28 de agosto de 2014

Produtinhos

Muito de vez em quando faço post's sobre produtos que comprei e dos quais gostei, não por ser patrocinada pelas marcas (quem dera) ou por se enquadrar perfeitamente no que é este blog, mas porque gosto simplesmente de partilhar aquilo de que gosto, assim como gosto de ler post's honestos sobre marcas e produtos noutros blog's.
Ora bem, pois que há coisa de semana e meia, uma vez mais e esquecendo todas as vezes em que me meti nisto e arrependi quase de seguida, dei uma tesourada na minha franja. Tudo muito giro, adoro ver-me, mas a verdade é que o meu cabelo é super ondulado, tem vida própria e uma personalidade muito forte - tão forte que dificilmente faço alguma coisa dele. E quando chegam os primeiros dias de chuva é ver-me aflita a ver se não apanho uma pinga que seja, ou a dar-lhe com a chapa como se não houvesse amanhã. Por isso, quando vi estes produtos à venda no supermercado, fui primeiro ler sobre eles. E li muitos blogs, sobretudo espanhóis, a falar muito bem do produto - um ou outro comentário era menos abonatório, mas não o suficiente de me demover da experiência. E lá fui eu comprar. Não foi fácil. Num supermercado só havia o condicionador. No outro só havia o shampoo. Eu queria os três produtos, porque os três são necessários e só na semana passada a minha mãe, que sabia da minha demanda, me ligou a dizer que os havia no sítio tal. Finalmente comprei os três: shampoo, condicionador e o creme que activa com o calor e trouxe-os comigo, toda ânsias e curiosidade. Usei nesse mesmo dia - uma tortura para mim, por mais nada que não seja ter que secar esta juba até ficar completamente seca (nunca uso secador) e, depois disso, ter que usar a chapa, 3 a 5 vezes em cada mecha de cabelo e se eu tenho muito cabelo senhores! No dia seguinte, o meu cabelo que nunca fica grande coisa mesmo com a chapa, estava impecável. Depois de o lavar, já só sequei a franja, porque não era intenção minha ter o cabelo liso, mas sim domar a franja. E devo dizer que duas lavagens depois, a franja está impecável, tendo apenas usado o secador. Nada de chapa. E secar a franja é coisa para me roubar uns cinco minutos, por isso, não custa nada. Se o produto faz milagres? Não. A franja fica mais lisa com a chapa é certo, mas fica bem, o suficiente para me deixar satisfeita (ver no instagram em barbaracreal).
Acredito que se tivesse feito o mesmo em todo o cabelo, não ficaria liso, mas com um ondulado muito mais ligeiro do que o habitual (vou experimentar da próxima vez). Acredito ainda que, em cabelos com caracóis ou mais fortes do que o meu, possa não ter o mesmo efeito. Acho sempre que muitos dos produtos não funcionam da mesma maneira para todos nós, da mesma forma que não somos todos iguais. Eu gostei, recomendo, mas com conta, peso e medida. Só o recomendo a quem tem cabelo ondulado e para quem tem a paciência de seguir os passinhos todos certinhos, incluindo o secar completamente e a passagem da chapa com rigor.

26 de agosto de 2014

Seis anos? A sério?

Pois é, este cantinho faz hoje seis anos. Com pausas mais ou menos longas, com tantos testemunhos e disparates, com tanto de mim, do que sou, do que sinto, hoje celebro os seis anos de vida na blogosfera. Iniciei este cantinho num ano cheio de mudanças: prestes a casar, a mudar de trabalho e a chegar aos 30 anos e ainda tive tempo para me meter nesta aventura que tanto me tem dado. A todos os que fazem este caminho comigo, obrigada! Não sei se virão muitos mais, mas que os que sejam, sejam como até aqui, cheios de sorrisos!
 
❤❤❤ Mil beijos a quem está desse lado ❤❤❤




22 de agosto de 2014

"Tu não és mãe"

