27 de dezembro de 2011

Em jeito de balanço, posso dizer que o ano de 2011 foi uma bela...treta. Não sou pessoa de negativismos, nem dramas, mas desde um tumor grave, a um Verão enfiada em casa, em recuperação (o que para uma quase hiperactiva é muito complicado), o fim do contrato no trabalho e a incerteza do que viria aí, a ter perdido uma amiga e ter a minha única avó cada vez mais frágil, confesso que estou desejosa que este ano acabe e que chegue 2012, como se de um recomeço se tratasse. Eu, que nem ligo a esta coisa de ano velho e ano novo, mas desta vez, estou mesmo precisada...E para o ano chega de dramas, que eu gosto é de sorrisos.

23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

A imagem não podia ser outra. A mensagem vem do fundo do coração: a todos um santo e feliz Natal, junto dos que mais amam, com muita alegria e muitos sorrisos.

19 de dezembro de 2011

Das amizades

Achamos sempre, com o passar dos anos e das experiências, que já aprendemos as lições todinhas, já levámos com todos os pontapés e já demos todas as quedas que havia para dar. Achamos que passamos a saber escolher, decidir e antecipar problemas ou acontecimentos. Achamos que conhecemos bem as pessoas à nossa volta. É tramado quando percebemos que não é bem assim. O que mais me custa são as desilusões não esperadas daqueles de quem esperamos tudo menos isso...Vou crescendo mas alguns dos erros continuam a ser os mesmos e, parva que sou, tenho tendência para ir atrás e resolver as coisas, mesmo quando sou eu a magoada, mesmo quando sei que agiram mal comigo. Não gosto de deixar as coisas por resolver, os assuntos por arrumar. Mas desta vez não será assim. Fica uma das resoluções para o ano de 2012: Maria Bê deixa de ser capacho, depois de 33 anos a lidar com pessoas.

17 de dezembro de 2011

Esta semana cruzei-me com o meu querido esposo umas três vezes, todas elas a horas tardias e em duas das vezes, um de nós já estava deitadinho no vale dos lençóis polares. Só para perceberem a minha ausência daqui e dos vossos Cantos. E a avaliar pela quantidade de jantares de natal (do trabalho actual, do anterior, das amigas do outro ainda mais antigo, dos amigos de Lisboa, dos amigos de Almada, etc,etc,etc) espera-se um regresso, se não em grande, pelo menos mais frequente, logo logo a seguir ao Natal. Até já e um fim-de-semana cheio de sorrisos!

8 de dezembro de 2011

A minha vida com os gatos

‎4 dias foi o tempo que a minha, já de si bem pequena, árvore de Natal aguentou de pé, antes de um ataque feroz de duas gatas que, por momentos, devem ter pensado que estavam em plena floresta...O saldo até nem foi mau, considerando que, em anos anteriores, deve ter aguentado uns 4 minutos, antes de ter bolas, pinhas, estrelas, anjinhos e bonecos de neve espalhados pela casa e fitas a sair da boca de um dos gatos (este ano não há fitas para ninguém, foram todas despachadinhas, que aquilo não era bonito de se ver). Já troquei por uma pequena para a desgraça ser menor, mas os estragos estão à vista: ficou irremediavelmente torta. Os pais Natal também andaram a passear e um dos reis magos andou a ser atirado ao ar e a servir de bola. Estou sempre na expectativa de o menino Jesus ir parar à barriga de um deles e depois...à caixa da areia. Agora é ver quanto tempo duram os embrulhos e as fitinhas, mas vamos já avisando família e amigos que, o mais certo, é receberem as coisas ligeiramente amachucadas.  


2 de dezembro de 2011

Ideias para presentes



Este ano vou apostar numa coisa diferente e, em vez de andar louca a tentar encontrar aquele presente para aquela pessoa, que afinal até nem era aquilo que queria (que isto, com algumas das pessoas, sai sempre ao lado, por mais que me esforce), vou apostar em ofertas tradicionais e bem portuguesas: cabazes de doces, de azeites, de chás, de vinhos ou queijinhos, entre outros produtos apetecíveis, adequados ao gosto de cada um. As ideias, para quem pretenda algo do género, tirei daqui, um blog maravilhosamente delicioso, cheio de sugestões simpáticas, acessíveis e cheias de carinho impresso em cada detalhe. Fica a sugestão.

A todos, bom fim-de-semana, cheio de sorrisos!

1 de dezembro de 2011

...

«Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremos a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PÚBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PÚBLICO... e leia esta crónica a dizer que já estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe....O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem-educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser - resignada, fatalista e piegas - que são o default institucional da nacionalidade portuguesa. É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja. Mas é merecida. Até porque toda a gente que os três IPO de Portugal tratam é tratada como se tivesse direito a todas as regalias. Há muitos elogios que, não obstante serem feitos para nos beneficiarem, não deixam de ser absolutamente justos e justificados.Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim. Chorar em público é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim.»


Miguel Esteves Cardoso para a sua Maria.


As minhas memórias do IPO de Lisboa são as piores. Foi lá que vi pela última vez uma das pessoas mais importantes da minha vida, que mais me marcou e que mais falta me faz: a minha querida e doce avó M. Foi lá que ela me mostrou às enfermeiras, babada como sempre da sua querida neta, a mais parecida com ela no amor pelos animais e pelas plantas, pelos canteiros de poejos e pelas noites estreladas. A que ainda hoje adora tecidos às bolinhas que fazem lembrar a avó, que se lembra da voz dela, do seu cheiro e do seu calor. Foi lá que lhe dei um beijo e um abraço, confiante de que voltaria poucos dias depois para lhe fazer companhia, uma vez mais e para lhe dar muitos mais beijos e abraços. Mas o destino trocou-nos as voltas e pouco depois chegava a notícia do seu falecimento, quando a expectativa era a de que sairia em breve do hospital e dei por mim a acompanhá-la na sua última viagem até ao nosso Alentejo. Passaram quase 16 anos e ainda não recuperei da dor da sua perda. A saudade é mesmo eterna e ainda hoje choro com a lembrança. Sonho com ela frequentemente e nos meus sonhos tenho a benção de poder dizer-lhe o que não lhe disse no nosso último momento...

Por isso as minhas memórias do IPO são as piores, mas desejo do fundo do coração que seja como escreve o MEC, um local cheio de carinho e humor, uma casa, para os doentes, para as famílias para os amigos. Porque quem vive uma dor destas, merece um cuidado assim e toda a atenção do mundo.

My cats...






Are simply the best! Porque são doces, meigos, brincalhões, fiéis, companheiros e amigos. Não consigo imaginar a minha vida sem eles...