19 de dezembro de 2016

Dos presentes

Quando conhecemos muito bem uma pessoa sabemos perfeitamente o que oferecer. O pior é quando nem dois dias depois de presente comprado, a pessoa insinuar a sua intenção de comprar o mesmo. Foi assim com a prenda do P. para este Natal - bilhetes para o Nos Alive para dia 6. Sábado tive que antecipar o Natal lá em casa (a nossa única regra no Natal é que sejam presentes para nós!), e entreguei-lhe um recado a pedir para tirar os dias 6 e 7 de julho de férias, que nós não caminhamos para jovens e promete-se uma noite em grande, depois os bilhetes. Vacilei tanto entre o dia 6 e o dia 8, mas depois ele manifestou vontade em comprar bilhetes para dia 6 e eu soube que tinha acertado na mouche. Tive imensa sorte com o festival a arranjar-me a solução perfeita para o presente dele, para nós. 

16 de dezembro de 2016

Os gatos, esses seres independentes e traiçoeiros

Maridão esteve fora esta semana toda. O novo emprego levou-o até à Alemanha, país onde já viveu e onde já fomos os dois muito felizes. Chega hoje, perto das 22h e eu estou já a magicar uns petiscos do outro mundo para uma ceia a dois (mais quatro, claro) para matarmos saudades e me contar como correu tudo, com o detalhe que as chamadas diárias não exigem. 
Foi uma semana de muito gato no colo, o que a considerar que sou apenas uma, foi exigente, porque eles gostam todosssss de colo. Tiraram senhas e a coisa correu bem - isto é como quem diz, que vieram dois de cada vez, sempre que um se levantava para fazer algo, outro vinha a correr para ocupar o lugar quentinho. Nunca dormimos com os gatos, o nosso quarto é só nosso, mas como estava sozinha e a empregada só ia hoje, lá os deixei dormir comigo (a verdade é que já não estou habituada a dormir sozinha). Foi bonito de se ver - para eles, que eu não dormi nada de jeito. Ora era o Tobias e os seus seis Kg, que a meio da noite queria festas e se deitava em cima de mim a miar ao meu ouvido e a por a pata na minha cara (seria fofo se não parecesse tortura), ou o Mel, jovem que é, que queria brincadeira com os meus pés, atacando-me sempre que me mexia, em momentos alternados com outros em que acordava com a sua cara linda encostada à minha e um ronron feliz como se não houvesse amanhã, ou a Blue que queria expulsar a malta toda, para ficar comigo só para ela (sou a humana dela, nada a fazer), enroscando-se bem encostada a mim, como sempre adorou fazer. Dona Gata não se fez ouvir e tenho para mim que ficou parte da noite no sofá, para não stressar, que ela é dada a nervos fáceis e a discussões tontas e barulhentas, com direito a perseguições com a Blue (coisas de gatas, há mais de dez anos juntas e continuam a não se poder ver à frente). São companheiros maravilhosos. Não me deixam nunca sentir sozinha, nem mesmo quando quero estar sozinha, como nas idas ao wc, em que, ou deixo a porta aberta para passearem e "conversarem" comigo, ou fecho a porta (quando há mais gente em casa) e ficam do lado de lá a chamar-me. Há sempre um mirone enquanto tomo banho e, enquanto me visto, os rapazes aproveitam para se esticar no chão, a pedir festas, que agradecem com marradinhas que me dão pela casa enquanto corro para tratar de tudo antes de sair, deixando-me cheia de pelos que vou tirando pelo caminho para o trabalho. Eles são mais melosos e sociáveis, dão-se bem como toda a gente, elas são mais autoritárias com os restantes gatos, mais selectivas e querem sempre atenção exclusiva. Já eu, sou uma sortuda por ter estes 4 gatos maravilhosos. 

15 de dezembro de 2016

Até sempre B.

Atordoada que estou com a partida de uma pessoa que não via há alguns anos mas com quem falava por vezes no fb (a última vez foi há menos de um mês, porque ele procurava um gato para os seus pais) e que sempre soube e senti que era alguém genuinamente bom, de sorriso sincero, não consigo deixar de pensar em como passamos a vida agarrados a coisas supérfluas, agastados com discussões desnecessárias, muitas vezes com as prioridades trocadas e com os sonhos perdidos algures no tempo. Vivemos demasiado submissos às obrigações do dia a dia, sem tempo para nós, sem tempo para os que nos são realmente importantes. Estava sozinha em casa (o P. está na Alemanha) e estava a preparar-me para uma noite de séries quando soube e, desde esse momento, só consigo pensar em como tudo pode mudar num minuto e em como devemos viver cada dia como se fosse o último, com gratidão plena por tudo o que temos, amando muito, sorrindo muito e lutando sempre pela nossa felicidade e pelos nossos sonhos.  

Dizia ele que eu era grande, que era uma pessoa excelente, admirava a minha entrega aos animais e a causas, quando ele é que era e eu nunca lho disse, por timidez parva, porque fico sem jeito quando me elogiam, porque achei que tinha tempo... quando o tempo era algo que estava a escassear. Lição aprendida: não deixar nada por dizer, nada por fazer, nada por viver e não tomar nada como garantido.  Escrevo-o em lágrimas, com o coração apertado, mas grata por ter tido a oportunidade de conhecer esta pessoa maravilhosa. 
 

7 de dezembro de 2016

Já aqui me confessei apaixonada por vestidos

E estes três andam mesmo debaixo de olho:




Na loja do costume, Zara.
Como sou uma pessoa razoável, vou escolher um dos três para me oferecer pelo Natal mas só e porque são o tipo de peças que adoro, que são a minha cara e que uso mesmo muito! Mas não fujo à minha regra, comprar uma peça nova implica sempre o desapego de uma que já não uso ou não lhe sinto a falta, que segue para alguém que possa realmente gostar e usar. 

6 de dezembro de 2016

Há coisa de um ano estava eu tranquilamente alapada no sofá em casa quando num momento de preguiça lânguida deixei descair uma mão e apercebi-me que tinha um alto na mama direita. Só o sentia com o braço direito levantado, mas ele estava lá. Algo que não fazia parte de mim e que aparecia numa zona onde todas sabemos que não é de descurar. Só que eu sou péssima com esta coisa da minha saúde e tão mais chata e insistente com a dos outros e andei a adiar, adiar, adiar, até ao dia em que me apercebi que o nódulo continuava lá e que se sentia mesmo sem ter que levantar o braço. Asneiradas mentais à parte, lá marquei consulta com a médica de família, porque tenho uma das (abençoadamente) boas e atentas. Quando lá cheguei, depois de expor a situação, foram duas as médicas a apalpar-me e a passar logo os exames necessários, aconselhando sítios da sua confiança onde os poderia fazer. Bem comportada, lá fui eu fazer a eco mamária e a mamografia e vim de lá com os cabelos a quererem por-se-me em pé, depois de me dizerem que provavelmente teria que ser operada. Chegada a casa, vai de espreitar o relatório só porque sim e como não percebia nada daquilo, fui ao google, esse senhor sabe tudo, para perceber melhor. Ora acontece que estes exames podem dar origem a uma escala, a BI-Rads, que vai do zero ao cinco e eu estava ali no 4, ainda que no 4A. E o que diz o 4A? 

