16 de maio de 2009

Relações

O difícil não é começar uma relação. Difícil difícil é manter uma relação. E mantermo-nos felizes, fazendo a outra pessoa feliz também.
A mim assusta-me a possibilidade (e a realidade) de as pessoas se acomodarem ao que têm, esquecendo-se que devem investir diariamente no sentimento em si, no amor. Não basta partilhar uma casa, uma vida, um cinema, uns quantos jantares fora e, por vezes, umas férias. Há que mostrar, nos olhares, nos sorrisos e nos pequenos gestos do dia-a-dia (ou num post it amarelo, no espelho da casa-de-banho, como faço, uma vez que, de manhã nem nos cruzamos), que o amor está lá, bem presente e que faz parte de nós. Claro que há discussões, fases menos boas, momentos em que, mesmo acompanhados, nos sentimos completamente sozinhos, como se ninguém no mundo, nem a pessoa que melhor nos conhece, compreendesse os nossos problemas. Mas quando o amor está lá, é possível dar a volta. E também isso se pode tornar difícil: perceber se ainda é amor, se há paixão, ou se já só resta amizade, carinho...ou nem isso. E é por isso que me assusta o comodismo, assusta-me que muitas pessoas optem por manter algo que está morto à partida, que desistam de ser felizes.
Sou uma pessoa observadora e gosto de analisar comportamentos. Por vezes, nos restaurantes ou cafés, observo casais que passam uma refeição inteira sem trocarem uma palavra, um sorriso, um gesto de carinho. Não dão as mãos, não têm o que conversar. Mas algo os leva a estar ali juntos...Assusta-me pensar que um dia me possa acontecer. Porque pode, sejamos realistas, pode acontecer a qualquer um de nós.
Sei que hoje sou feliz, sei que faço feliz a pessoa que está comigo, sei também que tenho uma relação que não é perfeita (isso existe?), mas em que somos perfeitos um para o outro. Sou aquela que invisto, que demonstro o que sinto, que ponho sentimento em cada palavra, em cada olhar. E espero continuar a ser, porque difícil difícil é manter...Espero um dia olhar para nós e ver um casal de idosos que passeiam nas ruas de mãos dadas...com um sorriso nos lábios e com o mesmo sentimento nas palavras que são partilhadas.

15 de maio de 2009

O primeiro

Parece que ontem o cabeleireiro descobriu o meu primeiro cabelo branco! Depois da primeira ruga de expressão se instalar teimosamente e sem pedir licença, o que eu pedi para este dia não chegar! Logo a seguir, o mesmo cabeleireiro disse que não me dava mais de 23 anos. Ainda mal refeita do primeiro choque, soube bem ouvir a segunda parte, embora esteja (quase) convencida que estava só a ser simpático, depois da terrível descoberta...Tirar sete anos soa sempre a exagero. Uns 3/4 ainda vá, mais do que isso, fico desconfiada, pois claro que fico.
Alguém sabe se há algum fundamento científico no pressuposto de que se arrancarmos um cabelo branco, nascem sete? É que se é verdade, deixo-o ficar por cá, bem disfarçado na minha melena, junto dos outros todos, já que o meu cabelo é castanho claro e por isso não o deve deixar evidenciar-se muito. Se não, vai já à vida, sem dó nem piedade.

Dar a cara

Quanto mais ando por aqui, no meu ou noutros Cantinhos, mais sinto que ainda há pessoas muito reprimidas, que se escondem atrás de máscaras, atrás do anonimato, sem coragem e...desculpem a expressão, sem tomates. Não é por discordarem de mim (até porque não manifestam concordância ou discordância), mas mesmo que discordem, acho isso muito bom, porque nunca tento impingir as minhas ideias e os meus valores, apenas partilho a minha opinião. É por serem mazinhas e tentarem atingir com argumentos...no mínimo idiotas, sem lógica, sem critério. E usam covardemente esse anonimato para deitarem abaixo os outros, chamando-lhes nomes, ofendendo, sem terem um argumento fundamentado, sem se justificarem. Pois querem saber: a mim não me ofendem ;) - o que vem de baixo não me atinge e desculpem lá a falta de modéstia, mas eu dou a cara e assumo as minhas posições e, por isso, sinto-me indubitavelmente superior a essas pessoinhas.

