10 de março de 2010

Vida de solteira vs vida de casada #1 - conclusões


Ora bem, discussão lançada e as opiniões, naturalmente, dividem-se. Umas suportadas em bases científicas (mas haverá ciência aplicada às leis do coração?), outras na experiência pessoal. Na sua maioria, parece mudar para melhor, embora possa diminuir de frequência – não sei se concordo com esta questão estatística. Acho que não estamos a considerar todos os critérios. Quando somos solteiras e não vivemos com o nosso namorado, é natural que sempre que estamos com eles, arranjemos forma de o fazer. Vamos de férias e é a loucura, toma lá 5 por dia, para compensar o último mês em que apenas conseguimos qualquer coisinha no banco de trás do carro, nas traseiras do prédio dos pais, mas fomos interrompidos pelo vizinho a passear o cão. Apanhamos os pais fora de casa e vai uma rapidinha no quarto, durante a qual quase somos apanhados pelo irmão mais novo. Quando vivemos juntos, estamos todos os dias um com o outro e não o fazer todos os dias, não quer dizer que o façamos em menor número, no geral, quer dizer sim, que temos uma vida mais cheia, mais preenchida, mais ocupada e que privilegiamos também outros momentos com eles, que embora não nos proporcionem prazer fálico por si só, proporcionam muita satisfação a outros níveis. E deixamos as cinco rapidinhas diárias, que trocamos por um ou dois momentos mais calmos e de qualidade (não que as rapidinhas não sejam boas, mas todos os dias convenhamos que ninguém aguenta). E, como refere a Mulher a 1000/h (e eu não o teria escrito melhor) quando somos casados ou vivemos juntos: " temos sempre casa e à vontade para o fazer" - é bem verdade. Perdemos as restrições e alargamos o espaço de acção. É de manhã, à tarde e à noite, em qualquer divisão da casa e ainda temos todos os outros sítios onde fazíamos antes; "já sabemos como proporcionar maior prazer um ao outro" - sem sombra de dúvida. Porque no dia-a-dia aprendemos a conhecer o corpo do outro tão bem como o nosso e aprendemos também a dialogar, o que é fundamental para sexo de qualidade e para evitar más experiências; "o sexo com amor é pão com queijo e mel" - para mim é como um petit gateau com gelado de baunilha.Nhami nhami! E é algo que, pasme-se, não se perde com o tempo! Não me digam que a paixão tem os dias contados e que entramos na monotonia. Não é verdade e eu sou a prova viva disso. Há é que investir e ser criativo e imaginativo. Se as coisas estão mornas, nada como apimentar a relação: uma lingerie sexy e diferente, a recriação de uma fantasia, um jogo erótico, brinquedos, uma mensagem atrevida durante o dia, um telefonema erótico a relembrar o que lhe vamos fazer logo à noite, ou demonstrar a nossa vontade em momentos imprevisíveis e um sem número de outras coisas que dependem única e simplesmente de nós. Nada melhor do que seduzir a pessoa por quem estamos apaixonados, todos os dias da nossa vida. E, por último"podemos fazê-lo muito mais vezes e sabemos e confiamos plenamente na pessoa com quem o fazemos" - haverá melhor que isto? É algo tão cheio, tão pleno, a combinação perfeita. Sexo com amor e com tempo e sem restrições é simplesmente perfeito e único.

Claro que, e concordando com a Gingerbread Girl e com algo que eu refiro sempre que falo nas relações humanas, não podemos generalizar. Não é assim com todos. Para o bem e para o mal. Portanto não vamos generalizar o prazo de validade do amor e da paixão. Não é por estarmos casados que perdemos a paixão e o desejo, não é por estarmos casados que perdemos a vontade de estar com o outro e o sexo se torna uma obrigação desleixada. Muitas vezes, o que acontece, é as pessoas acomodarem-se e habituarem-se de tal forma a ter o outro sempre ao seu lado, que se esquecem de investir na relação e aí sim, pode ficar difícil voltar a trás e alcançar a qualidade e a tesão perdidas (isto hoje está um bocadinho porno, desculpem lá). Mas depende de cada um de nós e da nossa vontade de permanecer numa relação que nos dá a volta à alma e nos aquece o corpo. Não é o tempo que prejudica a relação, somos somente nós...

