28 de maio de 2010

Doce vida...

Então, com licença, que vou só ali guardar os biquinis (e umas camisolinhas quentinhas, que isto não anda para brincadeiras), os vestidos, as havainas e o meu portátil e vou fugir para aqui:


Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos! E gelados e caracóis com cervejinha...e sol e tudo a que têm direito e mais ainda ;-)

27 de maio de 2010

Afinal nem tudo é mau

Acabadinha de chegar de um hospital público, depois de uma consulta e de umas análises, tenho que, publicamente, retirar o que de muito mau já referi sobre o SNS. Porque já fui mal atendida, já esperei horas atrás de horas, já vivi as situações mais ridículas, mais tristes, mais estúpidas que possam imaginar. Mas hoje não. E neste hospital, onde agora sou acompanhada, primam todos pela simpatia, pela educação e pela forma como se preocupam de facto com os utentes. Fui chamada à hora marcada. Fui recebida com um sorriso. Fui atendida sem pressas, como se só eu existisse no mundo. Gostei. Vou ter que voltar, várias vezes, mas agora vou sem a pressão de um dia potencialmente agonizante, certa de que a qualidade se manterá.
Ainda há locais que marcam pela (boa) diferença...Este é um deles e eu tenho a sorte de estar lá.

É mesmo isto...

"My body keeps letting me down...I feel so broken."
(in Brothers and Sisters)
Porque há dias em que o que sinto é exactamente isto. E nesses dias, resta-me pensar em tudo o que tenho e que me faz feliz, para colocar o meu melhor sorriso e enfrentar a vida com a força de sempre.

26 de maio de 2010

Democracia caseira - e lá em casa, quem manda?


Não gosto nada de ouvir certas e determinadas mulheres a dizer coisas como "lá em casa quem manda sou eu" ou "quem veste as calças sou eu". Pior ainda é ouvir comentários de terceiros a referir isso em relação a alguma mulher. Não gosto. Pronto! Que eu sou muito democrática e quando dizem isto imagino logo a mulher a chegar a casa, colocar um bigode farto, uma mão na anca e outra na colher de pau (ou no rolo da massa) e a tratar tudo e todos como se estivesse na tropa, com ar autoritário e ameaçador. Mas também não gosto daquela postura masculina de chegar a casa e sentar no sofá e "ai que estou muito cansado, traz-me uma cerveja, coça-me os pés, lava-me o rabinho com água de rosas e sai da frente para eu ver a bola" - que comigo não cola (e se os homens da minha família são assim, valha-me nossa senhora das mulheres desgraçadas, o que me revolta desde tenra idade, quando passávamos os domingos na casa da minha avó – eles a dormitar no sofá após o almoço por elas confeccionado, elas numa lufa-lufa apressada entre sala e cozinha, para arranjarem tudo e eu certa de que alguma coisa naquela imagem não estava bem). Felizmente tenho a sorte de ter sido abençoada com um marido muito bem-educado pela minha sogrinha - sim, porque quando as coisas correm ao contrário, tenho cá para mim que a culpa é toda delas, que os educam como se fossem uns incapazes e lhes fazem as vontadinhas todas, chegando ao cúmulo dos cúmulos (como casos que conheço em que até a pasta de dentes punham na escova, a jeito do moço lavar os dentinhos – não sei como é que não lhos esfregavam também) e os estragam com mimos para todo o sempre, com o único intuito de desgraçarem a vidinha da mulher que os agarrar – esta, pobre coitada, ou compactua com a coisa e não faz mais nada na vida, ou não compactua e torna-se assim, aos olhos do homem, a pior dona de casa de todo o sempre e aos olhos da sogra, a mulher mais indigna ao cimo da terra para o seu menino.
Ora como eu sou uma mulher moderna, acho que as coisas correm muito melhor quando vivemos em democracia conjugal, com vários ministérios divididos por cada um - qualquer coisa como o ministério do orçamento familiar (cá no palácio, felizmente a cargo do P., que eu, nestas coisas, sou a desgraça das desgraças), o ministério dos recursos (este muito bem gerido a meias pelos dois), o ministério das decisões difíceis (aquelas que têm impacto no orçamento financeiro e na rotina do casal, também gerido a meias - que ele é bem mais sensato e com visão a longo prazo e eu bem mais impulsiva e centrada no dia de hoje), o ministério das decisões imediatas (gerido pelos dois em conjunto e que implica decisões importantíssimas como "o que vamos fazer hoje") o ministério das tarefas caseiras (agora temos a D. lá em casa, mas há sempre tarefas divididas pelos dois - a cozinha por conta dele, a roupa por minha conta, entre outras), o ministério dos recursos físicos e do ambiente (inteiramente a meu cargo, porque ele não se preocupa muito com a decoração - desde que não lhe falte um sofá confortável, uma ps3, um ecrã de qualidade e cervejinhas sempre frescas no frigorífico) e por aí diante.
E, acreditem ou não, funciona muito bem. De vez em quando surgem umas crises, há a necessidade de reunirmos, traçarmos novos planos de acção, delinearmos novos responsáveis por cada tarefa, mas democrática e logicamente, a coisa vai lá. E quem veste as calças lá em casa? Os dois, pois claro! E calções também e às vezes até andamos nus, vejam só ;-)

