidas, muitas vezes o coração fala mais alto do que a cabeça e o coração é tão mais espontâneo e emocional. Mas procuro sempre, nos meus momentos de silêncio introspectivo, analisar com a cabeça de forma a poder resolver os pequenos dilemas da vida a dois. É uma luta constante, de aprendizagem contínua, de avanços e recuos, mas que não é necessariamente má, porque só o fazemos quando amamos.
E pior do que manter esta contenda interior, é perder, por completo, a vontade de resolver os conflitos e de nos adaptarmos à pessoa que temos ao nosso lado…

21 de outubro de 2009

E o fim-de-semana, quando é que chega?

E no único dia da semana em que saio a horas decentes do trabalho e chego a casa antes da hora do jantar, venho com uma pasta cheinha de documentos para analisar, entrevistas para rever, cursos para procurar e processos para encaminhar. Vidinha triste, que nem me permite escrever nada mais além disto no blog. Amanhã o dia não será melhor, porque é dia de mestrado e sexta-feira é dia de sair, pela 3.ª vez esta semana, às 22h. Penso que, a avaliar pelo estado da minha agenda, lá para 2011 terei tempo para postar algo de jeito, para por as leituras em dia e para responder aos comentários e aos imensos e-mails que aguardam no email, quer do Cantinho, quer pessoal.
Felizmente está a dar o FCP e o P. está já aqui ao lado, vidrado na TV e com o seu discurso monocórdico, de palavrões e maledicência, pelo que me resta mesmo por as mãos ao trabalho e despachar a coisa, já que todas as desculpas para arranjar algo bem mais interessante para fazer, seriam negadas, face à importância do futebol na vida do meu maridinho. (é que nem que andasse pela casa a limpar o chão de cócoras só e apenas com a minha lingerie mais sexy e coiso e tal, ele desviaria os olhos da tv e do seu clube...)
Sonho já com um fim-de-semana completamente caseiro, de mantinha, na chaise longue, a beber um belo capuccino e a ver filmes a tarde toda, pausando apenas para ler o meu livro...I wish!
PS: Se o FCP perder, tenho cá para mim que não sobrevivo à noite de hoje...

19 de outubro de 2009

Confesso-me...

Haverá algo menos sexy, atraente, sei lá...fofinho e doce, do que uma mulher ressonar? Não me parece. Perdoem-me o machismo, mas eu, nestas coisas sou um pouco antiga - há coisas que nas mulheres fica muito mais feio do que nos homens, como dizer asneiras, por exemplo (eu digo, confesso, mas acho mesmo feio). Podem por isso imaginar o meu choque quando, depois de, durante anos e anos o P. garantir que eu ressono (e a minha recusa em acreditar - quanto muito um ou outro assobio, vá, um ou outro ronco pequenino, quase musical que se explica pela minha asma), me prova de forma inquestionável que o faço e que não é bonito. Pois é, no sábado de manhã surpreendeu-me com uma gravação no seu telemóvel: um som quase grotesco, assustador..."Que bicho é esse?" - perguntei eu inicialmente, para, imediatamente corar, morrer de vergonha e constatar que era eu, a bela-adormecida que caiu redonda no sofá na noite anterior, depois de uma semana para lá de trabalhosa e cansativa e após dois copos de vinho tinto. Fiquei estupefacta...mal consigo acreditar que eu, com o sono mais leve do mundo, não acordo com o som que eu própria emito, que mais parece um barco a motor, o ron-ron do meu gato, uma mota toda espatifada, um carro quitado e com o tubo de escape todo mal tratado, um sei lá de coisas barulhentas, todas elas ao mesmo tempo. Deve ser por isso mesmo que são neste momento 3 da manhã e, atacada por uma das muitas insónias habituais aqui no cantinho, aproveito e vou-me deitar só quando o P. já está no estado mais profundo do seu sono pesadíssimo e dou comigo a partilhar com a blogsfera este aspecto da minha pessoa. Não estou em mim...Dou comigo a pensar se ressonei desta forma na nossa primeira noite, ou na última viagem de avião, que fiz durante a noite, ou na noite de núpcias - que coisa pouco romântica.
Pior ainda é o P. fazer questão de me ameaçar com o telemóvel de cada vez que entramos nas nossas pequenas disputas e brincadeiras - WTF, eu não preciso de ouvir outra vez aquilo! Senão mudo-me para o sofá por tempo indeterminado.
By the way - não coloquei nenhuma imagem aqui, porque, decorrente das minhas pesquisas, só encontro imagens de homens a ressonar e mulheres com ar de enfado ou furioso, com olhares alucinados que exprimem nitidamente uma vontade quase incontrolável de os atirar da cama abaixo - exactamente que eu me faria se me ouvisse...É por isso um estereótipo recorrente que quem ressona são eles...e eu.
Vá, e agora venham dizer-me que também ressonam, por favor, para eu não me sentir sozinha e pouco sexy no meu sono de princesa. Nada de vir para aqui escrever "ah e tal, eu não ressono", "Ah, coitadinha, bebe leite que isso passa", ok?

