20 de setembro de 2015

Eu, ele e o Futebol

O homem foi jogar futebol. Deu-me um beijo de bons dias lá para as oito e tal e lá foi ele. Aquele que reclama por ter que acordar cedo durante a semana mas, para jogar futebol, é uma alegria. Depois de eu ter trabalhado todo o dia de ontem, a dar formação, poderia ficar chateada por ser trocada por um jogo de futebol? Poder podia, mas não fico, porque na verdade adoro que ele se dedique assim a algo que o faz tão feliz. Quando ele chegar, teremos a tarde toda só para nós e aproveitaremos cada minuto. À noite, o jogo porto-benfica não será fácil, já que estamos em lados opostos da bancada, por isso siga para jantarada de petiscos em família, que com boa comida e boa companhia, tudo é mais fácil. Aqui deste lado, o futebol jamais será motivo de discussão :-)

17 de setembro de 2015

Blogocoisas

Já ando nestas andanças há uns aninhos. Sete, para ser mais precisa. Acompanhei, por isso, muitas fases da blogosfera. Muitas modas, muitos blogues que abriram, outros tantos que fecharam e uns quantos que se mantém. Uns fiéis ao que sempre foram. Outros ao sabor da maré. Houve uma fase que, a cada dia, se criava um novo blog de moda. Houve também a fase dos blogues que falavam mal de outros blogues. Única e exclusivamente dedicados a isso. Há duas coisas que me apoquentam nisto da blogosfera: os que desaparecem do nada, sem avisos e, quando chegamos lá levamos com um aviso de "parece que não foi convidado a ver este blog" e fica aquela sensação de porta fechada na casa, coisa que não gosto e os que mudaram a sua essência de tal forma que dificilmente lhes consigo encontrar aquilo que me cativava de início. Falo sobretudo de blogues bem escritos, mordazes, pessoais, que partilhavam muito do seu dia a dia, das suas dúvidas, dos seus olhares sobre o mundo e que hoje se transformaram em blogues 99% publicidade, moda, passatempos e afins e 1% raro, esporádico, quase despercebido, daquilo que em tempos me cativou. Como em tudo na vida, há espaço para tudo e para todos e claro que quando se começa a ganhar dinheiro por esta via, muito dificilmente não se vai atrás do que potencia mais. Mas tenho saudades de quando isto eram só blogues. Se tenho...