25 de maio de 2010

Sou o tipo de pessoa a quem...

Sou o tipo de pessoa a quem...
- Entra um mosquito no nariz durante uma entrevista;

- Risca a cara com caneta durante uma entrevista;

- Sai frequentemente da casa-de-banho com a braguilha aberta (felizmente uso muitas blusas e camisolas compridas e não se nota, penso eu...espero eu) - e a seguir até vai fazer entrevistas;

- Passeia restinhos de espinafre ou de oregãos nos dentinhos até ter a sorte de se ver ao espelho (ou o azar, que depois de fazer uma figurinha destas, preferia não saber);

- Usa roupa nova, esquecendo-se de tirar a etiqueta (vergonha...e não é para mostrar, que a última vez que me aconteceu foi com uma pecinha da H&M);

- Tropeça frequentemente na calçada portuguesa - sendo capaz de ficar sem o sapato e continuar a andar;

- Fala muitas vezes para a pessoa errada (e desconhecida, naturalmente), quando está em ambientes com muitas pessoas e depois tenta disfarçar falando sozinha;

- Sai de casa disparada na direcção errada ao local onde estacionou o carro e depois faz figura de ursa na rua onde mora (já me aconteceu dois meninos - uns fofos, de apertar as bochechinhas - que passeavam de bicicleta, perguntarem-me se estava perdida e precisava de ajuda);

- Perde a parte de cima do biquini a cada onda (esta moda dos cai-cai...);

- Raramente diz asneiras, mas quando as diz é exactamente quando não deve, em ambientes mais formais (e claro, no momento exacto em que toda a gente se cala);

- Quer dar um raspanete no marido e tropeça na ponta do tapete e cai de rabo no chão mesmo à frente dele - perdendo toda a dignidade e qualquer credibilidade para o que quer que seja;

...

- Que se ri muito de si própria... (pudera, com um historial destes, se me desse para chorar, era a depressão profunda).

(e que odeia a expressão LOL, mas achei a imagem fofinha e adequada! - é daqueles ódios que não se entende - mas estejam à vontade para continuar a lolar por aqui)


Tempo...


E depois de uma semana de calor quase angustiante (para quem está a trabalhar), hoje voltei aos sapatinhos fechados e ao casaquinho de malha.

Cheira-me que para a semana voltam os gorros e os cachecóis e na semana seguinte as chinelas e os vestidinhos leves e frescos. Não tarda nada vou de férias e tenho que levar uma mala a contar com roupa adequada a cada estação do ano - biquinis com camisolas grossas, havaianas com botas quentinhas, calças de ganga e mini-saias, and so on. Giro não é??

