25 de novembro de 2013

O Gato que eu não salvei

Há poucos dias atrás, na mesma zona onde há meses apanhei uma gatinha que tinha sido abandonada, apanhei o maior dos pesadelos. Estava a conduzir num túnel da minha cidade e à minha frente atravessa-se um gato, perfeitamente baralhado, confuso e ali colocado (os gatos que vivem na rua não vão para túneis barulhentos). Travei logo, infelizmente a tempo de o ver ser atropelado por um carro que ia na direcção contrária. O condutor desse mesmo carro travou, mas seguiu a sua viagem impiedosa. Eu parei o carro, a tempo de ver o gato correr para a berma onde se encolheu. Vi-lhe o sangue no nariz e o corpo magoado. Tentei sair do carro, mas um muro separador, ainda que baixo, não me permitiu abrir a porta e por isso, fui dar a volta a uma rotunda próxima, para parar junto ao gatinho. Dei umas cinco voltas ao túnel, nos dois sentidos, porque não o via em lado algum. Por momentos quis acreditar que alguém o viu e enquanto eu dava volta, o salvou. Fui para casa, mas não descansada, voltei lá e dei mais umas quantas voltas, até que o vi, no sentido contrário, cheio de sangue. Tinha tornado a atravessar a estrada, mesmo todo magoado. De lágrimas nos olhos, dei novamente a volta. Rezei para conseguir apanhá-lo. Iria directamente com ele para o veterinário e faria tudo o que pudesse para o salvar. Parei mal o carro, mas à saída do túnel, liguei os piscas e corri até chegar junto dele. De coração partido, de olhos molhados e no meio daquela confusão, tentei apanhá-lo, mas infelizmente assim que me viu e embora todo magoado, fugiu de mim...na direcção dos carros. Eu só tive tempo de fechar os olhos. A zona era demasiado perigosa e embora eu estivesse na berma, estava a arriscar a minha vida e, pior, a vida de todos os que conduziam no túnel e que não esperavam ver-me ali...tive que desistir. Vim-me embora de lágrimas nos olhos, com um nó na barriga e a sentir-me mal comigo mesma por não ter tido coragem de ir mais longe e certa do pior dos destinos para aquele gato que merecia muito mais do que aquilo. Ao telefone, entre lágrimas, contei ao P. que me dizia o que sempre me diz: Não os podes salvar a todos. A verdade é que eu queria não ter que os salvar a todos. Queria que eles não precisassem de ser salvos, até porque só precisam porque nós, humanos, os colocamos nestas situações.
A quem o abandonou ali, para morrer e a quem o atropelou e seguiu caminho, desejo honestamente que a vida vos permita viver as aprendizagens de que necessitam para se tornarem pessoas melhores. Estas são daquelas situações que me marcam e sei que não vou esquecer nunca o focinho sofredor e assustado do gato que eu não salvei, como ainda hoje, passados dois anos, me lembro do gato bebé que apanhei na rua e que confiei à pessoa errada, porque o deixou fugir num dia de temporal. Sei que não me vou perdoar nunca por isso. Fazemos o melhor que podemos, mas custa sempre quando o que podemos não é suficiente...   
 

24 de novembro de 2013

Homem fora, acidentes em casa...

Nos últimos meses o P. tem ido com frequência para fora do país dar formação. Tem sido óptimo, porque é uma nova experiência e porque financeiramente compensa. E eu cá fico, morta de saudades, a contar os dias e sedenta de Skype.
Além das saudades, fica o medo do que é que vai acontecer em casa, daquelas coisas que acontecem quando se está sozinha e que só um homem consegue resolver sem ter que recorrer a terceiros. Senão vejam: da primeira vez que ele foi, assim que cheguei a casa, vinda do aeroporto, dei com o Tobias divertidíssimo a brincar com um fio de água que escorria da parede do contador. Sorte a minha de ter um gato que adora água e que assim me alertou para o facto de ter furo num cano, antes que a coisa ficasse mesmo feia. Ainda andei de chave inglesa a tentar apertar peças e coisas, que eu tenho uma reputação de mulher moderna a manter, mas tive mesmo que acabar por chamar alguém. Da segunda vez e em menos de nada, rebentei um estore do quarto (andei uma semana a dormir com ele aberto) e começou a chover na marquise onde tenho as máquinas e as caixas das areias dos gatos. Uma janela ainda que bem fechada, mas para lá de velha foi suficiente para tornar parte da minha casa numa pequena piscina. Foi a tal ponto que, quando dei pela situação, a água estava quase a por-se-me debaixo do frigorífico e da máquina da roupa. Lá foram toalhas, balde, esfregona e um par de horas a limpar e a chuva sem parar. Desta vez (foi para fora ontem de manhã) já brincámos com o meu historial de acidentes caseiros e apostámos qual seria a nova situação, mas até ver, nada que eu não resolvesse. Mas ainda faltam cinco dias para ele regressar e em cinco dias, tanta coisa pode acontecer...Até tenho medo!

12 de novembro de 2013

É oficial: sou do mais Natalício que há!

