29 de junho de 2016

Quando andamos a mil, dá nisto

Sabemos que o ritmo anda demasiado acelerado e automatizado quando de manhã, ao sairmos do banho, olhamos para os pés de princesa, que gostamos de ter sempre arranjados e vemos que duas ou três unhas estão ligeiramente lascadas. Vai de pegar no verniz e dar um retoque nas mesmas, passar o secante por cima e toca a fazer todo o ritual matinal que inclui preparar a marmita, dar mimos aos gatos, vestir, perfumar e sair porta fora para chegarmos ao trabalho às 8h30 da manhã (com quase 50km pelo meio). Se há coisa que acho que estraga a melhor das figuras são pés por arranjar e unhas lascadas. Pois que só quando cheguei ao trabalho e olhei com olhos de ver (ou seja, com luz natural) é que me apercebi que tinha pintado duas unhas de cor de rosa, quando a cor de todas as outras era vermelho. Sim, eu sei, provavelmente ninguém reparou, os tons não eram gritantemente diferentes, mas o facto de eu saber o que para ali ia só me dava vontade de andar toda encolhida. E sim, também sei que agora se usa uma ou outra unha de outra cor, mas eu não sou dessas misturas. Faço questão de as ter arranjadas, mas todas da mesma cor e sem berlicoques. Estou para ver o dia em que ponho rímel só num olho ou vou com a roupa do avesso, que pessoa para isso sou eu.

25 de junho de 2016

De hoje














Sou daquelas que, embora já tenha viajado bastante por este mundo fora, reconhece que devemos em primeiro lugar conhecer o nosso país, tão rico em beleza, em monumentos com história, em gastronomia, em cores e calor. Sintra é, para mim, dos lugares mais mágicos e únicos que conheço, onde é sempre maravilhoso voltar, seja pelo seu verde exuberante, seja pela energia de conto de fadas. Hoje o passeio foi por aqui, pela Quinta da Regaleira. Proximamente quero voltar ao palácio da Pena, que visitei na adolescência e que tanto me encantou. 
No final e como sempre nos acontece, um encontro com um gato que, independentemente da movimentação encantada, não largou a sua árvore, qual gato do país das maravilhas. 

Bom domingo, cheio de sorrisos :-) O meu será certamente, já que será dedicado a trabalhar em algo que me faz profundamente feliz!

24 de junho de 2016

Brexit


A sensação desanimada que me encheu a alma e as preocupações, depois de saber desta notícia... Que não seja o princípio do fim da Europa como a conhecemos. Que não seja o princípio de um efeito dominó que nos desagregará a todos...

23 de junho de 2016

Este tempo...

Sair da casa às 7h30, numa manhã agradável, como qualquer manhã de verão. Chegar ao trabalho meia hora e 50 km depois para sul (onde tooooooda a gente sabe que está sempre mais calor), no que me parece ser um outono pouco simpático: nuvens, chuviscos, sem vestígios de sol e uns pouco simpáticos 16º. E eu....vestida para o verão, claro. Encalorada como sou, já deixei os casacos e casaquinhos, as blusas de manga comprida e as túnicas para outras núpcias. O São Pedro anda todo (esquizofrénico) trocado, só pode. 

22 de junho de 2016

O verão chegou

E eu, que até sou mais pessoa de Inverno, tenho tantos planos espectacularmente bons pela frente, que podíamos ter Verão por 10 meses! Tudo a começar com uma corajosa viagem de mota pela metade sul do país (por incrível que pareça, não foi preciso muito para o P. me convencer) e uma viagem para uma qualquer ilha paradisíaca, para festejar os 8 anos de casamento (ainda indecisos sobre qual a zona a visitar). Pelo meio, os aniversários de 90% da minha família, que nós nascemos quase todos no Verão (sobrinho, as duas manas, marido, pai, 4 cunhados, sobrinho emprestado, avó, boadrasta e eu), o que implica festa fim de semana sim, fim de semana sim, com tudo a que temos direito, a começar já na semana que vem. 
Será, certamente, um verão cheio de sorrisos.  



17 de junho de 2016

Meter na cabeça de uma vez por todas:

