30 de maio de 2014

Estão a ver esta moda dos anéis na falange?


Nunca uma expressão me assentou tão bem como agora: Vão-se os anéis, ficam os dedos. É que chego a casa sempre com menos anéis do que aqueles com que saí. Também já perdi um em casa e temo que esteja, neste momento, na barriga de um dos meus gatos e, quem sabe, em breve, na caixa da areia... E não, os anéis não me estão grandes, eu é que me esqueço deles, sou uma distraída e faço a minha vidinha de sempre. Mas pronto, eu gosto destas coisas, sou uma pirosona do pior (e adoro anéis), por isso, enquanto os houver, vão-se usando.

Preciso de ajuda!!

Ainda é de mau tom, mesmo mesmo mau tom, ir de branco (a dar para o pérola) a um casamento, não sendo a noiva? Não atino nada com as regras de vestido curto de dia, vestido comprido de noite, calças não e afins e, na verdade, estou-me pouco importando, mas esta do vestido, fica-se-me a dúvida se se mantém e, mantendo, não quero ser eu a fazer essa desfeita à noiva...Alguém?

29 de maio de 2014

Se por acaso andam distraídos e ainda não leram isto:



http://quadripolaridades2.blogspot.pt/2014/05/a-saia-da-carolina-nao-vai-ter-mais-um.html

Façam o favor de ler, sim? Por todas as Carolinas que sofrem, todas as ajudas contam.

E no Instagram tem sido assim*

Selfie para testar o novo telemóvel
 
 Caixa de óculos, coisa que detesto!
 
 Momentos felizes a dois, na neve :-)

 A gata dos meus olhos

 
 
 
 O bonitão cá de casa
 
 Os meus amores
 
 Leituras
 
 Mais leituras
 
 E escritas...
 
 Corridas no parque com companhias deliciosas
 
 Eu e as flores
 
 Companhias de passeios

Comidas saudáveis

Fiéis companheiros, mesmo em dias de chuva
 
Compras...enganada que fui pelos dias de sol e calor!

*Ou de como não sabia bem sobre o que escrever hoje ;-)

28 de maio de 2014

Pode-se falar de infertilidade?

A maior parte das pessoas que sofre desta condição não fala. Escondem-se nos grupos secretos do facebook, nos fóruns sem caras ou nomes reais das associações, nos meandros dos corredores de hospitais carregados, onde se fala a mesma língua. Onde todos conhecem de cor palavras como FIV, ICSI, TEC e tantas outras. Onde todos já se depararam com uma cara menos simpática de médicos nem sempre com paciência para os milhões de dúvidas naturais destes tratamentos: um, duas ou três injecções por dia, com preparações, dias certos, horas, quase a fazer o pino e a cantar o tirolês, é natural que, de vez em quando, surja uma dúvida. Onde todos aprendem dar uma injecção, preparar-se para uma punção. Onde já se reconhecem as lágrimas por um tratamento sem sucesso, as alegrias dos que conseguem o seu milagre. Não os condeno. Eu já fui assim. Depois fartei-me.
Fartei-me da conversa de sempre do "ainda não engravidámos porque estamos a treinar, a aproveitar os primeiros anos, a estabelecer a nossa vida, porque queremos viajar, porque ainda não comprámos a casa dos nossos sonhos, o que for". Fartei-me. Estamos juntos há onze felizes e maravilhosos anos, numa relação que todos reconhecem como cheia de amor. Adoramos crianças e, mesmo nas fases menos boas profissionalmente, sempre tivemos o suficiente para criar um filho. A casa é pequena, mas tem um quarto a que chamamos o quarto dos gatos - onde estes dormem à noite e onde tenho os meus livros e uma secretária que nunca uso - mas que, claro, sempre pensámos como sendo o quarto para o(s) nosso(s) filho(s). E fartei-me de não ser absolutamente sincera, eu que abomino a mentira. E como me fartei não há praticamente ninguém à minha volta que não saiba que sim, sofro de infertilidade. No meu caso, por causa da tal doença de que já falei aqui e que já me levou à mesa de operações umas quantas vezes e ainda levará outras tantas, mas podia ser por qualquer outra causa. Não é vergonha para mim. Não o deve ser para ninguém. Com a agravante que, cada tratamento, funciona que nem bomba para este problema e por isso quando não ando metida nos médicos para fazer um tratamento, ando metida nos médicos para fazer exames, análises, observações, para ver como está tudo. Sempre de perna aberta, só mudam as caras e o hospital - uma mulher acaba por se habituar a isto e assim quando a doutora que nos acompanha pergunta se os estudantes podem assistir, já se pensa "mais um menos um, ao menos que venham aprender tudo o que têm a aprender, com este caso bicudo de seu nome Maria Bê".
Quando começamos a abrir-nos e a encarar com a naturalidade que tal assunto merece, percebemos a quantidade de pessoas à nossa volta que também passam pelo mesmo. E parece que quase respiram de alívio quando sentem que podem conversar connosco. Mas a culpa não é deles. É desta sociedade formatada e tão fechada ao mesmo tempo, que acha que uma pessoa que sofre de infertilidade não é completa, tem defeito, são uns coitados porque não podem ser pais. Não, não somos. Somos pessoas a quem a saúde obriga a um caminho um pouco mais longo, mais difícil. Mas tenho a certeza de que, quando se sai vitorioso, é tudo tão intensamente maravilhoso.
Nunca perder a fé, o optimismo, a capacidade de acreditar. É o meu segredo. Eu já fiz três tratamentos. Três derrotas. Três momentos tremendamente difíceis, porque sou tão optimista que acredito sempre e depois...a queda é bem maior. Mas não deixo de acreditar nunca. E sem receios de o partilhar com quem quer que seja.
Se alguém desse lado quiser falar comigo sobre o assunto, o meu e-mail é paudecanelaementa@gmail.com. Mas não esperem palmadinhas nas costas. Eu sou mais de ir à luta de sorriso. Todos os dias da minha vida e, acreditem, alguns são bem difíceis. Mas eu sou mais forte do que qualquer dificuldade.