14 de maio de 2009

Desiludida...

Hoje estou um bocadinho desiludida com a blogosfera. Só um bocadinho. Já aconteceu antes, hoje aconteceu com mais força. Porque há imensos blogues que acompanho, que comento e que visito quase diariamente. E hoje, num desses blogues (penso que dos mais famosos e do qual gosto assumidamente), em que o tema estava relacionado com o ter filhos, com a rapidez com que as pessoas se divorciam e o impacto que isso mesmo tem nas crianças e, sendo eu, além de psicóloga, filha de pais divorciados e com uma opinião muito própria em relação ao assunto, não hesitei em discordar. Não é uma opinião mais ou menos certa do que a da autora ou de qualquer pessoa que tenha lido o post, é a minha opinião, fruto da minha vivência. Porque sou filha de pais divorciados, há muitos anos e porque sei que a minha sanidade mental resulta disso mesmo, do facto de eles se terem divorciado: porque não eram felizes juntos, viviam numa discussão permanente e ninguém merece viver assim. Porque tive uma infância muito complicada e infeliz em determinados momentos e não hesito em dize-lo. Vivi momentos que nenhuma criança merece viver e só com o momento do divórcio, a minha vida acalmou. Não perdi uma mãe, nem um pai, ganhámos todos paz. Os meus pais tiveram muita coragem, numa altura em que era (quase) um escândalo um casal divorciar-se e assumir o mesmo perante a família e a sociedade. Hoje os meus pais são bons amigos e temos uma família muito mais unida e feliz.
Face ao post em questão, comentei o seguinte:
1º comentário- Não posso concordar. Em primeiro lugar porque não me parece que a maioria das pessoas tenham filhos por ser moda. Em segundo, porque não é quando as crianças nascem que surgem os problemas. Com certeza que eles já existem, os ritmos das pessoas é que se tornam diferentes e os problemas podem ser enfatizados, mas não é porque nasceu uma criança. Em terceiro, não é porque os pais se divorciam que as crianças surgem com problemas, é pela instabilidade que surge. Porque cabe ao casal saber lidar com a situação e quando os divórcios são litigiosos e criam imensas discussões e problemas é porque algo já está muito mal com o casal, por isso, mesmo que não se divorciem, a criança corre exactamente o mesmo risco de se tornar instável. Por isso, mais vale o divórcio, porque os períodos de calma, que proporcionam estabilidade emocional, são com certeza maiores. Mas esta é apenas a minha opinião de filha de pais divorciados (divórcio litigioso) e de psicóloga.
2.º comentário (depois de uma resposta da autora, em que a mesma mostrava a sua visão das coisas)- Eu quero muito ser uma romântica e acreditar nos finais felizes (e aqui já não é a psicóloga a falar), mas sei que muitos casais sofrem grandes alterações quando nasce um filho, às quais não é fácil adaptarem-se. O que acho é que, se as coisas realmente não correm bem, é porque já algo estava mal antes. E se hoje os casais se juntam e tentam construir uma família com demasiada facilidade, a qual terminam com a mesma facilidade, será que antes os casais, sofrendo as represálias da sociedade, não se mantinham juntos para as aparências e para manterem os bens em comum, vivendo assim, igualmente, imensos problemas? Acho que já estou a fugir ao tema ;)...
Depois destes comentário (em que, assumidamente tive a ousadia de discordar) li este outro comentário:
Resposta (não vou identificar o/a leitor(a), claro):
Fantástico este teu post, não posso concordar mais . Desejo que hoje tenhas muitos leitores e obviamente que ,o comentário de Bê, me chocou mas estou certa que muita gente pensa como ela, caso contrário não aconteceria o que tão bem descreves fruto da tua vivência e saber.Acabo de ler o uma resposta tua á Bê e mais uma vez tens razão.Parabens XXXXX (o nome não interessa, porque não é o post da autora que está em questão).
Resumo da história, ou a senhora discordou de mim, apenas porque eu tenho uma opinião contrária (e, creio, nem leu o que eu escrevi) ou então a culpa por a sociedade estar como está é de pessoas como eu…
Não sou cretina, nem falsa, nem lambe botas. Quando leio algo com o qual concordo, digo-o, quando não concordo, assumo-o, sem nunca por em causa a opinião do autor, mas apresentando a minha visão das coisas. E assim vou continuar a ser, gostem ou não. Porque senão, não seria eu, Bê.

