31 de janeiro de 2011

Just for girls #4



O meu desmaquilhante de olhos favorito, de todos os que já experimentei no mercado. Numa passagem, os olhos ficam limpos e libertos de qualquer resquício de lápis, rímel e sombra. Claro que é preciso conhecer alguém vendedor da marca, mas graças à minha amiga I., este já não falha cá em casa. Recomendo, com cinco estrelinhas.

My cats, my friends...




Os meus companheiros de todas as horas...

29 de janeiro de 2011

Uma maneira de sabermos que temos ao nosso lado a pessoa certa...


É falarmos de um sonho, que pensamos que pode vir a ser um projecto que não nos trará dinheiro, mas que nos fará felizes e, na hora, a pessoa tomar a iniciativa de fazer tudo ao seu alcance para que o possamos concretizar...sem termos que pedir nada...

E agora...?


Só há um ano atrás me apercebi do quanto gosto do programa So you think you can dance (não confundir com o português). Gosto do formato, dos elementos do júri, da apresentadora (de uma simpatia radiosa) e claro, das danças. Posso até dizer, quase envergonhada, que o programa me fez ver a dança com outros olhos e cheguei a emocionar-me várias vezes, com determinadas coreografias e sobretudo, com determinados dançarinos. Nesta última temporada, desde o início que fiquei fascinada com um deles, o Jakob. Absolutamente fantástico, irrepreensível, fabuloso em todos os géneros e em todas as coreografias que, espante-se, não ganhou. Penso eu que talvez por efeitos que a nós nos ultrapassam, perdidos algures no meio do oceano, relacionados com as histórias, os dramas, as vivências dos dançarinos, que nós aqui não conhecemos, mas que sabemos que influenciam na hora de votar e que devem inundar as revistas e os programas televisivos. Fiquei triste. Desiludida, mas com a certeza de que este rapazinho tem um futuro brilhante pela frente. Para quem não sabe quem é, espreite aqui, aqui e aqui, ou aqui. Vale a pena.

27 de janeiro de 2011

Be

Mine...forever and ever...

Dicas precisam-se...


Digam-me por favor, onde é que se compra roupa realmente gira numa H&M. É que eu no site até encontro umas coisas giras e nas modelos parece-me tudo fantástico, um must-have, um sei lá de palavras estrangeiras que fica bem usar, porque dá estilo, mas assim que ponho os meus pezinhos delicados na H&M mais perto da minha zona, só me apetece fugir, de tão básico e enfadonho que tudo me parece. Só se safa nos acessórios e, mesmo isso, só muito de vez em quando. Caramba...será só na minha zona que parece tudo fraquinho, pobrezinho??

26 de janeiro de 2011

Pergunta: Optimista ou burra?

Desde que na escola soubemos que os nossos contratos não iriam ser renovados, todos os dias, invariavelmente, entra-me alguém pela minha sala de trabalho, ou a mandar vir com o mundo, pleno de injustiça, ou a choramingar com o peso da desmotivação ou até incrédulo com a minha naturalidade perante o assunto. Penso mesmo que a um ou a outro, já lhes deu vontade de me espetar uns belos tabefes, quando não junto as mãozinhas para choramingarmos em conjunto, quais madalenas injustiçadas pela precariedade do mundo lá fora. Mas eu sou assim. Depois do choque inicial, que bateu claro, procuro sempre ver o lado bom das coisas*, procuro ver o copo meio cheio, procuro manter-me positiva e calma. Penso nas alternativas e procuro manter-me motivada a mim mesma e continuo a trabalhar com o mesmo afinco, com a mesma vontade e com a mesma dedicação, mesmo cheia de contrariedades (são os financiamentos cada vez mais reduzidos, os projectos que não avançam, o material que nos é recusado...). Continuo a chegar a horas e a trazer trabalho para casa, quando é necessário e hei-de continuar até ao último dia, mesmo quando alguns parecem estar prestes a saltar do barco, antes que o mesmo afunde irremediavelmente. Continuo a rir, a ser a mais brincalhona, a mais desbocada, a que chega de manhã cheia de energia e com vontade de distribuir abracinhos e sorrisos. Mas, como eu própria brinco, ou sou mesmo muito optimista, ou sou mesmo muito burra...Mas não quero saber. Vou continuar assim, a ver tudo pelo lado cor-de-rosa e a agarrar-me a tudo o que tenho de bom ;-)


*E pensam vocês - qual lado bom? - pois bem, pelo menos, soube com 8 meses de antecedência. Estou com contrato de trabalho, o que me permite alguma segurança, mesmo que, até lá não arranje emprego. Continuo a poder dedicar-me ao meu mestrado. E tenho imensas ideias na cabeça.

Se a moda pega...

Este espaço muda de nome para Cantiinho once Bytokla e eu passo a chamar-me Bêonce Viiríhl. Cool!
(Ou de como eu devia estar a trabalhar, mas fui ao facebook Lyoncificar o meu nome...)