9 de maio de 2014

Memórias

No forno um bolo de mel, com sabor a Alentejo e a infância. O cheiro fortemente familiar espalha-se pela casa e toda eu sou memórias. É o primeiro bolo de mel que faço desde sempre, porque era o bolo da minha avó, que depois da sua morte, ficou da responsabilidade da minha mãe. E depois percebi que é coisa que passa de mãe para filha por gerações e gerações e, mesmo não tendo eu uma filha, está na altura de assumir a responsabilidade de o fazer. Um dia ensinarei à minha irmã e, quem sabe, a alguma sobrinha que o destino queira trazer. 
Quando se faz um bolo, quase melhor que comê-lo, é o momento de lamber os resquícios que ficam nas tigelas e que nunca chegam a conhecer o calor do forno. Só esse gesto me trouxe um sem número de sensações e quase me senti a pequena de cinco anos, cabelos louros e olhos curiosos que adorava ajudar a amassar a massa e lamber colheres na grande mesa de mármore branca da cozinha mágica da minha avó, onde gatos passeavam por entre as minhas pernas, prontos para me tornar a sua amiga número um e os passarinhos cantavam nas suas gaiolas impecavelmente cuidadas. Assim nasceu o meu amor pelos animais, que viviam em cada canto e que me deliciavam com os seus mimos e inteligência. Ao fundo dessa cozinha enorme e antiga havia um pequeno quarto - penso que, outrora, o quarto das criadas - onde estavam dois armários cheios dos livros da infância da minha mãe e que eu devorei a partir do momento em que aprendi a ler. Aqui nasceu outro amor, o amor pela leitura.
No quintal, grande e com casas e casinhas pequenas onde antigamente se guardavam os cereais, as azeitonas e coisas que tais e ainda com um pequeno pátio onde havia coelhos deliciosamente doces e simpáticos, havia árvores de fruto, flores, plantas aromáticas, meticulosamente tratadas pelas mãos magras, envelhecidas mas firmes, da minha avó. Outro amor que ganhei: o amor pelo verde, pelas plantas e pelas flores e, por inerência, por todos os bichos e bichinhos que vivem em comunhão com a natureza: abelhas, borboletas, joaninhas, bichos de conta, aranhas, formigas e tantos outros. E respeito. Respeito pela natureza.  
Já aqui escrevi sobre o Alentejo, onde vivi quando era pequena, onde fiz a segunda classe e onde, ainda hoje, mora uma parte do meu coração. E agora, ao fazer um simples bolo, viajei no tempo, para essas memórias felizes e, enquanto escrevo estas palavras, percebi a forma como o Alentejo e a minha avó fazem parte do que sou hoje. Por isso sentirei sempre que sou uma lisboeta, com alma e costelas orgulhosamente alentejanas.  

8 de maio de 2014

...

Ah e tal, bateram as saudades e voltei. E depois é isto, semanas e semanas em que não se escreve nada. É como não se passasse nada na minha vida, o que não é verdade. O tempo é que não tem sido muito e, pelo meio, ainda fomos 4 dias passear pela bela península ibérica. E agora estou a ressacar esses quatro dias maravilhosos, de neve, de sol, de felicidade sem fim e não consigo ter grandes ideias. E é isto que se passa por aqui.