29 de agosto de 2013

Carminho

Recebi este pedido de uma leitora e, como amante de animais que sou, não poderia deixar de o partilhar
aqui, no facebook e boca a boca. Por favor, façam o mesmo, vamos ajudar a Carminho a arranjar uma 
família:
A vida da Carminho sempre foi assim. Sem saber o que se seguia. Não sei de onde veio, e neste momento não sei para onde vai. Como perdeu o olho também não sabemos. Ou maldade, ou uma briga...seja por
que for isso não a tornou revoltada contra as pessoas.
Seguia um senhor que lhe dava de comida até casa na esperança de que ele a levasse com ela e lhe desse um cantinho para dormir e comida. Seguiu-o muitos dias mas como o senhor não a podia acolher um dia, ela desistiu. Desistiu da oportunidade dela.
Deixou-se ficar na rua. No meio da areia, das ervas, dos outros gatos, das garrafas de cerveja partidas, dos carros e das pessoas que os conduzem sem se preocuparem minimamente se ela se afastava ou não.
Seja como agradecimento ou prova de confiança, a Carminho é especial. Precisa de uma família que lhe dê a pata sempre que ela quiser, que não se importe com os barulhinhos da garganta dela (que não são graves nem incomodativos nem a toda a hora), que não se importe que ela seja preta e que não tenha um olho. Ela quer uma família como nunca teve a quem possa dar tudo o que tem, e ela dá tudo. Só não dá trabalho, não mia quase nada, não pede muito, só paciência, um cantinho, umas pernas para dar turras e que nunca a abandonem. Habituou-se a ter paredes à volta dela, a gatos, a cães, a pessoas. 
Precisa de uma família que não tenha que pensar duas vezes mas que nunca a deixe para trás.

Encontrei-a na rua. É toda pretinha, com as patas acastanhadas, e cega de um olho. Quem tiver a hipótese de a conhecer vai gostar dela de certeza. A Carminho passou frio onde ficou. Apanhou uma pneumonia que nunca foi bem curada e isso deixou-a a fazer uns barulhos na garganta quando está mais stressada, e apesar de não ser nada de grave, é crónico... A Carminho não ia aguentar outro Inverno na rua... foi resgatada porque alguém viu nela todas as qualidades que tem, deixou-se apanhar com a maior das facilidades ao colo. Foi esterilizada, e no caminho para o Raio-X para curar a pneumonia veio sempre com o focinho encostado à grade da transportadora e com as patas de fora na minha mão. Sempre. Sem unhas, sem nada, só queria dar a pata e sentir-se em segurança. 
Só falta encontrar As Pessoas dela. A Carminho já sofreu o que tinha para sofrer. Agora está na mesma 
situação. Não tem para onde ir... A recuperação da esterilização acabou e dia 19 de Setembro mais uma vez a  
vida da Carminho não está dependente dela.
FIV e FELV negativo
Zona: Margem Sul


Vamos ajudar a Carminho?

Eu sei que ando uma abusada do pior, mas...

Vocês que tudo sabem - E restaurantes mesmo mesmo mesmo para lá de bons, ali para os lados de Odemira? :-)

28 de agosto de 2013

Opiniões precisam-se

Vou entrar no mundo novo da drenagem linfática. Não sou pessoa de dietas, mas facilmente me controlo e como coisas para lá de saudáveis. Quero retomar o exercício físico que abandonei quando o diagnóstico de Abril confirmou a necessidade de nova cirurgia em Junho e nunca mais pus os pezinhos no ginásio ou em cima do meu step. Uma pessoa junta a necessidade à preguiça crónica e pronto, a par da barriga inchada que vem com a cirurgia, medicações e afins, junta-se-lhe um pneuzinho desagradável e que se quer deitar fora. A bola de berlim de antes de ontem  e o bolinho directamente vindo do Alentejo de hoje não ajudam, mas prometo que foram os últimos dos próximos tempos. Sou forte nestas coisas e quando me decido, nada me demove - nem mesmo o melhor bolo de chocolate do mundo (com o qual sonhei há dias - decadência total!). Os hidratos ao jantar já se foram e a sorte é ter um desportista em casa que facilmente me acompanha nestas coisas e que gosta de sopas e saladas e fruta - mas que ao fim de semana faz comidinhas de babar e acrescenta-lhe umas boas garrafinhas de vinho, que eu sou menina que gosta de beber bem (por bem, entenda-se, com qualidade, sim?). 
Gostaria pois de saber se, desse lado, alguma alminha já fez drenagem linfática e se sim, quais os resultados? Aconselham? Gracie!

