31 de dezembro de 2009

Desejos de ano novo


E para o ano de 2010, o que posso eu desejar?
No ano passado, por esta altura, fiz uma lista mais ou menos extensa sobre quais seriam os meus desejos. Mas este ano, olhando para trás e pensando num futuro mais distante, vou ser um pouco mais egoísta e menos quantitativa - perdoem-me a centralidade sincera. Não vou desejar viagens, nem bens materiais, nem vou dissertar sobre a fome no mundo...

Assim,
Espero que o novo ano seja uma extensão de 2009 e que continue a ser feliz como até aqui e que consiga fazer felizes aqueles que me rodeiam. Desejo ainda uma saúde mais estável e menos visitinhas ao hospital, embora saiba que será difícil, uma vez mais...Rai's parta este corpo cheio de defeitos e avarias! Sei que sou, acima de tudo, muito privilegiada, por tudo o que tenho, por tudo o que vivo, por poder sorrir todos os dias, por isso, espero saber sempre valorizar cada dia da minha vida, cada pessoa à minha volta, cada momento vivido, cada sopro que dou.
E para todos vós, que seja um ano cheio de concretizações e de muita felicidade, não faltando ao típico desejo miss loura platinada (que eu não sou): mais paz no mundo e serenidade global - é que é do fundo do coração, mesmo...

30 de dezembro de 2009

No Natal, de presente, eis o que eu recebi:

O meu perfume de sempre, DKNY- é daquelas relações para a vida;
Um telemóvel novo, Nokia, as always, porque o meu estava prestes a morrer, a qualquer instante;

O perfume novo Marc Jacobs, que faz as minhas delícias nasais, embora ache o frasco simplesmente pavoroso;

- Uma carteira e uma mala da sisley;
- Roupa;
- O belo do pijaminha, que adoro receber por esta altura (mas que me fez descobrir que este belo corpinho já exige um tamanho M...);
- Livros;
- Dinheirinho, com o qual comprei um relógio mais que lindo, da DKNY;
E muitas coisinhas para a casa, lindas que só elas e todas compradas a pensar em mim - não é que são todas a minha cara? Quem me conhece, conhece-me mesmo bem ;)

Mas o mais importante foi por ter a possibilidade de o passar junto de todos os que amo, por termos partilhado este momento tão mágico e que privilegio tanto. Foram tantos os sorrisos sinceros, as brincadeiras divertidas, as gargalhadas sentidas, as músicas muito nossas cantadas em coro, embaladas pela guitarra acústica, os brindes extasiados como se não houvesse amanhã e tudo e tudo...Venham mais Natais assim!

E a minha noite vai ser assim...


Porque já vivi passagens de ano cheias de festa e de glamour e com dress code's bem exigentes, em discotecas da moda, por esse país fora, em grupos grandes e animados, cheios de serpentinas e fogo de artifício, flutes numa mão e doze passas a aguardar doze ansiosos e estudados pedidos, na outra, agora só quero é paz e descanso e uma noite calma, não mais importante que qualquer outra noite do ano. E por isso, a melhor passagem de ano de sempre vai ser onde? Aqui, pelo meu palácio, junto da pessoa que mais amo neste mundo, com os meus três gatos e com um grupo de amigos muito especiais, que enchem o meu coração e que adoro profundamente. Vai ser passada a usufruir de um maravilhoso jantar, acompanhado de boa música, bem regado a bons vinhos alentejanos e talvez uns shot's* (que o P. faz maravilhosamente bem) e cheia, mas mesmo cheia de sorrisos, gargalhadas e boa disposição. E...

Para todos vocês, que 2010 seja um ano cheio de sorrisos, de conquistas e de sonhos concretizados. E que sejam felizes e façam todos à vossa volta muitooo felizes.