Corte...e costura

De cabelinho cortado (e não foi pouco, mas não foi demais - os cabeleireiros nunca me aconselham a cortar muito o cabelo, por isso está um pouco abaixo dos ombros) e bem arranjado (esticado, mas com algumas ondas largas e uns ajustes na franja) estou satisfeita...até o lavar em casa, tentar o mesmo efeito e não conseguir, óbvio.
Dei comigo no cabeleireiro, a pensar em algo que, para mim é, desde sempre, um fenómeno: porque é que grande parte das cabeleireiras, com todo o conhecimento que têm, com todos os produtos de qualidade que vendem e aplicam, com todos os conselhos que dão, com a possibilidade de estarem sempre em cima do acontecimento em termos de tendências, têm sempre os cabelos mais horríveis, com uma mistura de cores que não se entende e cortes que não lembram nem ao mais radical músico pseudopoppsicadélico? Por acaso, foi um rapaz, todo fashion que tratou de mim, mas as cabeleireiras...oh god - o que lhes passará pela cabeça? Mais pareciam um catálogo de cores variadas, para o cliente escolher ao vivo...do louro platinado ao vermelho escuro, tudo pairava naquelas cabecinhas e era uma tendência que se estendia a todas, mas mesmo todas...

Apetece-me partilhar isto IV

aqui mostrei o Tobias, o meu gato. Esta é a Blue, a menina dos meus olhos, a minha companheira, a minha menina. Está comigo há 7 anos, desde que a resgatei de uma ninhada de gatinhos atacada por cães. Nunca mais nos largámos. Parece siamesa, mas é rafeira. Vinha em muito mau estado: feridas na cauda, magrinha e cheia de problemas intestinais que é como quem diz que, no início, bem se esforçava, mas nunca chegava a tempo ao caixote de areia. Pesava umas míseras gramas e cabia na palma da minha mão. Era um ser pequenino e frágil que logo logo passou a sentir-se confiante e protegida sempre que estava comigo. Tem uns lindos olhos azuis, que deram origem ao seu nome. O seu temperamento é muito independente, brincalhão, inteligente e forte, chegando ao ponto de amuar durante as primeiras horas, quando regressamos de férias. Só é verdadeiramente simpática e meiga para mim e nunca me trocaria por postinhas de peixe cozido ou latas de sheba. Quando eu não estou é capaz de nem ir para a sala, para junto do P. e dos nossos outros gatos (sim, são mais dois...andamos sempre a resgatá-los e depois dá nisto), ficando sozinha, na sua cama a dormir. Na sala, o seu lugar habitual é junto a mim, sendo o meu colo, o único que gosta e procura. Defende-me com unhas e dentes, na verdadeira acepção da palavra, se sentir que algo me está a ameaçar*. Comigo é a coisa mais doce que existe, com todos os outros, simplesmente ignora, não quer nem saber, é como se nem estivessem ali. Acho que sente que a casa é só nossa, minha e dela, porque esta família começou connosco: eu e ela. E, a verdade, é que eu nunca me senti sozinha. Mesmo agora, enquanto escrevo este post, ela está ao meu lado, a fazer ronron e a dar marradinhas no portátil, para me chamar a atenção, pelo meio lança-me olhares melosos e miadinhos curtos e doces, a pedir carinho. Adoro-a...faz parte de mim e sinto, de uma forma que só quem tem animais pode também sentir (e acreditar), que ela também me adora!
Já me assumi como uma Cat person, neste post, hoje vim só relembrar ;)
* O P. que o diga, quando um dia, estávamos na brincadeira, a fingir que batíamos um no outro e ela o atacou com uma dentada na cabeça e unhadas na cara - e o que eu me ri...