Ser vegetariano ou vegan não é uma moda, não é algo passageiro da Maria vai com as outras, não é sequer uma novidade, da season 2016/2017 que logo passa para dar lugar a outra moda. Não sendo eu vegetariana (ainda), caminho a largos passos para lá. Quando decidi deixar de comer carne foi em consequência de uma experiência pessoal tremendamente marcante. Não como carne, não bebo leite, praticamente não como peixe. A próxima decisão é deixar os queijos e os ovos. Mas sei que ainda tenho um longuíssimo caminho a percorrer que só não percorri ainda por preguiça minha, por saber que me vai obrigar a mudar hábitos de outros, por saber que me vai levar a ouvir muita coisa tonta. Não comer carne não nos torna fracos fisicamente e não, não precisamos efectivamente da mesma. 3 anos sem comer carne e análises perfeitas, that's me. Não evangelizo ninguém (embora fale naturalmente das mudanças que tenho sentido com a minha alimentação, sobretudo desde o momento em que deixei o leite e reduzi o glúten), não tento que ninguém siga os meus passos, porque acho que esta é uma mudança que deve partir do interior de cada um, mas chateia que estejam sempre a catalogar-me e a tentar mudar-me. Se eu não falo nas consequências de um bife no corpo dos outros, por favor não me falem nas consequências da ausência do mesmo no meu. Chateia que estejam sempre a tentar enfiar-me opções pessoais pela goela abaixo, quando eu estou quieta no meu canto, a respeitar as opções dos outros. E chateiam-me profundamente os argumentos tontos do "e das plantas não tens pena?" - paciência...
Há uns tempos um familiar dizia-me em jeito de lição de moral que um colega que tinha deixado de consumir carne tinha sido internado com uma pneumonia, como se fosse consequência e como e eu estivesse condenada ao mesmo diagnóstico. A verdade é que, à parte do meu problema de saúde crónico, não me lembro da última vez que tive uma gripe, uma mera constipação, uma virose ou coisa que o valha. No ano passado estive afónica quase um  mês, mas tal deveu-se única e exclusivamente a uma madrugada alegre e bem regada a karaoke onde me deixei levar pelo entusiasmo e ia dando cabo das cordas vocais (e provavelmente dos ouvidos dos outros, já que a minha voz está mais para cana rachada do que para canto de pássaro).   
Se serei vegetariana um dia? Não sei. Não sei mesmo, porque sei que na minha vida as minhas opções são feitas com a alma, são sentidas de uma forma profunda e decorrem de experiências e consciências que vou desenvolvendo. Sei sim que tento fazer o meu melhor por mim, pelos outros, pelo planeta, pelos animais. Sei que ainda tenho muito a fazer. À minha maneira e ao meu ritmo. 



*post agendado

15 de junho de 2016

Curta

A boa notícia de hoje é que, como está imensa gente a aproveitar as férias numa semana mais curta, não há um pingo de trânsito e, por isso, cheguei 25 mnt mais cedo ao trabalho. A má notícia é que estou acordada desde as 4h da matina (malditas insónias que, quando atacam, é sem dó nem piedade) e não sei como aguentar até ao final do dia. Temo que isto não vá lá nem a baldes de café, mas assim com assim, o primeiro já seguiu. 

13 de junho de 2016

Por mais anos que viva

Não entenderei nunca os que se dedicam a falar mal dos outros, a achincalhar, a gozar, a considerar aspetos da sua vida, sem perceberem que o que fazem, quando o fazem, diz tão mais de si do que dos seus alvos.

10 de junho de 2016

Além Tejo



 O céu que tanto me encanta, os sons da minha infância, os cheiros carregados de memórias. Aqui somos sempre tão intensamente felizes. 

8 de junho de 2016

Sobre o veto do Presidente

Não vou lamentar, vou encarar como uma hipótese para quem de direito, pegar no diploma e considerar uma série de questões de ética com as quais eu estou de acordo. Já aqui me assumi a favor das barrigas de aluguer, talvez por ter uma visão muito própria de quem vive no mundo da infertilidade e mesmo que não seja algo a que pense recorrer, pelo menos para já. Mas também tenho uma opinião sobre a possibilidade de tal se tornar um negócio, o que pode comprometer e muito a ideia de raiz, de dar a hipótese a quem não pode gerar um filho na sua barriga, de o poder fazer na barriga de outra mulher, sem interesses que não sejam o de poder ajudar o próximo. Quero poder ter o direito de escolha, quero poder responder a quem, por me ser próximo, se ofereceu para o fazer por mim, sabendo-me portadora de uma doença grave que me tem impedido de conseguir realizar um dos meus sonhos. Quer poder mudar de ideias no futuro e ter alternativas viáveis.  Se as coisas não estão claras, não assentam em critérios rigorosos de ética, então aproveite-se para limar, afinar e melhorar o que pode ser legislado, o que pode tornar-se uma verdadeira luz para muitos casais para os quais a adopção não é uma opção e que têm o direito de lutar com todas as suas forças. Que não se perca por completo esta oportunidade, é tudo o que desejo. 

7 de junho de 2016

A mil

Semana mais curta em dias úteis, mas mais longa em trabalho e responsabilidades. O regresso ao voluntariado pelo meio e ainda a procura de resolução para uma colónia de gatos de rua (gatas a ter que ser esterilizadas o quanto antes e alguns bebés que quero apanhar para lhes arranjar dono). Acordar às 7h20 e só sentar no sofá por volta das 22h30/23h. E sabem que mais? Adoro. Sou das que precisa de andar a mil, de ter objectivos traçados, a agenda cheia, o e-mail sempre a chamar. Mas também se avizinham dias de sossego e de namoro, já que o fim de semana grande vai ser transformado em mini férias, antes de regressar ao reboliço. 

Até já!