*E se beber uns copinhos a mais, só preciso de encontrar o caminho para o quarto, ou, na pior das hipóteses, para o sofá ;)

28 de dezembro de 2009

Dúvida existencial:


O P. chamou-me espalhafatosa, mas no bom sentido...tudo porque optei por uns brincos mais sóbrios e discretos do que os habituais étnicos que tanto gosto e que, a meu ver, conjugam maravilhosamente bem com pulseiras que vou comprando nas minhas viagens e que são, francamente, muito mais a minha cara - embora goste de alguns conjuntos mais sóbrios, não são para todos os dias da minha vida.

A partir deste diálogo maravilhoso que mantivemos, imagino já que quando olha para mim apenas vê um monte de quinquilharia vistosa, qual árvore de natal dos anos 80, enquanto eu me sinto tão bem com este ou aquele conjuntinho de pulseira e brincos, ou colar e pulseira...eu que nem uso nunca as três coisas ao mesmo tempo e que opto sempre por tons prata ou cobre...E pergunto-me, desde esse dia: espalhafatoso tem algum sentido bom? É que a mim não me parece, mesmo nada...


E embora a Heidei Klum seja maravilhosa de todas as maneiras, nunca, jamais, saio à rua com tanta coisa em cima: ele é colares, ele é brincos, ele é anéis em cada dedo. Nunquinha - no máximo, dois tipos de acessórios e mais nada.

23 de dezembro de 2009

Porque...


...o Natal é muito mais do que uma época de troca desenfreada de prendas...O Natal é tempo de partilha, de momentos em família, de alegria contagiante. É tempo de parar e pensarmos nos que nos são próximos, mesmo que alguns estejam bem distantes e de aproveitarmos ao máximo cada momento com aqueles que amamos. É tempo de reflexão, de pensarmos no afortunados que somos por termos uma casa, uma família, por termos amigos a quem enviar sms e dar prendas e por termos comida na mesa e um cobertor quentinho que nos aconchega pela noite dentro. É tempo de darmos mais de nós, de sorrir e fazer sorrir deliciosa e alegremente os outros. É tempo de amar, de conversar, de abraçar e de brincar. É tempo de sermos crianças, de largarmos a idade e de nos sentarmos no chão a montar brinquedos, com um chapéu de pai natal na cabeça e um sorriso quente e feliz nos lábios, sem receio de figuras menos próprias para a idade. É tempo de comermos as filhoses e as azevias, o peru e o bacalhau, de brindarmos com vontade e de temos conversas longas e alegres à mesa. É tempo de recordar os que mais amamos e que a vida já levou, mas que permanecem vivos, eternamente, nos nossos corações. O Natal é todos os dias, basta querermos...Bom Natal para todos, hoje, amanhã e todos os dias da vossa vida, cheiooooo de sorrisos.

A todos os que comentaram e leram o post anterior, a minha menina está bem, dentro do possível, tendo-lhe sido diagnosticada epilepsia, pelo que tem que ser constantemente acompanhada. Obrigada pelo conforto das vossas palavras...:)

20 de dezembro de 2009

O amor por eles


Ainda há pouco tempo comentava, num blog vizinho, como compreendia o amor que a autora nutria pelos seus animais. Porque o compreendo. Porque o sinto também. Porque pode parecer estúpido aos olhos e compreensão de muitos, mas certamente não será aos olhos e coração de quem também os tem e com eles vive. Porque fazem parte de nós, da nossa vida, da nossa família, da nossa casa e dos nossos dias. Porque nos adoram incondicionalmente e todos os dias da sua vida nos dão pequenas e grandes provas disso. Por isso, neste momento e numa daquelas fases da nossa vida em que, se acreditássemos em bruxas tudo faria mais sentido, porque tudo corre menos bem, estou muito triste porque uma das minhas gatas teve hoje um ataque e, por instantes, eu e o P. pensámos que ela nos morria nas mãos. Foi horrível, foi assustador, foi imensamente triste assistir sem saber o que fazer. Tremi, chorei, solucei e conduzi com ela ao meu lado e o coração nas mãos. Neste momento, a mais assustada e nervosa das gatas está internada no hospital veterinário, com soro, numa jaula, com várias hipóteses na mesa, uma delas é epilepsia...Por isso hoje, estou num daqueles dias em que nem o facto de ser domingo e a vivência da época natalícia que eu tanto adoro, me anima. E eu, para este Natal, apenas a quero ao meu lado, na mantinha, a ronronar e a adorar-me com aqueles belos olhos verdes enormes...
Perdoem-me a ausência de comentários nos vossos blogues, mas as coisas aqui pelo Cantinho têm andado um pouco críticas...