Categoria 4A: nessa categoria incluem-se lesões que necessitam de intervenção mas cujo grau de suspeição é baixo. Aí estão os cistos complicados que necessitam de aspiração, as lesões palpáveis sólidas, parcialmente circunscritas, e que o ultrassom sugere tratarem-se de fibroadenomas, ou um abscesso mamário. O seguimento dessas lesões pode mostrar um diagnóstico anátomo-patológico adicional comprovando malignidade, ou um seguimento semestral benigno.

Ainda assim, optimista como sou, guardei as preocupações para depois de falar com a minha médica. Quando mostrei os exames, novamente duas médicas, que só me diziam: "Tenha calma, que pode não ser nada". Aí comecei a preocupar-me verdadeiramente. Disseram que me enviariam para o hospital da cidade, mas que gostavam que eu tivesse um diagnóstico mais rápido e que fosse logo à Fundação Champalimaud.  Aqui só aceitam casos que podem de facto ser de cancro e depois de mostrar os exames e o relatório lá fui aceite. No dia da consulta o P. foi comigo, ambos certos de que tudo iria correr pelo melhor. Já me bastava a luta contra a endometriose, essa cabra que me tem atirado para camas de hospital vezes demais, não iria ganhar mais uma mazela. 

A fundação está num edifício espectacular, moderno, à beira rio, com uma vista fantástica e um jardim interior magnífico, tudo muito claro e muito clean, tudo a contrastar com o peso que senti na sala de espera, onde havia pessoas em fase de tratamento contra o cancro, onde a tristeza é uma constante e por vezes a esperança já não brilha no olhar. Mentalmente imaginei-me a passar por tudo - como não imaginar se eu estava ali com a possibilidade de ter cancro? - e o que mais me pesava no momento? Ter que contar à minha família se se confirmasse. Só o P., o meu irmão, cunhada e uma das minhas irmãs sabiam o que se estava a passar e ainda hoje, só eles sabem.  Isto porque, felizmente, na FC fizeram novos exames e consideraram que nesta fase, tem todas as características de benignidade, mas recomendaram consultas semestrais para fazer o acompanhamento, até porque, além do que se sente, encontraram outros nódulos. Por sorte e com estes exames e historial consegui, na consulta da endometriose que faço também semestralmente, que me passassem para a consulta da mama no Hospital de Santa Maria. Brevemente farei nova eco e em finais de Janeiro lá estou eu para mostrar as mamas. À endometriose junta-se mais esta rotina semestral, mais consultas, mais exames chatos, mas sei que estou bem acompanhada, num hospital onde só tenho coisas boas a dizer. O que vier virá com alguém deste lado sempre pronta para vencer qualquer batalha. Porque a escala BI-RADS pode mudar novamente. Mas eu acredito sempre e só em finais felizes.  

Tudo isto apenas para lembrar, a quem está desse lado, que é importante estarmos atentas ao nosso corpo, é importante identificar cada mudança, é importante apalpar as nossas mamas regularmente e, acima de tudo, não descurar a nossa saúde. Não se fiem nas estatísticas, nos ditos grupos de risco, nas idades que estabelecem, não se limitem a um não quando algum médico vos recusa um exame e não se sentem realmente bem - peçam segundas opiniões, informem-se.  Cuidem-se como devem e como merecem. 



5 de dezembro de 2016

Não contribuí para o Banco alimentar contra a fome

Talvez pela primeira vez em anos, desde que me lembro. Mas porque contribuí para outras causas, duas delas mais locais e por isso menos conhecidas. São duas instituições sociais da cidade onde trabalho, cuja recolha, ainda a decorrer, incide em produtos essenciais e que nós, no nosso dia a dia até nos esquecemos do que seria a nossa vida sem os mesmos. Não falo só de comida, mas de produtos de higiene, indispensáveis para o nosso bem estar. Enchi um saco com embalagens de pensos higiénicos e produtos de limpeza. E ainda papas lácteas, kg de arroz e paletes de leite. Quero ainda comprar materiais para a escola: cadernos, canetas, lápis...coisas tão simples e tão acessíveis para mim, quanto inacessíveis a quem mais precisa e para quem todo o incentivo é importante para dar continuidade à sua formação. 
Brevemente vai haver uma recolha de livros em segunda mão para venda, cujos valores revertem para uma associação animal e eu juntei já mais de vinte livros para doar, entre livros que me ofereceram e que não têm anda a ver comigo, livros que li e que não me marcaram e livros que não sei sequer como foram parar lá a casa, é sempre uma forma de ajudar. Enchemos ainda três sacos de roupa boa do P. que ele não usa e doámos à Igreja.
Na semana passada seguiu a nossa prenda para os Anjinhos de Natal, cuidadosamente comprada, embrulhada e enviada com a esperança de dar alguma alegria ao Anjinho que me calhou, o S. e fiz ainda um pequeno donativo para a fundação do Gil. Sou grata por tudo o que tenho, sou grata por poder ajudar. 
As causas são mais do que muitas e as necessidades maiores do que possamos imaginar. Escolham causas que vos tocam no coração, sejam elas de ação junto de pessoas ou de animais. Escolham causas mais conhecidas ou causas locais, instituições pequenas em dimensão e fama, mas grandes em papel que desempenham, que são as que muitas vezes mais precisam. Seja em dinheiro, em roupa que não precisam, livros, bens alimentares, o pouco que vos possa parecer, é sempre maior aos olhos de quem recebe. Escolham alegrar o Natal de quem mais precisa e vão ver como alegram o vosso coração também.

14

Sou uma pessoa de celebrações, de datas especiais, de reviver momentos importantes na minha vida, daqueles que nos mudam, que nos ajudam a seguir novos caminhos, a esquecer o que para trás ficou. Por vezes são momentos tão aparentemente simples, como profundamente importantes, são aquele pequeno clique no passado que nos permitiu chegar ao presente. Olho para trás e vejo como tudo poderia ter sido tão diferente e celebro o facto de cada momento da minha vida ter decorrido exactamente como decorreu para ter chegado ao aqui e ao agora. Hoje celebro os 14 anos do primeiro encontro que tive com o P. Aquele mágico encontro, do qual recordo cada detalhe, cada palavra, cada sorriso, sem sabermos ainda que estávamos prestes a arrancar numa dança que é perfeita a dois. São 14 anos que passaram a correr, de meninos a crescidos e tem sido tanto o que temos aprendido e tanto o que temos partilhado...
Não deixem que vos façam acreditar que a paixão acaba e apenas fica o amor, não deixem que vos digam como e o que devem sentir. As borboletas na minha barriga continuam a saltitar, como quando era aquela menina de 24 anos e o meu coração pulava de alegria quando me cruzava com ele nos corredores do trabalho ou quando ele sorria para mim sem que ninguém se apercebesse da cumplicidade que aquele sorriso me transmitia. E tudo é tão melhor agora que nos conhecemos no silêncio, que nos compreendemos sem termos sequer que falar, que não permitimos que as diferenças nos afastem. Os anos passam, mas eu nem dou por eles, certa de que nos conhecemos há mil anos e que mil anos temos pela frente.  