Não sei o que me espera de seguida...

E no espaço de um mês, fartei-me de tal maneira dos meus cabelos que, num dia, de um momento para o outro, pintei o cabelo de castanho bem escuro (quem me conhece sabe a diferença que faz). Não contente, três semanas depois permiti-lhe um corte como há muito tempo não se via. Foram uns dez valentes dedos à vida. E porque ainda não me bastava, apenas quatro diazinhos depois, tesourei-lhe a franja novamente, coisa que lhe tinha feito no ano passado e no anterior e da qual normalmente me arrependo dois meses depois, com as humidades e as chuvas que não lhe permitem manter-se bonitinha e penteada. Estou com medo do que possa vir de seguida...afastem todas as tesouras das minhas mãos nervosinhas, sim?
 
Agora digam-me, serei a única a ter estas crises de tenho-que-mudar-de-visual-agora-mesmo-neste-exacto-segundo?

27 de agosto de 2013

Acho que viciei...

Não sou mulher de grandes televisionismos. Acompanho algumas séries que adoro (muitas delas na net), vejo as notícias e o Masterchef Australia (tem que ser o australiano, que adoro. Os outros não me encantam, que eles andam sempre mais preocupados em prejudicarem-se uns aos outros, do que em provarem que são bons). Com esta maravilha das box que gravam tudo, tenho sempre alguma coisa para ver - normalmente uma season completa, porque vou acumulando e acumulando e às tantas são mais de vinte episódios de cada série.
 
Mentes criminosas, Guerra dos Tronos, Dexter, Dowton Abbey, Modern Family, The good wife e mais recentemente o The Bridge, são algumas das que adoro de paixão. Na box tinha gravados alguns episódios da série Scandal. Tinha visto o primeiro episódio e não me agradou muito aquela coisa da super mulher que faz boquinhas e é demasiado confiante ou extremamente frágil, típica das personagens da Shonda, responsável pela Meredith Grey e pela outra da clínica privada, cujo nome não me lembro, mas que foi casada com o marido da Meredith e andou enrolada com o Mark Sloan (pudera). Depois a Shonda irrita-me um bocadinho, desde os tempos em que matou o O'Malley e porque, desde aí, começou a matar personagens como se fosse o apocalipse. Sempre que alguém sai da série, é porque se finou e não tem qualquer hipótese de voltar atrás e a mulher tem dedinho para matar as personagens de que gosto mesmo e com isso vai matando a série que já foi a do meu coração. Adiante e voltando ao Scandal, como não gostei do primeiro episódio, desliguei e nunca mais peguei na coisa. Só que há muito pouco tempo atrás, por razões que não interessam, vi-me obrigada a permanecer no sofá, sem poder fazer grande coisa e lá fui à box papar tudo o que por lá andava. Foi uma limpeza. Quando cheguei à Scandal, não havia muito mais para ver e, em vez de me agarrar a um livro, resolvi dar uma hipótese, pouco confiante. Pois que viciei. O argumento é muito mais intrincado do que me pareceu à partida. A história tem um fio condutor que atravessa todos os episódios e que envolve muitas das personagens. Tem momentos totalmente inesperados e um enredo pouco previsível. Talvez seja uma série de gaja mulher (vejo também o House of Cards, com o Spacey e, dentro do género presidente da super potência e bastidores da casa branca, é muito muito bom, mas mais neutra, menos sentimental), mas fiquei apanhada. Já gosto da Olívia e das suas boquinhas e tudo e a mulher é gira nas horas e está sempre impecavelmente vestida (adoro os casacos dela!), coisas que mulher que é mulher, até aprecia. Em poucos dias vi as duas seasons e agora aguardo ansiosamente que estreie a próxima.
 
Setembro é, felizmente, o mês das estreias e logo logo a minha box vai ficar a rebentar pelas costuras novamente! Mesmo como eu gosto!
 
 
 

26 de agosto de 2013

5


5 anos de blog. 5 anos de palavras, de textos sentidos, de disparates, de partilhas. 5 anos de mim e de vocês. 5 anos de imagens, de lágrimas e de sorrisos. Obrigada a todos os que estão desse lado e que, mesmo sem saberem, me fazem ter vontade de continuar por aqui. Não sei quantos mais anos se seguirão, mas enquanto valer a pena, estarei neste Cantinho. Até já!

