31 de outubro de 2012

E com esta vos desejo um óptimo feriado, cheio de sorrisos, doces e abóboras! ❤❤❤


"Enquanto houver 1% de hipótese, eu tenho 99% de fé". Li esta frase hoje e é provavelmente das frases que mais me caracteriza em todos os momentos da minha vida e, muito especialmente, no que mais marca o momento actual. Ou não fosse eu uma eterna optimista, que dá quedas sim senhor, mas que rapidamente se põe de pé.

29 de outubro de 2012

Que raio de mulher és tu?

Foi a pergunta sincera feita pela minha avó, entre o choque e a desconfiança, quando, no jantar de família de ontem se falou no facto de o P. passar a sua própria roupa a ferro. A sua própria roupa. Atenção, que não é a minha roupa, nem a roupa da casa. É a sua. E eu, que adoro a minha avó, fiquei ofendida, ao ponto de ainda hoje pensar na sua pergunta. E argumentei, que não temos empregada. Que sou uma mulher trabalhadora. Que faço todas as limpezas e organizações da casa sozinha (porque prefiro fazê-las quando ele vai às suas jogatanas de futebol). Que ponho a roupa a lavar, estendo na corda e tiro da corda antes de as chuvas impiedosas chegarem. Que tenho um marido com duas mãos tão capazes quanto as minhas e mais fortes. Que não são as mulheres de hoje que são piores do que as de ontem, mas os homens que são, felizmente, melhores. Que sou uma mulher do séc. XXI, moderna e tenho um marido do séc. XXI também moderno e nunca mais me calei, pelo menos mentalmente. Mas sei que ela não compreendeu, no alto dos seus 81 anos, muitos dos quais a tratar do marido e dos filhos (ambos homens), como se fossem uns reis - ai deles que se servissem à mesa e ai de alguém que não deixasse o melhor naco de carne ou o melhor peixe para o seu homem. E agora deve estar na sua casinha cheia de peninha do P. que tem que passar as suas camisas a ferro. E ainda cozinha (escandalosamente bem, por sinal). E limpa a areia dos gatos, porque eu sou profundamente alérgica. E arruma a sua roupa, depois de dobradinha por mim, nas respectivas gavetas. Uma escandaleira, portanto. Agora digam-me, os vossos mais que tudo também fazem tarefas em casa, certo?  

27 de outubro de 2012

Cansada, mas feliz






 
Hoje o dia foi passado entre bolos e bolachas, a tirar um curso de decoração de cupcakes e cookies. O resultado não é brilhante, mas também, atenção que é de principiante. E não foi fácil lidar com a frustração de tentar fazer rosas e não conseguir à primeira, nem à segunda, nem à quinta. E com os olhinhos dos bicharocos foi igual. Mas eu não desisti. Agora preparo-me para comprar formas e forminhas, pastas de açúcar de todas as cores e os materiais de moldar e afins. E estou para aqui cheia de calos nas mãos, de usar o rolo, mas mal posso esperar por arregaçar as mangas, fazer bolos e decorá-los, para as festas de família!
 
E quem tiver receitas de bolos assim mesmo espectaculares, partilhem! Aqui a Lady Bê agradece de coração.
 
 
Nota: as fotos estão muito fraquinhas, mas foram tiradas com um telemóvel para lá de obsoleto...

26 de outubro de 2012

Whatever...

Porque é que eu nunca serei uma it girl, ou uma fashion girl, ou o que for:
                                             

Porque vejo no facebook imensas pessoas a fazerem vénias a estes botins, a venerá-los, a desejá-los, a abdicar de pão para a boca por umas coisinhas destas e a dizer que são tão trendy e estão super na moda e sei lá mais o quê e juro que não consigo alcançar. Não consigo ver o mesmo que os outros. Não sei se é das lentes, se é uma questão cerebral de falta de informação ou de algum fusível desligado. Só os acho medonhos. Nada mais. Mais uns que só usaria no carnaval e... e...! Sou mesmo básica é o que é.

Sexta-feira!



E amanhã vou ter uma formação numa área completamente diferente de tudo o que fiz até aqui. Porque me apetece, porque quero experimentar coisas novas, porque serei eu a fazer alguns dos doces este Natal. Porque sou a pessoa mais natalícia de sempre. Porque sim!
 
Boa sexta-feira e bom fim de semana para todos, cheio de sorrisos!

25 de outubro de 2012

É hoje!

