28 de setembro de 2016

Mel - Antes e depois

Para quem não sabe, o Mel foi um gatinho que apanhei aos 7 meses de idade da rua, por volta de Dezembro do ano passado, pertencente a uma colónia que acompanhava e que encontrei inanimado, num estado verdadeiramente desolador. Durante dias o veterinário não me deu esperança alguma, certo de que ele não resistiria. Os seus 7 meses não pareciam mais de 3 e a sua magreza era assustadoramente dolorosa. 

O Antes:

 Aqui no veterinário, onde ficou internado dias e dias e onde voltou semanalmente durante 3 meses, tal era o seu estado de saúde. 


Quando chegou à minha casa, com um pouco mais de peso, arranjei uma cama o mais quente possível, e tinha ainda o aquecedor junto a ele, que alternava com botija de água quente. O Mel tinha umas apenas 700gr e quando se levantava para ir comer, as lágrimas escorriam-me pela cara abaixo de tanta fragilidade, os ossinhos todos à vista, a falta de pelo numa parte do corpo e, ao mesmo tempo, a doçura e o à vontade que desde logo teve comigo. 


O depois:


Com cerca de um ano. Vai ser sempre um gato pequeno em tamanho, mas imenso em boa disposição e em meiguice. 



O plano nunca foi termos 4 gatos. nem sequer 3. O plano sempre foi ter 2, mas a vida trocou-nos as voltas e colocou no nosso caminho mais gatos que nos estavam destinados. Por vezes é difícil, dá trabalho diário, temos pelo por toda a casa, que aspiramos regularmente, pedras espalhadas pelo chão, preocupações quando vamos de férias, gastos imensos em comida, em veterinário, as cadeiras e sofá com fios puxados, mas a recompensa é imensa, tão superior a qualquer questão material e não os trocava por nada. Há que nos ache malucos, quem não compreenda este amor imenso, que torça o nariz quando dizemos que são 4, que ache tonto o dinheiro que já gastei com este e com tantos outros gatinhos de rua. A verdade é que não preciso que compreendam, apenas que respeitem. 

27 de setembro de 2016

Os dramas dos tamanhos

Esta coisa dos tamanhos em lojas de roupa tem muito que se lhe diga e se num dia fico toda feliz, porque experimento vestidos de tamanho S e depois tenho que pedir que me tragam um XS (a loucura senhores), no dia seguinte acontece exactamente o contrário, exactamente na mesma loja. E ninguém gosta de ter que pedir o tamanho acima. Já pedir o tamanho abaixo é coisa para nos deixar felizes da vida. Na mango é certinho que, dependendo do vestido, varia o tamanho e eu nem sou muito optimista comigo mesma que ainda me recordo do dia em que ia sufocando num provador, com um vestido meio enfiado, que não subia  nem mexia, entalado ali nas mamas que até nem são muito grandes e a única coisa que me impediu de pedir socorro foi o facto de ter o rabo de fora,as mamas espalmadas e os bracinhos presos no ar e achei preferível morrer naquelas figuras, do que sair assim. Ainda hoje não sei como me salvei, mas o que é certo é que trouxe o tamanho seguinte e agora está a nadar-me em tudo quanto é sitio. Depois há lojas daquelas em que não sou compradora habitual, mas onde entro de vez em quando (as manas gostam), onde a música de discoteca quase me tira do sério e depois só os L me servem e às vezes é em dificuldades. Na Zara tenho sempre azar com as compras. Sempre. Ou então é a Zara que não tem a qualidade que deveria ter (dentro do seu segmento, vá). É que não há produto que não compre que não chegue a casa e lhe encontre um defeito: ou porque está descosida, ou porque tem um buraco, ou porque o fecho se estraga, por isso acaba por ser raro ir lá. 
Posto isto, diria que nós não temos um tamanho verdadeiramente definido, as lojas é que variam e, dentro das várias peças, a variação é ainda maior. Só isso explica que consiga comprar produtos do XS ao M na mesma semana. Assim como assim, não fazer compras na Bershka (as sério, o S de lá é para crianças, certo?) e ir à Mango escolher vestidos fluídos ou ajustáveis na cintura. 

26 de setembro de 2016

Compras de Outono






Vestidos (diga-se modestamente que o segundo fica muito mais giro vestido em mim do que na foto, porque é ajustável na cintura e faz logo o corte mais elegante), blusas, botins...são peças que adoro sempre. Comprei ainda umas calças pretas, duas camisolas e mais duas blusas. Nesta altura do ano já não compro nada de verão, ainda que o calor se faça sentir e bem por aqui. Agora é esperar pelos dias mais frescos e dar uma grande volta no armário, escolher o que gosto e uso, o que gosto e não uso e o que já não gosto mesmo. Por cada peça que compro, faço sempre questão de escolher pelo menos uma para dar do meu guarda-roupa porque a verdade - que deve ser comum a muitas de nós - é que tenho muito mais do que o que uso. A regra é sempre a mesma: tudo o que não usei ou usei apenas uma vez na estação correspondente segue para fazer outra pessoa muito feliz. Nada de acumular. 

