27 de dezembro de 2011

Em jeito de balanço, posso dizer que o ano de 2011 foi uma bela...treta. Não sou pessoa de negativismos, nem dramas, mas desde um tumor grave, a um Verão enfiada em casa, em recuperação (o que para uma quase hiperactiva é muito complicado), o fim do contrato no trabalho e a incerteza do que viria aí, a ter perdido uma amiga e ter a minha única avó cada vez mais frágil, confesso que estou desejosa que este ano acabe e que chegue 2012, como se de um recomeço se tratasse. Eu, que nem ligo a esta coisa de ano velho e ano novo, mas desta vez, estou mesmo precisada...E para o ano chega de dramas, que eu gosto é de sorrisos.

23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

A imagem não podia ser outra. A mensagem vem do fundo do coração: a todos um santo e feliz Natal, junto dos que mais amam, com muita alegria e muitos sorrisos.

19 de dezembro de 2011

Das amizades

Achamos sempre, com o passar dos anos e das experiências, que já aprendemos as lições todinhas, já levámos com todos os pontapés e já demos todas as quedas que havia para dar. Achamos que passamos a saber escolher, decidir e antecipar problemas ou acontecimentos. Achamos que conhecemos bem as pessoas à nossa volta. É tramado quando percebemos que não é bem assim. O que mais me custa são as desilusões não esperadas daqueles de quem esperamos tudo menos isso...Vou crescendo mas alguns dos erros continuam a ser os mesmos e, parva que sou, tenho tendência para ir atrás e resolver as coisas, mesmo quando sou eu a magoada, mesmo quando sei que agiram mal comigo. Não gosto de deixar as coisas por resolver, os assuntos por arrumar. Mas desta vez não será assim. Fica uma das resoluções para o ano de 2012: Maria Bê deixa de ser capacho, depois de 33 anos a lidar com pessoas.

17 de dezembro de 2011

Esta semana cruzei-me com o meu querido esposo umas três vezes, todas elas a horas tardias e em duas das vezes, um de nós já estava deitadinho no vale dos lençóis polares. Só para perceberem a minha ausência daqui e dos vossos Cantos. E a avaliar pela quantidade de jantares de natal (do trabalho actual, do anterior, das amigas do outro ainda mais antigo, dos amigos de Lisboa, dos amigos de Almada, etc,etc,etc) espera-se um regresso, se não em grande, pelo menos mais frequente, logo logo a seguir ao Natal. Até já e um fim-de-semana cheio de sorrisos!

8 de dezembro de 2011

A minha vida com os gatos

‎4 dias foi o tempo que a minha, já de si bem pequena, árvore de Natal aguentou de pé, antes de um ataque feroz de duas gatas que, por momentos, devem ter pensado que estavam em plena floresta...O saldo até nem foi mau, considerando que, em anos anteriores, deve ter aguentado uns 4 minutos, antes de ter bolas, pinhas, estrelas, anjinhos e bonecos de neve espalhados pela casa e fitas a sair da boca de um dos gatos (este ano não há fitas para ninguém, foram todas despachadinhas, que aquilo não era bonito de se ver). Já troquei por uma pequena para a desgraça ser menor, mas os estragos estão à vista: ficou irremediavelmente torta. Os pais Natal também andaram a passear e um dos reis magos andou a ser atirado ao ar e a servir de bola. Estou sempre na expectativa de o menino Jesus ir parar à barriga de um deles e depois...à caixa da areia. Agora é ver quanto tempo duram os embrulhos e as fitinhas, mas vamos já avisando família e amigos que, o mais certo, é receberem as coisas ligeiramente amachucadas.  


2 de dezembro de 2011

Ideias para presentes



Este ano vou apostar numa coisa diferente e, em vez de andar louca a tentar encontrar aquele presente para aquela pessoa, que afinal até nem era aquilo que queria (que isto, com algumas das pessoas, sai sempre ao lado, por mais que me esforce), vou apostar em ofertas tradicionais e bem portuguesas: cabazes de doces, de azeites, de chás, de vinhos ou queijinhos, entre outros produtos apetecíveis, adequados ao gosto de cada um. As ideias, para quem pretenda algo do género, tirei daqui, um blog maravilhosamente delicioso, cheio de sugestões simpáticas, acessíveis e cheias de carinho impresso em cada detalhe. Fica a sugestão.

A todos, bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

1 de dezembro de 2011

...

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO... e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe....O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser - resignada, fatalista e piegas - que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»


Miguel Esteves Cardoso para a sua Maria.


