14 de janeiro de 2010

Destino


Acredito no destino. A sério que sim. Acredito que o universo conspira para vivermos determinados acontecimentos e para nos cruzarmos com determinadas pessoas. Perdoem-me o romantismo incurável, mas é assim que penso. Acredito que nascemos já destinados àquela pessoa, ou pessoas. Quer sejam amigos, namorados, conhecidos, colegas de trabalho, numa simbiose quase perfeita que faz de nós aquilo que somos. Mesmo aquelas pessoas que nos marcam pela negativa e que nos fizeram sofrer, estão destinadas a nós, porque são muitas vezes quem nos obriga a aprender e a crescer, embora, naturalmente, só o consigamos admitir quando a distância se interpõe entre nós. Acredito no poder das pequenas decisões que tomamos na nossa vida e na forma como elas têm impacto no futuro e em grandes momentos que vivemos. É por isso que, ao olhar para trás, por mais que me sentisse tentada a mudar algo, jamais o faria, por saber que levaria mais tempo a encontrar o meu destino, embora com a certeza de que o encontraria. A minha prova de que o destino existe prende-se com o facto de eu e o P. nos termos cruzado, sem sabermos, em algumas alturas da nossa vida - em pequeno ele vinha para casa de uma prima da mãe, bem pertinho da minha casa (e vem de uma cidade completamente diferente), andámos juntos na mesma faculdade (mãozinha do destino que me fez tomar a decisão acertada, porque estive quase quase a ir para uma outra, privada, conceituada, na qual entrei também) e por ter frequentado esta faculdade tive um percurso académico que me levou a estagiar em determinado organismo público onde, um mês depois, chegou o P. E foi aí que nos conhecemos e nos apaixonámos. A minha amiga A. é outra prova na minha vida, da força e determinação do destino: morámos parte da nossa vida na mesma cidade, não muito longe uma da outra, estudámos a mesma área, embora em faculdades diferentes. A A. foi a uma entrevista para emprego na consultora onde eu trabalhava na altura, mas não aceitou a proposta. Anos depois eu fui a uma entrevista no Centro de Formação onde ela trabalhava e eu não aceitei a proposta. Um ano depois começámos a trabalhar juntas e hoje somos inseparáveis. É como se a conhecesse desde sempre. E estes são apenas dois exemplos que me fazem acreditar que o destino toma conta de nós, que nos faz dar voltas e voltas teimosamente até encontrarmos o que nos é destinado...e é bom poder acreditar nisso, não sem termos consciência de que não devemos esperar por ele, mas encontrar cada momento que temos que viver, cada obstáculo que temos que ultrapassar e cada queda que temos que dar...

12 comentários:

  1. Eu também acredito. E acredito naquelas pessoas que estão destinadas a fazer parte da nossa vida. Bonito. :')

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  2. Olha, eu por um lado acredito no destino... Mas por outro também acho que se não gostarmos da forma como as coisas estão a correr,podemos mudá-lo... No entanto penso, se lutamos para o mudar e mudamos, então estava escrito no nosso destino que iamos mudar as coisas :) Será que me fiz entender? :)

    Bjx

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  3. Eu não sei se acredito... Mas gostei muito do post ;)

    Beijo

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  4. AMEI o post!

    É exactmente aquilo que digo e penso!

    Obra do acaso, ou do destino como o queiramos chamar, a minha best friend, é a esposa do meu ex-namorado(lisboeta), é também do Porto como Eu, mas conhecemo-nos cá em Lisboa. Na altura que me separei dele sofri bastante e questionei-me o porquê de ter namorado com Ele, se era para durar tão pouco tempo, mas hoje, ao olhar para trás, sei que jamais teria a vida que tenho hoje, se não tivessemos namorado os poucos meses que namoramos. Se Ele não tivesse aparecido naquela altura, Eu continuaria a odiar Lisboa, continuaria com o mesmo trabalho e não pensaria em morar em Lisboa. ... Hoje sou casada, feliz e moro em Lisboa. Ele há coisas...

    Não há coincidências!!!

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  5. Eu também acredito nisso tudo! Exactamente como o acabaste de descrever! :)

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  6. Eu acredito...acho que tudo esta "escrito"...
    tanto para o bem como para o mal...

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  7. Olá, boa tarde.
    Sou professora, pesquisadora e contadora de histórias.Vivo de blog em blog angariando leitores e tentando divulgar o meu pelo simples fato de perpetuar a história de meu país - tenho medo que ela seja engolida por toda essa globalização.
    Se gostar de meu esdpaço e achar minha proposta coerente, por favor SIGA-ME nesta luta por um mundo melhor.
    FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... está convidando para conhecer uma lenda bastante contemporânea - a do pássaro-cabeça-de-vento.
    É só clicar no link http://www.silnunesprof.blogspot.com que você chega até lá rapidamente.
    Gostaria que tivesse um pouquinho mais de paciência comigo, estou com alguns probleminhas para resolver: preciso de um novo exame de vista e de um monitor novo, o meu está meio embaçado, já tentei regular, mas o problema está com ele mesmo, tenho de comprar outro. E agora não me encontro em condições disso - só eu sei o sacrifício que faço para postar as histórias.
    Se já passei por aqui, mil perdões. Como disse, a falta dos meus óculos e esse monitor com problemas não me deixam enxergar direito.
    Que os bons ventos soprem a seu favor neste ano de 2010.
    A PAZ .
    Saudações Florestais !

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  8. oh meu deus! eu tambem acredito mesmo nisso!:o
    :D

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  9. Não gosto de coincidências, como sabes. Assustam-me, como sabes também. E este teu post assustou-me deveras, principalmente a frase "... o destino toma conta de nós, que nos faz dar voltas e voltas teimosamente até encontrarmos o que nos é destinado...". Continuo a fugir disto a sete pés, pois não pode ser tão elementar assim... Não pode.

    ;)

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  10. Eu juro que nem sou mto dessas coisas, mas tenho que concordar ctg. Há coisas que são inevitáveis: têm que acontecer...e n as controlamos.

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  11. Penso bastante nisso mas acho que acaba por acreditar mais em coincidências do que no destino. Porque o destino, no fundo, também é um bocadinho assustador. A impotência perante uma coisas já mais ou menos definida..

    Beijinho :) *

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