16 de dezembro de 2016

Os gatos, esses seres independentes e traiçoeiros

Maridão esteve fora esta semana toda. O novo emprego levou-o até à Alemanha, país onde já viveu e onde já fomos os dois muito felizes. Chega hoje, perto das 22h e eu estou já a magicar uns petiscos do outro mundo para uma ceia a dois (mais quatro, claro) para matarmos saudades e me contar como correu tudo, com o detalhe que as chamadas diárias não exigem. 
Foi uma semana de muito gato no colo, o que a considerar que sou apenas uma, foi exigente, porque eles gostam todosssss de colo. Tiraram senhas e a coisa correu bem - isto é como quem diz, que vieram dois de cada vez, sempre que um se levantava para fazer algo, outro vinha a correr para ocupar o lugar quentinho. Nunca dormimos com os gatos, o nosso quarto é só nosso, mas como estava sozinha e a empregada só ia hoje, lá os deixei dormir comigo (a verdade é que já não estou habituada a dormir sozinha). Foi bonito de se ver - para eles, que eu não dormi nada de jeito. Ora era o Tobias e os seus seis Kg, que a meio da noite queria festas e se deitava em cima de mim a miar ao meu ouvido e a por a pata na minha cara (seria fofo se não parecesse tortura), ou o Mel, jovem que é, que queria brincadeira com os meus pés, atacando-me sempre que me mexia, em momentos alternados com outros em que acordava com a sua cara linda encostada à minha e um ronron feliz como se não houvesse amanhã, ou a Blue que queria expulsar a malta toda, para ficar comigo só para ela (sou a humana dela, nada a fazer), enroscando-se bem encostada a mim, como sempre adorou fazer. Dona Gata não se fez ouvir e tenho para mim que ficou parte da noite no sofá, para não stressar, que ela é dada a nervos fáceis e a discussões tontas e barulhentas, com direito a perseguições com a Blue (coisas de gatas, há mais de dez anos juntas e continuam a não se poder ver à frente). São companheiros maravilhosos. Não me deixam nunca sentir sozinha, nem mesmo quando quero estar sozinha, como nas idas ao wc, em que, ou deixo a porta aberta para passearem e "conversarem" comigo, ou fecho a porta (quando há mais gente em casa) e ficam do lado de lá a chamar-me. Há sempre um mirone enquanto tomo banho e, enquanto me visto, os rapazes aproveitam para se esticar no chão, a pedir festas, que agradecem com marradinhas que me dão pela casa enquanto corro para tratar de tudo antes de sair, deixando-me cheia de pelos que vou tirando pelo caminho para o trabalho. Eles são mais melosos e sociáveis, dão-se bem como toda a gente, elas são mais autoritárias com os restantes gatos, mais selectivas e querem sempre atenção exclusiva. Já eu, sou uma sortuda por ter estes 4 gatos maravilhosos. 

7 comentários:

  1. Oh que sorte! O meu é muito medroso e solitário :(

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  2. Os felinos são a melhor companhia do mundo... e a minha Evita é uma lapa!!

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  3. :) ♥ eu tentei que a C. não dormisse ao pé de mim mas ou dormíamos as duas ou não dormia nenhuma porque ela não parava de bater à porta e nunca desistia até eu ceder, então desisti para bem do meu sono :P agora dorme a noite quase toda no sofá até às seis e pouco que mia (como se não soubesse onde estou) e depois vai ter à cama. Amassa durante uns cinco minutos, deita o que estiver na mesa de cabeceira ao chão e depois dorme aos pés da cama ou em cima de mim :D eles são fantásticos. Também é a minha guarda-costas no wc porque nunca se sabe o que pode acontecer.

    A.

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  4. Sei o que isso é. Obrigada pelo que fazes pelos gatinhos. Só podes ser muito boa pessoa. Bom Natal e que a vida te sorria sempre.

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  5. Eu que nunca tinha tido animais de estimação, estou completamente rendida ao meu Pantufas e à minha Nala. E os meus também são tão carinhosos!

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  6. Que saudaaades de ter gatos! :) :)

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Aceitam-se elogios, críticas, gargalhadas, lágrimas, sorrisos e afins