30 de abril de 2009

[إند-وف-ويك] جيّدة

Ainda imbuída no espírito do post anterior:

إند-وف-ويك] جيّدة ل كلّ, مع كثير شمس و [كلورزينهو], [دسكنو] وابتسامات


Tradução: Bom fim-de-semana para todos, com muito sol e calorzinho, descanso e sorrisos!

Desafio...diferente

Há uns dias atrás o Dry Martini desafiou-me a escrever sobre as lojas com as quais nos identificamos, ou que simplesmente, gostamos de visitar. A ideia é referirmos 5 lojas e identificarmos 5 bloguistas para responderem ao mesmo desafio. Como já vem sendo um hábito meu, vou baralhar as cartas e trocar as voltas às coisas. Há de facto lojas que gosto, que frequento (até já referi por aqui, uma ou outra em post's idos) mas vou referir apenas um espaço, não acessível a qualquer um (pela distância), mas que vale muito a pena e que está relacionado com uma das viagens que mais gostei de fazer, concretamente a Marrocos. Assim, o meu espaço de eleição, para fazer compras e porque adoro tudo o que é étnico, está na feira de Marraquexe - uma feira magnífica, enorme, repleta de gentes e cores, de cheiros diferentes, onde se vende de tudo, onde tudo é negociado, onde reina a confusão e abunda a boa disposição. Nesta feira comprei imensas coisas: tapetes, candeeiros, brincos, colares, túnicas, frascos para colocar perfume, chás, presentes para a família e afins. Não sem antes ter que negociar e renegociar e fingir que me ia embora sem comprar - faz parte do espírito. E não faltam os comes e bebes e as crianças a rodearem-nos sorridentes. Ainda fui brindada com um xixa que faz as delícias dos jantares cá no Cantinho.
Esta viagem marcou-me não só pela possibilidade de conhecer um mundo diferente, uma cultura diferente, mas também porque tive o privilégio de conviver com o povo marroquino e que é em tudo, diferente do preconceito generalizado que abunda na pequenez do povo português. E, por isso e por muito mais, espero ter a possibilidade de um dia voltar.
Por isso: هو دائما روابط

