29 de janeiro de 2010

Vícios #3


Fins-de-semana! Quem não os adora? Quem não precisa deles? Quem não aproveita dois diazinhos de puro lazer (com algumas obrigações à mistura, pois claro - cheguei à conclusão que fins-de-semana a sério, mesmo a sério, só depois de acabar o mestrado - razão pela qual vou estando tão ausente deste e dos vossos cantinhos)? Quem não gosta de poder dormir sem o peso do despertador? Quem é que não aproveita para por os encontros em dia, os telefonemas aos amigos, os almoços com o sol como convidado especial e o mar como pano de fundo? * Resta-me contar as horas e minutos para chegar o fim do dia, esse momento tão almejado!

Bom fim-de-semana para vocês, cheinho de sorrisos e tudo e tudo e tudo!

** OK, ok, quem trabalha ao fim-de-semana, pois claro. Mas mesmo esses têm os seus momentos em qualquer outro dia da semana!

26 de janeiro de 2010

Não custa nada...e pode dar tanto

Já há uns bons meses atrás apelei à generosidade de cada pessoa que possa ler este blogue e alertei para a necessidade de todos os que têm condições físicas para o efeito, se tornarem doadores de medula óssea - não custa nada e pode ajudar e muito, quem mais precisa. Neste momento e porque corre pelo facebook o grupo Ajudar o Afonso (e também por aqui), que com apenas seis anos já trava esta batalha monumental assim como tantas outras crianças, jovens e adultos, fica o apelo de uma doadora já há mais de 4 anos - para mais informações leiam tudo sobre a doação de medula aqui. Divulguem nos vossos blogues e pelos vossos contactos de e-mail. Porque um pequeno gesto pode fazer toda a diferença e cada um de nós pode ter a oportunidade de salvar uma vida...mesmo que indirectamente.

20 de janeiro de 2010

Vícios #2


A minha primeira experiência com sushi foi péssima. Ainda antes de namorar com o P., há uns belos anos atrás, fomos os dois, ignorantes na matéria até mais não, a um belo restaurante em Lisboa. E sem percebermos nada do assunto, só comemos coisas esquisitas e achámos que era para não repetir. Mas há uns 4 anos atrás, uma amiga* levou-me a um restaurante maravilhoso no Porto, mais concretamente na zona da Boavista e foi ali, sentada ao balcão, enquanto os meus olhos se deliciavam com pratos artísticos e coloridos, que a minha boca se encantou pelos maravilhosos sabores desta iguaria. E desde então sou fã. Tão fã que sou pessoa para comer sushi todas as semanas...e já descobri excelentes restaurantes em Lisboa (e fui pedida em casamento num deles...) e, recentemente, até por aqui, bem pertinho da minha casa, tão perto que dá perfeitamente para ir a pé. Tenho cá para mim que rápido rápido me vou tornar a melhor cliente da casa, com direito a oferta de licor e sake ;)
*Obrigada Nani!

17 de janeiro de 2010

A vida dos outros

Ontem o serão foi bem calminho e, entre cobertores, vinho tinto e gatos, vimos este filme - em Inglês The life of others não conseguimos legendas em português, porque me parece que, tal como muito do cinema europeu, passou ao lado -que nos mostra a Alemanha dos anos 80, antes e após a queda do muro de Berlim, esse momento que na altura, no alto dos meus 11 aninhos me emocionou, mesmo sem perceber toda a dimensão que o acontecimento em si encerrava. Aconselho a quem, como eu, gosta de cinema europeu, sem os exageros hollywodescos, sem velocidades vertiginosas e sem clichés exagerados e cansativos, ou cenas altamente dispensáveis e impossíveis. Tocou-me...

16 de janeiro de 2010

No silêncio da noite



Tenho cá para mim que tal como eu ouço os meus vizinhos (já com alguma idade), a espirrar, a tossir, a atender o telefone ou o telemóvel, a conversar, a discutir, a abrir e fechar o roupeiro, a ressonar e a darem voltas na cama durante a noite (felizmente ainda não me apercebi de nenhum outro tipo de actividade), eles também ouvem tudinho o que acontece no meu quarto...MEDOOOO de me cruzar com eles no elevador...É que eu tusso mesmo muito e às vezes ressono e espirro e coiso...

