31 de dezembro de 2014

Adeus 2014 e olá 2015!

2014 foi bom. Foi cheio de quedas, de balanços, de novas decisões, de mais quedas, de sorrisos, de aprendizagens, mais quedas, novas experiências, novos projectos, portas fechadas e portas abertas, pessoas novas que apareceram na minha vida e as pessoas de sempre ao meu lado. 2014 foi mesmo muito bom e eu sou muito grata por isso. Por cada momento, por cada segundo, por cada lágrima, por cada sorriso. E fica a certeza de que 2015 será ainda melhor, para mim e para todos. Façam por isso, sejam bons para 2015, sejam gratos por todas as bênçãos na vossa vida. Celebrem cada um dos 365 dias que estão a chegar. Sejam muito felizes!
 
 
 

30 de dezembro de 2014

Dramas, só dramas...

O drama verdadeiro da véspera de fim de ano, quando está um frio deliciosamente invernoso (sim, não me queixo do frio, coisa que adoro): o que vestir amanhã à noite? Tinha planeado usar uma saia linda de morrer, que adoro, mas pede blusa fina e sapatos elegantes e a casa onde vou passar a noite pede roupão e pijama polar, meias grossas, pantufas de lã e a lareira sempre a queimar. Tenho 24h, mais coisa menos coisa, para decidir o que vestir, que seja elegante e quente q.b...Não é tarefa fácil...

29 de dezembro de 2014

Lembram-se do Óscar?


Óscar. A minha história mais feliz deste ano. Ter feito tudo por ele e ter conseguido salvá-lo e poder agora visitá-lo (sim, já o fui ver duas vezes e fico sempre cheia de saudades entre visitas)e sabê-lo tão amado, tão saudável e tão feliz, não tem preço. É uma verdadeira bênção.

27 de dezembro de 2014

Este vazio que chega depois do Natal

Tanta correria, tanta azáfama, tanta preparação e vai-se a ver e já se foi o Natal. Uma das minhas épocas favoritas do ano. O nosso foi, como sempre, de um lado para o outro: almoço com o Tio, lanche com a mãe, jantar com o Pai e, dia 25, fomos para o Norte logo de manhã e só voltámos a tempo de jantar novamente na casa do meu pai. Se já me dividia quando era solteira, por ter pais divorciados, desde que ganhei uma nova família, a do lado do marido, somos ainda mais e queremos tanto estar em todo o lado e com todos, que às vezes parece que estamos pouco com cada um. Mas estamos de coração cheio. Foram dias de muitos sorrisos, muitas alegrias, muita confraternização à mesa, muitas cantorias (nesta família canta-se sempre, principalmente no Natal) e muito amor. No norte éramos 17, dez dos quais perdidos em gargalhadas e cantorias e nem se deu pelo tempo passar.
E depois chega-nos Janeiro, aquele mês longo, frio, escuro, mas cheio de oportunidades, cheio de esperanças, pelo novo ano que se inicia. Não sou adepta de grandes festarolas pela passagem de ano, mas mais de festas controladas e tranquilas, com boa comida e longe dos perigos dos copos e das loucuras dos outros. E desse lado, muitos planos?
Um fim de semana cheio de sorrisos para vocês!

9 de dezembro de 2014

Por aqui festeja-se

Aquele momento em que, um ano depois de deixarmos a medicação de parte porque sabemos que não só não é 100% certa de nos impedir de ter uma recaída como não gostamos dos efeitos secundários, em que vamos fazer os exames de check up meio seguras, meio receosas, em que a médica demora imenso (muito mais do que o habitual) e passeia-se por tudo o que é orgão pélvico e em que ouvimos no final: está tudo óptimo - Não tem preço. Depois de três cirurgias ano sim, ano não, saber que está tudo bem, não obstante tanta coisa que podia ter corrido mal, dá-me a força para acreditar que sou mais forte do que qualquer problema de saúde.

5 de dezembro de 2014

12

Quando doze anos passam assim por nós, sem darmos por eles...quando, doze anos depois, continuamos a sentir o frio intenso na barriga na antecipação da sua chegada... quando doze anos depois, a saudade dolorosa ainda toma conta de nós quando a distância é obrigatória, quando doze anos depois sabemos que não precisamos de viver essa mesma saudade para dar valor ao que mais amamos... quando doze anos depois nos rimos das mesmas piadas tolas, cruzamos olhares como quem troca palavras, nos compreendemos no silêncio das mãos dadas e nos conhecemos como se fôssemos um só... quando doze anos nos parece pouco, tão pouco e ao mesmo tempo tanto tanto, que nem nos lembramos de como eram os tempos antes desses doze anos...quando sentimos que doze anos são apenas o começo da mais bela história de amor, sabemos que temos ao nosso lado a nossa melhor metade, a nossa alma gémea, o nosso príncipe encantado, sem receio de parecermos pirosas, porque é o mais puro e verdadeiro sentimento.
Doze anos passaram, desde aquele primeiro de muitos dias juntos e eu ainda sinto que vamos só no início da mais bela das caminhadas. Completas-me e ensinaste-me que o amor verdadeiro, forte, intenso, inquebrável, perfeito mesmo na sua imperfeição e belo existe sim. És o melhor de mim.

4 de dezembro de 2014

Faltam só 3 semanas!!

Ao olhar para o calendário, assustei-me. Faltam apenas 3 semanas para o Natal e eu tenho exactamente 3 presentes comprados e um deles vai ser trocado. Ainda não fiz a árvore, tal é o receio de ser mais um Natal de árvore a mergulhar no chão todos os dias e as figuras do presépios a passearem pela casa. Ainda estou na dúvida entre fazer a árvore grande, que adoro, ou a mais pequena, cujos estragos serão consideravelmente menores nas garras dos meus felinos.
Não sei como é desse lado, mas eu adoro o Natal. Adoro. Mesmo sendo uma época em que ando a mil, dividida entre a casa do pai, a casa da mãe e a casa dos sogros, ou dos tios do marido, mais a norte, como é o caso este ano. Chegamos a ter dois jantares na consoada e sei lá quantos pratos de comida no dia 25, espalhados por este nosso Portugal. Mesmo com tanta confusão e com viagens pelo meio e não sendo eu das que dá importância às prendas, mas sim ao espírito e à união, às vozes que se juntam para cantar (nas nossas famílias canta-se sempre no Natal), às comidas de sempre, ao quente da lareira, vivo o Natal com toda a intensidade e por isso me assustei quando vi que já só faltam 3 semanas. Onde é que eu andei com a cabeça que se perdeu algures entre o "já está tudo enfeitado e ainda é Outubro" ao "estamos quase no Natal". O que é que aconteceu ao meu Novembro? Foi-se-me e eu nem dei por ele!
Bem...agora é ganhar coragem e hoje vou dedicar-me a enfeitar a casa, embora ainda não tenha decidido onde e como. Segue-se uma olhadela pelas listas de prendas dos anos anteriores (guardo sempre, para não me repetir) e traçar um plano, juntando dois aniversários importantes: o da mãe e o da sogra. Na casa do pai já combinámos fazer amigo oculto, que isto não está para gastos e a essência não é na realidade essa (apenas o sobrinho tem direito a prenda de todos). E desse lado, como estão as coisas?

11 de novembro de 2014

Os que não me entendem...

