28 de setembro de 2010

A serenidade dos trinta


Há pouco tempo apercebi-me que, quase inconscientemente, comecei a pintar-me menos e a perder menos tempo com a indumentária diária, a deixar o meu cabelo ficar wild, como ele é, sem preocupações de combater diariamente a sua natureza loucamente ondulada. E não é por estar menos preocupada comigo mesma, não é por me estar a desleixar, é por ter chegado a uma serenidade e alcançado uma confiança que, sinto, só se alcança com os 30, numa fase em que aprendemos a gostar realmente de nós, com todas as nossas qualidades e defeitos, numa fase em que a celulite deixa de ser uma preocupação, em que as estrias se tornam uma realidade e as primeiras rugas se instalam sem dó, mesmo por baixo do primeiro cabelinho branco, teimoso que só ele e em que a lei da gravidade corporal funciona exactamente ao contrário da nossa vontade - mas em que aprendemos a viver e a conviver com tudo isso, porque sabemos que somos muito mais do que o nosso aspecto físico, porque sabemos que a nossa principal beleza vem de dentro. É também uma fase em que sabemos quem somos e o que queremos, bem como o que definitivamente não queremos e por isso, quando se fala em idade e na maravilha dos vinte, penso, com toda a certeza, que estou a adorar os 30 - e pensava eu que seria impossível tal coisa!

24 de setembro de 2010

Constatação de sexta-feira à noite

Descobri que, quando estou mesmo muito cansada*, sou má...e ultimamente tenho andado tão, mas tão cansada...
*E isto de não dormir nada de jeito, nem à pala do anti-histamínico mais forte de sempre, não ajuda mesmo nada.

Ainda em relação à MRP

Desculpem, desculpem, desculpem, mas juro que pensava que já todos tinham lido. Segue o link, aqui.

22 de setembro de 2010

Por norma, neste blogue, não se fala mal, mas hoje abro uma excepção

Afinal, anda tudo a espingardar com a Margarida Rebelo Pinto e eu também quero escrever alguma coisa. Li o texto dela no dia em que foi publicado e na altura ainda me apeteceu comentar no blog dela, mas depois resolvi que não valia a pena - provavelmente ia categorizar-me como parece que faz às mulheres, na generalidade - uma bitchzinha portanto, e mal-amada, a meu entender (e agora dou-me o direito de ser eu a categorizar).
Ao contrário de todos os que falam mal e dizem nunca a ter lido, eu li, nos distantes fins dos anos 90, um ou dois livros dela (ou li um e tentei ler outro, qualquer coisa assim) e acabou tudo ali. Livro fácil, de personagens pedantes, tudo muito giro e estiloso e cheio de marcas e afins, daqueles que se esquecem passado umas horas e duas ou três linhas de um outro livro mediano (nem precisa de ser bom). Sei que há quem goste e respeito isso, mas eu não gostei e não tenciono pegar em nenhum outro livro dela, nem que me paguem para o ler. Mas não foi por não me agradar a leitura que passei a não gostar dela, mas sim quando comecei a ouvi-la na tv e a ler entrevistas nas revistas e a perceber o quão pedante-arrogante-convencida-tiazoca-armadaemboa que a senhora consegue ser. Por isso, a única coisa que quero dizer é que a mim, ao contrário do que leio por aí, o texto dela não me espanta minimamente, afinal é da MRP que estamos a falar e aquele texto é a cara dela...

21 de setembro de 2010

Constatação da semana


Não fazer perguntas cuja resposta pode não ser exactamente o que estávamos à espera...e o que gostaríamos e o que precisávamos de ouvir.
Seria de esperar que, com esta idade, esta lição estivesse aprendida de vez, mas, com um bocadinho de sorte, pode ser que seja desta!

15 de setembro de 2010

Mal posso esperar!!

É já (só...) no dia 30 de Setembro que sai o novo livro do Carlos Ruiz Zafón e eu vou logo logo a correr à livraria mais próxima comprar o meu, para ler assim, num fôlego, como já vai sendo habitual com as obras deste escritor fabuloso! Mal posso esperar por me perder na sua leitura, acompanhada daquele cheiro maravilhoso que só os livros novos, não folheados, têm! Weeeeeee!!

14 de setembro de 2010

Today is:


B- Day!
Vou só ali apagar umas velinhas, comer bolo (o melhor bolo de chocolate do mundo, as always), acompanhado de uma taça de champanhe (Möet Chandon, de preferência, que a menina gosta e merece), receber umas prendinhas e muitos mimos e um mundo de sorrisos e já volto!