25 de janeiro de 2011

Oito...

8 Anos. 8 anos de sorrisos felizes, de lágrimas de alegria e de tristeza, de partilha de todos os momentos, os bons e os maus, de gargalhadas cheias, de amor único, de carinho, de abraços longos e profundos, de mãos dadas e dedos entrelaçados, de calor, de conforto, de amizade, de apoio, de sinceridade, de palavras bonitas e de declarações de amor, de torradas ao domingo e sussuros no escuro, de desabafos e de cumplicidade desmedida, de passeios na praia e mimos no sofá.
8 anos de ti, de nós...8 anos desde que a minha vida começou a fazer todo o sentido...

23 de janeiro de 2011

Direito e dever #2

Não foi fácil. Nada mesmo. Dirigi-me à escola onde voto desde sempre, munida do meu cartão do cidadão, do cartão de eleitor (onde tinha o n.º) e de uma consciência limpa e cívica e, depois de ter estado na fila mais desordenada de sempre, recambiaram-me para outra escola, não sem antes três ou quatro velhotes terem tentado passar à minha frente descaradamente (raios'parta - o que eu me irrito com estas coisas!). Aproveitei para reclamar que o sistema não funciona como deve ser, que não percebia porque me tinha atribuído um novo número (eu já votei com o cartão do cidadão naquela escola), mas o senhor responsável por me informar onde me devia dirigir, esperto que só ele, devolveu-me um grande sorriso foi-me tratando por tu, o que me levou a achar que pensou que eu seria ainda uma miúda e fiquei mais contentinha e devolvi-lhe um: Claro que a culpa não é sua, mas...Uma pessoa até quer votar, mas depois só se depara com obstáculos.
Lá fui eu a correr alvoraçada para outra escola, debaixo de um frio de congelar a alma e capaz de me arrepiar os pelinhos do nariz - eu, uma engripada em recuperação - enquanto pensava que, se tivesse feito como sempre fiz, ou seja, ir votar às 18:50, altura em que as urnas já costumam estar vazias, tinha lixado tudo e ia ter a consciência pesada até às próximas eleições. Na outra escola, enorme, a maior da zona, apenas meia dúzia de gatos pingados andavam por lá, o que me assusta/envergonha um pouco. Votei, não sem antes dar um olhinho nas caras deles todos e de percorrer os nomes um a um. Suspirei desgostosa e pus a minha cruz. Vamos lá a ver...

My cup of tea #2

Direito e dever...

Quando fiz 18 anos, foi com muito orgulho e vontade que fui a correr tratar do meu cartão de eleitora. E com igual orgulho o coloquei na minha carteira e comecei logo a votar, assim que as primeiras eleições após esse momento, se realizaram. E é sempre com essa sensação de dever cumprido que me dirijo às urnas, a cada domingo de eleição. Sejam autárquicas, legislativas, presidenciais ou referendos. Eu estou lá, sempre cheia de convicção de onde colocar a minha cruzinha. Sempre com vontade de contribuir e de manifestar o meu direito e a minha cidadania. Mesmo quando sei que aquele em quem voto, não sairá vencedor.
Menos desta vez. Não me apetece. Vou, mas é sem vontade. Porque ninguém me convence. Porque já não os posso ouvir. Porque as campanhas se centram em crónicas de escárnio e mal-dizer e não na tentativa de mostrar o que se pode, se deve e se quer fazer por este nosso país. No meio disto tudo, já nem sei muito bem para que é que um Presidente serve, se não para ser uma marioneta que nos representa quando necessário, que aperta umas mãos e veta umas leis. Só para mostrar que está lá. Estou cansada. Mas mesmo assim, irei votar...a minha consciência não me permite ficar em casa.

22 de janeiro de 2011

Planos para hoje à noite:

É sábado, passei a semana enfiada em casa e finalmente sinto-me um pouco melhor, por isso posso:

- Ir ao cinema;
- Jantar fora;
- Dançar como se não houvesse amanhã;
- Fazer todas estas coisas e mais algumas ainda;
...
Mas está muitoooo frio e ainda me sinto em recuperação. Assim, como alternativa, fico por casa a tentar terminar esta maravilha aqui:

Consegui ler os dois primeiros assim, de enfiada. Quase nem dormia, nem comia, nem respirava. Este aqui surgiu numa época mais complicada, mas hoje estou determinada a acabar com ele, embora esteja em negação quanto à morte do autor. Não se faz, morrer assim, depois de viciar uma pessoa. Não se faz...
...
Nota (30 m mais tarde): Parece que afinal vou jantar fora. Sushi. Não resisto a sushi. Sou uma vendida...