É uma frase que ouço de tempos em tempos, quando dou a minha opinião, aqui e ali, sobre crianças, educação, valores, o que for. Em vários blogs e páginas do facebook vejo até esta frase como indicadora autoritária de que, quem não tem filhos, não tem sequer direito a opinião. À parte a constatação mais do que óbvia de que não sou, fica vivida a sensação de arrogância de quem a emite.
É bem verdade que não sou mãe, por mais que queira, por mais que batalhe contra esta minha natureza que não me permitiu, até ao momento concretizar esse sonho. Mas isso não faz de mim uma pessoa fechada no seu mundo, alheia à realidade, sem opinião sobre o que se passa, vê, sente à sua volta. Ainda para mais porque, não sendo eu mãe, sou a irmã bem mais velha de duas meninas, hoje com 24 e 19 anos. E, se aos doze anos, quando nasceu a que hoje tem 24, já cuidava dela, dava-lhe banho, alimentava-a, brincava, adormecia, nas longas noites em que a minha boadrasta, enfermeira, fazia noites no hospital, em relação à mais nova, que nasceu pouco antes de eu fazer 17 anos, sou mais do que uma irmã. Menos do que uma mãe, a nossa mãe, mas mais do que uma irmã.
Quando a minha mãe, na altura com 40 anos, dois filhos e dois enteados, se soube grávida, ficou aflita. O meu padrasto aflito ficou. Eu, já com um irmão mais velho e uma mais nova, fiquei cheia de alegrias e, a partir dali, todas as minhas economias, ganhas com os meus trabalhos de adolescente, eram para comprar legumes e fruta para a minha mãe, que nunca foi grande fã nem de uma coisa, nem de outra, mas sim de torradinhas e café com leite. Ia a uma mercearia óptima e vinha carregada de agriões, tomates, laranjas, kiwis, tudo o que sabia que seria bom e que obrigava a minha mãe a comer, com um controle rígido de capataz. Acompanhei os meses de gravidez de tão perto que, quando a minha mãe foi a uma última consulta e soube que estava na hora, fui eu quem passou a noite com ela no hospital e, no dia seguinte, vi a minha irmã nascer. Ouvi o seu primeiro choro, assisti ao corte do cordão e renasci ali naquele momento em que a vida me abençoou com aquele pequeno ser que eu já amava tanto. Fui eu quem a trouxe para casa, com um muito nervoso padrasto, porque a minha mãe entrou em coma, andou ali a patinar e ficou internada bastante tempo depois do parto. Biberons, fraldas, roupas, banhos, you name it. Fiz de tudo, sempre com vontade. Acordei muitas noites com o choro e embalei-a pacientemente horas a fio. E sempre com metade do meu coração junto da minha mãe. A outra metade ali, a não permitir que a minha irmã sentisse a sua falta.
Os anos foram passando e eu fui sempre uma parte muito presente na vida da minha irmã. Nos tempos de faculdade era eu quem a acordava, dava o pequeno almoço, preparava e levava à escola e era eu quem a ia buscar. Em tempos complicados, em que a sua saúde nos pregou um susto, era eu quem a acompanhava nos exames complicados, porque a minha mãe morria um bocadinho com o seu choro, com o seu sofrimento. Eu também - o que eu não dava para ser eu e não ela a passar por tudo aquilo. Mas queria proteger a minha mãe e não podia deixar a minha irmã ir sozinha. Mesmo às vacinas era eu quem a acompanhava, amparava e secava as lágrimas inevitáveis. Fui eu quem lhe passou determinados ensinamentos, determinados aspectos da sua educação:  expliquei-lhe como se faziam os bebés e respondi a tantas das suas perguntas que deixavam a minha mãe, à distância de 40 anos, corada e completamente esquecida de como tinha feito o mesmo comigo e com o meu irmão. Fui sempre presente e sempre me senti no direito de emitir a minha opinião sobre tudo o que se relacionava com a minha irmã e de a castigar, se necessário. E, talvez por isto tudo, mas muito certamente por todo este sentimento especial que se desenvolveu sempre entre as duas, a minha irmã chamava-me muitas vezes mãena - a junção de mãe com mana. Porque se enganava, como se enganam os pais quando estão junto dos filhos e quando começava por me chamar mãe, rapidamente corrigia e criou esta nova palavra, só nossa, tão nossa. Passei a ser a sua mãena.
E por isso eu tenho opinião. Porque vivi e fiz parte da educação da minha irmã. Em todos os momentos. Acho que, mesmo não tendo tido esta experiência, qualquer adulto, conhecedor dos seus valores, da sua personalidade, tem opinião sobre educação, sobre valores, sobre bases para a vivência em sociedade. Eu sinto que tenho e vou continuar a partilhar o que acho, o que sinto, nunca como verdade absoluta, mas como resultado da minha experiência e do que me define. Porque não sou mãe, é certo, mas sou mãena.