30 de novembro de 2016

Filmes de fim de semana

Estes foram vistos no fim de semana passado, aproveitando as minhas maleitas e a vontade de ficar alapada no sofá, debaixo de mantas. Bem sei que ando atrasada no que aos filmes diz respeito, mas mais vale tarde do que nunca. 
Ambos são o tipo de filmes que gosto, porque me tocam, porque marcam, porque mexem comigo, porque quebram barreiras, por razões completamente distintas:

O primeiro, Room, a desconcertante e claustrofóbica história de uma jovem raptada e mantida em cativeiro (a lembrar tantas histórias dolorosamente reais), num quarto minúsculo, escuro, feio, tendo tido um filho durante esse tempo (não me adianto muito porque não quero spoilar!). As interpretações deste filme são absolutamente fabulosas e o facto de me ter deixado sem ar e desesperada em alguns momentos, é reflexo de como está, para mim, tão bem conseguido:


Já conhecia a Brie Larson e já a achava fantástica, mas o pequeno Jacob Tremblay é fenomenal e profundamente emotivo, essencial para o sucesso deste filme. 

O segundo, caso Spotlight, baseado numa investigação, toca pela dura realidade dos escândalos da igreja, tão forte e frequentemente abafados pelo seu poder e pela sua tão extensa rede que vai muito para além da mesma. Os números são absurdamente elevados no que respeita a casos de pedofilia, investigados só na cidade de Boston, fazendo prever uma extensão monstruosa do que se passa nos EUA e no mundo. É um filme de interpretações, mas também de histórias de persistência, de procura pela verdade, de um jornalismo de investigação como não se vê por cá e que eu adoraria ver: 



Bom feriado - que seja maravilhosamente bem aproveitado:-)

Então e essas black fridays e cyber mondays, que tal?

Confesso que o simples facto de saber que havia promoções e saldos me pôs a milhas de qualquer loja física ou centro comercial. Sou das que gosta de ir com calma, com as lojas arrumadinhas e não em modo feira, sem filas para pagar (já desisti várias vezes de peças que queria mesmo depois de vislumbrar uma fila a dar a volta à loja) e sem tresloucados a empurrar os cabides na nossa direção. Ou seja, gosto de compras, que gosto, mas detesto confusões. Vai daí que passei os 4 dias de black com cyber e afins longe de lojas, mas atenta aos sites e sobretudo atenta se as ditas promoções eram isso mesmo ou um engodo para quem está menos atento aos preços. Queria ainda aproveitar para tratar de alguns presentes (embora já estejam quase todos comprados) e queria muito uma camisola que andava a namorar, mas que às 7h e tal da manhã já estava esgotadíssima no meu número. Acabei por comprar apenas este vestido na mango, que é talvez a minha loja de eleição, de há anos e anos:

20% de desconto e pronto, fiz a festa com uma das peças que mais me caracteriza, os vestidos (nunca são demais). Ontem tinha uma mensagem da Sephora a indicar 20% de desconto, o que a acrescer 25% de descontos em coffrets, me permitiu comprar ainda mais dois presentes e poupar 20€. Até dia 16 mantém o desconto de 20% para quem recebeu a mensagem, por isso ainda vou aproveitar e tratar de mais uns presentes por lá. Outros serão presentes de produtos mais típicos: doces, vinhos e outras delícias, embrulhados em celofane, em modo cabaz (eu cá adoro receber cabazes!). Já faltam poucos, mas só sossego quando os vir a todos embrulhadinhos e prontos a seguir. Depois é tratar da organização das festas, pensar nos detalhes e afinar as cordas das guitarras e vocais - sim, quer do meu lado, quer do lado do maridão, Natal implica sempre muitas cantorias e muitos sorrisos. São sempre natais felizes, junto dos nossos, o que realmente importa. 
Boas compras para os que estão desse lado!

29 de novembro de 2016

E desse lado, já montaram a árvore de Natal?

Tinha decidido não fazer árvore de Natal, à semelhança do que aconteceu no ano passado, certa de que a chegada do Mel a esta família não se coadunava com um elemento gigante (aos olhos dele), carregado de bolas e fitas coloridas, anjinhos e bonecos de neve e toda essa panóplia típica e que eu adoro, mesmo a pedir um salto encarpado e um trambolhão monumental. O Mel saiu da rua com sete meses, estava mais do que habituado a árvores e a brincar com tudo o que lhe aparecia à frente (pelo menos antes de ficar tão doente), por isso no ano passado limitei-me a tratar da árvore da casa da família, que fica sempre a meu cargo e deixei a minha guardada no sítio de sempre à espera de dias mais tranquilos e menos brincalhões. 
Ora acontece que eu adoro o Natal e tudo o que o mesmo implica: as casas enfeitadas, os tons quentes, os festejos, as músicas típicas...talvez por ter tido uma infância complicada, mas em que o Natal significava união, a família junta, as minhas idas ao Alentejo para abraçar a minha querida avó e que ainda hoje tanta falta me faz. Lembrei-me então que tinha uma mini árvore de Natal a ganhar pó e por isso decidi fazê-la, em cima de um móvel, com poucos enfeites (de tão pequena não dá para muito mesmo), para manter a tradição de alguma forma - a verdade é que nunca festejo o Natal na minha casa, porque nos dividimos entre a minha família e a do P., mas ainda assim faço sempre questão de a adornar. 
Dom Mel ficou doido. Começou a ver bolas coloridas e os seus olhos até brilharam. Andou o tempo todo de volta de mim e, assim que terminei o meu trabalho, voltei-me para o apreciar  - isto foi o que encontrei:





Não foi grande trabalho, na verdade, a maioria dos meus enfeites, que adoro, não ficariam bem em algo tão pequeno e por isso não saíram das caixas)  Coloquei ainda um candeeiro daqueles baratuchos ali para tentar impedir o acesso e ele aproveitou para se "camuflar"... Vamos às apostas? Quem acha que ainda está de pé? :-) 

27 de novembro de 2016

Bem que gostava que tivessem sido dois dias cheios de glamour

Mas foram dois dias de mantas, sofá, chá de gengibre e gatos no colo. Ter um problema de saúde também é ter dias maus (felizmente muito esporádicos), em que as dores não me deixam vontade para mais do que enrolar-me no meio do mimo que os meus me dão. O lado bom é que deu para por alguns filmes que tinha em lista em dia e a comida, preparada por ele foi, como sempre, maravilhosa. 

