18 de abril de 2014

GGM ❤

Não poderia não escrever sobre a morte daquela que é a minha grande paixão literária de todos os tempos. Ao longo da minha vida tive sempre uma dificuldade tremenda em identificar o meu actor favorito, a minha banda favorita, o meu filme favorito...mas sempre sou muito bem quem era (e é) o meu escritor favorito. O primeiro livro que li dele foi o "Cem anos de solidão", há cerca de 15 anos atrás e logo ali fiquei conquistada por aquela escrita meio louca, alucinada, frenética, criativa, crua, tão dele e só dele. Nunca mais parei de o ler. Ainda há pouco tempo reli o "Amor nos tempos de cólera" com receio de não sentir o que senti quando o li da primeira vez. Mas o Gabriel García Márquez tem essa capacidade imensa de me fazer sentir num outro mundo, numa outra dimensão e foi um prazer imenso reler uma das suas muitas obras primas. Quando o terminei, pela segunda vez, ficou a certeza de que todos os seus livros que tenho por aqui serão novamente abertos e eu caminharei novamente pelas suas palavras mágicas. Foi sobre ele que um dia disse que adorava conseguir esquecer um livro, para sentir novamente a emoção que é lê-lo pela primeira vez. Só um grande grande escritor pode induzir sentimentos assim.
Sei que estava muito em baixo, diziam até que estava senil e sei que há anos não escrevia. Mas a sua morte deixa-me com uma sensação de vazio imenso, um vazio literário que jamais será preenchido. Porque GGM há só um.
Obrigada Gabriel

17 de abril de 2014

E hoje é dia de...

Hoje é dia de levar a minha irmã mais caçulinha às compras. Vamos procurar um vestido para o seu baile de finalistas. Toda eu sou emoção e lágrimas no canto do olho. Está tão crescida a minha menina que eu vi nascer, que eu cuidei, que eu acompanhei e eduquei. A quem limpei lágrimas, a quem tratei feridas e febres, a quem contei histórias de mãos dadas e com quem tive aquelas conversas que se devem ter em determinadas idades. Nunca substituí a minha mãe, antes fui como que uma extensão dela. E que menina-mulher maravilhosa e linda a minha princesa se tornou. É ela que me faz sentir, quando me dizem coisas como "não tens filhos, não sabes como é" que sim, sei. Conheço todos os medos, todas as dores, todos os receios e desejos de futuro que espreita já ali na esquina, os receios das companhias e das opções que se vivem quando se ama assim, um filho que não é filho, mas que é como se fosse filho. Vivo as suas tristezas, as suas alegrias, as suas vitórias e as suas derrotas. 
 
 

15 de abril de 2014

Novos hábitos

Oito e meia da noite. Terminei agora uma sopa maravilhosa para o jantar (todas as minhas sopas são maravilhosas, sem falsas modéstias), já que ele vai ainda jogar futebol e eu ando, não em dietas, mas em cuidados, digamos assim. Resisti ao pão alentejano fresquinho que fui buscar à mercearia de rua para os lanches do P. (e que adoro, porque me sabe a momentos felizes de infância) e lanchei iogurte com granola, canela e sementes de chia e um queijinho minúsculo. Fiquei absurdamente satisfeita. Já ontem foi assim. Tenho um pacote de bolachas por abrir há mais de uma semana e só vos posso dizer que isso é uma vitória imensa para mim, outrora menina para as engolir em menos de nada. Há pouco terminei uma encomenda no jumbo on line e vêm aí legumes e frutas com fartura - o que não é sacrifício nenhum, porque adoro, sobretudo legumes. Com a fruta sou um bocadinho menos bem comportada, mas obrigo-me. Amanhã, logo às oito, salto da cama, bebo um horrível belo copo de água morna com limão e gengibre e sigo para meia hora no parque. Em casa seguem-se ainda 30 mnt de abdominais, agachamentos, pesos e outros exercícios que aprendi nos meus tempos de ginásio.
Porque durante anos fui uma boa desportista. Metia-me em tudo o que era campeonatos de escola. Andei na natação. Fiz ginásio. E depois entreguei-me à preguiça e amoleci. No corpo e na mente. Agora que estou de volta (já há quatro semanas que é assim), não me imagino a parar. Porque eu mereço cuidar de mim. E quando cuidamos do nosso corpo, a nossa mente também se sente.