13 de setembro de 2010

11 de setembro de 2010

Facebookices


Despachei o primeiro pseudo-"amigo" do meu facebook, assim, sem dó nem piedade. E muitos lhes seguirão as pegadas- esta mania de aceitar desconhecidos, apenas porque temos algumas dezenas de pessoas (também elas desconhecidas) em comum, é de um perfeito disparate - depois levo com comentários e publicações no mural do tipo "és muita gira, onde é que moras" e "tens cara de malandra" (quêeee??? MEDO) entre outros assim do género, que até me deixam envergonhada e a pensar se terei alguma fotografia menos decente que origine estas malandrices e que acontecem mesmo tendo montes de fotografias com o P. e a indicação de que sou casada. E depois é o chat que não pára de piscar, perante a tentativa de iniciar uma conversa, daquelas a lembrar os anos 90, quando os primeiros passos nestas andanças começaram a ser dados, pelo que tenho que o manter quase sempre desligado - só ligando quando preciso de falar com alguém, com quem quero realmente falar. Por isto e muito mais, segue-se a "Operação Limpeza" e a certeza de que hoje em diante não aceito pessoas assim, com tanta facilidade! Não há pachorra para estas coisas...

9 de setembro de 2010

Para os melhores leitores de sempre:


Eu não tinha grandes dúvidas que a blogsfera pode ser algo muito fantástico, mas depois de todas as palavras carinhosas que me têm dedicado nos últimos dias - quer aqui, quer noutros blogs, quer por e-mail ou facebook, tenho mesmo a certeza que vale a pena andar por aqui, porque este mundo tem algo de muito bom. Sinto-me abraçada por todos vocês, sem dramas desnecessários e isso é um privilégio único ;-)

8 de setembro de 2010

Mais de mim...


Conforme vamos crescendo, as pessoas vão esperando sempre algo de nós: que sejamos estudantes aplicados, que tiremos uma licenciatura, que encontremos alguém que nos faça felizes, com quem casamos, que arranjemos um bom emprego, com um contrato de trabalho, que tenhamos filhos e mais tarde netos. Confesso que eu mesma tracei todos estes planos (excepto a parte do casamento que, até há poucos anos atrás, não fazia parte dos meus objectivos de vida). Quando comecei a trabalhar "a sério" (porque trabalho desde os 16 anos), sentia-me de facto privilegiada, por ter um óptimo trabalho, por ter comprado um carro, por ter ido viver sozinha aos 24 anos, ao contrário de todos os meus amigos, que ainda viviam com os pais. Por essa altura, o meu futuro ideal seria ter o primeiro filho aos 27 anos e, neste momento, em que caminho para os 32, já estar à espera do terceiro - era esta a minha conta perfeita: eu, o P. e três filhos, além dos gatos, claro. Esperava eu e o mundo inteiro à minha volta: mundo esse composto por amigos, família, conhecidos, colegas de trabalho, conhecidos da família...Sempre fui apaixonada por crianças e elas sempre foram apaixonadas por mim. Mas a vida troca-nos as voltas e nem sempre nos permite ter tudo o que queremos. E isso é o que nunca passa pela cabeça das pessoas que insistem em perguntar-nos quando teremos filhos - é que nem se atrevem a imaginar que poderíamos nem querer, tão convictos que são dos padrões exigidos pela sociedade, o que não é o caso, mas que, pelo menos para já, não podemos, porque a natureza é tão mais forte do que nós e ainda não nos proporcionou essa dádiva. Houve até já alguém que referiu a uma das minhas irmãs que eu estava a ficar velha...e embora não o sinta, eu sei que o meu corpo está cada vez menos preparado para isso, mas o próprio tem-me preparado uma série de surpresas desagradáveis - os leitores mais antigos lembram-se da minha operação e da reincidência de um problema de saúde, que ainda me levará à mesa de operações e ao corrupio de exames novamente - e por isso ainda é um processo que se espera longo e com um fim inesperado.
Já não conto ter três filhos - espero pelo menos um e, quem sabe, adoptar outro, se a vida mo permitir. Mas estou cada vez mais preparada para o pior, nesta batalha que é longa e ingrata, porque pouco há que possamos combater...resta-nos esperar.
E mesmo assim sou feliz em todos os momentos da minha vida, apoiada numa aprendizagem que fiz com o P. - não me deixar abater com possibilidades, apenas reagir quando tenho dados concretos. E é por isso que em Setembro se espera uma nova fase desta nossa batalha, que já vai bem longa, acreditem...

E porque é que resolvi escrever sobre isto, tanto tempo depois? Porque o blog é uma extensão de mim e porque sei que tenho leitores que podem estar a passar pelo mesmo e embora não os conforte saber que eu também estou a passar por isso, talvez conforte eu saber exactamente o que sentem e porque tento passar a mensagem de que podemos ser felizes, mesmo quando alguns dos nossos sonhos não correm exactamente como esperávamos. Porque devemos agarrar-nos ao que a vida nos dá de bom e, se olharmos para o mundo à nossa volta, há tanta coisa boa que nos pode fazer felizes!