Que a vossa semana seja feliz, cheia de sorrisos!

24 de novembro de 2016

The winter is coming

Entre 2º a 5º graus na viagem para o trabalho a sul e sabem que mais? Adoro. E agora com licença que hoje vai ser um dia longooo, mas longoooo. 



23 de novembro de 2016

Porque mais que o queira negar, por mais que me choque...

A verdade é que sermos felizes incomoda muita gente. Tenho pena que assim seja, porque a nossa felicidade só depende de nós e não dos outros. Ser feliz é concentrarmo-nos no que temos e não no que não temos, não no que os outros têm e nós gostávamos de ter. Ser feliz é sorrir com as pequenas coisas e ser grato por todas elas, por mais simples que possam parecer. Desdenhar, invejar ou falar mal de outros nunca trouxe felicidade a ninguém, pelo contrário, acredito piamente que murcha por dentro, que corrói a alma e o espírito e que só mostra a essência de quem o faz, não dos seus alvos. Ser feliz não implica não dar quedas, não ter lágrimas para chorar, mas ultrapassar esses momentos, aprender com eles e ser capaz de sorrir novamente. E eu sorrio, todos os dias. 


22 de novembro de 2016

Post para animal lovers - sinais que nos chamam a atenção




Dona Blue é a minha gata de sempre, que me acompanha há quase 15 anos e que viveu tantos momentos tão intensos da minha vida, como o irmos as duas viver sozinhas quando eu tinha 24 anos, a chegada do P. uns tempos depois e, no mesmo ano a chegada animada do Tobias, o melhor gato de sempre, as duas mudanças de casa que tivemos pelo meio, viagens para fora com os gatos atrás e tantos outros momentos. Reage quando estou feliz e parece querer abraçar-me quando estou triste. 
Até há uns meses atrás era uma gata enérgica e brincalhona, por vezes resmungona, sobretudo quando os outros gatos a chateiam, ou quando está confortavelmente adormecida no meu colo e eu me mexo um milímetro. Só é meiga comigo e não há forma de mudar isso. Todas as outras pessoas são-lhe razoavelmente indiferentes, podendo por vezes libertar um pouco do seu charme e lançar uma turrinha, mas pouco mais do que isso e é só quando ela quer. Os olhares dengosos, os miados que me respondem, a cumplicidade, é só para mim. 
Pela altura do verão a Blue começou a perder algum peso. No início não me preocupei muito, porque os gatos perdem sempre muito pêlo por esta altura (o que os faz perder volume) e porque noto que comem menos quando está calor e, sobretudo, quando vamos de férias (há ali um princípiozinho de depressão que os assola). O verão passou e nada de ganhar peso, tendo começado a perder a sua típica energia. Deixou de reagir às bolas de papel, aos brinquedos do Mel, ao próprio Mel, sempre pronto para a brincadeira e a saltar para cima dos meus velhotes, às minhas tentativas de brincar às escondidas com ela. Como já é idosa e lhe restam poucos dentes, pensei numa segunda alternativa: está a evitar a ração, que lhe custará mais a comer e está com menos energia por isso. Comecei então a dar-lhe todos os dias um pouco de comida húmida. Come bem (uma gulosa de primeira) ganhou alguma energia (sobretudo quando ouve o som da lata, a esperta), mas o peso permaneceu igual e por isso há umas semanas fomos com ela ao veterinário e aproveitámos e levámos o Mel, o nosso mini gato, que andava com as gengivas vermelhas e que se coçava muito na zona da boca (foi preciso bocejar quase em cima de mim, para perceber o quão vermelho estava). Do Mel, as notícias do costume, mas que muito me apertam o coração: que é um gato especial, que não tem quase defesas e que o provável é que estejam constantemente a aparecer-lhe pequenos problemas, nomeadamente esta gengivite que poderá voltar a qualquer momento. Estava com as gengivas bastante inflamadas e com pus e teve que levar duas injecções. Simpático como só ele, esteve o tempo todo a fazer ronron, deitado na marquesa, super bem disposto (pudera, também conhece muito bem o espaço e as pessoas que lá trabalham de tanto tempo que lá esteve e tantas visitas que tem feito), mesmo enquanto era picado e pesado.  O Mel é uma espécie de estrela da companhia lá no vet, todos o conhecem e querem vê-lo e fazer-lhe uma festa. Vem sempre uma auxiliar que o mima e que fica ali a conversar com ele, o que me faz saber, também por isto, que é o sítio certo para os meus bichos. 
A Blue está com um princípio de insuficiência renal, aquilo que a Vet diz ser o calcanhar de aquiles dos gatos. Havia outros sintomas que eu não tinha valorizado, como o facto de a ver beber muita água (quando me apercebi do exagero foi exactamente no dia em que já tinha decidido levá-la a uma consulta). Felizmente os valores não são elevados, mas implicam alteração na alimentação, medicação e acompanhamento regular. Está na terceira semana de tratamento e este fim de semana repetiu as análises e está a reagir muito bem. Já recuperou energia, já voltou a ser ela. O peso mantêm-se mais baixo do que o habitual, que sempre foi uma gata robusta e grande, mas noto-a mais ela. Já corre, já brinca, o que me deixa tão mais aliviada. 
Isto para vos dizer, a todos os que têm animais, que a mais pequena alteração no comportamento do vosso animal é quase sempre uma confirmação de que algo não está bem. Pode ser algo simples, como a gengivite do Mel que o levava a coçar-se a cada dois minutos, ou algo mais complicado e que, detectado a tempo, pode ser bem acompanhado e revertido, mas uma simples mudança de comportamento, significa que algo mudou dentro deles. O P. tende sempre a desvalorizar e achar que está tudo bem (essa é a postura dele perante tudo na vida), eu fico sempre mais atenta e opto pelo caminho mais seguro, prefiro sempre a prevenção. 
Já antes nos aconteceu com o Tobias, um gato super humanizado, que anda sempre atrás de nós e o simples facto de passar um ou dois dias inteiros dentro de uma transportadora por opção dele (ele prefere sempre o nosso colo ou o sofá), foi o primeiro sinal para um diagnóstico de pancreatite. Fiquem atentos, sem exageros, claro (como a minha querida irmã que é hipocondríaca com ela e com os gatos, um sonho de qualquer veterinário menos honesto), mas sempre que uma alteração se dá por dias e dias, é de verificar. Para eles o melhor - só assim, com esta entrega e este cuidado, nos devemos permitir ter animais. 