As minhas memórias do IPO de Lisboa são as piores. Foi lá que vi pela última vez uma das pessoas mais importantes da minha vida, que mais me marcou e que mais falta me faz: a minha querida e doce avó M. Foi lá que ela me mostrou às enfermeiras, babada como sempre da sua querida neta, a mais parecida com ela no amor pelos animais e pelas plantas, pelos canteiros de poejos e pelas noites estreladas. A que ainda hoje adora tecidos às bolinhas que fazem lembrar a avó, que se lembra da voz dela, do seu cheiro e do seu calor. Foi lá que lhe dei um beijo e um abraço, confiante de que voltaria poucos dias depois para lhe fazer companhia, uma vez mais e para lhe dar muitos mais beijos e abraços. Mas o destino trocou-nos as voltas e pouco depois chegava a notícia do seu falecimento, quando a expectativa era a de que sairia em breve do hospital e dei por mim a acompanhá-la na sua última viagem até ao nosso Alentejo. Passaram quase 16 anos e ainda não recuperei da dor da sua perda. A saudade é mesmo eterna e ainda hoje choro com a lembrança. Sonho com ela frequentemente e nos meus sonhos tenho a benção de poder dizer-lhe o que não lhe disse no nosso último momento...

Por isso as minhas memórias do IPO são as piores, mas desejo do fundo do coração que seja como escreve o MEC, um local cheio de carinho e humor, uma casa, para os doentes, para as famílias para os amigos. Porque quem vive uma dor destas, merece um cuidado assim e toda a atenção do mundo.

My cats...






Are simply the best! Porque são doces, meigos, brincalhões, fiéis, companheiros e amigos. Não consigo imaginar a minha vida sem eles...

24 de novembro de 2011

E se por um lado faço greve...



Por outro trouxe uma pilha de processos para actualizar em casa, porque não consegui não o fazer. Ninguém o exigiu, é mesmo defeito/feitio meu. Nenhum utente acompanhado por mim ficou prejudicado com a minha falta. Às escondidas dos mais anárquicos lá do trabalho, até remarquei as entrevistas todas. E agora, mãos ao trabalho.

23 de novembro de 2011

Das greves

Já vivi muitas greves, mas nunca fiz nenhuma. Amanhã será a primeira, por todas as razões e mais algumas: porque vivo o risco de ficar desempregada a qualquer momento, porque trabalho para o estado, mas quase não tenho protecção, porque me fizeram um novo contrato apenas para me baixarem substancialmente o salário, porque vivo na incerteza todos os dias, mesmo fazendo um trabalho no qual acredito e pelo qual estou apaixonada e ao qual me tenho dedicado nos últimos 10 anos, porque me tiraram os subsídios e nem sequer me pagaram os proporcionais do contrato anterior, porque contornam as leis como ninguém, sempre em prejuízo dos mais pequeninos, como eu, porque sou desvalorizada pelos senhores de gabinete que nem descem do seu pedestal, para conhecer o que faço no terreno. Porque me dedico a este trabalho há tempo demais, para o ver sair prejudicado assim, sem luta. Amanhã vou manifestar-me...está na hora de mostrar o meu descontentamento.

20 de novembro de 2011

Bê recomenda

Para quem, como eu, adora séries, filmes ou livros de época, sobretudo passados durante a I ou II Guerra Mundial, fica a dica:

Numa Fox Life perto de si ;-)

19 de novembro de 2011

Sim, eu sei...



Que é muito cedo e bla, bla, bla, mas está aberta a época natalícia aqui no Cantinho. Não há volta a dar. Adoro esta época e gosto de a prolongar ao máximo. Para a semana segue-se a árvore, as listas de presentes e o início das compras, num natal que será inteiramente dedicado a produtinhos portugueses, de qualidade e em conta. Quem sabe, talvez até tenha tempo de partilhas as minhas ideias por aqui!



Bom sábado, cheio de sorrisos.



15 de novembro de 2011

Para quem conhece a minha luta

Que já dura há quatro anos, mas que se mantém suportada numa fé inabalável, hoje aconselho este post aqui, cheio de amor, partilha e que me encheu ainda mais a alma de esperança. Obrigada Muxy-Muxy!

11 de novembro de 2011

Confrontações...

**

E depois, parte-nos uma pessoa, mas o seu facebook continua lá. A lembrar-nos que ela faz anos, a mostrar as suas fotos, com o seu mural activo e cheio de mensagens de carinho e saudade. Por um lado é bom, porque me faz bem ver as suas fotos e recordar o seu sorriso silencioso, mas feliz, como se estivesse tudo bem e ela estivesse ali do outro lado. Por outro lado, dói a cada momento de confrontação com a distância que nos separa agora...


** - porque tu eras e sempre serás a nossa estrela...

Dos sonhos

Sou e serei sempre uma sonhadora e acredito, em todos os momentos da minha vida, que todos os meus sonhos se irão realizar, enquanto eu acreditar. E eu vou acreditar sempre!

4 de novembro de 2011

Um novo ciclo, um novo capítulo



E hoje chegou, finalmente, a chamada por que tanto ansiávamos...Agora é não deixar que as ânsias tomem conta de mim. 2.ª feira, um novo dia, uma nova semana, um novo capítulo, numa história que se pretende longa e com um final muito feliz.

Bom fim-de-semana, cheio de sorrisos.

3 de novembro de 2011

Mangoholic? Ou talvez não...

