17 de dezembro de 2012

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Quando lemos/sabemos das terríveis histórias de violência doméstica que cada vez mais assolam o país (com tendência para piorar dia após dia) nunca nos preparamos para a confrontação com o facto de conhecermos a pessoa. Há poucos dias li e vi a reportagem sobre o marido que assassinou a mulher, de quem estava separado, com uma bebé de meses ao colo. Hoje e só hoje, soube que a conhecia. Por desatenção minha, não ouvi nem li o nome, não vi qualquer foto, apenas vi as letras garrafais que nos entram pela casa a dentro, lembrando que lá fora há um mundo de loucos e que um bebé perdeu a mãe (e o pai) da forma mais trágica possível. E fiquei em estado de choque ao saber que se tratava da doce pessoa com quem me cruzei tantas e tantas vezes, sempre de sorriso fácil, sempre aparentando uma boa disposição que, sei agora, disfarçava as mazelas emocionais de uma relação que já se sabia violenta. E fica o espanto de mais um caso identificado, em que as autoridades nada fazem, nada podem fazer, suportadas numa lei que apenas permite actuar quando há determinado nível de violência efectiva. Foi preciso ela ser alvejada, na sua casa, com uma bebé no colo, para fazerem algo. Justiça? Vem demasiado tarde. E penso, infelizmente, que para aquela pequena bebé, não haverá justiça, aconteça o que acontecer...Resta-me desejar que a vida se encarregue de a proteger.

10 comentários:

  1. Estas histórias são um murro no estômago...

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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  2. Há casos mesmo macabros, a violência doméstica é tramada. Pior ainda é as vítimas não comunicarem o que sofrem em casa :(

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  3. Uma das tantas histórias arrepiantes, que infelizmente todos os dias enchem as páginas dos jornais.

    http://borboletasaltoalto.blogspot.pt/

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  4. A violência doméstica sempre me chocou bastante, mas a partir do momento em que se ouve um filho falar do caso da mãe, passei de choque a revolta. Porque a violência não é só para com quem a sente na pele, mas para quem a assiste impotente...

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  5. Acho que ambas a conhecíamos então =) Acho que cheguei a maquilhá-la e tudo! =/ Situações tão estranhas que nos fazem sentir tão pequeninos

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  6. Nunca vai existir justiça para casos destes :(

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  7. Às vezes não acredito na justiça... mas espero que a vida faça essa criança muito feliz!
    Um beijo.

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Aceitam-se elogios, críticas, gargalhadas, lágrimas, sorrisos e afins