21 de novembro de 2016

No fim de semana, foi assim:

Fim de semana de temperaturas mais baixas e temporal, não foi desculpa para não o aproveitarmos como deve ser. Sábado rumámos a um bom restaurante com os nossos amigos mais queridos e depois, passeámos pela mágica Sintra, onde não me canso de ir. Não fomos aos travesseiros (não sou grande fã) mas sim às queijadas, que adoro. 
Comemos tanto e tão bem, que o nosso jantar foram castanhas, queijo e vinho, com os nossos gatos felizes por estarmos em casa e por poderem aninhar-se em nós. De seguida, um filme que me comoveu até à medula: A Rapariga Dinamarquesa, com um Eddie Redmayne a mostrar porque é tão espectacularmente maravilhoso e como se entrega tanto aos papéis que desempenha. Fico com aquela sensação de que quando o vir novamente, não o vou conseguir dissociar da personagem que interpretou, mas a verdade é que já o tinha sentido antes quando vi a Teoria de tudo. A Rapariga Dinamarquesa não só é um filme de interpretações maravilhosas (também a Alicia Vikander a dar cartas, uma vez mais) e baseado numa história comovente e verídica, como tem momentos em que tudo parece uma pintura bem emoldurada e com cores subtilmente perfeitas, mostrando-nos uma Dinamarca boémia e muito mais aberta nos anos 30, do que este nosso cantinho à beira mar plantado. Na história real, o Eine Wegener conseguiu mudar a sua identidade e passar a ser a Lili Elbe, conseguiu documentos com a sua nova identidade e fazer várias operações para mudar de sexo. O que o filme não mostra, é que na realidade morreu após a sua 5.ª cirurgia, numa tentativa de transplante de útero. Alma corajosa, que não conseguiu o seu final feliz. 

Por Sintra: 






Imagens maravilhosas do filme, como quadros perfeitos:






Bem sei que meio mundo já viu o filme há séculos, mas nós andávamos a adiar este há algum tempo, talvez desencantados com muitos dos filmes oscarizados e que depois não nos enchem as medidas. 

Para todos, uma semana feliz, cheia de sorrisos.

18 de novembro de 2016

Das pessoas perfeitas uma para a outra

Saber que ele tem ido, todas as noites, colocar comida e água para um gato que tem aparecido na nossa rua. Tem o cuidado de colocar junto a uma árvore e protegido pela mota dele, longe dos olhares maldosos dos humanos sem coração. Saber que, como eu, partilha este amor pelos animais e esta compaixão por aqueles que não têm um teto e alguém que os proteja. Podemos não ser perfeitos, mas certamente que o somos um para o outro. 

17 de novembro de 2016

Mudanças

Sou um pouco bipolar no que respeita ao meu cabelo. Tão depressa me apetece ter curto, como o quero comprido, como adoro as ondas rebeldes, ou suspiro pelo liso sem stress e sem vida própria. E a franja? Ah a franja que adoro nos cinco dias a seguir a cortar, para passar os meses seguintes a segurá-la com gancho ou a ter que a esticar diariamente e sem grande sucesso e a pedir por tudo que cresça mais rapidamente, para depois a cortar outra vez, esquecida que fico do trabalho que dá. Não tenho dificuldade alguma em dar-lhe um corte valente e foi isso que fiz há uns três anos atrás, antes ainda de toda a gente ter cabelo curto (um pouco acima dos ombros, vá) e em Abril deste ano, cortando pelos ombros...sendo que, por ser muito ondulado, facilmente ficou acima dos ombros em dias de mais humidade e de chuva impiedosa. A parte do volume também se vence com um  ou dois alisamentos por ano, que foi o que fiz antes de ontem. Com a chegada do inverno fica muito difícil andar com ele como quero, como gosto, algo muito mais fácil nas estações secas, com os produtos certos. Mas entra o outono e nem os melhores produtos me tiram os nervos capilares, nomeadamente quando acordo com um lado mais para o encaracolado e o outro, ondulado. Bonito, não é?  Não, não é. A única coisa que não lhe faço é pintar. Já o fiz, há uns anos atrás, com aquelas tintas que saem com as lavagens e fiz madeixas uma vez, para jurar que nunca mais o faria, de tão terrivelmente seco que ficou. Dava para esconder coisas nos nós do meu cabelo (outros tempos, outros produtos, quero acreditar). Assim, está decidido que este cabelinho só verá tintas quando os brancos forem demasiado evidentes o que, por ter o cabelo claro, é bem capaz de demorar um tempo. Com a minha idade a minha mãe, morena que só ela (sangue indiano, por isso, dá para imaginar), já pintava o cabelo para cobrir os brancos, o meu pai hoje, aos 62 anos, tem uns três cabelos brancos tão bem espalhados que nem se dá por eles (temos o cabelo da mesma cor). O meu cabelo era louro mas louro quando era mais nova, foi escurecendo com a idade, mas ainda fica bem claro quando apanha sol, algo que abundou para estes lados este ano, como se pode ver na foto. 
Ora o alisamento tem esta primeira fase inicial, antes de se poder lavar, em que uma pessoa fica demasiado "lambida", em que não pode prender o cabelo, não se pode por um gancho, usar chapéus, nada. Um stress para mim, que tenho por hábito os rabos de cavalo quando cozinho, que gosto de o prender no alto, quando estou mais descontraída e que uso e abuso dos ganchos, boinas e afins. Penso que o stress de o deixar ficar marcado é tanto que deve explicar o facto de hoje ter dormido de cabeça para baixo e acordado com a cara toda marcada - parecia o scarface. 
Mas pronto, alisamento feito, já pode vir a chuva que eu estou preparada!  



E sim, a camisola está cheia de pelos - marcas de amor dos meus bichanos - e a foto está uma desgraça, que eu tenho zero de jeito para tirar fotos a mim mesma :D

15 de novembro de 2016

Desejo de consumo

Não sou muito dada à generalidade das modas, sobretudo no que diz respeito a artigos cujo preço me parece absurdo, exactamente por estarem na moda e que depois, a ver, não são de grande uso para o meu dia a dia. Claro que facilmente invisto num bom casaco, numas boas botas, mas algo que use com frequência e que sei que se manterá ao longo de algum tempo e que não será para descartar nas tendências seguintes. Isto para dizer que das modas atuais, adoro os ténis adidas, sobretudo os Gazelle, mas acho os valores, a rondar os 100€, um bocadinho (muito) puxadote para algo que uso só aos fins de semana e nas férias - se usasse com outra frequência, talvez visse de outra forma. Tenho uns ténis a pedir reforma e queria substituí-los por uns da mesma cor (daquelas que dão bem com grande parte da minha roupa), mas noutro modelo.