Diferenças


"O cérebro masculino está configurado para se concentrar numa tarefa específica de cada vez e a maioria dos homens confirmará que só é capaz de fazer «uma coisa de cada vez». O cérebro da mulher está programado para o trabalho multitarefas. Ela é capaz de desenvolver, simultaneamente, várias actividades não relacionadas entre si e o seu cérebro nunca está em repouso: está sempre em actividade". E isto explica tanta, mas tanta coisa, que devia ser matéria obrigatória logo desde a escola primária, de forma a evitar todas as consequências nefastas desta grande diferença.
E não sou eu que o afirmo, mas sim um psicólogo (homem!) num livro escrito com uma pitada de humor e que eu aconselho a todos os que querem compreender melhor o sexo oposto. Sim, porque agora entendo porque sou capaz de coisas tão simples como limpar a casa e falar ao telemóvel ao mesmo tempo, cantarolando a música que vai passando no computador, enquanto penso na roupa que vou usar nesse dia e no jantar que vou preparar. Já o P. não consegue trocar mais do que dois ou três grunhidos comigo enquanto vê futebol e, claramente, não ouve nada do que eu digo nesses momentos (tenho cá para mim que se lhe disser que vou gastar todo o dinheirinho da conta conjunta em roupa e sapatos ele concorda na hora, apenas com um aceno de cabeça)...

Mas, atenção, não quero com isto dizer que somos melhores ou piores, apenas diferentes e há que conhecer essas diferenças, de forma a encontrarmos o ponto de equilíbrio entre as mesmas!

21 de janeiro de 2011

Errrr...pois...não há tempo para dois...


Estava eu aqui a retocar o Divã da Bê, esse blog fantástico com cerca de 5 post's (no espaço de quase um ano) e 3 leitores, a pensar como reavivar a coisa, o que escrever, que cores colocar, quando se fez luz na minha brilhante cabeça e, dando seguimento a um anónimo muito zangado que achou que eu apenas estava a ocupar mais espaço neste cubículo pequeno que é a blogsfera, pensei e porque não juntar os dois? (Viu caro anónimo, como eu sou boazinha e uma fofa?)
Ora aí está. Se um já me dá trabalho, dá que pensar e que escrever, não tenho, na verdade, tempo para dois. E eu já escrevo sobre tanta coisa aqui: umas mais sérias, outras nem tanto, que faz todo o sentido, acrescentar uns post's voltados para a psicologia(?) barata. E para o outro blog andar por ali perdido, quando até podia ter uma certa piada (ou não, ou não), então vamos juntar a coisa e transformar isto no Cantinho com divã da Bê.

Assim, e para que não se perca o que já escrevi e para que os que não leram se possam deliciar com essas minhas pérolas de sabedoria de trazer por casa, os próximos dias serão intercaladamente dedicados aos tais cerca de 5 post's que por lá andam perdidos. Enjoy!

20 de janeiro de 2011

My look of the day

Outfit:
1 - Pijaminha Women secret, de material polar, bem quentinho e confortável. Preço de saldo: 15€, mais coisa, menos coisa;
2 - Meias Women secret, a fazer pandã com o pijaminho (gira na saúde e na doença, como se quer);
(Não encontrei imagem das minhas pantufas, mas imaginem algo muito parecido com as botas Ugg)
Acessórios:
3 - Caneca de chá - as minhas são todas do gato preto, bem coloridas e grandes;
4- Lenços de papel, não necessariamente desta marca, desde que cumpram o objectivo de manter o narizinho bem limpo e livre de toda a porcaria que por ele quer sair a torto e a direito.
Dicas: Nas unhas aconselha-se a total ausência de verniz, que não faz falta nenhuma nestas alturas e assim aproveitamos para as deixar respirar um bocadinho e para maquilhagem, nada como a tendência cara-lavada, muito na moda nestas alturas. O cabelo pode usar-se solto ou apanhado, sendo que, no meu caso, tenho optado por uma bela fita que o mantém afastado dos olhos e da testa e do nariz e de todo o lado.
E pronto, era só isto. Que estar doente em casa, a morrer de tédio e após espreitar uns quantos blogues sobre moda, dá para a brincadeira.

Ainda a bela da gripe


Quantos de nós não desejámos já que um colega mais constipado nos passasse a bela da virose, sobretudo à segunda-feira, imaginando logo uma semana ideal, de puro lazer, entre livros e filmes e séries gravadas na box? Hein? Imaginamo-nos no conforto do lar, entre chás e torradas e a por o sono em dia, cheios de miminhos do nosso mais-que-tudo, toda a gente a ligar, morta de preocupação. Uma maravilha. O que nos esquecemos, quando brincamos com essas coisas, é que quando ficamos realmente doentes, não há paciência para ler, nem dor de cabeça que permita os olhos totalmente abertos, nem capacidade para ver televisão, nem nada de nada. Num momento estamos a achar que vamos morrer com o frio mais letal que alguma vez sentimos, e no outro só nos apetece enfiarmo-nos dentro do frigorífico, para ver se o calor abrasador se vai embora. E passamos o dia entre comprimidos e xaropes e lenços de papel cheios de ranhoca. A única coisinha, talvez e só talvez, é pormos o sono em dia. Pelo menos eu, que a única coisa que consigo fazer é dormir e ainda assim, não é aquele sono seguido e tranquilo, antes é um sono interrompido pelo frio da febre que não desce e das dores corporais, ou pelos ataques de tosse, ou pelo nariz, de tão entupido que está. Por isso, quando fico em casa doente, a única coisa que me apetece realmente, que desejo com todas as minhas forças, é estar boa para ir trabalhar...