Vão existir sempre pessoas que não me entendem, que me acham doida, que fecham os olhos e olham para o lado. Que assobiam quando sofro por um animal, que não sentem como eu sinto. Que me dizem que são mais pelos humanos*. Eu compreendo e respeito isso. Acho que há um chip qualquer que só alguns trazem quando nascem e que nos faz estar completamente ligados à causa animal. O meu vinha ligado na potência máxima e com bateria eterna e não há nada a fazer. Herança de uma avó há muito falecida e que os tratava com o respeito e carinho que eles merecem. Que sofria como eu sofro, que os tratava até à exaustão, que chorava quando eles partiam. Porque para mim os animais são muito mais do que animais. Os animais não julgam. Não traem. Não mentem. Não falam de nós nas costas. Não nos usam. São puros na sua essência. E sobrevivem numa sociedade cheia de valores invertidos, onde são constantemente mal tratados, abandonados e esquecidos.
Não vos consigo explicar o que me dói ver um gato ou cão de rua. Dói-me que tenham que sobreviver em vez de viver. Dói-me que muitos deles não conheçam o conforto quente de um abraço, a satisfação de um prato sempre com comida, os mimos incansáveis de quem os ama, a segurança de se sentirem protegidos no regaço humano. Queria poder abraçá-los a todos, mas os meus braços são curtos para tantos…
Pela Preta, pela Preta e Branca, pelo Gremlin que acabou por não resistir também e partiu ontem ao final da tarde, levando um pouco do meu coração consigo e por todos os outros sem nome que perderam a vida na última semana, pelos que se salvaram, pelas que estão em recuperação, pelos que estão sob vigilância apertada por parte da minha família (pai, Carolina e Catarina) o meu enorme, gigante obrigada. Pelas partilhas, pelos donativos, pelo carinho. Muitas pessoas não ficaram indiferentes. Muitos anónimos que não conheço e que me ajudaram, ajuda essa que eu nunca nunca esquecerei. As contas ultrapassaram os 500€. Os donativos chegaram hoje aos 350€. Sem a vossa ajuda desse lado, não sei como teria sido
 Agora é tempo de tratarmos das duas sobreviventes que estiveram internadas e para as quais não conseguimos arranjar um lar definitivo. E de esperar, com toda a fé, que mais nenhum gato seja afectado.
 
 
*Acreditem que lutar pela causa animal não me afasta minimamente da causa humana. É junto de idosos que dedico o meu trabalho voluntário há exactamente dois anos. É para causas de apoio a crianças com situações complicadas que faço os meus donativos. Todas as causas têm espaço em mim.
 

9 de novembro de 2014

Ainda os gatos

Hoje levei mais um gatinho para o veterinário. Tem cerca de 3 meses e está muito desidratado, com sangue nas fezes e temperatura baixa. Ficou internado e o prognóstico é muito reservado. O quadro clínico é em tudo semelhante ao das duas meninas que morreram na sexta-feira. Mais um gatinho que apareceu por lá bem pequeno, que nunca se deixou apanhar e que hoje não fugiu de mim, tal era a apatia. E o meu coração continua apertado...sem saber como salvá-los, sem saber se posso fazer mais se mais algum gato ficar doente...a sofrer com o sofrimento deles.
Neste momento a conta vai perto dos 500€ e será maior com este menino internado. Agradeço toda a ajuda que me deram. Sem vocês, desse lado, os bondosos silenciosos, não sei como seria possível tratar destes meninos.
 
 

Pedido de ajuda - notícias

Meus queridos,
Antes de mais agradeço por esta onda de solidariedade que me encheu o coração de carinho. Foram tantas as partilhas e as palavras de alento, que sei que não estou sozinha nesta luta.
Infelizmente não tenho boas notícias. A menina preta não resistiu e acabou por partir na sexta. A Preta e Branca, a minha menina meiga e doce, acabou por ser abatida na sexta-feira à noite, enquanto fazia ronron agarrada à minha mão. Foi das decisões mais difíceis que tomei, mas foi em consciência, com certezas médicas de que estava em sofrimento e sem quaisquer hipóteses. Neste momento está num lugar melhor, a que gosto de chamar o céu dos gatos. Onde há sempre comida, borboletas para perseguir e lugares quentes e fofos para dormir.
As duas outras meninas, a Tigrada e a Farrusca, são as boas notícias. Estão neste momento em FAT (família de acolhimento temporário, neste caso mesmo muito temporário), porque apresentaram melhorias significativas, embora estejam sobre vigilância apertada, a fazer medicação e com consultas marcadas para os próximos dias. Não quero, de forma alguma, devolvê-las à rua. É nelas que se concentram agora as minhas forças. E nos gatos que continuam na rua, cerca de 8. Andaram desaparecidos durante dias, como se se estivessem a proteger. Começaram a aparecer aos poucos, com sinais de que tudo está bem. Têm camas novas, pratos novos e vários pares de olhos atentos, para que, ao mínimo sinal de alerta, sejam encaminhados para o veterinário. Mas pensamos que está tudo controlado. Quero acreditar que sim.
Até ao momento os gastos vão em 415€. Sem contar com alimentação e consultas futuras que as 2 meninas em FAT vão necessitar. Tivemos, até ao momento, transferências no valor de 192,26€, que eu agradeço do fundo do coração. Pessoas que por aqui me enviaram e-mails, pessoas que pelo facebook responderam ao meu apelo. Vozes silenciosas e bondosas que fizeram desta causa, a vossa causa também. Bem sei que são tempos de crise e ver a forma como estão a ajudar é comovente. Grata por tudo. E grata aos que já avisaram que não foi possível transferir até ao momento, mas que o vão fazer. Caso sobre algum dinheiro, depois das meninas tratadas e alimentadas, o mesmo será doado a uma instituição de apoio aos animais. Penso ser uma causa de todos nós.
Deixo-vos com as fotos das duas meninas, de 8 meses e mês e meio, que precisam agora, urgentemente, de um lar. Um lar sem gatos, já que não há garantias de que não seja portadoras do virús que matou as outras bebés. Serem portadoras pode significar não ter a doença activa, mas poderem vir a necessitar de um maior acompanhamento veterinário.
A todos, os que doaram, os que comentaram, os que partilharam, os que me acompanharam, um grande grande beijinho de agradecimento.
 

 
As meninas agradecem também❤❤❤
 
 

6 de novembro de 2014

Preciso da vossa ajuda - apelo

A maior parte de vocês sabe que sou verdadeiramente apaixonada por animais. Sempre fui e nem a idade me altera esta minha paixão e esta minha necessidade de os ajudar a todos, sem excepção. No mês passado partilhei convosco a história de um bebé gato mal tratado e em estado grave e vocês foram fantásticos nas partilhas, nas palavras, no carinho e no apoio que me deram. Hoje o Flashe está gordo, feliz e saudável, junto de uma família seis estrelas (como ele merecia).
Talvez isso me tenha dado forças para o que se segue hoje, para este meu grande pedido de ajuda. A minha família desde alimenta desde sempre gatos de rua. Tratamos deles sempre que necessário, fazem parte da nossa rotina e da nossa vida. Damos-lhes caminhas, alimentamos e há uma colónia, a que costumo chamar a colónia Pulga, que se multiplica em gatos (porque não temos como castrá-los a todos), mas também em carinho e que vivem alegremente na rua da casa onde a nossa família se reúne regulamente. Gatos de rua, que nunca entraram numa casa, mas que me recebem todos os dias, cada um à sua maneira. Uns mais doces e atrevidos, outros mais fugidios e tímidos, mas todos com o reconhecimento no olhar e uma confiança que vai crescendo de dia para dia.  
Nos últimos dias, o que primeiro julgámos tratar-se de um envenenamento, mas que se revelou como um vírus forte e potencialmente mortal, levou-nos tão rápida quanto inesperadamente, três das nossas estrelinhas, uma delas a gatinha do meu coração, que eu tanto adorava. Como pensámos tratar-se de envenenamento, acompanhámos todos os outros, que no dia seguinte estavam aparentemente bem. Mas um dia depois uma das gatas mais selvagem e arisca, estava apática, prostrada, quase sem reacção. Quando consegui pegar nela percebi que não podia estar bem e os miados baixos, quase inaudíveis só o comprovavam. Estava em sofrimento. Agarrei nela e percebi que uma das outras gatas, uma das meninas mais doces e meigas, estava também mais em baixo. Acabei por levar as duas para o hospital veterinário principal.
Um dia depois e o prognóstico não era nada bom. Sangue nas fezes, altas temperaturas, apatia, vómitos, falta de apetite. Ontem, mais uma das bebés que lá vivia, foi também levada, porque começou a mostrar os mesmos sintomas. Mais uma das que dificilmente conseguíamos apanhar, porque foi levada pela mãe já com um mês, e que entrou numa apatia assustadora. Hoje levámos a quarta gatinha bebé. Bebé demais para estar a passar por tudo isto. Ao contrário das outras, em vez de febre, estava em hipotermia, prestes a morrer.
Temos neste momento 4 gatinhas, duas jovens de cerca de 8 meses e duas bebés de cerca de mês e meio internadas. Uma delas a melhorar e com possível alta amanhã, outra (a preta e branca, a mais doce e comunicadora das gatas de rua) muito mal, sem sabermos se vai sobreviver ou mesmo se terá que ser abatida para não sofrer mais e duas pequeninas que aguardamos saber o que se passa em concreto e se o quadro melhora.
Como podem imaginar, estou de coração partido nas mãos. Mal tive tempo de recuperar da morte das três gatinhas… Estou a ter uma semana muito dolorosa para mim, tanto quanto o pode ser querer fazer mais e não poder. Sofro pelas que morreram, pelas que estão doentes e pelos que desapareceram e que não sabemos se estão bem. Em tantos anos a tratar deles e nunca vivi uma tragédia assim.
Neste momento a conta de veterinário chega já aos 300€. Sem contar com o dia de hoje (internamentos, medicação, análises e mais uma menina a chegar) e preciso de ajuda. Preciso mesmo de ajuda e quem me conhece sabe que só o peço porque não tenho como pagar tudo. Uma amiga está responsável por uma delas, mas as outras estão por minha conta. A minha situação financeira actual é complicada e não sei quanto mais terei que gastar para salvar estas meninas. E tudo farei para poder salvá-las, para que não lhes falte tratamento.
Por isso apelo a todos vós, a todos os que possam ajudar – seja de que forma for. Com uma transferência, com partilhas deste post, com palavras amigas que me confortam nestes momentos, com reiki… E preciso também de famílias, para as meninas que estão a melhorar. A primeira a adoecer e que está prestes a ter alta, tem já uma família de acolhimento (tão grata querida Gi), mas precisamos de um dono, porque  não queremos devolvê-la à rua que quase a matou. Uma das bebés também já tem uma dona (querida Catarina) e talvez a mana vá com ela. A preta e branca, que eu rezo para que se salve, não tem dono ou fat até ao momento.
Deixo-vos o contacto do hospital veterinário principal, da Charneca da Caparica, onde elas estão, para que, caso o entendam e caso partilhem junto de pessoas que não me conhecem, possa ser confirmado o internamento e a situação das gatinhas. Como são gatas de rua e no calor da urgência, estão com os seguintes nomes: Preta e Branca, Tigrada, Farrusca e Preta.
Os Contactos: 212974997/212974943