23 de agosto de 2013

 
 
 
E depois de uma semana menos boa, seguem-se dois dias de puro namoro. Dois dias de nós. Porque nos braços dele sou feliz hoje e sempre. Porque nos braços dele nada me toca, nada me afecta. Porque é nele que me sinto protegida e amada.

Mudanças por aqui!

 
 
A página do facebook estava mais para lá do que para cá, já carregadinha de teias de aranha, pelo que criei uma nova, fresquinha e que está de portas abertas, pronta para vos receber: https://www.facebook.com/paudecanelaementa
 
Lá vos espero - e quem não aparecer por lá que ganhe uma verruga viscosa mesmo no canto da boca! :-)

22 de agosto de 2013

Porque eu sou uma pessoa de gatos e de cães...

O Tobias é o gatarrão cá de casa. Meigo que só ele, espera-nos à porta do quarto, quando acordamos, ou à porta da rua quando estamos a chegar a casa e em qualquer destes momentos exige o seu momento de festas e carinhos, que celebra com um ronrom digno de fazer tremer a fachada do prédio. Segue-nos para todo o lado. Deita-se no bidé enquanto tomo banho (durante anos tentei evitar, mas acabei por desistir - eles são donos de uma persistência que me ultrapassa) e senta-se à mesa connosco, atento ao que comemos e com a certeza de que vai ganhar algo. E lá se mantém mesmo quando comemos algo que não lhe interessa, porque o Tobias é um gato de pessoas. Gosta da casa cheia de gente. Gosta de experimentar os colos todos. Gosta de conquistar afectos. Gosta de nos sentir e de nos acompanhar. Faz uma coisa muito particular - o miaucejo - meio miado, meio bocejo que lhe é tão frequente e característico que nos deixa sempre de sorriso nos lábios. Puxa a minha mão com a sua própria pata, para que lhe faça festas, das quais nunca se cansa. É aquele gato de quem todos, mesmo os não apreciadores de gatos, gostam. Não é possível ficar-lhe indiferente, porque quanto maior é a indiferença de quem vem cá a casa, maior é a insistência dele em conquistar o colo e logo logo o coração. Quando o P. chega mais tarde do que o habitual fica a miar para a porta da rua, desejoso que o dono do seu coração chegue e aí começa a grande perseguição por toda a casa, sempre carente de mimo, sempre bem-disposto.
 
A Blue é a minha menina. A minha eterna companheira. Começamos por ser só as duas, antes de o P. e depois os outros dois gatos, virem viver connosco. Não passa grande cartão a pessoas de fora, mas não se afasta, nem ataca ou algo que se pareça. Apenas tem um amor imenso por mim e pouco lhe sobra para dar aos outros. Sabe quando eu não estou bem e nesses momentos agarra-se a mim que nem lapa, com um ronrom e olhos de carneiro mal morto, capaz de me encher o coração de amor. Conversa comigo a toda a hora. Sabe como miar para eu deixar tudo o que estou a fazer e alapar-me a ela cheia de mimos para dar. Gosta de brincar às escondidas comigo, mas nunca ataca. Apenas salta pela casa, feliz e liberta. Adora quando vou ler para o quarto e a levo a ela e só a ela, porque sente que lhe pertenço e que aqueles momentos são só nossos - e na verdade as marradinhas que me dá são tão fortes e frequentes, que às vezes mal consigo aguentar o livro nas mãos. E depois deita-se o mais colada a mim possível. Entende-me e eu entendo-a. Somos cúmplices.
 
A Gata é a assustadiça. Já está connosco há 7 anos, mas antes era uma menina abandonada numa jaula de veterinário que sofreu sabe-se lá quantos golpes de azar na sua então pequena vida, que ainda hoje, depois de uma vida imensa connosco, tem medo da própria sombra. Adora-nos. É carente e adora festinhas na barriga. Até há muito pouco tempo atrás não se deixava ver por pessoas de fora, era a gata fantasma. Aos poucos foi ganhando alguma confiança, aproxima-se e quando alguém lhe dá uma festinha, já não larga as pernas da pessoa. Mas continua a preferir o sossego de uma assoalhada da casa onde está os dias quase inteiros a dormir na paz dos anjos e só ao final do dia gosta de se vir deitar no meio de nós no sofá, a pedir festas, ora a um ora a outro, sempre de olhar apaixonado e feliz.
 