16 de setembro de 2015

Da procura pelo ponto de equilíbrio

A minha infância, adolescência e entrada na vida adulta implicaram a realidade de ter, exageradamente, kilos a menos. Fui, até aos 23/25 anos, demasiado magra, o que me permitiu ter uma série de alcunhas parvas nos tempos de escola, em que a mais marcante era Olívia Palito. Era de tal forma que, embora com uma estatura mediana e já adulta, comprava muitas vezes roupa na secção de crianças, tinha dificuldades em encontrar calças que me assentassem bem, detestava mostrar os braços e as pernas, de tão ridiculamente finos. O meu pai brincava comigo, dizendo que de tão magra, passava entre os pingos da chuva e nunca me molhava. Também não conseguia ficar calado com as minhas idas às lojas de produtos naturais procurar suplementos que me engordassem, todos sem resultado e olhem que eu experimentei muita coisa nos idos anos 90 e seguintes. A verdade é que sempre fui de pouco alimento e sempre gostei de alimentos saudáveis. Tinha entre 45 e 47 Kg e não era feliz assim. Alguns rapazes chegavam a dizer que eu era gira, mas demasiado magra e era a mais pura das verdades - a parte da magreza, pelo menos.
Depois, um belo dia,  comecei a viver com um lindo rapaz, que jogava futebol e que adorava coca cola, doces e outras coisas que, até então, não faziam muito parte do meu cardápio e ainda menos do meu frigorífico. Não me privei de nada, antes acompanhei-o na sua alimentação, ainda que sem carne, porque durante três anos não a comi. Era magra, não fazia mal. Pensava eu. O meu metabolismo não é daqueles que permite comer tudo e mais alguma coisa, sem consequências de maior e eu só descobri isso num dia em que olhei para uma fotografia minha, nos Açores, de biquíni. Estava feliz, mas gordinha. Anos de descuidos tiveram finalmente as suas consequências. Sempre disse que olhar para o espelho nunca teve consequências para mim, porque sempre me achei igual. Não tinha balança, não controlava o peso e por alguma razão que não consigo explicar, o fenómeno de ter aumentado vários números de calças e letras de camisolas, não me fez luz.
A menina das dietas para engordar, dava lugar à menina que queria perder uns kg e andei assim uns anos, entre os vintes e os trintas. Ora perdia, ora ganhava, ora passava uns tempos a portar-me bem, como tinha outros em que não queria saber. Mais perto dos 34/35 anos decidi finalmente fazer uma dieta. Achava eu que depois dos trinta a coisa era bem mais difícil e que teria mesmo que ser mais radical. Nunca tive jeito para essa coisa de regras na comida, de restrições, de contar calorias, mas mesmo assim lá me decidi. Fiz mais do que uma. Todas com resultados extremamente lentos. Demasiado lentos para me darem a motivação certa para continuar aquele caminho tortuoso. Há cerca de um ano e meio atrás abandonei as dietas e mudei os meus hábitos alimentares. Deixei a carne que entretanto, por fraqueza e gula, tinha voltado a comer. O peixe só como muito raramente e normalmente ao fim de semana, mas tanto a carne como o peixe são opções ideológicas e não estratégicas. Deixei a manteiga, o leite, o pão depois das 18h30, substituí os jantares de arroz ou massas, por saladas ou sopas (excepto ao fim de semana). Os meus almoços são de hidratos (arroz, massa ou quinoa) com muitos, mas mesmo muito vegetais. Destes, a massa que talvez tenha sido o meu acompanhamento favorito, durante anos, tornou-se menos frequente. E só o facto de ter deixado de beber leite e ter diminuído o consumo da massa fez maravilhas pelos meus intestinos e pela minha barriga, outrora inchada e hoje em dia bem bonitinha. Sou absolutamente louca por bróculos, agrião, canónigos, espargos, alho francês, courgette e muita outra coisa que me ajuda a transformar um simples prato de arroz numa delícia verde. Alguma fruta - é a minha maior falha- muita água (o meu maior vício), muitos chás e deixei de ter em casa pacotes de bolachas ou outras coisas que me tentassem. Porque eu era tentada. Bastava lembrar-me de algum pacote de bolachas, de batatas fritas, de algum chocolate a repousar solitário na despensa e lá ia eu, como se daquilo dependesse a minha sanidade mental, para um prazer de minutos que depois de transformava numa longa culpa. Mudei os meus hábitos e mudei a forma de tratar o meu corpo. E passei a sentir-me fisicamente melhor. Foram 10 kg que me deixaram comodamente acima dos meus tempos de magreza extrema. Nada de dietas, mas sim de cuidados. Nunca tenho fome e se tenho, como. Se vou a um jantar especial, se vou a uma festa, não me privo de nada que me apeteça realmente. Lancho com o P. sempre que ele chega a casa: ponho o café a fazer na cafeteira, o que vale a pena só pelo perfume delicioso que se espalha pela casa. Leite normal para ele e leite de arroz para mim. Pão escuro com queijo filadélfia magro ou com algum doce de frutos vermelhos, que ambos adoramos. À noite uma sopa feita por mim- as minhas sopas são, modéstia à parte, maravilhosas e consistentes - por vezes um ovo escalfado ou cozido, fruta e ou uma então salada bem colorida e deliciosa. Não bebo refrigerantes, nem sequer os tenho em casa, mas bebo vinho ao fim de semana. 
Hoje, depois de uns dias em Amesterdão, em que os cuidados caíram por terra (é sempre mais difícil quando estamos em viagem, sobretudo quando andamos muito, a pé e de bicicleta, ou enfrentamos longas esperas nos aeroportos) achei que ia confrontar-me com um número diferente, mas não. Encontrei o meu ponto de equilíbrio. O meu ponto de equilíbrio, o que funciona para mim e que me permite sentir-me sempre bem, saciada, alimentada e feliz. Porque acredito que nisto das dietas ou dos cuidados alimentares, a dificuldade é encontrarmos o que nos assenta mesmo bem, na perfeição.  Como o vestido que nos é feito à medida, para as curvas do nosso corpo. Na verdade, tudo passa por tratarmos bem de nós, de nos mimarmos e amarmos e de apostarmos no que no faz realmente bem. Porque o nosso corpo é um templo e merece que o tratemos como tal.

14 de setembro de 2015

Bê B-day!

Ainda meia zonza do regresso de Amesterdão. Fiquei apaixonada pela cidade e com vontade de me mudar com marido, gatos e bagagens para lá. Andei de bicicleta e sobrevivi - diz que é de campeão, que eles são doidos de tão craques que são a conduzi-las. Seja de vestidos e saltos altos, carregados com sacos de compras ou mesmo a responder a mensagens no telemóvel. Cheguei directa para um aniversário de uma pessoa muito especial que, à meia noite, tinha um bolo para mim por isso estou a festejar desde o primeiro minuto. Agora um dia mais tranquilo pela frente e aproveitar esta chegada aos 37. Venham mais!