É que, ainda por cima, são os únicos decentes, simpáticos e aparentemente não loucos, que vivem no nosso prédio)

15 de janeiro de 2010

Os senhores que passeiam cães na minha rua não lêem o blogue, mas se lessem, a mensagem seria mais ou menos esta:

Então é assim:
Espertos como só vocês, vêm passear o cãozinho para a minha rua. Muito concretamente para a minha porta e para todo o passeio circundante. Acho muito bem, muito correcto. Amante de animais como só eu e defensora acérrima dos seus direitos, respeito na integra a necessidade de, duas vezes por dia, pelo menos, porem o bichinho a evacuar, seja líquido, ou sólido, ou ambos, muitas vezes num amontoado quase perfeito, que mais parece uma pirâmide com um laguinho à volta. E acho maravilhoso que, quer faça frio, quer chova, quer esteja um calor abrasador, às 07 da matina, ou às 11 da noite, lá vão vocês, fiéis aos vossos amigos de 4 patas. A sério que sim. Agora o que eu acho péssimo, diria mesmo, horroroso, uma falta de civismo tremenda, é que se estejam perfeitamente a marimbar para o facto de, na nossa cidade e bem perto da minha porta, por sinal, haverem espaços dedicados a esta actividade canina. Mais ainda, caso os três passinhos a mais que têm que dar sejam esforço a mais, que não consigam essa proeza mentalmente exigente que é guardar um saquinho de plástico no bolso e apanhar tudo o que é possível apanhar após o acto em si. Não custa muito, penso eu, que mudo as pedras a três gatos e que nunca perdi um dedinho ou a pose por causa disso (e acreditem que o xixi de gato de tão forte e mal-cheiroso que é, quase dá cabo de mim e faz-me alergia). É que digo-vos, sair de casa, de manhã cedo, de salto alto, toda arranjadinha e começar o dia com um pé a chafurdar na merdoca que o vosso cão fez não é de todo agradável, mas, pior ainda, é regressar a casa, depois de um dia daqueles, à noite, toda molhada, cansada, a pensar no que vou fazer para o jantar e, distraída, levar a porcaria que mina a rua para casa - é que é hall de entrada do prédio, é tapete do prédio, é tapete de casa (ca nojo) e se não tiver a sorte de morrer com o cheiro nauseabundo e me aperceber a tempo do desastre, ainda arrisco a levar a merdoca toda para dentro de casa e sujar os meus lindos tapetes e o meu chão de madeira antigo, lindo e maravilhoso e brilhante. O P. até já teve a infelicidade de, numa noite bem escura, deixar cair o cachecol no chão e, ingenuamente, apanhá-lo e colocá-lo novamente ao pescoço e se já se estão a arrepiar neste momento têm razões para isso porque sim, caiu em cima de porcaria e estava todo nojento. Blachhh. Até me custa lembrar. Coitadinho, foi P., foi roupa, foi tudo para lavar. Não se faz. Tenham dó. Os cães não têm culpa de terem donos tão parvinhos, badalhocos e egoístas como vocês. Mas eu também não.


PS: e se dizem que dá dinheiro, é tudo uma grande mentira, senão, a esta hora eu e o P. já tínhamos ganho o euromilhões...duas vezes...

PS 2: não pus imagens neste post, por razões mais que óbvias...

Vícios #1


E para combater as minhas terríveis insónias e ainda me deliciar com uma bebida deliciosamente quente e de sabor docemente viciante (felizmente esta menina não vive só de capuccino e scone's), aqui fica a minha sugestão: Emperor's dream, da rituals, um chá puro, sem aroma nem sabores artificiais e isento de teína, perfeito para tomar à noite (e ideal para aqueles que, como eu, ficam a noite inteira a olhar o escuro, depois de um mísero cafezinho às cinco da tarde). É que aquece o corpo e a mente...


