11 de janeiro de 2017

Os anos passam

Os anos passam mas as memórias ficam. Nem todas, que há coisas que não vale a pena guardar, nem que seja no canto mais recôndito do nosso sentir. Mas isto porque há dias confrontava-me com fotos de colegas dos tempos de escola, já vai para 20 anos que não vejo algumas daquelas caras, outras um pouco menos, porque nos cruzámos aqui e ali, mas ainda assim, as memórias do que me lembrava eram outras. Não sei se é a vossa experiência também, mas o facebook trouxe-me de volta muitas pessoas desse tempo que agora vou acompanhando: conheço-lhes as casas, os empregos, os filhos, as caras metade, os gostos, os vinhos que bebem, as zangas que têm, o fervor clubístico, as mágoas com a vida e com todos os que não os entendem e não aceitam a sua frontalidade e afins, enfim, o habitual do facebook (e quem sou eu para falar que também por lá ando?). O que sinto é que as mulheres, na sua grande maioria, estão todas com muito  mais estilo, muitas delas bem mais bonitas. Foram-se os cabelos frizzados e de cortes pouco abonatórios, as roupas de gosto duvidoso (os 90 também não foram bonzinhos a esse nível), os óculos fundo de garrafa, alinharam-se os dentes, há muito mais elegância e em alguns casos menos peso. Nos homens vejo o contrário. Menos cabelo, em alguns caso ausência total de cabelo, barrigas proeminentes, peso a mais e até alguma dificuldade em descobrir as caras de outrora. Não é em todos, que também os há dos que ficaram com mais estilo, mais bem vestidos, um ou outro que perdeu bastante peso, mas na sua maioria não. Olho para o que tenho lá em casa, juntos que estamos vai para 14 anos e vejo-lhe a elegância tranquila de quando o conheci, vejo o cuidado na forma de vestir, não há barriga que se veja e apenas os cabelos brancos se têm feito notar, mas nisto do cabelo há coisas impossíveis de controlar. Mas calhou-me um dos que tem algum cuidado consigo, coisa que o facto de ter sido jogador de futebol ajuda, porque lhe ficou um bicho pelo desporto e pelo exercício físico que o vai perseguir para o resto da vida, coisa rara, do que vejo. E eu pergunto-me o porquê de as mulheres enfrentarem o tempo tão melhor do que os homens. O que se passa com os homens que deixam de querer saber de si? 

10 de janeiro de 2017

Sim, também tenho algo a dizer sobre os Golden Globes

Há como não adorar esta mulher? Não só pela actriz maravilhosa que realmente é, mas pela sensibilidade e honestidade emocional com que brinda o seu discurso. 


De resto, quero lá saber dos vestidos (deixo isso para as verdadeiramente entendidas) estou desejosa é de botar olhos em alguns dos filmes que prometem muito como o Manchester By the sea, o La la Land, o Lion e o Monnlight. Isto promete!

4 de janeiro de 2017

Ainda vou a tempo de vos desejar um feliz ano?

Foi um final de ano complicado. Ainda consegui aproveitar o Natal, mas a tosse que se me tinha instalado em inícios de Dezembro não deu tréguas e depois de andar de casa em casa, de terra em terra, a apanhar o frio da noite, a malvada transformou-se numa infecção brônquica aguda que me levou à cama por quase 15 dias. Ser asmática não ajuda e por isso, tive que dizer olá à bomba depois de não nos falarmos há alguns anos. Foram ainda dias e dias sem olfacto, sem paladar e, por isso, sem me perder por qualquer iguaria natalícia, pelo que, vendo pelo lado positivo, devo ser das únicas alminhas que não se queixa dos quilos ganhos após as festas, até porque na verdade perdi dois.Tinha ainda planos maravilhosos para a passagem de ano, com direito a um vestido especial, hotel marcado e tudo e tudo e troquei isso tudo pela minha casa, roupa confortável e sumo de laranja a fazer as vezes de champanhe. A indisposição, a febre e a tosse dantesca foram de tal forma que num destes dias quase corri para casa dos vizinhos para pedir ajuda, tal foi a aflição e a falta de ar. Julguei que me finava ali, de forma tão pouco romântica e de pijama velho. 
Neste momento estou com os costados todos doridos, quando tusso quase faleço e o pescoço não está melhor porque, para ajudar à festa, fiz uma contractura muscular com o esforço da tosse, pelo que, apesar de ter regressado hoje ao trabalho. não estou no meu melhor. Ainda tenho voz de fanhosa, ainda há resquícios de tosse, apesar do antibiótico, da bomba, dos analgésicos e mais mil um medicamentos que me foram prescritos. 
Valeu-me estar rodeada de amor, que é o que se quer e a única coisa que realmente preciso. Fosse eu supersticiosa e teria medo deste 2017 que me conheceu de pantufas, franja despenteada e nariz ranhoso. Mas como não sou, tenho a certeza que será um ano maravilhoso. 

Feliz 2017! Que seja um ano de muitos sorrisos.