22 de fevereiro de 2017

Por vezes há males que vêm memso por bem

Na terça-feira estava em Setúbal, como em muitos dias da minha vida, a trabalhar numa empresa cliente. Tinha chegado às 7h45, hora a que ainda não havia praticamente ninguém no edifício e fui para a sala onde trabalho, tranquila da vida, para dar início ao meu dia. Sabia do incêndio que tinha havido na SAPEC, a poucos km da zona, mas a nuvem que já se via parecia estar afastada da minha zona. Por volta das 8h30 é habitual começar a escutar os sons naturais de uma empresa a acordar, as pessoas a chegarem, a passarem pela minha porta e, nesse dia, nada de nada. Foi quando fui avisada de que estávamos a ser evacuados e tínhamos que sair. Num segundo arrumei as coisas e pedi ao P. que está aqui perto, para me vir deixar o carro para eu poder ir para casa. Estive na rua uns minutinhos apenas e foi o suficiente para ficar com um ataque de asma. Ora há mais de dez anos que eu, limpinha que estava, não tinha sequer bomba comigo. Mas em dezembro fiquei com uma infecção respiratória do pior o que me obrigou a ter novamente a dita. E em boa hora. Na terça feira parei o carro a caminho de casa, cheia de dores no peito, cheia de tosse, cheia de pieira. Se não tivesse ficado doente, poderia ter sido uma das pessoas a ir parar ao hospital. E porque acredito que há males que vêm por bem, só posso agradecer a malvada da infecção que me pôs de costados na cama por uns bons dez dias. Por isso acredito que às vezes coisas menos boas acontecem, para dar lugar a outras, mas precisamos sempre de alguma distância para o poder compreender. Bomba comigo? Check! Melhores amigas, como dantes. 

3 comentários:

  1. Os nervos tomam conta da pessoa
    Kis:=}

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  2. Imagino a aflição... asmática como sou, até tinha um xelique!

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  3. É esse o espírito, ver sempre o lado positivo de tudo (; e imagino o susto, mas estavas prevenida, felizmente!

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