14 de janeiro de 2010

Destino


Acredito no destino. A sério que sim. Acredito que o universo conspira para vivermos determinados acontecimentos e para nos cruzarmos com determinadas pessoas. Perdoem-me o romantismo incurável, mas é assim que penso. Acredito que nascemos já destinados àquela pessoa, ou pessoas. Quer sejam amigos, namorados, conhecidos, colegas de trabalho, numa simbiose quase perfeita que faz de nós aquilo que somos. Mesmo aquelas pessoas que nos marcam pela negativa e que nos fizeram sofrer, estão destinadas a nós, porque são muitas vezes quem nos obriga a aprender e a crescer, embora, naturalmente, só o consigamos admitir quando a distância se interpõe entre nós. Acredito no poder das pequenas decisões que tomamos na nossa vida e na forma como elas têm impacto no futuro e em grandes momentos que vivemos. É por isso que, ao olhar para trás, por mais que me sentisse tentada a mudar algo, jamais o faria, por saber que levaria mais tempo a encontrar o meu destino, embora com a certeza de que o encontraria. A minha prova de que o destino existe prende-se com o facto de eu e o P. nos termos cruzado, sem sabermos, em algumas alturas da nossa vida - em pequeno ele vinha para casa de uma prima da mãe, bem pertinho da minha casa (e vem de uma cidade completamente diferente), andámos juntos na mesma faculdade (mãozinha do destino que me fez tomar a decisão acertada, porque estive quase quase a ir para uma outra, privada, conceituada, na qual entrei também) e por ter frequentado esta faculdade tive um percurso académico que me levou a estagiar em determinado organismo público onde, um mês depois, chegou o P. E foi aí que nos conhecemos e nos apaixonámos. A minha amiga A. é outra prova na minha vida, da força e determinação do destino: morámos parte da nossa vida na mesma cidade, não muito longe uma da outra, estudámos a mesma área, embora em faculdades diferentes. A A. foi a uma entrevista para emprego na consultora onde eu trabalhava na altura, mas não aceitou a proposta. Anos depois eu fui a uma entrevista no Centro de Formação onde ela trabalhava e eu não aceitei a proposta. Um ano depois começámos a trabalhar juntas e hoje somos inseparáveis. É como se a conhecesse desde sempre. E estes são apenas dois exemplos que me fazem acreditar que o destino toma conta de nós, que nos faz dar voltas e voltas teimosamente até encontrarmos o que nos é destinado...e é bom poder acreditar nisso, não sem termos consciência de que não devemos esperar por ele, mas encontrar cada momento que temos que viver, cada obstáculo que temos que ultrapassar e cada queda que temos que dar...

12 de janeiro de 2010

Sai um scone quentinho por favor

Eu bem tento educar-me a nível alimentar, bem me esforço para me cingir aos alimentos saudáveis: sopas light, saladas variadas, frutinha da boa, grelhados e cozidos, cereais com aspecto de comida de coelho e mais não sei o quê. E não é por uma questão de dietas - que nunca fiz uma na vida e não é agora, apesar dos 3 kg, a mais que o habitual, que vou fazer. Sinto-me bem com o meu corpo, sinto-me bem comigo - mas por uma questão de eliminar maus hábitos alimentares que fui ganhando aos poucos, nos últimos anos (o casamento tem destas coisas: passamos a ter refrigerantes e acepipes e petisquinhos e gordurinhas a chamar-nos de dentro do frigorífico a toda a hora). Mas, recentemente, descobri que o cafezinho maravilhoso onde costumo lanchar (quase) todos os dias, tem scones, quentinhos, maravilhosos, com manteiga a escorrer e docinho e um capuccino de babar, cheinho de canela, como se quer e natas de fazer regozijar o espacinho entre o meu nariz e a minha boca...e agora não consigo evitar que me apeteça um destes, todos os dias, no sítio do costume, sempre à mesma hora...Oh Godddddd! Sou fraca, fraca, fraca! Mas naquele momento, de quase orgasmo alimentar, sou tão feliz...!

11 de janeiro de 2010

Haja paciência...

Pl'Amor da Santa, haja paciência para notícias como esta:

Há conservadores dos registos civis que admitem alegar objecção de consciência para recusar a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

«Já ouvi colegas perguntar se poderiam recusar-se a fazer este tipo de casamento», afirmou ao Diário de Notícias um funcionário de uma conservatória, que preferiu manter-se no anonimato.

Uma questão para a qual o responsável jurídico da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (FNSFP), Paulo Taborda, tem resposta clara: «o dever dos conservadores é cumprir a lei».

«Esta não é uma questão para pedir objecção de consciência, porque é um acto puramente administrativo», esclareceu, em declarações ao mesmo jornal.

É que só faltava esta. Imaginemos cada um de nós alegar objecção de consciência perante cada caso que nos vem parar às mãos. Eu, que já entrevistei desde toxicodependentes, a perfeitos maluquinhos, a tarados e sabe-se lá mais o quê, porque eles não me contam tudo e que nem por isso deixo de fazer bem o meu trabalho, aquilo que é a minha responsabilidade e a trabalhar em prol do direito que essa pessoa tem de ser bem atendida e bem orientada. E não estou ali para julgar ninguém, com base nos meus próprios valores, antes para fazer bem o que me é exigido. Imaginemos um médico a negar o atendimento a uma pessoa por não concordar com a sua orientação religiosa, ou um advogado a recusar defender uma pessoa por ser de outro partido político. A sério que não consigo perceber, em pleno século XXI, como é que ainda temos estas discussões e estes comportamentos...