By Zara


Sempre fui uma mangoholic, dos pés à cabeça mas, nos últimos tempos, tem sido a Zara a encher-me o olho e esvaziar-me a carteira. Comecei por me desapaixonar pelos sapatos da mango, depois algumas peças e, este ano, praticamente nada me fez virar a cabeça duas vezes na colecção de Outono/Inverno. Na Zara, mesmo quando entro só para ver as novidades, apaixono-me sempre por uma peça ou outra ou, desgraças das desgraças, por várias ao mesmo tempo, que nisto das compras não há monogamia que aguente. Mas ando bem comportada e poupadinha, pelo que tenho conseguido controlar-me muito bem. Contudo e porque tinha um dinheirinho de parte, oferecido pela sogra, para comprar algo para mim, escolhi este vestidinho da foto. Só pude trazer um e a escolha não foi fácil, sobretudo porque todos os vestidos pareciam dizer “escolhe-me a mim, escolhe-me a mim”. Na foto não parece nada de especial, mas vestido fica um must e vai ficar para lá de espectacular com os meus botins cinzentos, já com dois anos e com o meu cinto da H&M, também já com alguma idade, mas bastante enxuto. E agora é guardar a carteira até que precise realmente de alguma coisa, que isto dos luxos pertence a um tempo que já acabou. E por luxo entenda-se comprar algo que já abunda do guarda-roupa, de todas as cores, feitios e tecidos! Mas um mimo de vez em quando só nos faz bem, certo?

E para hoje...



A preparar-me para mais uma consulta pós-operatória e porque a coisa não tem corrido lá muito bem, vou precisar de toda a energia positiva que possa vir desse lado...

2 de novembro de 2011

E depois de uma vida inteira de cabelos claros...



É a loucura total. Durante a minha infância e até aos meus vintes sempre tive o cabelo muito claro, que depois foi escurecendo com a idade (o que eu amo estar expressão...). De louro, passou a castanho claro ou castanho muito claro, sobretudo durante o Verão. Mas agora tudo mudou. Apeteceu-me mudar (depois de experimentar os alisamentos, as franjas direitas ou tortas, os cortes mais escadeados, os caracóis ao natural, o cabelo muito comprido...) e, naba como só eu, escolhi uma cor que pensei ser só um pouco mais escura do que a minha (para não me chocar logo muito), mas, com o tiro no escuro, saiu-me um tom muito semelhante a esse da Chyler. Pois que primeiro entranhei e agora estranhei (devia ser ao contrário, certo?). O que vale é que não arrisquei demais e coloquei uma daquelas tintas que sai com as lavagens. Vamos lá a ver se me habituo a isto ou então, é ver a Maria Bê a lavar o cabelinho todos os dias se se fartar da coisa...

E vocês? Já cometeram alguma loucura com o vosso cabelo? Contem-me tudinho!

27 de outubro de 2011

E Outono é também sinónimo de...

Cheirar e comer estas pequenas deliciosas que, vá-se lá saber porquê, nunca me apetecem quando ainda está calor. Esperei religiosamente pelo primeiro dia fresquinho deste mês, para enfardar umas quantas, maravilhosas, assadinhas e cheinhas de sal, como eu gosto. À venda perto da minha casa e das melhores que já comi. Cheiram a uma quente e aconchegante memória de outros Outonos. M-A-R-A-V-I-L-H-A.

26 de outubro de 2011

Fazer ao contrário #1

Ora bem, dando seguimento ao post anterior, vou começar por escrever sobre uma questão que me foi colocada por e-mail - dado a vontade de anonimato de quem a colocou e que eu entendo perfeitamente.


Quem me conhece já há algum tempo e me vai lendo regularmente sabe que eu e o P. estamos a ser acompanhados num hospital, por questões de infertilidade. Esse bicho feio, tema tabu, do qual a maioria das pessoas não tem coragem de falar. Um dia resolvi abordá-lo por aqui e não me arrependo, até porque me senti muito envolvida por todo o carinho que possa vir desse lado e que sabe sempre tão bem. Contudo, no dia a dia, é frequente sermos confrontados com situações um pouco mais chatas, até porque não andamos a apregoar aos sete ventos que, até ao momento, a mãe natureza ainda não cumpriu o seu papel aqui para estes lados, deixando a cegonha perder-se algures pelo caminho. Não imaginam a quantidade de respostas tortas que afloram nos meus lábios, mas que substituo sempre por aquelas mais banais: "andamos nos treinos" seguido de um sorriso a dar para o malandreco e coisas assim do género.


Estas situações só são chatas porque vivemos numa sociedade extremamente padronizada: as pessoas namoram, têm que casar, têm que ter filhos e pronto. Idealmente antes dos 30 e por esta ordem, aconteça o que acontecer. E não passa pela cabeça da maioria das pessoas que nem todos o queiram, o que até nem é o meu caso, mas é o de muitas pessoas, com toda a legitimidade, ou que simplesmente não possam.


E a pergunta que me foi colocada é: Como é que nós lidamos com a situação - com toda a naturalidade minha querida M. Embora empurrados sucessivamente de hospital em hospital, com a agravante de me terem sido detectados problemas de saúde que têm atrasado o nosso processo (duas operações em dois anos e cheira-me que a coisa não fica por aqui), vamos aguentando todas as etapas, todos os momentos e todas as consultas com o positivismo que nos é característico e com a certeza de que alguma coisa nos estará destinada. Não temos respostas concretas e a expectativa é e será sempre a de que será possível, até nos provarem o contrário e aí e só aí, pensaremos em alternativas. Eu não preciso de ser mãe na verdadeira acepção da palavra, mas sim de dar todo o amor a um filho e isso consegue-se de muitas maneiras ;-)


Nota: a seu tempo, vou tentar abordar todas as sugestões que me foram feitas. Mesmo as mais marotas!

