11 de novembro de 2014

Os que não me entendem...

Vão existir sempre pessoas que não me entendem, que me acham doida, que fecham os olhos e olham para o lado. Que assobiam quando sofro por um animal, que não sentem como eu sinto. Que me dizem que são mais pelos humanos*. Eu compreendo e respeito isso. Acho que há um chip qualquer que só alguns trazem quando nascem e que nos faz estar completamente ligados à causa animal. O meu vinha ligado na potência máxima e com bateria eterna e não há nada a fazer. Herança de uma avó há muito falecida e que os tratava com o respeito e carinho que eles merecem. Que sofria como eu sofro, que os tratava até à exaustão, que chorava quando eles partiam. Porque para mim os animais são muito mais do que animais. Os animais não julgam. Não traem. Não mentem. Não falam de nós nas costas. Não nos usam. São puros na sua essência. E sobrevivem numa sociedade cheia de valores invertidos, onde são constantemente mal tratados, abandonados e esquecidos.
Não vos consigo explicar o que me dói ver um gato ou cão de rua. Dói-me que tenham que sobreviver em vez de viver. Dói-me que muitos deles não conheçam o conforto quente de um abraço, a satisfação de um prato sempre com comida, os mimos incansáveis de quem os ama, a segurança de se sentirem protegidos no regaço humano. Queria poder abraçá-los a todos, mas os meus braços são curtos para tantos…
Pela Preta, pela Preta e Branca, pelo Gremlin que acabou por não resistir também e partiu ontem ao final da tarde, levando um pouco do meu coração consigo e por todos os outros sem nome que perderam a vida na última semana, pelos que se salvaram, pelas que estão em recuperação, pelos que estão sob vigilância apertada por parte da minha família (pai, Carolina e Catarina) o meu enorme, gigante obrigada. Pelas partilhas, pelos donativos, pelo carinho. Muitas pessoas não ficaram indiferentes. Muitos anónimos que não conheço e que me ajudaram, ajuda essa que eu nunca nunca esquecerei. As contas ultrapassaram os 500€. Os donativos chegaram hoje aos 350€. Sem a vossa ajuda desse lado, não sei como teria sido
 Agora é tempo de tratarmos das duas sobreviventes que estiveram internadas e para as quais não conseguimos arranjar um lar definitivo. E de esperar, com toda a fé, que mais nenhum gato seja afectado.
 
 
*Acreditem que lutar pela causa animal não me afasta minimamente da causa humana. É junto de idosos que dedico o meu trabalho voluntário há exactamente dois anos. É para causas de apoio a crianças com situações complicadas que faço os meus donativos. Todas as causas têm espaço em mim.
 

9 de novembro de 2014

Ainda os gatos

Hoje levei mais um gatinho para o veterinário. Tem cerca de 3 meses e está muito desidratado, com sangue nas fezes e temperatura baixa. Ficou internado e o prognóstico é muito reservado. O quadro clínico é em tudo semelhante ao das duas meninas que morreram na sexta-feira. Mais um gatinho que apareceu por lá bem pequeno, que nunca se deixou apanhar e que hoje não fugiu de mim, tal era a apatia. E o meu coração continua apertado...sem saber como salvá-los, sem saber se posso fazer mais se mais algum gato ficar doente...a sofrer com o sofrimento deles.
Neste momento a conta vai perto dos 500€ e será maior com este menino internado. Agradeço toda a ajuda que me deram. Sem vocês, desse lado, os bondosos silenciosos, não sei como seria possível tratar destes meninos.
 