Ora digam-me lá quem é que vai correr alegremente hoje até ao jumbo para ver as belas das galochas comentadas por toda a blogsfera, facebook e arredores? Eu sou uma galocheira assumida, até porque na escola onde trabalho há verdadeiras crateras, dá para piscinar lá dentro e nos dias de chuva gosto de passear à vontade, por onde me apetecer, mas jamais compraria umas hunter ou semelhantes, porque acho absolutamente ridículo os preços por umas botinhas de borracha. Estou aqui com vontade de comprar as pretas ou as azuis às bolinhas (bolinhas são a minha "cena"), ou as verdes escuras lisas (também tenho uma "coisa" pelo verde) e só estou a ponderar a compra porque as minhas estragaram-se durante o armazenamento de verão. Ninguém precisa de galochas de todas as cores. Também se pode dar o caso de chegar lá e já não haver nada no meu número, que isto de ter o pé do tamanho de 97% da população feminina é tramado e provoca-me verdadeiras desilusões.  A ver vamos.

24 de outubro de 2012

É bom sentirmos que somos o casal a quem os outros chamam O Casal. Aquele a quem reconhecem gestos de amor e carinho, a cada momento, mesmo quando nós nem nos apercebemos. Aquele que acreditam ser para sempre. Aquele que identificam como almas gémeas, perfeitas, apaixonadas. É bom - não que seja importante o que os outros pensam, mas porque é importante saber que, mesmo sem saber, transmitimos este amor que é nosso, tão nosso e só nosso. Um amor de uma vida.

22 de outubro de 2012

No Pingo doce foi assim...

Entrei para comprar uns legumes, alguma fruta, iogurtes e mais qualquer coisa que já nem me lembro e só na hora de pagar a conta, quando os meus olhos esbarram num 19,44€ é que me lembrei da treta dos 20€. É raro ser eu a ir às compras, mais raro ainda é ir ao Pingo Doce (sou fiel ao Jumbo on line, nada a fazer), mas meses e meses depois da maldita regra, pimba, tinha que me acontecer. Pois que pedi desculpa às pessoas atrás de mim e fui levantar 20€ numa caixa ali perto. Não tinha dinheiro algum na carteira e não me apeteceu abdicar de nada do que estava a comprar. O P. reclamou e disse para escolher umas pastilhas ou qualquer outra daquelas porcariazinhas que estão ali à mão na caixa e que não fazem falta a ninguém, mas na na ni na não. A mim não me enganam. Só o lucro que a Jerónimo Martins teria se todos nos esforçássemos por chegar aos 20€ à última da hora e agarrássemos no primeiro produto em que deitássemos olho, como uma caixa de preservativos com sabor a pinacolada, ou uma daquelas revistas femininas para as quais não tenho a mínima paciência. E agora dificilmente me apanham lá novamente. Não gosto de ser controlada desta forma. Amuei senhores! 

17 de outubro de 2012

Feeling Good

 
E porque nem tudo é mau e felizmente o pessimismo passa por mim que nem rajada de vento em outubro, hoje acordei com esta enfiada na cabeça. E hoje foi um dia bom e eu sinto-me bem...;-)

16 de outubro de 2012

Procura-se

Procura-se motivação para trabalhar...não será fácil de encontrar já que se aguardam apenas dois meses pela frente, cujo intuito é "arrumar a casa". Ciente disso, a motivação fugiu algures entre as notícias estranguladoras de ontem e a incerteza teimosa de hoje, cujo horizonte se afigura tristemente cinzento. Fugiu para parte incerta, mas certa de que aqui não seria feliz nem compatível com o ambiente que se vive. Definhava dia após dia. E eu, uma menina naturalmente optimista, trabalhadora, empenhada e responsável, deixei-a fugir e agora não a consigo encontrar...E sei que só quando a encontrar, serei feliz no trabalho novamente...   

15 de outubro de 2012

No fim de semana foi assim:

Este fim de semana foi dedicado à organização e limpezas caseiras. Dois dias quase inteirinhos, a fazer escolhas criteriosas na roupa, a encher sacos com coisas para dar, a esfregar fervorosamente os armários, organizar roupeiros, escolher sapatos,  lavar e pendurar roupa, organizar meias, guardar a roupa de verão, correr até às janelas para tirar a roupa antes que chovesse, esfregar tapetes (ai os pelos de gato, que se enfiam em todo o lado sem dó nem piedade), encontrar coisas desaparecidas há meses...aspirar os confins da casa e mais além, organizar livros e mudar os tarecos de sítio, limpar o pó e esfregar gordura de sítios inimagináveis na cozinha...enfim, uma canseira. São tarefas que detesto, mas que adoro. Detesto perder tempo assim, mas adoro o resultado final.  Ter a casa arrumada é fundamental para sentir a cabeça arrumada.
Hoje estou com umas dores de ossos que nem me aguento, fiquei com os costados fora do sítio. Maravilhas dos trintas...Até parece que estive dois dias a bombar freneticamente no ginásio.

