31 de dezembro de 2010

50%??


Serei a única neste mundinho que odeia os saldos? Não pelos preços, claro, mas pelo espírito tresloucado que toma conta das pessoas, sobretudo (sejamos sinceros) das mulheres. Se juntarmos os saldos aos dias após Natal, nos quais as pessoas têm dinheiro e cartões oferta para gastar então é a loucura, o horror, o fim-do-mundo. É certo que eu estive lá (mas porque queria comprar uma prenda para o meu sobrinho, que esgotou antes do Natal!), é certo que, quando me apanhei lá dentro, até comprei umas coisinhas para mim (tudo tão rapidamente quanto possível, que nestas coisas sou muito eficaz: um pijama polar - a delícia das delícias - e uma lingerie muito fofinha e a um preço espectacular), sem enfrentar uma filazinha sequer, mas de cada vez que ponho o pezinho num centro comercial em alturas de saldos, fico pelos cabelos: são as mulheres completamente vidradas a mexer em tudo quanto é roupa, não interessa a cor, o tamanho ou o padrão. Está em saldo, é para mexer, cheirar, experimentar e, sobretudo, desarrumar. E empurram os cabides para cá e para lá, sem quererem saber das pessoas à sua volta. As lojas começam o dia todas arrumadinhas, como em qualquer outra altura do ano, mas as pessoas que por lá passam em jeito de furacão, fazem questão de deixar tudo como na feira da praça S. João Baptista, do ano de 1996 (a minha referência de feira, que nunca fui à de Carcavelos). E depois são as criancinhas, cansadas, fartas, longe das lojas de brinquedos, que pedem colo, que pedem xixi, que se deitam no chão e fazem birras. São os maridos à porta, encostados, fartos, cansados, saturados, a deitar o olho às meninas que passam. São os próprios trabalhadores das lojas, que chegam a perder a noção das coisas e se queixam de uns clientes à frente de outros clientes e perdem o sorriso habitual e a disponibilidade, para adoptarem uma postura rígida e fria, como que com vontade de nos expulsar a pontapé.
Assim não gosto de ir às compras. Por isso, fechei para balanço e volto quando as novas colecções começarem a espreitar nas montras e tudo voltar ao seu ritmo normal.

2011 Sorrisos


E para ser diferente, em vez de espetar aqui com as minhas resoluções para 2011 (daquelas que acabam por nunca se concretizar*), opto por reconhecer aquilo que de bom 2010 teve:

- O meu amor;

- A minha família;

- A saúde dos que me rodeiam (ou a recuperação dela, no caso do meu pai, ainda que tenha ser operado);

- Os meus amigos (dos melhores que há);

- Tudo o que me fez sorrir;

- O meu trabalho;
- As viagens que pude fazer, os livros que pude ler e a música que pude ouvir...

Para 2011 pedem-se doses iguais ou superiores de sorrisos e saúde e tudo o resto será bem vindo!



E para todos, um ano pleno de alegrias e cheio de sorrisos!


* Este mês tratei de me inscrever na natação e pagar já 12 aulas (os meus costados assim o exigem), cumprindo assim um desejo de 2007/2008, mais coisa menos coisa, de regressar à actividade física uns 5 anos depois, pelo que, a este ritmo, se continuo a planear desejos e resoluções, a coisa vai correr mal!

30 de dezembro de 2010

De volta


Já há muito que o planeava fazer, mas nunca me parecia o momento indicado. Muitas vezes abri o blogue e fiquei a olhar para este quadrado em branco, sem saber como começar. Faltava-me a inspiração, a alma e a vontade de escrever que sempre tive, desde que comecei a dar os primeiros passos na escola primária. Mas como sou de impulsos, hoje decidi que era o dia de voltar, antes que isto se perca na imensidão da blogsfera (a propósito, acho mesmo que alguém tentou ficar com os meus leitores, ao enviar uns comentários estranhos, que eu não publiquei, obviamente), até porque já perdi uns leitores pelo caminho (fracos!).
Assim, hoje comprometo-me comigo mesma a não abandonar de vez o blogue, só não me comprometo com a qualidade dos textos, uma vez que isto aqui para estes lados não tem abundado em criatividade. A ver vamos. Têm sido uns meses de valentes odisseias que importa partilhar.

Nos próximos dias promete-se o regresso aos meus blogues preferidos, os quais tenho visitado, ainda que "silenciosamente". Até já!