28 de agosto de 2015

Sete anos e dois dias

De blogosfera. Com altos e baixos, com idas e vindas, com tanta coisa a ser partilhada e tantas alegrias recebidas. Se se seguem mais sete? Tenho dúvidas, mas a vida é para viver um dia de cada vez, sem grandes projecções do futuro, mas a certeza de que enquanto cá estiver, serei sempre aquela que partilha com alma e coração, com disparates pelo meio, pois então! Nunca será um blogue de moda nem da moda, nem de maledicência ou de publicidade. Será sempre o meu Cantinho ;)

Para todos, um fim de semana cheio de sorrisos.

20 de agosto de 2015

Viagens

Maridão fez 40 anos (40!) e com a aproximação dos meus 37 ganhámos de prenda de anos do meu sogro e cunhada uma viagem. Mas não podia ser uma viagem qualquer, que os 40 anos exigem coisas em grande. As alternativas eram algumas: Paris, Amesterdão, Barcelona (somos uns apaixonados pela Europa)...e a escolha acabou por recair em Amesterdão, já que é uma cidade onde ele só esteve umas horas e onde eu sempre quis ir. Foi difícil, porque era uma surpresa para o P. e eu tive um mês terrível, quase a descair-me todos os dias, já que todos os caminhos pareciam ir lá levar: programas na tv, artigos, post no facebook e eu a morder a língua de cada vez que quase me entalava.
Vai daí que, em Setembro, mesmo nas vésperas do meu aniversário, vamos passear por essa cidade maravilhosa e por isso o meu pedido a quem possa já lá ter ido: dicas de locais imperdíveis a visitar, onde comer (uma vegetariana safa-se bem por lá?), o que fazer, enfim, aquilo que tenha tornado a vossa estadia inesquecível.
Vamos fica num estúdio bem no centro, o que nos permitirá fazer algumas refeições em casa e, claro, vamos alugar bicicletas que Amesterdão faz-se pedalando e não queremos perder pitada da verdadeira experiência.
Prevê-se um Setembro cheio de fotos, que ainda que não possam ser perfeitas que o meu jeito para a coisa deixa muito a desejar, certamente estarão repletas de boas memórias e de muitos sorrisos.


19 de agosto de 2015

Ele não tem noção...

Sabemos que um homem não tem a mínima noção do que é limpar uma casa de uma ponta à outra (com direito a limpeza e organização de despensas, frigorífico, gavetas e armários) quando chega a casa e nos diz que só o fizemos para não irmos ao parque correr - mil vezes correr (neste blog não se escreve running). Mil vezes! Cansa menos, é mais rápido, permite ouvir boa música e ainda dou voltas ao parque mais bonito de todos, deixando lá o stress e trazendo para casa uma vontade louca de tomar banho e descontrair no sofá com um bom livro. Ainda para mais, eu sou daquelas que adora a casa cheirosa e arrumada, mas odeia o caminho para lá chegar e posso afirmar que é talvez das coisinhas que mais me tira a boa disposição (embora passe rápido, vá).

21 de julho de 2015

5 meses

5 meses sem escrever no blog. 5. Nunca estive tanto tempo afastada em quase sete anos disto. Pensei mesmo que ia terminar de vez, cansada que me sentia do mundo blogsférico, cada vez mais ferozmente agressivo e tristemente competitivo. Mas depois, nos últimos dias, voltou o bichinho. A vontade de escrever, de partilhar, de registar pedaços de mim. De dar uma volta por aqui. De mudar a imagem, o cabeçalho, as cores, até o nome, porque por vezes os nomes também se mudam, de trazer coisas novas, escrever sobre tudo e sobre nada, como sempre escrevi. De manter o meu registo, esta espécie de diário dos tempos modernos, para sempre eternizado na internet. A verdade é que o blog me trouxe muito mais alegrias do que tristezas, muitas mais pessoas boas, do que más. Por isso ando ainda aqui, por vezes afastada, mas sem desistir de vez. Espero que ainda esteja alguém desse lado. E se sim, até já!