 

Pedido de ajuda - notícias

Meus queridos,
Antes de mais agradeço por esta onda de solidariedade que me encheu o coração de carinho. Foram tantas as partilhas e as palavras de alento, que sei que não estou sozinha nesta luta.
Infelizmente não tenho boas notícias. A menina preta não resistiu e acabou por partir na sexta. A Preta e Branca, a minha menina meiga e doce, acabou por ser abatida na sexta-feira à noite, enquanto fazia ronron agarrada à minha mão. Foi das decisões mais difíceis que tomei, mas foi em consciência, com certezas médicas de que estava em sofrimento e sem quaisquer hipóteses. Neste momento está num lugar melhor, a que gosto de chamar o céu dos gatos. Onde há sempre comida, borboletas para perseguir e lugares quentes e fofos para dormir.
As duas outras meninas, a Tigrada e a Farrusca, são as boas notícias. Estão neste momento em FAT (família de acolhimento temporário, neste caso mesmo muito temporário), porque apresentaram melhorias significativas, embora estejam sobre vigilância apertada, a fazer medicação e com consultas marcadas para os próximos dias. Não quero, de forma alguma, devolvê-las à rua. É nelas que se concentram agora as minhas forças. E nos gatos que continuam na rua, cerca de 8. Andaram desaparecidos durante dias, como se se estivessem a proteger. Começaram a aparecer aos poucos, com sinais de que tudo está bem. Têm camas novas, pratos novos e vários pares de olhos atentos, para que, ao mínimo sinal de alerta, sejam encaminhados para o veterinário. Mas pensamos que está tudo controlado. Quero acreditar que sim.
Até ao momento os gastos vão em 415€. Sem contar com alimentação e consultas futuras que as 2 meninas em FAT vão necessitar. Tivemos, até ao momento, transferências no valor de 192,26€, que eu agradeço do fundo do coração. Pessoas que por aqui me enviaram e-mails, pessoas que pelo facebook responderam ao meu apelo. Vozes silenciosas e bondosas que fizeram desta causa, a vossa causa também. Bem sei que são tempos de crise e ver a forma como estão a ajudar é comovente. Grata por tudo. E grata aos que já avisaram que não foi possível transferir até ao momento, mas que o vão fazer. Caso sobre algum dinheiro, depois das meninas tratadas e alimentadas, o mesmo será doado a uma instituição de apoio aos animais. Penso ser uma causa de todos nós.
Deixo-vos com as fotos das duas meninas, de 8 meses e mês e meio, que precisam agora, urgentemente, de um lar. Um lar sem gatos, já que não há garantias de que não seja portadoras do virús que matou as outras bebés. Serem portadoras pode significar não ter a doença activa, mas poderem vir a necessitar de um maior acompanhamento veterinário.
A todos, os que doaram, os que comentaram, os que partilharam, os que me acompanharam, um grande grande beijinho de agradecimento.
 

 
As meninas agradecem também❤❤❤
 
 

