2 de fevereiro de 2009

"Blogpuccino"

Abriu um Starbucks no Almada Fórum. Anunciado durante algum tempo, já era tema de conversa "Para quando um Latte?"
Este fim-de-semana, ao passar por lá, consegui convencer o P. a muito custo, a experimentarmos um café, um capuccino, ou outro. E digo a muito custo porque logo de início o P. se insurgiu contra os preços praticados neste estabelecimento. Entrámos e numa tentativa de não pagar um preço estúpido (para não "levar nas orelhas") pedi um café da semana (1,85€ se não me engano) e um expresso. A empregada pergunta-me o nome e eu, que até nem costumo pensar nestas coisas, quis saber porquê :"porque o nosso atendimento é personalizado" - Ok, pensei eu. A seguir e depois de pagar mais de 3€ pelas duas coisas, entrega-me um balde de café (Colômbia? Bogotá? ou da Conchichina, já não sei) e quando o P. se chega ao balcão de onde tiravam o seu Expresso, a Senhora disse-lhe: "B., o seu expresso " - não personalizemos tanto meus caros, porque o meu nome não é propriamente unisexo e por isso soou a rídiculo. Mas o pior ainda estava para vir: o meu café vindo não sei de onde, caríssimo, não era nem melhor, nem pior do que o café que faço em casa na máquina de filtro - era igual e o P. fez questão de frisar isso durante...hum...todo o tempo, além de ser bastante inferior ao meu cafezinho da Nespresso.
E depois, convenhamos, que o estabelecimento em questão apenas tem público porque estão todos desejosos de imaginar que projectam uma imagem à frente, muito NY, 5.th Avenue, especialmente quando agarram no copo e andam a passear pelo fórum a bebericar - o que não me parece nada prático. Andar na Zara, Mango ou outra, a ver roupa com um café na mão, quando, muitas vezes, nem um par de mãos me chega?? Passear no meio dos livros, que adoro abrir, ler as contracapas com um café quente na mão? Tentar por os phones disponíveis na fnac e ouvir o último album dos U2 só com uma mãozinha?? Das duas uma, ou entorno o café, ou não vejo nada de jeito, porque para trapalhona estou cá eu. Não é prático - quem me tira o meu cafezinho, sentadinha, tranquila tira-me tudo, assim como quem me obriga a ver lojas só com uma mão disponível. Por isso, senhores do Starbucks e porque eu gosto muito, mas mesmo muito de café e detesto começar um dia de trabalho sem beber pelo menos um (mas daqui para a frente só expresso - os preços dos restantes não estão consonantes com a crise que se atravessa), para a próxima abram um à porta do meu trabalho, ou perto da minha casa, longe de lojas e de supermercados e de livrarias e afins, Ok?
Claro que agora o P. já me disse que cobra por todo o cafezinho que eu bebo lá em casa - justo, parece-me muito justo!

26 de janeiro de 2009

O meu fim-de-semana

Mais uma segunda-feira de chuva, mas a esta antecedeu-se um óptimo fim-de-semana: sexta-feira uma visita de um casal muito amigo com uma notícia maravilhosa (vou ser "titi"), sábado visita à feira de turismo de Lisboa (deu para coleccionar alguns panfletos e ver a quantidade de pessoas que passam horas numa fila para levarem para casa sacos, saquinhos e sacolas cheios de...panfletos, valeu pelo espetáculo de uma contorcionista que me deixou com os olhos virados ao contrário e a mente de muitos homens povoada de ideias...) e um jantar numa marisqueira em Alcântara, daquelas em que os empregados de mesa primam pela antipatia mas, igualmente, pela rapidez e se bebe cerveja como quem bebe copos de água num dia de calor. No Domingo, dia de festejar o nosso aniversário de namoro (juntando-se agora o aniversário do "pedido" de casamento - já foi há um ano!) fomos ver Stomp à tarde, pela segunda vez e pela segunda vez confirmo a qualidade e originalidade deste grupo, que me pôs agitada, a vibrar e a participar entusiasticamente sempre que se exigia uma interacção por parte do público, seguindo-se um jantar romântico no Doca Peixe, regado a um bom vinho e com o rio tejo, a ponte e o céu como testemunhas. Haverá melhor?