...


Esta blogger está com uma bela de uma gripe, daquelas tão grandes tão grandes, que a cabeça parece querer rebentar e o corpo parece estar a partir-se aos bocadinhos. Resultado: três dias de baixa (o primeiro foi passado a dormir debaixo de uns treze kg de material polar (ele é lençóis, ele é pijama, ele é mantinha gira) e uma bela dose de remédios para me curar das maleitas. O termómetro é o meu melhor amigo e a chaise longue a minha segunda cama. Os meus gatos é que estão felizes da vida, porque me têm em estado amorfo, o que lhes permite deitarem-se em cima de mim a torto e a direito e eu nem tenho forças para os tirar. Agora com licença, que vou só ali espirrar mais umas 23 vezes seguidas, beber leitinho quente com mel e enfiar o termómetro debaixo do braço para ver como estamos hoje de números e já volto...

19 de janeiro de 2011

Ainda o acordo ortográfico...

A nova ortografia, por Manuel Halpern
Um "cê" a mais

Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.
Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.
As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar.

E Cursos?


Ora a preparar-me para o ano que aí vem, nada como começar a procurar cursos que me permitam colmatar algumas lacunas e preencher a minha experiência e, consequentemente o meu currículo. Além de acabar o mestrado este ano (que tem andado meio paradito, mas para o qual conto ganhar fôlego logo logo), quer tirar cursos, muitos cursos. E quanto mais procuro, mais encontro. Cada um mais interessante do que o outro: ligados à área da saúde, à área criminal, à área comportamental, à área social, à educação, entre muitas outras. Mas vou optar por este: Gestão administrativa de recursos humanos - uma seca desgraçada, com potencial de me levar à agonia total, mas que me faz muita falta para poder responder a muitos dos anúncios na minha área. Algum conselho de alguém que conheça locais onde me informar, com bons cursos assim ao preço da chuva (portanto ISCTE, a minha fac, não conta - muito caros e muito tempo!)? Hein?

18 de janeiro de 2011

Porque é que eu gostava de viver no campo...




Porque percebo quão frágil é a construção do meu prédio e consequente falta de privacidade, quando me levanto desesperada para atender o telemóvel que não pára de tocar e só alguns segundos depois percebo que está a tocar, mas na casa ao lado...mais uns 10 segundos e tinha todo o conteúdo da mala espalhado pelo chão! Bah!

Pode acontecer-nos a todos...


No tempos que correm e sobretudo para as gerações mais jovens e activas, nas quais eu ainda me incluo, as coisas estão clara e incontornavelmente difíceis. Os empregos para a vida deixaram de existir, o investimento na formação deixou de ser, por si só, uma garantia. O futuro tornou-se uma incerteza. O que hoje damos como certo, amanhã pode fugir-nos das mãos, sem nada podermos fazer. Por isso sempre agradeci e reconheci a importância de, até ao momento, ter contornado esta tendência e ter tido uma vida em que o esforço, o trabalho, os estudos, o empenho têm sido amplamente reconhecidos e recompensados. Até ao início deste ano. Porque trabalho numa escola, onde me esforço muito, onde dou horas a mais, de onde trago muitas vezes trabalho para casa, mas que, por ser pública, não vai renovar os contratos a partir de Agosto de 2011, a mim e a mais 4 colegas, todos na mesma situação. E como esta escola, seguem-se muitas mais. E soubemos assim, numa reunião de equipa onde não nos foi dado tempo de reagir e onde nos foi ainda exigido um esforço hercúleo, no trabalho que nos espera. E eu, que trabalho desde os 15 anos, que tirei uma licenciatura, que fiz imensa formação, que investi num mestrado, que comprei uma casa, velha e baratinha, dentro do mercado actual, que acabo de pagar lá para 2050, que quero ter filhos, que quero continuar a estudar, não sei como será a minha vida a partir de Agosto de 2011. Claro que tratei logo de actualizar o meu currículo e comecei já a enviá-lo, ainda que selectivamente (enquanto o puder ser) para ofertas de emprego para as quais cumpro os requisitos (sendo a idade já um factor eliminatório para muitos deles), mas se antes éramos 7 cães a um osso, actualmente somos 14 e nesses 14, os meus 32 anos de idade não abonam a meu favor - e sinto-me eu tão, mas tão jovem.

Claro que podia estar a escrever isto, sob o espectro da tristeza, da desmotivação e até da raiva. Mas o meu contacto diário com os desempregados trouxe-me alguma frieza de espírito realista até para comigo mesma. Em vez de chorar, de amaldiçoar o governo e os seus desgovernantes e a malvada crise, opto por arregaçar as mangas e lutar com todas as minhas forças, contra a maré que aí vem. Vêm aí dias difíceis, mas eu cá os espero...
Nota: Este post será o único que escreverei sobre o assunto. Nada de comentários cheios de peninha e palavras de comiseração e de "tudo se há-de resolver", ok? Que isso eu já sei ;-)

17 de janeiro de 2011

Serial Killer?