Onde anda o meio termo? A meia-estação? As temperaturas amenas, em dias solarengos?? Hein?

Números


Sou pessoa para ter um código/ password diferente para cada coisa: 2 cartões multibanco, dois códigos diferentes e que diferem, por seu lado, do código do telemóvel; dois e-mails com password's diferentes e ainda sei de cor o meu número de contribuinte, o do cartão do cidadão, bem como validade do mesmo e a password de acesso ao site das finanças. Por partilha de outros, sei também o código multibanco do meu pai e o do P. E nunca me engano em nenhum deles. E também sei de cor uns quantos números de telemóvel.


Pergunto-e então, como é possível enganar-me tantas vezes na minha idade*? Hum??



*E por falar nisto, hoje entrevistei uma senhora com setenta anos, que não parecia ter mais de 50. A sério! Foi o choque. Quando for grande, quero ser como ela. Ai quero quero...

24 de maio de 2010

Serei a única??

Mas serei a única pessoa de toda a blogsfera e arredores que arranjou programinha bem mais interessante ontem à noite, do que ficar a ver os globos de ouro?? Tanta coisinha mais jeitosinha para fazer minha gente, tanta...

I want...

" I want to die when I'm one hundred and ten years, in your arms..."
(in Anatomia de Grey)
É também isto que eu quero - e no meu último dia partir com um sorriso nos lábios e com a lembrança plena de uma vida longa e feliz, ao teu lado...

23 de maio de 2010

E depois de...


E depois de 2 dias intensivos a trabalhar* no mestrado (o que o entusiasmo pelo tema faz), estou tão, mas tão cansada que dei comigo a tentar mudar de canal com o comando do ar-condicionado - e não, não são nada parecidos, nem tão pouco da mesma cor...E se eu já sou distraída, com este nível de cansaço posso mesmo tornar-me perigosa.



*Apenas me permiti duas pausas- uma ontem, para petiscar pela velhinha Cacilhas com o P. e refastelar-me com um magnífico vinho branco e outra hoje de manhã, com a minha participação, cada vez mais entusiasta e activa, em mais uma mini-maratona! Espectáculo!!

22 de maio de 2010

...

E os dedinhos cruzados que vos pedi ontem...?
Resultaram! Tenho o aval da orientadora, provavelmente incapaz de me dizer não, ao perceber o claro entusiasmo nas palavras que lhe escrevi. Agora é mãos à obra, sem tempo para preguiças (como bem refere a Maria ;-))!

Vocês são os maiores!

21 de maio de 2010

Decisões em cima do acontecimento


E resolver mudar o tema da tese de mestrado nesta altura do campeonato? É de loucos não é? Mas ontem, depois de uma formação profissional, apaixonei-me por um novo tema, ligado à inclusão e qualificação de pessoas portadoras de deficiências e incapacidades e agora só me apetece ler, estudar e trabalhar o tema, numa lógica de adaptação à educação e formação de adultos.

Acabei de enviar um e-mail à minha orientadora e agora aguardo ansiosamente uma resposta que não contenha as palavras não-é-boa-da-cabeça-acha-que-vai-ter-tempo-para-mudar-tudo-nesta-altura-do-campeonato, e que se apaixone pelo tema tanto quanto eu!


Dedinhos cruzados por mim faxfavor!

19 de maio de 2010

Era só o que me faltava...