16 de dezembro de 2009

Pai e mãe*:


Andei de mota em cima da ponte 25 de Abril, numa madrugada (sim, 07:00 da manhã é madrugada para mim, que nunca acordo antes das 09:00) de muito frio e coiso e tal. E estou bem. Embora tenha congelado alguns músculos faciais, dois ou três milhares de neurónios e os dedinhos das mãos. E ainda andei de comboio, autocarro e carro, tudo nesse mesmo dia. Faltou o barco e o avião. Para a próxima não me escapam.


*Todos os restantes, desculpem este post, mas os meus pais são meus leitores (pois, eu sei e a culpa é toda minha) e prefiro contar-lhes determinadas coisas por aqui, para terem tempo de pensar na coisa e para se lembrarem que tenho 31 anos e que sou dona de mim própria e não há nada a fazer e que nem ao meu maridinho lindo dou ouvidos e satisfações...=D - agora com licença que vou tirar o som do telemóvel para ter uma manhã bem calminha!

15 de dezembro de 2009

Post muito meu II

Obrigada a todos, pelos palavras e sorrisos partilhados. Eu cá, sorrio todos os dias da minha vida, mesmo quando dou aquelas quedazinhas chatas que não matam, não tiram bocado, mas abalam um pouco.
Ainda tenho um caminho a percorrer, mas que, com toda a certeza, será percorrido com determinação e muita, mas mesmo muita energia positiva.


Ps: Já vos disse que são os melhores leitores do mundo? É que são mesmo!

14 de dezembro de 2009

Post muito meu

No momento em que estas linhas são publicadas espero ter todas as razões do mundo para sorrir e nenhuma, mas mesmo nenhuma, para o contrário... - mais do que por mim, por todos os que me rodeiam...
Nota: por razões várias, hoje não haverá rubrica Pessoas Bonitas, a qual espero retomar muito em breve.

13 de dezembro de 2009

Para variar


E ontem foi dia de experimentar o Em Banho Manel, em Sintra - essa vila maravilhosa e mágica, mesmo com o frio de Inverno - restaurante que alia o estilo glamouroso a uma ementa cheia de requinte. Todos os pratos foram muito apreciados, mas eu adorei, particularmente, o risotto de bivalves assim como a tarte de chocolate e caramelo. Simplesmente de babar*. Diga-se de passagem, que todos os cuidados e restrições alimentícios foram ontem completa e alegremente ignorados. Não fosse a minha tosse horrível, que não me permite dormir e a voz de bagaço que se apoderou de mim nos últimos dias e teria sido o dia perfeito.
Fica a dica para quem procurar um restaurante com o ambiente ideal para um jantar romântico.
* E para quem possa pensar que os pratos requintados são parcos em quantidade, adianto já que vinham na dose certa, nem menos, nem mais. Que mania essa de que as travessas têm sempre que vir abarrotadas de comida e com a molhanga toda a pingar, numa confusão apoteótica de carne, batatas, arroz, salada e tudo a que temos direito, o que nos leva muitas vezes a comer mais do que o necessário...

11 de dezembro de 2009

Hoje vou ao teatro


E hoje, para começar em grande o fim-de-semana, segue-se um jantarzinho em Lisboa e uma peça de teatro. E o que eu gosto de ir ao teatro.