17 de outubro de 2009

Perfeita, perfeita, perfeita...


O último selinho que recebi foi-me oferecido pela Hermione, que diz que o meu blog é perfeito e eu aceito e devolvo!

Como sempre, o selo acarreta algumas regras que são:

1. Postar o link de quem indicou;
2. Postar o selo;
3. Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos;
4. Responder às seguintes perguntas:


Mania: aqui sou quase igual à Hermione, porque a minha grande mania é mexer no cabelo, especialmente quando estou mais nervosa ou stressada;

Pecado capital: por vezes a gula, por vezes a preguiça, por vezes a vaidade...

Melhor cheiro do mundo: o cheiro dele, mexe tanto comigo;

Se o dinheiro não fosse problema: criava já um abrigo para animais abandonados;

História de infância: Quando fiz 6 anos os meus pais ofereceram-me uma bicicleta linda, amarela e vermelha, bem maior que eu, mas que me fez sentir muito crescida e radical. Tão radical que um dia resolvi descer os 4 ou 5 degraus da entrada do pátio em cima da bicicleta. Claro que o resultado foi uma bela queda, umas quantas nódoas negras e só não parti nenhum dentinho por pura sorte! Depois disto, já parti um pé a saltar de umas escadas imensas, já parti um dedo a jogar basket e outro a jogar andebol...

Habilidade como dona de casa: sopas e gelado!

O que não gosto de fazer em casa: lavar a louça, limpar o pó, aspirar, passar a ferro....hum...pensando bem, não há nada relacionado com tarefas domésticas que eu goste de fazer. Fora isso, há muita coisa boa que gosto de fazer em casa ;)

Frase preferida: O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo - Emile Zola

Passeio para o corpo: ir até à praia, mesmo no Inverno, ouvir e cheirar o mar, contemplar o céu...;

Passeio para a alma: aqueles que fazemos a dois, como se mais ninguém no mundo existisse e que são perfeitos;

O que me irrita: ui...tanta coisa. Já escrevi vários post's sobre isso. Uma das coisas que me tira mesmo do sério são as pessoas completamente voltadas para si, que agem como se fossem donas e senhoras de tudo;

Frases ou palavras que uso muito: Não existem problemas, mas sim soluções à espera de serem encontradas e, desde que vim de Cabo Verde, venho com o lema de lá na cabeça - No Stress!

Palavrão mais usado: Eu?? Palavrões?? Nunca na vida...vá, só de vez em quando...quando me tiram do sério, ou quando faço algum disparate. Normalmente *mer%$d/&%a* é o que digo com mais facilidade, embora sabendo que é muitooooo feio;

Talento oculto: falar em público e captar a atenção das pessoas pela boa-disposição e pelo sorriso. Mas não é bem oculto. É algo que gosto mesmo de fazer e que faço com naturalidade, mas também beneficio de ter uma profissão que me obriga a isso. Ah e tenho alguma agilidade física, tipo ginasta olímpica ;) e fui uma excelente jogadora de basket quando era estudante;
Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: pele/padrão tigress ou qualquer um do género - odeio! Iaccc!!

Queria ter nascido a saber: desenhar. Faço uns rabiscos e já pintei alguns quadros, mas sei que não tenho nenhum dom e, como bisneta de pintora e duas irmãs com muito jeito, adorava ser pintora.


Passo este selo aos seguintes blogs que, para mim, são mais-que-perfeitos:

Mais-que-imperfeita - B*Zinha (só podia, ? Já sabes que eu adoro o teu blog);
Miss Glitering - sei que não costumas postar os selinhos (eu própria só o faço muito esporadicamente) mas como o teu figura num dos meus preferidos, tem que ser;
S* - porque escreve bem, escreve com a alma e escreve sobre temas pertinentes (e porque gosta de gatos também);
Cat - porque é impossível não adorar esta miúda fantástica;
Mulher a 1000/h - porque escreve bem que se farta e porque partilhamos o fascínio pela maravilhosa Ilha de S. Miguel, que tão bem conhecemos!
Saltos Altos Vermelhos - porque é uma querida, um doce, porque é sincera, honesta, frontal e boa "ouvinte"!
Art.soul - porque se tem tornado um ombro amigo e, como escrevi há tempos num post, os seus braços já me abraçaram na imensidão da blogsfera.


Opsss....penso que eram só 5, mas vamos fingir que eu não sei contar, ok?