13 de maio de 2009

Coisas de mulheres

Amanhã vou cortar o cabelo. Está mais do que decidido - está marcado.
Normalmente acontece-me ter uma vontade louca louca de dar uma volta renovada no visual e não descanso enquanto não o faço. Depois, vejo-me ao espelho e tenho uma vontade louca que o cabelo cresça e volte ao estado em que estava antes de o cortar...
Enfim, coisas de mulheres...

12 de maio de 2009

Compromisso de corpo e alma

E quando um desconhecido, bem mais novo do que eu, numa segunda entrevista, onde lhe apresentei propostas de formação para enriquecer o seu currículo, me olha nos olhos e diz que adorou conhecer-me e que logo da primeira vez que me ouviu, numa sessão de esclarecimento, ficou encantado (e a conversa teria ido mais longe se eu não a redireccionasse para coisas de trabalho, que realmente interessam), isso é o quê?
Senti as faces a escaldar, corei que nem um tomate e fiquei embaraçada, confesso, porque já não estou habituada a estas coisas e tratei de o canalizar para a entrevista, a qual dei por terminada assim que pude.
Dei comigo a pensar na resposta possível, o "sou casada", que a maioria das pessoas dá nestas situações, quando há alguma insistência, à qual, felizmente, consegui não chegar. Para mim não chega. Não é por ser casada, não é por ter uma aliança, não é por ter assinado um papel, é por muito mais do que isso. É por ser profundamente apaixonada por uma pessoa que me completa, me preenche e me faz sentir feliz. Só o seu sorriso tem o efeito de me iluminar, de me fazer sentir única. E sentiria exactamente o mesmo, mesmo que não nos tivessemos casado. É um sentimento de compromisso de corpo e de alma, não de papel. E por isso, da próxima vez (se houver uma próxima, que presunçosa) ainda dou comigo a responder peço desculpa, mas sou completamente apaixonada pelo homem da minha vida.

Casa arrumada

E quando uma mulher dos tempos modernos, que vive uma relação moderna*, depois de uma semaninha inteirinha a trabalhar, depois de um fim-de-semana inteirinho a trabalhar e depois de andar a dormir em média, 4 a 5h horas por noite, chega a casa a um domingo à tarde, depois do trabalho, espera ter a casa, no mínimo arrumada e o seu maridinho de braços abertos à sua espera, com um belo pitéu de fazer crescer água na boca, uma garrafinha de vinho do bom e uma sobremesa daquelas de se babar toda, além de muitos miminhos e coiso, certo? Errado. Erradíssimo. A casa estava virada do avesso (é que nem o saco do lixo levou para baixo e nem os sacos de papel, estrategicamente colocados ao lado da porta, foram para a reciclagem) e maridinho nem vê-lo. Porque me apanha fora de casa e aproveita para ir jogar futebol de manhã, almoçar com os amigos do futebol, assistir a um jogo de futebol de um clube onde já jogou à tarde e à noite, quando chega, ainda se senta a ver futebol e a curtir o seu "verão azul" (que é como quem diz que eu estou com azia porque o Porto ganhou o campeonato e porque a casa estava de pantanas). E pronto, aqui a Maria (sim, porque um dos meus nomes é mesmo Maria) dedicou-se, ontem à noite, depois de um dia de trabalho, a ir ao supermercado, para poder trocar os iogurtes fora de prazo que jaziam no frigorífico e comprar detergentes, alguma comida e afins, chegar a casa e por as mãos à obra. Eram 23h e ainda estava a esfregar a casa-de-banho e já não podia com as dores nas costas (estou a começar a sentir os efeitos da pdi). E eu não sou a pessoa mais organizada do mundo, é que não sou mesmo, contra todas as previsões e generalizações astrológicas de quem nasceu sob o signo virgem, sou até bastante desorganizada e descontraída com a casa, fruto, com toda a certeza, de uma educação materna levada ao limite da arrumação - deu no que deu, saí ao contrário e não padeço daquilo a que na família chamamos, tão graciosamente a doença da migalha**! Mas pronto, tudo tem limites e eu gosto de me sentir bem no meu palácio.
*Moderno para mim é termos os dois tarefas e ele passar a sua roupa a ferro, não pensem em esquisitices!
** Por doença da migalha entende-se uma quase neurose obsessiva de apanhar toda e qualquer coisinha, por mais minúscula que seja do chão e ter a casa sempre toda a brilhar e a cheirar a detergente e poutporri e afins.

