5 de junho de 2013

Ainda a malvada cirurgia

Hoje venho escrever sobre casas de banho. Hoje atinjo a decadência total neste blog. É que se há coisa que nunca vos contei, mas que é uma daquelas características que me estão entranhadas na pele é a minha incapacidade de usar toda e qualquer casa de banho deste mundo. Não sou daquelas pessoas descontraídas que baixa a calcinha e se alivia em qualquer canto do mundo. Não. Eu sou do mais esquisito que há, ao ponto de preferir sofrer de bexiga ultra cheia a usar uma casa de banho daquelas em que não se pode tocar em lado nenhum de tão decadentemente sujas que estão. E, quando uso, não é para tudo, se é me faço entender. Há coisas que só consigo fazer no conforto do meu lar (vá e em hotéis, quando vou para fora). Mas só mesmo na minha casinha de banho lindinha e perfumada, ainda que seja com o gato Tobias ao meu lado, a pedir festinhas com olhos de carneiro mal morto me sinto bem. Até agora tenho aguentado bem a coisa, sem qualquer episódio de terror que me obrigue a fazer o que seja fora de casa. Quando fui operada há dois e há quatro anos tive a sorte de poder ser no privado. Tive um quartinho só para mim e uma casa de banho só minha. Sobrevivi bem à coisa, porque estava tudo super limpo e desinfectado e, era só minha. Só que agora vou ser operada no público e, tendo a sorte de até aqui ter vivido na santa ignorância, falei com uma menina, que tem o mesmo problema que eu e que vai ser operada no mesmo dia (boa, vou estar acompanhada no filme de terror) e que já foi lá operada e fiquei a saber todos os detalhes de apenas duas casas de banho para dois corredores imensos cheios de mulheres acamadas e a fazerem medicação que nos obriga a fazer espera na casa de banho. É o drama, o horror, o pior filme de dramático/terror da minha vida. Qual anestesia, qual cirurgia, qual cicatriz chata na barriga e fominha de não sei quantos dias. Eu vou ter que usar uma casa de banho partilhada com não sei quantas mulheres e isso é o meu maior pesadelo. Vou munida com paletes de toalhetes perfumados e com a minha melhor disposição (se é que é possível) já com os olhos postos no dia em que regresso a casa. Mal vejo a hora!
 

12 comentários:

  1. Também já ouvi descrições menos positivas sobre as casas de banho dos hospitais públicos. Mas tu aguentas, vais ver! Num ai voltas para casa e tudo não passou de um pesadelozeco!

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    1. Mas vai custar tantooooo. É o que dá ser tão esquisita!

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  2. Não há nada como sentar-se num assento já "aquecido"!:) As melhoras!
    Ângela

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    1. Credo!!! Eu não sento mulher. Jamais! O drama vai ser conseguir não sentar depois de ter a barriga feita num queijo suíço o.O

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  3. Acredita, a casa de banho vai ser o menor dos teus problemas. Na afiçao nem te vais lembrar disso. Fala a experiência de quem ja passou pelo mesmo. E eu sou daquelas que espera que entre alguem para sair do wc sem pôr ad maos na maçaneta da porta.

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    1. Ahaha! Também sou assim e quando são portas de empurrar ponho a mão nos sítios m,enos prováveis - demasiado alto ou demasiado baixo.

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  4. acredita que é das piores coisas que pode haver são os quartos de banhos dos hospitais, é um entra e sai de gente a maior parte das vezes as portas não tem fechadura ou seja enquanto se toma banho tem que se estar alerta a ver se não entra ninguém é realmente muito deprimente, falo por experiência própria.

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    1. Ai, sem fehcadura então é o fim da macacada. A sorte é que há uma menina a ser operada no mesmo dia que eu e olha, temos que tomar conta da porta uma à outra...

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  5. Um frasco de álcool dá imenso jeito!!!
    Borrifa-se TUD
    Espero que corra tudo bem

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  6. frasco de álcool dá imenso jeito.
    Borrifa-se tudo :-)

    Espero que corra tudo bem

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  7. Um frasco de álcool dá imenso jeito!!!
    Borrifa-se TUD
    Espero que corra tudo bem

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  8. ahahah Eu sou bem mais relaxada mas ando sempre com toalhitas na mala...

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