23 de janeiro de 2009

05 de Fevereiro

Rx torax- ok;
ECG - ok;
Análises - ok (mas quase fora de prazo)
e um milhão de outros exames, entre biopsias e afins.
Cirurgia marcada para dia 05 de Fevereiro...Está quase e eu estou, estranhamente (dada a proximidade) mais tranquila. Pelo sim pelo não, achei por bem pedir ao P. que dê muitos miminhos à minha gata se algo acontecer (aos outros ele dá sem eu ter que pedir - há ali uma relação ciumenta entre ele e a menina dos meus olhos, que está neste momento aqui ao meu lado a lavar o seu pelinho com toda a minúcia do mundo).
Está quase...ah pois está...

16 de janeiro de 2009

Addiction II


Olá, o meu nome é Bê e sou viciada em chocolate, esse malvado...

Pois é, parece que o natal habituou o meu corpo a elevadas doses de açucar (em virtude de ter recebido umas 32 caixas de chocolate, mais coisa menos coisa) e, ultimamente, como chocolate como quem come pipocas no cinema e o mundo acabasse amanhã, literalmente! Às vezes parece que, de tão rápida, mal lhe sinto o gosto. Basta saber que há chocolate em casa e não consigo pensar noutra coisa, não descanço enquanto não o acabo. Cheguei mesmo ao triste ponto de ter acabado com os chocolates que o P. recebeu no Natal. Claro que disse que lhe oferecia outros, mas, na verdade, acho que se comprar um chocolate, como-o na viagem até casa. Ontem pedi-lhe mesmo que escondesse uns bombons deliciosos, recheados de caramelo (já estou a salivar) e que não me dissesse onde estão - estou "chocolatomaníaca" - ele colocou os chocolates ainda sobre o meu alcance visual e eu dei comigo a fazer "olhinhos" à embalagem (é triste, muito triste). Numa reunião na escola, comi quase todos os bonboms que uma colega trouxe de casa...

Por isso, a este ritmo, a jogar sims horas a fio e a alimentar-me a chocolate, penso que no espaço de um mês deixo de andar e começo a rebolar...segue-se o divórcio, uma depressão, terapia, enfim...
Hoje, quando fui à consulta de anestesia e preenchi um papel com os meus dados, no qual coloquei o meu peso, tive dúvidas, muitas dúvidas em relação ao mesmo- devo ter ganho uns três kg desde a minha útlima visita à balança. Socorro!!

14 de janeiro de 2009

Addiction

Estou com um problema, uma addiction: estou viciada no SIMS...
Pois é, já há muito que ouvia falar no Sims e na forma como vicia as pessoas, mas nunca pensei que pudesse ser atacada por este vício (nem sequer o compreendia). Recentemente fizemos o download (será que posso referir isto na net) do mesmo no nosso portátil e, uma noite desta semana, lá me decidi explorar, pouco certa de achar alguma piada ao mesmo (não sou grande adepta de jogos, PSP, etc) - mas fiz o esforço porque ele há muito que tenta aliciar-me para estas coisas. Mal sabia eu no que me ia meter. Depois de criar algumas personagens (uma delas a Bê, pois claro) e de, numa só noite (real) ter conseguido mobilar uma casa, arranjar um emprego, socializar (a minha personagem tem, de facto, uma vida social muitooooo mais activa do que eu, mas também não dorme tantas horas quanto eu), fazer triqui trique (quem joga sims sabe do que estou a falar, quem não joga, é fácil imaginar - ainda tentei fazer bebés, mas não deu), dar beijinhos, discutir e ficar desempregada (parece que não gostei do meu trabalho como recruta e fiz alguma coisa mal - pois claro, a levantar-me todos os dias às 6h, não podia correr bem).
Depois disto já muita coisa aconteceu. Criei várias personagens e assim o meu bairro está cheio de bonequinhos engraçados e bem vestidos (sim, que há lá uns muito mal vestidos, bimbos mesmo). E pronto, agora tenho que assegurar que a minha personagem esteja feliz e, para isso, é necessário assegurar algumas coisas básicas do seu dia-a-dia: que coma, faça xixi, tome banho, socialize, namore, se divirta, durma, que mantenha o ambiente à sua volta cuidado e limpo, que dê festas, pague as contas (já fui penhorada duas vezes porque me esqueci deste pormenor) e consiga fazer amigos. E ainda há que evitar os seus medos, que podem ser tão variados ou disparatados, como alguém recusar triqui triqui comigo ou engordar (gosto deste, tão real e que me obriga a por a minha bê a treinar que nem uma louca). O divertimento, depende de cada personagem (conjugando o seu signo, com as suas aspirações e desejos): pode ser a leitura, pintura, jogar, ver as estrelas, cozinhar ou simplestemente ver televisão. Ora o grande problema é que temos que assegurar os seus níveis altos em todos estes aspectos e isso é que ainda não domino: está a fazer xixi e o telefone toca, ou está a dormir e é assaltada, ou tem que namoriscar com alguém e ele não quer... no meio disto tudo eu, Bê, esqueço-me de comer, de ir à casa de banho, de me arranjar, de namorar e de dormir (não me esqueci de tomar banho!). Ora aí está o efeito perverso da coisa! E ele, que tanto queria que eu me rendesse, deixou de ter espaço para jogar ao seu Footbal Manager.
Conclusão das conlcusões: nem em atrevo a experimentar o second life!