6 de setembro de 2010

Diálogo entre pai e filha

Eu: Pai, este ano não festejo os meus anos porque...(aqui sou prontamente interrompida pelo meu pai).
Pai (com ar de pena compreensiva): Pois é, já chegaste àquela idade em que não queres contar os anos...
Eu (algures entre um estado atónito e a dúvida): Não!! Porque tenho um relatório para entregar na faculdade no dia seguinte e vou passar esse dia enclausurada, a trabalhar!
Agora digam-me, vou fazer 32 anos, é caso para me preocupar? É que receio que, tal como não consigo ver os quilos a mais quando me olho ao espelho, também não consiga ver razões para deixar de contar os anos. E depois do próprio pai dizer uma coisa destas, com tanta sinceridade, uma pessoa fica a modos que a pensar no assunto...

5 de setembro de 2010

O livro da vossa vida


Gostava de vos pedir uma coisinha...coisa pouca - que partilhassem comigo qual o livro da vossa vida e a razão pelo qual o escolhem. Aquele livro que vos marcou de tal forma que gostariam de ler novamente com a mesma emoção, que gostavam de poder esquecer, para sentir novamente o prazer inigualável da sua leitura, aquele que vos faz arrepiar sempre que recordam determinados aspectos, aquele que vos marcou de tal forma que se tornou O livro.


No meu caso, sinto imensa dificuldade em escolher apenas um, mas se tivesse mesmo, mesmo, mesmo que o fazer, seria o "Amor em tempos de cólera" do grande, maravilhoso e único Gabriel García Márquez*...


*De realçar que eu sou uma verdadeira apaixonada pela escrita latina, tão quente, apaixonada, crua e real...

4 de setembro de 2010

A minha estação preferida...


A partir do momento em que as minhas férias de Verão terminam, torno-me instantaneamente, a pessoa mais egoísta do mundo, almejando a chegada rápida do Inverno - essa estação tão odiada, mas que eu adoro profundamente. Adoro o frio, adoro o som da chuva teimosa lá fora, adoro beber um chá quente que me aquece a alma, adoro as tardes curtas de fim-de-semana, as trovoadas insistentes, as roupas quentes e confortáveis, o cheiro das castanhas assadas e das lareiras, o colinho da mãe, poder abraçar o corpo dele, enquanto dormimos quentes e confortáveis na nossa cama, as comidas caseiras mais típicas desta estação...adoro os meus gatos quentes e gordinhos, confortavelmente deitados no meu colo ou junto a mim. Assim, mais ou menos a partir do início de Agosto, é ver-me num canto qualquer, a maldizer o calor horroroso que me tolda o corpo e o espírito, que me faz sentir mal, que me provoca tonturas e que me leva a tomar dois banhos por dia (ou mais) e a preparar-me para a chegada de dias mais frescos e mesmo da chuva - e do cheiro maravilhoso a terra molhada, que eu tanto adoro. É também por esta altura que deixo de comprar peças de roupa, sapatos e acessórios de Verão e sou mesmo capaz de comprar coisas mais quentes, ainda que não seja possível usá-las, coisas essas que depois ficam abandonadas no roupeiro até dias mais outonais. Tudo em mim tenta atrair o Inverno.
Palavras para quê? I'm a Winter person - e agora podem mandar pedras, que o próprio P. fica com vontade de me bater sempre que falo no assunto...

...


Em poucas palavras...Fiz uma tatuagem! Uma homenagem a uma das paixões da minha vida e sabem que mais? Adoro!



Nota: não, não é o P. (que diz que agora eu sou menina do bairro - preconceito!! ) e também não é o Benfica ;-)

2 de setembro de 2010

Ser mulher é...




Passar meses e meses desejosinha que a franja que cortei finalmente cresça e assim que isso acontece, cortá-la outra vez, exactamente da mesma maneira...(vá, talvez um cm menos curta - está assim bem ao género da da lindíssima Natalie Portman)

1 de setembro de 2010

Setembro

Quando nos ausentamos durante tanto tempo do blog, espera-se, no mínimo dos mínimos, um post de arromba, cheio de notícias e fotos e fofoquices e tudo e tudo, não é? Pois desenganem-se, que eu não tenho nada de especial para contar. Apenas que estou (espero eu) de volta...depois de um mês cheio, mas mesmo cheio de trabalho (esta é para quem pensa que, nas escolas, em Agosto, não se trabalha), cheio de estudo, cheio de neurose com o estudo e com o calor que nunca mais acaba, de atenção com o pai (que esteve bem doente) e com a mãe (que foi operada) e com a melhor amiga (cuja gatinha está a morrer...) e com o cão, o gato e o periquito do vizinho...Digamos que estou um verdadeiro caco, daqueles despenteados e de olheiras a roçar os joelhos cansados e esquecidos da agilidade de outros tempos que já lá vão - sim, que a acumular a tudo isto, caminho, a passos bem largos, para os 32 aninhos de vida.
Mas, como gosto muito do mês de Setembro - um mês de recomeço para mim - resolvi que nada melhor do que o dia de hoje para voltar, esperando que, nos próximos dias, a minha mente seja assaltada por ideias absolutamente geniais e espectaculares de post's para colocar por aqui.