Bom fim-de-semana para todos, cheio de sorrisos e muitas mantinhas quentinhas e chazinho e filmes daqueles mesmo mesmo bons, como se quer!

(o meu, para variar, vai ser uma roda viva de almoços, visitas a amigos e jantares e compras de Natal...)

8 de dezembro de 2009

A unilateralidade das relações


As relações unilaterais são aquelas nas quais uma das pessoas vive a relação intensamente, como prioridade máxima, como se nada mais existisse, enquanto a outra, apenas está lá física e aparentemente, enquanto a mente vagueia por outros lugares e por outras necessidades, quase numa vivência relacional indiferente. São relações cujos laços estão demasiado frágeis e que a qualquer momento podem romper. Porque como tudo na vida, a reciprocidade no amor é fundamental para a qualidade e força do mesmo. E, normalmente, nestes casos, o que mais sofre é aquele que mais dá - consequentemente, aquele que menos recebe. Não quer dizer que o que mais recebe não sofra também, incapaz de mudar o que sente e o que vive.
Recebo imensos e-mails de pessoas que procuram algum apoio, alguma orientação e mesmo no dia-a-dia, em conversa com colegas, com amigas, com conhecidos, e confesso aqui, hoje e agora, que me custa assumir, nas minhas respostas, que não confio nessas relações, porque me parecem condenadas à partida, como uma flor, que precisa de água e de luz para sobreviver, mas que apenas recebe uma das duas - e o que acontece? Sofre em silêncio, murcha e morre amarguradamente. Custa-me assumir, pelo que tento, de forma quase dissimulada, passar aquilo que é para mim fulcral em qualquer relação na vida: em primeiro lugar temos que nos amar a nós próprios, temos que nos respeitar, temos que conhecer os nossos limites e as nossas necessidades e temos, acima de tudo, que ter a capacidade de analisar se o que estamos a viver nos faz felizes, como desejamos, como merecemos ser. Quer sejamos o laço mais empenhado na relação, quer sejamos o laço indiferente. Porque me parece que a maior parte das pessoas acaba por se acomodar, por se habituar, por se manter numa relação, porque mais vale ter alguém a aquecer os pés à noite, debaixo dos lençóis, do que não ter ninguém. A maior parte das pessoas não se assume como feliz, mas também não é capaz de lutar por essa mesma felicidade, por medo, por receio, como se não merecesse ser feliz, ou a felicidade fosse algo inatingível e ficcional que apenas existe nos livros e nos filmes românticos. E porque às vezes o amor está lá, mas falta tudo o resto, falta esse sentimento tão mágico e inspirador, que nos faz ansiar e sorrir. Mas, para o sentirmos, temos que saber amar, saber dar, saber ler os sinais que nos são transmitidos pelo outro, temos que saber ser empáticos e, acima de tudo, honestos, connosco e com os outros. E nas relações, quando damos, esperamos sempre receber algo, com a mesma qualidade e veemência. Sim, somos interesseiros a este ponto, não há como negá-lo, mas porque esta troca de afectos, de amor, de carinho e de intensidade assegura a qualidade do que estamos a viver e nos permite ser felizes e fazer os outros felizes. Porque quanto mais felizes nos sentimos, mais capazes somos de fazer os outros à nossa volta felizes também. Temos é que fazer por isso e não esperar que a felicidade nos bata à porta.
E podemos, sim, ser muito felizes mesmo sozinhos. Porque há tantas outras coisas que podem contribuir para issso e que variam consoante cada um: a família, os amigos, o sucesso no trabalho e/ou nos estudos, as viagens, o campo, os animais, ando so on, and so on. Mas é preciso saber ser e aceitar essa felicidade.
Eu? Sim, sou, mas faço por isso, todos os dias da minha vida. E quando me sinto mais triste, menos forte, mais carente, em vez de chorar qual princesa frágil e abandonada, faço por alcançar esse ponto de felicidade outra vez. Porque com os gestos mais simples, com as conquistas do dia-a-dia, com vontade, tudo o que queremos é alcançável.