Mas, adiante, falava eu nos preços: isto de ter uma cunhada que anda pelo mundo tem destas coisas - se há anos atrás era presenteada com caixas maravilhosas da Victoria Secrets, quando viveu por longos anos nos EUA, agora encontrou-me exactamente os ténis que quero, na cor que quero, a um valor para lá de maravilhoso:


Menos de metade do valor que vejo por aí. São compras assim que gosto realmente de fazer. O pior: só chegam daqui a um mês, quando ela nos vier visitar nas férias de Natal, porque enviá-los para Portugal seria um acréscimo desnecessário de 20€.

11 de novembro de 2016

Se a Helena Coelho é gorda, eu estou a caminhar para a obesidade

Segundo o Correio da Manhã, as imagens nunca chegaram a ser publicadas. A diretora da revista, Sofia Carvalho, justificou a situação afirmando que a modelo estava gorda.
"A agência que representa a Helena [L’Agence] recebeu uma carta em que era exigido o pagamento dos fotógrafos que fizeram a produção. Diziam que a culpa de as imagens não saírem era da modelo, que não estava em condições e se encontrava fora de forma, gorda", disse fonte da agência à mesma publicação.
“Quem acompanhou a produção sabe que ela está bem. Chamar gorda à Helena é ofender as mulheres reais”, acrescentou a mesma fonte.
Sofia Carvalho ainda não reagiu à polémica.
E eu, que desde os 30 aprendi a gostar de mim com cada imperfeição (e se eu as tenho senhores) mas que sei que há muitas pessoas que sofrem com a imagem social da mulher bonita/perfeita/elegante, estou ... sei lá, sem palavras... 

1 de novembro de 2016

Das modas que não são a minha cara

Não, não, não. Botas acima do joelho não combinam comigo, que adoro vestidos, saias, adoro botas ali logo abaixo do joelho, adoro botins e sapatos. Mas estas não, nem dadas. Não me consigo imaginar a usar umas e a sentir-me elegante. Já sei que tudo o que é it girl usa, todas as bloguers da moda também, pululam em páginas do instagram, mas mim não me apanham numa destas, muito pretty women/catwomen para o meu gosto. Não me basta ser moda para eu aderir e acho que só ficam razoavelmente bem a um número muitíssimo reduzido de pessoas e com calças então, dão-se-me claustrofobias só de ver. Big No para mim.

31 de outubro de 2016

Desabafo

Sei que sou uma pessoa forte - física e emocionalmente. Já passei por momentos e experiências suficientes na vida para saber isso de mim. Em momentos de crise, sou um pilar, forte e firme, nas minhas questões de saúde, nem um ai, mesmo quando a situação se tornou tão complicada, como no período de 2009 a 2013, com cirurgias ano sim e ano não e exames complicados a cada mês. Não tive uma infância feliz, embora tenha tido alguns momentos de felicidade. Perdi demasiadas pessoas que amava profundamente e que ainda hoje tanta falta me fazem, vivi mudanças intensas e complicadas com o divórcio dos meus pais. Depois, a infertilidade, o drama da infertilidade, que muda tantas pessoas e que para mim tem sido mais uma aprendizagem, com 9 anos de batalhas sem vitórias. Posso estar com o corpo num fanico, mas aguento e tento fazer a minha vida do dia a dia, não permitindo que uma questão crónica de saúde me roube a vontade de sorrir, mesmo que me roube alguns dos meus sonhos. Aguento semanas e semanas exaustivas de trabalho, com horários complicados e pouco tempo de descanso - e quanto menos descanso, menos consigo descansar, as noites tornam-se longas de mais e o cérebro por vezes tem dificuldades em apagar, mas a energia continua lá. Nas crises dos outros, tomo as rédeas nas minhas mãos se for preciso. Sinto-me um pouco mãe dos meus: sejam os meus pais, irmãos ou sobrinho. Gostava de poder evitar as quedas deles, as fases complicadas e de os aconchegar no meu abraço e poder tornar tudo simples. Sou uma mulher que não é mãe biológica, mas que tem um instinto maternal gigante e que é capaz de dizer à própria mãe, ao telefone: agasalha-te bem e põe o cinto de segurança, come legumes e fruta, entre outras frases do género. Se vou na rua com a minha irmã mais nova, já com 21 anos, tenho que me controlar para não lhe dar a mão e jamais a deixo ir do lado da estrada. Costumo dizer que me sinto a irmã mais velha do meu irmão mais velho e sei que tenho que controlar esta minha visão dele sempre como um adolescente de 15 anos, a precisar do meu apoio. Fico com o coração nas mãos sempre que o P. anda de mota e dou-lhe toda a força do mundo para que agarre nos seus sonhos e lhes dê cor e forma. É mais forte do que eu. Quero saber dos seus problemas, das suas dores, das agruras da vida, para poder ajudar, para procurar desenfreadamente soluções, quero saber das suas vitórias que celebro como se fossem minhas, mas protejo-os das minhas quedas, das minhas lágrimas, dos meus receios. E por isso, quando um dos meus cai, eu caio por dentro, mesmo que não transpareça por fora. Prefiro mil vezes ser eu a cair. O sofrimento dos outros corrói-me a alma, o meu é só um desafio da vida.  

23 de outubro de 2016

Essa coisa dos e-books

Book lover assumida, sou menina para ler mais de 25 livros por ano. Adoro ler, adoro livros, adoro perder-me em histórias, personagens, descrições, enredos, dramas e suspense. De há uns dois anos para cá, mais coisa menos coisa, comecei a ler livros no tablet. Leio talvez uns 4 e-books por ano. O preço é tentador, a compra é imediata, sem tirar o rabo do lugar, posso estar de pijama e desgrenhada e a fazer compras como se não houvesse amanhã e a agilidade com que andamos com o tablet para todo o lado é excelente. Mas há uma parte de mim que não consegue entusiasmar-se da mesma maneira. Há todo aquele ritual de ir a uma livraria, tocar as capas, espreitar algumas palavras, cheirar os livros (hábito que não perderei nunca) e de folhear e folhear e folhear. Acho fantástica a possibilidade de o podermos fazer informaticamente, mas para mim, nada substitui o papel. Posto isto, o último que comprei é um e-book, foi referido num post pela Dina do Amor Perfeito e é um suspense nórdico, tendo por isso todos os ingredientes para me agarrar - Sangue Vermelho em campo de neve, do sueco Mons Kallentoft. 
Mas como nunca leio um só, a ver se é desta que me dedico ao que me foi emprestado por uma querida colega de trabalho, também uma amante de livros e que me tem emprestado uns quantos de tempos em tempos! Como me emprestou antes do Verão, acabei por me dedicar a outros, porque jamais levaria um livro emprestado para a praia. Sal, areia, calor e água não são bons ingredientes para o estado em que podem ficar. Faço questão de ser o mais cuidadosa possível com o que me emprestam, ainda que tenha perdido o rasto a praticamente todos os que emprestei...(ainda me penitencio pelo Crime e Castigo, entre tantos outros!)
Desse lado, recomendações são sempre bem vindas! 
Para todos, uma semana feliz, cheia de sorrisos.