29 de abril de 2009

Explicação, por favor

Se proliferam pela blogoesfera post's que enfatizam as diferenças entre homens e mulheres, os comportamentos de cada um, hábitos típicos, comportamentos generalizados, etc, etc, etc, imagino que haja por aí muito bom entendido na matéria que me possa dar umas explicaçõezinhas. Assim, gostaria que me explicassem alguns fenómenos do comportamento masculino que eu, por mais que tente, não consigo entender (eu bem tento, é que tenho pai, padrasto, irmão e marido, mas não chega). É verdade que não me tiram do sério, porque tenho os meus próprios telhados de vidro e nestas coisas acho que devemos ser uns para os outros (e os meus telhados são bem frágeis, há que admiti-lo, mas isso será tema para outro post).
Ora, consequentemente, ficaria muito agradecida se me explicassem o porquê do seguinte:
1- porque é que um homem nunca ou quase nunca deita fora o cartãozinho que indica que o papel higiénico chegou ao fim, o mesmo acontecendo com as embalagens de pastas dentífricas, gel de banho e afins?;
2 - porque é que caso o frasco do sabonete líquido das mãos esteja vazio, nunca é capaz de o encher novamente, mesmo sabendo onde está a recarga?
3 - porque é que, quanto melhor cozinha, mais porcaria faz, ou seja, consegue espalhar gordura num raio de mais ou menos 11m2, vertical e horizontalmente? - e nunca a limpa; OU então, não cozinha de todo e tem o displante de ficar sentadinho à frente no sofá, sem mexer uma palinha que seja;
4 - porque é que, quando está a ver o seu clube a jogar, não consegue, em simultâneo conversar, ou desviar os olhos, por três segundos, do ecrãn - mesmo que estejamos quase nuas? E depois, quando estamos a ver as nossas séries de eleição, não se cala por um segundo?;
5 - porque é que nunca encontra a massa, ou o arroz, o sal e afins na despensa? Mesmo quando está na prateleira à sua frente? Mesmo quando se encontra exactamente no mesmo sítio há uns bons aninhos?;
6 - porque é que, se pedimos para deixar a porta do wc aberta depois do banho (para não acumular vapor) e a do roupeiro fechada (por razões óbvias), fazem, invariavelmente o contrário?
7 - porque é que, depois de uma viagem, na qual usaram uma única mala com a roupa dos dois, ele tem a coragem de dizer, no regresso "porque é que ainda não desfizeste a mala?"???
8- porque é que têm a coragem de mandar "bitaites" relativamente a coisas que nunca são eles a fazer - como limpar o wc ou organizar a despensa (e ainda pensam que não dá trabalho nenhum esfregar uma sanita ou limpar o piaçaba)?;
9- porque é que têm sempre a mania que sabem fazer tudo e depois é ver ligações eléctricas mal feitas e varões de cortinados mal alinhados?
10 - porque é que detestam que uma mulher consiga fazer determinados trabalhos, digamos que tipicamente masculinos, melhor do que eles?
11- e, o maior mistério para mim, porque é que quase nunca fecham a porta da casa-de-banho quando estão lá dentro? Acham mesmo que gostamos de saber o que estão a fazer lá dentro?
E mais coisas haveria a dizer, de certeza, mas, de momento não me recordo de nenhuma. Atenção, que isto não é uma crítica - nós, mulheres, também temos comportamentos típicos e que os homens não conseguem compreender (como esse grande mistério que leva a que as mulheres gostem de ir às casas-de-banho públicas, acompanhadas, ou porque é que precisamos de mais do que um ou dois pares de sapatos). É só uma tentativa de eu, enquanto mulher, poder entender melhor...;) - aceitam-se explicações válidas e, também, mais "porque é que..."
Nota: este post não significa que encontro estes comportamentos todos em todos os homens que conheço, mas quase...

28 de abril de 2009

O destino dos animais

E depois há aqueles dias em que temos a hipótese de fazer a diferença na vida de um ser, pequenino e frágil e em que me sinto especial por isso.
Desde pequena sempre tive o hábito de salvar borboletas e abelhas das poças de água, caracóis, caracoletas e bichos-de-conta de caminhos perigosos, gatos e cães mal tratados ou abandonados. Chego mesmo, com relativa facilidade, a tirar aranhas de dentro de casa (para as proteger de pessoas mais (in)sensíveis) e colocá-las na rua, onde ficam mais seguras. Já perdi a conta à quantidade de gatinhos que abriguei (e por isso tenho 3 gatos…), que levei para o veterinário ou para os quais procurei dono. À quantidade de gatos e cães que alimentei na rua, repetidamente. À quantidade de lágrimas que deitei quando morriam junto a mim, ou quando no veterinário me diziam que não havia nada a fazer…
Hoje, depois de um dia de pura reflexão e vivida na memória, dei com um pequeno pardal caído do seu ninho no meio do recreio da escola. Tão pequeno que não conseguia ainda voar, limitando-se a uns toscos pulinhos. Caiu do se ninho, sem estar preprado para enfrentar o mundo "cá em baixo". Eu e a minha amiga (e colega) A. apanhámo-lo, acarinhámo-lo, arranjámos uma caixinha de cartão que forrámos com jornal e ao fim de uma hora já tínhamos conseguido que um criador de pássaros o “adoptasse”. Pequeno de mais para ficar sozinho, perdido no meio dos pontapés e brincadeiras mais ou menos violentas das crianças, foi a melhor solução. Custa-me muito ver o sofrimento alheio, mas o sofrimento dos animais mexe mesmo comigo, de tão indefesos e desprotegidos que são. E nesta altura do ano, surgem sempre as histórias de abandono de animais, que eu não quero e não consigo entender. ..
E porque já gozaram comigo, já me falaram com desdém, já me criticaram pelo dinheiro que gasto, ou por apanhar chuva para alimentar animais abandonados, cito uma frase de Émile Zola, com a qual me identifico e muito: “O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo”…
PS - visitem este blog: http://agirpelosanimais.blogspot.com/! Divulguem-no, façam a diferença ;)

27 de abril de 2009

Saudades tuas...