11 de maio de 2009

O meu sorriso

Venho partilhar convosco o meu sorriso*... Este não é de hoje e peca pela falta de qualidade da imagem, mas é mais ou menos assim que me sinto.
Não sei os resultados todos de imediato, mas o mais importante sei: estou limpinha...O resto são detalhes.
A todos, obrigada pelas palavras cheias de força e pelo apoio demonstrado de forma tão tocante no post anterior.
* E sim, durante os próximos tempos poderei sorrir sem medo!

Submersa em mim...

E porque nem tudo são sorrisos na vida, hoje vou finalmente fazer o meu check up pós - operatório. Passaram três meses desde que fui operada e pouco menos de três meses que ouvi a palavra mais desejada - benigno...mas tenho que estar em cima do acontecimento o resto da vida, o que não foi feito para mim que sou dada a grandes desleixos comigo mesma. Felizmente tenho pessoas à minha volta que não me deixam descurar, o que me faz agir mais por elas do que por mim. Às vezes adio as coisas, porque quero adiar respostas. Evito-as, nego-as a mim mesma, como que a programar a minha mente, deixando de fora hipóteses menos boas. Ignoro os sinais, invocando normalidade e escondendo-me atrás das teorias de que determinados problemas só surgem a partir de certa idade, entre outros dados nos quais não me enquadro. Mas as possibilidades de reincidência estão lá e não as posso ignorar.
Enfrento, por isso, uma manhã, no mínimo chata, com esperas pelo meio, jejuns, exames e sei lá mais o quê. Mas com toda a certeza de que venho de lá com o alívio no sorriso e a alegria no olhar*...Só pode, não é?
* e um livro debaixo do braço

10 de maio de 2009

Vista para o rio

Das janelas da minha casa tenho vista para o rio. Tenho uma vista sobre a minha cidade e sobre cidades lá ao longe. Tenho vista para árvores, lindas e frondosas e cheias de passarinhos que adoro ouvir, como que a anunciarem a chegada da Primavera. Tenho vista para um pequeno jardim, que faz as delícias dos mais jovens. Tenho vista para o céu e, por vezes para a lua. Tenho vista para alguns prédios em frente ao meu, do qual vejo varandas e janelas, cheias de histórias e vivências, por trás de cada uma delas.
Porquê, pergunto-me então, é que dou comigo a andar em trajes (bem) menores pela casa, com as janelas todas abertas? É que normalmente só reparo quando já é tarde e dou comigo, qual desenho animado a parar horrorizada e a voltar, de mansinho, para trás, ou então a tentar tapar-me com alguma pecita de roupa minúscula que tenha nas mãos (como umas meias...)! E o P. é igual! Que horror. Acontece quando saio do banho e quando ando à procura de uma qualquer peça pela casa, sobretudo se estou com pressa matinal (todos os dias, pois claro).
Acho que vou espalhar uns post-it's pela casa, qual bilhete de mim para mim, para nunca mais acontecer...

E, finalmente, vou por as minhas leituras em dia, pelos vossos blogues! Já volto...

8 de maio de 2009

Obsessivocompulsivoparanóica??