Questiono sempre os meus valores, os meus princípios, a minha pessoa, a minha sanidade...quando dou comigo de dedos torcidos e ansiosa durante os episódios mais do que esperados do Dexter* e enquanto desejo que o mesmo consiga sempre cumprir os seus intuitos e nunca seja apanhado...

* para quem não vê, o Dexter é um assassino, que intervém quando a justiça falha, mas que não deixa de ser um assassino de sangue frio e implacável...Mas eu tenho uma propensão irritantemente macabra para as personagens assim, vá, estranhas...

Dúvida feminina


Este tema não é novo, nem original, mas é algo em que por vezes penso e que me apetece debater aqui - Afinal, para quem é nós mulheres, nos arranjamos?
Ora, na minha opinião de mulher vaidosa, que gosta de andar arranjada, que se maquilha e que gosta de ir às compras, que gosta de acessórios, que não usa uma mala de cor diferente dos sapatos, que não sai de casa sem colocar perfume, que usa sempre as unhas pintadinhas e que anda sempre com uma bolsinha de maquilhagem na carteira, para se retocar, caso seja necessário, acho que pode até depender das situações, mas, regra geral, acho, sinto, sei que me arranjo para mim. Acima de tudo, porque gosto de me sentir bem comigo mesma*, porque gosto de investir na imagem que o espelho me devolve, porque gosto de mim. Contudo, as teorias são várias. As opiniões divergem e se há quem o diga fazer por si, também há quem diga que é pelos homens e, mais polémica, que o fazemos por causa das outras mulheres, para nos sentirmos melhor do que elas. E eu até acredito que sim, em determinadas circunstâncias, até pode ser esse o nosso intuito (basta imaginarmos uma situação em que a ex do nosso actual, ou a actual do nosso ex, possa estar presente e não vamos dizer que não queremos estar mais bonitas do que elas, querem ver!). E vocês, o que acham?
*Todas nós temos formas diferentes de nos sentir bem e não o fazemos todas da mesma maneira, o que significa que uma mulher que se pinte menos, que não se preocupe com acessórios ou que não use perfume, não se preocupa menos do que eu, consigo própria, apenas tem um padrão diferente.

16 de janeiro de 2011

My cup of tea #1


Louca por chás, louca pelos seus cheiros, pelas suas embalagens e pelas suas origens. Aqui fica uma nova rubrica, só porque sim...

14 de janeiro de 2011

Amar à distância

Hoje, em conversa com uma amiga e porque ela tem o namorado a trabalhar bem longe, ainda que por pouco tempo, lembrei-me do início da minha relação com o P. , um início marcado pela distância, porque pouco tempo depois de começarmos a namorar, ele foi para a Alemanha, por lhe ter surgido uma oportunidade única que eu, pasmem-se, perdida e completamente apaixonada, incentivei a aceitar. E mesmo na fase das saudades mais profundas, daquelas que apertam no peito, da solidão silenciosa, das noites longas e frias, nunca me arrependi de o ter feito.

Por isso, quando me perguntam se as relações funcionam à distância, eu sou a primeira a acreditar que sim. Quando são sólidas, profundas, sinceras e verdadeiras, têm tudo para resultar e podem até fortalecer-se ainda mais, quando milhares de km se impõem. E durante esses cinco longos meses (os mais longos da minha vida e que podiam ter sido mais, caso ele aguentasse as saudades - que não aguentou), sobrevivi a cartas de amor (as cartas mais lindas que alguma vez pensei receber), que funcionavam como oxigénio para mim. Em plena era tecnológica e com o msn e o telefone como aliados, o P. enviava-me cartas com frequência, que me alimentavam a alma e me aqueciam o coração. E eu respondia, como se dum diário se tratasse, contando-lhe como eram os meus dias, as minhas noites, o meu trabalho, as minhas dores, as minhas saudades.

Custou, muito. Doeu-nos aos dois. Era o início, o nosso início e não estávamos juntos. As ligações telefónicas nem sempre eram boas e as cartas por vezes perdiam-se. Mas o regresso recompensou cada minuto de ausência, cada lágrima teimosa e, quase 8 anos depois, estamos mais felizes do que nunca e juntos em cada momento. Por isso sim, eu acredito em relações à distância...quando os dois querem, os dois conseguem que resulte. Nós resultámos.

Ah Leoa!


Anda tudo chocado com esta história da mudança dos signos. Eu não. Passei de virgem* a leoa e parece-me uma óptima mudança! E explica tanta coisa...


* Ainda para mais, nunca me identifiquei com as características de organização extrema e frieza que são típicas deste signo mesmo e agora, de repente, tudo faz mais sentido.