Tenho muitas saudades da pequena aldeia, no Baixo Alentejo que, em parte, me viu crescer. A aldeia onde passei tantos e tantos Verões e quase todas as minhas férias escolares até aos meus 16 anos. A aldeia onde cheguei mesmo a viver, durante o divórcio dos meus pais. Tenho saudades tuas, que, farias ontem 78 anos e que tantas e tantas vezes me amparaste nos teus braços. Tenho saudades da tua figura alta e forte, dos traços de mulher bonita que, para sempre ficaram. Dos teus olhos azuis e profundos. Da forma como me protegias e de como me passaste tantos ensinamentos. Tenho saudades da casa grande, de altas abóbadas e repleta de história da nossa família. Do quintal cheio de gatos, cães, coelhos, pássaros, árvores de fruto e plantas que faziam as minhas delícias. Do sótão, com cheiro a antigo, onde depositavam resquícios do passado: fotografias, roupas antigas, sapatos, livros e onde havia uma vista linda pela seara alentejana. Da braseira, no Inverno, sentando-nos todos à volta da camilha para ver televisão ou simplesmente conversar. Tenho saudades de quando me mostravas todas as fotografias antigas e me deixavas fascinada com a beleza das mesmas e com a história por de trás de cada uma delas. Lembro-me do amor com que falavas do avô, esse amor impossível pelo qual os dois lutaram. Lembro-me de, quando depois de ele partir, me deitava contigo e ficava a noite toda a ouvir-te respirar, com receio que também tu partisses, com a força do desgosto que eu sabia que te dilacerava por dentro.
Tenho saudades do sabor do pão acabado de fazer, do sumo feito com as laranjas do quintal, das noites perdidas ao luar, sentadas na porta de alguém, onde ouvia, deliciada, todas as histórias de meninice de cada uma das pessoas. Tenho saudades do cheiro a vela, nas tardes e noites de Inverno, quando trovejava e a luz faltava. Tenho saudades dos cheiros que nunca mais esqueci, dos sabores da minha infância, da casa na qual nunca mais consegui entrar, porque me lembra demasiado de ti…porque quero recordá-la com o teu cheiro doce, com o teu toque delicado, com o amor que depositavas em cada canto e em cada objecto. Tenho saudades das festas na aldeia, do cheiro a algodão doce, da alegria que se vivia intensamente nesses dias, em que parecia que a aldeia tinha acordado para o mundo. E mesmo das festas religiosas, onde tudo era feito com rigor e tradição. Tenho saudades de quando cozinhavas na grande cozinha e usavas a mesa branca de mármore para moldar a massa e me deixavas ajudar. Tenho saudades do teu sorriso e dos teus abraços. Tenho saudades de quando, paciente, me ensinavas alguns segredos da natureza, como o conseguir estar tranquila no meio de abelhas ou a tratar de um canteiro de poejos.
Tenho saudades tuas…muitas, porque não ficaste comigo, para viver ao meu lado, tantas coisas boas que me aconteceram. Sonho contigo com muita frequência e nos meus sonhos abraço-te sempre com muita força e digo o que não tive oportunidade de te dizer, pela forma repentina como me foste tirada: gosto tanto tanto de ti....

26 de abril de 2009

O post que não é um post

A falta de um post no dia que passou, apenas se explica pelo fim-de-semana tão bem passado entre filmes, pipocas, organização caseira, limpezas, irs, muito estudo, jantares com amigos, jantares de família, leituras em dia e namorar. E agora estou tão cansada que não me ocorre nada decente para "postar".

Aproveito para referir que o meu blog, no espaço de duas semanas, ultrapassou as 5.000 visitas, das quais 4.357 são minhas!
Amanhã regresso!