24 de outubro de 2011

Vamos fazer a coisa ao contrário?



Juro que quando não tenho o computador a jeito, nem cadernos, nem folhas e lápis, me surgem imensos temas que, no momento, me parecem óptimos para debater, desfiar e analisar por aqui. E depois dou comigo a olhar para este quadrado branco das mensagens, com o meu cérebro totalmente vazio. Tão depressa vêm as ideias, como se evaporam para todo o sempre. Ao mesmo tempo, tenho aí uns 20 post's em rascunho, que não me convenceram o suficiente, para os publicar. Não sou mulher de choradinhos, mas este ano não tem sido muito fácil e as razões são mais do que muitas e isso acaba por se reflectir também aqui. Por isso, vou tentar fazer a coisa ao contrário. Certa de que alguns de vocês, conhecedores da linha de (des)orientação aqui do cantinho, sabem sobre que temas poderia escrever, aceitam-se sugestões, questões, dúvidas, o que quiserem. A caixinha dos comentários está aberta! E eu agradeço a possível inspiração que possa vir desse lado ;-)

22 de outubro de 2011

Finally...

E não, deste lado ninguém me vai ler, mais à frente, a queixar-me do frio e da chuva e do vento. Eu sou uma pessoa de Outono e de Inverno, não há nada a fazer...

12 de outubro de 2011

...

Nunca deixem nada por dizer, nunca deixem nada por fazer. Nunca deixem uma história mal resolvida manter-se assim para sempre. Nunca desistam de alguém sem primeiro tentar. Nunca se afastem, sem primeiro ouvir. São o conselhos de alguém que, presa à menina de um dia, de apenas 17 anos, se deixou levar pelos dramas de adolescente e se afastou de uma grande amiga, para só, há pouco tempo, ter dado oportunidade a que a nossa história se pudesse reescrever. Quando 16 anos depois, as pessoas ainda mexem connosco, é porque fazem parte de nós. E eu só lamento não ter sido mais rápida, mais inteligente, mais sabedora. Porque fui a tempo de resolver por mensagens e e-mail e de marcar um encontro para um dia melhor (as duas a sofrer problemas de saúde, quase em simultâneo...). Mas esse dia não chegou e ela partiu...e neste momento eu sofro com a sua ausência como se nos tivéssemos despedido há 5 minutos atrás. Ela nunca se esqueceu de mim. Eu nunca me esquecerei dela.


Até sempre minha querida I. Hoje, o céu ficou mais brilhante e eu, muito mais pobre...

Pois que...

Uma pessoa fica séculos sem vir ao blogue e sem bloggar. E depois quando vem, é tanta novela, tanto drama, tanto cambalacho, tanto lavar de roupa suja, tanto ódio e inveja e outros tantos sentimentos negativos a pairar por aí (e eu completamente à toa), que fica logo sem vontade de por aqui os dedinhos por um tempo outra vez...Assim fica difícil!

11 de outubro de 2011

11-10-08

E há três anos foi assim...





Mas são quase 10 anos de mim, de ti e de nós...e eu sei e sinto, que serão muitos muitos mais. Parabéns a nós meu amor.

2 de outubro de 2011

Das coisas que me fazem feliz...

Ontem trouxe estes 3 meninos para casa:








Quais roupa, calçado, acessórios ou maquilhagem - que compro e gosto, claro que sim, mas eu fico mesmo feliz é quando olho para a pilha crescente de livros por ler cá em casa e imagino as horas de prazer que ali estão à minha espera. Consigo entrar numa livraria e agarrar-me logo a três ou quatro tipo lapa, sem os quais a minha vida deixa de fazer qualquer sentido. Acho que até beicinho faço, se estiver naquela fase menos abonada do mês e tiver que optar por apenas um. São o meu vício, que não consigo descrever em palavras. É que não me dão dinheiro, mas fazem de mim uma pessoa muito mais rica...

1 de outubro de 2011

Just for girls #7

Estou feliz que só eu! Então não é que hoje, depois de fazer uma cauterização capilar (hidratação profunda), ali para os lados de Alvalade, entrei numa lojinha de produtos de cabelo, daquelas meio escondidas e descobri estas duas maravilhas:






Orofluido Condicionador e Orofluido Shampoo



Eu, que já sou fã do óleo da Orofluido e desde Janeiro não vivo sem ele, juntei agora estas duas maravilhas ao ritual, espero, irão por o meu cabelo (ainda) mais sedoso e bonito! Também há uma máscara que parece ser excelente, mas comprei uma há pouco tempo e achei por bem não abusar da minha carteira. Para a próxima, não me escapa!