Alguém comentou, a propósito do post anterior, que eu não ia conseguir ficar tanto tempo longe do blog...parece que é verdade. Mas não é do blog em si, mas de vocês que o animam, o mimam e fazem parte dele.
Por isso, vim partilhar convosco algo que li, ao longo das minhas pesquisas (quase) científicas dos últimos dias (atenção, o texto está em português do Brasil):
Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma obsessão. Outros exemplos de compulsão são o ato de lavar as mãos ou tomar banho repetidamente, conferir reiteradamente se esqueceu algo como uma torneira aberta ou a porta de casa sem trancar. Deve-se deixar claro porém que para que esses comportamentos sejam considerados compulsivos, devem ocorrer em uma frequencia bem acima do necessário diante de qualquer padrão de avaliação.
A última frase está em bold porque foi o meu alívio (penso eu, porque não havendo de facto uma contabilização do que é normal e do que roça a compulsividade, não sei se estou safa). Durante anos e anos lembrei-me de um professor na faculdade (psicólogo, inteligentíssimo e cujas aulas adorava. Tinha uma voz potente, uma presença forte...enfim, é um daqueles que não se esquece) que dizia que as pessoas que, por exemplo, ao saírem de casa, voltam atrás algumas vezes para conferirem se o gás está desligado, ou as luzes apagadas, são obsessivas e paranóicas. Ora juntando tudo isto e analisando a minha pessoa, direi que tenho indícios de paranóica/obsessiva/compulsiva. A verdade é que eu, distraída como sou, sempre com a cabeça na lua, volto sempre atrás! Não é sempre, vá, mas é praticamente sempre: para confirmar se o ferro ficou desligado (e isto por vezes faço mais do que uma vez, numa manhã, mas a verdade é que já uma vez, um de nós o deixou ligado bastantes horas), se a máquina do café está desligada (já ficou várias vezes, o que é um perfeito disparate - consumo enérgico dispendido), se as janelas estão bem fechadas (esta última, desde que fui assaltada), etc, etc. Além de que sou bem capaz de lavar as mãos com muita frequência, porque no meu trabalho aperto as mãos a muita gente...algumas transpiradas ou então que servem para limpar a transpiração que segue pela testa fora sem dó nem piedade, outras com as unhacas cheias de ronhonhó e, sabe-se lá onde é que andaram com as mãos. Já para não falar da unha do dedo mindinho enooorme- pensam vocês é para toca guitarra - mas na verdade, confirmo que não faz parte das suas actividades, por isso só lhe consigo encontrar três funções: limpeza nasal mais eficaz, coçar a micose e limpeza auditiva. E sim, detesto por as minhas mãozinhas de fada naqueles sítios em que toda a gente põe - maçanetas de portas de wc's públicos; menus de restaurantes (aposto que não sabias esta P.), comandos de TV de hóteis (acham que alguém os limpa?), dvd's alugados e, felizmente, não preciso de andar de transportes públicos, senão a lista aumentava. E sim, no Verão, sou pessoa para, por vezes, tomar banho duas vezes...mas é quando o calor aperta, ou mesmo para relaxar depois de um longo dia de trabalho. Tudo tem um propósito...Direi eu!
Pronto...sou uma quase quase compulsiva. Parece...ou serei? Hum...
Mais alguém por aí que padeça da mesma quase quase obessão compulsiva com algo?

6 de maio de 2009

Out of service

Hoje estou out of service aqui para estes lados. E assim vou ficar o resto da semana - são os efeitos de muito trabalho, neste caso, ao som de Mozart, o que me permite elevados níveis de concentração e capacidade de abstracção do mundo.
Pelo rumo que as coisas levam e porque vou trabalhar sábado e domingo - e neste novo trabalho tenho que ser fabulosa, maravilhosa e sei lá mais o quê - voltarei lá para segunda-feira, cheia de vontade de postar e, sobretudo, de por as leituras dos vossos blogues em dia.

Até lá!