25 de abril de 2009

Viver em Liberdade

Apenas para lembrar como era o antes, aqui fica um excerto de um poema de Ary dos Santos - As portas que Abril Abriu:

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.

Era uma vez um país

de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país Portugal suicidado.

Não quer dizer que, chegados aqui, não tenhamos que lutar pelo depois.



24 de abril de 2009

What???

Alguém me explica o que está errado nesta imagem? É que eu não sei o que é mais grave: se o Pinto da Costa com uma bandeira do meu querido SLB nas mãos, se uma bandeira do meu querido SLB nas mãos do Pinto da Costa...se os óculos do Pinto da Costa. Estou baralhada...

Sou aquela que...

Sou aquela que:
nunca se levanta ao primeiro toque do despertador, nem ao segundo, nem ao terceiro;
tropeça sempre, invariavelmente, no mesmo tapete e bate nas mesmas esquinas das mesas;
quase todos os dias fica com uma manga presa na maçaneta de uma qualquer porta (e continua a andar);
frequentemente fica com o salto do sapato preso na bela calçada portuguesa;
quase todos os dias apanha choques no carro;
muitas vezes, arruma o café no frigorífico e o leite no armário (talvez por ser canhota);
por vezes põe as meias usadas no caixote do lixo;
se esquece das janelas abertas e é assaltada enquanto dorme;
frequentes vezes, tenta abrir o carro de outra pessoa;
nunca fala no cinema, mas, quando o faz, todos se calam e acabam por a ouvir;
usa lentes de contacto (para ver) e que as perde com facilidade;
lê sempre vários livros ao mesmo tempo (um de cada vez, claro);
por vezes sai de casa com uma meia de cada cor, por pura distracção;
se engana quase sempre nas portas que têm letreiro (empurre/puxe - talvez por ser canhota);
entusiasmada por já ter recebido o salário, deixa que a caixa multibanco lhe coma o cartão;
se ia espetando com o carro, por causa de um anúncio gigante, de teor sexual;
adora nadar, mas é trapalhona a mergulhar;
várias vezes calça os sapatos ao contrário (talvez por ser canhota);
rompe quase sempre os collants quando tem que os vestir;
usa o relógio no braço direito (talvez por ser canhota*);
nunca dorme, onde quer que seja, do lado da porta;
já perdeu a parte de cima do biquini por causa de uma onda;
já sacudiu uma toalha para a rua, com o comando da tv lá dentro...;
por vezes se engana no caminho, que já conhece perfeitamente, apenas porque vai a pensar na vida;
dá gargalhadas que se ouvem a vários km de distância e não o consegue controlar;
cai com uma frequência estranhamente anormal;
todos os dias de manhã se lembra do que sonhou;
facilmente deixa para amanhã o que pode fazer hoje, se o puder fazer amanhã;
quase todos os dias sai disparada de casa e segue, decidida, no sentido errado...

Enfim, sou canhota, sou trapalhona e muito, mas tenho a capacidade de me rir de mim própria...;)
*O facto de ser canhota não é explicação para nada, apenas o refiro, lembrando a tortura efectuada a pessoas como eu em tempos idos e que não se consegue compreender. Sendo eu psicóloga, ainda menos entendo como crianças eram obrigadas, sob ameaça de violência, a escrever com a mão direita..., por vezes, com a mão esquerda presa às costas...

23 de abril de 2009

M ou F?


Num dos documentos que são utilizados na escola, os candidatos têm que preencher algo que já todos preenchemos em tantos documentos ao longo da nossa vida, como:

Sexo:
M__ F__

Pressupondo-se, que, qualquer pessoa entende que deverá colocar uma cruz no local correspondente. Imaginem a minha reacção quando vi isto:

Sexo: SIM
M__F__

Foi difícil, muito difícil manter-me séria e profissional depois disto...É que é de facto uma informação pertinente para o meu trabalho...

Ataque de feminilidade (futilidade) crónica...

