14 de junho de 2013

Ainda o amor

Hoje ganhei coragem e arrancámos do sofá para irmos até à nossa praia favorita, apanhar um sol ventoso, cheirar o mar e comer uma sandes de salmão fumado , entre banhos de praia do P. e cheiro a creme de praia. E agora, enquanto recupero de um banho quente e perfumado, continuo a reflectir sobre a questão que me foi ontem colocada pela Ana, no post anterior: E aquelas pessoas que não encontram a cara-metade? (de uma actual descrente no amor).
Confesso, Ana, que desde ontem que penso na pergunta e que a coloco a mim mesma, tentando a distância de quem não vive um grande amor actualmente. E a conclusão a que chego, é que no amor, não há respostas certas. Não há regras. Não há teorias comprovadas. Não há como saber o que vai acontecer a seguir, se é que vai acontecer alguma coisa. Posso apenas basear-me na minha experiência quando digo que, muitas vezes, aparece quando menos se espera, onde menos se espera. No meu caso foi exactamente numa fase em que eu não queria saber de homens para nada. Queria distância deles, apesar das listas imensas das minhas amigas, prontas a tratar dos arranjinhos com os amigos dos namorados. Estava magoada, de coração sofrido e prestes a acreditar que a vida sem homens, sem amor, era tão mais descomplicada e fácil. Sempre fui uma pessoa de poucos namoros, pelo que achava que ia ficar um bom par de anos a fazer a minha vida tranquilamente celibatária. Mas o coração continuava magoado, enganado e por isso, tudo não passava de uma defesa minha, face à crença de que todos os homens são trastes. E todos à minha volta assim mo pareciam. E ele estava mesmo ali. Há um ano e meio, a trabalhar no mesmo sítio que eu. A sorrir para mim. E de forma arrebatadoramente rápida agarrou no meu coração, para não mais o largar e eu mandei  todas as ideias celibatárias e todas as teorias sobre o traste humano às urtigas. Porque por aquele amor, estava disposta a arriscar tudo novamente, mesmo que num futuro isso pudesse significar um coração novamente partido. Porque todos os momentos valiam a pena esse risco. E cada sentimento reforçava essa ideia. E o que é certo é que entrei neste amor sem expectativas românticas exacerbadas e foi com este amor que tudo mudou para mim. Foi com ele que mudei do extremo de não querer casar a querer casar. É com ele que planeio o dia de hoje, o futuro próximo e o futuro longínquo, em que seremos já velhinhos, daqueles que andam deliciosamente de mãos dadas nos jardins. E se não chegarmos lá, porque a vida dá voltas e não sabemos o que o futuro nos reserva…caramba, cada minuto com ele valeu a pena e nem a dor de uma perda me pode nunca mais fazer acreditar que o amor não acontece. Porque acontece. Não se procura. Encontra-se. Muitas vezes quando e onde menos se espera…exactamente porque não se espera.
Convido quem quiser a contribuir com a sua visão para a Ana. Vamos fazê-la acreditar no amor. E no futuro.

11 comentários:

  1. Subscrevo inteiramente as tuas palavras. Por muito que estejamos desencantadas sequer com o conceito, o amor está algures à espreita, à nossa procura, da mesma forma que nós o procuramos, e sem o sabermos! Acontecem coisas fantásticas todos os dias, a toda a gente. Tenho a certeza que a Ana será uma dessas pessoas daqui a uns tempos :)

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  2. Bem..eu sinceramente ja não acredito em amor...ja tenho tido alguns desencontros..desilusões..que sinceramente estou como a tua mãe... são todos exactamente todos iguais... uns trastes..para não disser outra palavra...

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    1. Marisela, acredita que não. Eu acredito que um dia tu vais acreditar. Infelizmente acho que é preciso sofrer, para darmos valor. Quem não sentiu já o que sentes? Força e fé!