30 de setembro de 2011

Para viciados na Anatomia de Grey

Se, como eu, estiverem sempre à espera que sexta-feira de manhã chegue bem depressa, para sacarem os episódios que dão nos states 5.ª à noite e poderem deliciar-se com os mesmos fim-de-semana adentro, cuidado com as pressas e com as ânsias. Não vos vá acontecer o que quase me aconteceu hoje de manhã que, com um olhar mais atento (uma sorte puramente circunstancial), dei comigo a sacar não a grey's anatomy, mas sim a... gay's anatomy. Nada contra, atenção, mas não estava com muita vontade de ver possíveis sósias do Mcdreamy e do Mcsteamy a brincar aos doutores...

19 de setembro de 2011

...

Todo o trabalho, todo o esforço, todas as horas aparentemente perdidas, todas as noites mal dormidas, todas as preocupações, todos os convites negados, todos os fins-de-semana de castigo...compensam, quando a nossa pessoa nos diz que tem muito orgulho em nós.

E a esta hora




Estou a caminho de mais uma consulta. Esperemos que a última dos próximos, vá, meses, que eu sou uma pessoa realista e detesto cair com a cara no chão - já me bastou o balde de água fria da última consulta, há cerca de duas semanas. Vamos lá a ver se desta vez as notícias são melhores. Estou farta, fartinha de tantos cuidados e cuidadinhos, tantos "nãometoques" e "não podes fazer isso". Quero voltar a ser eu, quero voltar à natação, quero usar saltos altos à vontade, quero saltar, pular e cair para o lado de exaustão. Por isso, fica o pedido - todos, desse lado, a torcer por mim, sim?

18 de setembro de 2011

Sobre as fotos mais comentadas na internet...post impróprio para púdicos

Agora querem ver que nunca ninguém, por essa blogsfera fora, experimentou tirar fotos a si própria e até mesmo, enviar as ditas ao seu mais do que tudo. Diz por aí que é brega, ordinário, sinal de uma baixeza sem limites. Eu não concordo. Mesmo nada. Só que acho que uma mulher tem que se sentir muito bem consigo mesma, muito segura de si, para se sentir à vontade para o fazer. E, acima de tudo, muito segura na relação que está a viver - não convém fazê-lo com o rapaz one nigth stand, ou com alguém com quem cuja relação nos parece condenada à partida.


Tenho para mim que, tal como no sexo propriamente dito, não nos devemos limitar às coisas convencionais e há uma série de coisas que podemos fazer para despertar o desejo em quem queremos ver esse desejo despertar. Quando estamos à distância, com vários km e horas de viagem pelo meio, porque não? Qual é o verdadeiro problema? Claro que convém apagar tudo depois, porque, mesmo não sendo famosa (e com um corpinho danone) como a Scarlett, ninguém (?) quer alcançar tal patamar dessa forma e nunca se sabe a que mãos pode ir parar o nosso telemóvel (pior do que um estranho é mesmo ir parar às mãos do paizinho, credo!). É isso e enviar sms picantes à pessoa errada! Diz quem já viveu uma situação dessas que é coisa para ser gozado durante uns bons tempos, senão para o resto da vida.


Eu cá sou apologista de que nós estabelecemos os nossos próprios limites e, dentro destes, não devem haver grandes limites. Quando se vive uma relação, a relação, porque não apimentar as coisas, fazendo algo de inesperado?


Se eu já o fiz? Não tenho vergonha nenhuma em assumir que sim (já tinha dado para perceber, certo?). Apenas e unicamente com o meu ser perfeito, o meu outro eu. O efeito? Vale bem a pena ;-) Um conselho - sejam menos púdicas e experimentem-no com alguém que o mereça.


E agora venham daí os calhaus, as pedras e os paus, que eu estou preparadinha à espera.

Objecto de desejo de um domingo à tarde



Assim como quem não quer a coisa, estava capaz de comer um destes num tirinho, a ver se me acalmava as ânsias, que isto de ter dead lines é coisa para me tirar uns aninhos de vida e polvilhar a minha cabecinha de (mais) uns quantos fios brancos. Nada como o chocolate dos chocolates para ver a vida logo por outro prisma...

16 de setembro de 2011

Quase...

Quase quase a acabar a tese de mestrado, o que significa mais tempo, mais vontade e mais capacidade de escrita sobre tudo o que não envolva o meu tema. E quando acabar o dito, já fiz o P. prometer-me que me impede de me meter noutra nos próximos 5 anos, pelo menos. Sei que rapidamente vou esquecer a trabalheira que tem sido, sobretudo naquele momento de euforia, após a defesa, com os neurónios todos inchados e vaidosos e vou descobrir novas áreas da psicologia ou da educação para estudar, mas tenho que me portar bem. A todos aqueles que conseguem tirar pós-graduações, atrás de pós-graduações e mestrados atrás de mestrados e doutoramentos e tudo e tudo, os meus parabéns. É que isto de trabalhar que nem uma louca, com horários impróprios, dormir pouco, ser operada pelo meio, andar sempre preocupada, ter pilhas de livros para ler, tentar manter a vida social e não descurar os amigos e a família e ter a casa num pandemónio, é dose. Mais sei que, no fim, vai valer a pena. É isso e ter a família a tratar-me por Mestre Bê, que depois deste trabalho todo, tenho que dar uso ao novo canudo ;-)