12 de janeiro de 2009

E se eu batesse...

Já não me lembrava de um ridículo episódio da minha vida como condutora, não fosse uma colega minha despoletar essa lembrança na minha consciência, com a palavra "Afrodite". Falava-se então de um restaurante afrodisíaco (gosto disso), mas eu, imediatamente, passei a relatar o dia em que eu ia batendo com o carro, por causa de uma Loja que se chama Afrodite e que colocou um cartaz gigante (e quando escrevo gigante é giganteee mesmo), logo após uma curva, numa estrada bem movimentada, onde se lia "Anal Anestésico" e, em letras pequenas mais qualquer coisa que já não recordo. Sei que vi aquilo, fiquei pasmada e quando dei por mim estava quase a entrar pelo passeio a dentro. Imaginem se eu batesse com o carro, a minha desculpa? Que vergonha...e ainda passava por tarada, pois concerteza que passava...E o cartaz ali ficou meses e meses...

11 de janeiro de 2009

Meu querido sofá...

Enquanto ele foi jogar futebol e lá fora se faz sentir um friozinho neste belo dia de sol junto à capital (pelos vistos o único sítio onde não nevou nos últimos dias na Europa :S), eu enrosco-me no meu sofá, com os meus gatos como companhia e vejo, pela milésima vez, o "sexo e a cidade", essa série incompreendida pelos homens e amada pelas mulheres (quase uma biblia de sobrevivência neste caos que são as relações do século XXI).
Diz a Carrie no final: "É assim que são as relações, por vezes aparentam ser melhores vistas de fora" - quantas de nós não sentimos já isso? Embora não seja o meu caso actualmente, já o senti e muitas vezes a tendência é deixarmos os outros com essa visão distorcida da realidade, do que assumirmos que perdemos o controlo da relação ou que, na verdade, já não somos felizes. Felizmente, acredito que aprendo com os erros do passado e que consigo assim enfrentar o futuro com algumas "armas relacionais" que me permitem lutar pela minha felicidade.
Os meus companheiros de todas as horas:

8 de janeiro de 2009

Finalmente...



A adiar há tempo de mais o inadiável, hoje, finalmente ganhei coragem e fui fazer os exames que me faltavam para ser operada (RX e ECG, para a consulta de anestesia). Não sei porquê este receio, esta fuga...mas é algo que me assusta um pouco, tenho que confessar...e que está para breve. Penso que quando somos novos nunca pensamos que a saúde é um bem tão precioso, apenas quando a sentimos ameaçada lhe damos valor e percebemos a influência que tem e o importante que é para todos os outros campos da nossa vida. É por isso que nunca vou esquecer o dia em que o resultado da minha biopsia foi benigno e os dias que o antecederam, nos quais, penso, passei a olhar para o mundo em meu redor com outra perspectiva. Foi, por isso, mais uma aprendizagem da vida. Agora falta o grande final e, confesso, nem é da operação que tenho medo, mas da anestesia, dado que somos confrontados diariamente com casos de negligência. Acho que preciso de mimo...

6 de janeiro de 2009

Não custa ajudar...