21 de outubro de 2016

Insta*moments

Sem grande tempo para o blogue, ficam as imagens (poucas) do último fim de semana, que foi de comemoração do nosso aniversário de casamento. Foram dois dias deliciosos, numa quinta onde somos sempre tão felizes e que nos recebe tão bem que fica sempre a vontade de voltar. 

 A noite, em Peniche, com uma lua maravilhosa a que o telemóvel não faz justiça

Jantar animado na Tasca do Joel, onde se come maravilhosamente bem. No dia seguinte fomos ao Mãe de Água no Carvalhal, igualmente bom, num edifício lindo e bem decorado


Passeios em Óbidos onde viajo sempre pelo imaginário da minha criança interior

 A magia de Óbidos
Muralhas, flores e casas perfeitas. Aqui seria feliz.

De volta à casa de família, para o típico jantar de domingo e dar de caras com esta menina a lembrar que o Halloween está quase aí!

Acabámos por não ir a Santarém, porque há sempre tanto por ver e fazer. A quinta onde ficámos tem piscina interior e SPA e a tarde de sábado foi dedicada ao relaxe puro, que ilumina o corpo e alma e nos soube pela vida. Foi por pouco tempo, mas aproveitámos muito bem. Provavelmente em Janeiro regressamos, porque é uma quinta perfeita para os dias de frio e chuva, por ter espaços interiores que valem bem a pena. Escolhemos uma suite com jacuzzi interior junto a uma grande janela e onde podemos também relaxar com o céu como pano de fundo. Os pequenos almoços são reconfortantes, com uma senhora simpática que nos faz sentir em casa e que faz umas panquecas maravilhosas, sumo de laranja natural e bolos e pão que vão variando, fruta e claro, o café com leite que não podia faltar.*

Este fim de semana será mais caseiro, algumas compras necessárias que o P. em breve vai à Alemanha em trabalho, algum trabalho a que tenho que me dedicar e as arrumações de Outono e que implicam o desapego de muita coisa que anda lá por casa e que já não me faz falta, com jantaradas pelo meio, pois claro. 

Para todos, um fim de semana cheio de sorrisos.  

* Para quem quiser espreitar a Quinta: http://www.quintadomolinu.com/index.php?lang=pt

14 de outubro de 2016

O "problema" das lojas on line

É que uma pessoa não tem tempo para ir às lojas, por isso aproveita a hora de almoço (e o facto de poupar imenso tempo, porque trago marmita e em vinte minutos estou despachadinha), espreita o site da zara enquanto come, vê este vestido que andava a namorar (mas andava com receio de dar o primeiro passo, é certo, que a minha relação com a Zara tem sido pontuada por altos e baixos) e, quase sem dar conta, antes de chegar à sobremesa, opsss, já comprou. Está a caminho! 
Se era uma peça que me fazia realmente falta? Bem, vestidos nunca são demais diria eu, assumidamente apaixonada por eles mas, mantendo-me fiel ao meu registo, para a semana proceder-se-ão as limpezas de outono lá por casa e esperam-se sacos e sacos cheios de roupa para dar a quem mais precisa. 



Zara
 (a tentar acreditar que desta vez não me vem com defeito!)

13 de outubro de 2016

Aquela altura do ano

Em que meio mundo vai carpir mágoas com o tempo para o facebook. Porque chove, porque está frio (sério?), porque já têm saudades do Verão, porque ficam deprimidos com as nuvens e a chuva e o som do vento e porque anoitece mais cedo, porque são obrigados a vestir um casaco e o que for. Aproveitem o outono senhores, até porque o nosso outono é tão ameno e tivemos um verão tão maravilhoso, que devíamos lembrar-nos da sorte tremenda que temos. E porque o outono traz-nos o cheiro único a terra molhada, as noites confortáveis debaixo dos lençóis, as tardes longas de chuva no sofá, a ver filmes num abraço que é só nosso, as castanhas maravilhosamente assadas e aquelas comidas que nos satisfazem a alma e que são impensáveis no verão. No Outono voltam as boas séries à televisão (rico Masterchef Australia, entre tantas outras), estreiam os melhores filmes e começamos a preparar-nos para a época mágica que é o natal. Sim, há esta fase chata em que alguns vivem a indecisão sobre o que vestir ou calçar, mas há tanto mais de tão bom nesta altura do ano. Aproveitem!

11 de outubro de 2016

8

Há oito anos casados, mais quase seis a partilharmos um lar e mais dois em que nos cruzávamos nos corredores daquele que foi o meu primeiro emprego a sério, sem saber que aquele moreno alto e sorridente me ia roubar o coração sem pedir licença. Antes disso, andámos na mesma faculdade e até calhava vires frequentemente à cidade onde eu já morava e onde tinhas família. O destino a querer juntar-nos há anos e anos, acredito eu, coincidências dirás tu, acentuando esta imensa diferença que nos caracteriza mas que não nos separa. Choveu neste dia há oito anos atrás e já diz a sabedoria popular que a chuva em dia de boda é uma benção. Assim tem sido e que assim seja por todos os dias em que somos felizes ao lado um do outro.


10 de outubro de 2016

Dramas

Aquela altura do ano em que, mais do que não saber o que vestir (oriento-me bem com túnicas/blusas e um casaco fininho) não sei o que calçar. Acho que é demasiado cedo para botins, já não consigo usar sandálias, não venho de ténis para o trabalho e ainda não me apetecem as meias de vidro com os sapatinhos de salto alto ou as sabrinas - à tarde dão-se-me os calores, mas de manhã e porque saio de casa às 7h15, tenho duas pedras de gelo no lugar onde deveriam estar os meus pés. Chego à cidade onde trabalho debaixo de um nevoeiro cerrado e uns simpáticos 13º, mas sei que daqui a uma hora, mais coisa menos coisa, deverá estar um sol desgraçado e as meias iam ser um terror para mim.  Os vestidos estão arrumados para já, assim como as saias, porque collants então, nem pensar. Por isso venha lá o frio de vez para facilitar estas decisões, sim?