Ontem, depois de um longo dia de trabalho, já passava das nove da noite, quando ganhei um potencial stalker, para mal dos meus pecados. Completamente maluquinho - de tal forma que o meu colega C.N. ficou até mais tarde para acompanhar as mulheres que ainda trabalhavam, até à porta da escola, onde o A. nos esperava, a mim e à A.L. para nos dar boleia - fiquei tão mas tão receosa que ia pedir ao P. para me vir buscar à porta da escola, tal era o medo de descer a rua e atravessar uma estradinha, até chegar a casa e ser surpreendida pelo rapaz, numa qualquer esquina mais escura (dentro ou fora da escola que esta é enorme e cheia de recantos). Mas só hoje me apercebi da dimensão da coisa, quando fui ler um questionário que lhe apliquei (questionário esse que tem como objectivo aferir necessidades de formação), no qual, em duas questões, o rapaz aproveita para escrever, numa que eu sou linda e na outra que ama mulheres lindas como eu - totalmente despropositado e sinal óbvio de loucura. Supostamente ainda teria que o entrevistar e traçar um plano de formação, mas vou já já passar a batata quente ao S., esperando que ele goste também de homens louros de olhos azuis - que o S. é grande e dá conta da coisa melhor do que eu!

M-E-D-O!! Muito M-E-D-O

18 de maio de 2010

Eu não sou boa da cabeça...

A minha empregada ligou-me hoje e, assim em cima do acontecimento, avisou-me que estava lá em casa (quando o dia combinado é às 4.ª feiras), porque amanhã tinha uma consulta com o filhote. Instantaneamente a minha reacção foi "Oh D. mas eu deixei a casa tãooo desarrumada" - hoje saí à pressa de casa e, aqui me confesso, nem a cama fiz (c'horror), deixei a caneca do leite na sala, alguma loiça no lava-louças e uma pilha de roupa, que mais parece o monte Everest para arrumar, daquela que só eu sei onde. Ela ri-se do lado de lá e diz-me que não tem problema e fala-me de tudo o que fez, incluindo uma limpeza ao interior do forno (que lhe deve dar direito a um subsídio extra de tão gorduroso que devia estar - os bíceps daquela mulher devem estar um espectáculo, à custa destas limpezas difíceis).
Desligo o telefone. Analiso mentalmente o meu discurso. Rio-me de mim mesma e penso que a D. me deve achar maluquinha de todo. Só pode...

E assim, se mais nem menos...

E assim, sem dar por nada, no espaço de um aninho apenas, já são... Obrigada a todos os que por aqui passam e que já são mais do que parte deste Cantinho tão especial para mim...

17 de maio de 2010

Preocupações de irmã ou...como eu estou a ficar uma verdadeira cota


A minha irmã mais nova, a minha pequenina M. que eu vi nascer, no alto dos seus (quase) quinze aninhos, vai ao Rock 'n Rio com amigos* e eu estou, desde já e até ao momento em que ela chegar a casa sã e salva após o concerto, com o coração mais pequenino de todo o mundo e arredores (sem contar com a minha mãe que deve estar prestes a tomar uns calmantezinhos para sobreviver à coisa). Sinal óbvio de cotice precoce...


* Claro que o meu padrasto a vai levar e buscar ao recinto e nem sequer fica até ao último concerto mas, mesmo assim, coração de irmã sofre...

16 de maio de 2010

Domingo...


Hoje foi dia de me deliciar com uma coisa destas e de fazer umas comprinhas, entusiasmada com o dia lindo que está lá fora, assim a forçar a chegada do Verão - e que bem que me soube. A alternativa era ficar em casa sozinha, o dia todo, a trabalhar para o mestrado, pelo que, não foi nada difícil tomar a decisão*...

Agora vou fazer um capuccino e descansar as perninhas na chaise longue e, quem sabe, talvez avançar um parágrafo ou dois na coisa...


*Tenho cá para mim que quando tiver que entregar o próximo relatório ainda me vou chamar uns quantos nomes feios...

15 de maio de 2010

Os melhores momentos


Os melhores momentos são aqueles em que não sofremos a pressão do relógio e dos horários exigentes. São aqueles em que só existimos nós os dois e o mundo à nossa volta não passa de um palco percorrido por actores de outras histórias que não a nossa. São aqueles em que nos perdemos naquele abraço intenso e quente e em que os nossos olhos dizem mais do que qualquer palavra.

Os melhores momentos são aqueles em que te tenho ao meu lado, os teus dedos entrelaçados nos meus, o teu coração a aquecer o meu.