Porque o meu amor por animais é inquestionável, fica aqui um artigo retirado do Correio da Manhã on -line, de hoje:




"Às portas da cidade de Lisboa, em São Domingos de Benfica, cerca de 500 cães, entre rafeiros, rottweilers, huskys, dálmatas, perdigueiros e cães de caça convivem no parco espaço da União Zoófila. A lotação está esgotada e não há lugar para mais. Na zona do gatil há 150 animais, desde bosques da Noruega a persas e siameses. Para tratar e alimentar tanta bicharada falta espaço e, sobretudo, verbas. A instituição não recebe qualquer ajuda do Estado e vive das quotas dos sócios (25 euros por ano) e de donativos.
"Alguns animais são operados e não temos um sítio quente onde possam convalescer. Outros necessitam de cuidados, mas as verbas não chegam para tudo", lamenta ao CM Luísa Barroso, presidente da União Zoófila referindo que há uma centena de cães e cerca de 30 gatos em tratamento médico diário.
A instituição, de 57 anos, acaba por ser o porto de abrigo para muitos animais abandonados: "Quando morre alguém que tem gatos em casa, por exemplo, ninguém na família quer ficar com eles e entregam-nos. Mas os gatos sentem a ausência do dono e suicidam-se, recusam comer e viver apesar de todo o carinho com que são tratados", explica Maria da Luz Cândido, uma das funcionárias do gatil.
A maioria dos animais que a União acolhe são abandonados ou são ninhadas de rua, mas na memória de Luísa Barroso ficaram marcados alguns episódios: "Uma vez apareceu uma senhora grávida para entregar o cão que tinha há anos, simplesmente, porque a médica a tinha aconselhado por causa do bebé. Outro episódio foi o de um casal que se divorciou e nenhum dos dois quis ficar com o cão. Deixaram-no à porta do canil."
No gatil os animais estão escrupulosamente divididos entre os mais velhos, os portadores de doenças contagiosas e os mais novos. Ao contrário dos cães, cuja hora do recreio e do passeio é rotativa, os gatos não saem do seu espaço. "Não temos recreio para gatos", explica a porta-voz da União.
VOLUNTÁRIOS AJUDAM NINHADAS DE RUA
João Sacramento tem 23 anos e desde 2006 que é voluntário na União Zoófila. De segunda a sexta-feira passa as manhãs no gatil a ajudar na limpeza, alimentação, tratamentos e em tudo o que for necessário: "Tenho uma grande paixão por animais e há dois anos ofereci-me como voluntário. Em casa tenho um gato e uma cadela", conta o jovem ao CM. O voluntário desenvolve ainda um trabalho paralelo que é o de gerir uma ninhada de rua: "São 22 gatos que vivem na zona de Sacavém. Ajudo e acompanho a ninhada", conta o jovem. Na maioria dos casos, os animais que vivem nas ruas são esterilizados e vacinados pela União Zoófila e ajudados pelos voluntários da instituição.
"A nossa equipa de trabalho resgata animais de sítios como as telhas dos telhados, os tubos e outros nos quais parece impossível um animal sobreviver. Acho que todas as escolas primárias deviam ter um animal para ensinar às crianças a cuidar deles. Depois seriam as crianças a ensinar aos pais que não se abandonam cães nem gatos", sublinha Maria da Luz Cândido, funcionária do gatil.
ABANDONADOS DEPOIS DAS LUTAS
Os animais chegam à União Zoófila em duas épocas-chave: depois da temporada de caça e após as lutas (ilegais), que ocorrem em vários pontos do País. "Aparecem dezenas de pitbulls e outras cadelas, que estiveram envolvidos em lutas e em condições absolutamente miseráveis", explica a responsável do canil e do gatil. E prossegue: "Os pitbulls são meigos para as pessoas e são cães muito ternurentos e potentes. São sedentos do seu dono. Só são perigosos para os outros animais."
Ocasionalmente aparecem pessoas no canil em busca de um cão, que a responsável adivinha ser para lutas: "Querem com determinadas características específicas e eu não dou. Os cães mais pequenos servem de saco de boxe nas lutas que, apesar de serem ilegais, acontecem muitas vezes a olhos vistos", remata Luísa Barroso.

COMO AJUDAR
COMIDA
Entregue ração e/ou latas de comida para cães e gatos de qualquer marca.
MEDICAMENTOS
Alguns medicamentos de uso humano podem ser utilizados em cães e gatos. A União recolhe em comprimidos e injectáveis Atarax, Nizale, Bisolvon, Primperan, Ulcermin e Clamoxyl. Também necessitam de soros e de seringas de 2,5 e de 5 cm3.
DONATIVOS
Pode entregar o seu donativo em dinheiro e receber automaticamente o seu recibo ou através de cheque endossado à União Zoófila para Apartado 14090; 1064-811 Lisboa. Receberá em casa um comprovativo da doação.
PRODUTOS
Neste momento a União Zoófila necessita de uma máquina de lavar roupa (industrial), coleiras desparasitadoras, detergentes, areias para gatos, camas para cães e gatos.
FAÇA-SE SÓCIO
Basta preencher uma ficha de inscrição e pagar uma quota de 25 euros por ano. Receberá em casa o cartão de associado
."


