2 de junho de 2016

Sobre esta tendência formatada para se achar que todas temos que ser mães

O dia em que lemos na página de uma blogger conhecida, um comentário (de uma mulher) a dizer para se apressar a ter filhos porque está a chegar aos 40 e depois já não vai ter paciência e percebemos que há ainda um imenso caminho a percorrer para que a sociedade no geral e as mulheres em particular entendam de uma vez por todas que:


a) nem todas as mulheres querem ter filhos;
b) as mulheres não têm que querer ter filhos e não querer não faz delas menos mulheres;
c) há mulheres que preferem primeiro dedicar-se à carreira;
d) (adenda) cada uma sabe em que idade e momento da sua vida se sente preparada para ser mãe;
e) nem todas as mulheres podem ter filhos. 

Simples não é?

24 comentários:

  1. O pior do comentário para mim foi mesmo achar que há idades ideais para ter filhos, como se todas as pessoas fossem iguais. Eu fui mãe aos 36 e acho que tenho mais maturidade e paciencia agora para um bebé e para abdicar de muitas coisas da minha vida do que se tivesse 30, mas isso sou eu e certamente com outras pessoas será diferente.

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    1. Comentei na página dando o exemplo da minha mãe e madrasta, porque ambas foram mães aos 40 e em ambas se notou a diferença da maturidade e serenidade com que educaram as filhas. Concordo plenamente com essa questão, mas compreendo quem queira ter filhos mais cedo, é uma decisão que cabe ao próprio e não à sociedade :)

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  2. As pessoas adoram resumir tudo ao preto e ao branco.

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    1. E achar que os outros devem guiar-se pelas suas escolhas, que é algo que me transcende.

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  3. Eu acho mesmo um espectáculo o chamado padrão: casar (com alguém de sexo diferente), ter filhos (de preferência um casalinho), tudo de preferência na idade certa; qual é a idade certa, raios? Há mulheres, completas, felizes, sem filhos! Quem somos nós para achar que são egoístas, ou que já passaram do prazo?

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    1. Também me faz confusão a dita obrigatoriedade para se seguir um padrão. Ainda para mais, os tempos mudam, assim como as escolhas e as necessidades. E quem faz as coisas de forma diferente é quase sempre vista de lado...

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  4. As pessoas é que parece não quer entender..

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  5. Não entendo como com 2 empregos consegues passar a vida a comentar outros blogs de manha à noite....

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    1. De manhã à noite, a sério? Não se apoquente querida anónima, não permita que isto lhe tire o sono, não só não o faço de manhã à noite, como não prejudico nenhum dos meus trabalhos, por ler e, por vezes, comentar meia dúzia de blogues.

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    2. Depreendo que a anónima esteja desempregada, já que anda tão atenta ao que a Bárbara faz.

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    3. A querida anonima é estudante :) ja a querida Barbara...nao queira voltar a ficar sem emprego ;)

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    4. Cara anónima das 14h25, estive desempregada duas vezes na minha vida, desde que comecei a trabalhar, aos 15 anos. Das duas vezes foi por pouco tempo, muito pouco tempo, felizmente, tive sorte, tive currículo e sei que o que consegui até ao momento, foi por merecer. Para si, estudante, recomendo uma vida feliz e bons estudos. Vê-se que ainda tem muito a aprender, mas quero acreditar que ainda vai a tempo. (e não se apoquente porque este comentário foi escrito entre trabalhos e não no horário laboral, sabe, é que felizmente, tenho alguns períodos de folga)

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  6. Pois mas as pessoas não compreendem isso, vejo no meu caso estão sempre a dizer a mesma coisa olha que a idade esta a passar, o que me faz questionar se as pessoas que se dão ao trabalho de mandar os palpites também se dão ao trabalho de pensar se eu posso ou não ter filho, ou se eu até quero.

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    1. NO meu caso não posso Mary. E levo com esse assunto há anos, mesmo que a maioria das pessoas saiba que não posso. Enfim...

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  7. Isso são as mulheres a serem mulheres desde "1900 e carqueija" :D mania de opinar no que não lhes diz respeito e achar que há um padrão para tudo...

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    1. Mesmo querida Sav. Eu que nunca vivi de acordo com os padrões da sociedade, fiz tanta coisa ao contrário e, não podendo ter filhos, ainda ouço tanta coisa...

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  8. Tal e qual, cada um(a) sabe de si. Mais respeito pelas opções de vida que cada um(a) toma. Pela minha própria experiência, para tentar ter filhos, teria de me submeter a exames e tratamentos de fertilidade! Não, muito obrigada. Respeito quem tudo faz para conseguir um filho biológico, mas isso não é para mim, dava em tola em menos de nada com tanta pressão e ansiedade. Há coisas nesta vida que temos de aceitar e, para mim, esta foi uma delas. A aceitação fez de mim uma mulher feliz e de bem com a vida.

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    1. Eu fiz alguns tratamentos. E cheguei ao ponto de dizer basta, não só porque não resultaram, mas porque cada um deles é uma bomba para quem, como eu, sofre de endometriose profunda. E não sou menos mulher ou menos feliz por isso. Beijinhos!

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  9. Cada uma de nós é diferente da outra.

    Até podemos querer muito, como podemos não querer nada.

    Simplesmente, podemos sentir que não temos "jeito", "vocação" para ser mãe. E depois? Vamos fazer filhos para serem infelizes?

    Não concordo com isso.

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    1. Essa é outra questão. Tomara a sociedade que, quem não quer efectivamente ser mãe, ou quem não tem a mínima vocação para tal, que não o fosse sem se sentir preparada e com vontade.

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  10. Era tão mais fácil se não houvesse tanto juízo da vida dos outros gratuito!
    Mas é o que é, não podia concordar mais contigo. Beijinhos

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  11. Tenho 42 anos e não quero ter filhos, nunca quis. Trabalho com crianças, gosto imenso do meu trabalho e acho que o faço bem, mas não quero ser mãe. Por trabalhar com crianças, por vezes evito dizer abertamente que não quero ter filhos, pois há quem não perceba que se pode gostar de crianças mas não se deseje ter um filho. A razão que me fez escrever este comentário foi querer parabenizar-te pela capacidade de perceberes que quem não quer ter um filho não é um monstro insensível. Leio o teu blogue e sei que tens feito os possíveis para ser mãe biológica e, sobretudo por isso, acho que a tua lucidez e capacidade de compreender quem pensa de forma mostra que és uma pessoa muito bem formada e muito especial. Espero, francamente, que consigas realizar os teus sonhos, inclusive o de ser mãe. Um beijinho, Sofia

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    1. Desculpa só hoje responder Sofia. Obrigada pelas tuas palavras e por estares desse lado. Infelizmente é como dizes, nem todos o compreendem, ainda há um longo caminho a percorrer para desformatar as pessoas. Um beijinho grande para ti

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