Fazes-me falta...

14 de maio de 2010

A descobrir


E hoje, depois de, nos últimos tempos, ser descoberta por uns quantos bloguers no meu facebook pessoal, dei numa de espiar e descobri alguns de vocês (os reais). Estou que nem posso - é que adorei ver as fotos e saber mais sobre vocês. Agora espero descobrir muitos mais!
Atrevam-se a não aceitar o meu convite de amizade - está identificado!!
Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!
Adenda: se não for identificado, façam o favor de decorar as ventinhas aí do lado - são as mesmas!

A irmã da minha irmã...

Apresento-vos o blog da irmã da minha irmã, a minha meia irmã (que irmã da minha irmã, é minha irmã também!) - uma verdadeira artista, quer para a pequenada, quer para os mais graúdos! Podem conhecer aqui.
Sim, eu tenho uma família de artistas, uns desenham, outros pintam, outros confeccionam roupas, outros escrevem poemas, outros tocam instrumentos musicais - e euzinha, sem jeito para nada! Não é justo! A minha veia de artista estragou-se à nascença e não tem arranjo!

Arrependo-me...

Há dias na minha vida em que me arrependo profundamente de, entusiasmada com este canto que me enche a alma, o ter partilhado com amigos, conhecidos e familiares - pensando eu que seriam os únicos a terem paciência para ler os meus disparates e devaneios. Passou o tempo e os leitores e seguidores foram surgindo como uma agradável surpresa que, em muitos momentos, me deu força para continuar.
Arrependo-me porque me falta o outro lado, o de poder contar, debitar, partilhar muito mais daquilo que vai cá dentro, que por vezes me corrói os sentimentos, sem ferir susceptibilidades (não que o usasse para falar mal de alguém, que não é essa a minha postura na vida), ou sem reacções adversas. E aí contava-vos quais os meus sonhos mais fortes, quais os meus medos e quais os obstáculos com que me deparo e a forma como os enfrento. Aí seria mais eu do que aquilo que posso ser neste blog que espelha apenas uma pequena parte de mim...
Hoje é um desses dias...

13 de maio de 2010

12 de maio de 2010

Sem falsas modéstias

Sou uma excelente condutora. Sem falsas modéstias, que eu não sou dessas coisas. Mas é que sou mesmo boa: estupidamente ágil, confiante, segura e atrevida q.b, sem ser em demasia, que isto do excesso de confiança é normalmente fatal para um condutor. Sou tão boa que qualquer homem da família me passa, sem pensar duas vezes o seu bólide para as mãos (e todos sabemos o quanto os homens amam os seus carros). Até mesmo o meu irmão, que é do mais mariquinhas que há com o seu. Ou o meu pai, com o seu luzente e maravilhoso carro (mais confortável que o meu sofá) - e se não percebem a importância da coisa, deixem que vos diga que não o faz com o meu irmão, mais velho do que eu. Sou tão boa, mas tão boa, que em 13 anos de carta e muitos, mas mesmos km de rodagem (e durante anos, muitas viagens por esse país fora, em trabalho, no carro do P - bem mais rápido do que o meu), nunca bati, nunca tive um acidente e as únicas multas até ao momento foram de velocidade (coisa de homem! - mas só em situações seguras, como estar sozinha na auto-estrada às tantas da manhã) e de estacionamento (coisa de quem gosta de arriscar o tudo por tudo, ou que está aflitinha para ir para o trabalho e não tem alternativa senão estacionar no primeiro buraco que encontra). E conduzo carros novos e velhos, com ou sem direcção assistida, com ou sem mudanças automáticas. Além disso, os únicos riscos que o meu carro tem, foram provocados por outros - sendo aquilo a que chamo "riscos da maldade". Com 8 anos de vida, estava pronto para mais uns quantos (palavras do mecânico), não fosse ter sido vendido no mês passado (snif...).