6 de junho de 2016

Vícios

Ler é uma das minhas grandes paixões. São momentos em que me perco da realidade para mergulhar em mundos imaginários e personagens únicas e, por isso, comprar livros, é um dos meus vícios. Prometo constantemente a mim mesma que só torno a comprar um novo livro depois de ler tudo o que tenho para ler em casa, mas há dias em que é impossível resistir, sendo por isso promessas constantemente quebradas. A última aquisição foi este do José Luís Peixoto, num dia em que agarrei dois ou três, indecisa, sonhadora, cheia de vontade trazer um mundo de histórias por descobrir. Agora só precisava de comprar tempo e energia para me poder dedicar sem pressas a este e a outros que esperam por mim. Tenho alturas em que consigo ler um ou dois livros por semana, mas outras há em que me é impossível manter o ritmo, muitas vezes por me sentir demasiado cansada quando finalmente me sento no sofá, local onde tão facilmente adormeço entre o calor dele e o mimo dos gatos. O verão é sempre uma altura mais propícia, já que praia para mim, só mesmo se levar um livro atrás. Espero por isso que os quatro dias de mini férias já planeadas e que estão quase quase aí sejam também de muitas leituras, além de muito passeio e muitos sorrisos. 

E desse lado, qual foi o último livro que leram? Gosto sempre de novas sugestões e sou muito variável nos humores literários, gostando tanto de policiais, como de romances, históricos ou não, ou dos grandes clássicos a escritores mais modernos :-)

4 de junho de 2016

Curta

Comentários  anónimos onde aproveitam para falar mal de outros blogguers não têm espaço no meu Canto. Podem dizer o que quiserem de mim, mas de outras pessoas não, aqui não. Façam o favor de serem felizes e de não perder tempo com isto.

Insta*ntes

Tobias a tomar conta do pequeno Mel. Adoram-se!


O meu "pão com queijo"...

 Cabelo que cresce que nem erva daninha :-)
Enquanto meio mundo suspira pelos biquinis mais lindos (e carotes) eu cá gastei tuta e meia neste que adoro. Não era nada que precisasse realmente, por isso optei por um bem baratinho.


Marisqueira César, na Ericeira. Onde vamos há anos e onde se come mesmo bem. Agora, totalmente renovada, mais moderna e confortável. Não fotografei as janelas enormes de onde se vê o mar, porque fomos jantar e não ia ficar nada de jeito. Recomenda-se, pela comida e pela vista. 

Bom fim de semana, cheio de sorrisos!

*Post agendado

3 de junho de 2016

Por mais anos que viva

Não vou nunca entender o fenómeno que leva as pessoas, seja num restaurante, numa repartição das finanças, num consultório médico ou onde for, a escolher sempre o lugar ao lado de alguém, mesmo estando a sala completamente vazia, mesmo havendo uma imensidão de lugares por onde escolher.

2 de junho de 2016

Sobre esta tendência formatada para se achar que todas temos que ser mães

O dia em que lemos na página de uma blogger conhecida, um comentário (de uma mulher) a dizer para se apressar a ter filhos porque está a chegar aos 40 e depois já não vai ter paciência e percebemos que há ainda um imenso caminho a percorrer para que a sociedade no geral e as mulheres em particular entendam de uma vez por todas que:


a) nem todas as mulheres querem ter filhos;
b) as mulheres não têm que querer ter filhos e não querer não faz delas menos mulheres;
c) há mulheres que preferem primeiro dedicar-se à carreira;
d) (adenda) cada uma sabe em que idade e momento da sua vida se sente preparada para ser mãe;
e) nem todas as mulheres podem ter filhos. 

Simples não é?

1 de junho de 2016

Aquele momento em que...

As máquinas de casa são todas acometidas por um vírus. Quem nunca? Começou por ser o forno, cuja porta deixou de fechar e tanto que nós o usamos, sobretudo ao fim de semana e nos jantares para amigos que adoramos dar. Depois foi a torradeira, sem dó nem piedade, que se apagou para sempre durante um pequeno almoço domingueiro, daqueles em que gostamos sempre de caprichar. A máquina da louça já teve dias melhores, a televisão, na loucura de uma boa série, desliga-se sozinha, a toda a hora e o pc finou-se para todo o sempre, sem sequer se despedir. É certo que já estava em estado terminal (tanto que já tínhamos tudo no disco externo), mas ainda assim estávamos com esperança de mais um tempo em família. Na última semana foi a mota que se avariou e cujo valor do arranjo nos deixou de lágrimas nos olhos (uma pessoa quando faz grandes planos tem sempre destas coisas pelo caminho, certo?). Vou agora mandar benzer o carro, o tablet, o ar condicionado  que o verão está já aí, o secador e a máquina da roupa, telemóveis e afins que isto nunca se sabe...

Let the games begin

Sou só eu que com esta coisa da carta por pontos sente que estamos todos agora numa gigante competição? Juro que fiz os meus 45 km matinais a contar ver polícias a aparecer em cada esquina para me estragarem a vida e o jogo e dos quais teria que me desviar conduzindo em ziguezague. E bónus, prémios (sei lá, umas latinhas de combustível, por exemplo) que teria que recolher para me tornar mais forte e invencível. O que é certo é que o cruise control hoje veio sempre accionado, que sou moça de pé pesado e não vale a pena começar o jogo já no fim da fila.