6 de novembro de 2014

Preciso da vossa ajuda - apelo

A maior parte de vocês sabe que sou verdadeiramente apaixonada por animais. Sempre fui e nem a idade me altera esta minha paixão e esta minha necessidade de os ajudar a todos, sem excepção. No mês passado partilhei convosco a história de um bebé gato mal tratado e em estado grave e vocês foram fantásticos nas partilhas, nas palavras, no carinho e no apoio que me deram. Hoje o Flashe está gordo, feliz e saudável, junto de uma família seis estrelas (como ele merecia).
Talvez isso me tenha dado forças para o que se segue hoje, para este meu grande pedido de ajuda. A minha família desde alimenta desde sempre gatos de rua. Tratamos deles sempre que necessário, fazem parte da nossa rotina e da nossa vida. Damos-lhes caminhas, alimentamos e há uma colónia, a que costumo chamar a colónia Pulga, que se multiplica em gatos (porque não temos como castrá-los a todos), mas também em carinho e que vivem alegremente na rua da casa onde a nossa família se reúne regulamente. Gatos de rua, que nunca entraram numa casa, mas que me recebem todos os dias, cada um à sua maneira. Uns mais doces e atrevidos, outros mais fugidios e tímidos, mas todos com o reconhecimento no olhar e uma confiança que vai crescendo de dia para dia.  
Nos últimos dias, o que primeiro julgámos tratar-se de um envenenamento, mas que se revelou como um vírus forte e potencialmente mortal, levou-nos tão rápida quanto inesperadamente, três das nossas estrelinhas, uma delas a gatinha do meu coração, que eu tanto adorava. Como pensámos tratar-se de envenenamento, acompanhámos todos os outros, que no dia seguinte estavam aparentemente bem. Mas um dia depois uma das gatas mais selvagem e arisca, estava apática, prostrada, quase sem reacção. Quando consegui pegar nela percebi que não podia estar bem e os miados baixos, quase inaudíveis só o comprovavam. Estava em sofrimento. Agarrei nela e percebi que uma das outras gatas, uma das meninas mais doces e meigas, estava também mais em baixo. Acabei por levar as duas para o hospital veterinário principal.
Um dia depois e o prognóstico não era nada bom. Sangue nas fezes, altas temperaturas, apatia, vómitos, falta de apetite. Ontem, mais uma das bebés que lá vivia, foi também levada, porque começou a mostrar os mesmos sintomas. Mais uma das que dificilmente conseguíamos apanhar, porque foi levada pela mãe já com um mês, e que entrou numa apatia assustadora. Hoje levámos a quarta gatinha bebé. Bebé demais para estar a passar por tudo isto. Ao contrário das outras, em vez de febre, estava em hipotermia, prestes a morrer.
Temos neste momento 4 gatinhas, duas jovens de cerca de 8 meses e duas bebés de cerca de mês e meio internadas. Uma delas a melhorar e com possível alta amanhã, outra (a preta e branca, a mais doce e comunicadora das gatas de rua) muito mal, sem sabermos se vai sobreviver ou mesmo se terá que ser abatida para não sofrer mais e duas pequeninas que aguardamos saber o que se passa em concreto e se o quadro melhora.
Como podem imaginar, estou de coração partido nas mãos. Mal tive tempo de recuperar da morte das três gatinhas… Estou a ter uma semana muito dolorosa para mim, tanto quanto o pode ser querer fazer mais e não poder. Sofro pelas que morreram, pelas que estão doentes e pelos que desapareceram e que não sabemos se estão bem. Em tantos anos a tratar deles e nunca vivi uma tragédia assim.
Neste momento a conta de veterinário chega já aos 300€. Sem contar com o dia de hoje (internamentos, medicação, análises e mais uma menina a chegar) e preciso de ajuda. Preciso mesmo de ajuda e quem me conhece sabe que só o peço porque não tenho como pagar tudo. Uma amiga está responsável por uma delas, mas as outras estão por minha conta. A minha situação financeira actual é complicada e não sei quanto mais terei que gastar para salvar estas meninas. E tudo farei para poder salvá-las, para que não lhes falte tratamento.
Por isso apelo a todos vós, a todos os que possam ajudar – seja de que forma for. Com uma transferência, com partilhas deste post, com palavras amigas que me confortam nestes momentos, com reiki… E preciso também de famílias, para as meninas que estão a melhorar. A primeira a adoecer e que está prestes a ter alta, tem já uma família de acolhimento (tão grata querida Gi), mas precisamos de um dono, porque  não queremos devolvê-la à rua que quase a matou. Uma das bebés também já tem uma dona (querida Catarina) e talvez a mana vá com ela. A preta e branca, que eu rezo para que se salve, não tem dono ou fat até ao momento.
Deixo-vos o contacto do hospital veterinário principal, da Charneca da Caparica, onde elas estão, para que, caso o entendam e caso partilhem junto de pessoas que não me conhecem, possa ser confirmado o internamento e a situação das gatinhas. Como são gatas de rua e no calor da urgência, estão com os seguintes nomes: Preta e Branca, Tigrada, Farrusca e Preta.
Os Contactos: 212974997/212974943

Informar@hospvetprincipal.pt / consultorio@hospvetprincipal.pt

Caso possam ajudar monetariamente, com um euro que seja, enviem e-mail para barbaracreal@gmail.com
Agradeço toda e qualquer ajuda, seja monetária, seja por partilha em blog ou facebook para que este meu apelo chegue a mais e mais pessoas.

Grata, de coração e alma,






 
(Falta a foto da pretinha que entrou hoje, mas quando fui com elas até às boxes não levei o telemóvel. Mas posso assegurar que é linda.)