19 de abril de 2013

Porque sou, na verdade, uma privilegiada...

Hoje foi dia de trabalhar com o grupo de teatro dos meus velhotes queridos, mas como faltava o nosso personagem principal, acabámos por ficar o tempo todo numa conversa quase terapêutica, em cada um partilhou algumas das suas perdas e a forma como as ultrapassou. E eu cada vez me sinto mais apaixonada por eles. Com tantas histórias para contar, de apertar o coração por sentir a solidão que eles sentem, por lhes faltarem os que mais amaram, sempre tão preocupados com as mazelas uns dos outros e preparados para acolher nos seus braços e nos seus afectos os que sendo em alguns casos menos idosos, têm a idade mental de uma criança de 6 anos e a doçura de quem retribui com carinho, o carinho que lhes é dado. Quando lá chego sou sempre recebida no meio de abraços e sorrisos sinceros que me fazem ganhar o dia. E sei e sinto, de cada vez que saio de lá, que um dia que me falte um deles, vai ser uma dor imensa no meu coração. Já fazem parte de mim e eu, faço parte deste momento da vida deles. E sou uma privilegiada por assim ser. Por cada sorriso de cada um deles, sei que tudo vale a pena.
 
 
 

7 comentários:

Aceitam-se elogios, críticas, gargalhadas, lágrimas, sorrisos e afins