22 de maio de 2018

Beachwear

Sim, eu sei que hoje o dia está uma caquinha treta, pelo menos aqui para os lados de Lisboa, mas a minha tentativa de deixar este blog aguentar mais uns tempos chama por mim e pelo meu lado consumista (bem mais educado, é certo, mas ainda assim, vaidoso). Estávamos talvez em fevereiro ou março quando eu recebi um daqueles e-mails da H&M com uma promoção numa compra. Ah e tal, pensam vocês desse lado, H&M uma loja corriqueira e tal - não quero saber. Se gosto, compro e a verdade é que não gostei de mais nenhum como deste e acreditem que vi todas as lojas e mais algumas. Ora embora estivesse a chover a potes e a miragem do verão me parecesse muito distante, apaixonei-me imediatamente por este fato de banho e, mesmo com algum sentimento de culpa por estar a gastar já dinheiro em algo para usar muitos meses depois, resolvi aproveitar o descontinho e mandar vir. Em boa hora o fiz, porque esgotou em menos de nada e, mesmo correndo o risco de me cruzar com outros iguais por aí, fiquei mesmo feliz por ser meu. Havia também em preto, mas esse também voou em dez segundos, mais coisa menos coisa. Já há vários anos, desde a minha segunda cirurgia em 2011, que me tornei adepta de fatos de banho. Na altura foi necessário para não apanhar sol nas cicatrizes  que me deixaram a zona da barriga em modo queijo suíço e ganhei-lhe o gosto. Acho-os elegantes, confortáveis e amigos das minhas mamocas que assim nunca ficam expostas nos mergulhos mais atrevidos ou nas ondas mais enérgicas. Só mais recentemente se tornaram uma tendência, com a vantagem de agora haver muito mais oferta e artigos muito mais giros (ainda guardo ali o de 2011, que tem um modelo bem intemporal e que ainda me serve!).

Posteriormente resolvi experimentar este da Zara e adorei também. Cai super bem, tem um tecido bem confortável e acho-o super elegante. Há ainda em preto e em vermelho (este não havia quando comprei, senão teria sido a minha opção).


Felizmente ando a adiantar-me nas tendências, por já tenho alguns fatos de banho que adoro, estes vieram só completar a colecção, até porque este ano será um ano de praia até outubro, com uma viagem maravilhosa e há muito desejada, para festejar os dez anos de casados. Tenho ainda biquinis que continuo a usar (até porque gosto de variar e bronzear a barriga), mas este ano  nenhum me encheu verdadeiramente as medidas. Já as malas da moda, de verga, ráfia e cestos que este ano pululam em todas as lojas, uso há vários anos e ainda herdei recentemente uma da minha avó (também ela uma vaidosa inveterada). Sempre as adorei para o verão, seja para a praia, seja para o dia a dia e estão ali lindas e maravilhosas, preparadas para os dias mais quentes. E desse lado, biquinis, fatos de banho, ou ambos, como eu?

21 de maio de 2018

7 meses

Tanto tempo sem escrever e eu nem sei bem o que me traz aqui hoje. Nos últimos onze meses a minha vida deu uma volta tremenda. Tomei decisões importantes mas exigentes, perdi muito, ganhei outro tanto. Às vezes temos fases da vida assim, tão "turbilhentas", tão velozes, tão profundas, que nos tira tempo para coisas que adoramos fazer. Já pensei apagar o blog, torná-lo privado, fazer um novo, mas depois leio tantas memórias de dez anos por estes caminhos e fico sem coragem.
2018 está a ser puxado. Desde Março uma luta tremenda entre manter a minha gata Blue com alguma qualidade de vida, depois de ser diagnosticada com insuficiência renal e hipertiroidismo. Têm sido dias e dias de idas urgentes para o hospital veterinário, muitas lágrimas, mas também com algumas vitórias e a certeza de que estará connosco enquanto lhe sinto os velhos hábitos, os ronrons e a vontade de estar ao pé de mim e o apetite voraz. Por agora, tudo controlado, mas com muita medicação à mistura. Em simultâneo, o meu bebé Mel, o meu gato especial, o meu pequenino, em menos de nada, partiu. Foi tudo tão rápido quanto chocante e agora, passado quase um mês, ainda estou a digerir toda esta saudade e toda esta dor - a dor de achar sempre que podia ter feito algo diferente. Sempre o soube um gatinho especial e frágil, mas sempre achei que o teria por mais uns anos. E agora uma casa sem ele, sem a sua energia tão pura e amorosa, é uma casa diferente. Todos os dias o choro. Dói-me ver os cantos da casa onde se deitava para apanhar sol. Dói-me sentar no sofá e não o receber logo no meu colo, onde se deitava sempre cheio de ronrons. Dói-me não o ter à minha espera quando acordo, ou quando chego a casa. Quem me conhece ou quem os ama, sabe o quão difícil está a ser.
Talvez seja a sabedoria do universo a trazer com isto mais uma mudança, desta vez de casa e de cidade. Vamos viver para outra zona, completamente nova para mim, mais longe das nossas famílias, mas mais perto do trabalho do P. (no meu caso, uma parte do meu trabalho é feito em casa e tenho a liberdade de agenda para organizar os dias em que vou para fora, nos horários em que quero). Também aqui foi tudo tão rápido. Num segundo estávamos a por a casa à venda e no dia seguinte estava vendida. Custou-me inicialmente a perspetiva de deixar uma casa onde temos sido tão felizes, carregada de memórias e de sorrisos, mas finalmente encontrámos a casa dos nossos sonhos, onde sei e sinto que continuaremos a viver esta extensão do nosso amor e onde os nossos gatos (e nós) terão mais qualidade de vida.
Em fevereiro mudei de gabinete em Lisboa, para um maior, central, cheio de sol e numa zona que adoro, mudança que trouxe também uma nova luz ao meu trabalho e à minha vida. Não sei se alguém desse lado se recorda, mas em junho do ano passado tomei a decisão arriscada de deixar o meu trabalho na escola para me dedicar a 100% às terapias holísticas e, quase um ano depois, a decisão não podia ter sido a melhor. É exigente, cada mês é uma incógnita, mas o valor de poder fazer o que amo e de ser eu a gerir a minha vida, é maravilhoso. Estava numa fase perto da exaustão, com dois trabalho e quase sem folgas, por isso no momento de fazer uma escolha, foi o tempo de escutar o coração.
Vem aí um verão em mudanças, um verão a cuidar da minha Blue para que esteja sempre no seu melhor. Vai ser um verão de empacotar memórias e carregá-las para outra zona. Vai ser um verão também de muito trabalho e, espero, cheio de momentos serenos transformadores e sorridentes. Sempre falei de 2018 como o ano das celebrações - os 15 anos de namoro, os 10 anos de casados, os meus 40 anos - nunca o pensei como ano de perdas e mudanças. Mas há fases assim e eu cá estarei de mangas arregaçadas, sempre optimista e à espera do que vem a seguir, mas desfrutando sempre do agora.

Para todos, uma semana feliz.