 
 
Hoje andei a passear pelo Gato Preto, pela Casa e pela Angelic e afirmo aqui que fiquei deliciada e para lá de maravilhada com os enfeites de Natal. Foi preciso uma grande dose de controlo doloroso para não me perder (deliro com as novidades a cada ano e acho que não há ano em que não me meta em despesas). Consegui sair de lá sem nada de nada, porque, convenhamos, a vida está difícil e imprópria para gastos supérfluos, mas foi a custo, muito custo e quase quase de lágrima no canto do olho. E não quero saber que seja cedo, que é um disparate, que ainda falta mês e meio e coisas que tais...estou desejosa de comprar o belo do calendário de chocolates para o meu sobrinho mais lindo e ir ao baú buscar os nossos enfeites, espalhá-los pela casa e esperar que os gatos façam uma festa com a árvore, as bolas, anjos e anjinhos e todos os bonecos de neve, gingerbread man e afins que eu vou coleccionando há anos. E depois, eu e o mais pequeno chegamos a casa do meu pai e tratamos do assunto todo outra vez, já que por lá, sou também a responsável por decorar a casa para a festa da família. Em dose dupla, como eu gosto, mas nos últimos anos, com a ajuda do meu duende preferido, o J.! Ele coloca o chapéu de Natal e eu umas orelhas de rena e tratamos do assunto, entre gargalhadas e cheiro a infância.
 
 

11 de novembro de 2013

Não falha!


Está um um dia maravilhoso lá fora, digno do Verão de S. Martinho! Acordar e ver este céu maravilhoso trasnforma logo a segunda-feira num dia bom e enérgico. E o que eu adoro castanhas assadas, o seu cheiro, o sabor e o ritual de as comer em família, com um bom vinho tinto (não sou a maior amiga de água-pé e outras coisas que tais).
 
Um bom dia para vocês, cheio de castanhas assadas, água-pé e muitos sorrisos!

9 de novembro de 2013

Dicas de chás - Cavalinha

 
 
Este é o meu 35.º Outono. E posso afirmar que em 35 anos de vida, nunca o meu cabelo me caiu como agora. É assim uma coisa para lá de assustadora e hoje até chamei o P. para ele ver o que se me ficou no banho. Não ando nervosa, não sou pessoa dada a stresses, faço uma alimentação equilibrada e tenho os cuidados que sempre tive. Corto o cabelo duas vezes a três vezes por ano. Não uso secador porque me dá a preguiça e a chapa serve só para muito de vez em quando esticar a franja. Sempre tive um cabelo farto e forte e gostava de poder continuar descansadinha quanto à sua saúde.
Como sou dada a produtos naturais e menos voltada para químicos e afins, vou dar-lhe forte no chá de cavalinha nos próximos tempos (a começar hoje - que eu sou das que recorre ao chá para tudo), porque desde sempre me lembro de dizerem que faz bem (é apenas um dos muitos benefícios deste chá maravilhoso). Estive quase quase a dar-lhe uma tesourada, mas depois investiguei e vi que não é solução e como também não está muito comprido, vou-me deixar estar quietinha. 
 
Caso conheçam dicas eficazes e que sejam naturais, toca a partilhar. Eu cá prometo mais dicas quanto a chás e afins e os seus benefícios para diversas maleitas!

True!


O que andam a ler desse lado, hein?

8 de novembro de 2013

Porque um dia tudo muda...

Ando a matutar neste post há já muito tempo. Talvez o seu conteúdo explique de uma vez por todas a mim própria e a vocês, o porquê do meu afastamento deste Cantinho que sempre me fez tão feliz.
A minha vida mudou. Eu mudei. Depois do desemprego, dos problemas de saúde, da criação de uma empresa, surgiram novas oportunidades na minha vida que me permitiram transformar-me, com base no muito que eu já conhecia, sobre o qual já lia e que andava a adiar. Em Janeiro deste ano iniciei o meu percurso no Reiki, área que talvez alguns de vocês conheçam e que não vou sequer explicar neste post (ficará, muito provavelmente, para um próximo). O Reiki mudou a minha vida e mesmo a minha essência - ou talvez tenha feito sobressair aspectos que já tinha, mas que andavam atolados nas questões mundanas do dia a dia e naquilo que a sociedade esperava de mim. Sempre fui uma pessoa ligada à terra, à natureza, aos animais e às pessoas. É isso que me faz sofrer quando vejo uma árvore a ser mutilada, uma flor a ser arrancada. É isso que me faz, desde sempre, salvar animais da rua, das estradas e sofrer com o seu sofrimento. É isso também que me faz dedicar o meu tempo, o meu amor e o meu carinho a idosos que vivem em lares, numa solidão disfarçada, porque os seus não têm tempo para eles. Mas faltava-me qualquer coisa. E o Reiki foi apenas o início de uma caminhada de descoberta e redescoberta. Outras formações noutras áreas se seguiram. Outras experiências, outros conhecimentos e outras pessoas que chegaram à minha vida cheias de tanto para me ensinar.
Estou ainda no início desta caminhada e posso afirmar que muito em mim já mudou. E ainda tenho um mundo de coisas para aprender, para Ser. Porque às vezes aceitamos aquilo que a vida nos dá e este tem sido o meu presente para mim e no qual estou a trabalhar para poder dar a outros. Abri uma empresa com um propósito e ela encaminhou-se para outro completamente diferente, mais enérgico, mais puro.
 
É por isso que não sei muito bem o rumo que hei-de dar ao blog. É natural que mude daqui para a frente, porque o que tenho para escrever e para partilhar será também diferente de muito do que partilhei até aqui. Sintam-se livres para ficar, para ler, para comentar, para partir. Eu serei sempre grata a todos os que de uma forma ou de outra fazem/fizeram parte deste Cantinho.  
 
Desejo-vos um dia cheio de sorrisos e deixo-vos com a certeza de que estou aqui para vocês, sempre que precisarem.