7 de setembro de 2011

Próximas compras

A pilha de livros por ler cá de casa nunca termina. Compro-os sempre que me é possível e, ao ritmo a que anda a minha vida, consigo ler cerca de 2/3 livros por mês, de cerca de 600 páginas. E mesmo sabendo que tenho uns quantos que quero muito ler ali a olhar para mim, ando ansiosa por comprar estes dois meninos aqui:



Vou ficar tão feliz quando os trouxer debaixo do braço - estou apenas à espera do cheque oferta que sei que vou receber dos colegas de trabalho, no meu aniversário! Do Jonathan Franzen ainda não li nada, mas a crítica é excelente. Do David Nicholls li o "Um dia" e gostei bastante, embora o tenha achado levezinho. Diz por aí que este é muito melhor, por isso - quero! alguém já leu algum dos dois? Opiniões?

6 de setembro de 2011

E depois

Para animar a alma, nada como umas comprinhas. Mas como ando muito poupadinha, fiquei-me por um verniz. Provavelmente o 324º verniz que anda cá em casa - coisa que os homens não entendem, mas nós, mulheres, bem sabemos que precisamos de vários, para alternar consoante o estado de espírito, a roupa, o evento, a estação do ano...


O que veio cá para casa viver - e que estou desejosa de experimentar - foi este aqui:

5 de setembro de 2011

Notícias minhas

Hoje tive consulta. A minha segunda consulta pós-operatória. E só hoje me apercebi que estava uma pilha de nervos. Assim que estacionei o carro no parque de estacionamento fiquei cheia de náuseas e vontade de correr para o wc mais perto. Mas lá fui eu, formosa e segura, sorridente e esperançosa. Tive boas notícias, muito boas notícias mesmo, mas também soube que, mesmo quase dois meses depois, ainda não estou a 100%, o que devia ter cicatrizado ainda não cicatrizou e ainda não posso voltar ainda à minha vidinha de sempre - o que é uma valente treta. Daqui a duas semanas lá estou eu de volta, para ver se melhorei.

Ora, tudo isto, a acrescer ao final do meu contrato de trabalho a 31 de Agosto, a incerteza após esta data e um prazo apertado para entregar o relatório de mestrado - o qual não me apetece mesmo nada fazer - tem feito com que a motivação para vir a este cantinho não tenha sido lá grande coisa...esperam-se melhores dias! E espera-se, sobretudo, que se ainda há alguém desse lado, não desista de mim. Eu hei-de regressar!

25 de agosto de 2011

A difícil vida de um gato




Das alcunhas...parvas

No meu tempo de adolescente, muitos eram os amigos e colegas de escola que foram simpaticamente baptizados com alcunhas, com mais ou menos sentido. Alcunhas essas que se agrafaram à pele e se mantiveram ao longo dos tempos. Eu tive a minha dose, mas como mudei muitas vezes de escola e até de cidade, elas foram-se perdendo. Fui a Girafa (naquela fase em que os rapazes ainda não deram o pulo), a Olívia Palito (pois que já fui mesmo muito magra), a Russa, porque era muito loura (o que se foi perdendo com a idade - foi-se o louro, vieram os quilos), a Barbie (essa não durou muito, porque nem me dava ao trabalho de responder) e depois a coisa ficou por ali.


Mas agora, enquanto passeava os meus olhinhos pelo facebook e fui dar os parabéns a um colega de escola, que não via há anos e que reencontrei por esta via, apercebi-me como estas alcunhas podem ser terríveis. No meu secundário tivemos de tudo: o Couves, o Borras, o Dentes, o Bifes, o Conguito e ainda um Cowboy e um Verdes (não me façam explicar esta), entre outros. Bastava um malfadado dia, alguém usar a roupa errada, ou dizer algum disparate e ficava marcado para sempre. E porque é que pode ser terrível? Porque tenho a certeza absoluta que se me encontrar com algum deles na rua e tiver que o apresentar a alguém ou dizer o seu nome, a alcunha vai andar a cirandar pela minha boca, querendo sair, enquanto me esforço por disfarçar a coisa. Sou do género de dizer exactamente aquilo que não quero, nestes momentos.

Então e por aí? Qual a(s) vossa(s) alcunha(s)?

6 de agosto de 2011

Urgente!!



Precisa-se de mega-fantástica-única-fabulosa-super-especial ideia para o jantar de amanhã à noite, que antecede o aniversário do meu amor e que se quer a dois, à luz das velas, na nossa adorada casinha. Ah e tem que ser realizável por alguém que, não sendo uma cozinheira espectacular e não sabendo muito de cozinha*, mas gosta de tentar. Anybody?


* Ando agora a dar os primeiros passos além arroz e massa e básicos e a descobrir um novo mundo terapêutico.

