5 de dezembro de 2016

Não contribuí para o Banco alimentar contra a fome

Talvez pela primeira vez em anos, desde que me lembro. Mas porque contribuí para outras causas, duas delas mais locais e por isso menos conhecidas. São duas instituições sociais da cidade onde trabalho, cuja recolha, ainda a decorrer, incide em produtos essenciais e que nós, no nosso dia a dia até nos esquecemos do que seria a nossa vida sem os mesmos. Não falo só de comida, mas de produtos de higiene, indispensáveis para o nosso bem estar. Enchi um saco com embalagens de pensos higiénicos e produtos de limpeza. E ainda papas lácteas, kg de arroz e paletes de leite. Quero ainda comprar materiais para a escola: cadernos, canetas, lápis...coisas tão simples e tão acessíveis para mim, quanto inacessíveis a quem mais precisa e para quem todo o incentivo é importante para dar continuidade à sua formação. 
Brevemente vai haver uma recolha de livros em segunda mão para venda, cujos valores revertem para uma associação animal e eu juntei já mais de vinte livros para doar, entre livros que me ofereceram e que não têm anda a ver comigo, livros que li e que não me marcaram e livros que não sei sequer como foram parar lá a casa, é sempre uma forma de ajudar. Enchemos ainda três sacos de roupa boa do P. que ele não usa e doámos à Igreja.
Na semana passada seguiu a nossa prenda para os Anjinhos de Natal, cuidadosamente comprada, embrulhada e enviada com a esperança de dar alguma alegria ao Anjinho que me calhou, o S. e fiz ainda um pequeno donativo para a fundação do Gil. Sou grata por tudo o que tenho, sou grata por poder ajudar. 
As causas são mais do que muitas e as necessidades maiores do que possamos imaginar. Escolham causas que vos tocam no coração, sejam elas de ação junto de pessoas ou de animais. Escolham causas mais conhecidas ou causas locais, instituições pequenas em dimensão e fama, mas grandes em papel que desempenham, que são as que muitas vezes mais precisam. Seja em dinheiro, em roupa que não precisam, livros, bens alimentares, o pouco que vos possa parecer, é sempre maior aos olhos de quem recebe. Escolham alegrar o Natal de quem mais precisa e vão ver como alegram o vosso coração também.

6 comentários:

  1. A verdade é que, atendendo ao número tão grande de causas, é impossível contribuir para todas. Há mesmo que escolher. Mas independentemente do que se escolha, qualquer coisa que se faça no sentido de ajudar é melhor do que não fazer coisas nenhuma :)

    [Oh, o post abaixo não permite comentários? Tão bonito! :') Vocês são inspiradores! Muitos parabéns, por todos esses anos e pela forma tão bonita como os pões em palavras!:)]

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    1. Nem mais, há tanto por onde escolher, tanto a fazer.
      Quanto ao post em baixo, não permiti comentários porque há sempre umas "vozes anónimas" a comentar de forma azeda e olha, ali não me apeteceu que o fizessem. Beijo grande para ti!

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  2. O que importa é ajudar, seja de que forma for... eu, pela primeira vez em muitos anos, também não contribui. Calhei de não ir ao supermercado!

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    1. Por acaso tb não calhou ir, mas ocmo contribuí para outras causas...o que importa é ajudar!

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  3. Obrigada pela partilha. Contribuí para o Banco Alimentar contra a fome mas a experiência mais marcante foi a de ajudar uma família de refugiados Sírios, com a preciosa ajuda do meu filhote de 4 anos. Por muito.difícil que a vida seja há sempre quem esteja numa situação mais complicada

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    1. Tão bonita essa ajuda. Os refugiados precisam tanto disso. Obrigada eu pela tua partilha.

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