6 de abril de 2017

Um piropo por dia, nem sabe o bem que lhe fazia

Mas vindo de quem se ama, de quem se quer, de quem sabe o que e quando dizer. Onde vais tu tão bonita princesa? Pergunta-me ele pela manhã, quando me vê já preparada para sairmos juntos para o trabalho, mesmo no meio do caos da mala, marmita, saco do yoga (que ele leva por mim sem ter que pedir), pasta e o termo do chá. O sorriso instala-se-me logo nos lábios. Porque vão 14 anos de palavras bonitas, de elogios que não se perdem nem se gastam com o tempo, contrariamente a todas as teorias fatalistas e pessimistas. O chá entornou-se no carro, molhou-me alguns documentos, apanhámos um acidente, as dores nas costas não me largam há dias, mas eu sinto-me uma princesa. A sua princesa. E não, o casamento não muda as pessoas, não as acomoda em palavras murchas e sem emoção, não as faz engordar e perder o brilho nas palavras e no olhar. Quem muda são as pessoas, se o permitirem, se se permitirem...

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