A minha querida sogra (que eu adoro) chegou há poucos dias, vinda do Brasil, onde esteve três meses. Entre muitas prendas (vernizes, bijuteria, bebidas - cachaça para as caipirinhas e batida de côco), estava o obrigatório biquini, pois claro. Adorei! Diferente do que estou habituada a usar, mas muitooo giro e com uma cor muito bonita. Mas, não sei o que gostei mais...se do biquini ou de me ter dito "trouxe-te o P* porque não havia mais pequeno" - e aí tive um ataque crónico de quem é mulher, com 30 anos e se sente inchada com o comentário. E não é que serviu ;)

* P. de pequeno ;)
O biquini da imagem é igual ao que comprei no ano passado, também brasileiro (e não, não sou eu na foto, como é óbvio - eu sou muitooo mais gira - tenho mais carninha para agarrar).

22 de abril de 2009

Somebody

Talvez inspirada pelo post anterior, aqui fica uma das letras mais perfeitas de sempre...

Somebody - Depeche Mode
I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone wholl stand by my side
And give me support
And in return
Shell get my support
She will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Though my views may be wrong
They may even be perverted
Shell hear me out
And wont easily be converted
To my way of thinking
In fact shell often disagree
But at the end of it all
She will understand me
I want somebody who cares
For me passionately
With every thought
andWith every breath
Someone wholl help me see things
In a different light
All the things I detest
I will almost like
I dont want to be tied
To anyones strings
Im carefully trying to steer clear of
Those things
But when Im asleep
I want somebody
Who will put their arms around me
And kiss me tenderly
Though things like this
Make me sick
In a case like this
Ill get away with it

Para ti, que um dia disseste que eu era o teu Somebody (e, de seguida, enviaste-me esta letra) - foi esta a música que me acompanhou até ao altar, onde tu me esperavas, com esse sorriso que me enche a alma, porque também tu és o meu Somebody.

Perguntas e respostas - conhecer mais de mim...

Mais um dos muitos desafios que corre pela blogosfera e para o qual me senti desafiada. Não o vou passar a ninguém, mas se alguém o quiser fazer, estejam à vontadinha.
1 - Qual a música que te dá vontade de fazer amor como se não houvesse amanhã? Blower's daughter do Damien Rice, porque tem um significado muito especial. E o Somebody dos Depeche Mode. E o Breathe, da Sia. Oh Meu Deus, são tantas…(algo me diz que logo à noite vão estar a tocar, assim que chegar a casa...)
2 - Qual a música que te dá vontade de meteres prego a fundo quando conduzes? Não preciso de grandes músicas para ter vontade de meter prego a fundo…mas assim de repente, The Killers com o When you were young.
3- A tua primeira vez foi boa, assim-assim, ou mázinha? A primeira vez de quê? Têm que ser mais específicos...
4 - Para onde é que olhas logo quando conheces alguém? Tento não analisar pelo exterior. Interessa-me mais conhecer o seu interior…Não gosto de análises ao primeiro olhar.
5 - O que é que ele/ela tem que fazer para que lhe saltes automaticamente para a espinha? Ele sabe…um beijo…um abraço…uma declaração…tantas coisas.
6 - Qual a coisa mais romântica que já te fizeram?Muitas. É verdade, sou uma privilegiada. Mas a última e talvez a mais bonita de todas, foi ter enfrentado a coragem de ter todos no nosso casamento a olhar para ele e ter cantado para mim a música do Damien Rice, citada na primeira resposta. De tão inesperado, foi lindo e inesquecível.
7 - Qual foi a coisa mais idiota que já fizeste sob o efeito do alcool?…ter arrancado os cortinados de um hotel em Itália e ter dançado com os mesmos debaixo das câmaras de vigilância… Tinha 16/17 anos e por isso, desculpa para o fazer…(acho que a minha mãe vai ler isto…)
8 - O que é que é "música para os teus ouvidos"? Palavras sinceras…
9 - Já alguma vez foste o(a) verdadeiro(a) sacana para alguém? Já despedaçaste algum coração em mil pedaços? Sei que já despedacei sim, mas sem ser sacana.
10 - Deixas o carro chegar ao fim da reserva, ou vais logo abastecer assim que entra na dita cuja? Deixo chegar mesmo mesmo quase até ao fim, mas, em 12 anos de condução, nunca fiquei apeada.
11 - Vais sempre pelo mesmo caminho, ou já alguma vez tomaste o caminho mais longo para casa? Depende do nível de concentração. Às vezes, vou tão concentrada na vidinha que dou por mim a ir para outro sítio (atenção, nunca bati – eu conduzo muito bem ;))
12 - Qual o maior balde de água fria que já levaste na tua vida? Estar a trabalhar na Função pública há 5 anos (logo após a faculdade) e, de um dia para o outro, avisarem-me a mim e aos meus colegas que os contratos a termo que tínhamos assinado um ano antes, não tinham valor nenhum…
13 - O que é que te tira os pés do chão? Ele…quando me pega ao colo…;)