Vamos ajudar? Eles agradecem...

5 de janeiro de 2009

A melhor prenda...


A melhor prenda: o meu MP4, da creative, em cor-de-rosa (claro) e com 4GB de memória. Já não o largo - quase me faz desejar esperar mais tempo nas salas de espera e no caminho para o trabalho... :D
Adorei todas as outras prendas também, mas esta foi especial!

28 de dezembro de 2008

E depois do Natal


É algo que não consigo explicar, mas depois do Natal, depois das prendas, dos encontros e desencontros, das ceias, almoços e lanches exagerados, dos doces típicos, da alegria estonteante e das trocas de prendas, fico sempre com uma sensação de vazio, assim como com uma ânsia que o Inverno chegue ao fim e que o calor volte a sorrir. Nem a aproximação de passagem de ano me entusiasma, talvez influenciada pelo domínio cinzento que entra pela minha janela, pela chuva melancólica e pelo frio que se sente fora do meu cobertorzinho de sofá. É onde me sinto melhor hoje, deleitada na chaise longue, com a mantinha, os gatos e um chazinho que até me aquece a alma. Depois do exagero do Natal, sinto que posso passar uma semana a chá e torradas (e devo!):chocolates, todo o tipo de doces, fritos de natal, o peru, o bacalhau, as couves, a alcatra (à moda dos Açores), o vinho, o champanhe, os frutos secos, etc, etc...uma desgraça. Não vou apostar numa dieta, porque nunca a consigo cumprir (dura talvez 5 minutos, especialmente se tiver chocolates em casa, não descansando enquanto não os como todos), mas, como costumo dizer, vou tentar ter algum cuidado nos próximos dias.
Após o Natal, seguiu-se uma viagem ao shopping para gastar o dinheiro e cheques prenda que recebi e, pasme-se, todos os portugueses fizeram o mesmo. Parece que no dia 26 a loucura era ainda maior e a alfuência um pesadelo. Eram filas e filas de pessoas a quererem trocar os ténis por umas calças e o tamanho 36 por um 38, os cheques prenda, etc! A loucura. Quase desisti, mas o meu amor pelas compras falou mais alto e lá tratei de gastar todo o dinheiro que amealhei, bem como os cheques oferta (essa pequena maravilha!). Assim, ainda comprei um casaco, umas calças, três camisolas, umas botas (mais umas) e um bom cremezinho para a cara (as rugas eminentes dos 30 também merecem o miminho). De resto...peru nem ve-lo, nem bacalhau, nem couves, nem bolo rei. Venham os risottos, o guacamole, o sushi, o garlic nann, o tandori, o "tangin" e outras comidinhas maravilhosas, para purgar o Natal!

23 de dezembro de 2008

Boas festas


Chegou o Natal! Hoje já o posso dizer, até porque acordei com uma disposição diferente, com uma alegria mal contida, com vontade de apanhar sol na cara e de sorrir ao frio e a todos os que se cruzam comigo no caminho para o trabalho. Já me apetece dizer "feliz natal" a tudo e a todos.
Ainda a recuperar das compras de última hora (uma prenda para a troca de prendas no trabalho - 2 DVD ao preço da chuva, nomeadamente "A vida é bela" e "O Pianista" e um relógio para o sogrinho, a fechar com uma pizza gordurosa, comida em stress) estou psicologicamente preparada para a demanda que amanhã se inicia: almoço na sogra, com tios, primos, cunhada acabada de chegar dos EUA, cão e muita boa disposição à mistura; jantar em casa do papá, com mãe, padrasto, irmãos, avó, cão, gatos, etc e na 5.ª feira, repetimos a dose, pela mesma ordem. Tudo isto com muito boa disposição à mistura, muita comidinha como manda a regra, muito vinhinho, a troca de prendas, o papel amachucado, o cheiro a lareira e as fitas espalhadas e tudo e tudo e tudo! E porque o Natal é época de paz, de união, de junção dos que se amam, Feliz Natal para todos nós, cheio de paz, amor e carinho no sapatinho. E que 2009 seja um ano pleno de sonhos alcançados e de conquistas para um mundo melhor! Brindemos!