Informar@hospvetprincipal.pt / consultorio@hospvetprincipal.pt

Caso possam ajudar monetariamente, com um euro que seja, enviem e-mail para barbaracreal@gmail.com
Agradeço toda e qualquer ajuda, seja monetária, seja por partilha em blog ou facebook para que este meu apelo chegue a mais e mais pessoas.

Grata, de coração e alma,






 
(Falta a foto da pretinha que entrou hoje, mas quando fui com elas até às boxes não levei o telemóvel. Mas posso assegurar que é linda.)

23 de outubro de 2014

Não sumi de vez...

Sim, eu sei, este blogue anda pelas ruas da amargura, há séculos que não se escreve por aqui e até já se perderam umas alminhas ali dos seguidores (fracos). Gostava de dizer que a minha vida é tão glamourosa que ando ocupada entre brunch's, idas à moda lisboa, compras na Avenida da Liberdade e viagens para locais paradisíacos, mas a verdade é que ando ocupada, metida em vários projectos diferentes e com a vida a mil. E ainda me fui enfiar em mais um curso, que eu cá ando sempre a encontrar cursos que me interessam e quero muito fazer. E que dão trabalho. Muito trabalho. E o blog vai ficando para trás, que isto da blogo foi coisa que já me deu mais alegrias. Ultimamente mal vejo blogues, entre os que só falam mal de uns e outros, aos que têm comentadores que falam mal de tudo e de mais um par de botas, fico por vezes mais do que fartinha destes meandros, onde as pessoas, atrás do seu ecrân, têm a maneira ideal de mostrar o pior de si, sem se mostrarem realmente.Vou-me apercebendo destas coisas sobretudo pelo facebook (que não é melhor, diga-se de passagem).
Nos entretantos, ando numa daquelas fases da vida em que tudo se me avaria. O carro avariou no mês passado. Este mês foi para trocar o vidro da frente e estava a enferrujar, pelo que além do vidro, foi mais um arranjo e hoje fui buscá-lo e o botão dos vidros não funciona (graças pelo AC, senão morria de vez lá dentro). A máquina da roupa cheira a borracha queimada de cada vez que a usamos e a tv de vez em quando apaga-se e para a ligarmos é um ai Jesus. Porque é que é sempre assim? Quando se vai uma máquina, quer ir tudo atrás?
Adiante, contava poder partilhar já um dos projectos onde ando a pôr o meu tempo e a minha alma, mas as coisas atrasaram-se e é possível que só possa falar do mesmo para o ano que vem. É algo que me está a dar um gozo tremendo e que vou adorar partilhar, mas que depende do trabalho criativo de três pessoas, com outras responsabilidades e trabalhos altamente exigentes. Mas o dia vai chegar!
 
Resta-me prometer que vou tentar ser mais assídua por aqui! Para todos, uma sexta feira cheia de sorrisos.
 
 
 

6 de outubro de 2014

Ainda o Óscar ❤

Pequeno Óscar cada vez mais gordinho e mais forte. A nuvem de medo e fragilidade já se dissipou e estou em crer que temos aqui um bebezinho saudável e feliz. Já chama por mim, brinca connosco, mete-se com os gatos grandes, dorme belas sestas e adora comer. A cauda está quase sarada e já acabou toda a medicação. Esta semana segue para a sua nova família. Estou de coração partido de saudades antecipadas, mas certa de que é o melhor a fazer. E sei que vai para uma família que o vai amar na continuidade de todo o amor que recebeu aqui. Estará para sempre no meu coração. Por todos os que não salvei, o Óscar foi a maior das vitórias e a prova de que devemos sempre fazer tudo o que está ao nosso alcance.

29 de setembro de 2014

Óscar

Quem me vai acompanhando por aqui, sabe que sou uma pessoa muito dedicada à causa animal. E quando assim se é, a causa animal vem ter connosco, aparece em cada esquina, quando menos se espera, porque não fechamos os olhos a nada. Alguns de vocês já sabem que, no quintal do meu pai, onde vive uma colónia de gatos por nós muito bem tratada, apareceu um gatinho minúsculo, demasiado novo para estar sem a sua mãe, mas suficientemente crescido para me obrigar a uma semana de paciente insistência até conseguir apanhá-lo. Estava num claro estado de subnutrição, a barriguinha demasiado inchada e dura e a causa em muito mau estado – parte dela claramente já carne morta. Suspeito ou de abandono ou de uma triste viagem no motor de um carro, com um final, felizmente, num verde quintal cheio de gatos e de pessoas atentas. Andei, desde domingo, a tentar apanhá-lo. Consegui assegurar que comia, mas assim que me via escondia-se, fugia e o meu receio que fosse para a estrada era tão grande, que percebi que a estratégia tinha que ser pacientemente cuidadosa. Aos poucos fui-me aproximando e, na sexta-feira, consegui finalmente apanhá-lo. Primeiro ganhei a sua confiança com uma hora de mimos, festinhas, massagens na barriga, certa de estar a precisar de cuidados que as mães gatas dão nestas idades. Depois, a traição: enfiei-o numa caixa de papelão (a única disponível) e levei-o ao veterinário. A cauda teve que ser cortada a meio. O estado de subnutrição foi confirmado, assim como a necessidade de acompanhar aquela barriga inchada e dura. Foi desparasitado e tiraram-lhe as pulgas, carraças e tanta porcaria que tinha agarrada. Está a antibiótico e tem um penso na cauda a ser mudado de dois em dois dias. Tem uma diarreia tremenda, mas desde o primeiro minuto faz todas as necessidades na areia. Está na minha casa, porque não podia deixá-lo num espaço aberto, cheio de gatos grandes (embora nenhum lhe tenha feito mal, mas na hora da refeição, os mais fracos ficam em desvantagem) e porque tenho que controlar os seus intestinos, o que come, o que bebe e o estado da sua barriguinha. Como tenho três gatos, a Blue, o Tobias e a Gata, está num quarto fechado, com a caixa de papelão bem forrada com duas mantinhas e um peluche que lhe dá a sensação de estar (mais ou menos) acompanhado por outro gato. Vou continuar com ele na minha casa e a cada dia renova-se a minha esperança de que recupere totalmente. O seu estado é ainda preocupante e frágil. Só o darei quando estiver bem, sem necessitar de pensos, antibióticos e desparasitantes, garantindo eu todas as despesas médicas necessárias, mesmo com esforço, são os euros mais bem gastos, quando são para praticar o bem.
O nome temporário é Óscar e está a cada dia mais forte, mais sabido, já brinca e adora mimos. Ontem passou a noite connosco no sofá e, apesar dos ciúmes do Tobias – que aos quase doze anos de idade, voltou a fazer xixi pela casa, qual machão a delinear a sua propriedade – todos os nossos gatos se portaram bem, sobretudo a Blue, a minha velhota, que sempre foi óptima a receber novos animais. Ontem fomos seis no sofá.
A partilha deste meu estado de alma, que na sexta feira estava ainda mais aceso, porque o receio de que o Óscar não sobrevivesse era grande, foi partilhada por cerca de 50 pessoas e os comentários e likes foram mais do que poderia imaginar. Em menos de nada tinha várias pessoas interessadas em ficar com um gatinho já mutilado pela vida sofrida. Já tenho uma dona para ele. Mas estou já de coração partido e todos os dias choro o momento em que vou ter que me despedir dele. Sei que estou a fazer o melhor e que o mais acertado é dá-lo, porque três gatos num apartamento não muito grande é já um limite que ultrapassa as nossas intenções (queríamos apenas ter dois).  Mas vou ficar de coração partido por não poder ficar com o Óscar para sempre. Dói-me esta sensação de estar a provocar mais uma mudança tremenda na sua vida e de ter que reiniciar tudo num outro lugar, com outras pessoas…Porque quem está ligado à causa animal sofre profundamente com estas decisões e estes momentos.