Os meus gatos nunca me deram qualquer prova da infidelidade que normalmente se lhes atribui. Nunca me atacaram. Nunca me trocaram, nunca me desiludiram. Por vezes portam-se menos bem - afiam as unhas no sofá ou nas cadeiras, fazem perseguições pela casa a altas horas da noite, mas isso é o pior que posso dizer deles, o que para mim, não é nada, comparado com o que eles me dão. Os meus gatos não são independentes. Quando vamos para fora e não os levamos, é certo que se aguentam bem os três (a minha mãe normalmente vem vê-los dia sim, dia não) mas quando chegamos estão tão carentes e melosos, que antes de pousarmos as coisas, já estamos agarrados a eles. Os meus gatos não nos atacam, nem mesmo a pessoas estranhas (um dia conto a história de quando o Tobias tentou conquistar os senhores do gás. Ou de como o senhor que nos vinha trazer comida indiana a casa ficou tão encantado com as recepções dele, que arranjou um gato também.) Os meus gatos entendem-nos. Sabem que não é não, mas, como persistentes que são e donos de uma personalidade afincadamente forte, gostam de insistir e de nos provocar, não por malícia, mas por brincadeira e teimosia. Eu não sou uma pessoa de gatos OU de cães. Sou uma pessoa de animais e amo-os na mesma proporção e da mesma maneira. Tenho gatos porque os amo e porque vivo num apartamento não muito grande e a nossa vida ocupada não nos permite dar a um cão a companhia e o acompanhamento (idas à rua) que o mesmo exige. Mas toda a vida tive cães - no ano passado perdi o meu menino, o Rafa, que depois de eu arranjar casa, ficou a viver com o meu pai, que tinha todas as condições para ele ser feliz e tanto amor para lhe dar quanto eu. Mas estava com ele todas as semanas e foi o melhor dos cães e ainda hoje sofro quando chego a casa do meu pai e ele não está lá para me receber e para nos cheirar o rabo, como gostava de fazer. Tive outros cães ao longo da minha vida, cuja lembrança ainda hoje me amargura o coração, de tanta saudade que sinto.
 
Não quero com este texto afirmar que os gatos são melhores do que os cães. São diferentes. Como os homens são diferentes das mulheres, ou as crianças dos adultos. Não os comparem. Fico triste sempre que leio alguém que escreve que não gosta de gatos, mas gosta de cães. Têm que lhes dar uma oportunidade - se eu tivesse desistido à primeira dentada de um cão ou arranhadela de um gato teria perdido uma vida inteira de carinho e de amizade. Entendam-nos como eles são, com as suas características e com a sua personalidade - todos diferentes uns dos outros. Não somos afinal nós humanos, também diferentes uns dos outros?

19 de agosto de 2013

16 de agosto de 2013

Serei a única a precisar de um destes cá em casa?


É. Cá em casa precisamos mesmo desesperadamente de um departamento de meias que deram sumiço. Temos um buraco negro para onde foge uma meia de cada par. Como é desse lado?

6 de agosto de 2013

Assim se vive Agosto por aqui...

Pois é, esta coisa de se criar um negócio e ser chefe de si própria deixa-nos sem tempo para coçar a cabeça. Ando cheia de projectos, ideias novas, trabalho de divulgação e organização, montar um espaço e um sem fim de contactos que nos têm sido feitos e que queremos analisar. É desgastante. Os fins-de-semana deixam de ser fins-de-semana e chegar a casa não me permite deixar os problemas ou assuntos a serem resolvidos, no trabalho. Andam comigo para todo o lado. Toda eu sou empresa e trabalho. É um projecto de 24h por dia, mas que me tem deixado completamente preenchida e feliz. Sem tempo, sem férias, mas feliz. Vou tentar voltar a este Cantinho com mais regularidade, mas lá está, todos os momentos são de investigação e produção e confesso que o cérebro anda a zeros no que a post's diz respeito. Mas como o Cantinho faz 5 anos este mês, ainda venho cá brindar com quem por cá anda.
 
A todos, um Agosto cheio de sorrisos e, se for caso disso, umas férias para lá de maravilhosas, sim?