Just for girls #6




Este ano não fiz praticamente praia. Apenas uns dias em Junho e depois, o castigo! Pode ser que agora em Agosto ainda consiga por lá os pezinhos, mas isto não está ainda grande coisa. De qualquer forma, queria partilhar um pequeno, simples e barato truque a que recorro sempre que as minhas melenas apanham muito sol e água salgada, essa dupla terrível que seca até a mais macia das cabecinhas: óleo de amêndoas doces diluído com um pouco de água. Tenho já a mistura feita num frasquinho que comprei na Women Secret (também há na Body shop) e aplico nas pontas a cada ida à água. O cheiro não é o melhor (mas aguenta-se bem - a mim cheira-me a pacote de batatas fritas de praia - um cheiro inventado por mim) e é naturalmente um pouco gorduroso, mas o cabelo agradece e o meu cabeleireiro também! Fica a dica.


PS: Não aconselhável a cabelos oleosos...

5 de agosto de 2011

Coisas boas de ter sido obrigada a hibernar em pleno Verão...

Descobrir esta série fantástica: As taras de Tara, ou no original United States of Tara, na Fox Life. Mas por onde é que eu andei, que só agora se me abriram os olhinhos?


4 de agosto de 2011

Das relações e das diferenças...




Relações...existirá algo mais complicado? Não me parece. As relações que estabelecemos com todos à nossa volta gerem a nossa vida e da qualidade das mesmas depende a nossa felicidade. Mas de todas, as mais complexas são sem dúvida as relações amorosas. Quando escolhemos alguém com quem namorar, viver, casar, ter filhos, não escolhemos com base no que poderíamos considerar os requisitos ideais, mas porque nos apaixonamos, porque é aquela a pessoa com quem queremos estar. Porque é o nosso coração que nos comanda. E se na altura do encantamento tudo se desculpa e até aquelas coisas que nos irritam profundamente em qualquer outra pessoa, se tornam encantadoras e cheias de graça, com o decorrer dos tempos, as diferenças vão emergindo e é aí que surge o grande desafio: aprender a lidar com elas. É que além das diferenças de carácter e de feitio existem ainda as diferenças que tornam os homens e as mulheres tão opostos entre si: elas chegam a casa e adoram falar sobre como correu o seu dia. Eles chegam a casa e querem descanso e o comando da televisão ou a play station disponível. Elas gostam de dissecar, eles de simplificar. Elas analisam a relação à lupa, eles acham que tudo se resolve por magia. E nenhum tem mais razão do que o outro. O truque é encontrar o ponto de equilíbrio entre as diferenças que vamos descobrindo ao longo dos tempos. É ceder um bocadinho em cada coisa, de parte a parte. É parar para pensar, sentir, analisar e deixarmo-nos levar pela sensatez. É avaliar a importância da relação e agir de forma a mantê-la, quando é merecedora. É acima de tudo, saber amar e preservar esse amor que nos permite respirar. Se é fácil? Não. Claro que não. Mas vale bem a pena, quando é aquele amor que nos faz sorrir com a boca e com a alma. Mas atenção que não há uma receita certa - cada um tem que encontrar a dose ideal de cada ingrediente daquilo que o define como parte de um casal.

22 de julho de 2011

Ficam as perguntinhas

Assim que finalmente puder por os pezinhos na rua – e que não seja para mais uma visita ao médico – gostava de dar um saltinho aos saldos. Preciso de umas calças de ganga e de uns sapatinhos rasos (não sandálias, porque nesta altura do ano já não invisto em roupa de Verão). Por isso, as minhas dúvidas são: Ainda vale a pena? Ainda dá para encontrar tamanhos normais tipo 36/38 na roupa e 37/38 nos sapatos? Ainda há coisas giras por aí? E onde ir? Contem-me tudinho!

21 de julho de 2011

E por aqui tem sido assim...



A visitinha ao médico hoje resultou na informação de que as minhas cicatrizes estão espectaculares, as minhas trompas estão maravilhosas e os meus ovários são lindos. Há outras coisas que, para já, estão menos bonitas (o meu médico fez questão de me mostrar as minhas entranhas de fio a pavio, o que tirou, o que suturou e o que ficou - era o P. a desviar os olhinhos e eu sequiosa de informação!) e vou precisar de cerca de dois meses até voltar a ser a Bê de sempre, mas, de qualquer forma, depois de dias e dias de baixa, alapada no sofá, de pijama, cara lavada e com o cabelo deformado (já faz remoinho no cocoruto, por estar sempre encostada a uma almofadinha), estes foram os melhores elogios que arranquei a alguém quando finalmente saí à rua. Ah, e já consigo tossir sem me agarrar à barriga e levantar sem parecer uma velhinha de 80 anos, a dieta pastosa já foi, finalmente, à vida, já consigo vestir calças de ganga (os saltos altos é que só lá para 2012) e quando tiver alta posso ir à praia e fazer as minhas caminhadas. Isto vai lá, devagarinho, mas vai!

14 de julho de 2011

Tal como prometido

Aqui estou eu, no mesmo sofá. Todos acharam que estava demasiado optimista, mas eu sabia que em dois dias voltaria. Ainda muito muito dorida e ensonada e enjoada, mas feliz porque não poderia ter corrido melhor - o estuporzinho que tinha que sair saiu. Agora é descansar muito e manter uma dieta pastosa (soa bem, eu sei) e esperar, muito positivamente, pelos resultados das análises. Obrigada a todos pelo apoio e pelo carinho, tão importantes para mim.