Just for girls #3

Já não posso viver sem ele...
Adeus tom amarelado, típico do Inverno, olá pele sedosa e gira e com uma cor bem catita, como se da Primavera se tratasse! E fácil de aplicar, ideal para desastradas como eu.

12 de janeiro de 2011

Da negação e contrariedade


O J. era um daqueles colegas de escola, da minha turma do 7.º, de quem toda a gente gostava e eu não era excepção. Simpático, brincalhão, defensor dos seus amigos e protector com as meninas. Eu gostava muito dele e considerava-o um dos meus melhores amigos e confidente. Ora o J. resolveu ter uma paixoneta por mim, numa altura em que eu estava mais preocupada em ser campeã de basquetebol, em manter conversas parvinhas com as amigas e em ler todos os livros da Marion Zimmer Bradley que o meu pai me oferecia, a um ritmo alucinante, do que em rapazes e namorados e confusões, que nestas coisas dos namoros eu fui um bocadinho tardia.
O J. pediu-me em namoro umas três vezes e das três vezes eu disse que não, salientando o quanto gostava dele como amigo (e nem era desculpa, era real). Ele reagiu bem à primeira, reagiu bem à segunda e à terceira olhou-me nos olhos e do alto do seu mais de 1,80 disse-me, com uns olhos que me congelaram, qualquer coisa como: "se fosses rapaz, dava-te um murro agora" - coisa que não fez sentido nenhum, porque se eu fosse rapaz ele não me pediria em namoro e que me assustou na hora. Mas passou. Pensei que tinha sido apenas um impulso parvo, naquela fase em que as hormonas ainda andam muito descontroladas e os rapazinhos não sabem lidar com meninas e com decepções de adiarem o tão esperado primeiro beijo.
Meses mais tarde, resolveu ter um comportamento menos próprio num jogo de basquetebol e eu, magrinha como tudo (perninhas de canivete e palitos e vez de braços, em tempos que já lá vão), mas que cedo aprendi a defender-me dos mais atrevidos, sem pensar duas vezes e completamente esquecida daquele episódio, agarrei-o por um braço e, sem saber muito bem como, rodei-o sobre mim e atirei-o ao chão, para risota total dos meus colegas de turma. Humilhação plena, com casa cheia. Creio hoje, ao analisar o momento, que se não fosse um outro colega (e amigo) J.P que se aproximou de nós, ele me tinha arrancado os bracinhos logo ali. Mas a coisa passou novamente e uns tempos depois o J. mudou de escola e perdemos o contacto.
Anos mais tarde, bem mais tarde, soube por uma colega comum, a L., que se reencontraram, trocaram contactos e que o J. iniciou uma perseguição daquelas doidas, compulsivas e assustadoras, ao ponto de lhe fazer esperas, chamadas, ameaças e eu sei lá mais o quê, tendo terminado só quando ela trocou de casa e de número de telefone e após muitos confrontos com o irmão e amigos dela. O rapaz simpático deu lugar a um monstro. O amigo deu lugar a um psicopata ameaçador. O colega por quem todos poríamos as mãos no fogo e que defenderíamos com a própria vida, revelou-se louco...Porque muitas vezes pensamos que conhecemos as pessoas, quando na verdade sabemos muito pouco delas e é nos momentos de confronto, de negação, de contrariedade, de perda, que elas manifestam o pior que há em si...o que é verdadeiramente aterrador...por isso há notícias que me chocam, mas que do ponto de vista da psicologia, não me surpreendem. É triste, mas é a realidade...

Receitinhas?


E receitinhas vegetarianas/macrobióticas assim jeitosas, aqui para a Je, já que a intenção é diminuir o consumo de peixe? De preferência daquelas de conseguir contentar (contentar e não transformar) um carnívoro convicto. Ou algum livro e/ou site a consultar? Hum? Agradecida ;-)

Tenho dias assim...



Nunca fui, não sou e (penso que) nunca serei uma pessoa muito dada à organização e, menos ainda, às lides domésticas. Faço o que tenho que fazer, porque tenho que o fazer, mas odeio e por isso a minha empregada foi das melhores coisinhas que me aconteceram nos últimos tempos, sendo que já não saberia viver sem ela. Contudo, há momentos (cada vez menos raros) em que me dá uma vontade louca de me por a organizar, limpar, arrumar e deitar fora ou reciclar* tudo o que está a mais, tudo o que está fora de prazo, tudo o que já não é usado, tal como aconteceu neste último fim-de-semana, sendo a árvore de Natal, o pretexto ideal para alargar a minha energia a toda a casa. Desde os armários das mercearias, à gaveta dos documentos, do frigorífico, ao roupeiro e mesa de trabalho, onde deposito os meus documentos e livros para o mestrado, foi tudo remexido, organizado, limpo e arrumado. E soube-me maravilhosamente bem. Mais faria se os dias fossem mais longos e se as minhas costas não acusassem já o peso de uma herança maldita.
Porque há momentos em que preciso de uma limpeza destas, para organizar toda a minha vida, como se uma nova etapa espreitasse e ando, claramente, num momento assim...
* Menos a roupa, que é sempre dada a alguém que necessite e dos livros não me consigo desfazer, mesmo daqueles que li há vinte anos e que dificilmente voltarei a ler...