É por isso, homens deste país e arredores, que odeio, mas é que odeio mesmo, ser avaliada nesta tarefa, apenas por ser mulher. Odeio que me vejam numa rotunda e se metam à minha frente, só porque vêm que sou mulher, odeio que me mandem com o dedo, de cada vez que vocês próprios fazem asneiras do pior, odeio as piadinhas e as graçolas e os lugares-comuns em relação a este tema. Odeio que não respeitam as minhas prioridades, porque pensam que estou toda baralhada das ideias. Odeio que pensem que me pinto e penteio e falo ao telefone e aperto os sapatos, enquanto conduzo e envio sms (embora não tenha dúvidas de que o consigo fazer, que isto da multiplicidade de tarefas é coisa exclusivamente feminina). Odeio que baixe em vocês o síndroma da inferioridade (e da pilinha pequenina- tenho cá para mim) de cada vez que vos ultrapasso e que tenham a necessidade de me ultrapassar logo de seguida aos ziguezagues, provocando o caos e com a segunda metida, para se fazerem notar. E porque odeio e recuso as catalogações e generalizações e, na generalidade dos temas, esta é das que mais me tira do sério. Porque nos dias que correm, considerar que uma mulher é má condutora, só por ser mulher, é como não acreditar que um homem possa ser um excelente cozinheiro, só por ser homem. Vá, chega de ideias pré-concebidas, da idade da pedra. Porque mulheres más condutoras há aos magotes, mas os homens maus condutores ultrapassam-nos em número e em estupidez. Têm dúvidas?

11 de maio de 2010

Para troca??

Troca-se um dia inteirinho de formação na Universidade Católica, sobre o sistema de avaliação de desempenho na administração pública (coisa interessantíssima, portanto e que ainda me vai obrigar a deleitar os meus ricos olhinhos com umas belas dezenas de páginas de legislação, hoje à noite), por qualquer actividade que não envolva o adormecimento involuntário dos meus neurónios e a luta constante para manter os olhos bem abertos e a boca normalmente fechada - que o esforço imenso da minha pessoa para não bocejar em momentos formais é sempre inversamente proporcional à capacidade para o efectivar, originando as expressões mais estranhas e vergonhosas de que há memória...

10 de maio de 2010

Porque eu sou assim


Levo a vida com um sorriso sincero nos lábios e a vontade de ser feliz no coração. E permito-me ser feliz. Quem me conhece bem, sabe que assim é. E por isso relativizo os problemas e não deixo que os mesmos me prendam nas suas teias desconcertantes e angustiantes. Por ser assim, muitos, aqui pela blogsfera e não só, pensam que tenho tudo de bom na minha vida, que não tenho problemas, que sou sortuda e tudo e tudo. Mas não. Desenganem-se. Apenas me permito ser feliz e aceito-me como sou. Porque gosto de mim e gosto da vida. Mas infelizmente tenho problemas, vivo tristezas - algumas bem fortes, e tenho fases complicadas na minha vida que, ao invés de aceitar de braços baixos, enfrento com toda a garra que me é possível. Porque eu sou assim...

Tempo...


Serei a única alminha que hoje, ao conjugar o lindo dia de sol que espreitava pelas janelas, ao facto de estarmos já em meados do mês de Maio, veio fresca e leve para o trabalho e passou um frio desgraçado, daqueles que não mata mas mói e que nos provoca desconforto all day long??! É que já não bebia uma meia de leite para aquecer os ossos praí desde Janeiro, mais coisa menos coisa. E como só saio às 22h, tenho cá para mim que vou congelar no caminho para casa...E não, não vim de perna ao léu, nem tampouco vim de manga curta ou cava - mas aposto que se amanhã vier de camisola quentinha e meias de lã, faz um calor desgraçado!


E não me venham com coisas que no resto da Europa está um frio desgraçado e que não se aguenta, porque eu vivo em Portugal e em Portugal, Maio é sinónimo de praia e calor e sol e tudo a que estamos habituados! E eu preciso disso e muito, que faz bem ao corpo e à alma.