20 de agosto de 2014

Bem sei que se não tivesse três gatos não teria, constantemente, a casa cheia de pêlos. Sei que não teria que andar sempre de aspirador atrás. Não teria buracos nos cortinados, nem as cadeiras da sala todas "escafiadas", como diz o P. Sei que o sofá estaria sempre impecável e sem fios puxados e não teria que andar sempre a trocar as capas e a lavá-las e a lutar contra elas, tal é a dificuldade de as enfiar novamente. Sei que poderia ter as portas do quarto de vestir sempre abertas, sem medos que alguém lá fosse abrir as gavetas e puxar as roupas para fora (sim, uma realidade), ou então, dormir confortavelmente em cima da roupa, em calhando até me roem os sapatos. Sei que nunca teria que limpar vomitado do chão (ai os pêlos, mais uma vez os pêlos) e muito menos areia cheia de maus cheiros e agonias. Não teria nunca areia espalhada pela casa, trazida no conforto das almofadas das suas elegantes patas. E teria espaço no sofá para me deleitar, esticar, dormir. E o bidé não seria também um sítio onde o Tobias gosta de se deitar no Verão e que eu tenho que andar sempre a limpar. Sei que poderia falar ao telefone sem ter a Blue atrás de mim a chamar-me a atenção e a dar-me dentadinhas sem dor (vá-se lá entender os ciúmes do telefone). E poderia ter tapetes. Ah, os tapetes dos quais desisti porque só serviam para eles afiarem as unhas e vomitarem os pêlos. E poderia acordar sem os seus miados, sem a sua necessidade de meia hora de mimo ou sem os seus devaneios nocturnos, em que se lembram que já não querem dormir mais. E poderia ainda ir à casa de banho sem ser seguida por um deles, que aproveita os momentos de alívio, para pedir festas. E não teria tantas alergias, certamente. Mas chegava a casa para uma casa vazia. Vazia daquele amor sincero que eles têm por mim. E não teria a sua companhia em todos os momentos. Nem saberia o que é perceber que eles me percebem e que me conhecem. E que sabem quando estou bem e quando não estou. E não saberia que a forma de eles me consolarem quando estou menos bem é deitarem-se no meu colo e fazerem ron ron. E perseguirem-me pela casa toda. E ver que eles estão onde eu estou e que o espaço reduzido que me sobra no sofá é proporcional à distância que eles querem ter dos humanos deles. E não conheceria os miados especiais, adaptados a cada momento: os de mimo, os de gula, os de brincadeira, os de "acorda lá que são horas de receber festas". A forma como nos recebem, carregados de carências, quando regressamos de férias, ainda que sejam sempre visitados por familiares que tratam bem deles. Não conheceria a felicidade deles quando, muito esporadicamente, os deixo ir comigo para o quarto (as alergias fortes e a asma obrigam-me a ter, pelo menos, o quarto o mais livre de pêlos possível) e se deitam enrolados em mim, como se estivessem no céu. Não saberia o que é viver esta sensação permanente de os querer proteger, acarinhar, fazer felizes e amar. E de me sentir tão amada por eles. E sempre tão bem acompanhada. Porque aqui em casa não somos dois, somos cinco. Uma família de cinco. Porque os animais que nos acompanham são para nós família e só quando se sente assim, faz sentido tê-los. E é por isso que não me interessam os tapetes, os cortinados, o sofá, a limpeza que nunca será perfeita e a areia espalhada pela casa. Só a felicidade deles me interessa. Tomara eu que dure muitos e muitos mais anos.

19 de agosto de 2014

O que é que eu faço?

Chega esta altura do ano e, com a aproximação de Setembro, o mês dos recomeços e das mudanças, dá-me sempre uma vontade loucamente esquizofrénica de mudar o visual. Quero muito, penso no assunto, avanço e recuo com medo do que possa vir aí, de não gostar, de me arrepender... No ano passado pintei (com tinta que sai com lavagens, que não arrisco mais do que isso e não sou pessoa para ficar dependente de tintas enquanto não tiver brancos) e fiz franja. Meses depois dei-lhe o maior corte dos últimos vinte anos e, não obstante o medinho que me deu de não gostar e de não o conseguir domar, a verdade é que adorei a mudança. Mas este ano gostava de o deixar crescer (está um pouco abaixo dos ombros) e estou com uma vontade loucaaaaa de voltar à franja, como nas fotos em baixo...Não sei o que faça, mas a tesoura anda ali a chamar por mim, a piscar-me o olho e estou prestes a ceder-lhe...






E eu, há um ano...
 