5 de maio de 2009

Devaneios ao espelho

Aqui há uns tempos resolvi comprar um destes espelhos, que há sempre nos bons hotéis e que tem dois lados: um para nos vermos no tamanho real e outro aumentado. O que me levou a comprar foi mesmo o lado aumentado, que nos permite ver e atacar quase cirurgicamente e ao pormenor essas imperfeições chatas, como uma sobrancelha fora do sítio ou um pontinho negro teimoso. Descobri que, se por um lado é óptimo ter uma coisas destas em casa, porque nos permite encontrar esses pequenos defeitos, por outro, é péssimo e, exactamente porque nos permite encontrar esses pequenos defeitos...e outros. É que não há ruguinha, por mais pequenina que seja que não se veja...pontos negros, borbulhinhas e manchas que nos passem despercebidas, olheiras até ao chão, sinais que quase desconhecíamos... Isto tendo em conta que, a maioria das mulheres (eu incluída) tem dias em que se sente um verdadeiro trambolho e não há nada que elimine essa sensação, nem mesmo a nossa peça de roupa preferida ou uma maquilhagem (quase) perfeita, ou os sapatos novos que usamos no primeiro raio de sol. Talvez se nos cruzarmos com o George Clooney e ele nos olhar de alto a baixo...mas, mesmo assim, somos levadas a crer que ele está horrorizado com o nosso mau aspecto. Nem mesmo quando eles, que nos conhecem bem e que nos acham lindas, nos dizem que estamos óptimas, perfeitas, maravilhosas, se nos sentimos um trambolho, não há nada a fazer, sentimo-nos um trambolho e pronto.. A acrescentar estes devaneios ao espelho, borbulhas e ruguinhas de expressão teimosas...ui! Mais vale tirar o dia e vegetar no sofá, até que nos passe o disparate. E, desenganem-se os homens - estas crises não são só quando estamos com o tão famoso TPM - podem acontecer a qualquer altura do mês! Pelo menos comigo, é assim...

4 de maio de 2009

Leituras que marcam...

Hoje falava com o meu colega S. sobre livros. Perdemo-nos na partilha de livros e autores que marcam a nossa vida. E dei comigo a pensar qual a sensação de acabar de ler um livro que nos marca de forma indelével, que permanece para sempre como uma referência.
Para mim é sempre um misto de sentimentos positivos, por ter tido a oportunidade de viver aquela história, de beber aquelas palavras e sentir as personagens, mas também de alguma tristeza, por chegar ao fim, associado a algum receio de nunca mais sentir o mesmo por outro livro. Parece que perco algo no final e por isso, muitas vezes, quando me marcam desta forma, penso para mim, no bom que seria se o pudesse esquecer, para poder viver o prazer e a emoção de o ler novamente.
E vocês, como se sentem quando chegam ao fim de um bom livro?

E, numa fase em que só leio livros técnicos, relacionados com gestão de stress, programação neuro-linguística, inteligência emcional e afins, estou mortinha por pegar no Mia Couto que anda a olhar para mim já há uns 3 meses...está quase quase...

Seguidores

Estou um pouco intrigada...ontem entrei no meu blog e fui a visitante n.º 6666 - número feio, mesmo para mim que não sou nada dada a estas coisas e, quase instantaneamente percebi que perdi um seguidor - terá sido obra do diabo? O que leva um seguidor a deixar de o ser? Alguém me explica?
E logo a seguir recebi este prémio lindo que coloquei aí ao lado, dado pela Tita e pela *B* :D

Pequenez...

No decorrer do meu trabalho e com a infinidade de entrevistas que tenho a fazer, costumo incidir sobre duas perguntas relacionadas com questões de cidadania, hoje tão em voga, concretamente, se a pessoa em questão vota e recicla! Invariável e tristemente, as respostas são, na sua maioria, não...No primeiro caso, porque não acreditam nos políticos e são todos uns mentirosos, uns aldrabões, que não fazem nada, bla bla bla (para falar mal estão lá eles). No segundo, porque dá muito trabalho, não têm tempo, não há eco-pontos junto das suas casas (mentirinha da boa, que eu conheço muito bem a minha cidade)...
Após estas pérolas, a minha mente e bom senso normalmente vacilam entre disparatar e tentar incutir alguma sensibilidade para o caso na cabecinha de cada um deles. Com toda a calma, argumento com o meu português mais motivador que consigo encontrar. Não consigo perceber estas desculpas e dou comigo a pensar que, quem se porta assim, não deveria, em primeiro lugar, ter sequer o direito de se queixar do governo que temos, ou da crise, ou do raio que o parta. Não devia e pronto. A sua contribuição é nula, zero, nicles. E, em segundo, quem não recicla, devia apanhar uma valente multa de cada vez que coloca materiais recicláveis nos caixotes de lixo orgânico. A mim também me dá trabalho! São cartões, garrafas, papéis, pilhas, plásticos, latas, pacotes e afins, que separo com cuidado, em sacos próprios, que carrego que nem uma mula pela rua abaixo e que deposito no caixote correspondente. E depois, quando ouço estas pessoas, fico possessa...Salvam-se alguns casos em que as pessoas dizem que reciclam porque os filhos obrigam - nem pensam na razão para o fazer, estão apenas a evitar uma discussãozinha...mas pelo menos reciclam...