Ficam algumas das 236 fotos que lhe tirei nos últimos dias:

 No dia em que chegou cá a casa e finalmente adormeceu enquanto ronronava
 
 Está fã de festinhas na barriga - faço-as para estimular os seus intestinos, o que é fundamental.
 Ontem, no sofá, rodeado por nós e pelos gatos, adormeceu assim
Já brinca e morde !

15 de setembro de 2014

My Bê B. day!

Ontem foi dia de aniversário. O meu aniversário. 36, com sabor a 25 e a certeza de ainda ter muito da menina franzina e sonhadora que em tempos fui. Foi um dia para lá de maravilhoso, com direito a almoço na casa da mãe com comida alentejana, com sabor à minha aldeia e à minha infância e jantar na casa do pai, com mais comida alentejana e muitos sorrisos e gargalhadas. Porque para mim, a melhor forma de passar este dia especial, é junto dos que me são mais especiais.
E agora segue-se uma semana de trabalho, de por ideias em prática e de recomeços. Até já!
 
 

5 de setembro de 2014

A sério?

Quase 36 anos de idade. 14 anos de experiência profissional nas áreas da educação e formação e do recrutamento (sem contar com os trabalhos de adolescente, senão já lá vão 20). Uma licenciatura pré-bolonha e um mestrado. E um contacto para fazer um estágio curricular. Sim, curricular. Não profissional. Repito: curricular, a zeros...como o que eu fiz há 14 anos atrás numa grande empresa, para terminar a minha licenciatura, quando ainda não sabia grande coisa da vida e cresci imenso.
Uma amiga, com o perfil semelhante ao meu, teve uma proposta para técnica de recrutamento e selecção por 500€, com horários de sol a sol. Há dias vi um anúncio para empregado de mesa que, não pagando nada de especial para um trabalho com horários tremendos, pagava bem melhor do que isto. Maldita crise que serve de justificação para tanto aproveitamento. Ver os anúncios de emprego é preparar-me para o susto, o medo, a incredulidade e, às vezes, a vontade de rir. Tarda nada e crio aqui uma rúbrica com os anúncios mais ridículos que tenho visto...E olhem que são bastantes...

Objecto de desejo!!!

Eu, viciada confessa em livros e mais livros (podia dar-me para pior) e, prestes a fazer anos, sei que já tenho este reservado para mim!


O último da trilogia "O século" do Ken Follet e cujos volume I e II me encheram as medidas e os sonhos. Não gosto de todos os livros do KF, mas os que são carregados de história, que me permitem viajar no tempo, com um enredo intrincado, finais inesperados e personagens fortes e bem construídas, que tanto amamos, como odiamos, são dos meus favoritos de sempre. Mal posso esperar por ter este menino nas minhas mãos.
 
 

2 de setembro de 2014

Dreams

Ai...Estou naquela fase em que me apetece tremendamente contar tudinho sobre o que ando a fazer, levantar a ponta do véu, pelo menos. Mas não posso! Quero muito partilhar aqui, mas ainda não é tempo disso. Espero que em breve, muito em breve! Até lá, o tempo para vir aqui não é muito e a cabeça tem andado tão concentrada que não chega para tudo. Não desistam de mim, que eu volto!

28 de agosto de 2014

Produtinhos

Muito de vez em quando faço post's sobre produtos que comprei e dos quais gostei, não por ser patrocinada pelas marcas (quem dera) ou por se enquadrar perfeitamente no que é este blog, mas porque gosto simplesmente de partilhar aquilo de que gosto, assim como gosto de ler post's honestos sobre marcas e produtos noutros blog's.
Ora bem, pois que há coisa de semana e meia, uma vez mais e esquecendo todas as vezes em que me meti nisto e arrependi quase de seguida, dei uma tesourada na minha franja. Tudo muito giro, adoro ver-me, mas a verdade é que o meu cabelo é super ondulado, tem vida própria e uma personalidade muito forte - tão forte que dificilmente faço alguma coisa dele. E quando chegam os primeiros dias de chuva é ver-me aflita a ver se não apanho uma pinga que seja, ou a dar-lhe com a chapa como se não houvesse amanhã. Por isso, quando vi estes produtos à venda no supermercado, fui primeiro ler sobre eles. E li muitos blogs, sobretudo espanhóis, a falar muito bem do produto - um ou outro comentário era menos abonatório, mas não o suficiente de me demover da experiência. E lá fui eu comprar. Não foi fácil. Num supermercado só havia o condicionador. No outro só havia o shampoo. Eu queria os três produtos, porque os três são necessários e só na semana passada a minha mãe, que sabia da minha demanda, me ligou a dizer que os havia no sítio tal. Finalmente comprei os três: shampoo, condicionador e o creme que activa com o calor e trouxe-os comigo, toda ânsias e curiosidade. Usei nesse mesmo dia - uma tortura para mim, por mais nada que não seja ter que secar esta juba até ficar completamente seca (nunca uso secador) e, depois disso, ter que usar a chapa, 3 a 5 vezes em cada mecha de cabelo e se eu tenho muito cabelo senhores! No dia seguinte, o meu cabelo que nunca fica grande coisa mesmo com a chapa, estava impecável. Depois de o lavar, já só sequei a franja, porque não era intenção minha ter o cabelo liso, mas sim domar a franja. E devo dizer que duas lavagens depois, a franja está impecável, tendo apenas usado o secador. Nada de chapa. E secar a franja é coisa para me roubar uns cinco minutos, por isso, não custa nada. Se o produto faz milagres? Não. A franja fica mais lisa com a chapa é certo, mas fica bem, o suficiente para me deixar satisfeita (ver no instagram em barbaracreal).
Acredito que se tivesse feito o mesmo em todo o cabelo, não ficaria liso, mas com um ondulado muito mais ligeiro do que o habitual (vou experimentar da próxima vez). Acredito ainda que, em cabelos com caracóis ou mais fortes do que o meu, possa não ter o mesmo efeito. Acho sempre que muitos dos produtos não funcionam da mesma maneira para todos nós, da mesma forma que não somos todos iguais. Eu gostei, recomendo, mas com conta, peso e medida. Só o recomendo a quem tem cabelo ondulado e para quem tem a paciência de seguir os passinhos todos certinhos, incluindo o secar completamente e a passagem da chapa com rigor.