Sou eu que tenho os melhores gatos do mundo, ou é o mundo que não entende esta espécie?

Agora que estou mais tempo em casa, adoro perceber a forma como os meus gatos mudam as suas rotinas, só para estarem mais perto de mim. A Blue, a minha idosa linda, que passava os dias a dormir na sua caixa cor-de-rosa com almofada quentinha, está sempre bem junto a mim. Se me sento no sofá, é certo que não me mexo durante um tempo porque ela em três segundos salta para ao pé de mim, encosta-se e adormece, sem tempo de eu dar um ai. Neste momento estou a trabalhar na mesa da sala e ela está na cadeira ao meu lado, pouco confortável, mas satisfeita, porque recebe festas de vez em quando, sempre agradecidas com o seu miado doce, aquele que ela tem só para mim. O Tobias está na cadeira em frente e de vez em quando solta um miadinho como quem quer um mimo ou estende a pata até me tocar, hábito dele sempre que quer festas. A Gata, deitada na cadeira ao lado do Tobias (da qual só se levantará quando o P. chegar a casa), olha para mim com os seus olhos enormes e doces, feliz pela companhia. 
Costumo dizer que devo ter os melhores gatos do mundo, sempre que leio ou ouço aquelas teorias disparatadas de que os gatos são falsos, interesseiros, agressivos e bla, bla bla.  Tem, cada um deles, a sua própria personalidade. Brinco sempre a dizer que os meus foram todos educados da mesma maneira (a Blue e o Tobias são até da mesma família) mas são todos completamente diferentes uns dos outros. Não são falsos. Quando gostam, gostam mesmo, quando não gostam, não querem saber. Quando são jovens brincam muito, saltam, arranham e mordem, como o faz qualquer cão, diria mesmo, como o faz qualquer criança, até aprender o que pode e o que não pode fazer. Até conhecer o limite da brincadeira. Com uma boa educação deixam de o fazer (a última vez que fui arranhada, no ano passado, foi pela Gata, porque fomos de férias e eu peguei nela ao colo numa situação nova. Assustou-se, não o fez com piores intenções do que o P. quando a dormir me dá cotoveladas) e as dentadinhas que por cá se dão são sempre tão superficiais que mal as sentimos. Estragam tapetes e cadeiras, cortinados e muitas outras coisas. E enchem-me a casa de pelos. Mas também me enchem o coração de amor e isso não tem preço. Vale mais do que qualquer cadeira ou sofá. São territoriais, por isso, nem sempre se sentem confortáveis quando têm o seu espaço invadido por pessoas que não conhecem, ou das quais não gostam. Excepto o Tobias, que é um gato que adora a casa cheia de gente e por mais estranhos que lhe sejam, mais colo ele quer. É um gato conquistador de massas e já muitas pessoas que diziam não gostar de gatos, ficam fãns dele.
Não são falsos. São mesmo do mais sincero que há. As pessoas é que nem sempre estão preparadas para um animal que não lhes passa cartão, tão habituadas que estão a uma sociedade de fachada. Não são submissos como os cães, certamente. Se nos zangamos com algum deles, excepto o Tobias que salta logo para o colo a reconquistar-nos, amuam. Estão no seu direito, não?  De vez em quando, também amuo e fecho-me na minha concha.
São extremamente sensíveis aos nossos sentimentos. A Blue, por exemplo, conhece-me como ninguém. Sabe quando estou triste e já me aconteceu, num dia em que tive uma notícia muito triste e comecei a chorar sentada no sofá, dar com ela completamente desnorteada a tentar meter-se debaixo das minhas pernas, como se quisesse ser ela a pegar-me ao colo. Não me largou um segundo. E são ainda extremamente inteligentes. Sabem perfeitamente que não é não, o tom quando estamos zangados, ou quando queremos dar mimo ou uma comidinha especial.
Isto para dizer que, costumo brincar a dizer que eu tenho os melhores gatos no mundo mas, na verdade, acho que grande parte do mundo não conhece bem os gatos. E não me venham com a história de que já foram arranhados e o diabo a sete, porque eu já fui arranhada por gatos, mordida por cães e picada por abelhas e nem por isso deixei de gostar de qualquer um deles.
Os Gatos (felinos no geral) têm uma personalidade extremamente forte e muitas pessoas não estão preparadas para isso. Ter um gato é um desafio. Mas quem o aceita, nunca mais lhe ficará indiferente.
 