Há muitos mais blogues que adoro e pessoas que tenho descoberto por aqui e que são maravilhosas, cujas palavras me enchem o coração e que me fazem sorrir, às vezes mesmo em momentos menos bons...por isso, embora destaque estes blogues, o prémio vai muito além deles.


Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

16 de outubro de 2009

Desabafos


Ainda há pouco cheguei de umas férias maravilhosas e relaxantes e já estou num ritmo alucinante, que mal me permite ter tempo para respirar. Por isso, agradecem-se todos os conselhos que me ajudem a gerir o excesso de trabalho, as aulas de mestrado e as suas naturais exigências (e ele são relatórios para aqui, investigação para ali, leituras obrigatórias e afins), a gestão da casa, o facto de chegar ao meu lar todos os dias depois das 22h, escrever no blog e acompanhar os meus blogs preferidos, as noites mal dormidas (quanto mais cansada me sinto, menos durmo), os fins-de-semana de arrumações e limpezas (acreditem ou não, ainda tenho as malas da viagem por desfazer), a família e os amigos e ainda arranjar um tempinho para ter vida própria. É que dava jeito, senão a minha vida fica assim para o chatinha e sem graça.


E os dias só têm 24h...não chega pois não? Estou oficialmente esfalfada :(...

14 de outubro de 2009

Tempos difíceis


E como não pode ser tudo sorrisos e maravilhas, agora estou a pão e água, que é como quem diz, a abusar da frutinha e a beber litros e litros de água, para compensar os exageros cometidos em terras africanas (a acumular a alguns anteriormente cometidos e que me fizeram ganhar uns Kg a mais). É que comi tanto, mas tanto, que pensei que quando saísse do avião vinha a rebolar até ao carro. Avizinham-se tempos difíceis, nos quais petit gateau's, chocolates, gelados, bolos, donut's e afins, só em sonhos! Sim, porque os meus sonhos parecem tão reais que, com um bocadinho de sorte, hoje sonho que estou a lambuzar-me toda com umas belas fatias do melhor bolo de chocolate do mundo. (Já me estou a babar só de pensar...)
(E o que eu me babei hoje a olhar para uma mousse de chocolate de aspecto maravilhoso no restaurantezinho onde almoçamos...)

Aqui ficam umas fotos, com cheirinho a Cabo Verde...

























Depois de uma semana complicada na mnha vida, vieram, finalmente, as tão desejadas e planeadas férias...
Cabo Verde é uma terra de contrastes: contrastes de gente, contrastes de sorrisos, de cores e cheiros, contrastes entre os vários elementos da natureza - o mar selvagem e as baías calmas, a terra plana e árida e as zonas vulcânicas e escuras, cidades pobres mas coloridas e hóteis de luxo, mas sem cor, os sabores africanos e os sabores sem sabor, demasiado turísticos. Da ilha que visitei, a Ilha do Sal, destaco as pessoas, de uma simpatia humilde e sincera e sorriso fácil. Destaco ainda a alegria contagiante que se sente nos sorrisos, na música, nas conversas.
Não nos ficámos pelo hotel - daqueles que nos fornece tudo num espaço que se percorre a pé em 10 minutos - antes optámos por passear, conhecer a ilha e as suas gentes, conhecer as comidas sem 5 estrelas, regadas a cerveja Strela. Estivemos em zonas tão bonitas como a Buracona, onde se destacam as piscinas naturais e o olho de água (numa das fotos em cima), a cidade de Palmeiras, onde o artesanato é bem típico, a cidade de Santa Maria, embora muito agarrada e modificada pelos italianos (nada contra, mas os caboverdianos não parecem gostar muito deles), mas com uma praia fabulosa e o porto cheio de barcos. Estivemos em Espargos, a principal cidade da Ilha, onde se vive e se respira África. Nas Salinas, agora privatizadas por um italiano, mas onde podemos mergulhar e usufruir do efeito do sal no nosso corpo e flutuar. Estivemos na Terra Boa, zona de miragens e onde se vê o pouco verde da ilha. Comemos num restaurante simples, que mais parecia uma pequena casa humilde, mas que adorámos. Vimos a zona de preservação das tartarugas e acompanhámos o nascimento de umas quantas. E ainda apadrinhámos um ovinho que vai nascer lá para Dezembro e que se vai chamar Tobias, pois claro. Rimo-nos com portugueses, com polacos, com caboverdianos. Rimo-nos um com o outro.
Não foi o sítio mais bonito onde estive (ainda nenhum sítio no mundo bateu, para mim, a beleza incomparável e majestosa da Ilha de S. Miguel, nos Açores), mas foi um dos sítios onde eu fui muito, mas mesmo muito feliz.