26 de agosto de 2014

Seis anos? A sério?

Pois é, este cantinho faz hoje seis anos. Com pausas mais ou menos longas, com tantos testemunhos e disparates, com tanto de mim, do que sou, do que sinto, hoje celebro os seis anos de vida na blogosfera. Iniciei este cantinho num ano cheio de mudanças: prestes a casar, a mudar de trabalho e a chegar aos 30 anos e ainda tive tempo para me meter nesta aventura que tanto me tem dado. A todos os que fazem este caminho comigo, obrigada! Não sei se virão muitos mais, mas que os que sejam, sejam como até aqui, cheios de sorrisos!
 
❤❤❤ Mil beijos a quem está desse lado ❤❤❤




22 de agosto de 2014

"Tu não és mãe"

É uma frase que ouço de tempos em tempos, quando dou a minha opinião, aqui e ali, sobre crianças, educação, valores, o que for. Em vários blogs e páginas do facebook vejo até esta frase como indicadora autoritária de que, quem não tem filhos, não tem sequer direito a opinião. À parte a constatação mais do que óbvia de que não sou, fica vivida a sensação de arrogância de quem a emite.
É bem verdade que não sou mãe, por mais que queira, por mais que batalhe contra esta minha natureza que não me permitiu, até ao momento concretizar esse sonho. Mas isso não faz de mim uma pessoa fechada no seu mundo, alheia à realidade, sem opinião sobre o que se passa, vê, sente à sua volta. Ainda para mais porque, não sendo eu mãe, sou a irmã bem mais velha de duas meninas, hoje com 24 e 19 anos. E, se aos doze anos, quando nasceu a que hoje tem 24, já cuidava dela, dava-lhe banho, alimentava-a, brincava, adormecia, nas longas noites em que a minha boadrasta, enfermeira, fazia noites no hospital, em relação à mais nova, que nasceu pouco antes de eu fazer 17 anos, sou mais do que uma irmã. Menos do que uma mãe, a nossa mãe, mas mais do que uma irmã.
Quando a minha mãe, na altura com 40 anos, dois filhos e dois enteados, se soube grávida, ficou aflita. O meu padrasto aflito ficou. Eu, já com um irmão mais velho e uma mais nova, fiquei cheia de alegrias e, a partir dali, todas as minhas economias, ganhas com os meus trabalhos de adolescente, eram para comprar legumes e fruta para a minha mãe, que nunca foi grande fã nem de uma coisa, nem de outra, mas sim de torradinhas e café com leite. Ia a uma mercearia óptima e vinha carregada de agriões, tomates, laranjas, kiwis, tudo o que sabia que seria bom e que obrigava a minha mãe a comer, com um controle rígido de capataz. Acompanhei os meses de gravidez de tão perto que, quando a minha mãe foi a uma última consulta e soube que estava na hora, fui eu quem passou a noite com ela no hospital e, no dia seguinte, vi a minha irmã nascer. Ouvi o seu primeiro choro, assisti ao corte do cordão e renasci ali naquele momento em que a vida me abençoou com aquele pequeno ser que eu já amava tanto. Fui eu quem a trouxe para casa, com um muito nervoso padrasto, porque a minha mãe entrou em coma, andou ali a patinar e ficou internada bastante tempo depois do parto. Biberons, fraldas, roupas, banhos, you name it. Fiz de tudo, sempre com vontade. Acordei muitas noites com o choro e embalei-a pacientemente horas a fio. E sempre com metade do meu coração junto da minha mãe. A outra metade ali, a não permitir que a minha irmã sentisse a sua falta.
Os anos foram passando e eu fui sempre uma parte muito presente na vida da minha irmã. Nos tempos de faculdade era eu quem a acordava, dava o pequeno almoço, preparava e levava à escola e era eu quem a ia buscar. Em tempos complicados, em que a sua saúde nos pregou um susto, era eu quem a acompanhava nos exames complicados, porque a minha mãe morria um bocadinho com o seu choro, com o seu sofrimento. Eu também - o que eu não dava para ser eu e não ela a passar por tudo aquilo. Mas queria proteger a minha mãe e não podia deixar a minha irmã ir sozinha. Mesmo às vacinas era eu quem a acompanhava, amparava e secava as lágrimas inevitáveis. Fui eu quem lhe passou determinados ensinamentos, determinados aspectos da sua educação:  expliquei-lhe como se faziam os bebés e respondi a tantas das suas perguntas que deixavam a minha mãe, à distância de 40 anos, corada e completamente esquecida de como tinha feito o mesmo comigo e com o meu irmão. Fui sempre presente e sempre me senti no direito de emitir a minha opinião sobre tudo o que se relacionava com a minha irmã e de a castigar, se necessário. E, talvez por isto tudo, mas muito certamente por todo este sentimento especial que se desenvolveu sempre entre as duas, a minha irmã chamava-me muitas vezes mãena - a junção de mãe com mana. Porque se enganava, como se enganam os pais quando estão junto dos filhos e quando começava por me chamar mãe, rapidamente corrigia e criou esta nova palavra, só nossa, tão nossa. Passei a ser a sua mãena.
E por isso eu tenho opinião. Porque vivi e fiz parte da educação da minha irmã. Em todos os momentos. Acho que, mesmo não tendo tido esta experiência, qualquer adulto, conhecedor dos seus valores, da sua personalidade, tem opinião sobre educação, sobre valores, sobre bases para a vivência em sociedade. Eu sinto que tenho e vou continuar a partilhar o que acho, o que sinto, nunca como verdade absoluta, mas como resultado da minha experiência e do que me define. Porque não sou mãe, é certo, mas sou mãena.

20 de agosto de 2014

Bem sei que se não tivesse três gatos não teria, constantemente, a casa cheia de pêlos. Sei que não teria que andar sempre de aspirador atrás. Não teria buracos nos cortinados, nem as cadeiras da sala todas "escafiadas", como diz o P. Sei que o sofá estaria sempre impecável e sem fios puxados e não teria que andar sempre a trocar as capas e a lavá-las e a lutar contra elas, tal é a dificuldade de as enfiar novamente. Sei que poderia ter as portas do quarto de vestir sempre abertas, sem medos que alguém lá fosse abrir as gavetas e puxar as roupas para fora (sim, uma realidade), ou então, dormir confortavelmente em cima da roupa, em calhando até me roem os sapatos. Sei que nunca teria que limpar vomitado do chão (ai os pêlos, mais uma vez os pêlos) e muito menos areia cheia de maus cheiros e agonias. Não teria nunca areia espalhada pela casa, trazida no conforto das almofadas das suas elegantes patas. E teria espaço no sofá para me deleitar, esticar, dormir. E o bidé não seria também um sítio onde o Tobias gosta de se deitar no Verão e que eu tenho que andar sempre a limpar. Sei que poderia falar ao telefone sem ter a Blue atrás de mim a chamar-me a atenção e a dar-me dentadinhas sem dor (vá-se lá entender os ciúmes do telefone). E poderia ter tapetes. Ah, os tapetes dos quais desisti porque só serviam para eles afiarem as unhas e vomitarem os pêlos. E poderia acordar sem os seus miados, sem a sua necessidade de meia hora de mimo ou sem os seus devaneios nocturnos, em que se lembram que já não querem dormir mais. E poderia ainda ir à casa de banho sem ser seguida por um deles, que aproveita os momentos de alívio, para pedir festas. E não teria tantas alergias, certamente. Mas chegava a casa para uma casa vazia. Vazia daquele amor sincero que eles têm por mim. E não teria a sua companhia em todos os momentos. Nem saberia o que é perceber que eles me percebem e que me conhecem. E que sabem quando estou bem e quando não estou. E não saberia que a forma de eles me consolarem quando estou menos bem é deitarem-se no meu colo e fazerem ron ron. E perseguirem-me pela casa toda. E ver que eles estão onde eu estou e que o espaço reduzido que me sobra no sofá é proporcional à distância que eles querem ter dos humanos deles. E não conheceria os miados especiais, adaptados a cada momento: os de mimo, os de gula, os de brincadeira, os de "acorda lá que são horas de receber festas". A forma como nos recebem, carregados de carências, quando regressamos de férias, ainda que sejam sempre visitados por familiares que tratam bem deles. Não conheceria a felicidade deles quando, muito esporadicamente, os deixo ir comigo para o quarto (as alergias fortes e a asma obrigam-me a ter, pelo menos, o quarto o mais livre de pêlos possível) e se deitam enrolados em mim, como se estivessem no céu. Não saberia o que é viver esta sensação permanente de os querer proteger, acarinhar, fazer felizes e amar. E de me sentir tão amada por eles. E sempre tão bem acompanhada. Porque aqui em casa não somos dois, somos cinco. Uma família de cinco. Porque os animais que nos acompanham são para nós família e só quando se sente assim, faz sentido tê-los. E é por isso que não me interessam os tapetes, os cortinados, o sofá, a limpeza que nunca será perfeita e a areia espalhada pela casa. Só a felicidade deles me interessa. Tomara eu que dure muitos e muitos mais anos.