12 comentários:

  1. Nada disso minha querida! É todo teu! Acredita que foi uma brilhante leitura de todos os comentários, com uma análies que EU não teria certamente feito! Eu sou muito pessoalizante! LOL - Gostei do texto! Venham mais debates! ;)

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  2. Obviamente que se a minha vida sexual estivesse um marasmo, eu não vinha aqui dizer nada. :p Ficava mazé caladinha... if you know what I mean. ^^
    Mas já vai para 12 (eish) anos com a mesma pessoa e está tudo impec. ;)
    NO ENTANTO, tenho amigas casadas há apenas dois anos que já estão com imensos problemas a esse nível.
    Não se pode mesmo generalizar. Diga-se antes que na "maioria dos casais o sexo piora". Aí pronto, tudo bem. Agora dizer que piora e pronto... não. Nah nah nah. Demasiado redutor.

    bjinhos*

    p.szito. Gosto desta rubrica. :p

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  3. Gingerbread - também conheço alguns casos assim, mas, lá está, não é por viverem juntas ou por estarem casadas, é porque, pelo menos uma das pessoas deixou de investir na relação e isso pode acontecer por variadíssimas razões e não implicam necessariamente falta de amor...E porque a verdade é que namorar é uma coisa, partilhar uma casa é outra completamente diferente e muito mais exigente ;)
    No meu caso são "só" sete anos, mas vou no teu encalço =D

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  4. Adorei todas as conclusões:P Quero acreditar nelas (e acho que acredito!)*

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  5. Estou com a ADEK, também quero muito acreditar nisto tudo porque sim, às vezes especula-se o contrário. Mas eu sou uma pessoa optimista! :P

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  6. Cat, querida - acredita que somos nós que temos o poder de determinar as coisas. Porque investimos na relação ou deixamos de o fazer. Claro que o que escrevo não é uma generalização, mas acredita, quando duas pessoas querem muito que funcione e se amam de verdade, é possível ;)

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  7. Ainda passei por aqui ontem, mas por falta de oportunidade não comentei... Julgo que a resposta ainda vai no prazo :-)!
    Antes de mais, o coração não tem leis. É essa a particularidade que nos distingue dos animais. Mas, antes de usar o termo "coração" (estudei bastante este termo nos últimos tempos, pelo que estou um cadito cansada dele), prefiro usar o termo emoção. Tens toda a razão no que dizes, acerca da não generalização dos factos, e por aí. Contudo, julgo que mesmo assim tal se explica cientificamente. Nós somos um conjunto de matéria que se rege por instintos; e o instinto que mais marca o ser humano é o princípio de prazer (aplicável a qualquer situação do nosso dia-a-dia, e não apenas ao sexo). Quando o sistema mental não se desenvolve coerentemente, ou seja, não "amadurece" nas devidas proporções - instinto + emoção -, dá-se um desequilíbrio que se reflecte nas mais variadas facetas, relações inclusive. Escusado será dizer que a nossa experiência e vivência afectam este "desenvolvimento". Ora, esta "imaturidade" mental é o que faz que as pessoas não se atinem, porque o par instinto/emoção não se encontra calibrado de forma a manter uma relação minimamente saudável. Este facto origina a uma constante insatisfação e, consequentemente, a um desinteresse, não apenas por sexo mas acima de tudo pela pessoa com quem se está, em si. Porque não satisfaz.

    ;)

    P.S.: E não estou maluca :-)

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  8. Não sou casada mas acredito que seja assim.

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