E eu aqui a pensar cá para mim, que a política e as mentalidades estão mesmo mesmo a precisar de uma grande reciclagem...Espero que o senhor que diz que é eng. não conheça o meu blog, senão ainda levo uma censura...

3 de maio de 2009

Para ti...

Não vou escrever um post sobre o dia da mãe. É que não vou mesmo.
Vou escrever sobre ti, querida amiga, conselheira, companheira, confidente, carinhosa, alegre, bem-disposta, linda linda e, como diria, no passado, do alto dos meus 4 ou 5 anos, cor-de-rosinha, o que para mim, na altura, era o melhor elogio que poderia fazer.
Tentar encontrar palavras para te dizer o quanto és importante para mim é sentir uma revolução de sentimentos e emoções que se baralham e me trazem à memória a nossa história, o nosso percurso até aqui. Porque tudo o que sou, sou porque te tenho sempre ao meu lado, nos bons e maus momentos. Porque o carinho e o amor com que sempre me rodeaste me permitiu enfrentar as fases menos boas que vivemos e hoje, olho para trás e vejo como juntas ultrapassámos obstáculos, ventos e tempestades, mais fortes e mais unidas.
Muitos dizem que sou igual a ti e eu sorrio feliz, porque, desde sempre, foste o meu modelo, a pessoa em que gostaria de me tornar. Porque foste sempre um exemplo de força, de honestidade, de mulher cheia de valores e fiel aos seus princípios. E porque tiveste o cuidado e a preocupação de me ajudar a entender e a aprender com os teus próprios erros e aceitar e aprender também com os meus.
Não há palavras que descrevam na íntegra e de forma real, o que sinto por ti. Acho que me entendes se te disser que és tudo para mim...

2 de maio de 2009

O post que não é post II

Neste fim-de-semana estuda-se aqui para estes lados. O sol brilha, está calor, a praia deve estar uma maravilha, são 3 dias de fim-de-semana, mas aqui no Cantinho, estou agarrada a livros, a preparar slides, a investigar filmes relacionados com gestão de stress, a criar instrumentos de análise...bla, bla, bla. Algo que gosto, que é muito interessante e que quero fazer com o máximo rigor e qualidade. Mas confesso que o dia lá fora está a chamar-me e eu não sei se vou aguentar mais um dia inteirinho enfiada em casa, perdida no meio de apontamentos. Acho que vou só calçar as havaianas e vou até ali à praia, só um bocadinho e, quem sabe, depois, comer sushi e beber um bom vinho branco, bem fresquinho...e talvez, a seguir ver um bom filme (ando doida para ver o The Reader) e...depois, voltar para o Cantinho e trabalhar que nem uma louca e lamentar-me por ter ido à praia e comer sushi, beber vinho e visto um filme!
É provável que post's de jeito (e este não conta), só lá para segunda-feira e, seguramente, não vou ter muito tempo para vos visitar, algo que já faz parte da minha rotina diária e que complementa o meu dia. Mas, eu regresso e tratarei logo logo, de por as minhas leituras em dia.
Defino como post que não é post, algo que não é mais do que um recado, para aqueles que me visitam com regularidade, faltando-lhe, por isso, um conteúdo de jeito, não sendo, por isso mesmo, grande merecedor de comentários!