9 de janeiro de 2010

A minha opinião


Sim ao casamento entre duas pessoas que se amam;
Sim à adopção por parte de duas pessoas que têm muito amor para dar*...

É só a minha opinião...

* Quanto a este assunto, ainda mais polémico, acho que qualquer pessoa que queira adoptar tem que ser devidamente analisada e acompanhada, independentemente da sua etnia, religião ou orientação sexual...Porque nenhum destes indicadores por si, poderá ser decisivo na adopção...

8 de janeiro de 2010

Sai um fim-de-semana a sério, por favor...


Esperei tanto, mas tanto por este fim-de-semana, depois de uma semana exaustiva até mais não, daquelas que parecem nunca mais chegar ao fim: ele foi reuniões, ele foi entrevistas como se não houvesse amanhã, ele foi relatórios e trabalhinhos burocráticos chatos, mas necessários - que agora, só de pensar no que me espera, concretamente a casa todinha para aspirar, limpar e arrumar, as trinta e três máquinas de roupa para por lavar, depois desta chuva horrorosa que se fez sentir nos últimos tempos, estender e apanhar as mesmas antes da chuva esperada no domingo, visitas à família materna e paterna e um milhão de livros para ler (daqueles tão interessantes que dou comigo a desejar trocar por um filmezinho do Manuel de Oliveira - outros são interessantes, mas esses lêem-se num instante) e um relatório para fazer para o mestrado que só tem ainda 4 míseras páginas e mal estruturadas, para entregar já no mês que vem, que quase me apetece que chegue já já a segunda-feira...

Amizade à primeira vista


Fala-se, desde sempre, do amor à primeira vista. Discutem-se teorias, verdades alienadas e mentiras rebuscadas, hipóteses e realidades, misturadas numa confusão de sentimentos dispersos que só quem já o viveu sabe definir. Mas nunca se fala em amizade à primeira vista. Aquela amizade que se inicia com uma empatia imediata e quase estende para a vida, para qualquer momento. Aquela amizade cujo clique se faz nos primeiros contactos e que se torna forte e resistente, contra ventos e tempestades e que nem a distância mais longínqua pode abalar. Aquela amizade que se constrói só porque sim, porque aquela pessoa está destinada a fazer parte da nossa vida e entra no nosso coração porque a escolhemos e porque ela nos escolheu a nós, numa comunhão perfeita e inabalável. Não podemos dizer, claro, que ficamos amigos logo no primeiro contacto, mas sim que, logo ali, se estabeleceu a ponte para uma amizade eterna. Eu já o vivi três vezes – três amigas, umas mais perto, outras mais distantes, que, para mim, irão sempre fazer parte de mim, da minha história de vida. Três amigas que adoro e que são minhas parentes de coração. Por isso hoje, este post é para elas, mesmo sabendo que podem não o ler.

7 de janeiro de 2010

Manias...


E porque uma mania pode, muitas vezes, ser defeito, é-o também, frequentemente, algo que nos demarca dos demais e que mostra a nossa essência, o nosso verdadeiro eu, podendo mesmo ser uma das nossas melhores qualidades. Por isso, desafiada pela minha doce Art*zinha, aqui ficam as minhas repostas ao desafio sobre Manias...- e se eu sou uma menina de manias...
Então vamos lá a ver...

1.ª ''Mania'' - mexer no cabelo - é que é uma coisa por demais, sobretudo quando estou mais stressada e então se tiver nós nos cabelos é o delírio;
2.ª ''Mania'' - chamar a atenção e tentar fazer festas a todos os gatos (atenção - gatos=felinos, suas mentes perversas) com que me cruzo na rua. Não consigo resistir-lhes;
3.ª ''Mania'' - sapatos...eu sei, é fútil até mais não, mas é a realidade. Não me consigo fartar de namorar e comprar sapatos, sobretudo de salto alto. Adoro de Verão, de Inverno, para (quase) todas as ocasiões. E ainda acrescento, ao nível da futilidade, nunca sair de casa de cara totalmente lavada, sem maquilhagem - tenho que colocar, no mínimo dos mínimos, rímel e gloss;
4.ª ''Mania'' - reciclar tudo o que é possível reciclar. Não me peçam para colocar uma embalagem no lixo orgânico, porque me dói tanto como mandar um papel para o chão! Não, não, não!Assim como não consigo arrancar flores, qual Ideafix sofredor quando vê uma árvore a perder a vida (fico realmente triste quando vejo, nas grandes cidades, árvores, por vezes centenárias, a serem arrancadas para aumentares as estradas ou para a passagem de metro de superfície);
5.ª ''Mania'' - dizer o que penso e o que sinto. Sobretudo quando as coisas me magoam ou não correm bem. Já me dei bem e já me dei bem mal, mas dificilmente consigo mudar. Quanto muito, consigo ser mais serena na forma como o faço.