8 de outubro de 2016

O livro que toda a gente leu

E que eu só li agora. Vai daí que, para compensar, li-o num dia. Comecei logo pela fresquinha, por volta das oito e meia e terminei por volta das cinco. Era feriado, tínhamos planeado um dia descansado por casa e só sair ao final da tarde e achei que era uma boa altura para me dedicar a ler. Em boa hora escolhi um feriado, porque depois de começar uma pessoa fica agarrada. Adoro o género thriller policial, com crimes à mistura, vários personagens complexos e um enredo intrincado para desconstruir. A personagem principal é muito crua, cheia de defeitos, de maus hábitos, numa fase auto-destrutiva da sua vida, curiosamente carregando um drama que me é muito familiar, mas que no seu caso lhe destruiu a vida aparentemente perfeita e que no meu só me tornou mais forte. Embora ainda nenhum livro do género me tenha ultrapassado os amores profundos e sofridos pelo Stieg Larson, que se finou tão estupidamente cedo e antes de alcançar a fama com a sua maravilhosa trilogia, gostei deste livro e recomendo. No meu caso descobri muito cedo o que havia para descobrir, mas claro que fiquei ali ainda mais desejosa de chegar à página que confirmava a minha inteligência suprema e o meu muito modesto brilhantismo para descobrir criminosos em livros (e em filmes também funciona muito bem).  Perdeu-se uma profiler, é o que vos digo.

O filme estreou nos entretantos, mas receio vê-lo já já, com o livro tão presente, o enredo tão visível na minha memória, já que é raro um filme ser tão bom ou ainda melhor do que o livro que lhe dá forma. Ainda para mais começa logo com uma mudança de cenários tremenda, com a história a passar-se nos EUA e não nos arredores de Londres, até receio o que mais vem dali...Já alguém viu?


7 de outubro de 2016

Dicas precisam-se!

Para compensar o facto de este fim de semana estar a fazer um curso e aproveitando que para a semana fazemos anos de casados, reservei o próximo fim de semana numa quinta, onde somos sempre tão felizes. A ideia era fazermos uma espécie de lua de mel, mas a mudança de emprego do P. mudou-nos as voltas e teremos que reduzir a um fim de semana para já e deixar os planos de uma viagem por um qualquer destino paradisíaco para o ano que vem. 
E porquê voltar a um lugar que já conhecemos? Porque temos mesmo memórias maravilhosas e porque considerando que o tempo vai ficar mais fresco, é um sítio com uma espectacular piscina interior, SPA, jacuzzi e tudo a que temos direito para namorar e relaxar. Vai daí que gostaria de dicas para quem conheça bem as zonas de Santarém, Óbidos, Peniche, por aí. Não só as cidades/vilas em si (Óbidos conheço muito bem, mas adoro lá voltar), mas também monumentos, jardins, praias, igrejas, ruas especiais, o que for! Será que há por aqui alguém destas zonas?   

6 de outubro de 2016

Dramas de uma mulher real

Soutiens de silicone. Festa com dress code, com vista para o Sado. Vestido lindo, aberto nas costas. Cabelo esticado, maquilhagem profissional, a minha pulseira favorita e especial, oferecida pelo P. numa daquelas datas só nossas. Noite fresca, super elegante e a combinação perfeita para arriscar numa coisa destas. Mas, como sou uma mulher dada a calores e a festa foi concorrida, a partir de determinada altura passei a noite entre o discretamente tentar que a coisa não descolasse e o correr para a casa de banho com o silicone quase a cair-me aos pés. Ou eu fiz mal a coisa, ou a sensação será sempre a de que poderá descolar a qualquer momento, ou basta ser-se encalorada como eu para não poder dar uso a uma coisa destas. Assim com assim,devia ter-me ficado pelo tapa mamilos, mais barato e certamente que aguentaria uma noite. Para mim, um big NO! 



3 de outubro de 2016

Insta*moments

Sexta feira fui à minha vidinha, convencida de ter publicado este post. Pois parece que não. Ficam as imagens (poucas) das últimas férias deste ano e outras que, olhem, me apetece partilhar:


 O meu gatonheiro de todas as horas, o doce Mel (e que por vezes aproveita ali o meu ombro e deita-se, o que dá imenso jeito (só que não!) - dá direito a ficar toda dorida, mas quem é que resiste?

 Pedir ao marido para comprar um gancho para uma festa elegante e ele acertar exactamente no que eu queria (a unha sofrida por anos de tortura roedora não é minha, é dele)

 Sou das que adora ver o céu e que vê sempre muito mais do que uma nuvem :-) 

 Chamaram-me a encantadora de gatos e eu...adorei. Este é o gato da minha irmã que passou uma noite no meu colo, cheio de mimo. A verdade é que ainda não conheci um gato que não gostasse de mim :-)

Detalhes de uma sexta-feira (ansiosa pelo fim de semana!) - se uso colar, nada de brincos, se uso brincos, nada de colar. Não consigo, mesmo!

Leitura nas férias - levo sempre livros a pensar nos dias de férias que tenho, mas não há vez em que não os termine e dê comigo ansiosa por comprar um novo. Estava com vontade de ler este do K. Follet já há algum tempo, mas não me encheu as medidas. Umas duas estrelinhas, só por simpatia para com o autor que já me deu algumas alegrias. 

 Nós, a provar que Setembro é um mês maravilhoso para fazer férias e um piscinão enorme praticamente só para nós

A sul. 
Boa semana, cheia de sorrisos!

28 de setembro de 2016

Mel - Antes e depois

Para quem não sabe, o Mel foi um gatinho que apanhei aos 7 meses de idade da rua, por volta de Dezembro do ano passado, pertencente a uma colónia que acompanhava e que encontrei inanimado, num estado verdadeiramente desolador. Durante dias o veterinário não me deu esperança alguma, certo de que ele não resistiria. Os seus 7 meses não pareciam mais de 3 e a sua magreza era assustadoramente dolorosa. 

O Antes:

 Aqui no veterinário, onde ficou internado dias e dias e onde voltou semanalmente durante 3 meses, tal era o seu estado de saúde. 


Quando chegou à minha casa, com um pouco mais de peso, arranjei uma cama o mais quente possível, e tinha ainda o aquecedor junto a ele, que alternava com botija de água quente. O Mel tinha umas apenas 700gr e quando se levantava para ir comer, as lágrimas escorriam-me pela cara abaixo de tanta fragilidade, os ossinhos todos à vista, a falta de pelo numa parte do corpo e, ao mesmo tempo, a doçura e o à vontade que desde logo teve comigo. 


O depois:


Com cerca de um ano. Vai ser sempre um gato pequeno em tamanho, mas imenso em boa disposição e em meiguice. 



O plano nunca foi termos 4 gatos. nem sequer 3. O plano sempre foi ter 2, mas a vida trocou-nos as voltas e colocou no nosso caminho mais gatos que nos estavam destinados. Por vezes é difícil, dá trabalho diário, temos pelo por toda a casa, que aspiramos regularmente, pedras espalhadas pelo chão, preocupações quando vamos de férias, gastos imensos em comida, em veterinário, as cadeiras e sofá com fios puxados, mas a recompensa é imensa, tão superior a qualquer questão material e não os trocava por nada. Há que nos ache malucos, quem não compreenda este amor imenso, que torça o nariz quando dizemos que são 4, que ache tonto o dinheiro que já gastei com este e com tantos outros gatinhos de rua. A verdade é que não preciso que compreendam, apenas que respeitem.