 

13 de agosto de 2014

Dias a sorrir ❤

Foram dias de festejo, de sal, de amor, de sorrisos, de sol e de muita felicidade. Iniciámos o aniversário do P. quinta à noite e só terminámos ontem, entre jantares e passeios de barco, idas ao Algarve, passeios pelo Alentejo e muito de nós, este nós é que só nosso e que me enche de felicidade todos os minutos da minha vida.
 
Aqui fica um pequeno registo do instagram

 Novo canto cá em casa
 
 Para uma noite especial, uma pulseira muito especial
 
 Leituras
 
 Nós ❤❤❤
 
 @suchic
@mercado da ribeira
 @Évora
 
@Monsaraz
 
 Mais uma noite de festejos
 Tão bom senhores, tão bom. O que eu sentia a falta a umas migas bem alentejanas :-)
 
 ❤❤❤
 
 O descanso da guerreira
 
Ele é que fez anos e eu recebi este presente - porque os inesperados são os melhores e este é só o meu perfume favorito de sempre, aquele que me define.

5 de agosto de 2014

Chegaram!

Habemus óculos novos e, não obstante a tarefa árdua de os escolher (que valeu bem a pena), estou muito vaidosa com eles. Só receberam elogios. Uma pessoa assim até nem se chateia de ter que os usar. E o melhor de tudo? São mais leves do que os anteriores (uma das coisas que mais me custa é o peso), não foram caros e ainda aproveitei uma excelente promoção nas lentes. Afinal, para mim, os saldos são sobretudo para estas coisas importantes, para o que nos faz realmente falta e é duradouro.
 
 Até tiro fotos de cara lavada, sem pingo de maquilhagem*
Pela noite dentro, nos anos do papi*
 
*Instagram: barbaracreal
 

4 de agosto de 2014

Pessoas do Alentejo chamadas à recepção!

Programas assim para lá de espectaculares e imperdíveis (podem incluir restaurantes, provas de vinhos, passeios, etc e etc) para um casal apaixonado fazer ali para os lados de Évora e arredores?

2 de agosto de 2014

Outra verdade universal (para mulheres)

Passamos naquela loja de que gostamos muito, mas só para ver as novidades, porque não vamos com intenções (nem carteira) de comprar nada. Mas de repente há uma peça nova que chama por nós, que nos pisca o olho, que nos seduz logo assim, sem dó nem piedade. Pegamos-lhe, tocamos, pomos à nossa frente enquanto melancolicamente nos olhamos ao espelho, pensando que é só o velho hábito de o fazer e temos a certeza de que nos vai ficar mesmo mesmo a matar. Mas como íamos decididas a não gastar dinheiro, resolvemos ser fiéis ao que estipulámos e vamos embora de mãos a abanar. Mas a peça fica-nos na cabeça. E até nos lembramos de uma ocasião especial cuja data está para breve, na qual a peça ia mesmo ser perfeita, o que justifica perfeitamente a sua compra. Vamos lá no dia seguinte. Corremos no meio da multidão para a resgatar da loja, para que venha viver feliz connosco, para sempre. Damos três voltas à loja. Tornamos a dar, que as meninas às vezes gostam de trocar as coisas de sítio - estratégias de marketing dizem uns, pura tortura psicológica, diz a minha veia vaidosa. E nada. Esfumou-se. Foi-se e nem estava em saldos ou em promoção. Por isso, em boa hora vos digo, não deixem para comprar amanhã o que podem comprar hoje. Agora fica-se-me a dúvida de não saber o que vou vestir naquela tão próxima ocasião especial.

1 de agosto de 2014

Verdade Universal (para mulheres)

Quando não podemos gastar um tostão, porque já temos o dinheiro todo contadinho para a casa, o carro, as contas, o veterinário e as medicações ou afins, tudo à nossa volta é lindo maravilhoso, a peça que nos faltava, o vestido que nos ia ficar fantástico, os sapatos que faltam à nossa colecção, o livro do nosso escritor favorito que procuramos há tanto tempo ou o perfume que se nos acabou e que está até com uma bela promoção. Quando temos dinheiro, tudo é feio, sem forma, sem cor de jeito, o vestido já só há dois tamanhos acima ou abaixo, os sapatos são só mais uns e, na verdade, não ficam bem com nenhuma das nossas roupas, o livro está esgotado e a promoção do perfume foi-se e não nos apetece gastar 80€ no nosso perfume de sempre, porque temos a esperança de uma futura viagem de avião, podendo assim apetrechar-nos no free shop. Não há nada a fazer, comigo é tão certo como o sol nascer todos os dias...