Nota: poderia ter levado este texto para questões mais relacionadas com comportamentos típicos associados ao género, mas isso fica para outro post ;)

7 de dezembro de 2009

Ajuda


Alguém me explica porque razão, no meu blog, aparece um número de comentários associados a um post, quando na verdade o número é outro? Já o detectei em pelo menos, dois post's e num deles até era capaz de jurar que me desapareceram comentários, vários mesmo. :( Não que ligue ao número, mas cada um dos vossos comentários é único e especial para mim e um desses posts foi dos mais íntimos e importantes que escrevi no últimos tempos, por isso, cada palavra foi como um bálsamo de energia. E eu quero esse bálsamo de volta!

Assim não senhor gestor do blogspot, assim não! - ler isto em tom de ameaça, imaginando-me de mão na anca e dedo bem espetado, sff!

Adenda: acho que o gestor me "ouviu - já voltou tudo ao normal - de 6 comentários, mostrava 37, quando na verdade eram 44 - está tudo lá. Baralhado, o gajo!


Pessoas bonitas #5

A beleza desta rubrica (falta de humildade minha!) é que me têm chegado e-mails maravilhosos, uns de pessoas bem conhecidas de todos nós, outras nem tanto, mas que nem por isso são menos bonitas.
Hoje deixo-vos o e-mail da M., que nos conta a maravilhosa história do seu tio-avô, que não teve a felicidade de conhecer, mas sobre o qual existem relatos fabulosos. Obrigada M., pela partilha - não mexi numa única vírgula no que escreveste ;)

Conheces a personagem do Dr. João Semana d’ “As pupilas do senhor Reitor”? Vou contar-te a história do meu tio-avô, que, infelizmente, não tive o prazer de conhecer e que retrata na perfeição o que Júlio Dinis pretendeu escrever.

Mário Armando Braga Temido nasceu na freguesia de S. Bartolomeu, em Coimbra, a 3 de Dezembro de 1914 e faleceu a 3 de Outubro de 1980, também em Coimbra. Licenciou-se em Medicina, na Universidade de Coimbra, em 1939, e doutorou-se em Medicina Tropical, na Universidade de Lisboa, na vertente da Malariologia. Ao longo da vida publicou os seguintes livros: “Problemas de Sezonismo” (a sua tese de doutoramento), “Os factores adjuvantes da Endemia e Sezomáticas nas Beiras”, “Da influência do Sezonismo na colonização da Guiné”, “As Tripanossomias na Guiné, Angola e Moçambique”.
A 16 de Junho de 2009 foi inaugurada a nova Biblioteca Escolar da Escola Básica Integrada de Pereira do Campo, biblioteca esta que tem como patrono Mário Temido. Quando fala daquele que muitas vezes foi comparado ao Dr. João Semana, Manuel Leitão da Cruz, professor da supracitada escola, recorda “… um médico já falecido, que exerceu o seu trabalho em Pereira [concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra], muito bondoso e compreensivo para com as pessoas de Pereira, a quem realizava consultas sem levar dinheiro e oferecendo-lhes os medicamentos”. Conta-se que quando as pessoas precisavam dos seus serviços colocavam uma cadeira à porta com um pano vermelho para que, quando passasse, soubesse que havia um doente para visitar. Acontecia, também, ser, muitas vezes, chamado durante a noite para prestar apoio aos enfermos, rumando imediatamente a Pereira com a companhia da sua esposa, D. Maria de Lurdes. Embora não solicitasse qualquer forma de pagamento, as pessoas com mais posses davam-lhe uma avença anual, geralmente, um alqueire de milho.
Para além da medicina, Mário Temido também se dedicou ao teatro, ensaiando muitas peças, algumas das quais apresentadas na vila. Homem da cultura, permanece também ligado a “O Despertar”, jornal em que colaborou durante décadas, onde assinava com o pseudónimo de Jorge Montes Claros. Enquanto era estudante, esteve ligado às mais diversas entidades e colectividades, tendo sido: director do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra (1935-36), presidente da Assembleia Geral da Associação Académica de Coimbra (1935-36), presidente da Assembleia Geral do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra (1936-37), colaborador do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) e da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, presidente do TEUC (1938), presidente da Assembleia Geral do Ateneu de Coimbra e presidente da Junta de Freguesia da Sé Nova.
Mário Temido desenvolveu, ainda, todo um trabalho de luta e resistência contra a política do Estado Novo. “Foi democrata. Lutou pela emancipação do povo. Sofreu. Esteve preso. Foi terrivelmente perseguido”, recorda Manuel Bontempo, colaborador de “O Despertar”.

