23 de janeiro de 2011

Direito e dever...

Quando fiz 18 anos, foi com muito orgulho e vontade que fui a correr tratar do meu cartão de eleitora. E com igual orgulho o coloquei na minha carteira e comecei logo a votar, assim que as primeiras eleições após esse momento, se realizaram. E é sempre com essa sensação de dever cumprido que me dirijo às urnas, a cada domingo de eleição. Sejam autárquicas, legislativas, presidenciais ou referendos. Eu estou lá, sempre cheia de convicção de onde colocar a minha cruzinha. Sempre com vontade de contribuir e de manifestar o meu direito e a minha cidadania. Mesmo quando sei que aquele em quem voto, não sairá vencedor.
Menos desta vez. Não me apetece. Vou, mas é sem vontade. Porque ninguém me convence. Porque já não os posso ouvir. Porque as campanhas se centram em crónicas de escárnio e mal-dizer e não na tentativa de mostrar o que se pode, se deve e se quer fazer por este nosso país. No meio disto tudo, já nem sei muito bem para que é que um Presidente serve, se não para ser uma marioneta que nos representa quando necessário, que aperta umas mãos e veta umas leis. Só para mostrar que está lá. Estou cansada. Mas mesmo assim, irei votar...a minha consciência não me permite ficar em casa.

7 comentários:

  1. Compreendo perfeitamente o que sentes e acho que ha muitas pessoas que sentem da mesma forma.
    Eu nao voto mas se o fizesse seria em branco justamente por nao haver um candidato que me convencesse.
    Bom domingo e beijinho.

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  2. eu também tive esse sentimento aos 18 anos, e tenho ido sempre... nem que seja para votar em branco. mas vou.

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  3. Toca a sair do quentinho e ir colocar o Coelho na cartola!

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  4. Parvalhonas! Todas tão modernas,tão fashion tão a favor dos direitos e depois é esta merda??!!
    Não votem porque até nem custou nada esse direito!
    Não votem e estarão a votar no Cavaco e na forma bafiosa que ele trata a imagem da mulher portuguesa como uma fada do lar!

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  5. Oh Anónimo(a) das 12h10m, eu por acaso não acabei de escrever que vou votar? Hein?? Leu bem o meu post? Apenas referi que estou sem vontade, mas que, mesmo assim, o irei fazer, como sempre faço. Quanto à Mie, que referiu que não o vai fazer, antes de criticar devia informar-se - a Mie está no estrangeiro, não o pode fazer ;P

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  6. Da minha parte, missão cumprida. Nem o frio me demove, pois acho que o acto de votar já não se deve encarar apenas como um direito... Tornou-se um dever dada tanta luta para conseguir o seu reconhecimento, e dados os tempos que correm.

    Votem sempre. Votem nulo (não em branco), mas votem.

    ;)

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