19 de agosto de 2014

O que é que eu faço?

Chega esta altura do ano e, com a aproximação de Setembro, o mês dos recomeços e das mudanças, dá-me sempre uma vontade loucamente esquizofrénica de mudar o visual. Quero muito, penso no assunto, avanço e recuo com medo do que possa vir aí, de não gostar, de me arrepender... No ano passado pintei (com tinta que sai com lavagens, que não arrisco mais do que isso e não sou pessoa para ficar dependente de tintas enquanto não tiver brancos) e fiz franja. Meses depois dei-lhe o maior corte dos últimos vinte anos e, não obstante o medinho que me deu de não gostar e de não o conseguir domar, a verdade é que adorei a mudança. Mas este ano gostava de o deixar crescer (está um pouco abaixo dos ombros) e estou com uma vontade loucaaaaa de voltar à franja, como nas fotos em baixo...Não sei o que faça, mas a tesoura anda ali a chamar por mim, a piscar-me o olho e estou prestes a ceder-lhe...






E eu, há um ano...
 
 

13 de agosto de 2014

Dias a sorrir ❤

Foram dias de festejo, de sal, de amor, de sorrisos, de sol e de muita felicidade. Iniciámos o aniversário do P. quinta à noite e só terminámos ontem, entre jantares e passeios de barco, idas ao Algarve, passeios pelo Alentejo e muito de nós, este nós é que só nosso e que me enche de felicidade todos os minutos da minha vida.
 
Aqui fica um pequeno registo do instagram

 Novo canto cá em casa
 
 Para uma noite especial, uma pulseira muito especial
 
 Leituras
 
 Nós ❤❤❤
 
 @suchic
@mercado da ribeira
 @Évora
 
@Monsaraz
 
 Mais uma noite de festejos
 Tão bom senhores, tão bom. O que eu sentia a falta a umas migas bem alentejanas :-)
 
 ❤❤❤
 
 O descanso da guerreira
 
Ele é que fez anos e eu recebi este presente - porque os inesperados são os melhores e este é só o meu perfume favorito de sempre, aquele que me define.

5 de agosto de 2014

Chegaram!

Habemus óculos novos e, não obstante a tarefa árdua de os escolher (que valeu bem a pena), estou muito vaidosa com eles. Só receberam elogios. Uma pessoa assim até nem se chateia de ter que os usar. E o melhor de tudo? São mais leves do que os anteriores (uma das coisas que mais me custa é o peso), não foram caros e ainda aproveitei uma excelente promoção nas lentes. Afinal, para mim, os saldos são sobretudo para estas coisas importantes, para o que nos faz realmente falta e é duradouro.
 
 Até tiro fotos de cara lavada, sem pingo de maquilhagem*
Pela noite dentro, nos anos do papi*
 
*Instagram: barbaracreal
 

4 de agosto de 2014

Pessoas do Alentejo chamadas à recepção!

Programas assim para lá de espectaculares e imperdíveis (podem incluir restaurantes, provas de vinhos, passeios, etc e etc) para um casal apaixonado fazer ali para os lados de Évora e arredores?

2 de agosto de 2014

Outra verdade universal (para mulheres)

Passamos naquela loja de que gostamos muito, mas só para ver as novidades, porque não vamos com intenções (nem carteira) de comprar nada. Mas de repente há uma peça nova que chama por nós, que nos pisca o olho, que nos seduz logo assim, sem dó nem piedade. Pegamos-lhe, tocamos, pomos à nossa frente enquanto melancolicamente nos olhamos ao espelho, pensando que é só o velho hábito de o fazer e temos a certeza de que nos vai ficar mesmo mesmo a matar. Mas como íamos decididas a não gastar dinheiro, resolvemos ser fiéis ao que estipulámos e vamos embora de mãos a abanar. Mas a peça fica-nos na cabeça. E até nos lembramos de uma ocasião especial cuja data está para breve, na qual a peça ia mesmo ser perfeita, o que justifica perfeitamente a sua compra. Vamos lá no dia seguinte. Corremos no meio da multidão para a resgatar da loja, para que venha viver feliz connosco, para sempre. Damos três voltas à loja. Tornamos a dar, que as meninas às vezes gostam de trocar as coisas de sítio - estratégias de marketing dizem uns, pura tortura psicológica, diz a minha veia vaidosa. E nada. Esfumou-se. Foi-se e nem estava em saldos ou em promoção. Por isso, em boa hora vos digo, não deixem para comprar amanhã o que podem comprar hoje. Agora fica-se-me a dúvida de não saber o que vou vestir naquela tão próxima ocasião especial.

1 de agosto de 2014

Verdade Universal (para mulheres)

Quando não podemos gastar um tostão, porque já temos o dinheiro todo contadinho para a casa, o carro, as contas, o veterinário e as medicações ou afins, tudo à nossa volta é lindo maravilhoso, a peça que nos faltava, o vestido que nos ia ficar fantástico, os sapatos que faltam à nossa colecção, o livro do nosso escritor favorito que procuramos há tanto tempo ou o perfume que se nos acabou e que está até com uma bela promoção. Quando temos dinheiro, tudo é feio, sem forma, sem cor de jeito, o vestido já só há dois tamanhos acima ou abaixo, os sapatos são só mais uns e, na verdade, não ficam bem com nenhuma das nossas roupas, o livro está esgotado e a promoção do perfume foi-se e não nos apetece gastar 80€ no nosso perfume de sempre, porque temos a esperança de uma futura viagem de avião, podendo assim apetrechar-nos no free shop. Não há nada a fazer, comigo é tão certo como o sol nascer todos os dias...

31 de julho de 2014

Porque quem gosta realmente de ler...

Há aquelas pessoas que nunca têm tempo. Pessoas a quem a vida parece uma correria demasiado rápida e que acabam por nunca desfrutar verdadeiramente de nenhum momento porque estão já preocupadamente concentradas no seguinte. Vivem stressadas, afogueadas, numa roda viva sem fim. E depois há as pessoas que inventam tempo. Que conseguem fazer mil e uma coisas e ainda arranjam tempo para mais uma. Pessoas com uma vida cheia: cheia de filhos, cheia de trabalho, marido, cão e por vezes com estudo pelo meio, que ainda se conseguem dedicar a tanta tanta coisa e para quem o tempo, ou a falta dele, nunca é desculpa. E estas fazem-me crer que as primeiras, as que nunca têm tempo, têm é uma dificuldade imensa em gerir as suas vidas ou então preferem viver assim, sem tempo, mas usam-no como desculpa a toda a hora.
Esta falta de tempo é, na maior parte das vezes, a grande justificação para o facto de não lerem. Já perdi a conta às pessoas que mo disseram, quando falo em livros. "Adoro ler, mas não leio um livro há anos, não tenho tempo". E a mim parece-me responder: "balelas. Se gostas mesmo de ler, o tempo inventa-se". Vejo tanta gente a inventá-lo, não é algo exclusivo só de uns, mas de todos os que realmente gostando de ler, conseguem arranjar tempo para o fazer. Não tenho filhos, bem sei e neste momento da minha vida tenho mais tempo do que o habitual, mas eu já tive empregos complicados. Daqueles das nove da manhã às nove da noite e de ter que chegar a casa, perto das dez e ter que ser eu a fazer o jantar, porque o P. ainda estava para chegar dos seus treinos. Trabalhos que obrigavam a estadias fora de casa, noites mal dormidas em quartos de hotel solitários, perdida por aí em viagens de carro de madrugada. Trabalhos onde o chegar a casa não era sinónimo de estar em casa, senão de corpo físico. Porque me sentava ao computador e continuava a trabalhar pela noite dentro, mal dormindo, mal comendo, mal vivendo. E arranjava tempo para ler. E depois há todas aquelas mulheres fantásticas, com mais do que um filho pequeno, trabalhos exigentes e que estão sempre a falar dos livros que lêem. Por isso, acredito, o tempo inventa-se quando se quer realmente ler. Em vez de se ver televisão, por exemplo. Quando se anda de transportes públicos, ou antes de dormir (um clássico para mim, já que até me ajuda a dormir melhor, um tormento para o P. que há onze anos reclama da luz acessa) e há até quem aproveite para ler no wc. E se largarmos mais os computadores, os tablet's, os telemóveis com acesso à internet sempre a piscar com notificações disto e daquilo...resta-nos tempo para ler. Para os que realmente gostam. Porque o tempo...o tempo inventa-se.

