4 de março de 2010

Das relações e de mim...


Nas relações que vão surgindo na minha vida, quer sejam de amizade, de trabalho, ou outras, sou sempre muito cautelosa. Adopto a regra do "pare, escute e olhe", como que a proteger-me de um possível atropelamento repentino, daqueles que não afecta o corpo, mas sim a alma. Preciso de conhecer bem as pessoas que tenho à minha frente e preciso de algum tempo para isso. Evito deixar-me levar pelas primeiras impressões, porque acho que todos precisam de um tempo para se deixarem conhecer verdadeiramente. E dou segundas hipóteses às pessoas porque, por nada deste mundo consigo ser rancorosa e considero que perdoar é uma virtude. Quando era mais nova, mais imatura e menos conhecedora da vida e das pessoas, era uma menina de entrega imediata para todos os que fossem simpáticos, prestáveis e disponíveis para mim. Embora tímida e discreta, fazia amigos com facilidade e podia afirmar que tinha um grande leque repleto deles. E levei tantos, mas tantos pontapés por ser assim, por não ser pessoa de dizer não, por estar sempre lá quando precisavam, por confiar aberta e cegamente naqueles que considerava meus amigos, que mudei drasticamente, por exigências da vida. Era mais espontânea emocionalmente, dava-me a conhecer nos primeiros momentos e agora já não sou assim. Perdi a minha timidez característica, a minha ingenuidade apreciada por muitos, mas ganhei alguma sensatez que me permite analisar as pessoas e os contextos antes de me atirar de cabeça, impensadamente. E sou muito, mas mesmo muito transparente.
Hoje o leque de amigos está bem mais pequeno, porque não faço amizades com a mesma facilidade, mas as que faço são sem sombra de dúvida assentes em laços muito mais fortes e sinceros, laços inquebráveis - são amizades para a vida.


Claro que os pontapés que por vezes ainda levo, me custam muito mais agora do que quando era mais nova, por não os conseguir prever, mas com eles aprendo muito e preparo-me para o dia de amanhã...

9 comentários:

  1. Estou como tu!

    Cada vez mais cautelosa! *

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  2. Como te entendo querida Bê. Também levei e ainda levo alguns pontapés por confiar logo nas pessoas. O meu leque de amigos também é bem pequeno, mas são fantásticos, os melhores do mundo. Beijinho

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  3. Identifiquei-me muito com este texto... a verdade é que o tempo nos ensina que a calma e a reserva, por vezes são os melhores ingredientes para formar amizades sólidas! Dar a prenda, mas obrigar a abri-la muito devagarinho! ;)

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  4. os amigos são importantes pela qualidade e não pela quantidade, mas mesmo escolhidos a dedo ainda há os que nos surpreendem pela negativa... chama-se vida!

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  5. tb sinto o círculo de amigos mais pequeno mas muito mais valioso
    agora gostava de dizer que, como tu, já páro, escuto e olho mas não... continuo a acreditar que as pessoas são boas até provarem o contrário...

    não consigo evitar.
    isso e roer as unhas;)

    beijos

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  6. Curioso, querida Bê, nunca faço rascunhos de posts, mas fiz um (que nem sabia se iria ou não publicar) que era tão parecido, mas tão parecido com este, que até arrepia!

    É tão giro encontrar alguém assim e não a conhecer... :)


    Um dia publico... Quem sabe?

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  7. Parece-me uma óptima visão:) Beijinho, querida Bê!*

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  8. TEntar soltar o freio.. deixar acontecer

    as vezes faz bem


    "nossas relações são orgásticas, mesmo quando nos falta o sexo"

    Lelli

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  9. Eu nunca fui muito extrovertida quando não conhecia as pessoas, por isso no início tornava-se sempre mais difícil.

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