11 de janeiro de 2011

E hoje...

Deixou de haver um canguru perneta* cá em casa. Estou assim a modos que...



*Leia-se O P. tirou finalmente o gesso. Não largou ainda as muletas, mas já põe o pé no chão o que é muito bom. Num instantinho estará a correr por esses relvados fora, de sorriso nos lábios e bola nos pés ;-)

Não me apetece


Parece que tenho, cada vez mais, que me adaptar/interiorizar/aplicar o acordo ortográfico...parece que não me apetece mesmo nada...

Nota: Receção? Aspeto? Fatual? Espetador - o que espeta a dor?? Nahhh...


10 de janeiro de 2011

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Ao pensar como aos 15/16 anos, me veria com a idade que tenho hoje, posso afirmar que falhei em muita coisa: não tenho filhos, não tenho a casa que gostaria, nem estou num emprego de sonho (se é que existem), não conheço metade do mundo, não escrevi nenhum livro, não ganho o suficiente para poder criar uma instituição de apoio a animais abandonados, não vi ao vivo nenhum quadro do Miró, não tenho um closet cheio de roupas, malas e sapatos e não li ainda todos os livros que gostaria. Mas numa coisa ultrapassei-me: tenho um marido infinitamente melhor do que poderia imaginar possível. E por isso, posso afirmar que sou mais feliz do que alguma vez pensei vir a ser e não trocava o que tenho, por nada deste mundo.

Perguntinha...


Gostava de saber qual a verdadeira definição da expressão "beber socialmente", sob pena de andar a enganar à descarada os médicos que me perguntam se consumo bebidas alcóolicas...Alguém me ajuda?

9 de janeiro de 2011

Just for girls #2


A conselho de muitas meninas, esta é a minha mais recente aquisição. Caro que dói, pequeno que só ele, mas se cumprir com o prometido (ou seja, disfarçar as minhas típicas olheiras que me chegam quase até ao queixo) vou ficar muito contente e dar o dinheiro como bem gasto.


PS: Sou só eu que acho as embalagens da Benefit uma delícia, do género: Apetece-me comprar tudo!?

Lema de vida

Hoje e sempre...

8 de janeiro de 2011

Do Inverno...

Sou uma eterna apaixonada pelo Inverno. Pelo frio, pela chuva, pelo som do vento e das tempestades, pelos gorros e luvas de lã, cachecóis e casacos compridos, botas quentinhas e camisolas grossas. Pelos pijamas polares e pantufas de lã. Adoro.
Adoro as tardes de sofá, enrolada numa manta polar, a bebericar chá, rodeada pelos meus gatos e perdida num bom livro ou num bom filme. Adoro os dias lindos e frios de Inverno, aqueles em que o sol me dá uma energia contagiante. Adoro os abraços matinais, ainda debaixo dos cobertores, no qual o calor dele me aquece o corpo e a alma. Adoro os passeios de fim-de-semana, as cores da natureza e o cheiro da terra molhada. Adoro o cheiro de velas, que me transporta para o meu Alentejo, para a minha meninice, para os dias em que a luz faltava durante uma tempestade e se acendiam velas pela casa. Adoro o som da coruja que vive numa árvore da escola onde trabalho e que se faz ouvir todas as noites. O som e o cheiro da lareira da casa do meu pai.
Por isso, quando ouço as pessoas a queixarem-se do frio e da chuva e de tudo, limito-me a sorrir e a dizer: Adoro o Inverno...

7 de janeiro de 2011

Das decisões cheias de convicção


Há alguns anos atrás, algures entre o final da adolescência e o início da vida adulta, tomei a decisão de deixar de comer carne. Foi uma decisão que foi amadurecendo na minha cabeça, até ao dia em que assisti a algo que me fez deixar de comer carne de um dia para o outro,sem olhar para trás, sem pensar mais no assunto. Nunca o impus a ninguém, nunca fui fundamentalista na forma de fazer e defender as coisas, era a minha causa e tinha as minhas razões. E durante três/quatro anos deixei tudo o que sempre gostei: os bifes grelhados, os enchidos, os frangos assados, os cozidos à portuguesa, que facilmente foram substituídos por tofus, seitan, soja e muitos muitos legumes. E nunca me arrependi. Apenas me arrependo do dia em que fraquejei e voltei às carnes brancas (apenas frango e peru)...passado uns tempos foi o bife de vaca que voltou à minha vida e, aos poucos, comecei a comer (quase) de tudo (exceptuando coelho, pato, borrego, cabrito, cavalo, avestruz...esses nunca). E há já muito tempo que ando a sentir que não o devia ter feito. Não devia ter fraquejado. Sinto-me quase envergonhada por não me ter controlado, depois de tantos anos. E por isso andava há algum tempo a preparar-me (e ao mundo à minha volta, porque isto requer alguma compreensão dos que nos são próximos e dos que nos preparam refeições) para deixar de comer carne outra vez*. E deixei. E estou feliz com a minha decisão. Sei que vou sentir a falta, seria uma grandessíssima mentirosa se dissesse o contrário, sobretudo em determinadas ocasiões nas quais me irei deparar com aquelas coisas que não consigo deixar de gostar (os petiscos senhores, os petiscos são a minha perdição...), mas sei que não me faz falta e sei que tenho a convicção de que necessito para me manter fiel a esta decisão!