E se eu fosse uma frase...


Hoje, ao passear pelo Sapo - cinema (agora com imagem e conteúdos renovados), dei com um novo contéudo, que lista uma série de frases de filmes célebres (http://cinema.sapo.pt/citacoes/pagina1) e dei comigo a pensar qual a frase que melhor me define. Gostaria que fosse de um filme cool, inteligente, clássico, intocável, mas a verdade é (e quem me conhece BEM vai concordar) que me encaixo na perfeição numa frase do filme Pretty Woman, essa comédia romântica/conto de fadas dos tempos modernos: "I want the fairy tale." Sou eu...Bê. O que dizer, senão que sou uma incorrigível romântica?

22 de dezembro de 2008

Para o Natal, de presente, eu quero que seja...

Pode parecer cliché, ou uma tentativa pateta de parecer a Madre Teresa de Calcutá, mas, na verdade, para o ano que aí vem, gostava de ver concretizados os seguintes desejos:

- O fim da crise económica;
- O início de uma consciência social;
- O fim do egoísmo;
- Muita paz;
- Mais consciência ambiental (Urgente!);
...

E muita saúde para todos, juntos, podermos brindar a um mundo melhor! Ainda este mês postei uma lista bem distinta, mais virada para mim. Estes são para o mundo!
Hoje estou assim...

18 de dezembro de 2008

Eu e o meu amor...


A típica foto do casal quando faz férias. Esta foi tirada em Granada, antes de subirmos à Serra Nevada. Dezembro de 2008. (acho que ele se esqueceu de me vir buscar ao trabalho e são 21:51 - será perdoável??)



E, finalmente...uma foto do casamento, que, não sendo a melhor, é o que se arranja para já! e não, não estamos a "karaokar", mas sim a dedicar umas palavras de amizade a uma grande amiga que nos ajudou muito! - simplesmente Catarina










Desejos para o ano novo

Desafiada pela minha querida Minie tive que responder a um desafio no qual listo 8 desejos.
As regras são as seguintes:
1.º – Mencionar as regras do mesmo; (OK)
2.º – Fazer uma lista com 8 coisas que sonho fazer;
3.º – Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder (não sei se arranjo tantos);
4.º – Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "convocatória";
5.º – Comentar no blog de quem nos convidou.

Penso que foram estes (mais coisa menos coisa):

1 - Continuar a namorar muitoooo (com o meu maridão claro!);
2 - Conseguir trabalho como voluntária (tenho que fazer por isso!);
3 - conseguir tempo para ler todos os livros que compro;
4 - Continuar a viajar - África é o meu destino;

5 -Atendendo a um dos desejos da minha amiga, ir ao seu casamento nas Maldivas;
6 - Daqui a 30/40/50 anos que nós continuemos a comparar fotos amarelecidas nossas;

7 - Conseguir um milagre na minha vida (não vou dizer qual é);

8 - Fazer feliz a pessoa que mais amo na vida (e todos os outros tb - a vossa felicidade é a minha felicidade)!

E acrescento agora: que o meu clube ganhe o campeonato e uma revolução política neste nosso cantinho português (é querer de mais?)