30 de julho de 2014

Livros e mais livros

Ler o Ensaio sobre a Cegueira aos 35 anos de idade é uma vergonha para quem, como eu lê tanto, bem sei. Ainda para mais porque sendo o Saramago um escritor que se ama ou se odeia e não lhe tendo eu nenhum ódio, pelo contrário, não se entende porque só há meia dúzia de meses veio o livro parar cá a casa. Li-o em três dias com aquela vontade receosa de chegar ao fim. Temia um final trágico, para uma história que nos consome lenta mas duramente as ânsias e me deixou a pensar várias vezes "e se". Debatia as possibilidades, a desumanização, o trágico que seria se tal coisa acontecesse, com o P. que, não lendo o livro, não conhecendo as palavras de Saramago, não conseguiu sentir o que eu senti ao vivê-lo. Porque quando leio, vivo o livro. Vejo-o a passar nos olhos da imaginação como se de um filme se tratasse e, quando me marca assim, fica para sempre preso nas teias da memória. Foi sem dúvida o livro que mais me marcou este ano e ficará para sempre na prateleira dos livros da minha vida. Ao lado do meu Gabriel Garcia Marquez.
 
 
E depois de se ler uma história assim, fica o vazio. Um vazio difícil de preencher e olho para o que tenho cá em casa (ainda tenho ali a Caverna, mas não gosto de ler o mesmo autor duas vezes de seguida) e ainda são tantos os livros por ler, felizmente, mas não sei bem por onde (re)começar. Estou particularmente indecisa entre estes dois aqui e a roer-me toda para não ir à livraria mais próxima comprar qualquer coisa de novo. Adoro o Sepúlveda. Acompanho-o há anos e anos. Do Agualusa ainda não li nada, mas tenho este seu Milagrário pessoal cá em casa há já tempo suficiente para ser hora de lhe pegar. Até ao final da manhã decido-me. Se alguém quiser ajudar a escolher, agradeço! 


29 de julho de 2014

Vi, gostei e copiei

Já não sei há quanto tempo, no facebook, alguém mostrou esta ideia do pote das coisas boas que nos acontecem, não sua originalmente, portanto é mais uma daquelas coisas que aparecem e que ninguém sabe já de onde vêem. Então e como funciona o pote? Da maneira mais singela possível: por cada coisa boa, que nos deixa verdadeiramente feliz, ao longo do ano, neste caso 2014, colocamos um papelinho lá dentro com a sua descrição. No final do ano, podemos abrir o pote, ler todos os papelinhos e perceber todos os momentos realmente felizes, todas as coisas boas que nos aconteceram. Valorizamos assim os momentos de felicidade, em vez de ficarmos a fazer contas às desgraças de 2014 e a comer passas desalmadamente, para que 2015 seja diferente.
Só fiz o meu ontem, já a mais de meio do ano, o que me obrigou a reflectir sobre todos os meses para trás. E se tanta coisa menos boa me aconteceu, a verdade é que muitas coisas maravilhosas, daquelas que me deixam realmente feliz e de coração cheio, também aconteceram.
Conto deixá-lo bem cheio de papelinhos coloridos, até ao final do ano.
 
 

28 de julho de 2014

Porque é que eu sou a pessoa mais distraída/desastrada de todo o sempre?

No espaço de menos de uma semana entalei três dedos numa janela, com direito a uma bolha esquisita que depois de transformou numa espécie nódoa negra num deles, enfiei um dedo do pé num armário de chão, que nunca nunca está aberto, mas estava naquele momento exacto e fiz sangue, desloquei um dedo da mão direita, ao bater com a mão no fogão (???) e ainda o tenho inchado, dorido, ligado e sem qualquer utilidade, bati com o ombro direito numa parte de ferro do sofá e ainda me dói se me deito para aquele lado, queimei o braço esquerdo (orgulhava-me de nunca me ter queimado na vida) - uma queimadura ainda grande e feia, entornei um regador cheio de água no chão da cozinha o que, considerando a quase inutilidade da mão direita, permite perceber o drama que foi limpar o chão com a esfregona - às tantas desisti e esperei que o calor fizesse efeito. Perdi os óculos várias e dramáticas vezes (convenço-me sempre que os perdi para todo o sempre),  assim como as chaves do carro, as de casa, tive o ferro ligado horas e horas, tropecei, escorreguei na banheira e deixei cair montes de coisas - dedinhos de manteiga dirão uns, pessoa desastrada, direi eu. Nódoas negras habitam em mim sem qualquer memória de onde e quando, porque é frequente ir contra os móveis - e convenhamos que as idas nocturnas e quase sonâmbulas à casa de banho, em muito devem contribuir. Há mesmo uma zona das minhas pernas que parece já não perder o tom esverdeado, de tão frequente que é bater sempre na cama.
Assim como assim, vou-me deixar estar quietinha hoje, no sossego do lar e dedicada ao estudo que isto anda pior que mau. Queria limpar a casa, mas temo fazer asneira com a mão assim, ou pior, criar mais algum acidente doméstico e sem o P. em casa para me ajudar. Se a coisa continuar, vou à bruxa, que a média de acidentes aumentou substancialmente nos últimos dias e já há quem me diagnostique mau-olhado e outras coisas que tais.

25 de julho de 2014

Conselho!

Vão por mim que não vos falho em nada - não vão nunca escolher os vossos novos óculos com a cara acabadinha de acordar, cabelo despenteado e a sentirem-se para lá de sopeirinhas quando se olham ao espelho, já longe de casa, pois claro. Foi assim que hoje, num registo mais descontraído e de cara completamente lavada,  me enfiei numa óptica e experimentei uns 347 óculos diferentes, achando que nenhum me ficava bem. Pudera, com a cara com que estava, não são uns óculos (que odeio usar, ainda por cima) que iam fazer a diferença. Pior pior é adorar o formato de óculos que se vêem muito por aí (assim tipo olho de gato) e ficarem- me todos mal. Todos. Nem um me ficava ligeiramente maisómenos. Unzinho que fosse. Já em casa tenho umas armações Ray-ban giras giras que o homem mal usou, porque depois de as comprar, foi operado aos olhos e... ficam-me mal. Tenho a cara muito pequena, os olhos muito grandes, a testa saída...isto é uma trabalheira que só visto, palavra de honra. Inveja daquelas mulheres a quem tudo fica bem. Não serei nunca uma dessas que isto é tudo coisa que não vai ao bisturi.
Já a moça que me atendeu e que pacientemente me deixou experimentar quase tudo (quem sabe alguns até repetidos, que às tantas eu já estava perdida no meio de tanta oferta), agradecida por se ter rido das minhas piadas e por ter concordado que os mais giros me ficavam mal, mas mal. Agradeço essa honestidade que a ajudou a escolher uns giros, que me ficam bem e que eram dos mais em conta. Chuac para si!