 Tobias e Gata
Blue
 
 Para quem quiser acompanhar as fotos dos meus meninos, porque eles são a estrela principal do meu Instagram, procurem-me: barbaracreal!

14 de abril de 2014

Tendências

Cenário: Jantar em casa de amigos. Eu já lá estou e o P. vem a caminho.
Menu: Fondue.
 
Envio uma sms ao P.: "Traz álcool."
 
O P. chega uma meia hora depois, carregado com umas três garrafas de vinho (para 4 pessoas) e o sorriso que lhe é tão característico.
 
Nota: precisávamos mesmo de álcool para o fondue. Erro compreensível, eu é que devia ter sido mais específica ou nota-se aqui uma ligeira tendência para a bebida?
 
 

2 de abril de 2014

Das mudanças

Alguns de vocês, por aqui ou pelo facebook, já devem ter percebido que, mais uma vez, a minha vida profissional mudou. Por circunstâncias da vida, saí da empresa que criei com uma amiga. A empresa continua, com todo o meu desejo de muito sucesso, apenas eu saí. Continuo ligada às terapias holísticas, continuo a fazer cursos, a aprofundar os meus conhecimentos de Reiki e a planear o meu trabalho nestas áreas. Mas, paralelamente, queria dedicar-me a uma das coisas que mais gosto de fazer na vida. E a empresa não me permitia fazê-lo. Eram 24h de tensão, de preocupação, de telefone ligado, de trabalho intenso, de uma imensidão de coisas que me tirava a vontade de tudo o resto, 7 dias por semana. E se há coisa que eu aprendi na vida é que, quando não somos felizes devemos saber libertar e deixar ir, é para isso que estou a trabalhar agora, para a minha felicidade. A vida permite-me poder dedicar-me de corpo e alma a algo que, para já não vou partilhar, mas que, espero, vai delinear o meu futuro e contribuir imenso para  minha realização.
Para já o trabalho é sobretudo em casa, fora uma ou outra reunião fora e, com a companhia felina que nunca me deixa sozinha, tenho sido super disciplinada. Acordo sempre às 8h. Vou para o parque correr (excepto quando estão a cair picaretas do céu ou ventos capazes de me levar para a margem norte do rio Tejo, como nos últimos dias), chego a casa e ainda faço step e abdominais, entre outros exercícios que os meus tempos de ginásio me ensinaram. Faço um bom pequeno-almoço e depois sento-me junto à maior janela da casa a criar. Pelo meio, almoçaradas com as amigas de sempre (Love you R. e A.L), cafés com outras amigas e tempo para mim. Tempo para ler, para descansar, para pesquisar, estudar.  E tempo para a família que tanto tem precisado. Da mesma forma, voltou o tempo para a blogsfera. Por cá fico, enquanto for feliz aqui!

1 de abril de 2014

Parece que volto, lentamente e devagarinho...

Porque a vida é feita de recomeços, hoje caminho para o início de um novo projecto na minha vida. Um projecto que me permite dedicar-me a uma das coisas que mais gosto de fazer na vida 
E volto, pelo menos para já, ao blog. Se soubesse que aguentaria tão pouco tempo, nunca o teria fechado. Mas a vida é também feita de decisões, arrependimentos e, felizmente, possibilidades de voltar atrás.