Constatações de uma segunda feira de manhã

Passar o fim de semana de ténis ou mesmo descalça, que adoro, e chegar à segunda feira e enfiar uns saltos altos, por mais bonitos que sejam (e são mesmo) está a parecer-me tortura, das más! Longe vai o tempo em que andava de saltos altos como quem anda de pantufas...

22 de setembro de 2016

O verdadeiro desafio deste casamento


Eu sou o 1 - a pessoa que acorda de manhã com energia (depois daquele meio minuto inicial em que acredito que só um erro qualquer na configuração do despertador justifica que esteja a tocar tão cedo). Acordo sempre com tempo suficiente para fazer tudo sem correr e, bem disposta,  circulo pela casa e faço festas as gatos (e esmifralho-os com mimos e converso com eles) enquanto decorre toda a rotina matinal: tomar banho, colocar cremes, maquilhagem simples, escolher tranquilamente a roupa, fazer o pequeno almoço (que tomo praticamente sempre em casa) e preparar a marmita, confirmar se os gatos têm comida e água, para sair de casa preparada para o dia, o trânsito, os km, o calor e o frio e o diabo a sete, devidamente arrumada e perfumada e certa de que desliguei o ferro e não deixei nenhuma janela perigosamente aberta. E chego sempre antes do tempo ao trabalho que pontualidade para mim é lei. 

Ele é o 2 - o calado, mais do que rezingão. Acorda o mais em cima da hora possível (mas nunca se atrasa), enfia-se no banho e sai de casa sem lhe ver os dentes ou o sorriso, tão característico nele em todos os outros momentos. Não fala muito, só o estritamente necessário, não come, anda ali meio zombie, com movimentos automáticos e certeiros e nem a insistência do Tobias ou os mergulhos de mimo que o Mel ronroneiro dá à frente dos seus pés para exigir afagos no pelo, o arrancam daquela semi-letargia. 

Até aqui tudo bem, porque normalmente acordamos a horas diferentes. Mas a partir de segunda começamos a ir juntos para o trabalho, por coisas e mudanças cá nossas. Agora é encontrar o ponto de equilíbrio entre estas nossas diferenças...

Na verdade vem aí uma mudança exigente mas boa, muito boa e muito bem vinda nas nossas vidas (e que certamente ajudará a outras mudanças que estão nos nossos planos) e que implica mais tempo juntos, seja de manhã ou ao final do dia.  O resto são detalhes ;-)

21 de setembro de 2016

Lado feminino #1 - Perfumes

Nestes entretantos da vida, fiz anos. 38 anos. Vários familiares me deram dinheiro, entregando-me a nada árdua tarefa de ser eu a escolher o que pretendo ou preciso. Uma parte foi logo destinada para um curso que quero muito fazer, outra para alguma roupa que preciso e, uma das coisas que me permiti comprar foi um perfume. E digo permiti porque acho que foi a primeira vez na vida que comprei um perfume para mim. Até aqui, entre o P. (que nunca deixa acabar por completo meu e seu favorito), o meu pai, boadrasta, cunhada, sogra e etc, fui sempre recebendo o suficiente para não ter que comprar. Ora como os que tenho estão prestes a acabar e o meu favorito já só usava em ocasiões especiais, lá me decidi ir a uma perfumaria. Tinha pensado experimentar uns novos, conhecer outros cheiros, alargar horizontes. Os meus favoritos de sempre são o DKNY, o One de Dolce e Gabana e o 212 VIP de Carolina Herrera, por esta ordem. De todos os outros que usei e uso, nenhum me marcou ou me diz tanto como estes. E a escolha de um perfume é tremendamente importante para mim, que sou não só uma esquisitinha com cheiros, como tenho um nariz poderosíssimo e uma forte capacidade de associar cheiros a momentos, a pessoas, a memórias. Primeiro entrei em três perfumarias daquelas que toda a gente conhece para comparar preços e garantir que não ia comprar o mais caro. Depois, em todas elas, fui experimentando o que não conhecia e me chamava a atenção. Ora ao fim de experimentar uns dez/quinze perfumes, não há nariz que valha alguma coisa. Numa das perfumarias fui ajudada por uma colaboradora que pacientemente me mostrava as novidades e me aconselhava perfumes que considerava bons. Mandei umas 20 tiras de papel para dentro da mala, os que me pareceram melhores experimentei na minha pele, que uma coisa é um bocado de papel e outra é um bocado de nós. Acho que nunca demorei tanto a escolher, a experimentar, a comprar. Cheirava e voltava a cheirar e quando descobria um de que gostava, já não me recordava exactamente qual era e a verdade é que não era aquele gostar "tem tudo a ver comigo". Era como alguns perfumes que passaram pela minha vida sem deixar grandes marcas. Tudo isto para, no final, comprar o meu favorito de sempre, o meu n.º 1 - antes disso avisei a colaboradora para não perder tempo comigo, porque o mais provável seria isso acontecer e não queria frustrá-la. Vim de lá toda feliz e ainda com um desconto de 20%. E a verdade é que é o meu perfume. Há anos, mais de 15, que o uso e é um cheiro que marca momentos tão felizes da minha vida.


