25 de fevereiro de 2013

Ora sobre os óscares

Longe vai o tempo em que me aguentava até às tantas da manhã e acompanhava a cerimónia inteirinha em directo, conhecedora de grande parte dos filmes nomeados e com a minha listinha de favoritos toda rabiscada. Eu sofria, eu emocionava-me, eu desesperava por este programa. E ontem tentei. Eu juro que tentei, mas depois de três vestidinhos pior que enfadonhos (a Nicole Kidman então, por pouco não me provocou pesadelos, já que as náuseas ficaram cá) adormeci no meio de mantas e gatos. Acordei não sei a que horas a tempo de ver o Russel Crowe a cantar (ou então sonhei com isso, hum?) e a menina do momento a receber o seu óscar. Apaguei outra vez e quando acordei já estava no ar esse momento televisivo especial e de grande qualidade que são as televendas. Não sei se fui eu que cresci e que perdi o gosto por estas coisas ou se as cerimónias em si perderam a surpresa e tornaram-se tentativas desesperadas de fazer mais e melhor, que normalmente não cumprem o seu próposito. E depois passeamos pelo facebook e pela blogsfera e só se fala dos vestidos - que este ano foram mauzinhos, regra geral. E todas gostam dos mesmos e o meu favorito não é sequer referido. Tenho para mim que há muito isto deixou de ser primeiramente uma cerimónia de entrega de prémios, para passar a uma feira de vaidades em que ganha a mais bonita da noite. E eu não acho piadinha nenhuma a isso. Longe vai o tempo...

2 comentários:

  1. Longe vai o tempo, sim. Eu tenho de admitir que me divirto mais com os vestidos...

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  2. S* querida. Nada de mal nisso, eu é que já fui muito cinéfila e andava em cima do acontecimento e confesso que os vestidos sempre me passaram ao lado.

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