Mal Nascer

Quando o conheci era um jovem entre tantos outros com que eu me sentava a conversar, a passear e a jogar como tantos outros da aldeia da minha avó. Na altura, chamávamos-lhe Gazela (ainda hoje não sei porquê, ou se soube, perdi a memória nos anos que entretanto passaram) e era já um senhor nas palavras. Inteligente, calmo, perspicaz, atento e um doce de pessoa. Cinco anos mais velho do que eu, naquela idade em que cinco anos fazem a diferença entre quem se acha já senhor adulto e quem se sente ainda uma menina entrada na adolescência e sem grande conhecimento do mundo além Alentejo e Lisboa, tratou-me sempre como se tivesse a mesma idade, a mesma experiência, a mesma capacidade para as palavras. Era encantador de ouvir. De entre todas as pessoas da aldeia que fizeram questão de me abraçar e beijar naquele penoso momento dormente após a missa pela morte da minha querida avó, o Gazela é dos poucos que me lembro, porque não me disse lugares comuns ou palavras feitas, porque disse mais do que palavras. E isso não se esquece, o que vem da sinceridade da alma. E assim é ele. Já não o vejo há anos, mas por vezes conversamos no facebook e os anos e a experiência não mudaram a sua essência.
Nascido numa pequena aldeia, a aldeia do meu coração, é hoje escritor. E é cheia de ânsias e certa de que vou adorar a sua escrita, que vou ler este seu Mal Nascer. Que feliz que fico, Gazela, por este teu sucesso como escritor. E que venha muito mais.
 
 
 
 
 

24 de julho de 2014

Hum...

Será assim muitooooo esquizofrénico mudar o nome de blog? Sempre achei que seria perder parte da identidade, acho até que já o referi a uma blogger que pensou fazê-lo, mas confesso que já há tantos cantinhos disto e daquilo que ando há tempos a dormir sobre o assunto. Que me dizem?

Por vezes...

Por vezes perde-se um amigo. Aqueles "familiares" que temos a felicidade de escolher, que imaginamos na nossa vida para todo o sempre, em todos os momentos. Aqueles a quem ligamos sempre que algo nos acontece, ou enviamos sms, quando não podemos falar mas também não podemos deixar de partilhar algo de incontornável importância, como uma discussão parva com o namorado/marido ou os receios com a saúde do gato. Aqueles de quem esperamos um contacto a qualquer hora do dia ou da noite, sempre que precise de algo. Aqueles com quem vivemos as alegrias e as tristezas a meias, como se fossem nossas também.
A vida já me tinha ensinado que nem todos os amigos são para sempre. São lições que todos devemos ter, porque aprendemos a reconhecer e a valorizar os que temos verdadeiramente e aprendemos também muito sobre nós, mas custa sempre quando vemos um a sair da nossa vida e quando deixamos de fazer parte da sua vida. Investimos naquela relação. Demos tanto de nós e depois perde-se assim... Mas como em tudo na vida, não é suposto termos ao nosso lado alguém que já não nos faz bem, que nos momentos de tensão nos magoa deliberadamente, que nos tenta deitar abaixo na nossa inabalável fé num futuro feliz e que usa não as nossas fraquezas, o que já seria suficientemente mau, porque todos as temos, mas as dores que temos na nossa vida. Há que saber libertar e deixar ir, para o nosso bem e para o bem da nossa sanidade. Porque não devemos ficar colados que nem lapas a algo que nos dói. Há que seguir em frente e perceber que, no fim, os que estão ao nosso lado sempre, em qualquer circunstância, os que não receiam dizer-nos as verdades, mas que nos amam mesmo com os nossos defeitos, mesmo quando estamos zangados, mesmo quando somos parvos, com todas as nossas características que ninguém tem o direito de querer mudar, são os que realmente importam. São os verdadeiros. E eu prefiro contá-los pelos dedos de uma mão, sabendo exactamente quem e como são, do que ter duas mãos cheias e não ter a quem ligar quando preciso de falar de coisas sérias, ou mesmo quando preciso de partilhar disparates, dúvidas existenciais, ou que me morreu o Gabriel Garcia Marquez, ou que tive um dia para lá de maravilhoso...
É triste quando se perde um amigo. Fica ali uma sensação de orfandade, de vazio, de incompleto, de algo que falta como se tivéssemos um buraco quase negro no coração. Custa. Mas passa. O tempo atenua muito, a paz connosco próprios também, assim como termos perfeitamente resolvidos dentro de nós qualquer sentimento menos bom como mágoa, revolta, incredulidade, angústia, entre tantos outros. Também ajuda termos a certeza de que inegavelmente fizemos tudo por aquela amizade que nos era tão importante, mas que estava na altura de seguir em frente. As lágrimas sem fim já ficaram para trás. Neste momento resta-me desejar um futuro tão feliz quanto desejo para mim. Sou pessoa de ultrapassar as mágoas e de seguir em frente sem pinga de rancor. A vida é mesmo assim. Como referi atrás, são aprendizagens que todos temos que fazer e que nos ensinam também a ser amigos melhores.

22 de julho de 2014

Coisas de beleza

De há uns três anos para cá e em consequência das questões hormonais que a endometriose me traz, comecei a sofrer e bastante de manchas na cara. Quanto mais sol apanho, pior fico, mesmo usando factor 50 e pondo um produto específico da Uriage (também com SPF 50) na zona das manchas. Não deixo de apanhar sol, não deixo de fazer praia, mas chateia-me que com o bronze e com a vida ao ar livre, venham aquelas manchas chatas e inestéticas. Já experimentei cremes de várias marcas, caros, baratos, assim-assim e não há nada que lhes tenha feito sequer cócegas. Chegam os primeiros raios de sol e lá se instalam em mim, sem dó nem piedade. Só adianta ficar enfiada em casa durante o dia, ou então usar burka. Mas como não sou de desistir fácil (e adoro produtos de cosmética) desta vez comprei um produto do qual já li muito bem aqui e ali, que eu ainda não desisti de voltar à pele lisa de sempre. Diz que é uma maravilha, a única coca-cola no deserto das cicatrizes, manchas e estrias e que demorou séculos a chegar ao nosso país (e ainda só o vi na embalagem pequenina).
Ainda só o uso há uma semana, por isso não tenho grande opinião a dar. Estou também a colocar numas estrias chatas, que diz que também serve para as atenuar (muitas muitas dúvidas quanto a isto) e nas várias cicatrizes das várias cirurgias que me deixam o corpo que nem um queijinho suíço. A ver vamos, que sou pouco crente em produtos miraculosos.
Se tiverem algum produtinho maravilha, mezinha, reza e afins que queiram partilhar, façam favor - sou toda "ouvidos"!

21 de julho de 2014

Dias felizes

Depois de uma semana maravilhosa de férias, foi com um sorriso na alma que comecei a arrumar as coisas para o nosso regresso. Somos sempre felizes nos dias sem horários, sem responsabilidades, cheios de sal, de sol e de mar. Saímos todas as noites, passeámos imenso e ainda tínhamos os nossos gatos connosco, pelo que não fiquei com aquela saudades/preocupação típica de quando ficam sozinhos. Fomos às praias que mais gostamos (entre Lagos e Sagres), comemos sempre maravilhosamente bem: muito peixe, muitas saladas e vinho do bom, caminhámos muito e descansámos tanto quanto o corpo nos pediu.
Mas escrevia eu que arrumava as coisas bem disposta e a pensar que amo estar de férias com o P. somos os melhores dos companheiros, mas adoro também a nossa vida de sempre. As nossas rotinas, a nossa casa tão confortavelmente acolhedora, os nossos fins de tarde em que eu o espero com o perfume do café acabado de fazer a espalhar-se pela casa e o pão fresquinho na mesa, os nossos lentos jantares sempre com assunto, sempre com partilhas, os nossos fins de semana preguiçosos, ou cheios de passeios e de namoro. Não me custa regressar e sei que assim é o amor, é sermos felizes todos os dias, mesmo nas rotinas diárias, mesmo com as responsabilidades às costas. É sermos felizes todos os dias do ano, em todos os locais, é aproveitarmos cada momento, com a segura certeza de que temos muito para viver e sorrir. E o melhor de tudo...é saber que ele sente o mesmo.
 
Ficam algumas fotos dos nossos dias felizes:
 
 














 
Também no instagram como @barbaracreal ou no facebook:
 
Uma semana cheia de sorrisos para todos vocês!