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  3. Obrigada mesmo! :) Nunca tinham escrito um post dedicado especificamente à minha dor.:) Tenho o coração partido mas tenho alguma esperança: espero ainda poder viver um amor assim tão bom e tão bonito. Obrigada! :)

    Ana, a descrente no amor, que ficou com o coração muito mais cheio! :)

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    1. Acredito que sim Ana. Desculpa não ter respostas certas, mas tudo o que sabemos é fruto da nossa viviência e esta é a minha.

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    2. Eu sei, obrigada! :)


      Ana

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  4. Como diz a minha avó, toda a panela terá a sua tampa lol.

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  5. De tudo aquilo que se pode dizer sobre o tema, temos que perceber que tal como tudo na vida, também no Amor, temos que fazer a nossa parte...Se estivermos amarguradas e tristes com "uma" ou algumas experiências menos positivas nas nossas vidas, não podemos generalizar e dizer que todos os homens são mal intencionados ou tiraram o curso de "como nos partir o coração". Nenhuma de nós gosta de ouvir: "Vocês mulheres, são todas iguais" por isso temos que acreditar que os homens também não são todos iguais...e no meio de muitos...vamos encontrar aquele...que não sendo perfeito ( porque isso não existe) tem tantas coisas em comum connosco, e as suas qualidades são tão maiores do que as coisas pequeninas que nos afastam, que sim, vale a pena conhecer melhor e disfrutar de momentos maravilhosos a dois.
    O nosso problema é que queremos o "grande amor" para HOJE para JÁ e a nossa ansiedade quando não satisfeita imediatamente neste campo, tem o dom se se transformar em amargura e descredito....e como um qualquer Calimero com meia casca de ovo na cabeça praguejamos sobre o quão injusto o Mundo é e como somos tão infelizes e pouco afortunadas. Mentira meninas, mentira Ana....ele anda ai...o homem que ainda te vai fazer muito Feliz, mas tu tens que estar predisposta a encontrá-lo e querer muito do fundo do teu coração que isso aconteça....e porque essa hora nunca está marcada, que tal começar por estar linda e a Sorrir quando isso acontecer? Podes começar hoje a preparar esse momento, sorrindo e sentindo-te feliz porque mais dia menos dia, ele tá ai! Acredita! Beijinho grande, vou torcer por ti e por esse grande amor que anseias...

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  6. Estive muito tempo sozinha e a palavra "namorado" nunca fez sentido. Porque eu não me contentava com o rapaz da altura, porque ele não gostava verdadeiramente de mim ou porque (por longos períodos) não aparecia ninguém.

    Sempre li e ouvi isso: quando menos se espera ele aparece.
    Só que eu sabia que isso não podia ser verdade. Porque quem espera há tanto tempo que nem sabe se vai acontecer, está sempre, mas SEMPRE à espera.

    Um dia acontece. No momento certo. A pessoa certa.
    Um dia aconteceu para mim.
    O segredo não foi mais do que continuar a minha vida. Muito ou pouco desgostosa de amor, não deixei de me dedicar a mim, à família, aos amigos, ao trabalho. E assim, quando a minha pessoa chegou eu estava preparada para a receber.

    Portanto Ana, espere mas não desespere.
    Um dia vai ser aquele dia. Um dia vai ser diferente.

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  7. Tinha saudades de vir aqui. Como sempre o que escreves consegue ser bastante terapêutico :).

    Acredito no Amor, na sua grande amplitude. E acredito que existem pessoas cujo propósito de vida poderá ser outro que não encontrar a sua cara-metade. Porque as desilusões nascem disso mesmo, dessa esperança, tantas vezes vã, de encontrar aquele alguém que nos preencha o vazio. A vida leva-nos tantas vezes por caminhos tortuosos, que pura e simplesmente procuramos vias alternativas que nos apartem dessa ideia de "eterno sofrimento". Depois de ter estado 5 anos da minha vida à espera... São essas as breves conclusões a que cheguei.

    Não acredito no destino... Mas acredito que certas coincidências podem moldar o nosso caminho.

    Beijos enorme, Bê :)

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Aceitam-se elogios, críticas, gargalhadas, lágrimas, sorrisos e afins