Papoilas...

Sinto um verdadeiro encanto pela beleza singela desta flor, que, de tão simples, é tão bela. A sua fragilidade, por um lado, toca-me e, por outro, a força com que nasce nos sítios mais improváveis, poluídos, escuros e feios, comove-me.
É verdade...mesmo as coisas mais simples têm este efeito em mim...
Não conseguir dormir dá nisto: escrever sobre papoilas...

21 de abril de 2009

Nem tudo está mal...

Hoje tive que ir às finanças. E o que eu gosto de ir às finanças é à segurança social e afins. Tudo começou mal, muito mal, porque antes de me dirigir ao serviço, telefonei para colocar uma questão e a senhora que me atendeu, entre "hum", "oh" e "pois..." não me soube responder e deixou-me exactamente na mesma. Depois disto, prevejo logo uma longa espera, num lugar sujo, escuro, no qual os odores a bafio, a papel velho e a axila mal lavada se confundem. Um lugar onde ainda abundam as pastas de tons castanhos em pilhas e mais pilhas e os mobiliários e as cadeiras são de 1973 e acusam o desgaste do tempo. Ia preparadinha para me chatear, para rodar a baiana e até ameaçar descalçar o chinelo, de dedo espetado, caso fosse necessário (brincadeira, que eu, nestas coisas, sou muito educada e não gosto de cenas. Mostro a minha cara n.º 31 e uso um ou dois argumentos fortes e estonteantes, pois claro). Ia preparada para pedir o livro amarelo e aproveitar a situação para chamar uns quantos nomes ao senhor primeiro-ministro, que diz que é engenheiro de qualquer coisa. Ia preparada para apanhar uma trombuda qualquer, com um penteado perdido algures nos anos 80 e roupa a condizer, com ar enfadado e mais preocupada em manter uma acesa conversa com as colegas sobre novelas, ou famosos, ou algo do género, do que em cumprir o seu papel, isto é, atender-me e que ainda olha para mim como se tivesse vindo em má hora.
Ia com todos os comprovativos de isenção do IMI até 2012 e duas notificações (uma para mim e outra para o P.) em como tínhamos que pagar, ainda este mês, 140 € cada um, de algo de que estávamos isentos. Algo que para mim é incompreensível e portanto, razão suficiente para eu ir aborrecida.
Pois que eu tenho um problema - posso até querer ser antipática, mas não consigo, sobretudo, se do lado de lá está um senhor, prestável, que não me deixou esperar nada, que me pediu imensas desculpas pelo sucedido (wtf - eu sou do tempo em que eles ainda olhavam para nós como se fossemos culpados de algo), explicou-me o funcionamento do sistema informático e mostrou-me que se tratava de um problema do mesmo, que não está ainda aperfeiçoado e que apagou o diferimento da nossa isenção. Em 5 minutos preenchi apenas um papel, o problema ficou resolvido e ainda fiquei isenta até 2014.
E saí satisfeita e sorridente por saber que há pessoas competentes a trabalhar na minha nova repartição de finanças! Upa upa!

20 de abril de 2009

O post sem título

É sempre bom sabermos que, quando coisas menos boas nos acontecem, temos sempre alguém com vontade genuína de ajudar. Não porque permitamos que o façam, mas porque é reconfortante saber que o querem fazer.