7 de maio de 2010

Maratona

Não, não é uma maratona de compras e também não é uma maratona de séries ou de filmes. Desta vez é que a fiz bonita. Então não é que deixei o P. convencer-me a participar numa maratona, daquelas em que se corre mesmo? "Ah porque faz-te bem! E eu faço a maratona e depois acompanho-te na tua! E porque vai o A. e o Z. e a I. e afins e depois vamos beber umas cervejinhas e comer uns petiscos. E vai ser giro e tal". E como ando a correr uma vez por semana no parque mais próximo, enchi-me de coragem e, aliado ao facto de ser uma fácil, assenti. Vai ser bonito vai...Esperam-se os próximos episódios, mas já sabem, se deixar de escrever a partir de segunda-feira, é porque não resisti e morri com os bofes de fora e o cabelo colado à testa!

6 de maio de 2010

Dia 1


Ontem foi o primeiro dia da D., a nova empregada lá em casa. E, após todo o suspense e receio inicial, devo dizer que estou muito satisfeita. Em primeiro lugar, porque me ligou assim que saiu lá de casa, para me avisar que deixou os gatinhos na marquise, para que o cheiro a lixívia não lhes fizesse mal (dois pontos para a D. - um pela lixívia, na qual eu não posso mexer nem por nada, porque me faz um mal terrível, outro, bem grande pela preocupação com os gatos - conquistou-me!). Depois, quando cheguei a casa ia tendo um baque - a minha casa nunca brilhou tanto. A cozinha foi de tal forma esfregada que os restos de gordura que eu não conseguia tirar da zona lateral do armário junto ao fogão, desapareceram por milagre (oh vergonha) e mais, depois de umas gargalhadas iniciais (já ia avisada pela minha amiga A., que me recomendou a D.) quando constatei que a rapariga gosta efectivamente de dar umas mudanças no visual da casa, reparei que a minha cozinha estava muito mais funcional e espaçosa com as alterações feitas. A casa de banho estava um miminho -até apetecia encostar a cabeça e fazer festinhas. E o resto da casa impecavelmente arrumado - excepto o "quarto da confusão" - mais parecido com um grande armário, onde guardamos roupa e sapatos ( e um esqueleto do que já foi um computador, agora com uns 23 anos) que não cabem no roupeiro e onde lhe pedi para nem entrar, para não atropelar os meus meninos que jazem pelo chão, à espera de melhores dias e de um roupeiro grande, enorme, que me ocupe aquelas paredes todas e onde eu possa esconder toda aquela desarrumação. A lamentar, o facto de não ter percebido que os sacos para a reciclagem eram reutilizáveis (oferta do Expresso e que davam um jeitão) e dois bicos do fogão, com tanto esfrega-esfrega, terem deixado de funcionar (alguém sabe como se resolve isto?). Mas gostei. E gostei quando me perguntou se os gatos tinham comida, porque não gosta de ver animais maltratados. Amigo de gato é meu amigo também. E ainda ganhei tempo para mim, para o blogue e para não fazer nenhum - algo de que estou a necessitar por demais. Ontem foi chegar a casa e alapar no sofá, para uma maratona de séries religiosamente gravadas na box. Oh vida boa! Fez-me bem...

2 de maio de 2010

Ainda por aqui...

A modos que arranjei finalmente uma empregada*, o que a juntar à máquina de lavar louça é capaz de me dar a ganhar umas horinhas por semana que me permitam manter as minhas lides blogueiras das quais tenho muitasssss saudades. Eu volto, prometo!


* Confesso-me um pouco nervosa com esta novidade na minha vida, que isto de se por pessoas estranhas em casa e confiar os nossos gatos é coisa para me dar assim uma crise de nervos até ver como funciona - sou uma dona galinha é o que é! E agora com licença, que vou dar um jeito à casa e arrumar umas coisas, para a senhora não desistir logo na primeira semana!