13 de outubro de 2012

Retrato de hoje

Na televisão, só se fala nas manifestações de hoje. Na blogsfera, (quase) só se escreve sobre a moda Lisboa. Quem me dera conseguir estar a leste da situação real em que se encontra o país e estar concentrada em tendências, cores e afins, com a cabeça bem livre de preocupações...

11 de outubro de 2012

11-10-2008





E há quatro anos atrás dizíamos o sim perante todas as pessoas que são importantes para nós, como confirmação deste amor, desta cumplicidade e desta amizade que nos une. Têm sido os anos mais felizes, mais cheios de sorrisos e de amor de toda a minha a vida e eu sei que são só os primeiros dos muitos anos que nos esperam. Porque um amor assim vive para sempre. 
 
Parabéns a nós meu amor.  

10 de outubro de 2012

Histórias da minha vida

Há quatro anos atrás, por esta altura, acordei numa bela manhã, em vésperas de me casar e de mudar de trabalho, para me deparar com a janela da sala de jantar totalmente aberta. Claro que mentalmente, culpei logo o P. e preparei a reprimenda para mais tarde. Não dá para ter janelas todas escancaradas em casas com gatos, sobretudo quando se vive com um Tobias, que se sentir o cheiro das sardinhas assadas que o vizinho de baixo faz por vezes no seu terraço, é bem capaz de se atirar de cabeça e aterrar com os bigodes no grelhador.
Ora como sempre, estava atrasada e andei a correr para me arranjar, tomar o pequeno-almoço e agarrar nas coisas, porque ia ter um dia de trabalho cheio, numa empresa muito conhecida na área da grande distribuição. Agarro no computador, nas chaves do carro, nas chaves de casa, procuro a mala e não a encontro. Procuro na sala, no quarto, na casa de banho e penso que até no cesto da roupa suja e por baixo do sofá. Nada de mala. Para não me atrasar mais, saí de casa, rezando a todos os santinhos para não ser aquele o dia em que a polícia me mandaria parar para me pedir os documentos e certa de que alguém me emprestaria dinheiro para comer uma sopinha ao almoço.
Só a meio da manhã, entre entrevistas e quando conversava com a responsável pelo departamento de formação da entidade é que recebo um telefonema de um vizinho que me iluminou a mente e me arruinou o dia. A minha casa tinha sido assaltada durante a noite, enquanto eu dormia. Felizmente, por alguma razão, na nossa casa o ladrão apenas teve tempo de se agarrar à minha mala e fugir, porque na casa dos vizinhos levou chaves do carro, carteiras, máquinas fotográficas e outras coisas. Ainda hoje o P. diz que, por termos as portas todas da casa abertas, o ladrão se assustou com a sua figura de cavalão que dormia profundamente -  e que é capaz de dormir na mais profunda inocência mesmo quando há uma trovoada em cima das nossas cabeças. Pois. Certo é que depois de confrontada com a realidade foi muito complicado voltar a casa, que senti grosseiramente violada enquanto eu dormia tranquila e com a falsa sensação de segurança. Hoje durmo com os estores todinhos para baixo, sou completamente obcecada com as chaves, tenho a porta sempre trancada nas voltinhas todas e quando vou para fora tranco todas as portas de todas as divisões (excepto a da cozinha que fica aberta para o hall e para uma varanda fechada, espaço para os gatos esticarem as patas e fazerem a sua vidinha) e escondo as chaves. Se vou à casa de banho durante a noite, vou com luzes acesas, tal é o pânico de tropeçar num malandro que me queira levar os trocos, os cartões e a vida. Durante uns temos cheguei mesmo a esconder a mala, mas depois deixei-me disso. Mas nunca mais ultrapassei o medo e não é por receio de perder computadores, carteiras, máquinas e afins, mas por puro receio de que alguém  faça mal aos meus gatos ou a nós. Caramba que é fácil tornar uma pessoa saudável, numa pessoa assustadoramente alucinada com a segurança. Tudo porque um dia me deitei e não tranquei uma janela...