Ainda imbuída no espírito do post anterior: إند-وف-ويك] جيّدة ل كلّ, مع كثير شمس و [كلورزينهو], [دسكنو] وابتسامات
Tradução: Bom fim-de-semana para todos, com muito sol e calorzinho, descanso e sorrisos!
Há uns dias atrás o Dry Martini desafiou-me a escrever sobre as lojas com as quais nos identificamos, ou que simplesmente, gostamos de visitar. A ideia é referirmos 5 lojas e identificarmos 5 bloguistas para responderem ao mesmo desafio. Como já vem sendo um hábito meu, vou baralhar as cartas e trocar as voltas às coisas. Há de facto lojas que gosto, que frequento (até já referi por aqui, uma ou outra em post's idos) mas vou referir apenas um espaço, não acessível a qualquer um (pela distância), mas que vale muito a pena e que está relacionado com uma das viagens que mais gostei de fazer, concretamente a Marrocos. Assim, o meu espaço de eleição, para fazer compras e porque adoro tudo o que é étnico, está na feira de Marraquexe - uma feira magnífica, enorme, repleta de gentes e cores, de cheiros diferentes, onde se vende de tudo, onde tudo é negociado, onde reina a confusão e abunda a boa disposição. Nesta feira comprei imensas coisas: tapetes, candeeiros, brincos, colares, túnicas, frascos para colocar perfume, chás, presentes para a família e afins. Não sem antes ter que negociar e renegociar e fingir que me ia embora sem comprar - faz parte do espírito. E não faltam os comes e bebes e as crianças a rodearem-nos sorridentes. Ainda fui brindada com um xixa que faz as delícias dos jantares cá no Cantinho.
Se proliferam pela blogoesfera post's que enfatizam as diferenças entre homens e mulheres, os comportamentos de cada um, hábitos típicos, comportamentos generalizados, etc, etc, etc, imagino que haja por aí muito bom entendido na matéria que me possa dar umas explicaçõezinhas. Assim, gostaria que me explicassem alguns fenómenos do comportamento masculino que eu, por mais que tente, não consigo entender (eu bem tento, é que tenho pai, padrasto, irmão e marido, mas não chega). É verdade que não me tiram do sério, porque tenho os meus próprios telhados de vidro e nestas coisas acho que devemos ser uns para os outros (e os meus telhados são bem frágeis, há que admiti-lo, mas isso será tema para outro post).
E depois há aqueles dias em que temos a hipótese de fazer a diferença na vida de um ser, pequenino e frágil e em que me sinto especial por isso.
A falta de um post no dia que passou, apenas se explica pelo fim-de-semana tão bem passado entre filmes, pipocas, organização caseira, limpezas, irs, muito estudo, jantares com amigos, jantares de família, leituras em dia e namorar. E agora estou tão cansada que não me ocorre nada decente para "postar".
Sou aquela que:
A minha querida sogra (que eu adoro) chegou há poucos dias, vinda do Brasil, onde esteve três meses. Entre muitas prendas (vernizes, bijuteria, bebidas - cachaça para as caipirinhas e batida de côco), estava o obrigatório biquini, pois claro. Adorei! Diferente do que estou habituada a usar, mas muitooo giro e com uma cor muito bonita. Mas, não sei o que gostei mais...se do biquini ou de me ter dito "trouxe-te o P* porque não havia mais pequeno" - e aí tive um ataque crónico de quem é mulher, com 30 anos e se sente inchada com o comentário. E não é que serviu ;)* P. de pequeno ;)
O biquini da imagem é igual ao que comprei no ano passado, também brasileiro (e não, não sou eu na foto, como é óbvio - eu sou muitooo mais gira - tenho mais carninha para agarrar).
Sinto um verdadeiro encanto pela beleza singela desta flor, que, de tão simples, é tão bela. A sua fragilidade, por um lado, toca-me e, por outro, a força com que nasce nos sítios mais improváveis, poluídos, escuros e feios, comove-me.
Hoje tive que ir às finanças. E o que eu gosto de ir às finanças é à segurança social e afins. Tudo começou mal, muito mal, porque antes de me dirigir ao serviço, telefonei para colocar uma questão e a senhora que me atendeu, entre "hum", "oh" e "pois..." não me soube responder e deixou-me exactamente na mesma. Depois disto, prevejo logo uma longa espera, num lugar sujo, escuro, no qual os odores a bafio, a papel velho e a axila mal lavada se confundem. Um lugar onde ainda abundam as pastas de tons castanhos em pilhas e mais pilhas e os mobiliários e as cadeiras são de 1973 e acusam o desgaste do tempo. Ia preparadinha para me chatear, para rodar a baiana e até ameaçar descalçar o chinelo, de dedo espetado, caso fosse necessário (brincadeira, que eu, nestas coisas, sou muito educada e não gosto de cenas. Mostro a minha cara n.º 31 e uso um ou dois argumentos fortes e estonteantes, pois claro). Ia preparada para pedir o livro amarelo e aproveitar a situação para chamar uns quantos nomes ao senhor primeiro-ministro, que diz que é engenheiro de qualquer coisa. Ia preparada para apanhar uma trombuda qualquer, com um penteado perdido algures nos anos 80 e roupa a condizer, com ar enfadado e mais preocupada em manter uma acesa conversa com as colegas sobre novelas, ou famosos, ou algo do género, do que em cumprir o seu papel, isto é, atender-me e que ainda olha para mim como se tivesse vindo em má hora.
Hoje recebi um beijo repenicado e molhado de um amigo igual a este e...emotiva como sou, fiquei com lágrimas nos olhos e feliz, com um sorriso do tamanho do mundo.
Babo-me toda só com a imagem: bolo de chocolate + chocolate quente + mais gelado...= é que nem a folhinha de hortelã sobrava...