12 de julho de 2011

Ah que malandro Sôtor...

E pronto, o meu médico gosta de me trocar as voltas e fazer pequenas surpresas e, vai daí, que resolveu antecipar a cirurgia uma semana. Uma semana. Assim, de um momento para outro, sem preparar o meu coraçãozinho que anda tão carente e mimalho e tudo. Fui apanhada tão de surpresa que nem pensei bem na coisa e, no calor do momento, esqueci-me que o P. vai ser operado aos olhos na 4.ª feira e o meu pai antecipou uma viagem de trabalho para esta semana, para estar cá na próxima - a modos que isto me reduz bastante as visitas no hospital. E o que eu ia fazer numa semana, com calma e tempo, tive que fazer numa tarde - tarde essa, passada a dieta (estou a caldos e chás...) e remédios horrorosos, náuseas e um eu sei lá de sentimentos estranhos a confundirem-me as entranhas e a mente.

Quando lerem estas linhas já eu estou a caminho do hospital. Espera-se um internamento de 2 a 6 dias, se as coisas correrem bem. Eu afirmo que daqui a dois dias estarei no mesmo sofá em que estou agora, a partilhar convosco as maravilhas alimentares do hospital. Pormenores sensíveis serão dispensados e sorrisos serão muitos, que eu ainda não fui, mas já estou desejosa de voltar para o meu Cantinho e para o meu lar.


Até já!

9 de julho de 2011

Sou só eu que sou assim?

Se eu tivesse uma amiga como eu, não sei se não estaria já fora da minha lista de melhores amigos. É que é frequente nos aniversários dos meus mais próximos, andar o dia inteiro a pensar tenho que ligar à X, tenho que ligar à X, avisar todos o outros, quase paternalistamente, para não se esquecerem de ligar e depois, só a altas horas da noite, quando já estou deitadinha e preparada para o sono dos justos, é que se me dá um baque quando me apercebo que não liguei, não mandei sms, não enviei um e-mail, nada. E lá vou eu, às tantas, às escuras e aos encontrões, procurar o telemóvel, esquecendo-me sempre do raio do código, que mudou recentemente e mandar uma sms, enquanto me chamo todos os nomes à face da terra e espero não ter perdido aquela pessoa para sempre (algumas levam isto mesmo muito a sério!). Ontem aconteceu novamente, com a S. e eu estou para aqui perdida, à espera que sejam horas decentes para lhe ligar (afinal foi sexta-feira e é bem provável que tenha ido para a rambóia) para saber se é das que fazem fita, ou das que faz o mesmo e me compreende!

8 de julho de 2011

Este blog não sei vai tornar um blog sobre (a minha) saúde...


Mas, não posso deixar de partilhar que, nós últimos dois meses o meu corpo foi revirado de trás para a frente com todo o tipo de exames. Já tive uma visão panorâmica das minhas profundidades, que nestas coisas sou curiosa e não desvio o olhar. Fiz dos exames mais horrorosos, invasivos e dolorosos que possam imaginar, aos mais simples como raio-x, ecg e análises de sangue. Uns que incluíram a toma de remédios horrorosos que me puseram a vomitar (entre outras coisas) durante dois dias, aos que exigiram dietas rigorosas que me puseram a salivar de cada vez que via um anúncio a batatas fritas e donuts. Passei fome e fiz horas e horas de jejum. Fui espetada, picada e remexida. Fui observada por médicos e mais médicos e enfermeiras e sei lá mais quem. Mas o que mais me custou, o que me tirou o sono durante várias noites, o que exigiu que tomasse um calmante e que quase me fez fugir à última da hora, não fosse o sentimento de que tinha mesmo que ser, foi a ressonância magnética. Essa máquina horrorosa, sugadora de corpos, esse tubo claustrofóbico que eu tanto quis evitar, até não ser mais possível. E toda a gente gozava comigo. Naturalmente. Mas nestas coisas das fobias, o ser humano é mesmo assim e garanto que foi o pior momento destes últimos dois meses. De tal forma que avisei o técnico e o médico, para se prevenirem para potenciais figuras tristes (que, penso, o calmante conseguiu evitar). Nem quero imaginar-me a passar pelo mesmo novamente. Foram os minutos (muitos) mais longos e barulhentos da minha vida (quem me sugeriu fazer relaxamento – e eu bem tentei senhores – não deve saber que é mais fácil imaginar que estamos num filme de guerra do Spielberg) e só me passava pela cabeça que poderia haver um terramoto e toda a gente ia fugir e deixar-me ali a morrer aos poucos, enquanto arranhava a maldita da máquina barulhenta. E não adianta virem para aqui lembrar que sou psicóloga, porque tal como os médicos ficam doentes, os advogados são processados e os professores não sabem tudo, também os psicólogos têm a mais comum das fobias. Destas que tiram o sono e a capacidade de discernimento. É isso e baratas.