16 de dezembro de 2008

Cat Person


Ontem dei comigo a olhar para os meus três companheiros de 4 patas e a reflectir sobre o que é ser uma cat person. Em primeiro lugar, há que amar os animais em geral, mesmo que prevaleça a admiração pelo estilo felino. Quem diz "eu adoro animais, mas não gosto de gatos" não gosta na verdade de animais...nem mesmo de cães, achas-lhes piada, ao longe...ou então nunca teve a oportunidade de privar com gatos e de os entender a fundo. Porque os gatos são em tudo diferentes dos cães. Sou a primeira a concordar e a defendê-lo. Os gatos, em geral, têm uma personalidade extremamente forte e demarcada, que não se altera por mais educação que procuremos dar-lhe: um gato que goste de afiar as unhas no nosso tapete preferido, não resiste a fazê-lo sempre que pode, mesmo sabendo que se arrisca a chatear o seu dono (e ele sabe que isso vai acontecer, senão reparem como nos olha de lado, ou aproveita a nossa ausência). O gato é vaidoso (destesta que lhe façamos festinhas ao contrário, colocando os seus pelos em pé) é limpinho (fica horrorizado com pedras por limpar, recusando-se a utilizá-las) e teimoso, zanga-se, é guloso, não perdoa facilmente e não gosta de qualquer um, nem o finge (o que leva muita gente a achá-los traiçoeiros). Quando nos chateamos com um gato, ele leva a sério e amua e tem que ser sempre ele a dar o primeiro passo para vir ter connosco. Ao contrário dos cães, que se submetem a castigos, põem o rabinho entre as pernas e a seguir estão logo a lamber-nos, o gato é capaz de fingir durante uns tempinhos que nós não estamos nem ali. Mas passa. Ao contrário do cão também, o gato dificilmente vai ter com qualquer pessoa que apareça lá em casa, lambe, salta para cima, etc etc. Primeiro cheira, analisa, estuda ao longe, até perceber se gosta ou não e quando não gosta, não há nada a fazer. Ora eu que gosto de pessoas com personalidade forte, adoro também esta faceta dos gatos- não fingem, não são traiçoeiros (como a maioria pensa), são o que são. E a companhia que me fazem, a relação que têm comigo e a diferença de comportamento para qualquer outra pessoa que chegue. O facto de o meu gato gostar mais do meu marido e a minha gata mais velha gostar mais demim (na verdade, cumprem as nossas próprias preferências, embora eu não tenha qualquer diferença de comportamento para qualquer um deles, apenas na forma de falar). Adoro que reconheçam na minha voz que estou bem disposta, chateada, disponível para festinhas ou a precisar de espaço. Adoro sair do wc e ter a minha gata à espera que me recebe de uma forma como não o faz para mais ninguém - para mim, até o seu miado é diferente. Não quero com isto dizer que não gosto de cães, gosto sim e muito. Têm um milhão de coisas boas: são amigos, companheiros, dedicados, educáveis, mas, enfim...sou, de facto, assumidamente, uma Cat Person - miau!

15 de dezembro de 2008

Cai Dezembro


Este meu blog, ou cantinho, como eu gosto de lhe chamar, está a correr sérios riscos de se tornar um diário. Não daqueles encadernados com capa grossa, cadeado e uma chavinha minúscula, mas, e acompanhando a evolução tecnológica, um digital, disponível a quem quer que, por mero acaso, ou não, venha parar à minha página. Mas sabe bem ter um espaço onde posso desabafar os devaneios da minha alma, mesmo que, pela sua forma e efeito, tenha que ser subtil e discreta.

Hoje estou num dia não...ou numa fase não, não sei bem ainda. Ando com vontade de nada e nem a aproximação do natal, época que sempre me tocou pela sua magia (cada vez mais abafada pelas loucuras e espalhafato comercial) me anima. Será alguma nostalgia que estas datas sempre me trazem, por relembrar pessoas que perdi...? ou será porque a magia, com a idade, tende a cair de forma abrupta e, talvez por não ter filhos, deixe de fazer sentido? Ontem dei início a essa árdua tarefa que é fazer as compras de natal. Fiz uma lista, calcei as minhas botas mais confortáveis e mentalizei-me para a loucura do shopping. Fui à hora de almoço, dado que todos sabem que o bom português não abdica dos prazeres do garfo caseiro, especialmente em tão anunciada épcoa de crise e pré época de crise ainda maior. Até aqui tudo óptimo: estacionei logo o carro e não havia ainda grande confusão, daquela que nos faz odiar tudo e todos, por andarem em grupo (pai, mãe, filhos, avós, cão e periquito) a passear a 10 à hora. Pensei que, quando chegasse a casa, iria ter aquela sensação de ânsia para que chegue a noite de 24, para poder supreender todos ou quase todos, com as minhas prendas. Mas não. A lista foi bastante útil e ajudou-me a não perder demasiado tempo em cada uma das lojas: fnac - 6 cheques prenda e um livro do Jonh Le Carré; Rituals - 4 coffrett de prendas para casais, composto por óleo de massagem e gel de duche (como eu gosto de promover o carinho entre as pessoas); gato preto - um conjunto de canecas com gatos (para quem os ama como eu) e um conjunto de chá estilo japonês; na benetton um pijama bem quente; um dvd infantil; um colar e ainda um vestido para eu usar num casamento e umas botas cinzentas, sem salto, fashion e baratas. Ora sendo eu a verdadeira shopper (penso que estou a entrar numa fase de vício, que já não me satisfaz, preciso de um pior) deveria chegar a casa com a maior satisfação do mundo. Mas não...Será da época, será de mim, ou de nós...?