18 de fevereiro de 2015

Sobre o filme mais falado do momento

Não vi nem tenho qualquer vontade de o fazer, mas também não li os livros, já que um excerto que li algures não me aguçou o apetite. E se eu sou moça que adora ler, mas tenho os meus gostos e percebi que não havia ali nada do meu género. Mas compreendo que muita gente tenha gostado e que quem adorou tenha imensa vontade de ver o filme - ainda assim, toda a gente sabe que os filmes ficam sempre aquém dos livros e só servem para nos sentirmos enganados com a escolha dos actores e com a adaptação do argumento que normalmente corta partes que a nós nos parecem obrigatórias e essenciais. Adiante, o que me espanta mesmo não é toda esta loucura em torno do filme, à semelhança do que aconteceu com o livro. O que me espanta mesmo mesmo é a forma como tenho visto as pessoas a digladiarem-se verbalmente entre os que leram e gostaram, os que tentaram ler e não gostaram e os que nem deram hipótese. Muitas asneiras, críticas abusivas, achincalhamento e quase ameaças pairam por aí, neste mundo aberto que é a Internet. Mulheres que chamam nomes às que falam mal do filme e do livro e mulheres que chamam frustradas às que gostaram quer do livro, quer do filme. Alguns homens pelo meio, é certo, mas esta guerra vem sobretudo por parte das mulheres. Parece aquela guerra tonta entre as mulheres que têm bimbys e as que não têm, as que amamentam e as que não amamentam e por aí diante. E eu pergunto-me - a sério? Estas pessoas fazem-me pensar que as claques clubísticas são verdadeiros meninos de coro quando comparados. Afinal somos todos Charlie, mas depois parece que não há espaço para opiniões contrárias e tem que se partir logo para o insulto baixo e fácil. Eu cá até sou uma pessoa de convicções fortes: não como carne, não consumo leite de origem animal, aposto em produtos eco friendly e que não testam em animais, não fumo, sou do Benfica, tenho as minhas crenças, acredito em Deus e não tento impingir nada do que sou a ninguém. Não sou fundamentaslista, nem dona da verdade, apenas daquela que é a minha verdade. Por isso espanta-me que as pessoas tenham tanta dificuldade em lidar com opiniões contrárias.
E pronto, tinha umas fotos aqui preparadas de comentários que li no semanário sol a uma crónica da Inês Pedrosa sobre o fenómeno, mas por alguma razão, não consigo adicionar. Podem sempre ler no facebook - os comentários à mesma só me dão vontade de chorar tal é a vergonha alheia que sinto.

17 de fevereiro de 2015

Sozinha

Noites destas em que o marido dorme fora, são noites de grandes e complicadas dúvidas: estou hiper dividida entre comer uma grande pratada de massa ou uma grande pratada de cereais, com canela e frutos secos e todas os ingredientes doces possíveis por cima. É que se há coisa que não me apetece nunquinha é fazer o jantar quando ele não está, da mesma forma que só me apetece comer as coisas menos saudáveis e mais engordativas - como por exemplo as duas enormes fatias de pão alentejano que lanchei há minutos, em horas impróprias e que, em boa verdade, me souberam a pouco. Já ao almoço a coisa é diferente, cozinho todos os dias para mim, com requinte e vontade. Vá-se lá entender.

13 de fevereiro de 2015

E o que andas a ler Maria Bê?

Ora já que não tenho nada de extraordinário para partilhar por aqui e antes que o blog se me apague da blogosfera por falta de uso, vou contar-vos que estou num muito pequeno grupo simplesmente delicioso (no qual estão também algumas meninas da blogsfera) e que juntas estamos metidas num desafio literário para 2015, daqueles mesmo ao meu gosto. 
Adiante, por sugestão desta menina aqui comprei o primeiro livro da trilogia do Eric Axl Sund (que é na verdade uma dupla) A rapariga corvo, com a promessa de que iria sentir-me novamente apaixonada por um escritor nórdico - como aquele amor que eu nutri pelo Stieg Larsson que se me morreu depois de escrever apenas 3 livros que eu devorei em menos de nada. Fiquei orfã de autores do género.
Mas confesso que fui a medo que isto quando as expectativas são elevadas, mais facilmente se cai em desilusão. Ainda só li o primeiro da trilogia (tenho ali o segundo à espera que entretanto acabe um livro histórico, mais pesado e mais lento de se ler) e posso dizer apenas isto: v-i-c-i-a-n-t-e. Para quem gosta de histórias imprevisíveis, com muito de psicose, psicologia e suspense, é perfeito. Não vou comparar ao Stieg, são escritas diferentes e cada um tem as suas especificidades que me encantam, mas recomendo para quem aprecia o género. Diz-me a Lénia que aquilo que eu acho que é o segredo do livro está bem longe de o ser - ou seja, quando achamos que somos brilhantes e que descobrimos a trama toda, podemos estar bem longe da verdade e eu adoro livros assim: inesperados, inteligentes, que nos trocam as voltas, que nos fazem desejar que as noites tenham mais horas e que o dia acabe depressa para nos podermos dedicar às leituras e que nos agarram da primeira à última página.

Para ler mais sobre o livro aqui.

3 de janeiro de 2015

Instaresumos

 Com uma das manas, minutos antes de darmos as boas vindas a 2015
 A minha gata do coração
 Último almoço de 2014, debaixo de um sol maravilhoso e com a melhor das companhias
 Novos hábitos, a implementar aos poucos cá em casa

Bem preciso de abusar deste chá nos próximos dias, muita coisa a ser eliminada deste corpinho em 2015

Primeira ida ao parque que tanto adoro, de 2015 :)