21 de outubro de 2010

Pausa justificada...

Nem sei muito bem como começar este post, no qual penso há tanto tempo, por isso, nada como começar com uma incerteza e várias realidades...Não sei quando voltarei a escrever aqui, porque estou numa fase da minha vida em que não se justifica, por tanto que já partilhei aqui e um pouco por muitos dos textos que tenho escrito, há algo de maior na minha vida no qual me quero concentrar a 1000% e com uma nova etapa a chegar, nem me lembro que o blog existe. Isto, a par de uma fase crítica no trabalho (apenas por excesso do mesmo, o que me obriga a trazer trabalho para casa, ao qual acresce ainda o mestrado), dos problemas de saúde do meu pai e do pouco tempo realmente livre, impedem-me de ter tempo para debitar por aqui os textos que frequentemente nascem na minha cabeça, mas que não duram o suficiente para os conseguir colocar no papel ou no computador - estou demasiado cansada. Estou focada noutros objectivos. Estou numa fase em que me quero dedicar a mim e ao meu futuro, à minha família. E como a blogsfera é um mundo sem fim e o meu futuro não passa necessariamente por aqui, o meu blog será apenas mais um de muitos a fazer uma pausa, sem tempo definido, sem sequer a certeza de um dia voltarei, apenas com a certeza de que jamais deixarei de escrever.
Mas se um dia voltar, que seja com um sorriso do tamanho do mundo e, a todos vocês, os que passam por aqui, os que me lêem, os que me comentam, os que me criticam, os que me escrevem e-mails doces e encorajadores, o meu obrigada, do fundo do coração - desejo-vos uma vida plena de sorrisos, de conquistas, de felicidade.

11 de outubro de 2010

E há dois anos atrás foi assim...





Acordámos relativamente cedo e estupidamente serenos. Tratámos dos últimos preparativos e, tranquilos e debaixo de uma chuva teimosa, fomos à quinta preparar os últimos detalhes. Juntos...anormalmente juntos para o dia em questão, como todos fizeram questão de frisar. Depois fomos até casa e ainda tivemos tempo de deixar as chaves do lado de dentro, a poucos minutos da minha marcação no cabeleireiro. Tive que te abandonar do lado de fora, agora sim, um pouco stressado, enquanto eu me permiti abandonar-me nas mãos do cabeleireiro e do maquilhador experiente. Bem cronometrados, cheguei a casa da minha mãe super penteada e pintada, mas de roupa informal e confortável. E depois...foi tudo muito rápido. Mãos stressadas ajudaram-me a vestir e a calçar, máquinas fotográficas pulavam de mãos e mãos e a típica frase "estás tão bonita" que já se espera nestes momentos saltava da boca de todos, mas era mais efusiva na da avó B, orgulhosa do primeiro casamento entre os seus 5 netos. Muitos sorrisos, beijos e abraços, da família mais próxima e dos amigos mais chegados que seguiram comigo até ao local onde tu me esperavas. Passava pouco das 17h, a hora combinada, quando, qual noiva bem comportada, cheguei, sem ligar ao habitual atraso de horas que caracteriza estes momentos. O meu pai acompanhou-me ao altar onde tu me esperavas e, no caminho, conversámos tranquilamente sobre a música que escolhemos para marcar este momento: o instrumental do Somebody, dos Depeche Mode. Em todas estas fotografias e imagens o sorriso não me larga o rosto e os olhos, sobretudo quando finalmente te vi: lindo, moreno, bem vestido, com esse sorriso lindo que me aquece o corpo e a alma, à minha espera, à espera do momento em que, perante todos os que amamos, todos os que nos são próximos, fomos declarados marido e mulher.
Os momentos seguintes foram, para mim, únicos, mágicos, alegres, de partilha, de felicidade, nossa e dos que estavam connosco, mas perdem-se em momentos difusos, de necessidade constante de estar junto de todos, de visitar as mesas, de brincar com as crianças e de dançar abraçada a ti, a dança da vida. Como já referi antes, não foi o dia mais feliz da minha vida, porque seria reduzir a importância de todos os dias vividos contigo, mas foi um dia maravilhoso, único, quente e especial, que eu não vou esquecer nunca. Porque tu és o homem da minha vida, o meu amigo, o meu marido, a melhor metade de mim...Parabéns a nós meu amor.

9 de outubro de 2010

2 Dicas simples e úteis para quem considera fazer uma tatuagem:


1. O mais importante é o desenho em si, pelo que deve ser cuidadosamente pensado e, quanto a mim, algo que tem que fazer muito sentido (emocional) para que nunca nos arrependamos. Cuidado com as bonecadas e com nomes de pessoas que não os dos filhos ou dos animais de estimação, não esquecendo nunca que um dia seremos velhinhos e...com uma tatuagem (o que eu penso nisto agora - toda engelhadinha, de bengalinha e carrapito e com a minha gata sentada numa meia lua e estrelas a descerem pela nuca);
2. O local - importância máxima. Pensem muito bem onde fazer e pensem sobretudo nas 4 estações do ano, nos trabalhos que têm ou podem vir a ter e nas roupas que gostam de usar e, se conseguirem, tentem prever a moda para os próximos 40 anos, no mínimo. Acima de tudo, cuidado com o pescoço - que eu acho o máximo como local para a tatuagem, mas que condiciona os penteados e cortes de cabelo e também com os pés, por causa dos sapatos que as deixam bem expostas e pouco adequadas a algumas entrevistas de trabalho e empresas mais formais. O ideal será escolher um local onde só seja visível a todos na praia, para não vos acontecer como a mim que vesti esta semana uma blusinha de alças e de costas baixas com um casaco de malha fininha e que depois tive tanto calor que me esqueci da malvada e descasquei-me perante toda a comunidade escolar (estava num seminário onde estavam presentes a minha e muitas outras escolas) -felizmente a chefe não viu senão ainda me tinha uma síncope logo ali;
Mas, mesmo depois de tudo isto, não estou nada arrependida, apenas a adaptar-me e é só quando temos a certeza de que queremos mesmo para sempre, que devemos avançar com esta decisão que nos marca para a vida.

8 de outubro de 2010

Obrigadinha!

Ao ritmo alucinado a que a minha vida tem andado, ainda bem que o facebook me avisa que na segunda-feira faço anos de casada...

2 de outubro de 2010

Facto:

Cada vez mais tenho a certeza de que não existem relações mais honestas, sinceras e bonitas do que aquelas que os animais estabelecem connosco...Uma verdadeira dádiva.