19 de abril de 2009

Coisas de mim...

Hoje recebi um beijo repenicado e molhado de um amigo igual a este e...emotiva como sou, fiquei com lágrimas nos olhos e feliz, com um sorriso do tamanho do mundo.
Senti os seus bigodes na minha pele e retribui com um abraço (embora ele preferisse, de certeza, um peixinho, que eu, lamentavelmente e por razões óbvias, não tinha). Depois posto as fotos verdadeiras...

Fico envergonhada comigo mesma, porque me emociono com facilidade e hoje tive que me esconder atrás dos meus óculos escuros. Este tipo de reacção acontece-me com frequência. Com filmes, com histórias da vida real, com livros, com notícias e no meu dia-a-dia, com as histórias das pessoas com quem me cruzo. Choro que nem uma perdida, choro de tristeza e de felicidade com a mesma intensidade, choro sem conseguir controlar-me.
Enfim, coisas de mim...

18 de abril de 2009

As minhas dicas...

De beleza!
Corre pela blogosfera um desafio que consiste em cada um(a) revelar 10 dicas de beleza. O mesmo fez-me pensar quais seriam as minhas. Confesso que sou vaidosa qb, tenho cuidados básicos e gosto de me sentir bem comigo mesma, mas, para mim, a beleza transcende e muito o nosso aspecto exterior, transcende o que mostramos ao primeiro olhar. Prendemo-nos muitas vezes com o supérfluo e esquecemo-nos do mais importante, do “eu interior”.
Por isso, tento ter em mente alguns passos que me permitam, acima de tudo, sentir-me uma pessoa melhor. Mais do que champôs especiais, mais do que cremes para o corpo, para a cara, cremes de dia e de noite, para as rugas, para as manchas, para as borbulhas e afins*, aqui vão:
1. Amar…- não passa apenas por amar a nossa cara-metade, mas por nos amarmos a nós próprios, os nossos amigos, os nossos animais, (a nossa família, claro), o nosso trabalho, a arte…tudo o que gostamos;
2. Sorrir – saber sorrir e sorrir sem medo;
3. Saber pedir desculpa – algo tão importante para assegurar as relações à nossa volta, assim como o é saber aceitar um pedido de desculpas;
4. Evitar a inveja mesquinha - costumo pensar que o mal de muitos é o facto de estarem constantemente a invejar a vida dos outros, ao invés de lutarem pela sua. Este sentimento, tão negativo, corrói-nos a alma;
5. Deixar os problemas do trabalho, no trabalho e os de casa, em casa – para mim uma regra vital;
6. Saber desabafar – é sempre importante termos alguém a quem contar os nossos problemas, as nossas tristezas, mas também as nossas pequenas vitórias e as nossas alegrias (a blogosfera também conta);
7. Saber aceitar os nossos erros e aprender com eles;
8. E acima de tudo, permitirmo-nos ser felizes…

Nem sempre consigo cumprir tudo isto, mas não há ritual de beleza que cumpra rigorosamente…Sei que ainda tenho muito para aprender, mas tento por em prática tudo o que a vida me ensinou até este momento.


* e sim, eu uso tudo isto e faço depilação e gosto de ir às compras e andar arranjadinha, adoro sapatos e maquilho-me, mas se não me sentir bem comigo mesma, não adianta...

17 de abril de 2009

Petit gostoso...

E porque hoje é sexta-feira e é dia de ficar no trabalho até às 22h...o que eu não dava por isto, para me acalmar as carências:
Babo-me toda só com a imagem: bolo de chocolate + chocolate quente + mais gelado...= é que nem a folhinha de hortelã sobrava...

Eu vou...

Já partilhei por aqui que vou ver Novelle Vague e DEPECHE MODE?
La la la la la - vou mesmo! Ao Porto, em Julho. La la la la la!

Prendinha de Natal de mim para o P. ;)
Porque não há forma mais intensa de viver a música do que num concerto...