                                             

19 de setembro de 2016

Aqueles momentos

Sabem aqueles momentos na vida em que tudo à volta parece uma batalha imensa? Depois do drama com os gatinhos de rua (pequeno amarelinho salvou-se e já está em FAT, até recuperar a 100% e com uma família linda destinada), o falecimento do avô da minha irmã, o desgosto nos olhos e no coração do meu padrasto e da minha pequenina e, quando tudo parecia querer acalmar, a minha avó, a minha única avó a ser internada de urgência, a perder a sua lucidez característica, o seu coração a querer falhar, a confusão nos seus olhos e o frio nas suas mãos...São 85 anos num corpo já gasto pelas dores, pelas operações e pelas perdas de uma vida. Somos poucos na nossa família, mas somos fortes e nestes momentos, unimo-nos sempre de uma forma inabalável e muito nossa. Agora é ter fé, ter esperança, acreditar que tudo correrá pelo melhor. 

11 de setembro de 2016

Do amor pelos animais

Ontem foi dia de arranjar um lar para uma princesa gata, que agora tem uma família 5*. A pequena Jasmim, agora Yoko tem um lar como merece. Obrigada T.!
Dos gatos de rua que acompanho, sobrou este bebé que de um momento para o outro começou a perder peso (não o via há uma semana e entrei em choque quando o vi assim) e ontem teve que ser internado no hospital veterinário. Tinha lá estado com ele de manhã, para ser visto, medicado, desparasitado e de onde seguiu para FAT. Depois de o deixar no quentinho, numa casa segura e nas mãos maravilhosas de uma amiga que tanto tem feito também por estes pequenos, ela e o namorado deram com ele caído, inanimado. Uma história tão parecida com a do meu Malaquias (que contei algures por aqui), que, sem cabeça para mais, ficou registado como mini Malaquias (até porque no vet todos conhecem e se lembram bem do Malaquias). E é tb um bebé milagre como o meu doce amarelinho. Hoje fui visitá-lo na sua gaiola temporária, no melhor veterinário de sempre, fui dar-lhe mimo e receber ronrons que me souberam pela vida. Comeu, recuperou alguma força. Está ainda em risco de vida, mas a esperança é bem maior. Já reage, já come, já faz ronron. Tão gordinho e bonito que ele era e agora está assim...um pequeno gremlin, mas cheio de vontade de melhorar.
Por vezes perco a coragem, sinto que se me esgotam as forças, que quero desistir deste meu lado que não me deixa dormir descansada e que me leva as energias e o dinheiro, que me tira noites de sono e que me faz sofrer tanto, porque não os posso salvar a todos. Mas também sei que nasci para isto, faz parte de mim. E por cada um que se salva, vale tão a pena. O mini Malaquias não vai voltar à rua, não pode voltar à rua. Seguirá para uma família que o fará tão feliz quanto merece e que receberá muito amor em troca. Porque eles sabem, eles sentem e são do mais verdadeiro que há.




9 de setembro de 2016

Curta

Todos os dias percorro parte de uma das principais auto-estradas do país. E quase todos os dias me apercebo que muitos homens não gostam de ser ultrapassados por uma mulher. É vê-los a mudar logo de faixa, a tentar colar-se, nervosos, envergonhados, sentindo-se inferiores, eu sei lá. Não entendo. Tenho um bom carro, tenho pé pesado e adoro conduzir (e conduzo muito bem, sem falsas modéstias, não sou só eu que o digo), não me excedo (muito, vá...) e, acima de tudo, não estou em competição, caros homens destas estradas. 
Agora digam-me, desse lado também confere? 

2 de setembro de 2016

E novamente a mil

A minha última folga foi sábado, dia 27 de agosto e a próxima só lá para dia 10 de setembro (este fim de semana será para frequentar um curso dentro das terapias holísticas, uma das áreas na qual também trabalho). A empregada pediu férias (todo o direito!), as máquinas lá de casa estão outra vez com virose e vai de fazerem barulhos estranhos ou emanarem odor a queimado, assim à vez. O que vale é que dia 12 entramos em modo mini férias, com o meu aniversário e duas viagens pelo meio (e venham os 38, que eu adoro fazer anos, sobretudo depois de ontem me terem dado 30 :D). Com a cabeça centrada nesses dias para nós, venham de lá estes dias a mil! Palavras por aqui, talvez lá mais para a frente. 

Para todos, um fim de semana feliz, cheio de sorrrisos!