Gostava de poder afirmar que só tenho estas manias, mas, são às centenas, carradas e carradas delas, umas tão chatinhas que se não fosse eu própria, zangava-me comigo, mas como o desafio só pede 5, eu obedeci!
REGRAS: hum...como sempre, vou-me escapar a esta parte. Deixo-vos à vontade para responderem, ou não ;)

6 de janeiro de 2010

Quase posso afirmar que tenho um caso...

Nestes dias em que o frio mais se faz sentir, sobretudo pela manhã, na hora exacta de levantar o rabiosque da caminha, não sei se hei-de benzer os meus ricos lençóis polares que me mantêm quentinha e confortável até mais não (tenho cá para mim que durmo a noite toda de sorriso parvo estampado no rosto), ou se hei-de maldizer os meus ricos lençóis polares que me impedem de sair da cama assim que o despertador toca, e ao segundo toque…e ao terceiro. É que todos os dias sabe a tortura, daquelas dolorosas e insuportáveis e ali fico eu, a adiar o acto, até ao último momento aceitável e mesmo aí, o meu corpo vacila entre calçar as pantufas e correr para a banheira ou arranjar uma desculpa qualquer, mais do que esfarrapada e chegar atrasada. E depois só penso neles enquanto ando pela casa a arranjar-me e no momento em que saio da banheira (ai, custa tanto) e quando estou no trabalho e o café manhoso que tomo todos os dias ainda não surtiu efeito. E quando chego a casa, depois de um longo dia e de um banho bem cheiroso e a ferver, só penso em enroscar-me neles outra vez e em ser feliz, naquele cantinho delicioso e quente...

5 de janeiro de 2010

Conversas: de avó para neta


Diz-me a minha avó, voz entrecortada, quase misteriosa, no alto dos seus 79 anos e por trás dos óculos pesados com as décadas que lhe corroem os ossos:
- Ai filha, aquele rapaz do anúncio do café e daquela bebida...ai, ele é tão, não sei... é charrrrmosoooooo...Não é? - quase que juro que ouvi um ronronar enquanto um arrepio lhe correu pela espinha, naquele breve instante em que desejou ter menos 10 anos (há anos que a minha avó acha que, com menos 10 anos, seja qual for a sua idade, tudo é possível e nenhum homem resistiria aos seus cabelos louros - agora pintados, mas outrora naturais - e olhos azuis cristalinos). E eu rio-me deliciada com o seu espírito jovem e embalada na sua boa-disposição característica, que as rugas não conseguem disfarçar e concordo - o Geoge Clooney é mesmo qualquer coisa, seja para que idade for ;)

4 de janeiro de 2010

Gerir


Gerir o tempo é, neste momento da minha vida, uma das minhas grandes dificuldades, mas também uma das minhas prioridades: entre casa, trabalho, mestrado, consultas e mais consultas, marido, família, amigos e eu própria...Por isso há que geri-lo de forma sensata e tentar arranjar tempo onde ele mais parece escassear ou mesmo, onde é mais desaproveitado. É por isso que, nos últimos tempos, alguns dos livros que tenho que ler para o mestrado variam entre a minha mesa de cabeceira e o tampo do cesto de roupa para lavar na casa-de-banho - há que aproveitar todos os momentos e torná-los úteis. Outros andam sempre pela minha mala (malona, portanto, onde há sempre um caderninho para notas, esferográficas e canetas de cor, para sublinhar) na expectativa de um tempinho que seja para lhes pegar (até nos momentos que antecedem os jantares de família), ou nos almoços e lanches, por vezes solitários no café mais perto do trabalho. E todos os momentos (excepto este em que escrevo estas linhas) são muito bem aproveitados para escrever como se não houvesse amanhã. Não gostasse eu de o fazer (e entusiasmar-me com isso mesmo) e acho que já estaria mais do que arrependida de me ter metido no mestrado...