Este texto foi escrito não só a partir de relatos de familiares meus que com ele privaram mas também a partir de uma notícia publicada no jornal "O Despertar". Para mim, e não é por ser meu tio-avô, este é um bom exemplo de uma pessoa bonita.

Um beijinho e muitos parabéns por esta rubrica,
M

6 de dezembro de 2009

06/12/2002


Há 7 anos atrás tomei uma decisão daquelas, aparentemente pequena, mas que iria mudar para sempre a minha vida e a tua também. Porque aceitei um convite, aceitei conhecer-te melhor, aceitei que o que realmente sentia por ti guiasse cada momento, porque me deixei levar pela espontaneidade e ainda bem que o fiz. Porque sempre achei que no amor me devia deixar guiar pelo coração, foi ele que guiou o que vivemos há sete anos atrás e é ele que comanda a forma como vivo a nossa relação, dia após dia.

Ainda me lembro do nervoso que sentia, das borboletas que tomaram conta de mim e do meu estômago, incapaz de pedir alimento, dominado pelas incertezas e pelos receios, mas sobretudo por esse sentimento deliciosamente arrebatador que é a paixão. E sete anos depois, aqui estou eu, mais feliz do que nunca, mesmo depois de termos passado por muitos momentos, muitos acontecimentos, bons, maravilhosos e menos bons, porque é o conjunto de todos que compõem uma relação a dois e que fazem a nossa história, a mais bela história de amor. E mesmo nos momentos menos bons, naqueles em que tu és de Marte e eu sou de Vénus e não conseguimos falar a mesma língua, amo-te com toda a força e sentimento, de uma forma que as palavras não chegam para descrever, porque são demasiado simples em significado.

Sei que fiz algumas coisas menos bem...mas se voltasse atrás, faria tudo igual, porque nos trouxe o dia de hoje e porque me trouxe o amor da minha vida e porque me sinto, todos os dias da minha vida, completa e perdidamente apaixonada por ti. E porque as borboletas permanecem dentro de mim, sei que muitos mais anos de sorrisos e partilhas, de união e companheirismo, de lágrimas e alegrias, se seguirão...Porque tu és a melhor parte de mim...



5 de dezembro de 2009

Lembram-se?

Lembram-se da história da tartaruga que apadrinhámos em Cabo Verde e que partilhei aqui? Acabei de receber um e-mail - já nasceu, entre muitas outras- aquilo é às dezenas, um espectáculo! Chama-se Tobias (claro), e foi devolvida ao seu habitat natural. A organização que trabalha na sua protecção e preservação é a www.sostartarugas.org, também disponível em http://turtlesoscaboverde.blogspot.com/. Se gostam de animais e gostavam de fazer algo por eles, contribuam. Elas agradecem e eu também.
Seguem-se umas fotos, quanto a mim, aboslutamente deliciosas, de tartarugas bebés numa pequena/grande demanda pela vida*:

* E devo acrescentar que vê-las nascer é uma pequena maravilha da natureza, à qual tive oportunidade de assistir em Cabo Verde.

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos - o meu tem sido cheio de água e não, não é a da chuva - depois explico!