* Peixe não. Vá, chamem-me hipócrita, mas não consigo ainda deixar o peixe. Mas com o tempo, quem sabe ;-)

Nota: Nada de vir para aqui dizer que quem não come um bom bife, carregado de molhanga, não é boa gente, ok?

5 de janeiro de 2011

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No dia 01 de Dezembro, mais precisamente há 36 dias e algumas horas, o P. partiu a perna num jogo de futebol. Depois desse dia azarado já trambolhou a sair do wc no trabalho e levou com a porta do carro em cima. Uma semana depois quase nos despistámos na ponte, devido a uma avaria no carro (comigo a conduzir e a controlar a máquina, qual ás do volante, sem bater me nada nem em ninguém). Um mimo. Ora, após partir a dita, conseguiu tirar uns dias de férias para descansar na primeira semana, mas depois voltou ao trabalho, pressionado pelo elevado sentido de responsabilidade que o caracteriza, mas também pelo peso na consciência de o ter feito enquanto jogava futebol (algo que lhe tinha sido solicitado que abandonasse, mas que, com o tempo, foi retomando, incapaz de se afastar dos relvados, ainda que seja dos de menor qualidade que por aí andam). E desde esse dia que a minha vida é o stress, que me obriga a levantar da cama quase duas horas mais cedo do que o que estou habituada, levá-lo até ao colégio do filho de uma colega de trabalho, que depois lhe dá boleia, ir buscá-lo a Lisboa ao fim do dia, apanhar umas duas horas de trânsito e ainda regressar ao trabalho, de onde saio, tarde e más horas, para me enfiar na cozinha a cozinhar, lavar e arrumar. É daquelas coisas que não se faz porque tem que se fazer, mas que se faz por amor. E embora ande cansada, é certo, na verdade, não me queixo por ter que andar sempre a correr de um lado para o outro, carregar as compras sozinha, tratar dos presentes de Natal sozinha, ir buscar as pequenas coisas de que ele precisa.
A única coisa que me custa*, sem a menor dúvida, é ser eu a cozinhar e não é pelo acto em si, mas porque me faltam os manjares dignos de deuses que ele prepara com frequência, em oposição aos meu pratos mais simples - a sopinha de legumes, as massas, os bifinhos grelhados com arroz e saladas... que nem com a companhia do melhor vinho, passam a ter graça. Tenho mesmo muitas saudades dos nossos jantares de sexta-feira, sempre um prato diferente, sempre bem regado a um bom vinho. O resto faz-se com um sorriso nos lábios. As muletas fazem parte da nossa rotina, assim como o gesso, os sacos de plástico, para tomar banho, as meias largas que lhe protegem os dedos. Se lhe vou pedir para deixar de vez o futebol? Nunca na vida, é uma decisão dele, só dele e de mais ninguém.
* Isso e o facto de ter em casa um verdadeiro desportista, privado de fazer o que mais gosta - qualquer coisa como uma viciada em compras, impedida de ir às lojas...É dose!

4 de janeiro de 2011

Just for girls #1

Aqui fica a minha mais recente aquisição, da Benefit:

Para quem, como eu, tem alguns pontos negros que pretende disfarçar. Foi-me aconselhado por uma vendedora da Sephora (muito simpática, por sinal), a quem pedi ajuda para me aconselhar na escolha de uma base adequada ao meu tom de pele, que me tire este amarelado invernoso da cara. A verdade é que, nestas coisas sou a naba das nabas, pelo que acabo por me limitar ao básico na maquilhagem e, mesmo assim, estou a anos luz da técnica perfeita de aplicação de rímel e pouco mais. Escusado será dizer que saí da loja com um saquinho cheio de produtos maravilhosos (que eu, nestas coisas, sou uma fácil) e a carteira bem mais leve, mas prontinha para 2011. Agora, venha a prática!

3 de janeiro de 2011

E depois destes dias...

Eu queria escrever qualquer coisa, a sério que queria. Contar como foi a minha passagem de ano. O que comi, o que bebi, o que cantei (ah pois é, eu cantei até me faltar a voz - MEDO!) Mas depois destes dias de festa e de comes e bebes estou tão, mas tão deprimida por ter regressado ao trabalho, que não consigo. Vou ali chorar só um bocadinho e conto regressar logo logo...