12 de dezembro de 2008

2008...




Desde o meu último e bastante confuso post a minha vida deu uma volta tremenda...não só porque casei e porque atingi a barreira dos 30, mas porque, na semana antes do casamento consegui despedir-me do meu emprego e começar um novo, a minha casa foi assaltada enquanto eu profundamente dormia, ganhando assim um trauma, descobri coisas que queria e muitas coisas que preferia que não tivessem acontecido com quem está mais próximo de mim, descobri ainda, em resultado de uma biopsia, que tinha que ser operada e conheci a república dominicana e a serra nevada (isto já depois de casada). Tive a minha despedida de solteira - muito calminha por sinal, mas na qual ganhei prendas muito úteis e extremamente apreciadas lá em casa. Casei, usei um vestido de noiva (essa tortura por descobrir), consegui estar na minha própria festa de casamento e não beber nem um copo (sabe-se lá que figuras poderia fazer e cair com um vestido de noiva não deve ser bonito de se ver) não chorei nem estava nervosa. Descobri um novo autor maravilhoso, cujo livro devorei: Carlos Ruiz Zafon e a sua "Sombra do Vento", passei a dizer marido, em vez de namorado (embora me engane muitas vezes)...ufa...uma azáfama, que tornou este ano, prestes a terminar, um dos mais importantes da minha vida, por tudo o que representa, pelas mudanças que trouxe e pela aprendizagem.

De quê? :D bem, em primeiro, se voltasse atrás escolheria outro vestido de noiva, um mais prático
e que me permitisse comer sem ter a sensação de que estava a inchar que nem um balão, segundo, descobri que em momentos difíceis as pessoas conseguem revelar, muitas vezes, o pior de si; em terceiro, que sou boa naquilo que faço, no meu trabalho e que consegui fazer a diferença na vida de algumas pessoas (e que sabor de gratificação que isso traz); aprendi ainda a nunca mais deixar as janelas destrancadas; mais - o "tudo incluído" não é tudoooo incluído mesmo, mas vale bem a pena; que Espanha tem sítios bonitos por descobrir - amei Granada, da qual destaco a zona de Alhambra, imbuída de história e repleta de gatos simpáticos.. Que a força dos 30 existe mesmo e que é uma época maravilhosa na vida de uma mulher (ou, pelo menos, assim quero crer).enfim...e o mais importante, que quanto mais esperamos de uma pessoa, maior pode ser a desilusão. A força do amor tem um poder tremendo, mas será implacável? A ver vamos...talvez o segredo esteja em não querermos demais e apenas recebermos aquilo que a vida nos dá...

9 de setembro de 2008

Planear...




A um mês do meu casamento e, olhando para trás, sinto e sei que algo vai falhar, mas, na verdade, não quero saber. Apenas quero que seja um dia muito feliz e bem passado, junto dos que mais amo. Porquê preocupar-me com os grãos de arroz, se tenho lá os meus melhores amigos? Ou com a decoração das mesas se tenho lá os meus pais, irmãos e avó? Ou com os brindes, as fotos, a música, se estou a casar-me com o amor da minha vida? Todas as minhas amigas casadas me dizem que o dia passa num instante...que tanto e tanto tempo de organização quase não compensa a rapidez efémera do momento, que mal aproveitamos de tão preocupadas com o espaço, a comida, se os convidados se estão a divertir? a hora da valsa, de mandar o bouquet, de vender a liga, de distribuir os brindes, etc, etc, etc...Pois perdoem-me os presentes se em tudo isso eu falhar, porque o que eu quero mesmo é poder partilhar com todos os que me são próximos, o sentimento imenso que vive em mim, pelo meu amor...e quero um dia, olha para trás e não pensar que a comida podia ser melhor, ou que a animação não foi como queria, que o penteado se desmanchou e o vestido ficou sujo, mas sim, que foi um dia muito especial e feliz para mim, que marca uma nova etapa na minha vida.
Talvez por isso tenha escolhido o vestido em menos de 45mnt, a quinta à 2.ª visita e as alianças quase na véspera...A um mês do casamento, falta ainda o fotógrafo, as músicas, a animação infantil, as flores, o menu, a decoração e provavelmente mais ainda do que aquilo que me consigo lembrar. Mas sei que vai ser um dia em grande, a não esquecer, por todos os momentos que vou viver e partilhar e para sempre guardar num cantinho muito especial da minha memória.