23 de janeiro de 2011

Direito e dever #2

Não foi fácil. Nada mesmo. Dirigi-me à escola onde voto desde sempre, munida do meu cartão do cidadão, do cartão de eleitor (onde tinha o n.º) e de uma consciência limpa e cívica e, depois de ter estado na fila mais desordenada de sempre, recambiaram-me para outra escola, não sem antes três ou quatro velhotes terem tentado passar à minha frente descaradamente (raios'parta - o que eu me irrito com estas coisas!). Aproveitei para reclamar que o sistema não funciona como deve ser, que não percebia porque me tinha atribuído um novo número (eu já votei com o cartão do cidadão naquela escola), mas o senhor responsável por me informar onde me devia dirigir, esperto que só ele, devolveu-me um grande sorriso foi-me tratando por tu, o que me levou a achar que pensou que eu seria ainda uma miúda e fiquei mais contentinha e devolvi-lhe um: Claro que a culpa não é sua, mas...Uma pessoa até quer votar, mas depois só se depara com obstáculos.
Lá fui eu a correr alvoraçada para outra escola, debaixo de um frio de congelar a alma e capaz de me arrepiar os pelinhos do nariz - eu, uma engripada em recuperação - enquanto pensava que, se tivesse feito como sempre fiz, ou seja, ir votar às 18:50, altura em que as urnas já costumam estar vazias, tinha lixado tudo e ia ter a consciência pesada até às próximas eleições. Na outra escola, enorme, a maior da zona, apenas meia dúzia de gatos pingados andavam por lá, o que me assusta/envergonha um pouco. Votei, não sem antes dar um olhinho nas caras deles todos e de percorrer os nomes um a um. Suspirei desgostosa e pus a minha cruz. Vamos lá a ver...

3 comentários:

  1. Realmente, as opções são deprimentes.

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  2. As pessoas já são, de uma forma geral, desmotivadas com as eleições. Então com estes obstáculos todos acredito que algumas tenham desistido :/

    eu votei sem problemas, por acaso.

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  3. Tens um miminho no meu blog, passa por lá ;)

    Blair

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